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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O poder dos paraísos fiscais: mais um debate interditado na mídia - Carta Maior

4/08/2014 - Copyleft

O poder dos paraísos fiscais: mais um debate interditado na mídia

A estimativa é que de US$ 21 trilhões a US$ 32 trilhões estejam em paraísos fiscais, ou seja, de um terço à metade de toda a riqueza produzida no planeta.


Najla Passos

Arquivo

Os paraísos fiscais são a sustentação do modelo do novo poder financeiro global. Concentram de um terço a metade de toda a riqueza produzida no mundo, um montante estimado entre US$ 21 trilhões e US$ 32 trilhões. Ameaçam a soberania dos países e impedem a justiça tributária, condição necessária à justiça social. Mas, apesar de tudo isso, não rendem manchetes na imprensa brasileira.

“Não se discute os paraísos fiscais e centros offshore nos jornais brasileiros. E, quando se discute, é de forma pitoresca, como se fossem ilhas paradisíacas banhadas pelo sol tropical onde alguns milionários botam seu dinheiro. Não se discute a importância central que eles têm no capitalismo pós-moderno e para evitar a justiça social por meio da reforma tributária”, afirma Antonio Martins, da TTF Brasil.

Colaborador da Carta Maior e professor de pós-graduação da PUC/SP em economia e administração, Ladislau Dowbor, confirma. Segundo ele, a mesma TV globo que investe contra políticos não permite, por exemplo, que o nome de empresas e corporações sejam citados em entrevistas. “Ninguém discute o assunto. Em especial a mídia, que pode desancar governos, mas não empresas”, acrescenta.

Ele explica que é relativamente recente a divulgação dos dados a respeito dos paraísos fiscais. Mas mesmo as poucas pesquisas já realizadas sobre o tema dão conta do perigo que representam para as democracias. Como exemplo, cita estudo do insuspeito Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica traçou o primeiro mapa global de controle coorporativo, que apontou um cenário desolador, inédito na história da humanidade.

“Eles chegaram a 737 corporações que controlam basicamente 80% dos recursos corporativos mundiais. E, dentre estas, há um núcleo duro, de 147, que controlam 40%. Desse total, três quartos são grupos financeiros. Então, na realidade, não são mais corporações produtivas que controlam a riqueza. (...) Criou-se, de fato, um grande cassino global”, esclareceu.

Segundo o professor, essa concentração de muitos recursos nas mãos de poucas instituições financeiras, em grande parte alojadas em paraísos fiscais, perturba a economia em geral a tal ponto que os países mais ricos do mundo já se debruçaram sobre o tema pela menos duas vezes, durante reuniões do G-20. “Não é só papo de gente da esquerda. É um problema planetário geral”, pontuou.

Segundo ele, a estimativa é que de US$ 21 trilhões a US$ 32 trilhões estejam em paraísos fiscais, ou seja, de um terço à metade de toda a riqueza produzida no planeta, já que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial é de US$ 70 trilhões. “O resultado é um caos econômico planetário. Uma gente que produz uma guerra fiscal, e os governos que tentam fazer sistema tributário se desloca para outra área. A economia financeira gera impotência frente às crises que estamos vivendo".

De acordo com a auditora da Receita Federal, Clair Hickman, paraísos fiscais são países ou territórios que não cobram impostos ou cobram muito pouco, além de garantir aos seus clientes total sigilo nas operações. A maioria são centros offshore, ou seja, aceitam contas de clientes não residentes naquele país. E também não exigem presença física das empresas que, normalmente, não passam de uma caixas postais.

Ainda segundo ela, quem aplica em paraísos fiscais e centros offshore são grandes empresas e pessoas muito ricas que querem esconder seus patrimônios e não pagar impostos. Por isso, permitir a blindagem do patrimônio dos seus clientes é uma outra característica deles. “São pessoas e empresas que não querem pagar seus credores, o fisco ou mesmo partilhar o patrimônio com o cônjuge, em caso de separação”, explicou.

A auditora fiscal esclarece que a forma utilizada para a transferência de lucros dos países de origem para os paraísos fiscais normalmente envolvem sofisticadas operações financeiras. Como exemplo, citou o caso de uma hipotética empresa brasileira de mineração que, para fugir dos impostos do país, cria uma subsidiária na Suíça, reconhecido paraíso fiscal.  “A empresa brasileira vende todo o minério de ferro a preços baixos para esta subsidiária, que vende a preços de mercado para a China. Assim, se livra do pagamento dos impostos brasileiros e guarda o lucro nos paraísos fiscais”, explicou.

Clair afirmou que, apesar da empresa do exemplo ser hipotética, a operação já é tão batida que, se todo o minério que vai para a Suíça ficasse lá, o país não passaria de um monte de ferro. “O destino final é a China, mas a compra passa pela Suíça que é onde ficarão os lucros”, acrescenta. Entretanto, como é uma operação legal, nem o Brasil nem os demais países afetados pelo negócio podem fazem nada a respeito. “Se a empresa brasileira vende o minério para a subsidiária a um custo baixo, de cerca de 15% para não pagar impostos, o fisco brasileiro deixa de arrecadar 34%”, quantificou.

Outro exemplo citado por ela foi o da empresa de medicamentos Clarkson, do Reino Unido. Como a taxação do fisco na Inglaterra é de 35%, a empresa abriu uma subsidiária em Luxemburgo, um grande centro offshore, onde a taxação é de cerca de 0,5%. “A matriz pediu um grande empréstimo para a subsidiária, pagou a juros exorbitantes e, assim, reduziu seus lucros n Inglaterra para não pagar mais impostos”, contou.

De acordo com Clair, a empresa brasileira Vale do Rio Doce também criou uma subsidiária suíça para fugir dos impostos.  A Suíça só exigiu que a empresa abrisse no país um escritório para empregar 35 pessoas, porque a Vale declarou que a expectativa de lucro era de US$ 35 milhões. Entretanto, para se aproveitar das isenções, levou o lucro de várias subsidiárias para lá e acabou fechando o ano com US$ 5 bilhões.

Para a auditora fiscal, com este sistema ganham os muito ricos e as grandes corporações, e perdem os contribuintes e os governos dos países. 




Créditos da foto: Arquivo
O poder dos paraísos fiscais: mais um debate interditado na mídia - Carta Maior

Quadrinhos Greve dos Professores | Gazeta do Povo

Quadrinhos Greve dos Professores | Gazeta do Povo

Prof. Fábio Lopes - Assembleia Geral - 09.04.2015





No dia 03 de outubro estaremos nas ruas outra vez,
empenhados na defesa do pré-sal e dos recursos assegurados para a educação pela
lei de partilha vigente. É justamente essa lei que as bancadas da direita no
congresso nacional tentam suprimir agora.
O mais esquisito e constrangedor é vermos professores
opondo-se a essa luta. Não por coincidência, esses mesmos agrupamentos,
situados nas extremidades á direita e à esquerda do gradiente político, se
opuseram á conquista da regulamentação da progressão horizontal em 2006, assim
como também, foram contrários à lei do piso em 2008.  Em 2011 tentaram impedir a aprovação da pauta
vitoriosa da greve, arrancada do governo Cid Gomes, sob a alegação da continuidade
da greve. Em nome de que, ninguém sabe até hoje.


Agora menosprezam a conquista obtida por todos e para todos
os profissionais de educação, a lei 12.856/2013, com base em argumentos pífios.
Isso, quando tentam argumentar... Pois na maior parte do tempo restringem-se a fazer
chacota e proferir agressões verbais contra os sindicatos e aqueles que
honestamente lutam por garantir dias melhores para a educação e para os
educadores.

Massacre em Oregon é o 294º nos EUA neste ano, segundo "Washington Post" - Notícias - Internacional

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La verdad detrás de SIRIA - DOCUMENTAL

Decifrando o cérebro vira-lata | Ficha Corrida

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Ninguém é a favor de bandidos, é você que não entendeu nada

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Jorge André Irion Jobim: ACADEMIA DE POLÍCIA. DELEGADOS NA CONTRAMÃO DO ESPETÁCULO SÃO GARANTIA DE LIBERDADE. Por Leonardo Marcondes Machado

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Saída pela Esquerda | Luizmuller's Blog

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Matrizes Africana e Indígena contradizem o Espírito do Capital | Luizmuller's Blog

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Cotação efetiva do dólar mostra níveis abaixo de 2002 (Desmontando mais uma farsa da mídia golpista) | Luizmuller's Blog

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Juridicamente, a terceirização já era: acabou! - Carta Maior



Juridicamente, a terceirização já era: acabou! - Carta Maior

Dialoga Brasil: espaço de participação e diálogo entre a sociedade e o governo - Carta Maior

01/10/2015 - Copyleft

Dialoga Brasil: espaço de participação e diálogo entre a sociedade e o governo

A integração dos espaços presenciais e digitais de participação representa um dos grandes desafios para qualificar e fazer a nossa democracia avançar


Miguel Rossetto

reprodução
A participação social é elemento indispensável para aproximar a democracia e a República. Nos últimos anos, o governo brasileiro vem construindo e incentivando a criação de novos espaços de participação por meio de encontros, fóruns, conferências e plataformas digitais. A integração dos espaços presenciais e digitais de participação representa um dos grandes desafios para qualificar e fazer a nossa democracia avançar e, com isso, governarmos melhor. Para enfrentar esse desafio, o governo federal, por meio da Secretaria-Geral, criou em julho deste ano, o Dialoga Brasil, um espaço de participação digital no qual as ideias da população viram propostas para ajudar a melhorar as ações do governo. 
 
Esta inovação importante, esta nova forma de dialogar utiliza os modernos recursos da tecnologia digital para aproximar o cidadão e o governo. Nesse novo espaço, a população pode conhecer mais sobre os programas federais e apresentar propostas para novos programas ou aperfeiçoar os existentes. Na nova página estão disponíveis os principais programas das áreas de saúde, educação, segurança pública, redução da pobreza e cultura. Novos temas de governo estão sendo integrados à plataforma como meio-ambiente, esporte e cidades.  
 
Todas as propostas encaminhadas ao governo federal no Dialoga Brasil (dialoga.gov.br) serão analisadas. As três mais apoiadas em cada programa serão respondidas pelo governo e várias delas poderão ser implementadas. A ideia é justamente intensificar esse contato direto da população com o governo, permitindo que essas propostas possam melhorar os atuais programas e orientar a criação de novos.
 
Essa iniciativa reafirma o compromisso público da presidenta Dilma Rousseff de governar em permanente diálogo com as diversas representações da sociedade brasileira. O estímulo à participação vem crescendo expressivamente nos últimos anos. Entre 2003 e 2015, houve 102 conferências nacionais. E entre 2015 e abril de 2016, serão realizadas mais 12, envolvendo mais de dois milhões de brasileiras e brasileiros em todas as etapas. A participação também foi destaque na elaboração do Plano Plurianual para o período 2016/2019. O governo federal realizou dez fóruns regionais e setoriais, reunindo mais de quatro mil pessoas, em todas as regiões do País. Mais de 34 mil pessoas também participaram por meio da internet, apresentando suas propostas e ideias. 
 
O Dialoga veio para ficar, constituindo um espaço permanente de participação e diálogo entre a sociedade e o governo. O Brasil é um país extremamente rico, grande e diverso. Cada cidadã e cidadão, de todas as idades, de todas as regiões e de todas as culturas têm o que falar, cada um a partir de sua realidade. Um verdadeiro projeto de desenvolvimento nacional, capaz de superar as ainda enormes desigualdades sociais e regionais do nosso país, só será construído a partir deste rico diálogo. Esse saber do povo brasileiro constitui um patrimônio estratégico para melhorarmos a nossa democracia e o nosso país.
 
Miguel Rossetto é ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e foi vice-governador do Rio Grande do Sul



Créditos da foto: reprodução
Dialoga Brasil: espaço de participação e diálogo entre a sociedade e o governo - Carta Maior

Rompimento de Dilma Bolada com o governo nos faz enxergar a face maligna do publicitário Jeferson Monteiro | BR29 notí­cias

Rompimento de Dilma Bolada com o governo nos faz enxergar a face maligna do publicitário Jeferson Monteiro | BR29 notí­cias

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

FRENTE NACIONAL EM DEFESA DO PRÉ-SAL E DA PETROBRÁS É CRIADA PARA PRESERVAR A SOBERANIA DA ESTATAL |

FRENTE NACIONAL EM DEFESA DO PRÉ-SAL E DA PETROBRÁS É CRIADA PARA PRESERVAR A SOBERANIA DA ESTATAL |

.::BRASIL POPULAR::.

.::BRASIL POPULAR::.

Presidente Dilma corre risco Gorbatchev? | Brasil 24/7



Presidente Dilma corre risco Gorbatchev? | Brasil 24/7

Aprovação ao governo Dilma para de cair e fica em 10%, segundo CNI/Ibope | Brasil | Reuters

Aprovação ao governo Dilma para de cair e fica em 10%, segundo CNI/Ibope

quarta-feira, 30 de setembro de 2015 12:30 BRT
 
Por área de atuação do governo, a política de juros é a que tem a menor aprovação, de apenas 6 por cento. Em seguida, aparece a política de impostos, com 7 por cento de aprovação, em um momento em que o governo tenta recriar a CPMF.
JUVENTUDE MAIS IRRITADA
A pesquisa mostrou que a popularidade do governo caiu entre os mais jovens e melhorou com os mais velhos.
O porcentual de entrevistados com 16 a 24 anos que aprova a maneira de governar da presidente Dilma caiu para 7 por cento, ante os 11 por cento de junho. Já entre os que têm mais de 55 anos, a aprovação da maneira de governar subiu para 24 por cento, ante 20 por cento.
“Você tem uma juventude que é mais contestadora e que não vivenciou outras crises”, disse Fonseca.
A pesquisa foi realizada entre 18 e 21 de setembro, com 2.002 pessoas em 140 municípios.
 
 
Aprovação ao governo Dilma para de cair e fica em 10%, segundo CNI/Ibope | Brasil | Reuters

Aprovação ao governo Dilma para de cair e fica em 10%, segundo CNI/Ibope | Brasil | Reuters

Aprovação ao governo Dilma para de cair e fica em 10%, segundo CNI/Ibope

quarta-feira, 30 de setembro de 2015 12:30 BRT
 
Por área de atuação do governo, a política de juros é a que tem a menor aprovação, de apenas 6 por cento. Em seguida, aparece a política de impostos, com 7 por cento de aprovação, em um momento em que o governo tenta recriar a CPMF.
JUVENTUDE MAIS IRRITADA
A pesquisa mostrou que a popularidade do governo caiu entre os mais jovens e melhorou com os mais velhos.
O porcentual de entrevistados com 16 a 24 anos que aprova a maneira de governar da presidente Dilma caiu para 7 por cento, ante os 11 por cento de junho. Já entre os que têm mais de 55 anos, a aprovação da maneira de governar subiu para 24 por cento, ante 20 por cento.
“Você tem uma juventude que é mais contestadora e que não vivenciou outras crises”, disse Fonseca.
A pesquisa foi realizada entre 18 e 21 de setembro, com 2.002 pessoas em 140 municípios.
 
 
Aprovação ao governo Dilma para de cair e fica em 10%, segundo CNI/Ibope | Brasil | Reuters

A PM não se adaptou ao regime democrático — CartaCapital

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QUEM GANHA COM DESERÇÕES NA ESQUERDA? - Breno Altman

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BRASIL: O Início de uma potência militar 2015

Artigos

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FNDC - Atenção, querem mutilar o Marco Civil da Internet!

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Alerta Democrática

Alerta Democrática

Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e ex-ministro | RedeTV! - É Notícia

CIRO GOMES
Fazendo uso de retórica devastadora Ciro Gomes reconfigura o que pretende ser uma 3° via eleitoral para as próximas eleições presidenciais. Diferentemente das iniciativas anteriores, Marina e Eduardo Campos, evita resvalar para uma versão terceirizada da oposição. Foi peia pra dez. Distribuiu pancada na oposição e nos achacadores. Marginais, escória, vagabundos e bandidos, foram  alguns dos adjetivos reservados para eles. Essa é a novidade de sua terceira via. A outra novidade, como não poderia deixar de ser nesta nova condição, mas em contraste com sua história recente, é que passou a atirar pedras na direção da Geni do momento político nacional, o partido dos trabalhadores. E é claro, em Dilma e Lula. 
O que se pode esperar de quem se propõe a 2018? Não é a toa que a mídia cearense já procura reconciliar-se com o ex ministro, premiando -o com o troféu Sereia de Ouro. É o coroamento de 10 anos de esforços no sentido de descolar o "cirismo" de sua aliança com Lula e o PT.   

Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e ex-ministro | RedeTV! - É Notícia

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

inverta.org/jornal/edicao-impressa/480/economia/o-desafio-de-interiorizar-a-educacao-a-escola-da-terra-no-estado-do-ceara

O desafio de interiorizar a educação: a Escola da Terra no estado do Ceará

Essa matéria foi publicada na Edição 480 do Jornal Inverta, em 21/09/2015


No dia 2 de junho, na Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi realizado o lançamento oficial da Escola da Terra no Ceará, curso de aperfeiçoamento que promove a formação continuada de educadores para as escolas do campo e das comunidades quilombolas; convidados pela Professora Clarice Zientarski, da Faced, o INVERTA esteve presente à atividade.
Mesmo num país de dimensões continentais, como o Brasil, a grandeza da sua extensão territorial não esconde o fosso da desigualdade econômica e social de sua gente.
Seja nas periferias dos centros urbanos, seja no meio rural.
Essa exclusão social reflete também, essencialmente, as populações que historicamente foram massacradas com a inserção ao modo de vida do capitalismo, notadamente as comunidades do campo e quilombolas que travam um combate direto entre a manutenção de suas tradições e a inserção unilateral às exigências do modo de produção capitalista, o que leva muitas vezes à descaracterização cultural dessas populações, aumentando o fosso da desigualdade.
Essa é uma característica forte do capitalismo brasileiro que se desenvolve para suprir as demandas dos principais centros e das classes dominantes, geralmente instaladas nas áreas urbanas.
Tal embate foi ilustrado no filme “O homem que virou suco”, que conta a história de um poeta popular nordestino que é obrigado a tentar se adaptar ao sistema que o molestou diretamente, onde a fábrica que espreme a todos, retirando seu sumo e sua capacidade de diferenciação, expropria seu suco e cospe o bagaço.
É por isso que sempre foi projeto das classes dominantes impor sua visão de mundo através da educação, a partir da mera instrução técnica através de uma educação profissionalizante, a fim de inserir essas populações no processo de industrialização do campo.
Exemplo disso são as Escolas Agrícolas de cursos técnicos, desconsiderando totalmente a relação entre o homem e a terra.
Na contramão desse processo, desde 2013, o MEC lançou o programa Escola da Terra, onde são ofertados capacitação especial e recursos didáticos para professores de escolas rurais e quilombolas.
A ação integra o Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo).
Assim, o desafio é trazer para dentro da sala de aula a realidade e particularidades que os estudantes vivem e valorizar a cultura comunitária, com base no currículo escolar nacional.
Afinal, se a escola é lugar de formação humana significa dizer que ela não é espaço somente de conhecimentos formais.
A escola é local para tratar das diversas dimensões do ser humano, sua identidade e história.
Falar em história de populações, como comunidades do campo e quilombolas, é afirmar que estas populações são fruto da resistência por muitas décadas de exploração brutal pelos senhores, os quais negavam a estas comunidades sociais básicos.
Resgatar o legado destas populações e transformar em política de Estado a formação de novas gerações está além da reparação de uma enorme dívida social: é a certeza de um futuro afirmativo.
Como diz Paulo Freire, a escola não transforma a realidade, mas pode ajudar a formar os sujeitos capazes de fazer a transformação, da sociedade, do mundo, de si mesmo.

O Programa Escola da Terra

O Programa Escola da Terra destina-se à formação continuada e acompanhada de professores que trabalham com estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental em escolas multisseriadas no campo e em escolas quilombolas para que atendam às especificidades formativas dessas populações; além dos assessores pedagógicos que terão a função de tutores; oferta de materiais didáticos e pedagógicos; monitoramento e avaliação; gestão, controle e mobilização social.
A produção e oferta dos materiais didáticos e pedagógicos são de responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). São jogos, mapas, recursos para alfabetização, letramento e matemática.
Já o coordenador estadual e o tutor que acompanham e orientam os educadores durante sua formação serão remunerados com bolsas a serem pagas pelo FNDE.
As escolas multisseriadas são um desafio às políticas públicas do campo, uma vez que apresentam historicamente um quadro de ausência do Estado e de gestão deficitária.
Alguns exemplos disso são as grandes distâncias entre a casa do aluno e a escola, combinadas com a ausência de um transporte escolar eficaz.
A sobrecarga de trabalho, a alta rotatividade e as dificuldades de acesso e locomoção dos professores também é um dado agravante.
No Brasil existem cerca de 50 mil escolas multisseriadas em áreas rurais e quilombolas distribuídas por todo o país.
No Ceará, o programa Escola da Terra é uma parceria da UFC com o Ministério da Educação (MEC), Secretaria de Educação do Estado e secretarias dos 19 municípios envolvidos.
Com 863 professores inscritos, o curso trata desde os elementos filosóficos até os elementos legais e técnico-pedagógicos da educação no campo, totalizando 180 horas.
As aulas serão ministradas no formato pedagogia de alternância, com atividades presenciais e de campo, que acontecem de 11 de junho a 11 de dezembro.
Os municípios envolvidos são: Beberibe, Canindé, Cascavel, Caucaia, Cedro, Ibaretama, Icó, Independência, Itapipoca, Itarema, Itatira, Orós, Parambu, Quixadá, Quixeramobim, Tauá, Tamboril, Santa Quitéria e São Luís do Curu.
A ação do Programa Escola da Terra é interessante uma vez que enfoca a identidade de comunidades historicamente exploradas e ressalta para elas a sua luta e o movimento de resistência.
Uma iniciativa que contribui fortemente para a reafirmação do orgulho daqueles que realmente trabalham a terra.

Sucursal CE

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Marx e a dívida pública |

Marx e a dívida pública |

"Autarquização" dos partidos e democracia de massas | Brasil 24/7

"Autarquização" dos partidos e democracia de massas | Brasil 24/7

O direito à defesa e a fogueira em praça pública | Brasil 24/7

O direito à defesa e a fogueira em praça pública

:
A decisão do STF de desmembrar processos que não tinham relação com as denúncias envolvendo a Petrobras, o processo da Lava Jato, teve uma repercussão enorme durante a semana.
A maior crítica é de que a fornalha estava sendo acesa para fazer a pizza, para impedir o juiz Sérgio Moro de atuar, apurar e punir envolvidos em possíveis casos de corrupção.
Como meu nome foi envolvido nessa situação, também vi fogo, não a fornalha, mas a fogueira da praça pública. Lembrei imediatamente do livro O Martelo das Feiticeiras, que me foi sugerido por uma grande amiga, a escritora Rose Marie Muraro.
Escrito em 1848, o livro é um manual de como torturar e obter a confissão de mulheres como bruxas, posteriormente queimadas nas fogueiras aos milhares. A publicidade dos processos era a garantia de seu sucesso.
Me senti numa daquelas fogueiras que, propositadamente, não eram grandes, para que o espetáculo pudesse ser visto por mais tempo, impor mais temor e ficar gravado na mente das pessoas.
Virei a vilã que deu causa ao chamado fatiamento. Até agora não fui judicialmente comunicada do que me acusam, sequer tive acesso a todas as partes do processo remetido ao Supremo.
Por que foi remetido ao Supremo? Porque meu nome foi citado e eu sou senadora. Nossa constituição determina que detentores de mandatos têm fôro diferenciado. Acho isso errado, mas até agora não conseguimos mudar a regra, apesar de projetos que tramitam no Congresso.
O que fiz eu em relação a tudo isso? NADA, isso mesmo, nada. Não pedi o desmembramento, não solicitei o foro, não tem uma petição, uma solicitação minha no processo que pudesse levar a essa decisão do Supremo. Sequer fui intimada do que está acontecendo. A decisão inicial partiu do ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato. Ele se disse incapaz de analisar o caso que envolvia meu nome e mandou o processo para ser sorteado para outro ministro. Sorteado, e não enviado.
Mas sou julgada antecipadamente como culpada, não só por delitos que possam ter ocorrido com recursos públicos que, repito, desconheço, não estou envolvida e nem fui beneficiada, como pela decisão do Supremo que, por não satisfazer a opinião de articulistas, meios de comunicação, parte da opinião pública e do mundo jurídico, passou a ser influenciável, manipulável, uma instituição sem seriedade e capaz de sucumbir as pressões políticas. A velha máxima: "se não é como eu quero, então não presta".
Isso tudo tem sido uma tortura. Não tenho o mesmo espaço midiático que é usado para avaliar, julgar e condenar, para expor a minha versão dos fatos. Sou considerada culpada, inclusive pela decisão do Supremo de distribuir a apuração e processamento do caso para outros procuradores e juízes.
Toda minha trajetória política sempre foi pautada no trabalho e no servir. Nunca misturei posição pessoal com militância. Tudo que tenho na vida foi conquistado com meu trabalho, sempre foi e será compatível com minha renda. Minha família mantém os mesmos hábitos de antes de eu assumir cargos públicos ou mandato. Minha mãe mora na mesma vila que morava quando eu nasci. Vivo a vida de classe média, com conforto modesto.
Tudo o que quero é que as coisas sejam apuradas e esclarecidas. Tenho consciência das responsabilidades e da exposição da vida pública, mas como uma lutadora pelos direitos individuais, pela democracia e pelo Estado de Direito, não posso concordar com o linchamento público prévio que está sendo feito. Cada um tem de responder e pagar pelos seus atos, quando der causa, e não pelo desejo de alguns grupos em atribuir culpas e condenações.
O direito à defesa e a fogueira em praça pública | Brasil 24/7

Stédile: “Moro tem-se prestado a alimentar o ódio da classe média contra os petistas.” | bloglimpinhoecheiroso

Stédile: “Moro tem-se prestado a alimentar o ódio da classe média contra os petistas.” | bloglimpinhoecheiroso

Resistência democrática lança alternativa ao arrocho - Carta Maior

28/09/2015 00:00 - Copyleft

Resistência democrática lança alternativa ao arrocho

Uma centena de economistas, movimentos sociais e centrais sindicais unificam as bases para o pós-ajuste.

por: Saul Leblon


reprodução
A negociação de um novo ministério em que o PMDB passa a deter fatias consideráveis do orçamento e do poder -- imediatamente, não na arriscada perspectiva de um golpe— deixou o conservadorismo entre estupefato e irritadiço.
 
‘Dilma se aliou ao demônio’, esbravejou FHC passando recibo.
 
Estamos falando do personagem cujo governo foi uma clássica coabitação com demos de carne e osso que há séculos espetam o tridente no lombo da população brasileira.
 
O muxoxo expressa mais que a ressentida perda da exclusividade.
 
FHC, Aécio, Serra, Alckmin etc  temem que a reacomodação ministerial abra uma janela de tempo e oxigênio no labirinto da crise econômica.
 
E ponha tudo a perder.
 
Opera-se na estreita pinguela que interliga o tudo ou nada em meio à densa noite de azeviche que desce sobre a história brasileira.
 
Encadear à aposta ministerial uma iniciativa capaz de reverter  a assombração recessiva é a única chance do lado do governo, antes que o parafuso econômico espane a rosca.
 
Colonizado pela circularidade do ajuste, o senso comum já reage à insuficiência  dos cortes pedindo outros.
 
Trata-se de uma espécie de suicídio induzido pela dedução do Estado a partir da contabilidade doméstica.
 
A asfixia do debate ameaça as  ‘possibilidades econômicas dos nossos netos’, para repisar o título inspirado em Keynes, utilizado na chamada desta nota. 
 
‘Economia doméstica e decisões de gastos do Estado são coisas muito distintas’, ensina a paciência jesuítica de um dos maiores economistas brasileiros, Luiz Gonzaga Belluzzo. 
 
Aos repórteres que o procuram cheios de ardor pela tesoura ortodoxa, ele esclarece: ‘Se o Estado age como o desempregado, que corta tudo, a economia naufraga; a recessão se aprofunda’. E quase num desabafo diante da resistência do material a ser desasnado: ‘Sem crescimento é inviável. Sem crescer, no capitalismo, as coisas começam a ficam muito complicadas’.
 
As coisas estão ficando muito complicadas no Brasil.
 
Níveis de endividamento pessoal, privado e público, em moeda local e estrangeira, estão sendo desguarnecidos dos fluxos de receita que os mantinham solváveis.
 
A alavancagem das companhias –endividamento em relação à geração de caixa—que estava e 2,46 vezes em 2014, caminha para 4,5 vezes, informa o jornal Valor, que todavia continua batendo bumbo por mais arrocho.
 
Como num efeito dominó, as distintas peças da economia vão caindo.
 
Como deter a espiral descendente?
 
A intuição atilada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva soou o sinal amarelo: o país precisa urgentemente de uma agenda pós-ajuste.
 
Qual?
 
Uma centena de economistas, a exemplo de Belluzzo, movimentos sociais e centrais sindicais, capitaneados pela Fundação Perseu Abramo, dirigida por Marcio Pochmann, acabam de lançar nesta 2ª feira uma primeira aproximação da resposta.
 
O estudo ‘Por um Brasil Justo e Democrático’ reúne diretrizes para o crescimento, a igualdade, a democracia e a soberania.
 
É uma homogeneização de visões indispensável à construção da frente democrática e progressista capaz de afrontar o golpe e a recessão.
 
Mas é preciso ir além agora.
 
E traduzir o geral em bandeiras de uma plataforma crível e acessível à população, capaz de cimentar a urgência  do passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.
 
O  programa do golpe não hesita.
 
Ademais do arrocho, as ‘complicações’ daí decorrentes são respondias pelo conservadorismo  de bate pronto.
 
‘É preciso concluir o trabalho iniciado pelo PSDB nos seus oito anos de poder’, diz o recado.
 
A ex-diretora do programa de desestatização do BNDES então, Elena Landau, explicitou isso em artigo de 17/09, publicado na Folha, cujo título disputa a urgência do país -- ‘É hora de privatizar’, convoca.
 
Tucana que saiu do BNDES para o banco Oportunity, onde –junto com o ex-marido, e ex-presidente do BB no governo FHC, Pérsio Arida--  foi assessorar clientes de Daniel Dantas  a adquirir empresas públicas por ela privatizadas, Landau esquadreja o espaço para dobrar a aposta:
 
 ‘A crise abre oportunidade para nova rodada de privatizações... A lista de ativos federais, estaduais e municipais a serem vendidos pode e deve ser ampliada. Some-se ainda o plano de desinvestimento da Petrobrás e os valores duplicam...’
 
A peça-chave da segunda onda de alienação patrimonial é formada pelas maiores reservas de petróleo descobertas e inteiramente mapeadas no século XXI.
 
Pre-sal significa dinheiro na mão.
 
Em quantidades oceânicas.
 
Ainda que a cotação do barril se estabilize em US$ 55, a densidade energética imbatível e a rentabilidade  líquida e certa das reservas brasileiras,  fazem desse patrimônio um dos mais almejados ativos da guerra econômica global. 
 
 Serra –‘ o maior entusiasta da venda da Vale’, já disse FHC— é o general de campo dessa cobiça incansável.
 
O assalto ganha vapores de ‘legitimidade’ quando se verifica que a dívida da Petrobras –mais de US$ 100 bi--  atingiu uma dinâmica preocupante.
 
Qual é a contraproposta do campo progressista para os novos desafios do pre-sal e da Petrobrás –inclusive a sua blindagem contra a corrupção?
 
A estatal criada por Vargas em 1953, a contragosto do PSDB que então se chamava UDN, arfa sob um torniquete de dupla volta.
 
Uma queda da ordem de 50% nas cotações do barril nos últimos 12 meses espreme sua receita; a desvalorização de mais de 50% do real, potencializa seu passivo. 
 
Para arrematar, o corner financeiro é vitaminado pela paralisia da rede de fornecedores e empreiteiras, em consequência da Lava Jato.
 
Não é pouco o que está em jogo.
 
A cadeia do petróleo brasileiro foi redesenhada nos últimos anos.
 
A Petrobrás hoje é mais importante do ponto de vista estratégico do que quando foi criada por Vargas. 
 
Deixou de ser apenas uma marca de abastecimento para ser uma usina industrializante, geradora de emprego, ciência e pesquisa, fundos para educação e a saúde, soberania e poder geopolítico. 
 
Representa talvez o derradeiro e o mais valioso degrau da luta pelo desenvolvimento que essa geração pode legar ao futuro dos seus filhos, dos filhos e netos que um dia eles terão.
 
Tudo isso está por um fio. 
 
Ações irrefletidas de venda e desmembramento para fazer caixa ameaçam seccionar cadeias de coerência estratégica e produtiva arduamente regeneradas e ampliadas nos últimos 12 anos.
 
A pressão de centuriões das multinacionais, a exemplo de Serra e assemelhados, avança para romper o lacre garantidor de toda a engrenagem.
 
Se o regime de partilha for derrubado, como querem, a supervisão obrigatória da Petrobrás na exploração das novas reservas, graças a uma participação cativa de pelo menos 30% nos consórcios, cairá por terra. Com ela o controle do petróleo extraído e exportado, as rendas do refino, o fundo destinado à educação e à saúde, o fôlego industrializante do conteúdo nacional, o salto tecnológico etc
 
Não é uma fatalidade, embora o colunismo isento e patriótico faça um esforço enorme para apresenta-lo assim. 
 
O país dispõe de três trunfos para reagir: reservas internacionais da ordem de US$ 380 bi; um mercado de massa que já representa 51% da população (escala que o credenciaria sozinho a figurar no G20) e o pre-sal.
 
Não é pouco.
 
Na verdade, é muito. 
 
Poucas nações no planeta menosprezariam essas potencialidades na resposta a uma transição de ciclo de desenvolvimento como a que se vive nesse momento.
 
A nação golpista cerra braços nas fileiras das exceções.
 
Mas a avenida existe.
 
Por exemplo.
 
As reservas brasileiras em dólar estão aplicadas predominantemente em títulos e papeis indexados à taxa de juro baixa do mercado internacional. 
 
No primeiro trimestre deste ano o governo tomou empréstimos no mercado interno à taxa de juro média de 5%, para adquirir dólares dos exportadores. 
 
Na aplicação desses dólares recebe juros de 0,16%. 
 
A diferença entre o custo de comprar e o de carregar as reservas foi de R$ 48,358 bilhões nesses três meses. Ou cerca de US$ 11 bi por trimestre; algo como US$ 44 bilhões/ano.
 
Esse custo de carregamento autoriza um exercício bastante preliminar de realocação de passivos e ativos que pode gerar o resgate financeiro do futuro hoje acuado na crise da Petrobrás.
 
Passo um:
 
-- Se o governo brasileiro comprasse a metade da dívida externa da Petrobrás junto aos credores internacionais, com deságio, e gastasse nisso US$ 40 bi das reservas, não abalaria seu air-bag de dólares, que cairiam para ainda expressivos US$ 340 bi.
 
Passo dois:
 
-- Abre-se assim um espaço para aliviar drasticamente o impasse de caixa da estatal, sem gerar prejuízo ao Estado. 
 
Ao contrário.
 
A dívida que apenas trocou de mão seria alongada e indexada a barris/equivalentes de petróleo, com base na cotação média projetada para os próximos anos.
 
A Petrobrás recuperaria seu fôlego e a capacidade de reorganizar soberanamente a cadeia do pré-sal.
 
O carregamento das reservas brasileiras ficaria mais barato ao país.
 
Modelos semelhantes poderiam –deveriam—  ser testados  para sanear a cadeia das empreiteiras do PAC e do pré-sal, trocando-se, no caso, a remuneração em barris por ações das respectivas companhias, com alívio para bancos credores e dividendos superiores à remuneração das reservas.
 
Nada disso dispensa a repactuação de outros ajustes, como é o caso do tripé salário/preço/juro. Mas o país ganharia margem de manobra para uma negociação política, em grandes acordos nacionais alternativos ao facão do arrocho.
 
São especulações rudimentares, repita-se.
 
Exigem rigoroso trabalho de aprimoramento para a avaliação de sua consistência financeira, mas contam a partir de agora com a base sólida das ‘Diretrizes para o Desenvolvimento’ articulada pela Fundação Perseu Abramo com o campo progressista. 
 
O que fica claro é que há mecanismos de ajuste para além da lógica recessiva que faz apenas aprofundar gargalos existentes e criar outros novos.
 
A ‘solução Elena Landau’ não aliviará o horizonte pesado das expectativas que ora asfixiam o investimento, o emprego, o consumo e a receita do governo.
 
A consequência da matriz tucana está precificada na sulforosa receptividade que desfruta junto a círculos especulativos.
 
Trata-se de empobrecer o Brasil para enriquecer fundos e capitais ansiosos por ‘comprar o país’ na bacia das almas, em certa medida escavada pelos interditos do autofalante conservador.
 
Impedir a rapina do patrimônio público é o requisito, no caso brasileiro, para evitar que se sonegue aquilo que Keynes enxergava auspiciosamente, em um texto de 1930, com ‘as possibilidade econômicas dos nossos netos’. 
 
Avós e pais desta geração precisam arregaçar as mangas, afastar sectarismos e elencar prioridades –e o pre-sal sem dúvida é uma delas. Caso contrário vão legar a seus netos uma economia saqueada, um arrependimento tardio e a fotografia empoeirada da esperança no país que podíamos ter sido e não fomos.  


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