A oposição promoveu, mais uma vez, seu espetáculo grotesco e selvagem na linha do quanto pior, melhor!
Antes mesmo de a assembleia dos professores acontecer, já estavam envenenando a categoria através das redes sociais, em seus locais de trabalho, com um factoide: espalharam que o Sindicato APEOC tinha endossado a determinação do Governo do Estado em responder à demanda salarial dos servidores (incluindo-se aí os professores) apenas depois do transcurso de 60 dias.
Como um dos efeitos que o veneno provoca é a cegueira, os que acreditaram não se davam conta que a realização da assembleia já desmentia o boato.
Diferente de outros setores, a resposta do Sindicato Apeoc foi firme e clara desde antes da declaração do governador.
Enquanto o FUASPEC, um Fórum que reúne associações e alguns sindicatos de servidores, no qual a oposição procurou enquadrar o sindicato, ainda hesita em reagir diante da decisão do governo, o Sindicato Apeoc já anunciava o indicativo de greve na assembleia marcada para o dia 8.
E por que não pautou a greve?
Simplesmente porque o processo de negociação ainda estava em andamento quando foi publicado.
Em suma, o sindicato APEOC antecipou-se ao desfecho da negociação e à fala do governador, convocando a assembleia. E ao pautar o indicativo de greve, anunciava a disposição de luta da categoria e do sindicato. Só não podia era pautar naquele instante. Caso o fizesse, a assembleia ia parir um natimorto!
Profundos estudiosos que são do estatuto da nossa instituição sindical, o pessoal da oposição certamente debruçou-se avidamente sobre o edital de convocação da tão ansiada assembleia - De modo que não ignorava seu conteúdo e seu contexto legal. No entanto, não poupou esforços na tentativa de jogar a categoria nos braços do judiciário, abortando a greve para depois fazer o discurso clichê da culpa do Sindicato Apeoc.
Sem nenhum pudor ou recato, e ignorando esses detalhes, coisas muito grandes pra esquecer, a oposição obstinou-se a passar dos limites, buscando deflagrar a greve, custasse o que custasse - Mesmo que implicasse numa derrota sem luta...
Já é difícil fugir aos fatores imprevisíveis que podem levar uma greve à ilegalidade, imagina começar em dívida com a justiça em razão de algo perfeitamente previsível.
Se fosse irresponsável e do seu interesse frustrar a greve, ao sindicato bastaria acatar a proposta, desconsiderar o edital e, em seguida, submeter a pauta-bomba à deliberação do plenário.
Que estourasse em suas mãos. Mas não valeria a pena jogar o jogo em que o grande perdedor seria a categoria.
Como em 2011, quando quiseram fazer eclodir a greve em junho, nas vésperas das férias, e num contexto jurídico semelhante, o Sindicato Apeoc teve, então, de proceder à arriscada operação de desativamento do explosivo...
Além de impedir o ritual de suicídio coletivo que se queria promover, salvando a possibilidade de se fazer uma greve para vencer, e não simplesmente demarcar território, o sindicato APEOC tinha outra forte razão para não se deixar cair naquela cilada.
Ao barrar o golpe da oposição. assegurou que a vitória obtida no apagar das luzes da negociação com o governo não viesse a sofrer retrocesso. Afinal, a convocação dos 341 candidatos aprovados e reclassificados no concurso de 2013 é o coroamento de uma campanha na qual se conseguiu fazer com que o governo nomeasse mais de quatro mil concursados, tendo ofertado apenas três mil vagas!
Considerando o contexto nacional - em que governadores tentam retroceder na contratação de concursados recém-nomeados, como assim ocorreu no Rio Grande do Sul, há de se reconhecer, na luta do sindicato APEOC, e nas estratégias por ele adotadas, um feito extraordinário!
Fazendo a manipulação grosseira de uma deslavada mentira, a oposição inflamou a atmosfera da assembleia.
A ela iam adicionando outras e outras falsificações, tornando impossível o debate em torno das diferentes perspectivas e propostas.
Por mais que se buscasse, exaustivamente, esclarecer o risco real que corriam os novos colegas, e a própria greve, sendo que, neste caso, nem se tratava de um risco, mas de uma decretação, líquida e certa, de ilegalidade, a plateia, “enfurecida”, não se sensibilizava aos fatos elencados, continuando a exigir que se votasse a decretação da greve na base do “aqui e agora”.
Para turvar ainda mais o entendimento do debate real e necessário, inscrevem inúmeros oradores a repetirem numa só toada as mesmas mentiras... Nada além de distorções que unicamente objetivam deixar a todos convencidos de que estão falando a verdade.
Chega a hora em que os sensatos se cansam e vão embora.
Aproveitam para dar o arremate final pondo em ação as tropas de choque que incluem estudantes trazidos e instruídos nesse sentido.
Ficou evidente quando, aproximando-se o final da assembleia, desceram das galerias onde foi permitida sua permanência, para se posicionarem na quadra, em pontos próximos ao alvo.
Decidida a data da assembleia seguinte, que irá deliberar sobre a greve, nada mais havendo a ser votado, a não ser a proposta ilegal da oposição, que não tinha nenhum sentido pôr em votação, e, sem que houvesse a menor possibilidade de se continuar o debate, a mesa, acertada e decididamente, encerrou a assembleia.
Alguma novidade sobre o comportamento da oposição? Nenhuma.
Dessa vez, mas não a primeira vez, foram além do rotineiro.
Respaldados por um suporte oculto e poderoso, desataram a derrubar e quebrar o que encontravam pela frente, tentaram agredir os dirigentes sindicais, ao mesmo tempo em que insuflavam os estudantes ao mesmo ato.
Cometeram uma sequência de atos criminosos movidos mais pela certeza da impunidade do que pela ação democrática e sã.
Hora não se continham e desatavam a rir na pancadaria, deixando cair a máscara de "indignado".
Agora, lançam-se a fazer o rescaldo nas redes sociais e nos locais de trabalho manipulando a aparência dos fatos.
Para todos os efeitos dizem que o sindicato tomou decisão monocrática em detrimento da categoria.
A assembleia é soberana. Mas não deve agir por fora da legalidade vigente, e contra os interesses da própria categoria ("Legalidade" para a qual a mesma oposição apelou, quando quis judicializar a eleição do sindicato).
Embora fosse uma assembleia com audiência expressiva, no entanto, tirando os alunos, não tinha o volume esperado, tendo em vista o peso da pauta e a expectativa criada em torno dela.
É provável que a maior parte da categoria tenha entendido o movimento feito pelo sindicato e preferido se fazer presente na assembleia seguinte que definitivamente pautará a greve.
Mas, ao se comportar dessa maneira, deixou a greve exposta a uma manobra que visava botá-la a perder muito antes de dar sinal de sua existência, ou, por outra, a maioria pode não estar animada com a ideia de realizar a greve, visto ser comum nessas circunstâncias, os profissionais, por várias razões, e equivocadamente, se omitirem de comparecer à assembleia.
Mas é possível que não tenha sido o caso. No próximo dia 20 se terá oportunidade de verificar a hipótese correta. Até lá teremos de conviver com a narrativa falseada dos fatos e do seu significado difundido pela oposição.
Pura propaganda de ódio contra o sindicato APEOC, e sem compromisso com a verdade ou com a própria categoria!
Lamentável que ainda apareçam ouvidos para dar cabimento e credibilidade a tais "verdades".
Mas isso não causa espanto nos dias que correm.
Afinal, estamos no país onde flagrados e consagrados corruptos se põem à vontade na intenção de cassar, por corrupção, o mandato de quem não pesa sequer uma acusação.
Tudo por alguns dias a mais...Ou a menos!

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