"Escandalizou o país a repressão contra os estudantes secundaristas que, em luta contra o fechamento das escolas, passaram a ocupar as unidades de ensino a partir do ano passado. Vídeos e imagens da violência policial somaram-se a vários questionamentos sobre os abusos da PM no Estado (confiram um desses vídeos). A denúncia da violência chegou a ser recebida pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da ONU (Le Monde Diplomatique, 07.04.2016).
Neste 2016, uma novidade: o flagrante desrespeito às determinações judiciais que garantiam a continuidade das ocupações, agora, realizadas pelos estudantes das ETECs, do Centro Paula Souza. O movimento culminou na ocupação da ALESP em uma firme exigência – vitoriosa - pela instalação da CPI da Merenda na Casa Legislativa.
Em meio a isso, a condenação do Tribunal de Justiça, apontando como ilegal a entrada da Força Tática da Polícia Militar, sem mandato judicial, no Centro Paula Souza, abriu novos precedentes. Moraes tentou politizar a questão, reclamando do “número crescente de invasões por diversos motivos, especialmente políticos” (Brasileiros, 13.05.2016). Sobre os reais motivos das ocupações - a situação calamitosa da Educação em São Paulo - nenhuma palavra.
Em 6 de maio, a pedido de Moraes, a Procuradoria Geral do Estado interferiu na questão. A reintegração de posse de imóveis públicos ocupados passou a ser realizada sem a necessidade do aval da Justiça. O destino dos estudantes após a entrada da polícia? Na lógica truculenta da SSP-SP só poderia ser a delegacia (FSP, 13.05.2016). "
Golpistas no Planalto: A nacionalização da truculência paulista - Carta Maior
Total de visualizações de página
Assinar:
Postar comentários
(
Atom
)
Nenhum comentário :
Postar um comentário