Total de visualizações de página

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Pacatuba Em Foco: Financiamento empresarial: conheça os deputados qu...

Financiamento empresarial: conheça os deputados que mudaram os votos

Numa virada total do que já havido sido aprovado e depois de várias acusações de manobra por parte do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no final da noite de ontem (27), a inclusão na Constituição do financiamento privado de campanha para partidos políticos, por 330 votos a favor e 141 contra. Os parlamentares também aprovaram o fim da reeleição para os cargos de presidente, governador e prefeito.
A votação, que aconteceu sob clima tenso, foi marcada por protestos das bancadas do PT, PCdoB, Psol e PSB, que não aceitaram o fato de Cunha ter colocado outra vez em apreciação emendas sobre um tema que já tinha sido votado e derrotado na sessão da noite anterior.
A retomada da votação sobre financiamento de campanha se deu devido a uma estratégia do presidente, que resolveu fatiar a discussão do tema em três itens diferentes. Com a apresentação do texto diretamente no plenário, foram apresentadas quatro emendas, uma que permitia financiamento público e privado ao mesmo tempo (já rejeitada na sessão anterior), e outras três que tratavam de: financiamento privado apenas para partidos– e não para diretamente para os candidatos –, financiamento público e privado para partidos e financiamento exclusivamente público.
Prevendo o que estava por acontecer, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) já havia denunciado na tarde de ontem, horas antes da votação, as negociatas que estavam acontecendo nos bastidores da Câmara dos Deputados para a aprovação do financiamento empresarial de campanha.
“Rumores que correm pela Casa de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), provavelmente quebrará o acordo de líderes e colocará uma nova matéria sobre o financiamento de campanhas em votação, após ter sido derrotado na noite de ontem. Cunha e seus asseclas, derrotados, ainda não se deram por vencidos. A intenção de reformar a política para reforçar suas mazelas está clara! Não podemos baixar nossas guardas, pois, como bem se vê, a prática é rasteira! Precisamos ficar atent@s também à eventual mudança de postura dos deputados: Se votarem com Cunha hoje, caso ele consiga, de fato, colocar a matéria em pauta, é indício de que participaram de tenebrosas transações!“, publicou o parlamentar nas redes sociais
Com a inclusão na Constituição da permissão para doação de empresas a partidos políticos, os deputados impedem que esse modelo de financiamento seja considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – onde tramita uma ação que avalia este tema e sobre a qual seis ministros do tribunal já se posicionaram contra tal modelo de financiamento. A ação foi impetrada pela OAB e há mais de um ano está parada por conta de um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Confira, a seguir, quem foram os deputados que, inexplicavelmente, mudaram seus votos sobre o financiamento empresarial de campanhas em menos de 24 horas e contribuíram para aprovar a medida:

– DEM

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Jorge Tadeu Mudalen (SP)
Mandetta (MS)
Misael Varella (MG)
Moroni Torgan (CE)
Professora Dorinha Seabra Rezende (TO)

Total de mudanças: 5

– PDT

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Roberto Góes (AP)

Total de mudanças: 1

– PHS

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Diego Garcia (PR)

Total de mudanças: 1

– PMDB

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Baleia Rossi (SP)
Daniel Vilela (GO)
João Arruda (PR)
Lelo Coimbra (ES)
Marinha Raupp (RO)
Rodrigo Pacheco (MG)
Ronaldo Benedet (SC)
Roney Nemer (DF)
Vitor Valim (CE)

De abstenção (26/05) para “sim” (27/05):
Edinho Bez (SC)

Total de mudanças: 10

– PMN

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Antônio Jácome (RN)
Hiran Gonçalves (RR)

Total de mudanças: 2

– PP

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Conceição Sampaio (AM)
Missionário José Olimpio (SP)
Odelmo Leão (MG)
Sandes Júnior (GO)

Total de mudanças: 4

– PR

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Cabo Sabino (CE)
Lincoln Portela (MG)
Paulo Freire (SP)

De “sim” (26/05) para “não” (27/05):
Silas Freire (PI)

Total de mudanças: 4

– PRB 

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Alan Rick (AC)
André Abdon (AP)
Antonio Bulhões (SP)
Carlos Gomes (RS)
Celso Russomanno (SP)
Cleber Verde (MA)
Fausto Pinato (SP)
Jhonatan de Jesus (RR)
Jony Marcos (SE)
Marcelo Squassoni (SP)
Márcio Marinho (BA)
Roberto Alves (SP)
Roberto Sales (RJ)
Ronaldo Martins (CE)
Rosangela Gomes (RJ)
Sérgio Reis (SP)
Tia Eron (BA)
Vinicius Carvalho (SP)

Total de mudanças: 18

– PROS

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Domingos Neto (CE)
Leônidas Cristino (CE)
Rafael Motta (RN)

De “sim” (26/05) para “não” (27/05):
Antonio Balhmann (CE)

Total de mudanças: 4

– PRP

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Marcelo Álvaro Antônio (MG)

Total de mudanças: 1

– PRTB

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Cícero Almeida (AL)

Total de mudanças: 1

– PSB

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
João Fernando Coutinho (PE)
Valadares Filho (SE)

De “sim” (26/05) para “não” (27/05):
Júlio Delgado (MG)
Pastor Eurico (PE)
Rodrigo Martins (PI)

Total de mudanças: 5

– PSC

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Edmar Arruda (PR)
Marcos Reategui (AP)
Pr. Marco Feliciano (SP)
Professor Victório Galli (MT)
Raquel Muniz (MG)

De “sim” (26/05) para “não” (27/05):
Irmão Lazaro (BA)

Total de mudanças: 6

– PSD

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Paulo Magalhães (BA)
Sérgio Brito (BA)

Total de mudanças: 2

– PSDB

De abstenção (26/05) para “sim” (27/05):
Daniel Coelho (PE)
Mara Gabrilli (SP)

Total de mudanças: 2

– PSDC

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Aluisio Mendes (MA)

Total de mudanças: 1

– PSL

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Macedo (CE)

Total de mudanças: 1

– PSOL

Toda a bancada (Chico Alencar-RJ, Edmilson Rodrigues-PA, Ivan Valente-SP e Jean Wyllys-RJ) votou “não” em 26/05, mas decidiu pela obstrução de pauta em 27/05.
Total de mudanças: 4

– PTC

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Uldurico Junior (BA)

Total de mudanças: 1

– PTdoB

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Luis Tibé (MG)
Pastor Franklin (MG)

Total de mudanças: 2

– PTN

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Bacelar (BA)

Total de mudanças: 1

– PV

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Dr. Sinval Malheiros (SP)
Penna (SP)
Sarney Filho (MA)
Victor Mendes (MA)

De “sim” (26/05) para “não” (27/05):
Evair de Melo (ES)

Total de mudanças: 5

– SOLIDARIEDADE

De “não” (26/05) para “sim” (27/05):
Augusto Carvalho (DF)
Elizeu Dionizio (MS)

Total de mudanças: 2

– Votaram “não”, sem nenhuma mudança individual, tanto no dia 26 quanto no dia 27:

PCdoB, PPS e PT (com uma abstenção em ambos os dias)

– Votaram “sim”, sem nenhuma mudança individual, tanto no dia 26 quanto no dia 27:

PEN e PTB
(Veja aqui a votação completa do dia 26/05 e aqui a do dia 27/05)
Pacatuba Em Foco: Financiamento empresarial: conheça os deputados qu...: Numa virada total do que já havido sido aprovado e depois de várias acusações de manobra por parte do presidente da Casa, Eduardo Cunha (...

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Registro Civil Nacional é passo histórico para facilitar a vida das pessoas com identidade única » Blog do Planalto

Quinta-feira, 28 de maio de 2015 às 19:44

Registro Civil Nacional é passo histórico para facilitar a vida das pessoas com identidade única


O Projeto de Lei que institui o Registro Civil Nacional é um passo histórico para que cada cidadão brasileiro ou naturalizado tenha um único número de identificação, ao qual estarão associados todos os demais documentos de identificação individual, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (28), ao encaminhar o documento à análise do Congresso Nacional.
A presidenta enfatizou que é preciso descomplicar a vida das pessoas e tornar mais simples e transparente a relação delas com o Estado. “O Estado tem dever ser mais eficiente, adotando todos os recursos tecnológicos disponíveis para atender bem o cidadão. O Registro Civil Nacional será instrumento fundamental para atingirmos esses objetivos”, reiterou.
Dilma assina mensagem que encaminha ao Congresso projeto de lei que institui Registro Civil Nacional
Dilma assina mensagem que encaminha ao Congresso projeto de lei que institui Registro Civil Nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho.
Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Antonio Dias Toffoli, ela destacou que a medida trará uma extraordinária mudança na vida cotidiana dos brasileiros. “Quem não sonha em sair de casa carregando apenas um documento, em vez de ser obrigado a andar com vários deles na sua carteira ou na sua bolsa? Quem não gostaria de fechar uma transação comercial, resolver uma pendência financeira, abrir uma conta ou até registrar um imóvel apenas com a apresentação de um documento?”, exemplificou.
Aliás, outra razão muito importante para valorizarmos esse projeto de lei, acrescentou a presidenta, é que Registro Civil Nacional nasce de uma parceria entre Poder Executivo e o Poder Judiciário, representado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Essa parceria contou com a decisiva iniciativa, o empenho, e a determinação do ministro Dias Toffolli”, disse.
Desde a eleição passada, o TSE já tinha iniciado a coleta das informações biométricas dos eleitores, para aprimorar seus sistemas e controles do processo eleitoral. Agora, esses dados serão utilizados como base para o Registro Civil Nacional. “Nós vamos somar recursos humanos e financeiros para, finalmente, viabilizar a criação de um único número de identificação. Um excelente exemplo da relação independente e harmônica, preconizada por nossa Constituição para os poderes”. Ela acrescentou que o projeto de lei será encaminhado ao Congresso e, portanto, é uma parceria dos três poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
A presidenta Dilma falou sobre a rapidez e a confiabilidade dos sistemas usados pelo tribunal. “É sempre bom lembrar o orgulho que nós temos, aqui no Brasil, de votar. E voto dado é voto apurado, é voto rapidamente apurado. Em alguns países, inclusive desenvolvidos, as eleições exigem muito mais tempo para apresentarem os seus resultados. Nós temos orgulho desse sistema. E ele agora serve de base para um grande passo no processo de desburocratização, simplificação do Estado brasileiro”.
O Poder Executivo, por sua vez, é responsável pelo desenvolvimento, armazenagem dos dados biográficos dos cidadãos, parte dos quais reunidos no atual Sistema Nacional de Registro e Identificação Civil. “Nós vamos integrar as duas base de dados e criar uma única, para o Registo Civil Nacional, à qual será assegurado acesso recíproco”.
A implementação e a gestão desse processo serão feitas por um comitê composto por representantes dos dois Poderes, de forma paritária. Essa cooperação permitirá acelerar os processos que vinham sendo implementados pelos dois Poderes de forma isolada, com inevitáveis sobreposições e duplicidades. Permitirá, por isso, racionalizar o uso dos recursos públicos, aumentar a segurança dos dados e oferecer serviços públicos mais céleres e eficientes.
Dilma Rousseff recordou ainda que o Registro Civil Nacional vem evoluindo a partir de várias iniciativas do governo. “Em fevereiro deste ano nós lançamos aqui, no Palácio do Planalto, o Bem Mais Simples Brasil. E o propósito do Bem Mais Simples Brasil era simplificar e desburocratizar a relação do Estado brasileiro com os cidadãos, com as empresas, enfim, simplificar. Nós nos propusemos, então, a ajustar processos e procedimentos para que o cidadão, na esfera individual ou empresarial, fosse tratado como único que é, abolindo os vários números, os vários guichês que hoje representam o Estado brasileiro”.
Imprima:Imprimir


Posts Relacionados

Registro Civil Nacional é passo histórico para facilitar a vida das pessoas com identidade única » Blog do Planalto

Sartori apresenta projeto de lei para privatizar ensino público gaúcho | Rachel Duarte

Sartori apresenta projeto de lei para privatizar ensino público gaúcho

Governador José Ivo Sartori na abertura do ano letivo. Foto: Palácio Piratini
Governador José Ivo Sartori na abertura do ano letivo. Foto: Palácio Piratini
Tramita desde o começo de abril, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS), projeto de lei do governador José Ivo Sartori (PMDB) que estabelece Parcerias Público-Privadas (PPPs) na educação pública gaúcha. O PL 103\2015 está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda parecer do deputado estadual Ciro Simoni (PDT). Se aprovada, a nova legislação irá flexibilizar a gestão das escolas da rede estadual com a iniciativa privada.
A intenção do governo Sartori é criar o programa “Escola Melhor: Sociedade Melhor” que prevê ‘alcançar contribuições financeiras para a melhoria da qualidade do ensino da rede pública Estadual’. As pessoas físicas ou jurídicas podem doar materiais didáticos, fazer reformas físicas e investir em infraestrutura tecnológica (wi-fi, notebooks). Podem também fazer intervenções pedagógicas por meio de palestras e ‘outras em acordo com a direção e Conselho Escolar’. Em contrapartida, podem fazer publicidade e propaganda das suas iniciativas nas escolas.
A proposta é vista como uma privatização do ensino público pelo segundo vice-presidente do Cpers, Luiz Veronezi.“O governo tem dito que é um projeto que não divide a responsabilidade com as empresas, apenas uma permuta de investimento por publicidade. Mas a educação é investimento e não gasto. Repassar à iniciativa privada qualquer possibilidade de gestão é mudar o sentido da educação pública”, afirma.
O estado tem que ser responsável e garantir o direito constitucional de acesso à educação de qualidade. No entanto, os déficits financeiros e dívidas públicas tem levado os agentes públicos a optarem pelas Parcerias Público-Privadas (PPPs) em várias áreas. No caso da educação, a primeira escola construída pela iniciativa privada foi inaugurada pela Prefeitura de Minas Gerais.
Receita Yeda Crusius de governar
Ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) e a ex-secretária estadual de Educação, Mariza Abreu que também foi secretária no governo de Caxias do Sul.
Ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) e a ex-secretária estadual de Educação, Mariza Abreu que também foi secretária no governo de Caxias do Sul.
No Rio Grande do Sul, parcerias com instituições privadas foram ensaiadas no governo de Yeda Crusius (PSDB). Em 2006, a ex-governadora lançou o projeto “Jovem de Futuro – Qualidade Total no Ensino Médio”, uma parceria firmada entre o governo gaúcho e o Instituto Unibanco. O programa foi implantado em 25 escolas exclusivamente de Porto Alegre e Região Metropolitana, escolhidas pelo governo e pelo banco. A instituição financeira repassava anualmente R$ 100 por aluno regularmente matriculado. A justificativa dada por Yeda Crusius na época foi que o projeto ‘contribuiria para a melhoria do atendimento educacional oferecido nas escolas’.
“Algumas escolas foram ajudadas nesta época, mas em outras, ocorreram problemas porque a empresa queria dar a linha para a escola. Isso é obrigação da escola. Não é a lógica do mercado que rege o ensino. Não formamos cidadãos para mão de obra barata. A escola é espaço de aprendizagem e de cidadãos críticos. O Sartori está repetindo a receita da Yeda com a Agenda 2020 em que a Gerdau e outras empresas norteavam a governança do estado. Isto já nos mostrou que é uma experiência que pouco contribui para o desenvolvimento”, critica o segundo vice-presidente do Cpers, Luiz Veronesi.
O governo de José Ivo Sartori herdou do governo Tarso Genro um total de 1.494 escolas reformadas nos últimos quatro anos. O contencioso de 1.000 reformas não realizadas por governos anteriores também foi atualizado no governo Tarso. No entanto, o esperado Plano de Necessidade de Obras (PNO) que garantiria a reforma de 388 escolas só conseguiu concluir 11 delas até o final de 2014. Outros 128 projetos em elaboração poderiam ser feitos se o governo estadual obtivesse novas fontes de financiamento.
“O modelo neoliberal na educação com o auxílio de empresas para obras é arriscado por que desobriga o estado a investir e facilita o descaso com a coisa pública. Tivemos uma experiência no Chile com a iniciativa privada na educação pública que teve um crescimento e depois decaiu. O problema financeiro, alegado pelo governo atual só existe da porta do Palácio para fora, porque do Palácio para dentro aprovaram o aumento dos próprios salários já nos primeiros atos de governo”, critica o vice-presidente do Cpers.
A experiência internacional com as PPPs
Bandeira de diversos gestores quando candidatos, a educação pública de qualidade tem colaboração direto da iniciativa privada em diversos países. Segundo estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o Tribunal de Contas da União (TCU) as experiências na Inglaterra, Irlanda e Portugal foram consideradas positivas devido à expertise destes países com sistemas de controle e nas parcerias com o terceiro setor.
Conforme pesquisa realizada pelo próprio Tesouro do Reino Unido indicou que 80% dos usuários de serviços entregues nestes países por meio de PPPs estão sempre ou quase sempre satisfeitos. Outro relatório, publicado em 2002, indicou que 76% desses projetos foram entregues em tempo e/ou antecipados. As pesquisas relataram também que 78% dos projetos permaneceram nos limites do orçamento público.
No entanto, controvérsias suscitaram debates calorosos nestes países ao longo da implantação das PPPs. Antes do fim dos anos 80, o aumento das despesas do governo britânico, por exemplo, coincidiu com a diminuição dos gastos públicos essenciais, sugerindo que os necessários investimentos no setor público haviam sido substituídos pelas PPS.
Sartori apresenta projeto de lei para privatizar ensino público gaúcho | Rachel Duarte

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Câmara volta atrás e aprova financiamento privado de campanhas - Notícias - Política

MAIS UM GOLPE BAIXO E TRAIÇOEIRO DO BERLUSCUNHA



Câmara volta atrás e aprova financiamento privado de campanhas

Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília
 Ouvir texto
 
0:00
 Imprimir Comunicar erro
  • Ed Ferreira/Folhapress
    27.mai.2015 - Deputados continuam a votação sobre itens da reforma política nesta quarta-feira (27), entre os temas discutidos está o financiamento público de campanha
    27.mai.2015 - Deputados continuam a votação sobre itens da reforma política nesta quarta-feira (27), entre os temas discutidos está o financiamento público de campanha
Após bate-boca entre deputados nos microfones do plenário, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), a proposta que inclui na Constituição Federal a doação de empresas privadas a partidos políticos. A proposta foi aprovada por 330 votos a favor, 141 votos contra e uma abstenção.
A aprovação do financiamento privado de campanha aconteceu após uma manobra executada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que contou com o apoio de partidos de oposição, entre eles o PSDB.
A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma política começou a ser votada nesta semana. Na última terça-feira (26), o plenário rejeitou uma propostaque incluía na Constituição a permissão para que empresas fizessem doações para candidatos e partidos.
Segundo o PT, PCdoB e PSOL, existia um acordo entre as legendas prevendo que se a proposta fosse apreciada, outros projetos sobre financiamento não seriam levados a votação. O presidente da Câmara chegou a declarar que as outras propostas estariam "prejudicadas", ou seja, não seriam votadas, mas nesta quarta-feira, Cunha, que defende o financiamento privado de campanha, voltou atrás. 
Nesta quarta-feira, com o apoio de deputados da oposição e do PMDB, Cunha costurou um novo acordo para que pudessem ser votadas outras propostas de modelo de financiamento de campanha.
O "fruto" desse acordo foi uma proposta apresentada pelo deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP) determinando que: empresas privadas só podem doar para partidos políticos e não para candidatos; além de receber doações de empresas privadas, os partidos também podem receber doações de pessoas físicas; candidatos só podem receber doações de pessoas físicas; os limites das doações de pessoas físicas e jurídicas deverão ser regulamentados por lei.
A principal diferença entre o texto rejeitado na última terça-feira e o aprovado nesta quarta-feira é que o texto rejeitado ontem permitia que empresas privadas doassem tanto a partidos quanto a políticos. No texto aprovado nesta quarta-feira, porém, empresas só podem doar a partidos.
Na prática, o texto aprovado nesta quarta-feira pouco altera o sistema de financiamento de campanha em vigor, mas tem um impacto significativo junto ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A Corte julga, desde o ano passado, uma ação de inconstitucionalidade movida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que pede o fim das doações de empresas privadas para campanhas eleitorais. Seis dos 11 ministros já se posicionaram a favor da proibição das doações privadas. Caso a proposta aprovada nesta quarta-feira entre em vigor, as doações passam a ser consideradas "constitucionais" e o julgamento do STF, paralisado por um pedido de vistas feito pelo ministro Gilmar Mendes, deverá ser revisto.
O financiamento privado de campanha é visto por analistas políticos como uma das "portas" para a corrupção. Em 2014, por exemplo, empresas investigadas pela operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos públicos da Petrobras,doaram R$ 98,8 milhões às campanhas presidenciais de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).
Ao falar sobre doações feitas por empresas a campanhas, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos principais delatores da operação Lava Jato, disse que as empresas que doam a campanhas políticas buscam recuperar o valor por meio de contratos. "Não existe almoço grátis", disse Costa
Ainda nesta quarta-feira, a Câmara dos Deputados rejeitou a proposta que previa o financiamento de campanha 100% público. A proposta, apresentada pelo deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e inicialmente apoiada pelo PT, foi rejeitada por 343 votos contra, 56 votos a favor e 58 abstenções.
Na última terça-feira (26), os deputados rejeitaram a proposta que previa a mudança do sistema eleitoral no Brasil do atual proporcional com lista aberta para o chamado "distritão". Atualmente, os votos para cargos legislativos (exceto o Senado) são direcionados às legendas. Quanto mais votos a legenda consegue, mais parlamentares ela consegue eleger.
No modelo chamado distritão, defendido por Cunha, Estados e o Distrito Federal seriam transformados em "distritos eleitorais" e os candidatos eleitos seriam os que obtivessem o maior número de votos, da mesma forma que prefeitos, governadores, presidentes e senadores são eleitos".

Veja também

Câmara volta atrás e aprova financiamento privado de campanhas - Notícias - Política

Altamiro Borges: "Reforma Cunha" e o poder da grana

terça-feira, 26 de maio de 2015

"Reforma Cunha" e o poder da grana

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

"Pior do que está não fica" era o slogan da primeira campanha do palhaço Tiririca a deputado federal, em 2010. Não só fica pior, como estamos vendo a cada dia, mas agora também corremos o risco de ter um parlamento cheio de Tiriricas, se for aprovada a "Reforma Cunha", que entra em discussão e votação nesta terça-feira na Câmara.

Insatisfeito com os resultados da Comissão Especial, que ele mesmo montou há três meses, para apresentar um projeto de reforma política, o presidente Eduardo Cunha, também conhecido como D. Eduardo I e Único, o imperador autoproclamado, nem esperou pelo relatório. Mandou jogar tudo fora, cancelou a sessão e resolveu levar a discussão diretamente para o plenário.

Com bancadas temáticas suprapartidárias sob o seu comando, que na prática já estão acabando com os partidos, Cunha controla perto de 300 votos, e precisa de apenas mais oito (60% do total de 513) para aprovar o que quiser.

Muitas propostas vão entrar em discussão, mas para o imperador do PMDB duas são prioritárias:

* Criar o "Distritão", sistema eleitoral pelo qual se elege apenas o deputado mais votado nas regiões em que serão retalhados os Estados e acaba com os votos na legenda. Partidos à parte, basta escolher um Tiririca bom de voto em cada distrito e despejar nele todos os recursos financeiros disponíveis. Programas partidários, compromissos ideológicos e os votos nos outros candidatos são simplesmente jogados no lixo.

* Manter o financiamento empresarial de campanhas, que permitiu a Cunha não só se eleger com folga, como também ajudar outros candidatos que hoje formam sua bancada particular suprapartidária. É a questão central da reforma política, pois mantém o mesmo sistema atual, que permite ao poder econômico formar suas bancadas temáticas, e está na raiz de todos os esquemas de corrupção vigentes no país. Já proibido por ampla maioria no STF, o financiamento privado só continua em vigor porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas e não devolveu o processo, à espera da reforma de Cunha, que pode aprovar a inclusão das doações privadas na Constituição.

A "Reforma Cunha" faz parte das suas "promessas de campanha" para se eleger presidente da Câmara, que incluem a construção de um novo anexo orçado em R$ 1 bilhão, com direito a shopping e tudo para o melhor conforto das excelências. O único objetivo desta turma é preservar seus interesses e, se possível, facilitar suas reeleições futuras, em parceria com o poder da grana. É o baixo clero no poder que, na hora de votar, só se faz uma pergunta: o que é melhor para mim?

Fora do baixo clero (ainda existe o alto clero?), agora liderado por Cunha, sobraram muito poucos. Uma das raras exceções é o deputado fluminense Chico Alencar, do pequeno PSOL, que fez parte da Comissão Especial, e assim resumiu a ópera bufa:

"O que se pretende, na verdade, é fazer uma contrarreforma que assegure a constitucionalização do financiamento empresarial dos partidos".

Ou seja, na melhor das hipóteses, vai continuar tudo como está, à espera do próximo escândalo de corrupção. O país clama, há décadas, por uma profunda reforma política-partidária-eleitoral, mas desse congresso nada se pode esperar de bom. O que for aprovado lá é para melhorar a vida dos próprios parlamentares, não do povo que os elegeu. O abismo entre representados e representantes só aumenta.

Por isso mesmo, a direção da Câmara dos Deputados ignorou solenemente as milhões de assinaturas das propostas populares em defesa de uma reforma política democrática que foram apresentadas, desde o ano passado, pelas principais entidades da sociedade civil organizada.

E assim vamos que vamos.
Altamiro Borges: "Reforma Cunha" e o poder da grana

Ciência e Luta de Classes 10

Ciência e Luta de Classes 10

Nessa Edição:

 - Editorial.

 - A Crise Organica do Capital: O Valor, A Ciência e a Educação - Aluisio Pampolha Bevilaqua.
 - Estado e Especulação - Theotonio dos Santos.
 - A Nova Etapa do Imperialismo: A Transição do Capitalismo ao Socialismo - Lincoln de Abreu Penna.
 - A Integração Regional como Estratégia de Política de Estado do Brasil na Geopolítica Internacional - Sérgio Sant'Anna.
 - Experiência Pedagógica no Progressismo Desenvolvida em 1969 na Ilha de Paquetá - José Augusto Di Jorge Vasconcellos.
 - Homens Plenos, Sem Enigmas - Fábio Fernandes Villela.
 - A Produção de Telejornais e Telenovelas em Tempos de Crise do Capital - Antonio Cícero Sousa.
 - Série Cinema e Sala de Aula: Lotman. "Argo" e "Ghost Army": Guerra e Cinema Através do Conceito de Semiosfera - Wilson Ferreira.
 - Conto: O Espelho - Esboço de Uma Nova Teoria de Alma Humana - Machado de Assis.
 - Entrevista: Silvio Tendler.
 - Documento: Entrevista com George Jackson.
Ciência e Luta de Classes 10

A luta dos mexicanos pelo petróleo | GGN

Enviado por Jota A. Botelho
Da Carta Maior


Lázaro Cárdenas del Río - Presidente do México, 1934-1940

'Los Nuestros': Cárdenas e o México dos nossos amigos

O filme não tem um fim feliz. Mostra a desnacionalização do projeto cardenista e a perda do controle dos recursos naturais do México.

Por Léa Maria Aarão Reis

Há três meses o canal de televisão Telesur estreou, com grande sucesso, uma série de excelentes documentários realizados pelo conhecido historiador, jornalista e escritor mexicano, Francisco "Paco" Ignácio Taibo, com o sugestivo título Los Nuestros. Vale assisti-los nesta semana em que o país amigo, cuja história política é pouco conhecida dos brasileiros – exceto suas belezas turísticas e naturais –, está sendo visitado pela presidente Dilma Rousseff em viagem de estado, na qual é acompanhada de uma comitiva de empresários para reforçar e estreitar laços comerciais.

Os temas de Taibo são frutos de pesquisas preciosas da vida e da militância revolucionária da esquerda no México. John Reed, mitológico jornalista americano que se envolveu na grande revolução do país de 1910. O escritor Rodolfo Walsh. Antonio Holmes, defensor apaixonado de Cuba. O poeta salvadorenho Roque Dalton quando esteve exilado no país.

Mas os dois primeiros capítulos da série de "Paco" Taibo esmiúçam um importante momento do governo de um legendário presidente do México (1934-1940), o estadista Lázaro Cárdenas, ao expropriar, em março de 1938, as companhias petrolíferas estrangeiras sediadas no país. Trata-se de um doc especialmente instrutivo para todos. Mas, em especial para quem vai ao México fazer negócios.
O filme relembra os dias históricos do então altivo país. Na época ele reafirmava sua soberania ao desafiar poderosos grupos do norte – Califórnia Standard Oil, Pemex, o Canadá e o governo americano entre dezenas de outros. Então, a liderança de Cárdenas se destacou criando a estrutura do Partido Revolucionário Institucional, o PRI; realizou uma reforma agrária efetiva, planejada por Zapata, e nacionalizou os recursos do subsolo - em especial do petróleo. Cárdenas criou o primeiro sindicato de petroleiros do Golfo.
"Vamos ter que resolver a questão do petróleo", costumava dizer aos seus auxiliares e ministros, antes de 38, quando resistia à chantagem das petroleiras de fora que, não respeitando decisões desfavoráveis a elas, da Suprema Corte do país, retiraram todos os fundos dos bancos mexicanos como forma de pressionar o governo. Em seguida, Cárdenas se comprometeu com Washington a pagar os 'prejuízos' pela nacionalização do petróleo e convocou a população a uma gigantesca operação nacional de coleta para saldar a 'dívida' do governo.
Cárdenas, como é registrado no doc, ampliou a educação popular de massa e o crédito agrícola às cooperativas de aldeãos; apoiou a indústria nacional e o comércio. Tornou o México conhecido como refúgio oficial de perseguidos políticos daqueles anos e criou confederações para representar camponeses e trabalhadores.
"Ele procurou criar um ambiente nacional de consciência da nossa identidade", diz um personagem entrevistado nesse capítulo de Los Nuestros.
O filme não tem um fim feliz. Mostra a desnacionalização do projeto cardenista e, na raiz das políticas neoliberais, a perda do controle dos recursos naturais do México, hoje um país acuado pelo narcotráfico e no qual 40 mil pessoas morreram, de forma violenta, nos últimos dois anos e meio.
Mas há dois recados desse documentário.
O primeiro, de alerta: "Governos fortes não remam contra as mobilizações populares; são sempre a favor delas", é o que diz um dos entrevistados a propósito de como o presidente-estadista mexicano costumava se posicionar.
O segundo, de esperança: informa Taibo que, depois de entrevistar vários cidadãos comuns caminhando pelas ruas, percebe que talvez esteja surgindo uma tendência inesperada entre os jovens mexicanos. A de resgatar a força, a firmeza e a magia do governo de Cárdenas. Oxalá.

*A série Los Nuestros pode ser vista no portal da Telesur:



Créditos da foto: reprodução
___




A luta dos mexicanos pelo petróleo | GGN