Amapá 247 - A manifestação ocorreu em frente ao prédio da Assembleia Legislativa onde era realizado o evento da Câmara Federal. Embora em número reduzido a presença dos manifestantes chamava a atenção devido a faixa de protesta contra a presença do parlamentar. Os trabalhadores culpam Eduardo Cunha pela aprovação do projeto de Terceirização aprovado recentemente em Brasília.
Durante a sessão itinerante da Câmara na Assembleia Legislativa do Amapá, foi discutido o pacto federativo e a reforma política.
Sessão
Durante seu discurso Cunha disse que a reforma política é uma prioridade em sua gestão. O presidente defendeu a reforma política, condicionando o sucesso da proposta elaborada em comissão especial da Casa à adoção do chamado 'distritão', modelo de eleição no qual os mais votados assumem as vagas no Legislativo.
Entre as mudanças sugeridas por ele, além do distritão, estão: mandato de 10 anos para senadores, mandatos de cinco anos para os demais cargos (vereadores, deputados, prefeitos, governadores e presidente da República) e o fim da reeleição para o Executivo. “No próximo dia 26 de maio estaremos votando em plenário com qualquer resultado que venha da comissão especial”, frisou.
Eduardo Cunha propõe, ainda, que os prefeitos eleitos no ano que vem tenham mandatos de cinco anos para que todas as eleições ocorram no mesmo ano a partir de 2022, ou seja, ele eliminaria assim o modelo atual de eleição a cada dois anos, que acarreta um gasto muito alto para os tribunais regionais Eleitorais e partidos políticos. “A minha dúvida é como definir os suplentes. Se serão escolhidos pela ordem cronológica de votação, ou escolhidos pelo partido. Acho melhor que seja o suplente do partido. Ai fortaleceria e combateria o discurso de enfraquecimento do partido”, comentou o presidente.
Cunha criticou outros modelos de sistema eleitoral em discussão, como o voto em listas preordenadas pelos partidos políticos, o voto distrital e o distrital misto. Ele disse, no entanto, que colocará em votação todos os sistemas. "Vai aprovar algum desses três. Eu diria que aprova o distritão ou dificilmente vai mudar o modelo, porque o distritão ainda tem um pouco mais de votos que os outros - na avaliação que fazemos em conversas -, ou então a opção vai ser ficar como está, que é um modelo muito ruim."
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