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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

PT anuncia ‘reação imediata a ações antidemocráticas’ | Brasil 24/7

“Dama Vermelha”: a história da mulher que enfrentou o ódio na Paulista | Portal Fórum

“Dama Vermelha”: a história da mulher que enfrentou o ódio na Paulista | Portal Fórum

Quem foi pra Paulista no dia 16: é o velho conservadorismo, agora mais assanhado | Escrevinhador

Quem foi pra Paulista no dia 16: é o velho conservadorismo, agora mais assanhado

agosto 17, 2015 11:27 ATUALIZADO
A procissão dos motoqueiros barrigudos: exibicionismo conservador
A procissão dos motoqueiros barrigudos: exibicionismo conservador
Brancos, ricos, com nível superior, eleitores de Aécio. Esse é o perfil de quem foi pra rua dia 16. Nem era preciso pesquisa pra saber: o velho conservadorismo paulistano se revela nos trejeitos e no discurso de sempre.
por Rodrigo Vianna
Nasci em São Paulo. Sou filho da classe média paulistana. Desde 84 ou 85, reconheço os conservadores paulistanos na primeira frase.
Eles já foram janistas (contra o FHC “ateu” em 85, lembram?), depois malufistas (nos embates contra a Erundina “sapatão” e a Marta “vagabunda” – que agora acha que será aceita de volta). Nos últimos tempos, se disfarçam de tucanos. Mas podem virar bolsonarianos, caiadistas… Qualquer coisa serve, desde que signifique a defesa de um  estilo de vida individualista, dominado por falso moralismo e por clara devoção aos EUA.
Aos 14 ou 15 anos, eu já ouvia o papo de que “os nordestinos estragaram essa cidade”, ou de que “na época do Médici não tinha essa bagunça”. Ouvia piadinhas em ambientes sociais, sobre como era bom “não ter negros por perto”. Quando meu irmão foi estudar Ciências Sociais, minha mãe ouviu a frase lapidar: “mas isso é faculdade de formar comunista, lá estudou o FHC” (na época, o FHC era apenas o Fernando Henrique, que tinha fama de “marxista” e era visto com desconfiança pela classe média janista/malufista).
Digo isso para explicar que não preciso de pesquisa pra saber quando estou diante do velho conservadorismo paulistano: ele tem cara, sotaque, roupas e trejeitos próprios…
Passei algumas horas no domingo, na avenida Paulista. Logo vi as senhoras aloiradas, com a deselegância (in)discreta de que fala Caetano, e os senhores barrigudos, com um ar de prosperidade e arrogância de quem espera o manobrista trazer o carro depois de um jantar nos Jardins. Esses eram os tipos mais comuns na Paulista.
Causou-me algum asco a procissão de motoqueiros velhos (e também barrigudos) sobre suas Harley-Davidson enfeitadas com “Fora Dilma”, “Prendam o Lula”, “Abaixo o comunismo” (qual comunismo? do PT?). Aceleravam os motores, num exibicionismo constrangedor e agressivo. Eram muitos. Contei quase 500 na esquina da rua Augusta com a Paulista.
Mas, claro, ali estavam também representantes da baixa classe média: “na época do militarismo [eles preferem esse termo, em vez de usar "ditadura"; os mais escolarizados falam em "regime militar" ou "época dos militares", jamais "ditadura"], só bandido era morto, a gente podia andar tranquilo”, diz um homem que se apresenta como taxista.
“O perigo naquela época eram os terroristas, você é jovem e nem ouviu falar no Carlos Lamarca – aquele era perigoso”, afirma um outro, de barba e fumando muito, que se define como “vendedor de comida em porta de estádio e show”.
Faço cara de paisagem, e ele se empolga: “eu era entregador de jornal na Folha, nos anos 70; você sabe quem fazia a segurança da Folha naquela época? O DOPS! Naquela época os comunistas não cresciam pra cima de ninguém”.
Esse era o povo da Paulista: maioria de ricos, brancos, e alguns remediados – mas adeptos da ideia do “self-made man”. Todos ultra-conservadores. Conheço pelo faro. Posso andar entre eles, porque venho desse mesmo chão.
Por volta de meio-dia, cheguei a gravar o depoimento de uma senhora na esquina da Paulista com a Peixoto Gomide: um curto video – que já tem mais de 60 mil visualizações. Ela pedia a morte de Dilma e a volta dos militares.
Clique aqui para assistir o vídeo - https://www.facebook.com/jornalistaslivres/videos/vb.292074710916413/313919395398611/?type=2&theater
Portanto, não me surpreende o perfil traçado pelo DataFolha, entre os 130 mil manifestantes que estiveram na manifestação paulistana:
76% cursaram o ensino superior (a média brasileira, segundo o IBGE, é de 7,9% – clique aqui para conferir)
40% ganham mais de 3.900 reais por mês (ou seja, quase metade dos presentes está nas classes A/B)
77% votaram em Aécio no segundo turno em 2014, e apenas 5% cravaram Dilma.
Esses números bastam pra entender um fato: não estavam na rua os “novos” descontentes com a presidenta – que viraram as costas para o governo por causa das escolhas levyanas. O povão, que está sim bem ressabiado com o governo, não foi (ainda) pra rua. Irá em algum momento? Pode ser, se a política suicida de Levy/Dilma persistir, gerando desemprego e recessão…
Sim, Dilma tem hoje índices muito baixos de aprovação. Mas quem foi à rua nesse dia 16, pra pedir o impeachment ou a morte de Dilma/Lula, é a turma que sempre detestou o PT (muito antes de qualquer “denúncia” de corrupção), e que já havia votado em Aécio no ano passado.
Os arreganhos fascistas na Paulista não significam que uma “onda” de eleitores indignados passou para o lado da oposição. Essa gente da Paulista sempre esteve na oposição, desde 2002.
A diferença é que agora o conservadorismo se sente à vontade para pedir “intervenção militar”, “morte de Dilma”, “fim do PT” (até porque, houve ampla semeadura do discurso de intolerância, por parte de blogueiros da revista da marginal et caterva).
Sim, é assustador ver a face obscura e odienta dos senhores de meia idade da Paulista e de Copacabana. Mas eles sempre estiveram aí. A mim, não enganam. São os de sempre – agora mais assanhados.
É preciso enfrentá-los. Não é possível convencê-los.
Do lado de lá, está o ódio de sempre – turbinado pelo desespero da Veja, pelos cálculos da Globo, pela operação milimétrica empreendida por Sergio Moro… E pelos erros e o excesso de conciliação do PT e de Lula/Dilma.
O que se pode fazer é mostrar como essa gente com camisas da CBF é hipócrita e perigosa para a democracia. A maioria silenciosa dessa vez joga a favor da democracia e da centro-esquerda.
É preciso tirar a maioria do silêncio, e trazê-la também pra rua. O dia 20 de agosto, em parte, pode cumprir essa tarefa.
A agenda de Lula, Brasil afora, também tem o seu papel. É preciso explicitar que a “onda de insatisfação” com Lula/PT está muito centrada em São Paulo. A agenda anti-petista interessa à classe média paulistana, e a franjas de classe média Brasil afora. Mas, especialmente fora de São Paulo, há espaço pra recuperar terreno.
E que Dilma não se esconda de novo, “aliviada” com a trégua da Globo e a adesão mais baixa do que a esperada neste domingo.
O conservadorismo (com toques fascistas) está em alta. E não vai sumir só com acertos e conciliações. Será preciso derrotá-lo nas ruas e nas redes.
Quem foi pra Paulista no dia 16: é o velho conservadorismo, agora mais assanhado | Escrevinhador

Marilena Chauí: A ditadura militar iniciou a devastação da escola pública | bloglimpinhoecheiroso

Marilena Chauí: A ditadura militar iniciou a devastação da escola pública



Marilena_Chaui01
“Você saía de casa para dar aula e não sabia se ia voltar, se ia ser preso, se ia ser morto. Não sabia.” Foto de Mariana Fontoura.
Paulo Donizetti de Souza, Rede Brasil Atual
Violência repressiva, privatização e a reforma universitária que fez uma educação voltada à fabricação de mão de obra, são, na opinião da filósofa Marilena Chauí, professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, as cicatrizes da ditadura no ensino universitário do país. Chauí relembrou as duras passagens do período e afirma não mais acreditar na escola como espaço de formação de pensamento crítico dos cidadãos, mas sim em outras formas de agrupamento, como nos movimentos sociais, movimentos populares, ONGs e em grupos que se formam com a rede de internet e nos partidos políticos.
Chauí, que “fechou as portas para a mídia” e diz não conceder entrevistas desde 2003, falou à Rede Brasil Atual após palestra feita no lançamento da Escola 28 de Agosto, iniciativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo que elogiou por projetar cursos de administração que resgatem conteúdos críticos e humanistas dos quais o meio universitário contemporâneo hoje se ressente.
Quais foram os efeitos do regime autoritário e seus interesses ideológicos e econômicos sobre o processo educacional do Brasil?
Vou dividir minha resposta sobre o peso da ditadura na educação em três aspectos. Primeiro: a violência repressiva que se abateu sobre os educadores nos três níveis, fundamental, médio e superior. As perseguições, cassações, as expulsões, as prisões, as torturas, mortes, desaparecimentos e exílios. Enfim, a devastação feita no campo dos educadores. Todos os que tinham ideias de esquerda ou progressistas foram sacrificados de uma maneira extremamente violenta. Em segundo lugar, a privatização do ensino, que culmina agora no ensino superior, começou no ensino fundamental e médio. As verbas não vinham mais para a escola pública, ela foi definhando e no seu lugar surgiram ou se desenvolveram as escolas privadas. Eu pertenço a uma geração que olhava com superioridade e desprezo para a escola particular, porque ela era para quem ia pagar e não aguentava o tranco da verdadeira escola. Durante a ditadura, houve um processo de privatização, que inverte isso e faz com que se considere que a escola particular é que tem um ensino melhor. A escola pública foi devastada, física e pedagogicamente, desconsiderada e desvalorizada.
E o terceiro aspecto?
A reforma universitária. A ditadura introduziu um programa conhecido como MEC-Usaid, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, para a América Latina toda. Ele foi bloqueado durante o início dos anos de 1960 por todos os movimentos de esquerda no continente, e depois a ditadura o implantou. Essa implantação consistiu em destruir a figura do curso com multiplicidade de disciplinas, que o estudante decidia fazer no ritmo dele, do modo que ele pudesse, segundo o critério estabelecido pela sua faculdade. Os cursos se tornaram sequenciais. Foi estabelecido o prazo mínimo para completar o curso. Houve a departamentalização, mas com a criação da figura do conselho de departamento, o que significava que um pequeno grupo de professores tinha o controle sobre a totalidade do departamento e sobre as decisões. Então você tem centralização. Foi dado ao curso superior uma característica de curso secundário, que hoje chamamos de ensino médio, que é a sequência das disciplinas e essa ideia violenta dos créditos. Além disso, eles inventaram a divisão entre matérias obrigatórias e matérias optativas. E, como não havia verba para contratação de novos professores, os professores tiveram de se multiplicar e dar vários cursos.
Houve um comprometimento da inteligência?
Exatamente. E os professores, como eram forçados a dar essas disciplinas, e os alunos, a cursá-las, para terem o número de créditos, elas eram chamadas de “optatórias e obrigativas”, porque não havia diferença entre elas. Depois houve a falta de verbas para laboratórios e bibliotecas, a devastação do patrimônio público, por uma política que visava exclusivamente a formação rápida de mão de obra dócil para o mercado. Aí, criaram a chamada licenciatura curta, ou seja, você fazia um curso de graduação de dois anos e meio e tinha uma licenciatura para lecionar. Além disso, criaram a disciplina de educação moral e cívica, para todos os graus do ensino. Na universidade, havia professores que eram escalados para dar essa matéria, em todos os cursos, nas ciências duras, biológicas e humanas. A universidade que nós conhecemos hoje ainda é a universidade que a ditadura produziu.
Essa transformação conceitual e curricular das universidades acabou sendo, nos anos de 1960, em vários países, um dos combustíveis dos acontecimentos de 1968 em todo mundo.
Foi, no mundo inteiro. Esse é o momento também em que há uma ampliação muito grande da rede privada de universidades, porque o apoio ideológico para a ditadura era dado pela classe média. Ela, do ponto de vista econômico, não produz capital, e do ponto de vista política, não tem poder. Seu poder é ideológico. Então, a sustentação que ela deu fez com que o governo considerasse que precisava recompensá-la e mantê-la como apoiadora, e a recompensa foi garantir o diploma universitário para a classe média. Há esse barateamento do curso superior, para garantir o aumento do número de alunos da classe média para a obtenção do diploma. É a hora em que são introduzidas as empresas do vestibular, o vestibular unificado, que é um escândalo, e no qual surge a diferenciação entre a licenciatura e o bacharelato. Foi uma coisa dramática, lutamos o que pudemos, fizemos a resistência máxima que era possível fazer, sob a censura e sob o terror do Estado, com o risco que se corria, porque nós éramos vigiados o tempo inteiro. Os jovens hoje não têm ideia do que era o terror que se abatia sobre nós. Você saía de casa para dar aula e não sabia se ia voltar, não sabia se ia ser preso, se ia ser morto, não sabia o que ia acontecer, nem você, nem os alunos, nem os outros colegas. Havia policiais dentro das salas de aula.
Houve uma corrente muito forte na década de 1960, composta por professores como Aziz Ab’Saber, Florestan Fernandes, Antônio Cândido, Maria Vitória Benevides, a senhora, dentre outros, que queria uma universidade mais integrada às demandas da comunidade. A senhora tem esperança de que isso volte a acontecer um dia?
Foi simbólica a mudança da faculdade para o “pastus”, não é campus universitário, porque, naquela época, era longe de tudo: você ficava em um isolamento completo. A ideia era colocar a universidade fora da cidade e sem contato com ela. Fizeram isso em muitos lugares. Mas essa sua pergunta é muito complicada, porque tem de levar em consideração o que o neoliberalismo fez: a ideia de que a escola é uma formação rápida para a competição no mercado de trabalho. Então fazer uma universidade comprometida com o que se passa na realidade social e política se tornou uma tarefa muito árdua e difícil.
Não há tempo para um conceito humanista de formação?
É uma luta isolada de alguns, de estudantes e professores, mas não a tendência da universidade.
Hoje, a esperança da formação do cidadão crítico está mais para as possibilidades de ajustes curriculares no ensino fundamental e médio? Ou até nesses níveis a educação forma estará comprometida com a produção de cabeças e mãos para o mercado?
Na escola, isso, a formação do cidadão crítico, não vai acontecer. Você pode ter essa expectativa em outras formas de agrupamento, nos movimentos sociais, nos movimentos populares, nas ONGs, nos grupos que se formam com a rede de internet e nos partidos políticos. Na escola, em cima e em baixo, não. Você tem bolsões, mas não como uma tendência da escola.
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O Secretário de Segurança do Zap Zap | MariaFrô

Os insatisfeitos "não oposicionistas" apresentam-se inquietos, mais por conta do terrorismo da mídia e de efeitos negativos de situações propiciadas em sua maior parte por fatores externos ao governo e pela própria oposição. Seus antros, da oposição, se constituem de muito mais do que partidos.

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Para 71% dos brasileiros, oposição a Dilma age por interesse próprio e não pelo Brasil | Portal Fórum

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domingo, 16 de agosto de 2015

Ator e diretor argentino, Ricado Darín fala sobre o destino e a solidão - Vídeos - Sangue Latino - Canal Brasil

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O ACOBERTAMENTO JURIDICO-POLICIAL DAS CHACINAS

RESSALVANDO A GENERALIZAÇÃO, UMA PERFEITA AVALIAÇÃO

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Altamiro Borges: TV prepara show para a marcha golpista

Altamiro Borges: TV prepara show para a marcha golpista: Por Altamiro Borges Na semana retrasada, o jornal O Globo publicou um editorial criticando a "marcha da insensatez" dos que...

'Dilma deve chamar oposição ao diálogo' | Brasil 24/7

O CANTO DA IARA É BONITO, SEDUTOR E MORTAL! SEPARAR DILMA DO PT, DE LULA E LULA DO PT. EIS A CONDIÇÃO ÓTIMA PARA O GOLPE.

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Quebra do sigilo de Lula amplia pressão em Cardozo | Brasil 24/7



CARDOZO REVELOU-SE UM MINISTRO FRACO E EXCESSIVAMENTE DELICADO PARA COM UMA CORPORAÇÃO QUE ESTÁ AGINDO DE MODO GROSSEIRAMENTE ANTI REPUBLICANO. A PERCEPÇÃO DE SUA FRAQUEZA, NO ENTANTO,  NÃO DEVE DESVIAR O FOCO DAS AÇÕES SUSPEITAS DA POLÍCIA FEDERAL

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Lula e Dilma se reúnem para discutir novas ações contra crise | Brasil 24/7

ESTA É A AGENDA....O RESTO É LOROTA!

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MPF quer prender policiais que denunciaram irregularidades na Lava Jato | Brasil 24/7

E QUANTO AOS VAZAMENTOS, NÃO VAI NADA?



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sábado, 15 de agosto de 2015

Contra perseguição, Lula deve assumir ministério já | Brasil 24/7

JÁ VIVEMOS SOB A ÉGIDE DO ESTADO PENAL POLICIAL. A INSEGURANÇA JURÍDICA SE INSTALOU DE MALA E CUIA. NÃO DA PARA CONFIAR NUM SUPOSTO ESPÍRITO REPUBLICANO DE PESSOAS E INSTITUIÇÕES QUE ESTÃO MUITO LONGE DE SABEREM DO QUE ISSO SE TRATA.

Contra perseguição, Lula deve assumir ministério já | Brasil 24/7

Diário do Centro do Mundo » O valetudo da Polícia Federal contra Lula. Por Paulo Nogueira

O CRIME COMETIDO É O DO VAZAMENTO DE INFORMAÇÕES SIGILOSAS PELA POLÍCIA FEDERAL. QUEM VAI INVESTIGAR ESSES CRIMINOSOS. QUAL FOI O RESULTADO DA SINDICÂNCIA PROMETIDA PELO MINISTRO DA JUSTIÇA? PROCEDIMENTOS IRREGULARES JÁ FOI CAUSA ATÉ DE INTERRUPÇÃO DE INVESTIGAÇÕES EM PASSADO RECENTE. NO ENTANTO, NESSE CASO, AGENTES DO ESTADO AGEM ILEGALMENTE A CÉU ABERTO, DIANTE DA INDIFERENÇA DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS, DA MÍDIA E DA OPINIÃO PÚBLICA,



Diário do Centro do Mundo » O valetudo da Polícia Federal contra Lula. Por Paulo Nogueira

Bob Fernandes / Ladrões, chefões, farsantes, sonegadores, mas corrupto é...

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PELA SEGURANÇA DOS COXINHAS - Amigos, embora o título pareça engraçado, a…

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Santayana: quem quebrou o País foi FHC, não Dilma | Brasil 24/7

Opinião: mais armas - menos vidas - mais lucros | Policial Pensador

OPINIÃO: MAIS ARMAS - MENOS VIDAS - MAIS LUCROS

A Câmara Federal instalou neste mês uma comissão especial para debater o Projeto de Lei (PL) 3722/2012, que revoga o Estatuto do Desarmamento e estabelece regras mais brandas para o porte de arma de fogo. Hoje, mesmo com todo o controle imposto pelo Estatuto, circulam no Brasil 15,2 milhões de armas em mãos privadas, sendo 6,7 milhões registradas, 8,5 milhões não registradas e dentre elas 3,8 milhões em mãos de criminosos.

Mais armas - menos vidas - mais lucros

O tema é realmente bastante polêmico e existem argumentos que sustentam a eficácia do Estatuto, e outros argumentos que mostram justamente o contrário. O fato é que morreram no Brasil (2010) 38.892 cidadãos vitimados por bala, correspondendo a 108 mortes por armas de fogo a cada dia do ano. Isso considerando que no Brasil não existem conflitos religiosos ou étnicos, disputas territoriais ou guerra civil, mas mesmo assim consegue exterminar mais cidadãos pelo uso de armas de fogo do que muitos conflitos armados contemporâneos, como a guerra da Chechênia, a do Golfo, as várias Intifadas, as guerrilhas colombianas ou a guerra de libertação de Angola e Moçambique.

O debate sobre o assunto está tomando corpo no país. É comum ouvir de pessoas contra a manutenção do Estatuto, a afirmação de que ele falhou no combate a violência. Particularmente, entendo ser a violência um fenômeno plural, dinâmico e multicausal. Nesse contexto, o Estatuto é apenas mais uma estratégia de diminuição da violência. Mas, apesar das críticas, ao verificarmos os números percebemos que nos nove anos anteriores a criação do Estatuto (1995 a 2003), a taxa de homicídios aumentou 21,4%. Nos nove anos seguintes, de 2003 a 2012, a taxa de homicídios aumentou 0,3%. Estima-se que nesse período, 121 mil vidas foram poupadas no Brasil.

Particularmente, entendo que o desvio do foco da discussão tem como objetivo esconder o que está por trás do PL 3722/2012, que dentre as mudanças se propõe a flexibilizar o registro do porte, pondo mais pessoas armadas em circulação no país, afrouxando os antecedentes criminais que proíbem a aquisição de armamento. Além disso, pelas novas regras essas pessoas poderiam ter até nove armas e adquirir 50 munições por mês, por arma. Um sonho de consumo para as indústrias de armas e munições, as mais interessadas na aprovação dessas mudanças.




Artigo escrito por Plauto de Lima, Major da Polícia Militar do Estado do Ceará e presidente daAssociação dos Oficiais PM/BM do Ceará.

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