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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Uma utopia Made in Macaíba - Brasileiros

Uma utopia Made in Macaíba

O projeto de transformação social por meio da prática científica que começou na pequena cidade da região metropolitana de Natal se estendeu para a capital potiguar e ultrapassou fronteira. Quem conta essa história é o principal autor dessa revolução
Em março de 2003, o estado do Rio Grande do Norte foi surpreendido com a notícia de que cientistas brasileiros, radicados no exterior há vários anos, pretendiam instalar na periferia da capital potiguar um grande instituto internacional de pesquisa, focado no estudo do cérebro e da mente. De repente, e de forma totalmente inusitada, a neurociência entrava na pauta de um dos menores e menos desenvolvidos estados do Brasil; um recanto típico do paradisíaco Nordeste brasileiro do início do século 21, onde a beleza natural sem igual se via sitiada, por todos os lados, por baixos índices de desenvolvimento humano e pelo pior sistema educacional público do País.
Com sua capital, Natal, situada logo abaixo do Equador, e uma costa recheada de praias maravilhosas, camarões e frutas tropicais que atraíam turistas de todo o mundo, ninguém que conhecia de passagem o Rio Grande do Norte de 2003, nem os seus próprios habitantes, poderia imaginar que o pequeno estado, que se encaixa no mapa nordestino como um tímido elefante com a tromba em direção ao Ceará, pudesse um dia ingressar e, em poucos anos, apresentar com destaque mundial uma agenda científica inovadora para todo o País. Todavia, de repente, lá estava o Rio Grande do Norte, nas manchetes dos jornais do Sul maravilha, entrando no debate sobre como criar uma indústria do conhecimento tupiniquim.
O anúncio público, do que para muitos parecia um mero delírio utópico de algum cientista exilado, se deu durante uma entrevista ao vivo, no pequeno estúdio da TV Universitária, pertencente à Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Levando-se em conta as primeiras perguntas dos ouvintes, o que causou mais espanto foi a revelação do objetivo central da proposta dos “estrangeiros”: usar a ciência de ponta como um agente de transformação social.
Depois daquela noite, pelos próximos anos, o Rio Grande do Norte se transformaria no primeiro laboratório brasileiro de uma nova forma de fazer ciência: a ciência voltada para o desenvolvimento social e econômico de toda uma comunidade de excluídos que vivia, até então, quase à margem do sistema político-econômico vigente. Para implementar o projeto de transformação social por meio da prática científica, essa utopia nordestina propôs construir um“Campus do Cérebro” na zona rural da pequena cidade de Macaíba, na região metropolitana de Natal. Nesse Campus do Cérebro seria implementada a filosofia de usar a neurociência como foco de um programa educacional, começando no pré-natal das mães dos seus futuros alunos e continuando, com uma escola de tempo integral, a seguir seus pupilos, desde o nascimento até o final do ensino médio. Esse programa, hoje conhecido mundialmente, foi batizado com o sugestivo nome de Educação para Toda a Vida.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
O atendimento de pré-natal, hoje envolvendo mais de 12 mil consultas anuais, é oferecido pelo Centro de Saúde Anita Garibaldi, inaugurado em 2008. Apesar de ser um serviço público e gratuito, esse programa oferece os melhores recursos disponíveis da medicina moderna para o atendimento das mulheres de Macaíba, bem como o acompanhamento pediátrico e neuropediátrico dos seus filhos, nossos futuros alunos. No total, mais de 60 mil consultas de pré-natal já foram realizadas desde a sua criação.
Quase 13 anos depois daquele primeiro anúncio, tanto o IINN, rebatizado em 2006 como Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), como o seu Campus do Cérebro se transformaram em realidade. Nesse período, apesar de muitos embates e tribulações, o IINN-ELS viu sua proposta de fazer ciência ganhar o mundo e se transformar num dos projetos científicos brasileiros mais reconhecidos pela comunidade internacional.
O carro-chefe da atuação social do IINN-ELS se deu pela construção do seu programa educacional que já atendeu mais de 11 mil crianças. No Rio Grande do Norte, o IINN-ELS estabeleceu duas unidades da Escola Alfredo J. Monteverde, que hoje ministram um currículo de educação científica para aproximadamente mil crianças por ano, na faixa etária de 10-15 anos, provenientes de mais de duas dezenas de escolas da rede pública de ensino de Natal e Macaíba. As duas unidades da Escola Alfredo J. Monteverde do IINN-ELS, apelidadas por seus alunos como verdadeiros “parques de diversões”, usam aulas práticas conduzidas em laboratórios, especialmente construídos para introduzir os conceitos mais importantes da ciência aos seus alunos. Uma terceira escola foi criada, nos mesmos moldes, para 400 alunos na cidade de Serrinha, na Bahia. Como resultado, oito anos depois do início desse programa educacional, nossos ex-alunos já começam a entrar em universidade federais e no Instituto Federal de Tecnologia (IFRN) da região, conquistas consideradas impossíveis, uma década atrás, para quem nascesse nos bairros de Felipe Camarão e Cidade Esperança, em Natal, ou na cidade de Macaíba. O exemplo de superação dessas crianças nordestinas é, sem dúvida nenhuma, a maior conquista do IINN-ELS.
Vale ressaltar que, nessas três escolas, os conceitos da neurociência moderna e o método científico servem como pilares para um projeto pedagógico no qual os alunos se transformam em protagonistas da própria educação. Nas escolas do IINN-ELS, os alunos são verdadeiros parceiros de professores e educadores, participando ativamente de cada passo do seu desenvolvimento intelectual e da aquisição de uma cidadania verdadeira e plena.
Além do seu centro de saúde e das suas escolas, o IINN-ELS  mantém, desde 2005, pesquisas na fronteira da neurociência moderna, incluindo o desenvolvimento de uma nova terapia que tem o potencial de revolucionar o tratamento do mal de Parkinson, doença que aflige milhões mundo afora. Com colaborações científicas estabelecidas com centros de pesquisa de ponta nos Estados Unidos, Suíça, França, Chile, Espanha, Alemanha e Suécia, o IINN-ELS é hoje também um centro de referência no Brasil e na América Latina da pesquisa em interfaces cérebro-máquina. Para comprovar essa liderança, desde 2010 o IINN-ELS sedia o Instituto de Interfaces Cérebro-Máquina (INCeMaq), um dos Institutos Nacionais do Brasil mantidos com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O IINN-ELS, desde 2009, participa do Projeto Andar de Novo, um consórcio científico internacional, sem fins lucrativos, que visa restaurar a mobilidade em pacientes paraplégicos através do emprego das interfaces cérebro-máquina. Como resultado do Projeto Andar de Novo, um jovem para-atleta brasileiro, Juliano Pinto, sofrendo com paralisia total das pernas e de metade do tórax há quase uma década, foi capaz de desferir o chute inicial da Copa do Mundo de Futebol de 2014, usando uma veste robótica controlada apenas pelo próprio pensamento. 
Com a conclusão da primeira fase de construção do Campus do Cérebro, tanto o programa científico como o projeto educacional do IINN-ELS passarão a ocupar dois novos prédios, construídos lado a lado nas suaves colinas do distrito de Jundiaí, em Macaíba. O primeiro servirá como sede primária de todas as pesquisas em neurociência do IINN-ELS, bem como de outras iniciativas em neuroengenharia focadas no desenvolvimento de novas tecnologias assistivas, dando continuidade ao Projeto Andar de Novo.
A pouco mais de 300 metros desse novo instituto de pesquisa, um prédio quase tão grande abrigará a Escola Lygia Maria, nova sede do programa Educação para Toda a Vida, oferecendo educação de altíssima qualidade humana e científica, em tempo integral, para 1.500 crianças potiguares, desde o nascimento até o final do ensino médio.
No livro Made in Macaíba, eu conto a história daquilo que, em 2003, alguns no Brasil taxaram apenas como um mero “grão de areia incapaz de atingir qualquer efeito de monta”. O que se viu, todavia, foi muito diferente. Essa é, portanto, a história de um exercício coletivo de cidadania, realizado por centenas de brasileiros – crianças, jovens e adultos – que, ao acreditarem piamente num sonho impossível, dedicaram todas as suas energias para construir uma verdadeira utopia; um experimento científico-social na direção de um verdadeiro projeto de nação, construído de baixo para cima e, contra todos os prognósticos, totalmente Made in Macaíba
*Paulistano e palmeirense de nascença, é professor titular de Neurobiologia, codiretor do Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), e idealizador e diretor do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra em Natal (RN).
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Desafio da maternidade. Por que alimentamos o espírito de competição? - Tpm

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“Revoltados” exigiram do secretario de Segurança de SP que PM atacasse petistas | Blog da Cidadania

O fato é que está feita a denúncia. Era de se esperar uma mui improvável investigação do MP paulista.  Mas, assim como a polícia, esse também não fugiu ao aparelhamento tucano.  

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

'PSDB não consegue ter um discurso para os pobres' | Brasil 24/7

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BNB: O esquemão montado por Byron Queiroz e Tasso Jereissati – Diálogos Políticos

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Fechamento de salas é 'natural', diz governador Geraldo Alckmin - Notícias - UOL Educação

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Como era bom o Odebrecht de Fernando Henrique | Brasil 24/7

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Ainda não acredita em Bernie Sanders? - Carta Maior

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Marconi decreta o fim do concurso público para os professores - via @goiasreal

PT 36 anos: a crítica da crítica - Carta Maior

18/02/2016 - Copyleft

PT 36 anos: a crítica da crítica

As ilusões e os desacertos que nos levaram ao estado de prostração não devem reduzir a importância da obra política e social realizada por Lula e Dilma.


Pedro Tierra

EBC
Poucos intelectuais brasileiros têm oferecido uma contribuição sistemática tão substantiva sobre o papel desempenhado pelo Partido dos Trabalhadores nas transformações que a sociedade brasileira experimenta nesse período histórico, como o teólogo Leonardo Boff. Mais relevante se torna sua contribuição, como no artigo “Os equívocos do PT e o sonho de Lula”, publicado na semana que precedeu o 10 de fevereiro, aniversário de 36 anos de fundação do Partido, quando volta o olhar atento e crítico aos nossos erros, sem concessões aos adversários políticos do PT. Mas, também, sem abrir mão do necessário exame da trajetória do partido, desde sua construção e consolidação a partir do impulso dos movimentos sociais que lhe deram raiz até o momento em que assumiu o governo central e conduziu, até aqui, por três mandatos consecutivos e um quarto mandato em curso. Boff amplia o espaço para esse debate, particularmente com a militância de base, ancorado na legitimidade e na coragem intelectual de quem nunca nos faltou ao apontar o que o PT ofereceu de melhor e de pior aos setores populares do país.


A relevância da crítica de um militante das causas sociais dos trabalhadores brasileiros, como Leonardo Boff, exige de nós, militantes como ele, um esforço de diálogo crítico a partir dos diferentes pontos de vista das vertentes formadoras do PT – o movimento operário, o sindicalismo combativo do campo, as comunidades de base, os socialistas de diversos matizes – e dos novos movimentos sociais que o partido soube estimular e construir e se incorporaram na sua consolidação como força aglutinadora do projeto popular de Brasil que sustentamos por 36 anos, sob o fogo cerrado dos setores sociais que se beneficiam das desigualdades criminosas que marcam nossa história.


“Um governo ou governa sustentado por uma sólida base parlamentar ou assentado no poder social dos movimentos populares organizados”. Lula optou pela primeira alternativa. “Pelo Parlamento no ilusório pressuposto que seria o atalho mais curto para as reformas que pretendia. Assumiu o Presidencialismo de Coalizão. Líderes dos movimentos sociais foram chamados a ocupar cargos no governo, enfraquecendo, em parte, a força popular”. Esse dilema foi vivido por todos os partidos socialistas que alcançaram o governo seja por meios democráticos seja pela ruptura revolucionária. Por uma razão bastante simples: um Partido com vocação transformadora, ao derrotar seus adversários conservadores, não tem outro caminho, ao chegar ao governo, senão convocar seus quadros mais experientes para dirigir o Estado e cumprir seu programa. De outra forma, teria que apelar aos seus adversários para fazê-lo. Esse processo inevitavelmente resulta na fragilização da própria estrutura partidária – no caso concreto do PT, de maneira aguda – e dos movimentos sociais, mesmo aqueles mais combativos.




Antes de examinar essa observação, sem dúvida pertinente do texto, não se pode deixar de fazer um registro indispensável para entendermos o que realmente se passou: a rigor Lula não “Assumiu o Presidencialismo de Coalisão”, como se fosse uma escolha. Lula foi eleito dentro de um sistema constitucional que – gostasse ou não dele – determinava a condução do governo por meio do Presidencialismo de Coalisão. E não estava no horizonte da sociedade nenhum movimento constituinte com vistas a alterá-lo.


Voltando ao argumento apresentado, Boff nos aponta para um problema subjacente: 22 anos depois de sua fundação o Partido não havia encontrado mecanismos eficazes de formação continuada de novos quadros em condições para assumir e oxigenar suas estruturas. Embalado por uma experiência de formação fecunda, sem dúvida – mas resultante de um momento histórico excepcional – que lançou milhares de militantes na construção dos seus alicerces nas diferentes regiões do país, militantes educados na melhor escola que se poderia desejar: as lutas populares que marcaram o declínio da ditadura, o PT se dispensou durante anos de qualificar as lideranças que brotaram das disputas sociais e eleitorais que travou. E de construir com elas uma perspectiva ideologicamente transformadora. Ao deixar de lado a formulação teórica necessária do processo que conduzia e sua disseminação entre as bases militantes, o PT privilegiou a veemência do discurso em prejuízo do seu conteúdo. Não conseguiu converter rebeldes em revolucionários. Dilapidou assim um precioso patrimônio político e humano, potencialmente transformador.


O centro do problema, porém, não reside apenas na ausência de políticas de formação e qualificação de militantes, num partido que se apresentou como alternativa socialista e democrática ao conservadorismo oligárquico que denunciava. Reside nas escolhas estratégicas e táticas que fez ou que foi levado a fazer em função da correlação de forças desfavorável na disputa.


O fato mais frequente utilizado para ilustrá-las é a “Carta aos Brasileiros”. Mencionada por Boff, como uma “Carta aos banqueiros (que) obrigou Lula a alinhar-se aos ditames da macroeconomia mundial. Ela deixava pouco espaço para as políticas sociais que foram aproveitadas tirando da miséria 36 milhões de pessoas. Nessa economia, o mercado dita as normas e tudo tem seu preço. Assim, parte da cúpula do PT metida nessa Coalizão, perdeu o contato orgânico com as bases, sempre terapêutico contra a corrupção. Boa parte do PT traiu sua bandeira principal que era a ética e a transparência”.  


Uma leitura atenta desse parágrafo revela, em primeiro lugar, o caráter tático do documento que, necessário ou não, funcionou como uma espécie de salvo-conduto para um candidato indesejado pelo sistema financeiro. A referência feita em seguida ao resgate de 36 milhões de pessoas da miséria durante o mandato de Lula, aparentemente justifica o acerto do gesto. Pela magnitude do resultado que atraiu a atenção do mundo e pelo que trouxe de inédito numa sociedade criminosamente desigual como a sociedade brasileira. Em segundo lugar, a meu juízo, comete um equívoco: a principal bandeira do PT era a construção de uma sociedade “sem explorados e sem exploradores”, esse era o conteúdo da proposta, como está explícito no “Manifesto Programa” lançado no 10 de fevereiro de 1980, sem abrir mão naturalmente da “ética na política” como forma de atuação, como método que se contrapunha aos métodos oligárquicos da cultura política dominante no país.   


A crítica aponta para dois alvos: a política de alianças que se materializou na Coalizão vencedora e a perda do contato orgânico da direção com as bases do partido. Penso que devo trata-las separadamente. O movimento político para fora em busca de novos apoios não obrigava necessariamente a direção a abandonar a vida orgânica e fragilizar seus vínculos com as bases partidárias. Tratou-se de escolhas táticas definidas por maioria sobre o caminho que o Partido deveria seguir.


O PT redefiniu sua política de alianças no sentido de ampliá-la para além da Frente Brasil Popular (PT-PDT-PSB-PCdoB) das campanhas presidenciais de 1989/1994, no Encontro Nacional ocorrido em Guarapari-ES, em 1995, com o objetivo de atrair setores do centro político – leia-se setores progressistas do PMDB – para viabilizar a eleição de Lula, depois de duas derrotas consecutivas. Se não deu os resultados esperados no pleito de 1998, em razão do golpe da reeleição, quando FHC alterou a Lei em proveito próprio com a compra ao preço de 200 mil reais para cada deputado favorável, abriu espaço para uma composição mais ampla em 2002, cujo emblema foi a chapa Lula-José Alencar, o metalúrgico e o empresário outsider bem sucedido, que conquistou a simpatia da nação.


O distanciamento entre a direção, a militância de base do partido e mesmo setores sociais que compunham o que costumávamos denominar “opinião pública petista”, não se relaciona apenas ao fato de que conquistamos o governo central, com a vitória de Lula em 2002. Devemos a um conjunto de fatores que se desenvolveram na vida interna do partido, a partir do fim do ciclo ascendente que marcou a presença dos movimentos dos trabalhadores na cena política entre 1980 e 1989.


Com a eleição de Collor sofremos um revés eleitoral – embora tenhamos nos afirmado como uma alternativa política para o país – que produziu um freio no impulso que vinha desde São Bernardo no final dos anos 70. Nota-se aqui que o PT, até então, crescia em sintonia com o avanço dos movimentos populares. Quando a crise do governo Collor que resulta em desorganização da economia e desemprego, os movimentos sindicais e populares perdem força, mas o PT, não. O PT prossegue seu crescimento eleitoral retirando energia política das mobilizações que acumulara ao longo da década. As bancadas parlamentares se ampliam, o partido alcança vitórias significativas em disputas municipais e estaduais, a própria bancada na Câmara dos Deputados, praticamente dobra em cada novo pleito.


Gera-se, então, uma nova dinâmica na vida interna do Partido. O centro das decisões internas se desloca das estruturas orgânicas construídas democraticamente para os mandatos parlamentares e executivos que alcançam cada vez mais autonomia frente aos diretórios, nos municípios, nos estados e, ainda que em menor medida, no próprio Diretório Nacional. A fonte de energia política que orienta as ações do Partido se legitima na expressão eleitoral de suas lideranças – ou seja, no voto – e não mais nas lutas sociais da sua origem. Essa dinâmica se amplia e se consolida, expondo nossa fragilidade ideológica, ao ceder às práticas oligárquicas que o PT combatera, no período de sua construção.


A autocrítica necessária


É evidente que o PT – por meio de sua direção – deve manifestar aos trabalhadores, aos setores populares, aos movimentos sindicais, às comunidades de base, aos intelectuais e artistas que o acompanharam nesse percurso de quase quatro décadas, aos setores excluídos que ascenderam socialmente em virtude de sua ação à frente do governo, uma profunda autocrítica. Não se trata de uma confissão pública inspirada no costume dos cristãos primitivos, mas como deliberação condizente com um partido político contemporâneo e que produza efeitos práticos nas regras internas de funcionamento de sua estrutura e nas suas relações com a base social e política que busca representar.


Nada que se assemelhe, portanto, a curvar-se diante do achincalhe promovido pelo cartel da mídia, porta-voz da extrema-direita, para quem o PT nunca devia ter nascido; pelos partidos adversários que enxergam no PT um inimigo a ser aniquilado; e por setores do Judiciário que se movem, aparelhando instrumentos do Estado – o Ministério Público e a Polícia Federal, por exemplo – como se fossem comitês de campanha eleitoral a serviço dos setores conservadores.


O PT precisa dizer aos trabalhadores brasileiros, sem subterfúgios: alguns dos nossos dirigentes viram no Partido um instrumento de ascensão social individual e não uma ferramenta de transformação da sociedade; outros imaginaram que poderíamos garantir nossa independência política para realizar nosso programa, mesmo buscando financiamento de campanhas nos meios empresariais; fomos absorvendo a noção ditada pelo senso comum de que o emprego dos métodos corruptos utilizados pelos adversários se justificava em nome dos objetivos elevados que desejávamos alcançar; muitos acreditaram que poderíamos realizar as aspirações das classes populares de combate à fome e à miséria, às desigualdades sociais e regionais e a disputa de valores na sociedade sem desmontar o monopólio criminoso dos meios de comunicação; alguns defendiam que não era necessário alterar o sistema eleitoral por meio de uma reforma política assentada no financiamento público exclusivo de campanha, voto em lista e fim das coligações proporcionais porque conseguimos vencer nossos adversários mesmo dentro de um sistema sabidamente viciado.


O Partido dos Trabalhadores não conseguiu construir com sua militância uma cultura socialista sólida. Na prática quotidiana retrocedemos com relação aos significativos avanços democráticos formalizados nos documentos fundadores e nos nossos estatutos que fizeram do PT uma referência significativa na cultura política do nosso país: o direito de tendência, a representação proporcional das minorias nas direções eleitas e as cotas.    


As ilusões e os desacertos que nos levaram ao estado de promiscuidade e prostração em que nos encontramos enquanto partido, não devem reduzir ou apagar a importância da gigantesca obra política e social realizada pelos governos Lula e Dilma. E não podem impedir que venhamos a reatar os profundos laços que o Partido construiu com os trabalhadores brasileiros. Quem não luta não precisa de aliados. O PT precisa dos aliados indispensáveis para a construção da riqueza do país e das mesmas mãos firmes para dirigir, nos espaços de governo, sua distribuição e, com a indispensável participação popular, modelarmos o país de todos.


Devemos agradecer ao companheiro Leonardo Boff a palavra crítica, fraterna e o gesto de ampliar de forma qualificada o diálogo necessário para realizarmos este imprescindível processo de autocrítica nos próximos anos. O Partido dos Trabalhadores precisa despir-se de qualquer resquício de arrogância e reaprender a humildade revolucionaria capaz de reconstruir sua credibilidade diante do povo generoso que lhe serviu de berço, ofereceu seu melhor líder e, em 36 anos de lutas, nunca lhe faltou.
 
Pedro Tierra (Hamilton Pereira) – militante do PT, desde a fundação. É presidente do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo.                    



Créditos da foto: EBC
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Mossack da Lava Jato e dos Marinho chega ao escândalo da Fifa | GGN

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Brasil entre os 10 maiores cotistas do FMI é “fato histórico”, diz líder do PT

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A religião está em extinção e aqui está a evidência | HypeScience

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A última do Sartori: governo estuda exonerar concursados | Milton Ribeiro

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ÁFRICA BRASIL E UM CASO EXPLÍCITO DE ASSÉDIO MORAL

A professora África Da Silva Brasil está a apenas quatro anos da almejada aposentadoria. Depois de  31 anos de uma vida dedicada à uma intensa militância docente, dentro da sala de aula, no exercício do magistério,  e fora dela, lutando pelos direitos e demandas da categoria e da educação.
Sua geração derrotou uma ditadura, recolocou os sindicatos na rota das lutas, fundou partidos, e  em meio  às trevas do neoliberalismo  acendeu  a lanterna da esperança.
Na sequência de tantas lutas e vicissitudes conseguiu a proeza de concentrar sua carga horária na  escola em que leciona  há quinze anos. A disciplina que ministra padece do fato de ser subvalorizada na grade curricular,  obrigando muitas vezes o(a) professor(a) buscar lotação em várias unidades escolares. É de se lamentar que num país tão carente de reflexão, a Filosofia, assim como a Sociologia, não conte com o devido reconhecimento da parte dos responsáveis pela condução das políticas públicas para educação, em que pese os avanços obtidos em vários aspectos. O transtorno causado aos profissionais  é só o efeito colateral de uma lacuna que com certeza  provoca prejuízos bem mais transcendentes à juventude e à sociedade.
Mas na  situação em que se encontrava, África sentia se  contente e segura. Faltando tão pouco tempo para se aposentar quis crer que não seria mais submetida a nenhuma desesperada maratona por lotação em outras escolas e aos problemas que isso implicava. Não tem carro, e já não é mais tão jovem para se deslocar entre diferentes pontos da cidade dentro de um ônibus. Sem falar nas afinidades surgidas e  consolidados ao longo de 15 anos de atividade naquele espaço.
Até então, essa possibilidade se mostrava remota. Mas a vida costuma pregar peças. Pior é que não falta quem ajude nesse sentido. Os ventos mudaram para África quando o governo baixou a portaria de lotação que imprimiu mudanças drásticas na organização das escolas. Uma medida de caráter austericida, cujos efeitos mais danosos foram atenuados  após a intervenção do sindicato. Não foi  suficiente, no entanto,  para evitar um grande estremecimento na vida funcional da professora. Sua carga horária  compreendia algumas horas na sala  de multi meios como apoio pedagógico, mas a função não escapou ao corte da portaria. De modo que África viu uma enorme brecha se abrir na sua planilha.
Contou encontrar solução por dentro da própria escola. Tinha de correr atrás,  pois verificara que os horários já estavam definidos e as aulas que poderiam completar sua carga horária,  tinham sido destinadas a outros colegas.  Alguns até mais recentes do que ela na escola, inclusive  ingresso no último concurso e até quem não tivesse habilitação para ministrar a disciplina.
Ao mesmo tempo sentia  o coração apertado pois se obrigaria a questionar essas lotações,  disputando a unha sua posição  na escola.  Isso a deixava bastante angustiada..  Confiava que o choque poderia ser evitado caso o diretor da escola lhe reservasse a regência da sala de multi meios. Afinal, ela se enquadrava nos critérios exigidos e seria perfeito principalmente por passar ao largo de qualquer prejuízo para ela, para os colegas e de quebra, evitava se o esforço de fazer alterações nos  horários já definidos.
Mas o diretor deixou  claro não ser o caso e que tinha outro plano para a sala de multi meios, , E ele não incluía a colega.
Ficou desconcertada com a reação.  Não queria prejudicar ninguém, mas pelo visto ninguém parecia estar preocupado com os transtornos que aquilo lhe causaria. Além da crueldade e do sadismo pois sequer se prestaram a garantir sua lotação em outra escola. Deixaram na a míngua, em meio a promessas vazias de suposta ajuda.  
Ao longo de sua trajetória na educação cearense África doara parte considerável do seu tempo e de suas energias em lutas sem fim. Boa parte delas, inglórias...  Naquelas em que triunfou, não estava sozinha, de modo que nada foi revertido  em benefício pessoal, a não ser o que coubera a todos receber.  Até porque nunca esperou ou almejou qualquer coisa nesse sentido. Sua luta era coletiva e em benefício do coletivo. Só não esperava  naquela altura da sua vida profissional sofrer tamanho desrespeito e desconsideração por seus colegas.
Mas não se deu por rendida.
Procurou o sindicato da categoria e com ele dirigiu se à secretaria de educação para ter com o responsável pelos  processos de lotação  nas escolas. Por duas vezes voltaram batendo. Com os olhos voltados para o monitor, o dito cujo dava respostas evasivas,  além de considerar como fato consumado a precarização de sua situação na escola, de modo que deviam encontrar uma solução que não considerava a integralidade da carga horária nela. Irritou-se com a presença do sindicato.  Confirmou ser prerrogativa do diretor indicar o regente do multi meios e em face do fato de pessoas inabilitadas ocuparem sua disciplina, alegou que as escolas recorrem a esse subterfúgio para fechar os horários.  Embora se trate de um procedimento irregular, justificasse apenas na medida em que não haja profissional habilitado disponível na rede...O que não é o caso. Havia o professor habilitado, e ela estava em atividade na própria escola. O mais incrível era saber que mesmo contando ainda ser uma das professoras mais antigas em exercício, justamente ela tivesse sacrificada sua lotação. E mais, havia uma solução disponível  que evitaria todos aqueles embaraços, e não era adotada por conta da clara disposição do diretor em excluir a professora.
Nada disso serviu para convencer o coordenador da justeza do seu pleito , ficando a impressão de que agia em comum acordo com o diretor...
De modo que, o  que parecia ser  uma simples querela em torno de lotação, os fatos, as atitudes e os interesses ocultos em jogo, demonstram de forma contundente que a professora é alvo de um ato covarde e repugnante de assédio moral.
Para África a briga começa agora...  !
Baseado em fatos reais.




Lei para todos - Carta Maior

Lei para todos - Carta Maior

Uma revolução popular está a caminho - Carta Maior

MESMO QUE NÃO VENHA A VENCER AS PRIMÁRIAS, BERNIE SANDERS JÁ É VITORIOSO. MAS OS DADOS AINDA ESTÃO ROLANDO



17/02/2016 - Copyleft

Uma revolução popular está a caminho

Independentemente da vitória de Sanders, Piketty prevê 'o fim do ciclo político-ideológico' aberto por Ronald Reagan e pelas elites financeiras em 1980


Lauren McCauley - Commons Dreams

Albert/cc/flickr
O influente economista Thomas Piketty recentemente observou que o "incrível sucesso do ‘socialista’ Bernie Sanders" é um forte indicativo de que progressivamente toma forma um movimento popular muito mais profundo ao redor dos Estados Unidos.
 
Em uma coluna publicada no jornal francês Le Monde, na segunda-feira, Piketty argumenta que, independentemente de Sanders ganhar as primárias democratas, "estamos testemunhando o fim do ciclo político-ideológico aberto pela vitória de Ronald Reagan nas eleições de novembro de 1980".
 
Demarcando o avanço de Sanders dentro do contexto histórico, Piketty revisita o período entre 1930 e 1980, quando os EUA "buscaram uma política ambiciosa de redução das desigualdades sociais" com políticas econômicas que incluíam taxações progressivas sobre renda e propriedade, bem como a implementação de um salário mínimo federal (superior a 10 dólares/hora, corrigidos para 2016, no final da década de 1960).
 
"Meio século de progressividade fiscal estável" chegou a um fim abrupto em 1980, quando Ronald Reagan assumiu a presidência "em um programa destinado a restabelecer um suposto capitalismo mítico que ele dizia ter existido no passado", impulsionado em grande parte pelas frustrações “das elites financeiras".


 
Piketty afirma que isso culminou com a reforma fiscal de 1986, que reduziu o teto superior de tributação para 28% (em comparação com uma taxa média de 82% para os americanos mais ricos durante a era anterior), bem como o congelamento do salário mínimo federal.

Em nenhuma medida, observa ele, esses retrocessos foram "verdadeiramente desafiados pelos democratas dos anos Clinton e da era Obama", levando a uma "explosão de desigualdades, salários desproporcionais(...) e estagnação dos rendimentos da maioria". Na verdade, o economista francêsganhou destaque mundial em 2014, quando argumentou em seu livro “O Capital no século XXI” que o mundo havia entrado em novos Anos Dourados.
 
Piketty admite: "Diante da máquina eleitoral da Clinton e do conservadorismo da grande mídia, Bernie talvez não vença as primárias". Mas acrescenta: "esse processo demonstrou que um outro Sanders, possivelmente mais jovem e menos branco, pode um dia ganhar as eleições presidenciais norte-americanas e mudar a cara do país".
 
"Hoje, o sucesso de Sanders demonstra que uma proporção substancial dos americanos está cansada dessa desigualdade crescente e de pseudo-alternativas e, assim, pretende voltar a uma agenda progressista e a uma tradição americana de igualitarismo", conclui.
 
O irmão mais velho de Bernie Sanders, Larry, que vive no Reino Unido e é um líder local do Partido Verde, apresentou um argumento semelhante na semana passada. Larry Sanders atribuiu a popularidade de seu irmão ao seu foco na desigualdade econômica, dizendo a BBC: "A concentração da riqueza social na mãos dos super-ricos é um fato notório e, quando alguém diz isso, as pessoas ficam atentas".
 
Tradução por Allan Brum


Uma revolução popular está a caminho - Carta Maior

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

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Primeiros Erros - Capital Inicial

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Dá O Que Pensar | Juiz defende investigação “do que está por trás dos processos” de Moro

SÉRGIO MORO SABOTA A SEGURANÇA NACIONAL



Juiz defende investigação “do que está por trás dos processos” de Moro

Em corajoso artigo publicado no Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, o Juiz de Direito do TJMG, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, denuncia que programas estratégicos do país estão sendo perigosamente atrasados e prejudicados pelas prisões “temporárias” determinadas pelo juiz Sergio Moro, de Curitiba, através da operação Lava-Jato. Para Monteiro de Castro, “é inconcebível que um suposto combate à corrupção possa conduzir ao desmonte em programas estratégicos da nação”. E conclui: “somente aos estrangeiros ou seus prepostos no país pode interessar o atraso ou o fim dos programas estratégicos brasileiros. É mais que hora de uma intervenção do governo ou, no mínimo, uma supervisão bem próxima da nossa Contra Inteligência para a verificação do que realmente está por trás das investigações da PF (FBI? CIA?), MPF e dos processos a cargo da 13ª Vara Federal de Curitiba”. Leia a íntegra do artigo abaixo.

submarino-nuclear
Gráfico da Defesanet.com

A QUEM INTERESSA ATRASAR OS PROGRAMAS ESTRATÉGICOS BRASILEIROS?

por Narciso Alvarenga Monteiro de Castro*
Em 14 de junho de 2012 foram comemorados os trinta anos do fim da Guerra das Malvinas entre o Reino Unido e a República Argentina, que, como todos sabem, terminou com a rendição dos soldados argentinos em Porto Stanley.
Foi a primeira “guerra tecnológica” e precedeu outra, a Guerra do Golfo, onde os artefatos high-tech puderam ser demonstrados aos olhos do mundo e em tempo real.
Para nós, brasileiros, as lições mais importantes do conflito, além de testemunhar o heroísmo dos soldados portenhos e principalmente de seus pilotos de caça, foram: os Estados Unidos (e de resto a Europa) se alinham automaticamente aos seus e um submarino de propulsão nuclear deixa fora de ação toda uma esquadra convencional.
Um pouco antes, a Marinha do Brasil já ensaiava os primeiros passos buscando o domínio do ciclo atômico, com os Almirantes Maximiano da Fonseca, Mário Cezar Flores, Álvaro Alberto e, principalmente, o Vice-Almirante Dr. Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Para um país de larga extensão costeira, fica claro que a estratégia baseada na dissuasão é a mais eficaz. Os primeiros submarinos da esquadra foram adquiridos em 1914 de procedência italiana. A tradição de construção de navios em nossas terras vem antes de 1808, com a chegada de D. João VI e nunca foi interrompida, apesar dos altos e baixos.
Hoje, o país pode se orgulhar de dominar a sensível tecnologia da construção de submarinos ou submersíveis, adquirida da Alemanha. Mais recentemente, um acordo estratégico assinado com os franceses deu um passo além: a aquisição de tecnologia para projetar submarinos, que ao final, capacitará o país a lançar o seu primeiro submarino de propulsão nuclear.
Um submarino convencional é movido a motor diesel e baterias. Segundo o Contra-Almirante Othon tal embarcação não passa de um jacaré ou uma foca, fácil de ser abatida. A explicação é simples. Para submergir, os motores precisam ser desligados, pois produzem gás, que não teria como ser expelido devido a maior pressão.
Então, o tempo que um submarino convencional pode ficar escondido (stealth) é o tempo de duração de suas baterias, uns poucos dias. Ao subir à superfície, para recarregar as baterias e o ar, pode ser facilmente abatido, pois, além disso, é muito lento.
Um submarino de propulsão nuclear pode ficar meses embaixo da água, o tempo que os seus tripulantes aguentarem sem sofrer um colapso nervoso. É muito mais rápido, devido ao seu propulsor, um reator atômico, que utiliza urânio enriquecido a 20%, o U-235.
Fica clara a opção escolhida pelos que pensaram a Estratégia Nacional de Defesa (que não pode ser separada da Estratégia Nacional de Desenvolvimento).
Somente cinco países constroem submarinos com propulsão nuclear: Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, todos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Apenas três países dominam todo o ciclo do combustível atômico e possuem reservas de urânio: os Estados Unidos, a Rússia e o Brasil.
Nosso país tem mais de 300 mil toneladas de urânio em suas jazidas, sendo que somente um terço delas foi prospectada. O consumo hoje é de mil toneladas/ano, o que seria suficiente para mais de 300 anos de fornecimento.
O Brasil na década de 80 assinou um tratado de salvaguardas com seu vizinho argentino. Foi um tratado equilibrado, pois previa reciprocidade. Muitos anos depois, foi obrigado a assinar um tratado de não proliferação nuclear, no final do governo de Fernando Henrique, visivelmente desequilibrado, pois só previu obrigações para o lado brasileiro, sem nenhuma contrapartida das grandes potências.
Tentam fazer que o país assine um “protocolo adicional” que pode significar que o país abra sua tecnologia nuclear aos estrangeiros. Nenhum país do mundo fornece ou vende tecnologia nuclear sensível, como ficou claro no acordo nuclear Brasil-Alemanha na década de 70 do século passado, aliás, ainda em vigor.
Por tudo isso, soa muito estranha a prisão do Vice-Almirante R1 Othon Luiz, ocorrida na chamada 16a fase da Operação Lava Jato, por supostos recebimentos de 4,5 milhões de reais, na construção da Usina Angra 3.
Othon já foi investigado pelas próprias Forças Armadas e foi inocentado na década de 90, sendo certo que diversos comandantes militares não simpatizavam com seus projetos ou seus métodos.
Some-se a isto, a campanha contra a Petrobrás, que estava em franca expansão com as descobertas do Pré-sal, bem como a prisão do Presidente da Odebrecht.
O desenvolvimento do reator que equipará o subnuc brasileiro vai sofrer atrasos e os vinte técnicos terão que ser remanejados com o contingenciamento das verbas, devido a intensa campanha da mídia, que acompanha o desenrolar da Operação Lava Jato.
O projeto do VLS (veículo lançador de satélites) vem sofrendo constantes abalos e até suspeita de sabotagem. O moderno avião transporte de cargas e tropas, o KC-390 da Embraer, também sofrerá atrasos, devido ao ajuste fiscal do governo Dilma.
É inconcebível que um suposto combate à corrupção possa conduzir ao desmonte em programas estratégicos da nação. Seria até risível se pensar que americanos, russos ou franceses encarcerariam seus heróis, seus cientistas mais proeminentes, ainda que acusados de supostos desvios.
Portanto, somente aos estrangeiros ou seus prepostos no país, pode interessar o atraso ou o fim dos programas estratégicos brasileiros. É mais que hora de uma intervenção do governo ou, no mínimo, uma supervisão bem próxima da nossa Contra Inteligência para a verificação do que realmente está por trás das investigações da PF (FBI? CIA?), MPF e dos processos a cargo da 13a Vara Federal de Curitiba.
* Juiz de Direito do TJMG

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Previsível recuo da presidenta em relação ao pré sal. Isso porque não houve até agora comoção popular em defesa dessa conquista. A FUP, o MAB , o sindicato dos profissionais da educação do Ceará, APEOC, o MST, o Levante da Juventude e alguns outros poucos seguimentos do movimento social tentaram articular um baluarte  de resistência a qualquer recuo nesse campo, através da Frente Ampla em Defesa do Pré Sal. Entretanto até agora não foram felizes nesse esforço, reduzindo sua influência a um raio de curto alcance.  A presidenta tenta salvaguardar a destinação dos rendimentos dos royalties e fundo social do pré sal para a saúde e a educação. Mas fica difícil para ela manter se praticamente sozinha nessa determinação, na medida em que nem mesmo a entidade nacional dos educadores, a CNTE, fixou como bandeira prioritária de sua greve nacional, essa conquista.  A tendência é vir a ser solapada em breve futuro.

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É O CARA:

“Se olharmos as políticas e os oficiais russos da mesma maneira que olhamos para oficiais e políticos ocidentais sem princípios, é uma possibilidade (que a Rússia o encoraje a deixar o poder). Mas o fato é exatamente o contrário, por uma simples razão: os russos nos tratam com enorme respeito. Eles não nos tratam como uma superpotência lidando com um país pequeno, mas como um país soberano lidando com outro. É por isso que essa questão não foi levantada de nenhuma maneira.”


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20160214/3576196/assad-erdogan-fanatico.html#ixzz40IfXvk5s



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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

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