Total de visualizações de página

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Chacinas e Retomada do Crescimento dos Índices de Homicídios em Fortaleza


Sem fazer nenhuma concessão a criminosos que matam policiais, e que devem ser rigorosamente punidos, menos ainda se pode conceber membros de corporação policial atuando por fora da lei e promovendo a vingança em lugar da justiça.

A matéria apresenta lacunas,  mas sabendo-se de um ônibus incendiado em uma manifestação de moradores da comunidade afetada por onda de violência que desenrolou-se após o assassinato de um policial num assalto perpetrado naquelas proximidades. Aconteceu na noite que antecipou a madrugada da chacina. Considerando esse fato e a sequencia de mortes que se seguiram, parece que temos uma repetição de episódio  semelhante ocorrido recentemente na região metropolitana de São Paulo.
O bairro em que se deram as mortes, por muito tempo foi palco de disputas entre gangues. mas notícias de fatos relacionados a isso tornaram-se esporádicas ultimamente. Cerca de 30 homens armados e encapuzados, é um modus operandi diferenciado das gangues de bairro. Denota uma organização estranha a esses grupos, compostas em geral de jovens pobres. Não passam de pequenas hordas que contam com um padrão de disciplina bastante elementar.  As brigas e execuções entre elas eram muito intensas até passado recente, sendo que no presente, não se verificam com a mesma constância.
Curioso que reapareçam agora em forma de chacinas, sem que se tenha notícia de qualquer confronto aberto anteriormente a esses fatos.
Causa estranheza também o discurso alarmista do deputado da bala, o Sr. Victor Valim, logo na manhã seguinte à madrugada em que se deram as mortes.  Faz o discurso que sempre fez e que alimentou sua contabilidade eleitoral ao longo de anos. Como um político advindo de programas policiais, se mostra tão desinformado sobre as estatísticas da violência do seu estado? Ou melhor seria dizer que, não é do seu interesse salientar o esforço bem sucedido feito para a diminuição da violência? Esse ano registrou-se sensível redução dos homicídios, com sequência de seis meses de queda. As chacinas ocorridas recentemente e posteriormente àquela em São Paulo, já quebraram a série histórica, voltando a alavancar os números para cima
Apesar disso, o acumulado do ano ainda aponta redução, não sendo portanto o caso de se apelar para uma intervenção da Força nacional, como clama o escandalizado deputado. Teria mais sentido solicitar uma investigação federal, devido ao possível envolvimento de policiais.  Ao menos no caso da última chacina isso está sendo cogitado. Se assim for, uma investigação em nível de corregedoria se mostrará muito arriscada para os investigadores, podendo antes disso, sucumbirem à pressão do corporativismo.

Polícia confirma chacina com 12 mortes na Grande Messejana - TV Diário

Segue abaixo link sobre a quebra da série histórica de redução de homicídios por conta principalmente das chacinas recentemente deflagradas.

http://www.opovo.com.br/app/opovo/cotidiano/2015/09/04/noticiasjornalcotidiano,3499721/numero-de-homicidios-no-ceara-sobe-15-6-apos-seis-meses-em-queda.shtml

Existe conflito de informações: a princípio a polícia admite haver relação entre a morte do policial e a chacina. Já próximo ao encerramento, é categórica em afirmar não ter sido o caso e sim um confronto entre gangues do São Miguel e da Palmeirinha. Numa passagem, um midiático oficial PM, argumenta que a prova disso reside no fato de terem morrido "gangueros" dos dois lados.  Mas como? Por acaso não se tratava de um grupo de cerca de 30 homens encapuzados e armados que invadiram a favela e mataram 11 pessoas, deixando mais alguns feridos? Qual era o outro lado?



Nenhum comentário :

Postar um comentário