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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

14 anos após descriminalizar todas as drogas, é assim que Portugal está no momento



Se no Brasil a discussão sobre adescriminalização do consumo das drogas anda a passos lentos há muitos anos, em Portugal (é, naquele país que as piadas xenófobas dizem ser de pessoas burras), este debate já foi superado há muito tempo e as soluções não poderiam ter sido melhores.
A descriminalização das drogas em Portugal ocorreu em julho de 2001 e o seu modelo é referência mundial no que diz respeito ao tratamento de dependentes e à redução da violência acarretada por considerar crime o consumo de qualquer droga.
Mortes relacionadas à drogas raramente acontecem em Portugal.
O gráfico acima mostra o número de mortes relacionadas à drogas ao longo dos últimos anos.

Todas as drogas e não só a maconha

O primeiro ponto importante do modelo político de combate às drogas (e não aos usuários delas), é o fato de que não se discutia a liberação apenas da maconha, mas sim, de todas as drogas, sendo todas elas entendidas como questão de saúde pública e não de polícia.
Além disso, a legislação portuguesa estabelece um limite de porte uniforme para qualquer droga, tendo sido definido em 10 doses diárias.
Ainda que produzir ou comercializar qualquer tipo de droga continuem sendo entendido como crime, a lei portuguesa avançou no sentido de que considera tratar os dependentes muito mais importante do que prender os traficantes.
Uso de drogas entre todos os adultos dividido por “toda a vida”, “ano passado” e “mês passado”.
É bom salientar que nestes pontos a política de drogas do governo português é completamente diferente da descriminalização da maconha no Uruguai, que se trata de um modelo mais semelhante ao que é proposto para o Brasil.

O que acontece ao ser flagrado com drogas em Portugal?

A polícia portuguesa ainda tem o poder de flagrar pessoas portando drogas, afinal, é bom esclarecer que a droga continua criminalizada, ou seja, ainda é questão de polícia, mas o seu consumo é que não é mais entendido como ato criminoso.
O usuário que for pego pela polícia portando qualquer tipo de droga em Portugal é encaminhado a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência (IDT), geralmente formada por três pessoas, um advogado, um médico e um trabalhador social.
Taxa de uso contínuo de drogas entre todos os adultos.
O papel da comissão é recomendar o tratamento, apresentar as opções que o usuário tem se quiser largar o vício, mas jamais vão punir qualquer pessoa que esteja portando no máximo dez doses diárias da droga que consome.

Os resultados da descriminalização do consumo das drogas em Portugal

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o dado de que 40 mil toxicodependentes estão em tratamento neste momento e estima que o sistema já tenha atendido a mais de 400 mil pessoas em catorze anos de existência.
Além de apresentar a possibilidade de tratamento aos dependentes, a nova política adotada por Portugal se refletiu nos resultados dos mais diversos setores, como segurança e a saúde.
A segurança melhorou principalmente em três aspectos:
1) tirou dos policiais a preocupação de correr atrás de usuários e permitiu que ficassem mais focados em prender traficantes e produtores;
2) causou a redução da quantidade de crimes cometidos para pagar o consumo de drogas;
3) diminuição do número de presidiários.
Já sob o ponto de vista da saúde, o principal avanço da política portuguesa, além de oferecer tratamento a dependentes, fica sob o aspecto da redução de danos, seja ao próprio usuário ou aos seus familiares.
Fonte: mic.com.

Quer ler mais sobre a “Guerra às Drogas”?

Eu recomendo a leitura desse quadrinho. Vale a pena compartilhar com todos os seus amigos do Facebook.
14 anos após descriminalizar todas as drogas, é assim que Portugal está no momento

domingo, 18 de outubro de 2015

Prefeitos e governadores vão reclamar do novo piso dos professores para 2016 - Política - Aquiles Nairó

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Candidata alemã é esfaqueada por defender políticas para refugiados - Portal Vermelho

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Lula escreve carta em resposta a José Eduardo, filho de Hélio Bicudo | bloglimpinhoecheiroso

Lula escreve carta em resposta a José Eduardo, filho de Hélio Bicudo | bloglimpinhoecheiroso



Lula escreve carta em resposta a José Eduardo, filho de Hélio Bicudo



Lula_Helio_Bicudo01
Kiko Nogueira, via DCM em 3/10/2013
Lula escreveu uma carta a José Eduardo Pereira Wilken Bicudo, filho de Hélio Bicudo. José Eduardo deu um depoimento ao DCMem que manifestou seu descontentamento com a guinada conservadora do pai.
“O pedido de impeachment do qual meu pai é signatário é uma das inúmeras decorrências de sua infeliz trajetória nos últimos dez anos”, disse, dando sua visão para o que chamou de “rancor desmedido em relação ao PT e sobretudo a Lula”.
A resposta de Lula foi enviada com exclusividade ao DCM. Confira:
Caro José Eduardo,
Agradeço, de coração, o testemunho isento que você prestou sobre minha convivência com seu pai. Seu depoimento denota uma grande força de caráter, pois imagino o quanto deve ser doloroso para um filho divergir publicamente do pai em questões dessa natureza.
Poucas coisas na vida são tão importantes quanto manter o respeito e a consideração pelas pessoas, acima de eventuais divergências, mesmo que o tempo nos leve a trilhar caminhos distintos.
Nos últimos anos, tenho recebido em silêncio os sucessivos ataques do doutor Hélio Bicudo, pontuados de um rancor cujos motivos, José Eduardo, você caracteriza claramente em seu depoimento.
Tais manifestações, no entanto, ultrapassaram todos os limites numa recente entrevista, na qual ele atacou frontalmente minha honra pessoal e fez acusações caluniosas, ofensivas e desprovidas de qualquer fundamento.
Diante desses ataques, não posso permanecer calado, em respeito à minha família, aos meus companheiros e aos que sempre compartilharam conosco a luta por um Brasil melhor e mais justo.
Por isso dirijo a você essa mensagem, caro José Eduardo.
São infâmias proferidas por uma pessoa que, no passado, destacou-se pela defesa da lei e da verdade. E que tristemente se apequena aos olhos do presente e do futuro.
Compartilho com você o sentimento de repúdio ao comportamento oportunista de setores da imprensa que exploram politicamente essa triste situação.
Espero que as deliberadas injustiças que o doutor Hélio Bicudo hoje comete não ofusquem a contribuição que ele já deu ao Estado de Direito no nosso país. Mas a calúnia rancorosa e sua exploração pela imprensa servem para nos alertar sobre a necessidade de limites morais na disputa política.
Querido José, eu até pensei em tomar medidas judiciais a propósito dessas injúrias. Mas não o farei em atenção a você e a seus familiares. Eu e seu pai somos cristãos e ele tem consciência de que Deus sabe que ele está mentindo.
Luiz Inácio Lula da Silva

Lula escreve carta em resposta a José Eduardo, filho de Hélio Bicudo | bloglimpinhoecheiroso

Lula escreve carta em resposta a José Eduardo, filho de Hélio Bicudo | bloglimpinhoecheiroso



Lula escreve carta em resposta a José Eduardo, filho de Hélio Bicudo



Lula_Helio_Bicudo01
Kiko Nogueira, via DCM em 3/10/2013
Lula escreveu uma carta a José Eduardo Pereira Wilken Bicudo, filho de Hélio Bicudo. José Eduardo deu um depoimento ao DCMem que manifestou seu descontentamento com a guinada conservadora do pai.
“O pedido de impeachment do qual meu pai é signatário é uma das inúmeras decorrências de sua infeliz trajetória nos últimos dez anos”, disse, dando sua visão para o que chamou de “rancor desmedido em relação ao PT e sobretudo a Lula”.
A resposta de Lula foi enviada com exclusividade ao DCM. Confira:
Caro José Eduardo,
Agradeço, de coração, o testemunho isento que você prestou sobre minha convivência com seu pai. Seu depoimento denota uma grande força de caráter, pois imagino o quanto deve ser doloroso para um filho divergir publicamente do pai em questões dessa natureza.
Poucas coisas na vida são tão importantes quanto manter o respeito e a consideração pelas pessoas, acima de eventuais divergências, mesmo que o tempo nos leve a trilhar caminhos distintos.
Nos últimos anos, tenho recebido em silêncio os sucessivos ataques do doutor Hélio Bicudo, pontuados de um rancor cujos motivos, José Eduardo, você caracteriza claramente em seu depoimento.
Tais manifestações, no entanto, ultrapassaram todos os limites numa recente entrevista, na qual ele atacou frontalmente minha honra pessoal e fez acusações caluniosas, ofensivas e desprovidas de qualquer fundamento.
Diante desses ataques, não posso permanecer calado, em respeito à minha família, aos meus companheiros e aos que sempre compartilharam conosco a luta por um Brasil melhor e mais justo.
Por isso dirijo a você essa mensagem, caro José Eduardo.
São infâmias proferidas por uma pessoa que, no passado, destacou-se pela defesa da lei e da verdade. E que tristemente se apequena aos olhos do presente e do futuro.
Compartilho com você o sentimento de repúdio ao comportamento oportunista de setores da imprensa que exploram politicamente essa triste situação.
Espero que as deliberadas injustiças que o doutor Hélio Bicudo hoje comete não ofusquem a contribuição que ele já deu ao Estado de Direito no nosso país. Mas a calúnia rancorosa e sua exploração pela imprensa servem para nos alertar sobre a necessidade de limites morais na disputa política.
Querido José, eu até pensei em tomar medidas judiciais a propósito dessas injúrias. Mas não o farei em atenção a você e a seus familiares. Eu e seu pai somos cristãos e ele tem consciência de que Deus sabe que ele está mentindo.
Luiz Inácio Lula da Silva

sábado, 17 de outubro de 2015

Causa Operária - PSTU descobre o golpe do Egito, dois anos depois

A coerência trotskista  do PCO ...



Perspicácia
PSTU descobre o golpe do Egito, dois anos depois
Se estivessem no Egito, morenistas teriam levado sua análise penetrante para o cemitério ou para trás das grades, sem nenhuma influência no curso dos acontecimentos
No dia 3 de julho de 2013, o então presidente do Egito, Mohamed Morsi, foi derrubado por um golpe militar a serviço do imperialismo. Um dia antes, em 2 de julho daquele ano, a LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional), a internacional do PSTU, publicou em seu sítio na internet uma declaração com o seguinte título: “Fora Morsi! Fora militares!” Uma palavra de ordem imaginária, sem nenhuma base na correlação de forças que estava colocada no Egito naquele momento. Na prática, significava “Fora, Morsi!” O texto foi reproduzido no sítio do PSTU.



Papagaio do imperialismo

Na declaração, a internacional do PSTU reproduzia a farsa do imperialismo de no dia 30 de junho 14 milhões de pessoas teriam protestado contra o governo Morsi. E isso segundo “fontes do próprio Exército”. Como se o “próprio” exército tivesse alguma intenção de “esconder” a manifestação que serviria de pretexto para o golpe militar. Como se a PM de São Paulo quisesse esconder o coxinhato de 15 de março na Av. Paulista, e não inflar o número real de pessoas na manifestação umas cinco vezes. Assim o PSTU repetia servilmente uma mentira imperialista para travestir de legitimidade um golpe militar.

A declaração acrescentava uma série de reivindicações ao movimento golpista que estava em curso no Egito, alimentando a fantasia de que se tratava de uma mobilização revolucionária. Dizia a LIT-QI/PSTU:“Mais do que nunca é fundamental manter os eixos da mobilização: Fora Morsi! Pela queda do regime militar! Fora militares do poder!”



A “vitória do povo”

No dia seguinte, Morsi caía. Em uma declaração publicada no dia 4 de julho no sítio da LIT-QI, um dia depois do golpe militar, os morenistas comemoravam: “Morsi caiu! Grande vitória da mobilização do povo egípcio!” Já no título a internacional do PSTU saudava um golpe militar como vitória popular. Na declaração, o golpe era chamado de “uma nova página da história de sua [do povo egípcio] revolução”. O texto encerrava com uma saudação entusiasmada: “Viva a revolução egípcia!” A declaração foireproduzida no sítio do PSTU.

A declaração da LIT trazia uma teoria bastante original para explicar por que um golpe militar colocou no poder os militares: “Esta vitória é parcial e tem como principal contradição o fato de que as massas egípcias continuam confiando nas Forças Armadas.” Na verdade, foi a vitória de quem planejou o golpe e tomou o poder. Uma vitória completa… da direita pró-imperialista que deu o golpe contra o governo.



Vitória do povo ou golpe?

De repente, depois de um longo silêncio sobre a questão, a LIT voltou a publicar um texto sobre o Egito. Dessa vez assinado por Gabriel Huland. O PSTU ainda não reproduziu as linhas desse texto, intitulado “Dois anos do massacre de Rabaa”. Como se nada tivesse acontecido, somos apresentados, dentro do sítio da LIT, sem mais nem menos, à seguinte frase:

“Em 14 de agosto de 2015 é celebrado o segundo aniversário do massacre de Rabaa, ocorrido nas praças de Rabaa Al-Adaweya e Al-Nahda, no Cairo, quando as forças de segurança atacaram, por diversas vezes, um acampamento de manifestantes convocado pela Irmandade Muçulmana contra o golpe de Estado liderado por Abd al-Fattah al-Sisi cerca de um mês e meio antes (03/07/2013).”



E a revolução?

De que “golpe de Estado” estão falando? E a “vitória do povo”? E a “nova página na história da revolução”? Depois de ficar dois anos defendendo que o golpe militar foi uma vitória do povo, que os militares já estavam no poder da mesma forma e que a derrubada de Morsi não passava de uma “troca de fusível”, a internacional do PSTU apresenta um texto falando em um “golpe militar” que teria havido no Egito sem dar nenhuma explicação.

Ironicamente, a guinada sem nenhuma explicação dos morenistas aparece justamente em um texto sobre um massacre contra pessoas que foram protestar em um ato em defesa da Irmandade Muçulmana, organização à qual pertence o presidente deposto. Vejamos o que dizia a LIT, em 26 de julho de 2013, em outra declaração, sobre esses protestos: “Essa mobilização, portanto, não tem nada de progressivo, ainda que participem dela milhares de pessoas que acreditam, erroneamente, que dessa forma estão ‘defendendo a democracia’ contra um ‘golpe’. Para que a revolução avance é necessário derrotar esse tipo de mobilização que só serve à contrarrevolução.

O golpe estava entre aspas, e as mobilizações em defesa da Irmandade Muçulmana precisavam ser derrotadas pela revolução. Como é possível que agora a LIT apareça falando em “golpe de Estado” no Egito e na brutalidade da ditadura militar egípcia? (Essa declaração também foi reproduzida pelo PSTU).

Isso só é possível porque o PSTU está longe dos acontecimentos. A defesa do golpe militar lá no Egito, teria consequências bastante adversas para um partido como o PSTU, que apresenta um discurso esquerdista nas eleições e participa de lutas sindicais.



E se fosse no Brasil?

No Brasil o PSTU ainda não descobriu a política golpista da direita. Continua falando em “terceiro campo”. No dia 18 de setembro, demonstrou na prática, com sua pequena manifestação em São Paulo, que esse terceiro campo é uma fantasia que não corresponde a nenhuma força real dentro da presente situação.

As palavras de ordem ecoam as fanfarronices que os morenistas apresentavam em relação à situação no Egito. Antes eles diziam: “Fora, Morsi! Fora, militares!” Agora eles dizem: “Fora, Dilma! Fora, Temer! Fora, Cunha! Fora, Renan! Fora, Aécio!” Na prática, não importa quantos nomes o PSTU coloque nas faixas de suas pequenas manifestações, essa palavra de ordem significa apenas “Fora Dilma!”

O Egito fica longe do Brasil. Que o PSTU apoie o golpe militar e dois anos depois deixe escapar um texto dizendo que o golpe não foi uma “vitória do povo”, mas apenas um golpe, não muda nada na situação egípcia. No Brasil, os morenistas contribuem para confundir e obscurecer a atual situação. Em caso de vitória da direita golpista, o PSTU pode demorar dois anos para perceber que houve um golpe.



Veja também:

PSTU apoia golpe militar imperialista no Egito

PSTU: inoculação imperialista dentro da esquerda

O que é bom para o imperialismo é bom para o PSTU

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“Templos religiosos são o melhor lugar para se lavar dinheiro no Brasil” | Brasil 24/7

 "O que eu vou falar todo mundo sabe: nenhum templo religioso contribui com imposto no Brasil, e este é o ponto de partida para toda a picaretagem. Viabiliza que ali se lave dinheiro do narcotráfico, de bicheiro, de político e das milícias", afirma Constantine







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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Democracia & Política: REVELADO! "LAVA JATO" FOI PLANEJADA POR MORO PARA DERRUBAR PT/LULA

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

REVELADO! "LAVA JATO" FOI PLANEJADA POR MORO PARA DERRUBAR PT/LULA



[Na Itália, Berlusconi (à esquerda; uma mistura de Eduardo Cunha, Maluf e Aécio Neves), foi o "rei posto" pela "Operação Maõs Limpas" no lugar do "rei morto" (Bettino Craxi). A "Lava Jato" foi concebida para o "rei posto" ser o PSDB e o "rei morto" o governo PT. Ver a seguir o plano de Moro de 2004 (trechos em azul entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política')]


A operação de guerra da Lava-Jato

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

"O vazamento torrencial de depoimentos, a marcação cerrada sobre Lula, o pacto incondicional com os grupos de mídia [que têm a missão de fabricar a "opinião pública esclarecida" direcionada], a prisão de suspeitos até que aceitem a delação premiada [com o aproveitamento seletivo partidário dessas delações], essas e demais práticas adotadas pela "Operação Lava Jato" estavam previstas em artigo de 2004 do juiz Sérgio Moro, analisando o sucesso da "Operação Mãos Limpas" (ou "mani pulite") na Itália.

O paper "Considerações sobre a operação Mani Pulite", de autoria de Moro é o melhor preâmbulo até agora escrito para a Operação Lava Jato. E serviu de base para a estratégia montada.

Em sete páginas, Moro analisa a operação Mãos Limpas na Itália e, a partir dai, escreve um verdadeiro manual de como montar operação similar no Brasil, valendo-se da experiência acumulada pelos juízes italianos.

As metas perseguidas

Na abertura, entusiasma-se com os números grandiosos da Mãos Limpas: "Dois anos após, 2.993 mandados de prisão haviam sido expedidos; 6.059 pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros".

Admite [como simples e sem muita importância]"efeitos colaterais", dez suicídios de suspeitos, vários assassinatos de reputação cometidos na pressa em divulgar as informações [para alcançar objetivos político-partidários] e, principalmente, a ascensão de Silvio Berlusconi ao poder [uma mistura de Eduardo Cunha, Maluf e Aécio Neves].

Mas mostra as vantagens, no súbito barateamento das obras públicas italianas depois da Operação. Principalmente, chama sua atenção as possibilidades e limites da ação judiciária frente à corrupção nas democracias contemporâneas.

A lógica política da Mãos Limpas

A lição extraída por Moro é que existe um sistema de poder a ser combatido, que é a política tradicional, com todos seus vícios e influências sobre o sistema judicial, especialmente sobre os tribunais superiores.

O sistema impede a punição dos políticos e dos agentes públicos corruptos, devido aos obstáculos políticos e “à carga de prova exigida para alcançar a condenação em processo criminal”.

O caminho então é o que ele chama de "democracia" – que ele entende como uma espécie de linha direta com a “opinião pública esclarecida”, ou seja, a "opinião [planejada] e difundida pelos grandes veículos de imprensa", dando um 'by-pass' nos sistemas formais.

É a 'opinião pública esclarecida' que pode, pelos meios institucionais próprios, atacar as causas estruturais da corrupção. Ademais, a punição judicial de agentes públicos corruptos é sempre difícil (...). Nessa perspectiva, a opinião pública [a única escolhida para ser publicada] pode constituir um salutar substitutivo, tendo condições melhores de impor alguma espécie de punição a agentes públicos corruptos [somente aqueles que estão no poder], condenando-os ao ostracismo.

O jogo consiste, então, em trazer a disputa judicial para o campo da mídia [aliada pelos mesmos objetivos ideológico-partidários].

Análise de situação

Em sua opinião, os fatores que tornaram possível a Operação, alguns deles presentes no Brasil.

1. Uma conjuntura econômica difícil, aliada aos custos crescentes com a corrupção.

2. A abertura da economia italiana, com a integração europeia, que abriu o mercado a empresas estrangeiras.

3. A perda de legitimidade da classe política[somente a que está no poder] com o início das prisões e a divulgação dos casos de corrupção. Antes disso, a queda do “socialismo real”, “que levou à deslegitimação de um sistema político corrupto, fundado na oposição entre regimes democráticos e comunistas”.

4. A maior legitimação da magistratura graças a um "tipo diferente de juiz" que entrou nas décadas de 70 e 80, os “juízes de ataque”, nascido dos ciclos de protesto [os juízes e procuradores da equipe de Moro na Lava Jato, antes da eleição de 2014, já se revelavam nas suas redes sociais "diferentes", "de ataque", atacando com termos grosseiros a candidata Dilma e enaltecendo o candidato Aécio]. 

O uso da mídia [ou ao contrário, o uso e o direcionamento pela mídia da operação Lava Jato, com fins partidários e ideológicos (pró-mercado internacional)] 

Um dos pontos centrais da estratégia, segundo Moro, consiste em tirar a legitimidade e a autoridade dos chefes políticos – no caso da “Mãos Limpas”, Arnaldo Forlani e Bettino Craxi, líderes do DC e do PSI – e dos centros de poder, “cortando sua capacidade de punir aqueles que quebravam o pacto do silêncio”. Segundo Moro, o processo de deslegitimação foi essencial para a própria continuidade da operação mani pulite.

A arma para tal é o uso da mídia, através da ampla publicidade [direcionada] das ações. Segundo Moro, na Itália teve “o efeito salutar de alertar os investigados em potencial sobre o aumento da massa de informações nas mãos dos magistrados, favorecendo novas confissões e colaborações. Mais importante: garantiu o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas obstruíssem o trabalho dos magistrados”.

Moro admite que a divulgação indiscriminada de fatos traz o risco de “lesão indevida à honra do investigado ou acusado”. Mas é "apenas um dano colateral menor".

Recomenda cuidado na divulgação dos fatos, mas “não a proibição abstrata de divulgação, pois a publicidade tem objetivos legítimos e que não podem ser alcançados por outros meios".

Segundo Moro, “para o desgosto dos líderes do PSI, que, por certo, nunca pararam de manipular a imprensa, a investigação da “mani pulite” vazava como uma peneira. Tão logo alguém era preso, detalhes de sua confissão eram veiculados no “L’Expresso”, no “La Republica” e outros jornais e revistas simpatizantes”.


[Prêmio "Faz Diferença": os donos da Globo, uma das fabricantes da direcionada "opinião pública esclarecida" (sic), premiam Moro por ele ter feito com sucesso a diferença entre governo PT e oposição]

Para ele, apesar da Mãos Limpas não sugerir aos procuradores que deliberadamente alimentassem a imprensa, “os vazamentos [filtrados e direcionados] serviram a um propósito útil. O constante fluxo de revelações manteve o interesse do público elevado e os líderes partidários[selecionados como alvo] na defensiva. Craxi, especialmente, não estava acostumado a ficar na posição humilhante de ter constantemente de responder às acusações e de ter sua agenda política definida por outros”.

A delação premiada

Segundo Moro, a estratégia consiste em manter o suspeito na prisão, [com a farsa de] espalhar a suspeita de que outros já confessaram e “levantar a perspectiva de permanência na prisão pelo menos pelo período da custódia preventiva no caso da manutenção do silêncio ou, vice-versa, de soltura imediata no caso de uma confissão [se ela for julgada "boa", se atingir direta ou indiretamente o governo PT] (uma situação análoga do arquétipo do famoso “dilema do prisioneiro”)”.

Ou seja, a prisão – e a perspectiva de liberdade – é peça central para induzir os prisioneiros à delação[na direção desejada]. Mas há que se revestir a estratégia de todos os requisitos legais, para "tentar-se obter do investigado ou do acusado uma confissão ou delação premiada, evidentemente sem a utilização de qualquer método interrogatório repudiado pelo Direito. O próprio isolamento do investigado faz-se apenas na medida em que permitido pela lei”.

Moro deixa claro que o isolamento na prisão “era necessário para prevenir que suspeitos soubessem da confissão de outros: dessa forma, acordos da espécie “eu não vou falar se você também não”, não eram mais uma possibilidade.

O caso Lava Jato

Assim como nas Mãos Limpas, a Lava Jato procura definir "a montagem de um novo centro de poder"[no caso, centrado no PSDB].

Em sua opinião, o inimigo a ser combatido é o sistema político "tradicional", composto porpartidos que estão no poder [isso explica por que delações que atinjam políticos da oposição, como foi o caso de Aécio Neves, Sergio Guerra e outros, foram classificadas como "isso não vem ao caso"...], o esquema empresarial que os suporta e o sistema jurídico convencional, suscetível de pressões.

O novo poder será decorrente da parceria entre jovens juízes, procuradores, delegados – ou seja, eles próprios - com o que Moro define como “opinião pública esclarecida” [isto é, a fabricada e publicada pela Globo, Época, Veja, Folha, Estadão, Band etc]– que vem a ser os grupos tradicionais de mídia.

Nesse jogo, assim como no xadrez, a figura a ser tombada é a "do Rei" adversário. Enquanto o Rei estiver de pé será difícil romper a coesão do seu grupo, os laços de lealdade, ampliando as delações premiadas.

Fica claro, para o Grupo de Trabalho da Lava Jato, que o Bettino Craxi a se mirar, o Rei a ser derrubado, é o ex-presidente Lula. O vazamento sistemático de informações [só aquelas que atinjam Lula e seu partido], sem nenhum filtro, é peça central dessa estratégia.

Para a operação de guerra da Lava Jato funcionar, sem nenhum deslize legal – que possa servir de pretexto para sua anulação - há a necessidade da adesão total do grupo de trabalho e dos aliados da mídia às teses de Moro.

A homogeneidade do GT só foi possível graças à atuação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot, que selecionou um a um os procuradores da força tarefa; e da liberdade conferida à Polícia Federal do Paraná para constituir seu grupo. O fato de procuradores paranaenses e delegados já orbitarem em torno do ex-senador Flávio Arns [do PSDB] certamente favoreceu a homogeneização. E, obviamente, a "ausência" de José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça.

Para ganhar a adesão dos grupos de mídia, o pacto tácito incluiu a blindagem dos "políticos aliados" [os da oposição ao governo Dilma].Explica-se por aí a decisão de Janot de isentar Aécio Neves das denúncias do doleiro Alberto Yousseff, sem que houvesse reclamações do Grupo de Trabalho.

A falta de cuidados com o desmonte da cadeia do petróleo [o que interessa a Chevron e ao governo dos EUA, com a qual o PSDB já se comprometeu, bem como às outras grandes petroleiras estrangeiras] também se explica por aí. Na opinião de Moro e da Lava Jato, a corrupção nas obras públicas decorre de uma "economia fechada, preocupada em privilegiar as empresas nacionais" [lobby para beneficiar as grandes empresas estrangeiras]. É o que está por trás das constantes tentativas de "avançar sobre o BNDES" (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) – o similar italiano do BNDES foi um dos alvos preferenciais da Mãos Limpas.

No fundo, o arcabouço institucional brasileiro está sendo redesenhado por um autêntico "Tratado de Yalta", em torno do "novo poder" que se apresenta: juízes, procuradores da República e delegados federais associados aos grupos de mídia [todos voltados para o mesmo objetivo ideológico-partidário de atender os interesses dos grandes empresários financeiros que já dominam o mundo].

A grande contribuição à força Lava Jato foi certamente a enorme extensão da corrupção desvendada. sem paralelo na história recente do país e sem a sutileza dos movimentos de privatização e dos mercados de juros e câmbio.

A única coisa que Moro não entendeu – ou talvez tenha entendido – é que a ascensão de Silvio Berlusconi não foi um acidente de percurso. Foi o "rei posto" – a mídia nada virtuosa [e outro novo sistema político corrupto] – sobre os escombros do "rei morto" – um sistema político [também]corrupto.

A ideia de que a mídia é um território neutro, onde se disputam espaços e ideias é pensamento muito ingênuo para estrategistas tão refinados."

FONTE: escrito por Luis Nassif, no "Jornal GGN" . Postado no "Blog do Miro"    (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/10/a-operacao-de-guerra-da-lava-jato.html). [Trechos entre colchetes e negritos acrescentados por este blog 'democracia&política']. 
Democracia & Política: REVELADO! "LAVA JATO" FOI PLANEJADA POR MORO PARA DERRUBAR PT/LULA

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LAVA JATO: UMA OPERAÇÃO GOLPISTA



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Nota de Pesar pela morte do Cel Brilhante Ustra | Levante Popular da Juventude

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QUE PENA USTRA: VOCÊ MORREU



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Julian Assange: Governo Britânico recusa pedido para levar fundador do Wikileaks ao hospital - Carta Maior

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

As máquinas de vender intolerância e preconceito | Outras Palavras – blog da Redação

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150630-Datena
Para compreender onda de fundamentalismo e crimes de ódio, que se espalha por países como EUA e Brasil, é indispensável examinar papel de certos programas de TV
Por Sandro Ari Andrade de Miranda
O crescimento dos crimes de ódio é um fenômeno global! Sustentada por preconceitos e por valores fundamentalistas, temos observado uma onda de violência desmedida em diversos lugares do planeta, exatamente no momento em que explodem os meios de comunicação, o que, em tese, deveria garantir maior acesso à informação.
O ataque a igrejas das comunidades negras nos Estados Unidos, o espancamento de casais homoafetivos nas metrópoles brasileiras ou, simplesmente, de pessoas que se acredita serem homoafetivos (como num caso recente onde pai e filho foram espancados por simples manifestação de carinho), o incêndio criminoso de mesquitas na França, o massacre diário de palestinos pelo governo de Israel, são apenas alguns exemplos de aberrações que vivenciamos todos os dias.
Pior do que isto, o simples ato de ser levantada opinião contrária à dos ofensores ou dos grandes meios de comunicação também acaba resultando em ameaças, perseguições e agressões. A internet, que deveria ser o caminho da disseminação das informações transformadoras, tem sido canal de propaganda da violência moral, da étnica, da sexual e da simbólica.
Se durante o Iluminismo a luta por liberdade de imprensa e de opinião resultou numa conquista sem precedentes para a humanidade, criando os alicerces para a derrubada de impérios absolutistas, no mundo contemporâneo, na maior parte das vezes, os meios de comunicação não oferecem suporte à democratização da sociedade. Infelizmente, não são raros os exemplos onde a mídia de massa funciona como elemento de fomento a ódios, preconceitos e violência desmedida, como no caso do nazismo, do fascismo, e da islamofobia instaurada depois de 11 de setembro.
Os meios de comunicação, especialmente os canais de televisão, cumprem um papel decisivo no fomento ao preconceito, especialmente através da construção de arquétipos, de personagens onde o oprimido é sempre objeto de piadas. Portanto, os grandes meios de comunicação, dominados por oligopólios e grupos conservadores, também são o ponto de partida para vários crimes de ódio.
Num evento pré-campanha eleitoral em 2014, a novela Meu Pedacinho de Chão da Rede Globo de televisão, direcionada a um público infanto-juvenil, com primoroso trabalho estético e com rara qualidade de direção e interpretação, mesmo com sua projeção atemporal, apresentou todos os personagens negros como empregados, criticou o direito de voto dado aos analfabetos, uma conquista democrática de 1988, sem questionar a origem do problema, transformando trabalhadores analfabetos em pessoas desinteressadas na aprendizagem e converteu o Coronel, vilão da história, em herói redimido, num gritante retrocesso em relação ao roteiro da novela original, que foi construída sobre o alicerce da crítica social.
O que era para ser uma obra de arte, nos momentos citados foi palco para a disseminação de preconceitos de forma subliminar, e reforço para a campanha de ódio contra formas de pensar democráticas que é exercitado no dia a dia pelos telejornais da emissora. Por sinal, as novelas da Rede Globo, com raras exceções, sempre foram instrumentos de construção de arquétipos destinados ao controle dos avanços sociais. Vejam o exemplo “do bom e do mau sem-terra” no péssimo roteiro da reprisada novela O Rei do Gado, uma “obra-prima do preconceito”.
E aqui nem falo de uma recente novela das 18 horas (Buggy Uggy) ambientada na década de setenta, que tinha um militar moralista como “pai de família exemplar”, e não fez qualquer referência aos crimes praticados durante a “ditadura verde oliva” exercitados na mesma época. Também nem falo da reiterada imposição da “ditadura da maternidade” pelas novelas como única forma concreta de realização feminina. Normalmente as personagens que não sonham em ser mães são apresentadas como vilãs ou satirizadas, em síntese: mais uma forma de preconceito propagandeado.
Nesses folhetins televisivos vemos a construção de “bons políticos” que pregam discursos de um moralismo lamentável, enquanto passam o tempo todo convivendo de forma pacífica com seus parceiros e “bons correligionários”: latifundiários, grandes empresários, jornalistas com condutas duvidosas e famílias tradicionais. Ou seja, “nas novelas globais, o bom político é sempre aquele que defende o ideário e os interesses da emissora, mesmo que estes estejam em conflitos com o avanço da Democracia”.
No ano de 2011 os canais da Discovery divulgaram um interessante documentário sobre o “perfilhamento racial” nos Estados Unidos e a forma como a polícia, mesmo em Illinois, reduto eleitoral de Barak Obama, continua prendendo pessoas de forma indiscriminada e sem justificativa com base em elementos étnicos, muitos dos quais terminam na morte dos acusados, sempre negros, pela ação policial.
Em algumas situações observamos a autovitimização do opressor como instrumento de pregação do preconceito e de perpetuação do poder dominante, como nos discursos inflamados de brancos contra as políticas de quotas e de ação afirmativa, ou a patética conduta de alguns parlamentares e religiosos brasileiros defendendo o “orgulho hetero”, num claro ato de homofobia.
Aliás, enquanto o direito civil caminhou durante milhares de anos, desde a sua matriz romano-germânica, para reconhecer que não existe direito “de família”, mas “de famílias”, em suas diversas formas, observamos a lamentável tentativa de retrocesso, com a tramitação no Congresso Nacional brasileiro, do projeto de Lei do Estatuto da Família, mais um arremedo de fundamentalismo, sexismo e homofobia.
O uso de símbolos opressivos ainda é pouco enfrentado na sociedade brasileira, mesmo que a violência simbólica seja criminalizada na “Lei Maria da Penha”. Este tipo de violência ainda é visto por determinados setores da sociedade como não violência, como algo que afeta apenas a subjetividade das vítimas. Assim, a violência simbólica segue servindo como ponte para diversos tipos de preconceitos, ou como porta de passagem para a violência física sem nenhum tipo de controle.
Portanto, se formos buscar a fonte da disseminação inconsequente dos crimes de ódio, não poderemos deixar de questionar o papel dos meios de comunicação de massa, ou da ação de alguns ocupantes de assentos nos Parlamentos. Enquanto aceitarmos de forma acrítica que valores conservadores sejam impostos às nossas casas todos os dias pelo rádio, televisão ou internet, ou que o presidente da Câmara vá ao púlpito do Congresso para ofender minorias, ou negarmos a violência simbólica, ainda continuaremos convivendo com a chaga do preconceito!
TEXTO-FIM
As máquinas de vender intolerância e preconceito | Outras Palavras – blog da Redação

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Holocausto Brasileiro - 60 mil mortos no maior hospício do Brasil | Expressão Popular

Criado pelo governo estadual, em 1903, para oferecer "assistência aos alienados de Minas", até entã atendidos nos porões da Santa Casa, o Hospital Colônia tinha, inicialmente, capacidade para 200 leitos, mas atingiu a marca de cinco mil pacientes em 1961, tornando-se endereço de um massacre. A instituição, transformada em um dos maiores hospícios do país, começou a inchar na década de 30, mas foi durante a ditadura militar que os conceitos médicos simplesmente desapareceram. Para lá eram enviados desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, pessoas sem documentos e todos os tipos de indesejados, inclusive, doentes mentais.

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RegisGalo13 on Twitter: "BOMBA: Camilla Dytz, filha de E. Cunha, atua em processos do PMDB no TCU, onde o relator é...Nardes! E sempre ganha! http://t.co/ksIFd49LV1"

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Gasto público em ensino no governo Lula e Dilma atinge 6,6% do PIB e supera os países ricos | Os Amigos do Presidente Lula

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

OTAN em alerta contra a Rússia - Carta Maior

A intervenção russa tem obrigado o EI a recuar  de suas posições na Síria. A OTAN magoou e agora toma dores por mercenários fanáticos que juntam-se ao EI para derrubar o governo constitucional de Bachar Al Assad.

Com muito cinismo e sem nenhum resquício de pudor clama pelas vidas de combatentes jihadistas, sem considerar o sofrimento de suas vítimas, entre elas muito ocidentais,  e os males que provocam não somente aos sírios, mas a vários outros povos e  nacionalidades que se abrigam sob o islamismo. Desde a Ásia Menor até o Norte da África.  

Ao mesmo tempo, não reconhece os crimes de guerra cometidos pela OTAN, ou pelos estados membros diretamente, contra as nações invadidas por suas forças armadas, pelos quais não respondem por conta de sua força hegemônica no plano internacional.

Se os povos quiserem preservar sua liberdade e independência, por mínimas que sejam, devem apoiar os esforços russos no efetivo combate ao Estado Islâmico(EI),  ISIS, Daesh, e demais grupos jihadistas que se relacionam uns com os outros e se identificam em seus propósitos. Será fatal se deixar enganar pela mídia propaganda internacional a serviço, sabemos muito de quem.

OTAN em alerta contra a Rússia - Carta Maior