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sábado, 7 de maio de 2016

TUCANOS PELA MÁ EDUCAÇÃO




No ultimo dia 29 de Abril, fez um ano da infame repressão promovida pelo governador do Paraná, Beto Richa-PSDB, contra os professores concentrados em manifestação no bairro do Centro Cívico em Curitiba.
Subindo um pouco no mapa, em São Paulo, seu correligionário Geraldo Alckimin,  tratou a greve dos educadores naquele estado com desprezo e indiferença. São Paulo registra índices pouco dignos do estado mais rico da federação. Paga muito mal aos professores e deixa o equipamento se deteriorar ao nível do sucateamento. Com a colaboração da mídia tornou invisível a greve de 92 dias, a mais longa da história, até levá-la à derrota. 
Mais tarde os estudantes dariam o troco ao picolé de chuchu, em um grande movimento de ocupação das escolas ameaçadas de fechamento.  Mais recentemente os estudantes voltaram a fazer ocupações. Dessa vez da assembleia legislativa e do Centro Paula Souza, que concentra a administração das escolas técnicas estaduais, exigindo a instalação de uma CPI para investigar desvio na merenda escolar, perpetrada por membros do alto escalão do PSDB paulista. Foram retirados pela polícia que recebeu aprovação da justiça para utilizar armas letais contra os estudantes. Outro ilícito desse partido que a mídia omite e a justiça finge desconhecer.
Alguns anos antes em Minas Gerais, outro tucano, Antonio Anastasia,  não cedeu um milímetro para negociar com os professores que ficaram em greve por cem dias.  As punições foram aplicadas impiedosamente, com cerrada campanha de assédio moral e perseguição de dirigentes e ativistas sindicais. Por mais de uma vez, a presidente do SindiUTE, teve que se refugiar para não ser presa a mando do governador.
Em tempos já um pouco remotos,  no Ceará, Tasso Jereissati aplicava seu choque de gestão nos servidores estaduais, especialmente os da educação. Negociação nenhuma e muita polícia com cães ferozes para recepcionar grevista. Não se contava com o “luxo” da bala de borracha.   
Foram mais de duzentos os feridos no massacre do Centro Cívico em Curitiba. Bateram sem dó nem piedade. A borracha comeu, fosse de cassetete ou de bala, e bombas de efeito (i) moral foram despejadas de helicópteros sobre as cabeças dos manifestantes. Enquanto isso o governador assistia ao espetáculo no seu confortável gabinete em meio a animada conversação com os assessores mais próximo.

Nada disso é simples coincidência. É parte de um programa que não prioriza a educação pública e toma os trabalhadores e seus sindicatos como verdadeiros inimigos. Desconsidera qualquer possibilidade de negociação e encara as greves como se fossem  guerras em que o objetivo é destruir o adversário.
Autoritários e sentindo a iminência de um possível triunfo golpista, se preparam para a travessia da Ponte Para o Futuro ao lado do vice traidor. Futuro belo e promissor....Para o filho, a filha, a família dos que votaram e votarão a favor do golpe na constituição e na democracia, interrompendo o 2° mandato da presidenta Dilma Roussef.


Um retrocesso que tudo indica será irreparável para a educação e seus profissionais. A mudança do regime de partilha para a o de concessão na exploração do pré-sal representará enorme prejuízo no financiamento do setor; a terceirização implicará na supressão do instituto do concurso público e em perdas de direitos para a categoria. São medidas que o golpismo já tentou emplacar no congresso, conseguindo avançar no senado. No ambiente do regime surgido do golpe estarão a vontade para fazer aprovar.
Ainda é tempo dos trabalhadores em educação caírem em si e buscarem reforçar a resistência ao golpe. Já não há muito tempo para se perder com alheamento e dúvida. Existe informação suficiente para esclarecimento da questão. É muito importante se diversificar as fontes de informação e não ficar capturado numa única perspectiva.

Acima de tudo,  o momento exige atitude

   


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