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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Líderes de esquerda lançam movimento para 'refundar' União Europeia - Carta Maior

EURO FORO DE SÃO PAULO



10/02/2016 - Copyleft

Líderes de esquerda lançam movimento para 'refundar' União Europeia

Não temos controle democrático sobre nosso dinheiro, sobre as finanças, as condições de trabalho e o meio ambiente, disse ex-ministro da Economia grego.


Opera Mundi

Marc Lozano / Flickr
O ex-ministro de Finanças da Grécia Yanis Varoufakis apresentou nesta terça-feira (09/02), em Berlim, o DiEM25 (Movimento Democracia na Europa 2025), que pretende ser uma plataforma de coesão dos partidos de esquerdas do continente e lutar contra “uma ditadura de tecnocratas e mais de 10 mil lobistas”.
 
Entre os políticos e intelectuais que assinam o manifesto de formação do DiEM25 estão Oskar Lafontaine (político alemão de esquerda), Jean-Luc Mélenchon (líder da Frente de Esquerda da França), Zoe Konstantopoulou (ex-presidente do Parlamento grego), Stefano Fassina (deputado da esquerda italiana), Noam Chomsky (intelectual norte-americano), Ken Loach (cineasta britânico), Gerardo Pisarello (escritor argentino e advogado), Ada Colau (prefeita de Barcelona e membro do partido-movimento espanhol Podemos) e Nacho Álvarez (da Executiva do Podemos).
 
Em entrevista coletiva, Varoufakis afirmou que "o caminho de criar partidos políticos dentro de um determinado país é o caminho errado". "Se nossa análise estiver correta, então o que necessitamos é um movimento que vá além das fronteiras", acrescentou o político grego.
 
De acordo com Varoufakis, é preciso criar uma "mesa metafórica" onde os europeus discutam os problemas atuais e lutem contra a renacionalização da política e o que ele vê como um processo desintegrador: "a UE está se desintegrando e está fazendo isso muito rapidamente", advertiu.


 
“Não temos controle democrático sobre nosso dinheiro, sobre as finanças, as condições de trabalho e o meio ambiente”. O DiEM25 busca atuar contra o endividamento público, o sistema bancário, o investimento insuficiente, a política migratória da UE e o aumento da pobreza que, de acordo com Varoufakis, são as cinco crises que afetam a Europa.
 
A origem do problema, observa Varoufakis, está em uma despolitização das decisões europeias que são deixadas nas mãos de burocratas e que são tomadas à margem dos processos democráticos.
 
Constituição
 
Assim, para o político grego, a solução passa por uma democratização da Europa, objetivo principal do manifesto apresentado nos dias anteriores, no qual se desenha um processo ao término do qual deveria estar a criação de uma Constituição europeia.
"Se queremos uma unidade política, se queremos traspassar soberania a um estado federal europeu, esse estado precisa de uma Constituição", disse.

Para a formulação de uma Carta Magna europeia, a proposta do DiEM25 é realizar um referendo continental em 2025 que substituiria os atuais tratados vigentes no continente.

 
Para isso, em sua opinião, se requer uma coalizão à qual convidou a participar "gente de esquerda, liberais, verdes e radicais" centrada na convicção de que a democracia tem que estar no centro dos processos europeus.
 
A apresentação oficial estará precedida de três debates a portas fechadas com representantes de movimentos de esquerda de diversos países europeus.
Líderes de esquerda lançam movimento para 'refundar' União Europeia - Carta Maior

Chomsky: Este é o momento mais crítico na história da humanidade | Brasil 24/7

A impressão que emerge dos seus gestos e reflexões é que se as potências que são agredidas pelos Estados Unidos atuassem com a mesma irresponsabilidade que Washington, o destino estaria traçado.



Chomsky: Este é o momento mais crítico na história da humanidade | Brasil 24/7

Panorama do Cinema Brasileiro (Jurandyr Noronha 1968) - Documentário

A EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES DE REAJUSTE DO PISO SALARIAL PROFISSIONAL NACIONAL DOS PROFESSORES

PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO COMPLETARÁ OITO ANOS
O piso nacional do magistério passou em 2016 para R$ 2.135,64.
O valor deve ser pago para docentes com formação de nível médio com atuação em escolas públicas com 40 horas de trabalho semanais.
O piso nacional, reivindicação histórica da categoria, foi aprovado pelo governo Lula em 16 de julho 2008, através da Lei Nº 11.738. O Ministro da Educação era Fernando Haddad, atual prefeito de São Paulo.
O piso entrou em vigor em 2009 com um valor fixado no montante de R$ 950,00. De 2009 a 2016 o piso teve um aumento nominal de 124,80% (passou de R$ 950,00 para os atuais R$ 2.135,64).
No mesmo período o salário mínimo aumentou 89,24% (partiu de R$ 465,00 em 2009 para os atuais R$ 880,00).
A inflação oficial acumulada no período (IPCA, índice acumulado entre 2009 e 2015) ficou em 55,31%.
Entre a implementação da legislação (2009) e 2016 o aumento no piso nacional dos professores ficou na média de 12,2% ao ano.
Mantida a progressão verificada até aqui chegaremos a 2020 com um piso nacional equivalente a R$ 3.384,53.
Convém lembrar que um aumento anual médio de 12,2% equivale a dobrar um valor determinado no espaço de apenas 06 anos.
Ou seja, com a progressão dos aumentos no piso do magistério mantida, chegaríamos a 2022 com o valor fixado em R$ 4.260,74 (praticamente o dobro do piso atual, valorado em R$ 2.135,64).
Todos estes números e progressões que cito servem para que se aprimore, tanto quanto possível, o hábito de acompanhar a evolução das séries históricas e não apenas alguns dados esparsos e soltos no ar.
É verdade que o piso de R$ 950,00 fixado em 2009 era irrisório. Mas também é verdade que este valor mais do que dobrou desde lá até aqui.
Também é verdadeiro dizer que mantida a progressão apurada entre 2009 e 2016 chegaremos a 2022 - data que está logo ali - com o dobro no valor atual do piso do magistério, como foi demonstrado logo acima.
Se ser professor a 10 anos era quase um ato de fé (ou uma penitência), sê-lo hoje já começa a ficar interessante.
Daqui a pouco tempo voltará a ser, em termos salariais, uma excelente carreira.
Por fim, não esqueçam: o que vale mesmo é o aumento real (aumento nominal menos a inflação do período).
Temos tido aumentos reais de 2009 para cá e é isto o que de fato importa. Que continue assim.
                                                                                                                                                                                  Diogo Costa 

Nota técnica sobre microcefalia e doenças relacionadas ao Aedes aegypti - Carta Maior

A nota levanta questões bastante pertinentes acerca da "epidemia" de doenças transmitidas pelo aedes...Mas precisa ser encaixado no contexto nacional considerando os aspectos políticos, principalmente no aspecto das soluções mais viáveis, que podem não vir a ser aplicadas por conta da ferrenha oposição a tudo que possa significar a debelação de fatores negativos que afetam a nação.

Nota técnica sobre microcefalia e doenças relacionadas ao Aedes aegypti - Carta Maior

Lula: espetacularização, perseguição e inconveniências, por Aldo Fornazieri | GGN

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O que a imprensa oculta sobre as eleições dos Estados Unidos - Carta Maior

O que a imprensa oculta sobre as eleições dos Estados Unidos - Carta Maior

Sanders vence Hillary e mostra força em New Hampshire - Carta Maior

Fenômeno bastante interessante o que se desenrola nas eleições primárias norte americanas. Verificá-se uma polarização inédita nos últimos 70 anos em que nas duas pontas destacam-se os candidatos mais radicais, existentes em cada uma das partes do bipartidarismo secular prevalecente no país.

No Brasil, Sanders provavelmente seria ridicularizado caso tentasse se mostrar como um candidato socialista. Mas para o padrão do país de Wall Street, aparece como um prato indigesto para as corporações dominantes e para os 1% mais ricos. Esses, não encontram mais discursos amenos capazes de justificar o sistema no seio do qual aprofundam se drasticamente as diferenças entre os cidadãos. Daí Trump se destacar entre as candidaturas conservadoras. Não tem papa na língua e sente-se a vontade para dizer tudo o que o norte americano branco, anglo-saxão, protestante (WASP)  quer dizer, ou melhor, quer voltar a dizer impunemente, sem restrições de ordem moral ou legal, inexistente em tempos d'antanho. Trump aparece como a esperança distópica do retorno à idade do ouro anterior à conquista de direitos civis pelas minorias e da enxurrada de hispano americanos para dentro das fronteiras do império.

A base da pirâmide por sua vez,  vem manifestando cada vez mais impaciência face a tal estado de coisas e a cada eleição procura uma alternativa diferente das que tradicionalmente lhes são apresentadas. Foi um negro, agora um auto proclamado socialista.



Sanders vence Hillary e mostra força em New Hampshire - Carta Maior

Mesmo com cinemas vazios, Os Dez Mandamentos bate recorde de bilheteria | GGN

Mesmo com cinemas vazios, Os Dez Mandamentos bate recorde de bilheteria | GGN

Prestes A Ressurgir: Mais de 1.200 filmes nacionais no canal Cinemateca...

Prestes A Ressurgir: Mais de 1.200 filmes nacionais no canal Cinemateca...: Endereço do canal Cinemateca Popular Brasileira no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCEPXrSvxoAHSl1_6pbdFsDQ A Cinemate...

Autodinamismo: Mídia entra em colapso com ascensão de Sanders nos...

Autodinamismo: Mídia entra em colapso com ascensão de Sanders nos...: Como a ascensão dos progressistas Bernie Sanders, nos EUA, e Jeremy Corbyn, no Reino Unido, deixa a mídia à beira de um ataque...

Moro autoriza PF a abrir inquérito sobre Lula | Brasil 24/7

Eles estão levando a sério e a efeito a trama mais tosca, grotesca, inverossímil que se possa imaginar de ser possível materializar.

Mas é real e tem de ser enfrentada na real. Aglutinação, organização, mobilização.

Moro autoriza PF a abrir inquérito sobre Lula | Brasil 24/7

Altamiro Borges: Mídia reprova escola que homenageou Lula - Portal Vermelho

Poderia ser diferente? 



Altamiro Borges: Mídia reprova escola que homenageou Lula - Portal Vermelho: Pela transmissão da TV Globo e pelos comentários de alguns “calunistas”, a mídia reprovou a escola de samba Gaviões da Fiel por sua homenagem ao ex-presidente Lula. Com o tema “Verás que o filho fiel não foge à luta – Lula, o retrato de uma nação”, ela foi a penúltima a desfilar na madrugada deste domingo (19) no sambódromo de São Paulo.

Por Altamiro Borges, em seu blog

WEBGUERRILLERO: ALERTA: EL MUNDO AL BORDE DE UNA GRAN GUERRA EN SI...

Não tem mais como se enganar. O terror é bancado pelo imperialismo e seus capachos regionais.

WEBGUERRILLERO: ALERTA: EL MUNDO AL BORDE DE UNA GRAN GUERRA EN SI...: Crecen los indicios de que la guerra de Siria puede acabar desembocando en un gran guerra regional de imprevisibles consecuencias. Las...

Quem pode, pode; quem não pode fica na mira da Lava Jato | GGN

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

É mole?!: Dirigentes do PSOL acham que a Globo desempenha papel de vanguarda | bloglimpinhoecheiroso

É mole?!: Dirigentes do PSOL acham que a Globo desempenha papel de vanguarda | bloglimpinhoecheiroso

Ya no sé qué hacer conmigo

Ya no sé qué hacer conmigo

Geopolítica do petróleo: Brasil se afasta dos EUA - Carta Maior

ANTECEDENTE DA CRISE BRASILEIRA

Geopolítica do petróleo: Brasil se afasta dos EUA - Carta Maior

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ANTECEDENTE DA CRISE BRASILEIRA

Geopolítica do petróleo: Brasil se afasta dos EUA - Carta Maior

Internautas começam a perceber campanha da Grande Mídia para desmoralizar Lula | Vale Notícias

Internautas começam a perceber campanha da Grande Mídia para desmoralizar Lula

Uma matéria publicada na Folha de São Paulo, afirmou que a Lei assinada por Lula enquanto Presidente abriu frente de negócio para o amigo do filho. A referida Lei obrigou todas as instituições de ensino públicas e privadas a possuir, até 2020, pelo menos uma biblioteca com no mínimo um título por aluno. A coleção pode existir “em qualquer suporte”, abrindo margem para bibliotecas virtuais.
Como já era de se esperar, já está ficando ridículo, até quem é contra o Lula já percebeu essa campanha difamatória para que Lula não tenha possibilidade de eleição em 2018. O pior é que pelo nível das denúncias. Canoa – Sítio – Isopor – Biblioteca. Só estão provando o quanto o cara é integro e honesto!
No comentário mais curtido, o internauta diz: “Passa o dia inteiro procurando qualquer coisa, mesmo que não faça muito sentido, mas tem que ter o nome “Lula” “sócio” e “filho” já no título da matéria, hein?”
Logo em seguida o outro comenta: É muita cafajestagem essa campanha que estão fazendo com o velhote… Apelação ridícula, até com bibliotecas vcs vão procurar criar ilegalidades fajutas? Pelo amor de Deus…
Já o próximo não deixa por menos: A Lei favoreceu o filho e mais 50mil empresas, se bobear até a Folha e Estadão. E agora?
Esse outro Ironiza: Comunista, petralha safado… Tinha que vir de um cara desses querer colocar educação de qualidade aos pobres.. inaceitável … E ainda vai ter gente que vai dizer que o título dessa matéria é sensacionalista.
Só o Alckmin pode mudar tudo isso, com ele as escolas não vão gastar dinheiro atoa com educação, dinheiro que poderíamos estar construindo Avenidas e pedágios
Leia alguns comentários a seguir:
– Putz, mas é para o filho do cara e para quem mais quiser. Tipo, se um presidente acha que algum dia uma pessoa próxima dele poderá vir a investir em um negócio relacionado a uma lei que será sancionada, então, essa lei não deve ser sancionada, é isso? Eita, cada uma…
– Imagina, uma lei que obrigue escolas a ter bibliotecas. Onde já se viu? Que absurdo. Vai que os alunos das escolas públicas tomam gosto pela leitura! Seria o caos!
– Folha, eu como brasileiro fico muito contente com a obrigatoriedade das escolas terem bibliotecas com quantidade suficiente de livros para todos os alunos. Acho isso lindo. Ganha “o sócio do filho do Lula” (vocês precisam aprender a chamar as pessoas pelo nome), ganham nossas crianças, ganho eu, ganham vocês.
– Virou obsessão da mídia colocar o nome de Lula em tudo. Por isso cancelei a assinatura deste jornal. deveria ter essa obsessão com todos os governos, inclusive com o governo que rouba merenda escolar. Falta imparcialidade à imprensa do país.
– A hipocrisia da mídia e lamentável. Então, quer dizer que uma pessoa não pode se aproveitar de uma lei, nem se associar a um negocio por ser flho de um politico?
Trabalhei em uma faculdade em Foz do Iguaçu que era ligada a um conglomerado de um ex-senador do Rio de Janeiro, que aproveitou-se da instalação da Itaipu Binacional para expandir seus negócios. Nunca vi ninguém se levantar contra ele. Aproveitou-se e depois vendeu a entidade quando acabou as vantagens do negocio.
Face 1
face 2
face 4
face 5
Internautas começam a perceber campanha da Grande Mídia para desmoralizar Lula | Vale Notícias

domingo, 7 de fevereiro de 2016

ConJur - Delação premiada foi responsável pela morte de Tiradentes

Por ter denunciado os agitadores da Inconfidência Mineira, Silvério dos Reis recebeu, em Lisboa, o foro de fidalgo da Casa Real e o hábito da Ordem de Cristo. Além disso, suas dívidas com a Coroa Portuguesa teriam sido perdoadas, e ele teria recebido ouro, uma mansão e o cargo público de tesoureiro da bula de Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.

ConJur - Delação premiada foi responsável pela morte de Tiradentes

Ao vivo, folião recusa entrevista e chama diretor da Globo de ‘nazista’ | Portal Fórum

AI AI AI AI, TÁ CHEGANDO A HORA...DA GLOBO IR EMBORA!

Ao vivo, folião recusa entrevista e chama diretor da Globo de ‘nazista’ | Portal Fórum

Os 340 nomes flagrados por trabalho escravo - Carta Maior

O PODER ESCRAVAGISTA NO BRASIL

Os 340 nomes flagrados por trabalho escravo - Carta Maior

Syriza, Podemos e os movimentos na Europa contra a dívida ilegítima - Carta Maior

Vejam bem a falta de senso da esquerda vira lata brasileira quando procura copiar mecanicamente a pauta europeia e acaba desgastando uma iniciativa legítima. A luta pela auditoria da dívida é premente na Europa. Partidos de esquerda como foi o caso do Syryza que tinha como uma de suas prioridades básicas, a auditoria da divida,  elegendo se num contexto de uma pequena nação oprimida pelos ditames da UE impostos a partir da sua dívida pública,  descartou a auditoria no confronto direto com as autoridades financeiras da Europa... E mesmo assim o povo não foi às ruas exigir o cumprimento da promessa de campanha.

Em meio a uma crise onde o problema aflora na realidade cotidiana européia, um governo de esquerda radical recém eleito, estando, portanto, no auge de seu prestígio e legitimidade não sentiu contar com a força necessária para implementar a medida, que dizer de um governo acossado por forças deletérias a direita e a esquerda? Querer que Dilma Roussef compre sozinha essa briga, sem dar lhe o respaldo necessário, é agir em comum acordo com a direita golpista que com cinismo inaudito, apoiou a proposta com muita má fé, visando apenas aumentar a fervura da crise política nacional.

O PSOL deve romper sua aliança  com a direita golpista para ter moral de cobrar "coerência" do PT.

Syriza, Podemos e os movimentos na Europa contra a dívida ilegítima - Carta Maior

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Bomba! Nazistas descobrem a padaria onde Lula comprava pão em Atibaia! | O Cafezinho

ENTRE A ÓPERA BUFA E A BUFA PROPRIAMENTE DITA...IGUALMENTE FEDIDAS



Bomba! Nazistas descobrem a padaria onde Lula comprava pão em Atibaia!

05/02/2016 Miguel do Rosário

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Estão usando nossos impostos para bancar uma polícia política desse nível?



Para investigar onde Lula comprava pão?



Sim, estão usando. Por incrível que pareça estão usando.



A reportagem do Estadão mostra que procuradores e policiais estão investigando até mesmo onde a dona Marisa comprava pão...



Pelo amor de Deus!



Estão atrás de quê?



Algum crime específico?



Não, estamos diante da mais descarada perseguição policial-midiática que já se testemunhou.



Lula jamais negou que frequentasse o sítio em Atibaia.



Não adianta.



A mídia publica reportagens em tom sensacionalista, para "revelar" que Lula foi 100 vezes a Atibaia...



O mundo inteiro distribuindo honoris causa para Lula. Centenas de honoris causa. O palestrante mais bem pago do mundo, junto a Bill Clinton. E a mídia quer provar agora que é muito estranho que uma empresa tenha se prestado a fazer uma reforma num sítio frequentado pelo ex-presidente. Importante frisar: ex-presidente, uma pessoa sem cargo público.



***



A Gestapo em Atibaia



Por Fernando Brito, no Tijolaço.



Vejam este trecho de texto – duro chamar de reportagem, perdoem – do Estadão de hoje sobre o fato de – como diariamente fazem milhares de compradores e vendedores – ter sido no escritório de um advogado amigo de Lula e sua família. Algo absolutamente corriqueiro, e eu mesmo fiz isso no final do ano passado, quando tive de vender um terreno que possuía há mais de 20 anos em Maricá, pois os compradores chamaram um oficial de cartório para fazer onde lhes convinha a venda.



No texto, porém, são apontados outros crimes:



A chegada da Lava Jato mudou a rotina do bairro do Portão, em Atibaia, limite entre a cidade e a área rural onde fica o sítio usado pelo ex-presidente. Vizinhos e comerciantes da região têm sido questionados pelos procuradores do Ministério Público Federal sobre a frequência das visitas, rotina e companhias do petista no local.



No depósito Dias, que forneceu parte do material para a reforma do imóvel, em 2011, os procuradores realizaram duas buscas de documentos e notas fiscais da época. O atual dono, Nestor Neto, que assumiu a loja em 2014, afirmou que o objetivo era encontrar provas e buscar novas informações. Há suspeita de que a Odebrecht pagou parte da conta. “Os procuradores analisaram algumas documentações antigas, como notas e comprovantes, que ainda estavam na loja. Acessaram salas que estavam fechadas pelo dono do prédio e eu não tinha mais acesso”, disse Neto. Duas atendentes da padaria Iannuzzi, que fica no acesso ao sítio, dizem que a ex-primeira-dama Marisa Letícia comprava no local.

Observem o kafkiano do processo: “descobriram que D. Mariza fazia compras na padaria Ianuzzi”!



Qual é o problema de fazer compras nessa padaria ou na Panificação Santo Antônio, do famoso “seu Manuel da padaria”? E num lugar onde nunca negou frequentar?



O que é que alguém tem a ver com o número de vezes que Lula foi a um sítio onde ele próprio diz que vai?



O que é que alguém tem a ver com quem vai?



E qual seria o problema se algum empresa tiver dado algum material para que se reformasse um sítio que ele frequenta?



Haveria problema, por exemplo, se uma delas desse a Lula, já fora do Governo, uma garrafa de vinho Romaneé Conti (lembram do vinho do Duda Mendonça?) das 114 arrematadas há pouco tempo num leilão da famosa Sotheby’s por US$ 1,62 milhão, o que dá um preço, por garrafa, de R$ 57 mil?



E se fosse uma caixa?



Falta a toda esta investida nazistóide o que justificaria uma investigação: a suspeita específica de algum ato de responsabilidade pessoal de Lula em alguma irregularidade que beneficiasse indevidamente alguma empresa ou pessoa.



Simples assim.



Mas não há. o que há é um troncho “domínio do fato” transposto à investigação policial que funciona na base do “ah, alguma ele fez e nós vamos descobrir o que foi”.



E por que? Porque é preciso usar polícia, Ministério Público e justiça (assim, com letra minúscula mesmo) para cumprir o objetivo político que pela política não conseguem alcançar: destruir Lula eleitoralmente.



Com a certeza de que não haverá mídia ou tribunal que ponha freios a esse uso político desavergonhado das instituições públicas.



Como se sabe, o nazismo serviu-se da covardia dos democratas para se impor.





Bomba! Nazistas descobrem a padaria onde Lula comprava pão em Atibaia! | O Cafezinho

Prisão de Dirceu e cerco a Lula causam embaraços à Justiça brasileira

Prisão de Dirceu e cerco a Lula causam embaraços à Justiça brasileira

O mandato de prisão de Dirceu, segundo balanço do Ministério Público Federal até 18 de dezembro do ano passado, foi apenas mais um entre os 119 expedidos, dos quais 62 foram de prisões preventivas, e 57, de temporárias


Por Redação, com agências internacionais – de Curitiba, Londres e São Paulo

Assistido por juízes, advogados e jornalistas, nos EUA e em alguns países da Europa, o vídeo com o depoimento do ex-ministro José Dirceu ao titular da Vara Federal do Paraná, juiz Sérgio Moro, teve um efeito didático sobre o funcionamento do Judiciário, no Brasil; além dos efeitos causados à aplicação da lei pela interferência política da ultradireita brasileira nas principais Cortes de Justiça do país. Até no STF.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu
Advogado por profissão e capaz de exercê-la, a ponto de se estabelecer na elegante Avenida República do Líbano, nos Jardins da capital paulista, em uma casa de dois andares, espaçosa, com sua empresa de consultoria, o líder petista, frente a frente com seu inquisidor, afirma ao juiz Moro que não entendia o motivo porque foi preso. E está preso há seis meses. Nem Dirceu, nem o experiente barrister londrino, Sir Jeffrey Jowell e seus associados Timothy Otty e Naina Patel, da banca Blackstone, uma das mais bem remuneradas da City. Nem centro mundial do capitalismo, ao qual serve o juiz paranaense, a prisão de Dirceu — inimigo jurado do stablishment desde que concluiu o curso de guerrilha em Cuba, no século passado — foi comemorada como uma vitória dos conservadores sobre a esquerda brasileira. Mas encarada como um sinal preocupante quanto à saúde do sistema jurídico nacional.
Como afirmou o jornalista Paulo Nogueira, editor do site Diário do Centro do Mundo, desde Londres, afirmou em artigo, logo após a divulgação do vídeo com o depoimento de Dirceu, que aquele era “um retrato perturbador da Lava Jato e do próprio Moro”.
“Você vê um entrevistador, ou interrogador, hesitante, despreparado e munido de acusações de extrema fragilidade. Na contrapartida, o entrevistado, ou interrogado, responde a todas as questões com a clareza que faltou por completo a Moro. Dirceu está cansado, claramente, abatido – mas mantém o raciocínio límpido e rápido. A não ser que você seja um antipetista fanático, ao fim do vídeo você vai se perguntar: ‘Mas o que este cara tá fazendo preso há tantos meses?”, ressalta Nogueira.
Assista ao depoimento de Dirceu:
Para o articulista, que já dirigiu a revista semanal de ultradireita Veja, da Editora Abril, e conhece as organizações patrocinadoras do ambiente de ódio que impera na política brasileira, nas entrelinhas, “o que mais chama a atenção é a ignorância sobre a natureza do tipo de consultoria que um homem como Dirceu pode prestar a grandes empresas interessadas em conquistar mercados internacionais. Qual é a mercadoria que ele tem? Suas relações, o conhecimento que amealhou ao longo de anos de vida política”, explica.
“Eu estava na Abril quando a empresa solicitou os serviços de consultoria de Maílson da Nobrega, o homem dos 80% de inflação mensal. O que se demandava de Mailson, em sonolentas reuniões em que eu frequentemente dormia, como amigos meus do então Comitê Executivo da Abril poderiam confirmar, é que ele e sócios da consultoria Tendências mostrassem os cenários econômicos e políticos.
Existe, é certo, outro tipo de consultoria. Ainda na Abril, a Booz-Allen fez um trabalho de reengenharia financeira. Aí sim eram pilhas de estatísticas”, detalha.

Banca britânica


A rotina do juiz Sergio Moro, de mandar prender os implicados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), causa ainda mais espécie aos advogados britânicos que, em recente parecer — encomendado pela defesa dos executivos da empreiteira Odebrecht — afirmaram ser uma “afronta aos princípios mais básicos do Estado Democrático de Direito” o uso generalizado de prisões anteriores a um julgamento”. Segundo os associados da Blackstone Chambers, a forma como Lava Jato (Car Wash, como traduziram) tem sido conduzida pela Justiça Federal “levanta sérios problemas relacionados ao uso de prisões processuais, o direito ao silêncio e à presunção de inocência”. Para os advogados ingleses, a condução da operação tem violado os princípios da presunção de inocência e o direito a um “julgamento justo em prazo razoável”.
O mandato de prisão de Dirceu, segundo balanço do Ministério Público Federal até 18 de dezembro do ano passado, foi apenas mais um entre os 119 expedidos, dos quais 62 foram de prisões preventivas, e 57, de temporárias. Outro balanço, também do MPF, diz que são 140 os denunciados e 119 os que tiveram a denúncia aceita pela Justiça, tornando-se réus. Outros 80 já foram condenados.
“Nessas circunstâncias, há preocupações reais de que houve falha na adequação do significado fundamental e histórico do direito à liberdade e à natureza expedita do remédio que representa o Habeas Corpus”, afirma o parecer da Blackstone.
O parecer dos advogados ingleses cita relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre o uso de prisões preventivas na América do Sul e na América Central, publicado em 2013, referente a dados coletados em junho de 2012. Proporcionalmente, o Brasil é o segundo país com mais prisões preventivas da região, com 191 mil pessoas encarceradas sem julgamento, ou 38% do total, até junho de 2012. Para os barristers ingleses, os dados mostram que vários padrões internacionais de direitos humanos, inclusive tratados dos quais o Brasil é signatário, são desrespeitados, entre eles a presunção de inocência, o Ônus da Prova, o Princípio da excepcionalidade, no qual a prisão antes do julgamento só deve ser usada apenas como “último recurso em situações específicas” e as Razões legítimas para prisão, nas quais é obrigação do Estado não restringir a liberdade de um acusado além dos limites estritamente necessários para garantir que ele não impeça o desenvolvimento eficiente de uma investigação..
O parecer da Blackstone ainda acrescenta que características pessoais dos investigados e acusados não podem servir de motivo para a prisão preventiva. “O significado é óbvio”, diz o texto. Isso quer dizer, para os advogados, não se pode justificar uma prisão com base no argumento de que o réu é rico ou que é acusado de crimes graves, como corrupção. “Algo mais concreto, como o risco de fuga ou de intervenção nas investigações, é necessário.”
Porta-voz dos mais castiços conservadores da City, a revista britânica The Economist usou o parecer da Blackstone para uma reportagem intitulada Justiça estranha (Weird Justice, no original). A conclusão do texto é que, enquanto suspeitos e acusados são presos antes do julgamento, os condenados recebem penas brandas, como a prisão domiciliar ou a obrigação de comparecer em juízo uma vez por mês. A Economist relata as críticas feitas à espécie de “carisma” do juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jatoem Curitiba, e critica a prisão de mais de 600 mil pessoas, 40% das quais ainda não foram condenadas. Diz, porém, que os motivos são “menos óbvios” do que os discutidos na Lava Jato”: o problema é que, no Brasil, afirma a revista, um único juiz pode mandar alguém para a cadeia sem a anuência de um júri popular.

Efeito da mídia


Digna de uma das maiores coberturas na mídia conservadora do país, a prisão de José Dirceu se mistura às dos demais envolvidos nesta que se tornou, na realidade, em uma caçada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora tratado como “investigado” pela PF paulista. No relatório da Blackstone os barristerscitam as declarações do procurador da República Manoel Pastana a jornalistas, para defender o uso das prisões preventivas com o objetivo de forçar as delações premiadas:
“Em crime de colarinho branco, onde existem rastros mas as pegadas não ficam, são necessárias pessoas envolvidas com o esquema para colaborar. E o passarinho pra cantar precisa estar preso”, disse o procurador, em novembro do ano passado.
Caso prevaleça a máxima do procurador Pestana, Lula corre sério risco, principalmente se o ambiente de conflagração ficar ainda mais acirrado no próximo dia 17, quando prestará depoimento no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, na condição de investigado. Poderá cair numa “armadilha”, como adianta o blogueiro Eduardo Guimarães, titular do Blog da Cidadania. Segundo afirmou, em publicação editada neste sábado, teria recebido uma “denúncia séria de que o governo do Estado de São Paulo estaria preparando uma armadilha para Lula e seus apoiadores durante depoimento do ex-presidente e sua mulher no Fórum Criminal da Barra Funda, no dia 17, às 10 horas da manhã”.
Para o blogueiro, “como se vê, o clima, por si só, deve esquentar”.
“O promotor tucano já deu a senha. Como uma das maiores autoridades no local, poderá controlar a PM a seu bel prazer” suspeita.
De acordo com a denúncia que recebeu, Guimarães conta que “sob ordem das autoridades do Fórum, a PM tentará arrumar uma desculpa para impedir a entrada dos grupos pró-Lula no local, dando total acesso aos grupos antipetistas. Se não for possível, a PM tratará de atacar e dispersar os grupos de apoio a Lula, acusando-os de algum excesso que poderá ser cometido por gente do outro lado e atribuído aos petistas”.
Não seria o primeiro ataque direto ao ex-presidente da República. Noite passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi à festa de aniversário da ministra da Agricultura, Katia Abreu e, “aos brados”, chamou o ex-presidente Lula de “bêbado”. Mendes, segundo notícia veiculada em um diário conservador carioca, disse que “Lula chegou embriagado em São Paulo para prestar solidariedade às vítimas do acidente da TAM, em Congonhas, ocorrido em outubro de 1996. A tragédia acabou com 99 mortos. Constrangimento geral”, conclui.
Prisão de Dirceu e cerco a Lula causam embaraços à Justiça brasileira

Não é só a Petrobras: como a queda do petróleo também prejudica - e muito - a Vale - InfoMoney

Não é só a Petrobras: como a queda do petróleo também prejudica - e muito - a Vale - InfoMoney

Blog do Ulysses Ferraz: O aparelhamento ideológico do Estado

Blog do Ulysses Ferraz: O aparelhamento ideológico do Estado: É ingênuo pensar que o Estado é aparelhado ideologicamente pelos programas de governo do(a) presidente da República em exercício e de suas...

Donos da consciência alheia… Juiz manda recolher livro Mein Kampf | PORTAL DO PCO TEMPORARIAMENTE FORA DO AR

SERÁ QUE CENSURAM POR CONTA DAS NOTAS EXPLICATIVAS CONTIDAS NESSA EDIÇÃO?

Donos da consciência alheia… Juiz manda recolher livro Mein Kampf | PORTAL DO PCO TEMPORARIAMENTE FORA DO AR

O jornalismo e seus interesses – Debates Culturais

O jornalismo e seus interesses


Todo profissional deve defender os seus interesses intrínsecos ao seu ofício. Os jornalistas, assim como os professores, trabalham com temas de interesse geral, a educação e a informação. Por isso mesmo, precisam toda hora justificar o seu trabalho e legitimar a função social do seu trabalho. Os jornalistas, em especial, lutam pela qualidade da informação, apresentando slogans como este: “Sem jornalista não tem informação”.
A democratização da informação, através da internet e das redes sociais, acabou, definitivamente, com a ideia do monopólio da informação. Desta forma, todos se sentem no direito legítimo de produzir e comunicar informação, o que é um grande avanço civilizatório. O que é reservado aos profissionais da comunicação, no entanto, é o seu compromisso ético com a verdade e com a veracidade dos fatos comunicados ou produzidos. O que é reservado aos profissionais da educação (professores) é a realização de processos pedagógicos que permitam aos alunos a sistematização das informações para que estas se tornem conhecimento (tenham valor e utilidade prática e reflexiva).
Não nos iludamos, toda informação é seletiva. Os blogueiros, os cronistas, os jornalistas e os professores que escrevem (embora poucos) apresentam abordagens por conta de suas motivações pessoais e convicções políticas e ideológicas. Na educação, assim como na informação, não há neutralidade, pois quem ensina e quem escreve ou comunica interpreta os fenômenos educativos e sociais à luz de seus valores, de suas convicções, de seus ideais de ser humano, mundo e humanidade.
Fico pensando como é ser jornalista atuando em meios (ou redes) de comunicação com linhas editoriais direcionadas para favorecer as estruturas sociais dominantes – para manter tudo como está (status quo). Fico imaginando o sentimento daqueles que simplesmente se submetem ao script, sem questionamentos. Fico imaginando como devem sentir-se aqueles que foram escolhidos (ou contratados) para ocupar espaços como“reserva de informação crítica”. Ser jornalista, nesta condição, deve ser um exercício interessante e intenso para demonstrar, permanentemente, os contrapontos da informação.
Penso que a especificidade do fazer jornalístico deveria traduzir a realidade dos fatos sempre contrapondo as diferentes fontes e os verdadeiros interesses de todos os sujeitos envolvidos. Deveria ainda contemplar, ao máximo, o universo da existência de suas informações e fontes para subsidiar os leitores na formação de uma opinião ou do conhecimento. O jornalista deveria evitar juízos de valor ou julgamentos sumários de sua informação, mas sempre indicar caminhos para o aprofundamento do tema para que o próximo passo seja a busca da verdade.
O fato de não ser jornalista me dá mais liberdade para produzir reflexões sobre seus interesses. Permite-me sugerir que talvez fosse mais coerente que jornais, rádios, revistas e redes de televisão assumissem publicamente as suas posições políticas e ideológicas no tratamento de suas informações. Permite-me sugerir que estamos num mundo com intensa comunicação, mas cada vez mais distantes das possibilidades de conhecimento. Finalizo citando pensador Peter Drucker para destacar a importância do jornalismo: “o conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os portadores desses recursos são as pessoas”.
*Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos.
O jornalismo e seus interesses – Debates Culturais

Eichmann: assim funciona a delação premiada | O Cafezinho

O ministro da justiça acobertando as ilegalidades da PF e MP

Eichmann: assim funciona a delação premiada | O Cafezinho

Ives Gandra: "Não há provas contra José Dirceu" | Brasil 24/7

O jurista Ives Gandra está bem longe de ser um aliado, ou mesmo simpatizante do PT. Ligado ao conservadorismo católico costuma ocupar posições diametralmente opostas às que ocupa o PT. Isso, no entanto, não foi razão suficiente para fazê-lo esquecer o primado da isenção no tocante ao juízo e à aplicação da justiça.  

Ives Gandra: "Não há provas contra José Dirceu" | Brasil 24/7

inverta.org/jornal/edicao-impressa/481/social/a-chacina-de-messejana-ou-a-lei-do-cao-sobre-o-povo-pobre

A chacina de Messejana ou a lei do cão sobre o povo pobre

Essa matéria foi publicada na Edição 481 do Jornal Inverta, em 04/02/2016



A madrugada do dia 12 de novembro de 2015 ficará tragicamente cravada na memória da população das comunidades que compõem a Grande Messejana, bairro da periferia de Fortaleza. A partir da meia noite, e no decorrer das horas seguintes, foram contabilizados 11 mortos à bala nas comunidades do Curió, São Miguel e Alagadiço Novo, além de outros 7 feridos por armas de fogo. Os assassinatos foram aleatórios e oito vítimas não tinham sequer passagem pela polícia; outros três cometeram delitos de baixo potencial ofensivo. A seqüência de assassinatos logo chamou a atenção da imprensa policialesca cearense que cobriu com interesse mórbido a tragédia, se utilizando do sangue das vítimas para criminalizar ainda mais o povo que vive nestas comunidades.
Desde então, a principal hipótese levantada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) é a retaliação pela morte de um policial durante tentativa de assalto, na Lagoa Redonda, exatamente duas horas e meia antes da série de assassinatos ter início. Hipótese esta que o próprio governador Camilo Santana confirmou após um mês de investigações. Em outras palavras, agentes de segurança que em tese deveriam zelar pela comunidade, vingaram a morte do colega com um massacre na região, assassinando gente sem qualquer ligação com o crime.
Assim, se seguiu uma seqüência de mortes nunca vista na capital cearense. No Curió, dois adolescentes de 17 anos morreram às 0h20, enquanto um rapaz de 18 anos foi morto uma hora depois. Já no bairro Alagadiço Novo, dois jovens de 16 e 17 anos foram assassinados às 1h54.
No São Miguel, três mortes foram registradas às 3h33 - três homens, de 19 e 41 anos e outro com idade não divulgada. Segundo os dados da SSPDS, 24 minutos depois, mais três pessoas morreram no centro de Messejana - um rapaz de 18 anos e dois com idades não divulgadas.Reforçando a tese de vingança, familiares das vítimas, em ato de coragem, foram a uma TV local para denunciar que policiais militares “fardados” invadiram residências para matar sumariamente as vítimas. Uma mulher que testemunhou o fato afirmou que os policiais invadiram a casa, arrastaram seu sobrinho até a porta e o executaram com vários tiros na cabeça.
Foi a maior chacina da história de Fortaleza. A crueldade com que as pessoas foram assassinadas só se explica pelo apartheid social que divide a cidade: entre os ricos com seus capitães-do-mato (classe média), e a cidade dos pobres e miseráveis. Qual o direito de um agente público tirar a vida de alguém simplesmente para satisfazer sua sede de vingança por um crime cometido por outro? A única explicação é o sadismo fascista, o total desprezo pelas pessoas, por sua condição de vulnerabilidade social, por morarem na favela. As vítimas que foram assassinadas não tinham qualquer ligação com o crime, e mesmo se tivessem, ainda assim não justificaria a chacina.
Por outro lado, o cenário da tragédia já é por si o resumo da ópera: uma região que diariamente figura nos programas policiais e historicamente enfrenta problemas de toda ordem; com o terror policial e seus grupos de extermínio, da violência gerada pelo tráfico de drogas, que coloca o povo no meio do fogo cruzado e, sobretudo, vítima da ausência do Estado na garantia de direitos fundamentais, violando o acesso à educação, saúde, lazer, moradia e saneamento básico. Além do mais, tem o assédio de políticos oportunistas que fazem da miséria nestas comunidades a engenharia para angariar mais votos.
Esta é a realidade das comunidades e periferias cotidianamente. Ao povo pobre exige-se todos os deveres; mas como falar em deveres sem nenhum dos direitos? Essa contradição gera ainda mais violência. É o povo pobre a força das grandes obras que constrói as riquezas da sociedade, todos os dias no chão de fábrica. Entretanto, além de ter seus direitos negados, ainda corre o risco de ser morto da maneira mais banal possível, como se fosse esta a lei vigente: para os ricos o que vale é a constituição, para os pobres a lei do cão.
Quem são os responsáveis pela Chacina da Grande Messejana?
A existência de grupos de extermínio na polícia militar do Ceará não é novidade. Todas as vezes que uma chacina acontece gera comoção e o tema volta a ser debatido até que o assunto esfria. Desde que as chacinas e crimes hediondos dos grupos de extermínio começaram a ser explorados por programas policiais, como a Chacina do Pantanal, é que esse ciclo diabólico traz a impunidade para os autores desses crimes contra a humanidade.
Em 20 de novembro de 1993, policiais fortemente armados trucidaram a tiros três adolescentes na favela do Pantanal. Os policiais, embora condenados a 57 anos de prisão e terem sido exonerados da PM, no início dos anos 2000 foram reintegrados e tiveram suas penas reduzidas. Outro caso de grande repercussão em Fortaleza foi em 2006, quando um grupo de extermínio foi contratado para eliminar os que viessem a assaltar uma grande rede de farmácias. No total, 22 adolescentes assassinados. O Ministério Público Federal indiciou os policiais e o empresário que os contratou. Até hoje nada aconteceu com o grupo, nem com o empresário nem com sua rede de farmácias.
Durante o governo de Cid Gomes houve debates acalorados sobre a existência de grupos de extermínio dentro da PM, e talvez por isso que o ex-governador tivesse uma relação conflituosa com grupos policiais e seus representantes, fato marcado pelos constantes bate-bocas entre ele e parlamentares da bancada da bala.
Ora, o número de parlamentares comprometidos com grupos dentro da PM é uma faceta do corporativismo da polícia e da política, o que é nocivo à democracia. O corporativismo é uma característica inerente ao fascismo. Na instituição policial, o corporativismo toma para si o discurso da lei e da ordem; soma-se a isso o fato de que a polícia é o instrumento legalmente armado, portanto, assume o “poder moral” de vida ou morte sobre aqueles em que aplicam a lei e a ordem. É este o princípio dos “justiceiros” e dos grupos de extermínio que fazem justiça com as próprias mãos. O corporativismo policial na política transforma o moralismo dos justiceiros em “projeto de nação” a partir dos discursos nos plenários das Assembleias Estaduais e da Câmara Federal. É exatamente assim que está acontecendo no Congresso mais conservador desde 1964, discutindo pautas absurdas para o país.
Por outro lado, o brado justiceiro e moralista do corporativismo policial é propagandeado todos os dias pelas emissoras de televisão e encontra público fácil nas comunidades, entre as pessoas anestesiadas pela violência e que precisam de uma resposta imediata ao sofrimento a que estão submetidas. Os serviços públicos básicos do Estado não chegam até a favela e o corporativismo substitui a dignidade das pessoas pela lei do cão. Os programas policiais na TV são o instrumento que naturaliza a condição desumana em que o povo da favela vive, induzindo-o a aceitar os abusos contra si mesmo e o mais grave, faz com que as pessoas da própria comunidade não se reconheçam enquanto classe, vendo no restante da favela um potencial inimigo: “vagabundos” e “meliantes” no dizer desses programas - verdadeiras peças publicitárias do extermínio contra o povo pobre.
Portanto, não é uma equação complexa apontar como grandes responsáveis pelos crimes hediondos e chacinas registradas pelo Brasil o corporativismo da polícia e da política através da bancada da bala, e também como consequência do marketing da morte, veiculado pelos programas policiais. Tanto Belém (PA), como Osasco (SP), Costa Barros (RJ) e Messejana (CE) cumpriram o mesmo roteiro de tantas outras tragédias que acontecem diariamente nas periferias.

Sucursal CE
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ExataMente: Livro de Adolf Hitler proibido no Rio de Janeiro

A proibição tende a se tornar  uma estratégia de marketing involuntária...Proibir para quê? A proibição em vários países não impediu o ressurgimento de movimentos de caráter fascista em seu seio. Bobagem.



ExataMente: Livro de Adolf Hitler proibido no Rio de Janeiro: Fonte: G1 Esta semana o Tribunal de Justiça do Rio de janeiro proibiu a venda do livro Mein Kampf de Adolf Hitler . Este foi o livro es...

Altamiro Borges: Facebook tenta colonizar a internet

Altamiro Borges: Facebook tenta colonizar a internet

Altamiro Borges: China e estratégias para enfrentar a crise

Altamiro Borges: China e Estratégias Para enfrentar a crise

A importância de defender Luiz Inácio Lula da Silva | Brasil 24/7

A importância de defender Luiz Inácio Lula da Silva



LULA MARQUES: <p>Brasília- DF 05-11-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Ex- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da 5º Conferência nacional de segurança alimentar e nutricional.</p>
Num ano político que se inicia com a dupla  investigação contra Luiz Inácio Lula da Silva, começa a se construir uma reação mais ampla, por parte de setores da sociedade brasileira que já  compreenderam que a pressão sobre Lula está longe de atender qualquer finalidade jurídica.
Apenas  busca retirar da cena política a principal liderança popular construída pelo país após a democratização. Pretende-se fazer isso pela destruição – com métodos covardes –  da imagem pública de Lula, através de uma conhecida combinação de espetáculos midiáticos que, sem demonstrar provas nem fatos, têm a finalidade de produzir na população aquele sentimento perverso de que: "aí tem tem coisa!"
Caso esta forma de ataque não venha a ser bem sucedida, é bom estar preparado até para a possibilidade de que uma fatia mais aventureira do poder judiciário seja capaz de uma iniciativa mais drástica – você sabe do que estou falando. 
Como parte desta reação, a bancada de senadores do PT divulgou uma nota veemente neste fim de semana, onde manifesta sua "inconformidade com a perversa agenda policial que foi introduzida no cotidiano dos brasileiros, gerando um ambiente de culpabilização sem apresentação de provas, que atinge várias forças políticas do país." Advertindo que a "pauta policial tem impedido o Brasil de enxergar seus reais problemas e  encontrar soluções," os senadores afirmam que "os ataques contra o ex-presidente Lula tem um único propósito: dilapidar seu patrimônio político e minar a confiança nele depositada por dezenas de milhões de brasileiros."Com frequência, manifestações dessa natureza são simples exercícios burocráticos. Neste caso, representa uma atitude positiva no universo parlamentar, onde a omissão diante de  temas relevantes são infinitamente mais comuns do que o protesto. Só cabe aguardar que a reação dos senadores do Partido dos Trabalhadores possa ir além do papel, e que eles tomem medidas efetivas para estimular uma mobilização necessária e decisiva.
A experiência recente dos brasileiros ensina que a justiça do espetáculo só pode ser confrontada pela mobilização popular, que permite manter a soberania de uma nação nas mãos de quem tem direito a escolher quem pode governar o país – o povo – e assegurar que o destino de cada homem público seja decidido por um instrumento insubstituível das democracias, o voto popular.
Desde 16 de dezembro, quando centenas de milhares de pessoas foram as ruas para denunciar uma tentativa de golpe contra Dilma Rousseff, nós sabemos que a luta em defesa da democracia deixou de ser uma conversa exclusiva de altos salões jurídicos para se tornar um assunto do povo.
Isso explica por que, em entrevista ao 247, Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entidade herdeira do movimento que enfrentou a ditadura e mudou a luta dos trabalhadores a partir da década de 1970, fez a denúncia da ameaça de substituição do Estado Democrático de Direito por um Estado Policial, como você pode ler em nota anterior neste espaço.
Foi da região do ABC paulista que partiu uma centena de ônibus lotados de trabalhadores que foram até a avenida Paulista no dia 16. No ABC também ocorreu uma vigília na casa de Lula e foi dali que saiu um grupo de operários para protestar contra a explosão de uma bomba no Instituto Lula. Isso não é produto de uma relação política e histórica, algumas vezes até sentimental, entre os trabalhadores e Luiz Inácio Lula da Silva. Há uma base material, também. 
Os prejuízos econômicos associados a Lava Jato – que produziu uma redução de R$ 45 bilhões na massa salarial, além de uma redução de 2 pontos no PIB – transformaram uma operação jurídica num pesadelo social para boa parte da população, em especial os trabalhadores e os mais pobres. Perderam emprego, salário, crédito, perspectiva. Mais do que prender políticos e empresários acusados de corrupção, a operação desmontou uma aliança em torno de um modelo que produziu crescimento e distribuição de renda.
É sintomático, assim, que se queira impedir, de qualquer maneira, qualquer iniciativa capaz de permitir um respiro a economia. Essa postura explica o combate absurdo aos acordos de leniência, que procuram preservar um patrimônio econômico-tecnológico que é obra do conjunto dos brasileiros, que, mais do que executivos e políticos acusados de corrupção, deram sangue e suor na construção da sétima economia do mundo. Faz parte dessa mesma estratégia nociva tratar com desprezo iniciativas como a recriação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, onde poderá ser  possível formar um ambiente favorável, mesmo nas difíceis condições atuais, ao debate para livrar o país da recessão.    
A defesa de Lula faz parte dessa resistência, e começa a se manifestar.
Com apoio do prefeito Luiz Marinho,  do sindicato dos metalúrgicos do ABC e outras entidades da região, ali funciona um Comitê de Mobilização que prepara novas atividades para as próximos dias, agora com a defesa de Lula como a maior prioridade.  
Ao transformar Lula em alvo, as investigações judiciais cumprem uma etapa previsível de um processo que tem natureza política desde o início. A ameaça a Lula deu urgência e gravidade absoluta a uma luta que terá um aspecto decisivo em relação ao futuro do país.  
É correto pensar em termos eleitorais, lembrando que o esforço para inviabilizar uma possível candidatura de Lula, em 2018, faz parte das tarefas necessárias a uma oposição que nunca teve votos para vencer eleições presidenciais desde 2002. Mesmo hoje, com uma crise de múltiplas faces e imensa profundidade, ela não consegue firmar uma candidatura capaz de falar a maioria dos brasileiros. Mas é preciso ir a além neste raciocínio.
O que está em jogo é a reversão de um processo histórico de conquistas e benefícios que, mesmo com limites e imperfeições, contribuíram para uma melhoria inegável na condição dos mais pobres e na ampliação dos direitos dos mais humildes. Não custa lembrar que um regime democrático prevê alternância de poder – o que deve ocorrer dentro das regras estabelecidas pela Constituição – e raramente produz governos eternamente invencíveis.
Convém pensar que uma eleição presidencial, dentro de dois anos e 9 meses, irá ocorrer num ambiente diferente do atual. Sem minimizar nenhuma nova dificuldade que poderá surgir no horizonte, cabe lembrar que em 2018 ambiente político será outro – a começar pelo horário político, que permite ao governo fazer uma disputa pelo eleitorado numa situação mais equilibrada, em comparação com o universo construído pelo monopólio dos meios de comunicação.
Mesmo quem enxerga uma grande dificuldade de vitória em 2018 deve reconhecer que o ataque a Lula tem a finalidade de eliminar o personagem que, em qualquer caso, terá a função de liderar a resistência popular a uma restauração reacionária.
A importância de defender Luiz Inácio Lula da Silva | Brasil 24/7

Altamiro Borges: Ação contra Richa corre risco de ser abafada - Viomundo - O que você não vê na mídia

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“PF quer virar polícia política”, diz jurista | Brasil 24/7

"...o Presidente Lula é usado como antagonista, pois, assim, a Polícia Federal procura demonstrar à população que ela tudo pode. Se até Lula é arbitrariamente investigado, ninguém estaria a salvo..."

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Yanis Varoufakis: O capitalismo engolirá a democracia - se NÃO Nos manifestarmos | TED Discussão | TED.com

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Florence: zé não é ministro do PT — Conversa Afiada

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