O PMDB é um partido amorfo, sem perfil ideológico, um verdadeiro baú de quinquilharias em busca de um banho de ouro. Desde a redemocratização tem estado no poder ou em sua órbita. Composto principalmente por uma lumpen burguesia que sobrevive do parasitismo do Estado, compõe eleitoralmente com qualquer partido que apresente se em condição favorável de lograr a cabeça do governo federal. A estrutura e a legislação político eleitoral do Presidencialismo de Coalizão favorece ao PMDB porque força os partidos a fazerem coligações que não raro ferem seus princípios programáticos, quando os têm. Sua aliança com o PT, fragilizou o governo na medida em que foi tomando corpo na base aliada, principalmente depois do rompimento do PSB, que por sua vez, também beneficiou se imensamente dessa aliança. Sem um contra ponto que equilibrasse as relações no interior da base, o governo petista foi ficando cada vez mais dependente do seu "companheiro de viagem". A última eleição em 2014, com o baque eleitoral do PT, devido em grande parte ao dilapidamento de seu capital político por seus próprios aliados, muitas vezes com o sacrifício de quadros petistas em favor da aliança, o PMDB assomou como a força mais poderosa do parlamento. Com isso conseguiu encurralar o PT e domesticar a oposição. Uma situação de força a que chegou por via do prestígio do governo petista, alegando seu apoio a ele e de ter com ele interesses supostamente comuns. Enganaram o eleitorado na medida em que, chegando a posição estrategicamente favorável em que se encontram agora, trataram de arreganhar os dentes para o PT, intimidando-o claramente, Ao mesmo tempo em que arrancam benefícios por sua condição de partido da situação, fustigam o governo no congresso nacional, onde presidem as duas casas legislativas.
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A pressa do PMDB para aprovar a sua reforma política tem nome - Carta Maior

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