PSTU e Psol contra a greve, contra a unidade dos trabalhadores e a favor da direita golpista
Em vez de lutar contra a direita no governo do estado, PSTU e Psol são contra a greve e atacam os trabalhadores desfiliando o sindicato dos professores da CUT
A votação ocorreu em urna e foi apertada, 1.588 a 1.129 que mostra que mesmo com toda a campanha de intrigas, calúnias e desisformação da esquerda-pequeno burguesa, quase metade da categoria presente na assembleia defendeu a permanência na CUT. É preciso dizer claramente que a campanha contra a CUT, nesse momento, é alimentada pela própria direita e extrema-direita, aliadas do imperialismo que veem nos milhões de trabalhadores organizados em torno dos sindicatos filiados à CUT, apesar de toda a paralisia das direções petistas, uma ameaça para os planos golpistas.
Prova disso é que o principal órgão da imprensa capitalista no Rio Grande do Sul, o Zero Hora, fez questão de dar a notícia da desfiliação do sindicato como uma “divisão da categoria” e destacar uma suposta insatisfação da categoria com a CUT. É nítido que a direita está usando a política do PSTU, Psol e outros para atacar a organização dos trabalhadores.
A única função da divisão dos trabalhadores em “centrais” nanicas, como quer a esquerda-pequeno burguesa, é favorecer os patrões. Afinal, qual o sentido de haver mais de uma "central", ou melhor dizendo: que sentido há na existência de uma central que não seja uma organização que, efetivamente, centraliza o movimento sindical?
Na medida que avança a política golpista da extrema-direita, essa política do PSTU, Psol e outros fica caracterizada cada vez mais claramente de aliança com a direita. Esses grupos, adeptos da política da “neutralidade” diante da ameaça golpista, estão na prática juntos com a direita contra o PT. Sob o pretexto de ser contra o PT – coisa que nunca foram de fato –, esses grupos adotaram em muitos casos uma política abertamente direitista, golpista e antioperária e anticomunista.
Nos Correios, por exemplo, sindicatos da Conlutas apoiaram a participaram dos atos com a direita fascista, pedindo intervenção militar, privatizações e fim dos direitos trabalhistas.
Na assembleia do CPERS, ficou clara essa aliança com a direita. Enquanto fizeram questão de dividir os trabalhadores, defenderam contra a greve da categoria. É importante ter claro que uma greve dos professores do Rio Grande do Sul, nesse momento, engrossaria a luta dos professores de São Paulo que estão lutando contra o governo tucano de Geraldo Alckmin. A greve do CPERS colocaria em xeque mais um governo da direita, o governo do PMDB, apoiado pelo PSDB, de Ivo Sartori.
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