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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Após mais de 90 dias, professores da rede estadual de SP suspendem greve - Notícias - UOL Educação

Após mais de 90 dias, professores da rede estadual de SP suspendem greve

Do UOL, em São Paulo
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Professores da rede estadual de SP entram em greve 147 fotos

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12.jun.2015 - Professores estaduais em greve participam de assembleia no vão-livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), nesta sexta- feira (12), para decidir se o movimento prosseguirá. A mobilização foi organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado). Decretada em 13 de março, esta é a mais longa paralisação liderada pela agremiação Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo
Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram suspender a greve.  A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (12) em assembleia na avenida Paulista. A paralisação durou 92 dias e foi a maior greve da categoria no Estado.
A decisão ocorre em um momento de enfraquecimento da paralisação -- com o desconto dos dias parados, a adesão à greve diminuiu, segundo o sindicato. A Apeoesp, principal sindicato da categoria, contabilizava que 30% dos profissionais estão paralisados. No começo da semana retrasada, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmava que os faltosos não passam de 5%.
O motivo, segundo o sindicato, foi o corte de ponto dos grevistas, que estão desde maio sem receber salário. O sindicato recorre dos descontos no Supremo Tribunal Federal (STF).
O sindicato da categoria fez uma reunião com o governo do Estado neste mês. O governo informou que enviará, em até 30 dias, projeto de lei que estende o atendimento médico de saúde dos servidores públicos (Iamspe) a esta parcela da categoria.
O governo também sinalizou que vai diminuir o intervalo contratual dos temporários para três anos - hoje, eles precisam se afastar das aulas por 40 dias após um ano de trabalho, para não haver vínculo empregatício. A Secretaria Estadual de Educação já havia mencionado em reunião anterior que "estudava" a implementação das medidas.

A greve

Entre as reivindicações, os professores pedem a valorização da carreira, reajuste salarial que equipare perdas salariais, aumento do valor do vale-transporte e do vale-alimentação e são contra o fechamento de salas de aulas, o que ocasionou a demissão de 20.000 professores e superlotou turmas remanescentes.
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo afirmou que "avalia que a decisão do sindicato é extemporânea e ofensiva aos pais e alunos paulistas, uma vez que a categoria recebeu o último aumento salarial há sete meses, em agosto de 2014, o que consolidou um reajuste de 45%".
Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em 2011 foi instituída uma política salarial que permitiu aos professores e demais servidores da rede estadual de ensino um aumento salarial de 45% em quatro anos.
A Apeoesp argumenta que, passados os quatro anos, o reajuste está defasado e que por isso o aumento de 75,33% equipararia as perdas salarias aos vencimentos das demais categorias de nível superior. Hoje, o salário é de R$ 2.145, para 40 horas semanais.
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