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segunda-feira, 18 de abril de 2016

'A justiça é como as serpentes. Só morde os pés descalços' - Carta Maior

18/04/2016 - Copyleft

'A justiça é como as serpentes. Só morde os pés descalços'

É cada vez mais sólida a consciência no país e no debate público internacional sobre a natureza golpista da tentativa de derrubada da Presidente Dilma.


Jeferson Miola

Lula Marques / Agência PT
 
                                     Eduardo Galeano, um humanista que eles jamais terão dentre um dos seus.
 
julgamento de exceção da Dilma na Câmara dos Deputados é um golpe de Estado que jamais seria cometido contra um Presidente conservador. É um golpe perpetrado contra um governo popular, dos de baixo, um golpe contra um governo passível de ser picado pela serpente da [in]justiça, porque é um governo dos “descalços”.
 
Fosse outro o governo ameaçado de golpe que não um governo popular presidido por uma mulher inocente e digna; enfim, fosse um governo destes golpistas que hoje ferem a democracia, talvez o STF tivesse sido menos solene e parcimonioso. Talvez tivesse atuado preventivamente em defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito tal como não consegue atuar na circunstância atual.
 

O Supremo Tribunal Federal, voluntária ou involuntariamente, permitiu que a crise política chegasse a um estágio dramático. Agindo passivamente, contribuiu para a evolução crítica do risco institucional sendo complacente com os abusos e arbitrariedades da força-tarefa da Lava-Jato – em especial o justiceiro Moro; e, [ii] sendo condescendente com a permanência de Eduardo Cunha na Presidência da Câmara, o principal vetor de instabilidade golpista. Ao mesmo tempo, o STF contraditoriamente impediu a Presidente Dilma de nomear Lula para a Casa Civil, fato que fragilizou o governo.
 
Os juízes Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello são exceção, são os únicos da Corte que atuam com consciência apurada sobre a gravidade dos acontecimentos.
 
O golpe ultrapassou a primeira barreira – os golpistas alcançaram 367 votos na Câmara; 25 além dos necessários. A partir de agora, a batalha será no Senado, que precisa aceitar a denúncia por maioria simples, para só então instalar o julgamento que pode durar até 180 dias sem Dilma na Presidência.
 
A dificuldade para o governo aumentou muito, mas o jogo não acabou. Ainda que as dificuldades sejam enormes, é necessário cobrar dos golpistas o alto preço pelo atentado que cometem contra a Constituição e o Estado Democrático de Direito. Se for para morrer, que não seja uma morte ajoelhada diante de tiranos que conformam maioria institucional para rasgar a Constituição.
 
As ruas devem bafejar o Senado defendendo justiça e legalidade; por isso é essencial o revigoramento da mobilização democrático-popular e um padrão de luta social ainda mais intensa. Os golpistas não devem ter trégua.
 
É cada vez mais sólida a consciência no país e no debate público internacional sobre a natureza golpista da tentativa de derrubada da Presidente Dilma. Cresce a consciência democrática de que Dilma é uma presidente inocente e íntegra vítima de uma conspiração do vice Temer com o apoio de uma turba de deputados corruptos chefiados por Eduardo Cunha em troca de impunidade na Lava-Jato.
 
Esse clima que domina não só o noticiário sério do mundo, como agências, governos, instituições e organismos internacionais, também alarma o meio jurídico internacional, com juristas renomados alertando o caráter de exceção do juízo da Presidente Dilma. Que esse clima internacional encoraje a Suprema Corte do Brasil a defender o Estado de Direito sem temer a pressão golpista da mídia.
 
A denúncia do golpe e dos interesses na deposição da Dilma, assim como a disputa de uma narrativa dos acontecimentos, é a chave tanto para a derrota do golpe, como para a recomposição futura do PT, do campo democrático-popular e do conjunto da esquerda brasileira.


Créditos da foto: Lula Marques / Agência PT



'A justiça é como as serpentes. Só morde os pés descalços' - Carta Maior

Você sabe o que é fascismo? | Gustavo Horta

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Cunha mirou um alvo, acertou outro — Medium

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Jean Wyllys explica cusparada na cara de Jair Bolsonaro

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PT defende que Dilma reduza mandato e lance eleições | Brasil 24/7

Proposta ridícula que só poderia sair dessa direção acovardada e incompetente que manteve o partido paralisado por anos, enquanto o golpismo comia pelas beiradas. Se algum mandato tem de ser encurtado é o de Rui Falcão.
PT defende que Dilma reduza mandato e lance eleições | Brasil 24/7

SOBRE UM TAL DE "IMPEACHMENT" E O FATO DE SERMOS "PROFESSORES".. .Professor Arnaldo César A Oliveira

Acompanhei, em 1992, todas as falas (ufa...) daqueles q votaram pelo "impedimento" do então Presidente Fernando Collor de Mello (mesmo este tendo renunciado ao cargo bem no finalzinho de dezembro desse ano).

Quase um quarto de século após essa "novidade" de impeachment (até aquele ano, o termo era, mesmo para alguém razoavelmente informado, uma grande novidade; inclusive, salvo engano, foi o primeiro a ocorrer na América Latina), resolvi acompanhar de novo todas as falas dos deputados (na sessão "histórica" - ocorrida num domingo (17/04/2016), com a presença de 98% dos deputados federais (511), q se desenvolveu, de maneira ininterrupta, por mais de seis horas, acabando mais ou menos meia-noite).

Fiquei impressionado!

Não há praticamente nenhuma diferença entre o conteúdo das "falas" de 1992 e as de 2016 - mesmo entre elas existindo um hiato temporal de quase 25 anos!

A partir de tal observação (constatação?), acorreram-me duas ideias - uma, a de q (possivelmente) falhei como professor; a outra, a de que há um longo caminho (ou de q não haverá desemprego para nós).

Explico.

Nos últimos 20 anos tenho sido professor, inclusive de "EJA" (e de PROJOVEM); e, mais atualmente, de produção escrita (redação) com foco no ENEM.

Queiramos ou não os deputados federais q votaram pelo impeachment (mais do q os 342 necessários...) foram votados/ eleitos "democraticamente" por uma representativa massa de eleitores que, é possível supor, passaram ou pelos bancos da escola "regular" (a escola q aí está), ou por um "EJA" ou que, se não passaram por nenhuma categoria formal de instrução, certamente convivem diretamente (conversam, interagem, discutem) com adolescentes os "assuntos da atualidade" q "passam na TV".

Em outras palavras: Parece (parece?) que, como professores, apesar do empenho na pesquisa e seleção em torno dos materiais a serem efetivamente usados em sala de aula ("criativos, "envolventes", "modernos"), a "formação" q ocorre (ocorre?) na escola, aquela do "cidadão crítico e responsável", "informado e engajado", "protagonista de sua história", ou não ocorre ou se ocorre é... falha, bem falha.

A votação do impedimento - da maneira como se deu: antes, durante, e depois - me serve para tal reflexão.

Por outro lado, para não me sentir tão incompetente (ou culpado), vem, quase q de imediato, uma "saída", talvez cínica, ou mesmo sarcástica: a de que há, de fato, um longo caminho (ainda) a ser percorrido por nós professores em torno da formação dos alunos (estejam estes em q modalidade de ensino estiverem).

Ou seja: os deputados q votaram pelo início do processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, e q foram "escutados" pelo Brasil, via TV, ontem (17/04/2016), foram, antes, votados por nossos ex-alunos... "formados" por nós, "professores".

A pergunta q deixo para análise, e q finaliza o texto é: q "formação" foi essa, hein, gente?

Abraços, Arnaldo.

Golpe de abril de 2016: entre o escuro do túnel e as luzes da democracia - Blog do Rovai

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Em "Ele Está de Volta" o século XXI recebe Hitler de braços abertos ~ Cinema Secreto: Cinegnose

Em "Ele Está de Volta" o século XXI recebe Hitler de braços abertos




O que aconteceria se Hitler reaparecesse hoje graças a algum estranho fenômeno temporal que o fizesse escapar da morte em seu bunker em 1945? A resposta que o filme “Ele Está de Volta” (Er Ist Wieder Da, 2015), disponível no Netflix, dá é no mínimo preocupante. Combinando ficção e documentário, o desconhecido ator Oliver Masucci fez uma turnê pela Alemanha – em 300 horas de gravação somente duas pessoas reagiram negativamente. A maioria tirava selfies com Hitler e confessavam sua preocupação com estrangeiros e refugiados que, para eles, estariam destruindo a Alemanha. Borrando a fronteira entre ficção e realidade, Hitler é recebido como um comediante que não consegue sair do papel e vira uma celebridade midiática. Mas embora ninguém pareça estar levando a sério, ele prepara planos para finalmente construir o Terceiro Reich através da melhor invenção que veio depois do cinema: para Hitler, a TV.  

Tanto Hitler quanto Mussolini eram obcecados por cinema. Mussolini chegou a interpretar ele mesmo em uma produção hollywoodiana chamada The Eternal City em 1928. Por isso, muitos historiadores afirmam que suas performances histriônicas e dramáticas em suas aparições públicas tinham um quê de Chaplin, Gordo e o Magro e todos os galãs canastrões do cinema mudo. Uma canastrice estudada e autoconsciente.

Por exemplo, para o historiador Michael Stürmer Hitler foi subestimado: ele parecia ser uma caricatura de alguma coisa que existia antes dele. Por isso, não foi levado a sério no início e todos acreditavam que o frisson nazi “iria passar”. Mas todos acabaram se acostumando com ele, com a sua familiaridade fílmica, para tudo terminar em tragédia com uma nação inteira acompanhando um líder canastrão.

No filme Ele Está de Volta, baseado no best-seller homônimo de Timur Vermes, Hitler reaparece magicamente em um conjunto habitacional em Berlim, ao lado do local onde estava o bunker onde ele teria se matado no final da Segunda Guerra Mundial. Depois de um encontro casual com um produtor de TV, os executivos da emissora começam a elaborar um plano para torna-lo uma celebridade midiática.


Todos acreditam que aquele homem é um comediante que não consegue sair do papel, uma caricatura do antigo Hitler, enquanto ele traça planos para utilizar uma nova mídia que descobre ser mais poderosa do que o cinema: a televisão. O objetivo do diretor David Wnendt não era ser historicamente preciso, mas tomar traços conhecidos da personalidade de Hitler e transformá-los em comédia.

Essa é a parte engraçada do filme, a ficção. Ator pouco conhecido, Oliver Masucci, caracterizado como Hitler, fez uma turnê pela Alemanha para rodar o filme se infiltrando em situações banais do cotidiano alemão em praças, supermercados e parques de diversão.

Agora, essa é a parte assustadora: surpreendidos com uma réplica perfeita de Hitler em seu quepe e uniforme, as pessoas desandam a tirar selfies com o “comediante” e a confidenciar para ele a bagunça que está o país com os estrangeiros e a invasão de refugiados. Muitos deitam a falar mal dos políticos e da democracia e clamam por alguém que “faça a coisa certa”.

Lembrando o filme Borat de Sacha Cohen, o filme mistura ficção e realidade, atores com anônimos das ruas, e humor com Hitler numa combinação politicamente incorreta. Cada cena do filme parece provar que a Alemanha de Angela Merkel (“uma mulher robusta com o carisma de uma macarrão molhado”, fala a certa altura o impagável Hitler), da crise econômica do Euro e da austeridade estaria pronta para receber um novo Hitler de braços abertos.

E o que é pior: tal como no século passado, todos o veem como um palhaço inofensivo, como uma caricatura de todos os Hitlers encenados pelo cinema, enquanto o verdadeiro Hitler ressuscitado trama a volta ao poder através da TV, seguindo passo a passo as teses do seu livro Mein Kampf.

E como fala a certa altura do filme, ele tem um “bom material de trabalho pela frente”: uma sociedade totalmente midiotizada e idiotizada. Para ele, a Direita nunca leu seu livro e skinheads não passam de “fracotes”. Hitler vê na TV a única novidade promissora para finalmente construir o Terceiro Reich.


O Filme


Estamos em Berlim de 2014. Hitler acorda em um terreno baldio, envolto em fumaça, sujo, com uma grande dor de cabeça. Olha para o céu e, surpreendido, não vê aviões bombardeiros cruzado o céu e nem ruínas. Tudo está limpo e organizado. Vê crianças com estranhos aparelhos colados nos ouvidos. Confuso, procura informações de como chegar na Chancelaria e lamenta por não contar com sua esposa, seu amigo Himmler e a SS.

Assustada, uma mãe levando seu bebê joga spray de pimenta nos olhos de Hitler que acaba esbarrado numa banca de jornais, olha para as capas de revistas e toma pé da situação: de alguma forma escapou da morte em seu bunker em 1945 e acordou no futuro.

Fabian Sawatski, um aspirante a produtor de TV demitido de uma emissora de televisão chamada MyTV e que vive às custas de dinheiro emprestado pela mãe, descobre o “comediante” perambulando pelas ruas e vê nele a chance de produzir um vídeo que lhe abriria as portas da TV.

Com um furgão emprestado da floricultura da mãe, Fabian roda a Alemanha com seu insólito artista registrando suas interações com as pessoas. Em mais de 300 horas de filmagem, somente duas pessoas reagiram negativamente à presença do Hitler do ator Oliver Masucci. Todos reagem com emoção e diversão – posam para fotos e executam a famosa saudação com o braço levantado para ele.

Uma mulher confessa a Hitler que todos os problemas da Alemanha estão com a chegada de estrangeiros. Outro homem diz que a chegada de imigrantes africanos está rebaixando o QI do alemão em 20%. E em uma cena particularmente preocupante, Hitler facilmente convence um grupo de torcedores de futebol a atacar um ator que fazia comentários anti-alemães. Para o diretor, a produção não esperava que o Hitler de Masucci convencesse tão rapidamente aquele grupo, colocando em risco a vida do ator e obrigando técnicos e câmeras intervirem imediatamente.


Hitler politicamente incorreto


Enquanto isso, Hitler desfila linhas de diálogo de impagável humor politicamente incorreto. Expressa o choque pela existência da Polônia (“Ainda existe! E dentro da Alemanha!) e manifesta sua aversão à democracia moderna, apoiada pelos anônimos que cruzam seu caminho. Para Hitler, o único partido que lhe inspira simpatia é o Partido Verde porque “defender a natureza é defender a Pátria...”. Quanto à Direita, “não leem e são todos uns fracotes”.

Em crise de audiência e vendo os anunciantes debandarem, os executivos da emissora MyTV descobrem o projeto do demitido Fabian. Chamam ele de volta, roubam o seu projeto e simplesmente admitem Fabian como copeiro.

Transformam o “comediante” Hitler em celebridade com um programa onde livremente fala suas lições do Mein Kampf. Suas frases e tiradas se transformam em vídeos no YouTube, memes em redes sociais e links compartilhados. Hitler vira também uma web-celebridade instantânea.

Ninguém sabe ao certo o tom dessa espécie de show de stand uppolítico: é para levar a sério? É uma comédia? O fato é que o discurso de Hitler confirma toda a raiva contida dos alemães contra estrangeiros e refugiados, mas que todos têm medo de falar por causa “dos estigmas do passado”.


“Eu faço parte de todos vocês”


Para o diretor David Wnendt “foi notável a facilidade como pessoais normais expressavam suas opiniões diante de um homem vestido de Hitler. O preocupante é que essas opiniões não partiam de neonazistas, mas de pessoas normais, de classe média”.

A certa altura do filme Hitler sentencia: “Não podem se desfazer de mim, eu faço parte de todos vocês!”. Primeiro pop star da cultura da celebridade produzida pela exposição repetida de personalidades à mídia (Goebbels, ministro da propaganda, dizia que uma mentira martelada diversas vezes se tornaria uma verdade), Hitler teve tantas versões no cinema e na própria política que se o verdadeiro surgisse ninguém o reconheceria como o original.

Essa é a ironia de Ele Está de Volta: a força do Hitler histórico estava no cinema, na forma como ele mesmo era uma alusão à canastrice dramática dos filmes de Hollywood. Da mesma maneira como a força do Hitler interpretado por Oliver Masucci está nas diversas cópias da cópia dos Hitler do cinema e da TV. Uma personalidade tão icônica que todos nas ruas se detinham diante dele e manifestaram espontaneamente os Hitlers presentes dentro de cada um: raiva, ódio mas, principalmente, a busca de alguém que leve a culpa do seu próprio mal estar.

“O povo está calado, mas com raiva. Frustrado com as condições de vida, com em 1930. Mas na época não havia um termo para isso: analfabetismo político”, faz Hitler o diagnóstico da Alemanha atual. E os diversos Hitlers que a História criou e os que ainda serão criados sempre se aproveitarão disso: aos analfabetos, a canastrice da propaganda política.


Ficha Técnica


Título: Ele Está de Volta (Er Ist Wieder Da)
Diretor: David Wnendt
Roteiro:  David Wnendt baseado no livro de Timur Vermes
Elenco:  Oliver Masucci, Fabian Busch, Thomas Köppl
Produção: Mythos Film, Constantin Film Produktion
Distribuição: Constantin Film, Netflix
Ano: 2015
País: Alemanha

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OPOSIÇÃO GOLPISTA. LÁ E CÁ!




A oposição promoveu, mais uma vez, seu espetáculo grotesco e selvagem na linha do quanto pior, melhor!

Antes mesmo de a assembleia dos professores acontecer, já estavam envenenando a categoria através das redes sociais, em seus locais de trabalho, com um factoide: espalharam que o Sindicato APEOC tinha endossado a determinação do Governo do Estado em responder à demanda salarial dos servidores (incluindo-se aí os professores) apenas depois do transcurso de 60 dias.

Como um dos efeitos que o veneno provoca é a cegueira, os que acreditaram não se davam conta que a realização da assembleia já desmentia o boato.

Diferente de outros setores, a resposta do Sindicato Apeoc foi firme e clara desde antes da declaração do governador.

Enquanto o FUASPEC, um Fórum que reúne associações e alguns sindicatos de servidores, no qual a oposição procurou enquadrar o sindicato, ainda hesita em reagir diante da decisão do governo, o Sindicato Apeoc já anunciava o indicativo de greve na assembleia marcada para o dia 8.

E por que não pautou a greve?

Simplesmente porque o processo de negociação ainda estava em andamento quando foi publicado.

Em suma, o sindicato APEOC antecipou-se ao desfecho da negociação e à fala do governador, convocando a assembleia. E ao pautar o indicativo de greve, anunciava a disposição de luta da categoria e do sindicato. Só não podia era pautar naquele instante. Caso o fizesse, a assembleia ia parir um natimorto!

Profundos estudiosos que são do estatuto da nossa instituição sindical, o pessoal da oposição certamente debruçou-se avidamente sobre o edital de convocação da tão ansiada assembleia - De modo que não ignorava seu conteúdo e seu contexto legal. No entanto, não poupou esforços na tentativa de jogar a categoria nos braços do judiciário, abortando a greve para depois fazer o discurso clichê da culpa do Sindicato Apeoc.

Sem nenhum pudor ou recato, e ignorando esses detalhes, coisas muito grandes pra esquecer, a oposição obstinou-se a passar dos limites, buscando deflagrar a greve, custasse o que custasse - Mesmo que implicasse numa derrota sem luta...

Já é difícil fugir aos fatores imprevisíveis que podem levar uma greve à ilegalidade, imagina começar em dívida com a justiça em razão de algo perfeitamente previsível.

Se fosse irresponsável e do seu interesse frustrar a greve, ao sindicato bastaria acatar a proposta, desconsiderar o edital e, em seguida, submeter a pauta-bomba à deliberação do plenário.

Que estourasse em suas mãos. Mas não valeria a pena jogar o jogo em que o grande perdedor seria a categoria.

Como em 2011, quando quiseram fazer eclodir a greve em junho, nas vésperas das férias, e num contexto jurídico semelhante, o Sindicato Apeoc teve, então, de proceder à arriscada operação de desativamento do explosivo...

Além de impedir o ritual de suicídio coletivo que se queria promover, salvando a possibilidade de se fazer uma greve para vencer, e não simplesmente demarcar território, o sindicato APEOC tinha outra forte razão para não se deixar cair naquela cilada.

Ao barrar o golpe da oposição. assegurou que a vitória obtida no apagar das luzes da negociação com o governo não viesse a sofrer retrocesso. Afinal, a convocação dos 341 candidatos aprovados e reclassificados no concurso de 2013 é o coroamento de uma campanha na qual se conseguiu fazer com que o governo nomeasse mais de quatro mil concursados, tendo ofertado apenas três mil vagas!

Considerando o contexto nacional - em que governadores tentam retroceder na contratação de concursados recém-nomeados, como assim ocorreu no Rio Grande do Sul, há de se reconhecer, na luta do sindicato APEOC, e nas estratégias por ele adotadas, um feito extraordinário!

Fazendo a manipulação grosseira de uma deslavada mentira, a oposição inflamou a atmosfera da assembleia.

A ela iam adicionando outras e outras falsificações, tornando impossível o debate em torno das diferentes perspectivas e propostas.

Por mais que se buscasse, exaustivamente, esclarecer o risco real que corriam os novos colegas, e a própria greve, sendo que, neste caso, nem se tratava de um risco, mas de uma decretação, líquida e certa, de ilegalidade, a plateia, “enfurecida”, não se sensibilizava aos fatos elencados, continuando a exigir que se votasse a decretação da greve na base do “aqui e agora”.

Para turvar ainda mais o entendimento do debate real e necessário, inscrevem inúmeros oradores a repetirem numa só toada as mesmas mentiras... Nada além de distorções que unicamente objetivam deixar a todos convencidos de que estão falando a verdade.

Chega a hora em que os sensatos se cansam e vão embora.

Aproveitam para dar o arremate final pondo em ação as tropas de choque que incluem estudantes trazidos e instruídos nesse sentido.

Ficou evidente quando, aproximando-se o final da assembleia, desceram das galerias onde foi permitida sua permanência, para se posicionarem na quadra, em pontos próximos ao alvo.

Decidida a data da assembleia seguinte, que irá deliberar sobre a greve, nada mais havendo a ser votado, a não ser a proposta ilegal da oposição, que não tinha nenhum sentido pôr em votação, e, sem que houvesse a menor possibilidade de se continuar o debate, a mesa, acertada e decididamente, encerrou a assembleia.

Alguma novidade sobre o comportamento da oposição? Nenhuma.

Dessa vez, mas não a primeira vez, foram além do rotineiro.

Respaldados por um suporte oculto e poderoso, desataram a derrubar e quebrar o que encontravam pela frente, tentaram agredir os dirigentes sindicais, ao mesmo tempo em que insuflavam os estudantes ao mesmo ato.

Cometeram uma sequência de atos criminosos movidos mais pela certeza da impunidade do que pela ação democrática e sã.

Hora não se continham e desatavam a rir na pancadaria, deixando cair a máscara de "indignado".

Agora, lançam-se a fazer o rescaldo nas redes sociais e nos locais de trabalho manipulando a aparência dos fatos.

Para todos os efeitos dizem que o sindicato tomou decisão monocrática em detrimento da categoria.

A assembleia é soberana. Mas não deve agir por fora da legalidade vigente, e contra os interesses da própria categoria ("Legalidade" para a qual a mesma oposição apelou, quando quis judicializar a eleição do sindicato).

Embora fosse uma assembleia com audiência expressiva, no entanto, tirando os alunos, não tinha o volume esperado, tendo em vista o peso da pauta e a expectativa criada em torno dela.

É provável que a maior parte da categoria tenha entendido o movimento feito pelo sindicato e preferido se fazer presente na assembleia seguinte que definitivamente pautará a greve.

Mas, ao se comportar dessa maneira, deixou a greve exposta a uma manobra que visava botá-la a perder muito antes de dar sinal de sua existência, ou, por outra, a maioria pode não estar animada com a ideia de realizar a greve, visto ser comum nessas circunstâncias, os profissionais, por várias razões, e equivocadamente, se omitirem de comparecer à assembleia.

Mas é possível que não tenha sido o caso. No próximo dia 20 se terá oportunidade de verificar a hipótese correta. Até lá teremos de conviver com a narrativa falseada dos fatos e do seu significado difundido pela oposição.

Pura propaganda de ódio contra o sindicato APEOC, e sem compromisso com a verdade ou com a própria categoria!

Lamentável que ainda apareçam ouvidos para dar cabimento e credibilidade a tais "verdades".

Mas isso não causa espanto nos dias que correm.

Afinal, estamos no país onde flagrados e consagrados corruptos se põem à vontade na intenção de cassar, por corrupção, o mandato de quem não pesa sequer uma acusação.

Tudo por alguns dias a mais...Ou a menos!

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ANTES QUE SEJA TARDE, FAÇA ALGUMA COISA POR TODOS NÓS E PELO BRASIL. DIGA NÃO AO GOLPE!







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quinta-feira, 14 de abril de 2016

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terça-feira, 12 de abril de 2016

Convocada para depor, Cristina Kirchner é recebida por milhares em Buenos Aires - AFP - UOL Notícias

O método CIA de golpe se estende por toda a parcela da América Latina em que governos progressistas fizeram a diferença.  

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Estudantes e professores dizem que impeachment é golpe na educação — Rede Brasil Atual



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Coluna do Enio Verri: “Quanto vale uma vida, governador?”

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O DNA golpista da minoria prepotente e o renascer da política nas massas populares no Brasil - Carta Maior

12/04/2016 - Copyleft

O DNA golpista da minoria prepotente e o renascer da política nas massas populares no Brasil

É insuportável à minoria prepotente que haja movimentos sociais organizados e politizados que lutem pelos direitos elementares.


Gaudêncio Frigotto*

Rovena Rosa / Agência Brasil
No final da década de 1990 o sociólogo Francisco de Oliveira, um dos mais agudos críticos do projeto de sociedade da classe dominante brasileira, numa conferência na Universidade Federal Fluminense, mostrou que ao longo do século XX convivemos, mais de um terço do mesmo,  sob ditaduras e submetidos a um golpe institucional a cada três anos. Ditaduras e golpes que plasmam uma sociedade que Oliveira a define com a figura do ornitorrinco - uma impossibilidade genética, pois não se desenvolve nem como pássaro e nem como mamífero.  O ornitorrinco social brasileiro se expressa por uma sociedade que produz a miséria e se alimenta dela.
 
A aprovação da Constituição em 1988 – com avanços no plano dos direitos sociais e subjetivos - já foi violada na eleição de Fernando Collor de Mello pela manipulação mediática e financiada pelo grande capital. Outra fraude da Constituição foram os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso com a total submissão às políticas neoliberais comandadas pelos centros hegemônicos do capital. Oito anos de venda do país e desmonte da educação e saúde públicas.
 
Depois de três derrotas consecutivas, as bases sociais que lutam desde a independência do Brasil por reformas estruturais (agrária, tributaria, jurídica e política) elegeram o ex operário Luiz Inácio Lula da Silva presidente.
 
A expectativa era que o governo Lula da Silva, apoiado por estas bases, processasse as reformas estruturais e efetivasse o que Francisco de Oliveira, num outro pequeno texto, definia como a possibilidade de, pela quarta vez, tentar refundar a Nação, agora com um marco de não retorno. Uma das condições era a de enfrentar a histórica dominação. Nos termos do sociólogo e eminente constituinte Florestan Fernandes, tratava-se de não cometer o erro de sua geração. Erro este que foi de tentar fundar uma nação e alargar a democracia seguindo junto a uma minoria prepotente com uma maioria desvalida. (grifos meus).

 
Inúmeras análises convergem para o que o Sociólogo André Singer, Porta Voz, por quatro anos, do governo Lula da Silva, definiu como lulismo. Ao contrário do que a grande mídia empresarial e as agências de risco, sentinelas do grande capital, vociferavam diuturnamente de que seria o fim o mundo e o socialismo estava chegando ao Brasil, nenhuma reforma estrutural foi efetivada. As reformas de base, necessidade fundamental para superar a desigualdade abismal que condena a grande maioria do povo brasileiro a uma vida precária, foram postergadas. Os grandes empresários e o capital financeiro não foram confrontados, pelo contrário, continuaram ganhando até mais do que no governo Fernando Henrique Cardoso.
 
A questão ou a esfinge que se coloca aos que medianamente querem pensar e não apenas ser barriga de aluguel da mídia golpista ou à parte do Judiciário e do Ministério Público que espetacularizou e partidarizou a “justiça” é: mas afinal por que está em curso um golpe de Estado, não mais militar, mas como o definiu o filósofo e educador Dermeval Saviani, jurídico-midiático-parlamentar?   A esfinge se decifra quando nos dispusermos analisar o DNA colonizador, escravista e de associação subordinada da classe burguesa brasileira aos centros imperialistas ao longo de nossa história. Nos últimos cem anos ao império americano.
 
Pelo lado colonizador e escravocrata o que incomoda e é insuportável à minoria prepotente, leia-se classe dominante brasileira? 
 
Destaco apenas alguns aspectos: que negros, quilombolas, índios e pobres tenham políticas que lhes permitem ter acesso ao ensino básico e uma significativa parcela à universidade; que com pequenas políticas distributivas, com o aumento progressivo do salário mínimo, se avance na distribuição de renda; que mediante políticas como as da bolsa família, cujo valor mensal é muito menor que o vinho ou o champanhe que exibem nas sacadas dos prédios batendo panelas quando a Presidenta Dilma faz algum pronunciamento, milhões de famílias consigam ter seus filhos em escolas e completar a parca comida de cada dia; que possa haver movimentos sociais e culturais que lutem por seus direitos negados.
 
É, sobretudo, insuportável à minoria prepotente que haja movimentos sociais organizados e politizados que lutem pelos direitos elementares, como são as lutas do Movimento social dos Sem Terra (MST) que reivindicam que o Estado brasileiro desaproprie as terras roubadas ou os latifúndios improdutivos para que milhões de adultos e jovens possam produzir suas vidas dignamente trabalhando ou  o que Movimento social dos Sem Teto lute por um abrigo, sem o que a vida se esgarça.
 
A outra coisa imperdoável à minoria prepotente, sempre caudatária e associada aos centros hegemônicos do grande  capitalsão os significativos passos que foram dados nas relações internacionais, reforçando o continente latino americano, participando no conjunto de países que constituem o BRICS e a correlata diminuição da submissão ao império norte americano este sempre implicado, direta ou mais veladamente, nos golpes de Estado em toda a América Latina.
 
A minoria prepotente que se aninha: nas Confederações que representam os grupos detentores do capital; na grande mídia empresarial, em grupos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – estes uma cínica expressão do torto do direito e da justiça; em setores e figuras do poder judiciário, inclusive na mais alta corte; em parte nas diferentes denominações religiosas, especialmente aquelas que tornaram “deus” uma mercadoria explorando monetariamente a fé simples de fiéis; nas universidades onde também, como temia Milton Santos, se está formando, especialmente nos curso de mais prestígio econômico e social, deficientes cívicos.
 
Mas a história, como nos lembra Eduardo Galeano, é uma velha e experiente senhora, cheia de segredos e que, não raro, se vinga do cinismo escancarado. Com efeito, o deboche e cinismo tem a cobertura diuturna de redes de TV, jornais e revistas, em especial o grupo Globo, em permanente cobertura unilateral pró impeachment. O pastiche se efetiva juntando as ditas pedaladas fiscais(praticadas antes do dilúvio no Brasil), com a operação lava-jato – esta definida por eminentes juízes, advogados e membros do ministério público, como uma operação não de justiça, mas de justiceiros.Tudo isso com a demonizarão e ódio ao PT no embalo de raivosas e orquestradas manifestações nas ruas contra o governo.
 
O cismo e deboche chega ao paroxismo quando às claras, sem nenhum pudor, o processo de impedimento da Presidente, é liderado por mais de uma centena de parlamentares citados na justiça e no caso do chefe mor com processo aberto no Supremo Tribunal Federal, No golpismo juntam-se os derrotados nas urnas, inclusive o inconformado derrotado à presidência coroado de denúncias de corrupção, mas no jato que não lava, e querem ganhar no tapetão. (Que subdesenvolvida vergonha!)
 
Qual o argumento mais usado e abusado para convencer incautos: as ruas pedem o impeachment. Mas qual a razão? As ruas, ora bolas!!!  
 
O que a história está lembrando é que as ruas têm dois lados. E tamanho tem sido o cinismo das forças golpistas que conseguiram fazer ressurgir a luta política e explicitar diferentes facetas da luta de classe nas bases sociais que sempre lutaram pela democracia e por reformas estruturais.
 
O grito que tomou ruas e praças – não vai ter golpe, vai ter luta - tem um triplo  recado. Aos golpistas é que não haverá golpe contra a democracia e se houver haverá resistência organizada. Ao governo Dilma, o recado é de que não se pode mais continuar governando associados à minoria prepotente e se continuar haverá resistência organizada.  Para o amplo campo da esquerda o recado é que, em seu pluralismo, confronte, sem tréguas, o que o filósofo Leandro Konder (in memória) definiu como sendo unidade substancial, profunda, inabalável do pluralismo da direita impedir que as massas  populares se organizem, reivindiquem, façam política e criem uma verdadeira  democracia. (Jornal da República, 20\9\1979).
 
Filósofo e doutor em Educação, História e Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atualmente professor na Faculdade de Educação e no Programa de Pós Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.


Créditos da foto: Rovena Rosa / Agência Brasil


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segunda-feira, 11 de abril de 2016

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