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sexta-feira, 25 de março de 2016

Jorge André Irion Jobim: PROFESSORES DE PROCESSO PENAL CRITICAM O USO POLÍTICO DA JUSTIÇA CRIMINAL



quinta-feira, 24 de março de 2016

PROFESSORES DE PROCESSO PENAL CRITICAM O USO POLÍTICO DA JUSTIÇA CRIMINAL

Uma centena de professores de Processo Penal de todo o Brasil divulgaram, neste sábado (12/3), uma nota de repúdio ao uso político do sistema de Justiça criminal.

"Seguros de nossa contribuição para o Estado de Direito e por dever de consciência democrática que nos orienta no ensino do Direito, repudiamos a violação sistemática das garantias do devido processo legal", afirmam.

Os docentes também criticam os tribunais superiores, que, ao não reprovarem atos que atentam contra os direitos dos mais humildes, encorajam "a escalada de violência institucional, que nos remete a tempos de triste memória".

Leia a nota:

    Os professores de Processo Penal brasileiros abaixo assinados, com independência de nossas preferências político-partidárias, nos manifestamos contrários ao uso político do sistema de Justiça criminal. Seguros de nossa contribuição para o Estado de Direito e por dever de consciência democrática que nos orienta no ensino do Direito, repudiamos a violação sistemática das garantias do devido processo legal.

    As regras para a apuração de crimes e punição de seus autores valem indistintamente. Sua violação cotidiana atinge as camadas mais humildes da população. A falta de uma reprovação rigorosa, pelos tribunais superiores, dos atos do poder que atentam contra os direitos dos mais humildes encoraja a escalada de violência institucional, que nos remete a tempos de triste memória.

    Por isso, deixamos clara nossa posição de compromisso intransigente com o devido processo legal e nosso repúdio ao desrespeito à impessoalidade que deve nortear a aplicação da lei e realização da Justiça.

Jorge André Irion Jobim: PROFESSORES DE PROCESSO PENAL CRITICAM O USO POLÍTICO DA JUSTIÇA CRIMINAL

Portal em Pauta

IMPORTANTE ESTAREM TAMBÉM NO DIA 31 NAS RUAS, POIS SE TRATA DO MESMO MOVIMENTO.

Portal em Pauta

Anonymous vaza material da Odebrecht que Globo tenta esconder – O Cafezinho

Lava Jato: Esse pau já nasceu torto



Anonymous vaza material da Odebrecht que Globo tenta esconder – O Cafezinho

Wikileaks vaza bilhete sobre cooperação entre Sergio Moro e EUA – O Cafezinho

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Apoie Teori Zavascki, ameaçado por tratar Lula como cidadão | Blog da Cidadania

#VemPraDemocracia no dia 31 e conseguiremos nos defender a todos.



Apoie Teori Zavascki, ameaçado por tratar Lula como cidadão | Blog da Cidadania

Altamiro Borges: Banda satiriza o "deus" Sergio Moro

Altamiro Borges: Banda satiriza o "deus" Sergio Moro

quinta-feira, 24 de março de 2016

STF deve barrar impeachment sem crime de responsabilidade | GGN

A questão não tem se resolvido na esfera da legalidade pelo fato das instituições se mostrarem passivas à pressão da mídia  e da direita e muitas vezes, conivente com eles. Já que naturalizaram a situação do juiz ser suscetível à opinião pública, então que o anti golpismo mostre claramente sua opinião pública de verdade.



STF deve barrar impeachment sem crime de responsabilidade | GGN

Mais dois professores publicam recusa em ser entrevistados pela Folha e pela Globo – Diário do Centro do Mundo

Passar ao largo do cartel midiático golpista, confere mais credibilidade do que se misturando com ela. Conta-se nos dedos os espaços que a honestidade intelectual consegue alcançar nessas empresas descomprometidas com a informação e com a verdade. Não podem ser verdadeiros, senão não seriam golpistas!

Mais dois professores publicam recusa em ser entrevistados pela Folha e pela Globo – Diário do Centro do Mundo

Mais dois professores publicam recusa em ser entrevistados pela Folha e pela Globo – Diário do Centro do Mundo

Passar ao largo do cartel midiático golpista, confere mais credibilidade do que se misturando com ela. Conta-se nos dedos os espaços que a honestidade intelectual consegue alcançar nessas empresas descomprometidas com a informação e com a verdade. Não podem ser verdadeiros, senão não seriam golpistas!

Mais dois professores publicam recusa em ser entrevistados pela Folha e pela Globo – Diário do Centro do Mundo

Outra vez o fim da História - Carta Maior

24/03/2016 - Copyleft

Outra vez o fim da História

Por que Obama foi visitar a Argentina logo em um 24 de março, bem no dia em que se recordam os 40 anos do golpe que teve tanto apoio dos EUA?


Martín Granovsky, para o Página/12

Casa Rosada
 
Ninguém descartava uma surpresa em sintonia real com os direitos humanos por parte de Obama, nesta mesma quinta, quando ele rendeu homenagem às vítimas da ditadura no Parque da Memória. Sem essa surpresa eventual, até a noite, suas palavras e seus atos mostraram um presidente incapaz de ser crítico ou autocrítico com o papel desempenhado pelos Estados Unidos nos anos de chumbo. É um contraste notável com seus discursos em Cuba. Na ilha, Obama disse que a política norte-americana para com aquele país – ou seja, a hostilidade aberta e o bloqueio – havia sido inútil e contraproducente. E ainda que tenha aproveitado para expressar seu desejo de que os cubanos imitem o sistema político dos estadunidenses (o que, com certeza, viria acompanhado pelas correspondentes estratégias), não deixou de dizer também a frase histórica: “Cuba é soberana”. Uma grande manchete, entre outras possíveis.
 
Ontem, na Casa Rosada, o jornalista Martín Dinatale perguntou a ele se faria alguma autocrítica “sobre o papel dos Estados Unidos durante as ditaduras que se impuseram na região”.
 
A resposta de Obama não rendeu nenhum destaque. E não é preciso ver as quatro temporadas de House of Cards para entender que os presidentes norte-americanos primeiro ensaiam os temas e as respostas para dar a impressão de serem concretos e sintéticos – e que, portanto, se não são, é porque não querem sê-lo.
 

A explicação de Obama (que pode ser lida no link: http://1.usa.gov/1q2PsBr), incluiu os seguintes pontos:
 
– A história da política exterior norte-americana contém momentos de glória e momentos “contraditórios”, mas é assim é que os Estados Unidos devem continuar trabalhando.
 
– “Não quero me meter em todos os conflitos onde os Estados Unidos se envolveram nos últimos cem anos”.
 
– “É verdade que o reconhecimento dos direitos humanos nos Anos 70, e a forma como encaramos hoje a política exterior e a diplomacia, foi tão importante como a luta contra o comunismo”.
 
A interpretação possível seria esta:
 
– É verdade que a história dos Estados Unidos na América Latina teme aspectos criticáveis, embora não todos.
 
– Os Estados Unidos muitas vezes não optaram por defender os direitos humanos.
 
– Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos optaram por privilegiar o que entenderam ser a luta contra o comunismo, em detrimento das democracias do continente.
 
Nem uma crítica, sequer hiperbólica, ao ex-secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Henry Kissinger, que hoje tem 92 anos e evita certos lugares do mundo, para não ser preso por seu papel na Operação Condor, que coordenou a repressão no Cone Sul. Nem uma reivindicação a Jimmy Carter, o presidente que governou os Estados Unidos entre 1977 e 1981, e que apoiou uma ala daquele governo – representada no Departamento de Estado por Patricia Derian, e por Tex Harris na embaixada estadunidense na Argentina –, para que tivessem fôlego suficiente para criticar publicamente a ditadura, em contraponto à linha de Terence Todman, então encarregado de toda a América Latina, obcecado por não perder a simpatia dos militares, em meio da guerra contra Moscou. Todman terminaria sendo embaixador em Buenos Aires, entre 1989 e 1992. O embaixador que manteve relações muito próximas com Carlos Menem, que o seduzia com palavras similares às utilizadas por Obama, em discurso junto com Macri, nesta quarta-feira (23/3): “A Argentina retoma seu papel de líder na região e no mundo”, mediante “reformas para conectar o país com a economia mundial, em apenas cem dias das novas medidas”.
 
O presidente norte-americano anunciou que reconhecerá “a coragem e o heroísmo daqueles que se opuseram às violações aos direitos humanos”. Além de homenageá-los, Obama dirá aquilo que não disse na quarta? Avançará na revisão do passado ou repetirá a frase de seu assessor para a América Latina, Mark Feierstein, para quem a visita à Argentina seria para falar “somente sobre o futuro”? A tese de Feierstein e as respostas dadas até agora por Obama têm um pequeno probleminha: a data da viagem. Hoje não só é um 24 de março, mas se trata também de uma comemoração redonda: os 40 anos do golpe de Estado. Os conselheiros de Obama reservaram a ele uma surpresa para hoje, ou fizeram uma leitura frívola da questão. Talvez achassem de verdade que a luta pelos direitos humanos começou com Néstor Kirchner, em 2003. Como não entenderam a continuidade da data, nem antes nem depois, resolveram minimizar o tema. Talvez tenha sido apenas um outro modo de mostrar que uma nova e grande etapa acaba de começar na América Latina, com a chegada ao poder de Mauricio Macri. Os seja, que para trás não há nada resgatável, e que a história não é uma fonte de acumulação de experiências.
 
Macri também contribuiu. O presidente apresentou o 24 de março de 1976 como o momento que “consolidou a época mais obscura da Argentina”.
 
Tanto Obama quanto Macri se abstiveram de nomear a categoria “terrorismo de Estado”. Podemos lembrar que, antes de 1976, já havia a Triple A, que também foi uma forma de terrorismo de Estado – e cada vez há mais opiniões jurídicas nesse sentido – mas a história indica que há exatamente 40 anos começou a etapa na qual as violações aos direitos humanos aconteceram de forma mais sistemática, mais que em qualquer outro momento da história argentina. A visão de Obama e Macri chega atrasada, ainda não passou pelo 10 de dezembro de 1983, pelo “Nunca Mais”, e menos ainda pelos processos judiciais contra membros da Junta Militar.
 
O ponto principal do problema talvez seja a pressa de Washington por iniciar um novo ciclo histórico. Tomando como exemplo o governo de Hugo Chávez na Venezuela – que conviveu dois anos com Bill Clinton, entre 1999 e 2001, logo com George W. Bush, que assumiu em 2001, e finalmente com Barack Obama, de 2009 até o seu falecimento, em 2013 –, os presidentes norte-americanos foram contemporâneos dos processos políticos iniciados na região: além do de Chávez, o Luiz Inácio Lula da Silva (2003), Néstor Kirchner (2003), Tabaré Vázquez (2005), Evo Morales (2006), Michelle Bachelet (2006) e Rafael Correa (2007).
 
Nem Clinton, nem Bush, nem Obama sintonizaram com essa América do Sul que buscou sair da crise inspirada mais em Franklin Delano Roosevelt que no Che Guevara. Os presidentes sul-americanos às vezes foram pragmaticamente audazes – como quando rechaçaram, em 2005, a formação de uma Área de Livre Comércio das Américas. E às vezes excessivamente desafiantes – como quando o governo de Cristina Fernández de Kirchner ordenou revisar material de um avião militar norte-americano. Mas nenhum, nem mesmo o de Chávez, que proclamou um socialismo do Século XXI, buscou abandonar a economia de mercado, nem atacar com violência os objetivos civis, militares e empresariais dos Estados Unidos.
 
Em meio da desagregação soviética, o historiador Francis Fukuyama se perguntou, num trabalho de 1989, se não havia chegado o fim da história. Falava não somente do fim da Guerra Fria mas sim do começo de uma etapa de “universalização da democracia liberal ocidental como a forma final da governança humana”. A sensação que deixada no primeiro dia de convivência entre Obama e Macri é que ambos quiseram antecipar festivamente o fim da história da América do Sul. Ao menos de uma história concebida como intervenção do Estado, reforma social e integração regional.

Tradução: Victor Farinelli
Outra vez o fim da História - Carta Maior

LULA LÁ - BRILHA UMA ESTRELA



SEM MEDO DE SER FELIZ

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Manifestações contra o golpe não param. Hoje tem, e vai até à porta da Globo. | Os Amigos do Presidente Lula

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Manifesto #PeriferiasContraOGolpe

Manifesto #PeriferiasContraOGolpe
 
:::::: Iniciativa autônoma e apartidária de artistas, ativistas, coletivos, movimentos, organizações e cidadãos em geral, moradoras e moradores das periferias. :::: Sarau do Binho - lançamento da campanha - 24/03: https://goo.gl/7OqC1N

MANIFESTO

“Periferias, vielas, cortiços… Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso”
Nós, moradoras e moradoras das periferias, que nunca dormimos enquanto o gigante acordava, estamos aqui pra mandar um salve bem sonoro aos fascistas: somos contra mais um golpe que está em curso e que nos atinge diretamente!
Nós, que não defendemos e continuamos apontando as contradições do governo petista, que nos concedeu apenas migalhas enquanto se aliou com quem nos explora. Nós, que também nos negamos a caminhar lado a lado de quem representa a Casa Grande. 
Nós, periféricas e periféricos, que estamos na luta não é de hoje. Nós, que somos descendentes de Dandara e Zumbi, sobreviventes do massacre de nossos antepassados negros e indígenas, filhas e filhos do Nordeste, das mãos que construíram as grandes metrópoles e criaram os filhos dos senhores. 
Nós, que estamos à margem da margem dos direitos sociais: educação, moradia, cultura, saúde.
Nós, que integramos movimentos sociais antes mesmo do nascimento de qualquer partido político na luta pelo básico: luz instalada, água encanada, rua asfaltada e criança matriculada na escola.
Nós, que enchemos laje em mutirão pra garantir nosso teto e conquistar um pedaço de chão, sem acesso à terra tomada por latifundiários e especuladores, que impedem nosso direito à moradia e destroem o meio ambiente e recursos naturais com objetivo de lucro.
Nós, que sacolejamos por três, quatro horas por dia, espremidos no vagão, busão, lotação, enfrentando grandes distâncias entre nossas casas aos centros econômicos, aos centros de lazer, aos centros do mundo.
Nós, que resistimos a cada dia com a arte da gambiarra - criatividade e solidariedade. Nós, que fazemos teatro na represa, cinema na garagem e poesia no ponto de ônibus.
Nós, que adoecemos e padecemos nos prontos-socorros e hospitais sem maca, médico, nem remédio. 
Nós, que fortalecemos nossa fé em dias melhores com os irmãos na missa, no culto, no terreiro, com ou sem deus no coração, coerentes na nossa caminhança.
Nós, domésticas, agora com carteira assinada. Nós, camelôs e marreteiros, que trabalhamos sol a sol para tirar nosso sustento. Nós, trabalhadoras e trabalhadores, que continuamos com os mais baixos salários e sentimos na pele a crise econômica, o desemprego e a inflação. 
Nós, que entramos nas universidades nos últimos anos, com pé na porta, cabeça erguida, orgulho no peito e perspectivas no horizonte.
Nós, que ocupamos nossas escolas sem merenda nem estrutura para ensinar e aprender. Nós, professoras e professores, que acreditamos na educação pública e não nos calamos e falamos sim de gênero, sexualidade, história africana e história indígena - ainda que tentem nos impedir.
Nós, que somos apontados como problema da sociedade, presas e presos aos 18, 16, 12 anos, como querem os deputados. 
Nós, cujos direitos continuam sendo violados pelo Estado, levamos tapa do bandeirante fardado, condenados sem ser julgados, encarcerados, esquecidos, quando não assassinados - e ainda dizem: “menos um bandido”.
Nós, mulheres pretas da mais barata carne do mercado, que sofremos a violência doméstica, trabalhista, obstétrica e judicial, e choramos por filhos e filhas tombados pelo agente do Estado.
Nós, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, homens e mulheres trans, que enfrentamos a a violência e invisibilidade, e não aceitamos que nos coloquem de volta no armário.
Nós, que não aceitamos nossa história contada por uma mídia que não nos representa e lutamos pelo direito à comunicação. Nós, que estamos construindo, com nossa voz, as próprias narrativas: poesia falada, cantada, escrita. 
Nós, que sempre estivemos nas ruas, nas redes, nas Câmaras, na cola dos politiqueiros de plantão e que agora somos taxados de terroristas por causa de nossas lutas. Nós, que aprendemos a fazer até leis para continuar lutando por nossos direitos. Nós, que garantimos a duras penas o mínimo de escuta em espaços de poder, não aceitamos dar nem um passo atrás.
Nós, que somos de várias periferias, nos manifestamos contra o golpe contra o atual governo federal promovido por políticos conservadores, empresários sem compromisso com o povo e uma mídia manipuladora. 
Não compactuamos com quem vai às ruas de camisa amarela com um discurso de ódio, fascista, argumentando o justo “combate à corrupção” mas motivado por interesses privados. Não compactuamos com quem defende a quebra da legalidade para beneficiar a parcela abonada da população, em troca do enfraquecimento do Estado Democrático de Direito pelo qual nós dos movimentos sociais periféricos lutamos ontem, hoje e continuaremos lutando amanhã.
Nós, que sabemos que a democracia real será efetiva apenas com a ampliação de direitos e conquistas de nosso povo preto, periférico e pobre, a partir da esquerda e de baixo pra cima.
Nós, que conquistamos só uma parte do que sonhamos e temos direito, não admitimos retrocesso. Reivindicar o respeito à soberania das urnas e a manutenção do Estado Democrático de Direito. Reivindicamos as ruas enquanto espaço de diálogo, debate e fazer político, mas nunca como território do ódio. Reivindicamos nossa liberdade de expressão, seja ela ideológica, política ou religiosa. Reivindicamos a desmilitarização das polícias, da política e da vida social. Reivindicamos o avanço das políticas públicas, dos direitos civis e sociais. 
Não vai ter golpe. Não vai ter luto. Haverá luta!
Assinam este manifesto os grupos, coletivos, organizações e movimentos da sociedade civil: 
A Melhor da Cidade Cia Teatral
A.L.M.A. Associação de Luta por Moradia de Americanopolis
Abayomi Ateliê
Ação Educativa
Afro Hooligans
AfroeducAÇÃO
Agência Mural de Jornalismo das Periferias
Agencia Popular Solano Trindade
Agenda Preta
AGENDES Agencia de Desenvolvimento Social
Aláfia
Algodão de Fogo, Ninguém Lê e Sessão de Fatos
Aliança Negra Posse
Anomia Coletivo
As 10 Graças de Palhaçaria
Assoc. Moradores Vale dos Canudos
Associação Coletivo Cinemateus
Associação Comunitária de Ação Social do Bairro Tupi ASCOMASBT
Associação Cultural CONPOEMA
Associação Cultural Fábrica de Cinema
Associação cultural História em Construção
Associação Cultural Literatura no Brasil
Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível
Associação de povos e comunidades Tradicionais de matrizes africanas e Afro brasileira Katina da Silva
Associação dos Moradores do Caranguejo
Associação dos Moradores do Jardim Casa Branca e Adjascências
Associação Esportiva Araguaia
Associação Franciscana DDFP
Associação Participe de Comunicação Social
Associação Ritmo Urbano e Arte - ARUA
Associação Sou Andreense
Ateliê Azu
atelier mata adentro
Audácia - Q.I. Alforria
Baciada das Mulheres do Juquery
Banco Comunitário União Sampaio
Baobá Arte e Educação
BIBLIOTECA CAROLINA MARIA DE JESUS
Bloco do Beco
Bloco Saci da Bixiga
Blog Combate Racismo Ambiental
Blog do Ivanovitch 2
Blog Inspiração Sustentável
Blog NegroBelchior
Bocada Forte
Brava Companhia
Brechoteca Biblioteca Popular
Brigadas Populares
Cagebê
Cais - Cultura, Arte e interação Social
Casa Dharma
Casa do Menor Trabalhador-RJ
Casa Popular de Cultura de M'Boi Mirim
CCB - Centro Cezar Baiano de Cultura e Educação Popular
Cia Brasílica
Cia Humbalada
Cia Humbalada de Teatro
Cia Janela do Coletivo
Cia Teatral Língua de Trapo - Ponto de Cultura
CicloZN
Cidadão em geral
Cidade Hip Hop
CineBecos
Claudias,Eu?Negra!
Coleta Filmes
Coletivo ABAYOMI ABA
Coletivo ArteFato
Coletivo Brincantes Urbanos
Coletivo Cafuzas
Coletivo Canal Motoboy
Coletivo Candeia
COLETIVO CRONOTOPO
Coletivo Cultural Estado de Poesia
Coletivo Cultural Marginaliaria
Coletivo Cultural Pic Favela
Coletivo Cultural Sankofa
Coletivo de Comunicação Desenrola E Não Me Enrola
Coletivo de fotógrafos Lente Quente/Jornalismo UEPG
Coletivo de Negras e Negros EACH
Coletivo Dente de Leão
Coletivo Eletro Tintas
Coletivo em Silêncio, Reage Artista
Coletivo Encontro de Utopias
Coletivo FABCINE
Coletivo Feminista Baré
Coletivo Juventude Ativa
Coletivo Levante Mulher
Coletivo literario Sarau Elo da Corrente
Coletivo Maloqueria Fortaleza
Coletivo Mjiba
Coletivo Modtrip
Coletivo MOJUBÁ -Minha Ancestralidade te incomoda?
Coletivo Muros que Gritam...
Coletivo Perifatividade
Coletivo Pretas Peri
Coletivo R.U.A.
Coletivo Religare
Coletivo Sasso
Coletivo Sistema Negro
Coletivo Tenda Literária
Coletivo Verde América
Coletivo VOZ
Coletivo Voz Ativa
Coletivo Voz da Leste
ColetivoFilhas da Luta
Comitê Juventude e Resistência Z/S - SP
Comitê Popular de Santos pela Verdade, Memória e Justiça
Companhia Teatral Sama Elyon
Companhiadanaoficcao
Comunidade Cidadã
Comunidade Cultural Quilombaque
Congado
Conjunto Coisa da Antiga
Contadores de Incompletudes
Contra o golpe
Cooperifa
Correspondência Poética
Cursinho Popular TRANSformação
DCE Novo Mané - Diretório Central dos Estudante da UTFPR - Campus Londrina
Descompan(h)ia demo_lições artísticas iLTDAs
DiCampana
DRE Campo Limpo
ECLA - Espaço Cultural Latino Americano
Editora Essencial
EITA AÇÃO CULTURAL
EITA! Sarau
Equipe EJA/MOVA Osasco
Espaço Gnu Lab
estamos juntos nessa batalha.
Estudante de universidade
Família Martins
Favela, uma foto por dia
FECEB RN
Federacao das Associações de Moradores do Estado de Minas Gerais _ FAMEMG
Fiandeiras Real Parque
Fome Noise
Fórum de Cultura São MAteus
Fórum Municipal de Trabalhadores do SUAS - Belo Horizonte
Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop
GEDS grupo de estudos drogas e sociedade
GOMA - Casa de Comunicação e Arte
Grêmio kami Thanatos Y Hypnos
GREMIO RECREATIVO CULTURAL E BENEFICENTE ESCOLA DE SAMBA EM CIMA DA HORA PAULISTANA
Grupo 011
Grupo Clarianas
Grupo Clariô de Teatro
Grupo de Coco Semente Crioula
Grupo Livre Ameaça
Grupo Pandora de Teatro
Grupo Parthos
Grupo Pés Esquerdos de Teatro Feminista
Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
Grupo Transformar
Guardiões Griô
Hip Hop Mulher (Assoc. A Mulher e o Movimento Hip Hop)
Homems de Saia - Coletivo Bicho Solto
Ilú Obá de Min
Imargem
Instituto Amazônico de Comunicação e Educação Popular - IACEP Amazônia
IPAC - Instituto de Pesquisas e Ação Comunitária
Jardim Miriam Arte Clube - JAMAC
Joaquim j g porangaba
Jornal Vozes da Vila Prudente
jornalistas livres
Juventude Politizada Parelheiros
Juventude Revolução
Kilombagem
labExperimental.org
Laia Periférica
Leão de Judah
Levante Popular da Juventude
Levante Popular da Juventude maranhao
Liga dos Invasores
LiteraRUA
MAP (Movimento Aliança da Praça)
Marcha Mundial das Mulheres
MASSAPEARTS
menor slam do mundo
Mesoperiferia
Mídia Lunar
Movimento contra a elite burguesa
Movimento Cultural Ermelino Matarazzo
Movimento Cultural Grajau
Movimento de mulheres negras
Movimento Hip-Hop Organizado (MH2O)
Movimento Independente Mães de Maio
Movimento Mudança
MQG
MSU Movimento dos Sem Universidades
MTD - Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos
MUDA SP/ Boraplantar/ Zona da Mata
Mudança de Cena
Nação Hip-Hop Brasil
NaMargem - Núcleo de Pesquisas Urbanas
NaMargem - Nucleo de Pesquisas Urbanas (UFSCar)
NEPAIDS-USP - Nucleo de Estudos para a Prevenção da Aids da Universidade de São Paulo
Núcleo Bartolomeu de Depiimentos
Núcleo de Consciência Negra da USP
Núcleo de Direitos Humanos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
Núcleo de Economia Solidária da Universidade de São Paulo (NESOL-USP)
Núcleo de ensino, pesquisa e extensão Conexões de Saberes na UFMG
Núcleo Mulheres Negras
Núcleo Negro Unifesp Guarulhos
Núcleo Poder e Revolução
Núcleo Teatral Filhos da Dita
Nuraaj - núcleo de referência em atenção à adolescência e à juventude - Instituto Sedes Sapientiae
O SONO SOLO
Observatório da Juventude - Zona Norte
Observatório Popular de Direitos
Oca Materna Arte educação e Sustentabilidade
OCUPE-SE: A LUTA ENTRE O LÁPIS E A BORRACHA
Oriashé Org.Mulheres Negras- Cohab Cidade Tiradentes/SP
Parceiros em Luta
Periferia em Movimento
Phábrika de Arthes
Piratas Urbanos
Pode Pá Perus: Hiphopnaação
Poetas Ambulantes
Poetas do Tietê
Portal Flores no Ar
Portal Mulheres no Hip Hop
Praçarau
Projeto Espremedor
Projeto Tipo Ubuntu
Protesto Materno
PUC-SP
Quilombação
Raiz criola
Rede Liberdade
Rede Pipa
Rede Popular de Cultura Mboi Campo Limpo
Rede popular solidaria
Rede Sem Fronteiras de Teatro da/o Oprimida/o
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
RNP Núcleo RN
Rodas de leitura
SAMBAQUI
São Mateus em Movimento
Sarau Comungar
Sarau D'Quilo
sarau do burro
Sarau do Grajaú
Sarau do Pira
Sarau O que dizem os Umbigos?!
Sarau Preto
SARAU QUINTA EM MOVIMENTO
Sarau Sem Poetas
Sarau Suburbano
Sarauzim Mesquiteiros
selo do burro
Setenta vezes sete
Shabazz Empire
Sindicato dos Economistas de Minas Gerais
Slam da Ponta
Slam do Grito
Slums
SOU DANDARA
Soul Rueiro
SóZine
SP Invisível
SUATITUDE (Sindicato Urbano de Atitude)
Toca do Lobo Produções - Complexo do Alemão
TRÓPIS iniciativas socioculturais
Trupe na RUA
Turma D' Raiz - Essência Velha Escola
Uneafro Brasil
UNIÃO DA JUVENTUDE BRASILEIRA
Unidade Produtiva TERRA ZINE
Unisol Brasil
Universidade da Correria
Zumaluma 


*ver mais no link  :https://docs.google.com/forms/d/1laBWwo9LpWY8QLuI6wswexqktA14rqj6mtA8MOXu1Kc/viewform

Manifesto #PeriferiasContraOGolpe

Imprensa internacional denuncia o golpe no Brasil - Carta Maior

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Não vai ter golpe, discurso de Lula em ato contra impeachment na Paulist...





O LÍDER DO POVO BRASILEIRO

Discurso Completo de Lula - Full HD - Av. Paulista - Dia 18 do 03 de 201...

Time Lapse Ato pela Democracia na Av. Paulista

O juiz Moro e as farsas para incendiar o país - Carta Maior

Moro ameaça a todos em favor de seu projeto fascista de poder



O juiz Moro e as farsas para incendiar o país - Carta Maior

CARTA DE CURITIBA EM DEFESA DA DEMOCRACIA

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Espaço Público entrevista Marco Aurélio Garcia | | TV Brasil

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Saudade. O lado positivo de um sentimento controverso | Saúde 247

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terça-feira, 22 de março de 2016

O Caso Banestado, a Petrobras e o feitiço do tempo - Carta Maior

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Mais da metade dos estados não paga o piso salarial aos professores, diz CNTE | Agência Brasil

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Ser de esquerda hoje é lutar contra o golpismo – O Cafezinho

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inverta.org/jornal/edicao-impressa/482/internacional/cuba-reafirma-seu-compromisso-com-a-luta-por-um-mundo-justo

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Jornalista Glenn Greenwald denuncia tentativa de golpe em curso no Brasil


Redação Pragmatismo
MÍDIA DESONESTA21/MAR/2016 ÀS 10:49
8
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Jornalista Glenn Greenwald denuncia tentativa de golpe em curso no Brasil

Glenn Greenwald, jornalista escolhido por Edward Snowden para revelar ao mundo a espionagem do governo americano, publicou uma fortíssima denúncia contra a tentativa de golpe em curso no Brasil com o apoio de grandes veículos de comunicação – sobretudo a Rede Globo, emissora que já apoiou um outro golpe no passado

bonner renata jornal nacional globo golpista mídia desonesta
William Bonner e Renata Vasconcelos apresentando o Jornal Nacional (reprodução)
Miguel do Rosário, O Cafezinho
O site norte-americano The Intercept publicou uma matérianesta sexta-feira (18/03) na qual afirma que “as corporações de mídia” do Brasil agem como “organizadoras de protestos” contra a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na matéria, a grande imprensa é classificada ainda como “máquinas de relações públicas de partidos de oposição”. O Intercept pontua que perfis pessoais de jornalistas da Rede Globo no Twitter exibem uma “incessante agitação anti-PT”.
Um dos editores e cofundadores de The Intercept é o jornalista Glenn Greenwald, que assina a matéria desta sexta e foi vencedor em 2014 do prêmio Pulitzer por Serviço Público após a publicação de relatórios sobre vigilância dos governos dos EUA e do Reino Unido. Greenwald teve como base documentos vazados por Edward Snowden, ex-agente da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA).
Confira trechos:
“Ao contrário da descrição romantizada e mal informada (para dizer o mínimo) do Chuck Todd e Ian Bremmer de protestos sendo levantados “pelo Povo”, esses são, na verdade, incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa, e compostos por (não exclusivamente, mas majoritariamente) pela parte mais rica e branca dos cidadãos, que por muito tempo guardaram rancor contra o PT e contra qualquer programa social que combate a pobreza.
A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição. Os perfis no Twitter de alguns dos repórteres mais influentes (e ricos) da Rede Globo contém incessantes agitações anti-PT. Quando uma gravação de escuta telefônica de uma conversa entre Dilma e Lula vazou essa semana, o programa jornalístico mais influente da Globo, Jornal Nacional, fez seus âncoras relerem
teatralmente o diálogo, de forma tão melodramática e em tom de fofoca, que se parecia literalmente com uma novela distante de um jornal, causando ridicularização generalizada nas redes. Durante meses, as quatro principais revistas jornalísticas do Brasil dedicaram capa após capa a ataques inflamados contra Dilma e Lula, geralmente mostrando fotos dramáticas de um ou de outro, sempre com uma narrativa impactantemente unificada.
Para se ter uma noção do quão central é o papel da grande mídia na incitação dos protestos: considere o papel da Fox News na promoção dos protestos do Tea Party. Agora, imagine o que esses protestos seriam se não fosse apenas a Fox, mas também a ABC, NBC, CBS, a revista Time, o New York Times e o Huffington Post, todos apoiando o movimento do Tea Party. Isso é o que está acontecendo no Brasil: as maiores redes são controladas por um pequeno número de famílias, virtualmente todas veementemente opostas ao PT e cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos.
Resumindo, os interesses mercadológicos representados por esses veículos midiáticos são quase que totalmente pró-impeachment e estão ligados à história da ditadura militar. Segundo afirma Stephanie Nolen, correspondente no Rio para o canadense Globe and Mail: “Está claro que a maior parte das instituições do país estão alinhadas contra a presidente”.
De forma simples, essa é uma campanha para subverter as conquistas democráticas brasileiras por grupos que por muito tempo odiaram os resultados de eleições democráticas, marchando de forma enganadora sob uma bandeira anti-corrupção: bastante similar ao golpe de 1964. De fato, muitos na direita do Brasil anseiam por uma restauração da ditadura, e grupos nesses protestos “anti-corrupção” pediram abertamente pelo fim da democracia.”
Abaixo, o texto completo, para registro histórico:
O BRASIL ESTÁ SENDO ENGOLIDO PELA CORRUPÇÃO — E POR UMA PERIGOSA SUBVERSÃO DA DEMOCRACIA
Glenn Greenwald, Andrew Fishman e David Miranda, Intercept – Mar. 18 2016, 9:59 p.m.
AS MÚLTIPLAS E IMPRESSIONANTES crises que assombram o Brasil agora atraem substancialmente a atenção da mídia internacional. O que é compreensível, já que o Brasil é o quinto mais populoso do mundo e a oitava economia do mundo. Sua segunda maior cidade, o Rio de Janeiro, é a sede das Olimpíadas deste ano. Porém, boa parte dessa cobertura internacional é repetidora do discurso que vem das fontes midiáticas homogeneizadas, anti-democráticas e mantidas por oligarquias no Brasil e, como tal, essa informação é enviesada, pouco precisa e incompleta, especialmente quando vem daqueles profissionais com pouca familiaridade com o país (mas há vários repórteres internacionais que trabalham no Brasil fazendo um ótimo trabalho).
Seria difícil exagerar quando se afirma a gravidade da situação no Brasil em várias esferas. O trecho a seguir, publicado ontem por Simon Romero, o correspondente do The New York Times no Brasil, evidencia o nível de calamidade da situação:
O Brasil está enfrentando sua pior crise econômica das últimas décadas. Um enorme esquema de corrupção tem prejudicado a empresa pública petrolífera nacional. A epidemia de Zika espalha desespero ao longo da região Nordeste. E, pouco antes de hordas de estrangeiros vierem ao país para as Olimpíadas, o governo luta pela sobrevivência com quase todas as frentes do sistema político sob uma nuvem de escândalo.
A extraordinária crise política brasileira apresenta algumas semelhanças com o caos liderado por Trump nos EUA: um circo sui-generis, fora de controle, gerando instabilidade e libertando forças sombrias, com um resultado positivo quase impossível de se imaginar. A antes remota possibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff parece, agora, provável.
Porém, uma diferença significante em relação aos EUA é que a agitação no Brasil não se limita a apenas um político. O contrário é verdade, conforme Romero comenta: “quase todas as frentes do sistema político sob uma nuvem de escândalo”. O que inclui não apenas o PT, partido trabalhista de centro-esquerda da presidenta – atravessado por casos sérios de corrupção – mas também a grande maioria dos grupos políticos e econômicos de centro e de direita que agem para destruir o PT, que estão afundando em uma quantidade ao menos igual de criminalidade. Em outras palavras, o PT é, sim, profundamente corrupto e banhado em escândalos, mas, virtualmente, assim também são todos os grupos políticos trabalhando para minar o partido e obter o poder que foi democraticamente entregue a ele.
Quando a mídia internacional fala sobre o Brasil, ela tem focado nos crescentes protestos de rua que pedem o impeachment de Rousseff. Essas fontes midiáticas tipicamente mostram os protestos de forma idealizada, com uma certa adoração: como movimentos de massa inspiradores que se levantam contra um regime corrupto. Ontem, Chuck Todd, da NBC News, retuitou Ian Bremmer (do Eurasia Group) descrevendo os protestos anti-Dilma Rousseff como “O Povo contra A Presidente” – um tema fabricado, condizente com o que é noticiado por grupos mídiáticos brasileiros anti-governo, como a Globo:
Essa narrativa é, no mínimo, uma simplificação radical do que está acontecendo e, mais provavelmente, uma propaganda feita para minar um partido de esquerda há muito mal visto pelas elites políticas dos EUA. A caracterização dos protestos ignora o contexto histórico da política no Brasil e, mais importante, uma série de questões críticas: quem está por trás dos protestos, quão representativos eles são em relação à população brasileira e quais são seus verdadeiros interesses?
A atual versão de democracia no Brasil é bastante jovem. Em 1964, o governo de esquerda democraticamente eleito foi derrubado por um golpe militar. Oficiais norteamericanos negaram envolvimento tanto publicamente quanto perante o Congresso, mas – nem precisaria ser dito – documentos e registros posteriormente revelados provaram que os EUA apoiaram diretamente o golpe e ajudaram em seu planejamento.
Os 21 anos de ditadura militar de direita pró-EUA que se seguiram foram brutais e tirânicos, especializando-se em técnicas de tortura usadas contra dissidentes políticos que eram ensinadas pelos EUA e pelo Reino Unido. Um relatório compreensível da Comissão da Verdade, em 2014, informou que ambos os países “treinaram interrogadores brasileiros em técnicas de tortura”. Dentre as vítimas, estava Rousseff, então guerrilheira da esquerda democrata, presa e torturada pelo regime militar nos anos 70.
O golpe em si e a ditadura que se seguiu foram apoiados pelas oligarquias regionais e por suas grandes redes midiáticas, lideradas pela Globo, a qual – de forma notável – apresentou o golpe de 1964 como uma nobre derrota de um governo esquerdista corrupto (soa familiar?). Tanto o golpe quanto o regime ditatorial foram apoiados também pela extravagante (e absurdamente branca) elite econômica do país, além de sua pequena classe média. Como opositores da democracia geralmente fazem, as classes altas viam a ditadura como uma proteção contra as massas de população pobre, composta majoritariamente por pessoas negras e pardas. Conforme o jornal The Guardian publicou sobre informações da Comissão da Verdade: “Assim como em toda a América Latina dos anos 60 e 70, a elite e a classe média se alinharam como o regime militar para afastar o que elas viam como uma ameaça comunista”.
Essas divisões severas de classe e raça no Brasil continuam como dinâmica dominante. Segundo a BBC, em 2014, baseada em vários estudos: “o Brasil apresenta uma das maiores níveis de desigualdade de renda do mundo”. O editor-chefe do Americas Quarterly, Brian Winter, em reportagem sobre os protestos, escreveu nessa semana: “O abismo entre os ricos e pobres continua sendo o fato central da vida no Brasil – e nesses protestos, isso não é diferente”. Se você quiser entender qualquer coisa sobre a atual crise política no Brasil, é crucial entender também o que Winter quer dizer com essa afirmação.
O partido de Dilma, PT, foi formado em 1980 como um partido socialista de esquerda clássica. A fim de melhorar seu apelo nacional, o partido moderou seus dogmas socialistas e se tornou, gradualmente, mais próximo dos chamados social-democratas da Europa. Agora, existem partidos populares à sua esquerda; de fato, Dilma, por vontade própria ou não, defendeu medidas de austeridade para resolver problemas econômicos e passar confiança aos mercados estrangeiros, e justamente nessa semana assinou uma draconiana lei “anti-terrorismo”. Ainda assim, o PT se mantém na centro-esquerda do espectro político brasileiro, e seus apoiadores são, surpreendentemente, as minorias raciais e classes pobres. Enquanto no poder, o partido promoveu reformas sociais e econômicas que levaram benefícios governamentais e oportunidades para tirar milhões de brasileiros da pobreza.
O Partido dos Trabalhadores está na presidência há 14 anos: desde 2002. Sua popularidade foi um subproduto do antecessor carismático de Dilma, Luis Inácio Lula da Silva (universalmente referido como “Lula”). A ascensão de Lula à presidência foi um símbolo poderoso da luta da classe pobre no Brasil durante a democracia: um trabalhador e líder sindical, de uma família pobre, que deixou a escola na segunda série e não sabia ler até os 10 anos, preso pela ditadura por atividade na luta sindical. O ex-presidente foi motivo de riso para elites brasileiras por meio de um tom classista no discurso sobre seu jargão trabalhista e sua forma de falar.
Lula and Dilma campaign together in 2010 election (Photo: Eraldo Peres/AP) ASSOCIATED PRESS Depois de tres tentativas infrutíferas de chegar à presidência, Lula provou ser uma força política imbatível. Eleito em 2002 e reeleito em 2006, ele deixou o cargo com taxas de aprovação tão altas que foi capaz de garantir a eleição de Dilma, sua sucessora, antes desconhecida pela população, e que foi reeleita em 2014. Há muito tempo se cogita que Lula – um político que se opõe publicamente a medidas de austeridade – pretende concorrer novamente para a presidência em 2018 depois de completo o segundo mandato de Dilma, e forças anti-PT se sentem petrificadas com a ideia de que Lula vença novamente.
Embora a classe oligárquica da nação tenha usado o PSDB, partido de centro-direita, de forma bem sucedida como um contrapeso, o partido foi impotente para derrotar o PT em quatro eleições presidenciais consecutivas. O voto é obrigatório, e os cidadãos de baixa renda garantiram as vitórias do PT.
A corrupção entre a classe política Brasileira – incluindo o alto escalão do PT – é real e substancial. Mas os plutocratas brasileiros, a mídia, e as classes altas e médias estão explorando essa corrupção para atingir o que eles não conseguiram por anos de forma democrática: remover o PT do poder.
Ao contrário da descrição romantizada e mal informada (para dizer o mínimo) do Chuck Todd e Ian Bremmer de protestos sendo levantados “pelo Povo”, esses são, na verdade, incitados pela mídia corporativa intensamente concentrada, homogeneizada e poderosa, e compostos por (não exclusivamente, mas majoritariamente) pela parte mais rica e branca dos cidadãos, que por muito tempo guardaram rancor contra o PT e contra qualquer programa social que combate a pobreza.
A mídia corporativa brasileira age como os verdadeiros organizadores dos protestos e como relações-públicas dos partidos de oposição. Os perfis no Twitter de alguns dos repórteres mais influentes (e ricos) da Rede Globo contém incessantes agitações anti-PT. Quando uma gravação de escuta telefônica de uma conversa entre Dila me Lula vazous essa semana, o programas jornalístico mais influente da Globo, Jornal Nacional, fez seus âncoras relerem teatralmente o diálogo, de forma tão melodramática e em tom de fofoca, que se parecia literalmente com uma novela distante de um jornal, causando ridicularização generalizada nas redes. Durante meses, as quatro principais revistas jornalísticas do Brasil dedicaram capa após acapa a ataques inflamados contra Dilma e Lula, geralmente mostrando fotos dramáticas de um ou de outro, sempre com uma narrativa impactantemente unificada.
Para se ter uma noção do quão central é o papel da grande mídia na incitação dos protestos: considere o papel da Fox News na promoção dos protestos do Tea Party. Agora, imagine o que esses protestos seriam se não fosse apenas a Fox, mas também a ABC, NBC, CBS, a revista Time, o New York Times e o Huffington Post, todos apoiando o movimento do Tea Party. Isso é o que está acontecendo no Brasil: as maiores redes são controladas por um pequeno número de famílias, virtualmente todas veementemente opostas ao PT e cujos veículos de comunicação se uniram para alimentar esses protestos.
Resumindo, os interesses mercadológicos representados por esses veículos midiáticos são quase que totalmente pró-impeachment e estão ligados à história da ditadura militar. Segundo afirma Stephanie Nolen, correspondente no Rio para o canadense Globe and Mail: “Está claro que a maior parte das instituições do país estão alinhadas contra a presidente”.
De forma simples, essa é uma campanha para subverter as conquistas democráticas brasileiras por grupos que por muito tempo odiaram os resultados de eleições democráticas, marchando de forma enganadora sob uma bandeira anti-corrupção: bastante similar ao golpe de 1964. De fato, muitos na direita do Brasil anseiam por uma restauração da ditadura, e grupos nesses protestos “anti-corrupção” pediram abertamente pelo fim da democracia.
Nada aqui é uma defesa do PT. Tanto por causa da corrupção generalizada quanto pelas dificuldades econômicas, Dilma e PT estão intensamente impopulares entre todas as classes e grupos, mesmo incluindo a base trabalhadora do partido. Mas os protestos de rua – como inegavelmente grandes e energizados – são direcionados por aqueles que tradicionalmente apresentam hostilidade contra o PT. O número de pessoas participando desses protestos – enquanto milhões – é muito pequeno em relação aos votos que reelegeram Dilma (54 milhões). Em uma democracia, governos são eleitos pelo voto, não por demonstrações de oposição na rua – particularmente quando os manifestantes vem de um segmento social relativamente limitado.
Como Winter informou: “No ultimo domingo, quando mais de um milhão de pessoas foram às ruas, pesquisas de opinião indicaram que mais uma vez a multidão era significantemente mais rica, mais branca e com maior educação formal do que a média dos brasileiros”. Nolen afirmou algo similar: “A meia-dúzia de grandes demonstrações de movimentos anti-corrupção no passado foram dominadas por manifestantes brancos e de classes altas, que tendem a apoiar a oposição representada pelo PSDB e a ter pouca apreciação pelo partido trabalhista de Rousseff”.
No último final de semana, quando uma grande massa de protestos anti-Dilma tomou diversas cidades brasileiras, uma fotografia de uma família se tornou viral, um símbolo do que esses protestos realmente são. Mostrava um casal branco e rico vestidos com adereços anti-Dilma que caminhava com seu cachorro de raça, acompanhados pela babá negra – vestindo o uniforme branco que muitas famílias brasileiras ricas exigem que suas empregadas domésticas usem – empurrando um carrinho de bebê com os dois filhos do casal.
Como Nolen apontou, essa foto se tornou uma verdadeira síntese, da essência altamente ideológica desses protestos: “Brasileiros, que são hábeis e rápidos com memes, repostaram a foto com centenas de legendas sarcásticas, como ‘Apressa o passo aí, Maria, nós temos que ir ao protesto contra o governo que nos fez pagar um salário mínimo para você’”.
Acreditar que as figuras políticas agindo para o impeachment de Dilma estão sendo motivadas por uma autêntica cruzada anti-corrupção requer extrema ingenuidade ou ignorância. Para começar, as partes que seriam favorecidas pelo impeachment da Dilma estão pelos menos tão envolvidas quanto ela por escândalos de corrupção. Na maioria dos casos, até mais.
Cinco dos membros da comissão de impeachment estão sendo também investigados por estarem envolvidos no escândalo político. Isso inclui Paulo Maluf, que enfrenta um mandato de prisão da Interpol e não pode sair do país há anos; ele foi sentenciado na França três anos atrás por lavagem de dinheiro. Dos 65 membros do comitê de impeachment do congresso, 36 atualmente enfrentam processos judiciais.
No congresso, o líder do movimento pelo impeachment, o líder extremista evangélico Eduardo Cunha, foi descoberto que possuía múltiplas contas secretas em bancos na Suíça, onde ele guardava milhões de dólares que os promotores acreditam ser dinheiro recebidos como suborno. Ele também é alvo de múltiplas investigações criminais em andamento.
Enquanto isso, o senador Aécio Neves, o líder da oposição brasileira que foi derrotado por muito pouco na eleição contra Dilma em 2014, teve pelo menos 5 denúncias diferentes de envolvimento com o escândalo de corrupção. Uma das mais recentes testemunhas favoritas dos promotores acusou-o de aceitar suborno. Essa testemunha também implicou que o vice-presidente do país, Michel Temer, da oposição do PMDB iria substituir a Dilma caso ela fosse cassada.
E ainda tem o recente comportamento do juiz chefe que está supervisionando a investigação de corrupção e tornou-se um herói popular por sua atuação agressiva durante as investigações de algumas das maiores e mais poderosas figuras políticas do país. O juiz, Sérgio Moro, essa semana efetivamente divulgou para a mídia uma conversa gravada, extremamente vaga, entre Dilma e Lula, o que a Globo e outras forças anti-PT imediatamente retrataram como criminosas. Moro divulgou a gravação da conversa apenas algumas horas depois de ter sido feita.
Mas a conversa gravada foi liberada pelo juíz Moro sem nenhum processo e, pior, com claras intenções políticas, não judiciais: ele estava furioso de que sua investigação sobre Lula seria finalizada pela nomeação dele ao gabinete de ministro feita por Dilma (ministros só podem ser investigados pelo Supremo Tribunal). O vazamento planejava humilhar Dilma e Lula e dar vazão para protestos nas ruas, e, no entanto, acabou recebendo críticas, incluindo dos seus próprios fãs, de que estava abusando de seu poder tornando-se uma figura política. Pior, a gravação em si parece ter sido ilegalmente obtida porque foi feita depois da expiração do mandato feita pelo juiz Moro. O chefe da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz, chamou a ação de Moro de “um nauseante constrangimento”.
Tudo isso deixa claro o perigo de que a investigação criminal e o processo de impeachment não são exercícios legais para punir líderes criminosos, mas mais uma arma anti-democrática usada por adversários políticos para remover uma presidenta democraticamente eleita. Esse perigo ficou nitidamente em destaque ontem, quando foi revelado que um juiz que emitiu uma ordem de bloqueio a nomeação de Lula ao gabinete feita pela Dilma tinha postado mais cedo no seu Facebook inúmeras selfies dele marchando num protesto contra o governo no final de semana. Como Winter escreveu, “Convencer o público de que o judiciário brasileiro está ‘em guerra’ com o Partido dos Trabalhadores é uma tarefa mais fácil agora do que duas semanas atrás”.
Não há dúvida de que o PT é repleto de corrupção. Existem sérios indícios envolvendo o Lula que merecem ser investigados de maneira imparcial e justa. E o impeachment é um processo legítimo em uma democracia quando provado que o suspeito é culpado de vários crimes e a lei deve ser seguida claramente quando o impeachment é efetuado.
Mas o retrato emergindo no Brasil em volta do impeachment e os protestos nas ruas são bem mais complicadas, e muito mais ambíguas, do que vem sendo dito. O esforço para remover Dilma e seu partido do poder lembram mais uma clara luta anti-democrática por poder do que um movimento genuíno contra a corrupção. E pior, foi armado, projetado e alimentado por várias forças que estão enfiadas até o pescoço em escândalos políticos, e que representam os interesses dos mais ricos e mais poderosos segmentos sociais e sua frustração pela falta de habilidade em derrotar o PT democraticamente.
Em outras palavras, tudo isso parece historicamente familiar, particularmente para a América Latina, onde governos de esquerda democraticamente eleitos tem sido repetidamente removidos por meios não legais ou democráticos. De muitas maneiras, o PT e Dilma não são vítimas que despertam simpatia. Grandes segmentos da população estão genuinamente irritados com ambos por várias razões legítimas. Mas os pecados deles não justificam os pecados dos seus antigos inimigos políticos, e certamente não tornam a subversão da democracia brasileira algo a ser celebrado.

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Jornalista Glenn Greenwald denuncia tentativa de golpe em curso no Brasil

https://theintercept.com/2016/03/18/o-brasil-esta-sendo-engolido-pela-corrupcao-da-classe-dominante-e-por-uma-perigosa-subversao-da-democracia/