Ao fim do artigo, o autor coloca para Lula uma tarefa na qual deveria ter se empenhado desde há muito, o reencontro com a massa. E isso deveria ter se dado via PT. Talvez tivesse evitado que chegasse a esse ponto. O erro do PT não foi exatamente fazer alianças. Mas a forma como se relacionou com elas. Não preocupou-se em manter a hegemonia do partido nessas alianças. A crença no republicanismo, concentrando se no jogo político partidário para garantir a governabilidade, o levou a cortar na própria carne. O PT perdeu seus quadros para a estrutura de governo, dirigentes foram desmoralizados, presos e alijados da vida política. A pasmaceira tomou de conta do petismo. Sem o dinamismo interno que o caracterizava, sem debates em torno do projeto levado adiante por seu governo, estiolou-se. O ideal seria que Lula e o PT nunca tivessem tirado o movimento social do seu foco e deixado de procurar manter uma relação mais direta com o povo organizado. E a organizar. Quando deixou o governo, Lula perdeu perdeu o PT de vista. Nunca atinou de reforça-lo. O "lulismo" amplo, de massa, vago, difuso e passivo, já era o seu habitat político. Talvez não necessariamente se excluíssem. Era o caso de um PT ao seu lado se esforçando por conciliar se e trazer o "lulismo" pra dentro dele, renovando e politizando a essas novas franjas de companheiros(as).
Seria a situação ideal. Mas o ideal é apenas uma ideia. Não obstante, estar perdido esse bonde para o PT, não está para a democracia e a resistência ao golpe. Lula na rua, chamando o povo juntamente com aqueles que querem militar apaixonadamente pela democracia, será um grande diferencial nesse processo.
#VemPraDemocracia
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