Qualquer movimento no ramo da educação pública não pode prescindir do apoio ativo, ou ao menos, da tolerância daqueles que são a razão de ser da instituição e dos que a fazem: os filhos e filhas das famílias do povo que estudam e precisam da escola pública.
Difícil uma greve prosperar se já no seu início não tiver a aceitação desse segmento. Um quadro que não é incomum nos contextos em que sindicatos costumam promover sequências regulares de greve, chegando quase a constar entre os feriados e datas festivas no calendário. Assim, após o natal, o
réveillon e o carnaval, se segue... A greve dos professores. Pior ainda se os resultados se mostrarem nulos ou pífios, o mais provável de acontecer. O fracasso do ano anterior torna se o pretexto para o do ano seguinte. Em consequência, o
mais forte instrumento de luta da classe trabalhadora se desgasta ao ponto de cair em descrédito, inclusive da própria categoria, crescendo a resistência em participar nas lutas futuras.
Outra situação que pode tornar problemática a relação da
categoria em greve com alunos e pais acontece quando o movimento paredista mostra muito
prolongado. Mesmo manifestando total apoio no início do movimento, na
medida em que se estende demais no tempo, a ausência da escola começa a pesar
no cotidiano das famílias.
Não é mais só a questão da presença física da criança e/ou do adolescente dentro de casa, com as pequenas e frequentes atribulações que implica, o que mais aborrece aos pais hoje em dia. Diferente de antes, a percepção da importância da educação cresceu sensivelmente entre as camadas populares nos últimos anos. Em grande parte consequência das políticas públicas em educação dos governos Lula e Dilma que a tornaram mais real e efetiva junto ao povo. Embora nem de longe chegassem perto de superar as defasagens herdadas por séculos de descaso, os passos dados, mesmo pequenos em face de tudo que falta fazer, foram gigantescos, se colocados na escala da história da educação brasileira.
De tal ,maneira que já não permanecem indiferentes a uma greve na escola onde os filhos estudam. E podem à beira do ataque de nervos caso um impasse empate o jogo e leve para prorrogação. Querem um desfecho rápido e imediato, já não importando que seja desfavorável aos grevistas. A balança passa a pender para o lado do governo, a justiça chega para completar o serviço ...E chega se ao resultado bastante conhecido...
Feitas essas considerações, não posso ser acusado de subestimar o apoio dos estudantes à qualquer movimento de educadores, mais ainda no caso de ser uma greve. Mas também não vai faltar quem diga que esteja superestimando esse fator.
De qualquer modo, é quase consenso se considerar o apoio dos alunos como fundamental para o sucesso das ações sindicais da categoria. Esse apoio pode se dar de diversas maneiras. Desde o cumprimento de uma agenda de luta nos bairros e comunidades que estão no raio de ação da sua escola até a presença organizada nas manifestações gerais do movimento. Sendo muito importante que o comando tenha uma pauta e uma programação para os estudantes em seu plano de luta.
Não é mais só a questão da presença física da criança e/ou do adolescente dentro de casa, com as pequenas e frequentes atribulações que implica, o que mais aborrece aos pais hoje em dia. Diferente de antes, a percepção da importância da educação cresceu sensivelmente entre as camadas populares nos últimos anos. Em grande parte consequência das políticas públicas em educação dos governos Lula e Dilma que a tornaram mais real e efetiva junto ao povo. Embora nem de longe chegassem perto de superar as defasagens herdadas por séculos de descaso, os passos dados, mesmo pequenos em face de tudo que falta fazer, foram gigantescos, se colocados na escala da história da educação brasileira.
De tal ,maneira que já não permanecem indiferentes a uma greve na escola onde os filhos estudam. E podem à beira do ataque de nervos caso um impasse empate o jogo e leve para prorrogação. Querem um desfecho rápido e imediato, já não importando que seja desfavorável aos grevistas. A balança passa a pender para o lado do governo, a justiça chega para completar o serviço ...E chega se ao resultado bastante conhecido...
Feitas essas considerações, não posso ser acusado de subestimar o apoio dos estudantes à qualquer movimento de educadores, mais ainda no caso de ser uma greve. Mas também não vai faltar quem diga que esteja superestimando esse fator.
De qualquer modo, é quase consenso se considerar o apoio dos alunos como fundamental para o sucesso das ações sindicais da categoria. Esse apoio pode se dar de diversas maneiras. Desde o cumprimento de uma agenda de luta nos bairros e comunidades que estão no raio de ação da sua escola até a presença organizada nas manifestações gerais do movimento. Sendo muito importante que o comando tenha uma pauta e uma programação para os estudantes em seu plano de luta.
Por outro lado, não há razão suficiente que justifique insistir obstinadamente em introduzir alunos na assembleia geral da categoria. "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa."
A condição mínima necessária
para que alguém tenha sua participação assegurada na assembleia, é ser membro da categoria. Em alguns casos,
nem isso é suficiente. Ao sindicato cabe ofertar as condições necessárias
para que o maior número possível de membros da categoria, em especial os associados, possa estar presente. Acrescentando se a esse efetivo uma quantidade imprevisível de estudantes, pode se imaginar o quanto crescem as dificuldades e a responsabilidade dos organizadores. E muito provavelmente o debate se verá prejudicado.
Os estudantes fazem parte da escola, mas não da categoria. Mesmo considerando
o fato de que decisões nas assembleias venham a ter repercussão em suas vidas, é uma questão que deve ser debatida e aprofundada diretamente com eles durante o estado de greve.
Diferente da assembleia que reúne educadores de todo o estado, os zonais se apresentam bem mais adequados para interação com os alunos, já que reúnem grevistas de áreas delimitadas da cidade, onde já convivem.
Diferente da assembleia que reúne educadores de todo o estado, os zonais se apresentam bem mais adequados para interação com os alunos, já que reúnem grevistas de áreas delimitadas da cidade, onde já convivem.
Afora outro motivo extraordinário, a presença de alunos em assembleias justifica se apenas nos casos de serem representações de entidades gerais devidamente reconhecidas que venham a se solidarizar com os profissionais em luta.
No entanto, em que, a presença aleatória de estudantes na assembleia pode representar contribuição maior do que já podem dar nas instâncias de base da greve?
O ambiente de uma assembleia costuma ser carregado de polêmicas e divergências, que não representam o problema em si. Elas devem e podem ser exercidas sem maiores problemas, até porque é do caráter e da natureza de uma instância deliberativa que seja assim. Espera se que numa categoria de educadores esse processo aconteça de forma minimamente educada. Infelizmente não tem acontecido assim. A instância maior de deliberação frequentemente tem sido convertida em palco para manifestação de intolerância e quando não, em verdadeira praça de guerra. A temperatura costuma ser turbinada ao grau máximo da escala Celsius. O risco de tumulto e de agressão é elevado e permanente. A presença dos estudantes só é motivo de mais preocupação.
O ambiente de uma assembleia costuma ser carregado de polêmicas e divergências, que não representam o problema em si. Elas devem e podem ser exercidas sem maiores problemas, até porque é do caráter e da natureza de uma instância deliberativa que seja assim. Espera se que numa categoria de educadores esse processo aconteça de forma minimamente educada. Infelizmente não tem acontecido assim. A instância maior de deliberação frequentemente tem sido convertida em palco para manifestação de intolerância e quando não, em verdadeira praça de guerra. A temperatura costuma ser turbinada ao grau máximo da escala Celsius. O risco de tumulto e de agressão é elevado e permanente. A presença dos estudantes só é motivo de mais preocupação.
Já é muito constrangedor o espetáculo que alguns professores insistem
em proporcionar nas assembleias, muito pouco digno de impregnar positivamente uma personalidade em formação, e torna se temerário quando trazem seus alunos para participarem da sua bagunça, sem considerar a possibilidade de algum desses jovens vir sofrer agressão grave ou acidentar se em meio ao tumulto que se promove.
Não precisa de muito esforço para se perceber o direcionamento
por trás dessas situações de extrema tensão nas assembleias e que atendem aos interesses particulares de determinados setores. Também não é razoável, e menos ainda lícito, envolver alunos numa disputa que não lhes diz respeito e sobre a qual
não estão devidamente inteirados. As consequências podem ser desastrosas.
Havia alunos em meio à horda enfurecida que atentou contra os membros do sindicato em 2011. Nesse mesmo episódio. saíram em debandada do recinto da assembleia, cercando e invadindo os ônibus que levavam professores para o interior, dirigindo lhes ameaças e os responsabilizando pelo “fim da greve”.
Havia alunos em meio à horda enfurecida que atentou contra os membros do sindicato em 2011. Nesse mesmo episódio. saíram em debandada do recinto da assembleia, cercando e invadindo os ônibus que levavam professores para o interior, dirigindo lhes ameaças e os responsabilizando pelo “fim da greve”.
Certamente não agiram assim sem orientação e estímulo de alguém.
http://sobralemrevista.blogspot.com.br/2011/11/recebi-e-repasso_27.html
http://sobralemrevista.blogspot.com.br/2011/11/recebi-e-repasso_27.html
Essa instrumentalização anti pedagógica do aluno, indefensável em todos os aspectos, acaba dando margem a denúncias histéricas de fundamentalistas que vêem doutrinação ideológica esquerdista freiriana bolivariana nas escolas, especialmente as públicas. Alucinados que enxergam chifre em cabeça de cavalo chegando a acusar de esquerdista ao ultra conservador Dom Odilo Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, e ate a Rede Globo.
A bem da verdade, não está correto concentrar somente nos grupos ultra esquerdistas o uso desse procedimento. A direita proto fascista tem marcado presença entre professores, sendo muito próprio dela a manipulação e a violência. Na medida em que os extremos se tocam, fecharam o círculo em torno de uma oposição sistemática ao sindicato Apeoc e sua diretoria.
Não se questiona o direito das pessoas defenderem posições político filosóficas publicamente e a partir delas pautarem sua práxis político social. O que não se concebe é que em nome de seus objetivos impeçam aos demais exercerem o direito de falar e ouvir o que está sendo debatido. E muito pior, usar estudantes para isso.
Para se chegar a uma decisão consistente é preciso estar consciente das propostas em evidência. Mas isso só será possível com a cooperação de todos no bom andamento da assembleia. Os professores sabem muito bem como é enfrentar uma sala de aula em que não conte com a colaboração dos alunos. Nem precisa que sejam todos, bastando um pequeno número de indisciplinados entrar em ação para verem seus esforços sabotados. Não significa impor censura e nem mesmo impedir que em seu devido momento o plenário se manifeste apaixonadamente... Trata-se isto sim, de fazer com que a assembleia cumpra a sua finalidade essencial que é reunir para deliberar.
A bem da verdade, não está correto concentrar somente nos grupos ultra esquerdistas o uso desse procedimento. A direita proto fascista tem marcado presença entre professores, sendo muito próprio dela a manipulação e a violência. Na medida em que os extremos se tocam, fecharam o círculo em torno de uma oposição sistemática ao sindicato Apeoc e sua diretoria.
Não se questiona o direito das pessoas defenderem posições político filosóficas publicamente e a partir delas pautarem sua práxis político social. O que não se concebe é que em nome de seus objetivos impeçam aos demais exercerem o direito de falar e ouvir o que está sendo debatido. E muito pior, usar estudantes para isso.
Para se chegar a uma decisão consistente é preciso estar consciente das propostas em evidência. Mas isso só será possível com a cooperação de todos no bom andamento da assembleia. Os professores sabem muito bem como é enfrentar uma sala de aula em que não conte com a colaboração dos alunos. Nem precisa que sejam todos, bastando um pequeno número de indisciplinados entrar em ação para verem seus esforços sabotados. Não significa impor censura e nem mesmo impedir que em seu devido momento o plenário se manifeste apaixonadamente... Trata-se isto sim, de fazer com que a assembleia cumpra a sua finalidade essencial que é reunir para deliberar.
Conversando é que se entende. E mesmo que não se chegue ao entendimento, não se pode negar uma chance ao debate...
Fábio L.
Professor
Fábio L.
Professor


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