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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Diário do Centro do Mundo » Por que a desigualdade de renda aumentou nos países ricos e caiu no Brasil, segundo um novo estudo

desigualdade de renda
Publicado na BBC Brasil.

A desigualdade de renda continua aumentando nos países ricos, mas caiu na América Latina na última década, afirma um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado nesta quinta-feira.
“Ao longo das últimas três décadas, a desigualdade de renda aumentou na maioria dos países da OCDE, atingindo em alguns casos altas históricas”, diz o relatório In it together – Why less inequality benefits all (Juntos nisso – Por que menos desigualdade beneficia a todos, em tradução literal).
Hoje, nos países da OCDE, os 10% mais ricos ganham 9,6 vezes mais do que os 10% mais pobres. Nos anos 80, a proporção era de sete vezes mais e, na década de 2000, de 9,1.

A partir de meados dos anos 2000, as desigualdades de renda também aumentaram em grandes economias emergentes, como China, Rússia, Indonésia e África do Sul.
Já a maioria dos países da América Latina, “particularmente o Brasil”, vem reduzindo, desde o final dos anos 90, as diferenças de renda, afirma a organização.
A OCDE, que reúne 34 países, a grande maioria economias industrializadas, ressalta, no entanto, que a queda na desigualdade de renda na América Latina desacelerou a partir de 2010.
“A trajetória da América Latina contrasta com as dos países da OCDE, onde a desigualdade de renda tem aumentado desde o início dos anos 80″, disse à BBC Brasil Horácio Levy, analista de políticas sociais da organização.

“Houve, a partir do início dos anos 2000, uma queda generalizada da desigualdade na América Latina. Essa redução não ocorreu de forma tão acentuada em outras regiões”, diz Levy.
“Dessa vez o bolo cresceu, com o crescimento econômico, e foi melhor dividido. É um fato novo na realidade latino-americana”, afirma o analista.

Gini

O atual coeficiente Gini – indicador que mede a desigualdade de renda e que vai de 0 a 1 (quanto mais alto, maior é a desigualdade) – na média dos países da OCDE é de 0,32. O do Brasil é 0,55. O do México é 0,48 e, o do Chile, 0,51.
Segundo dados da OCDE, o coeficiente Gini médio de 22 países da organização em meados dos anos 80 era de 0,29. Ou seja, houve um aumento de quase 11% no índice, o que implica crescimento da desigualdade.
No Brasil, o coeficiente Gini passou de 0,6 em meados dos anos 90 para 0,55, uma queda de cerca de 8%.

O aumento das desigualdades de renda nos países desenvolvidos já havia sido destacado pelo economista francês Thomas Piketty em seu livro O Capital no Século XXI, que se tornou um best-seller internacional.
A OCDE afirma que a desigualdade de renda nos países ricos não aumentou apenas em períodos de crise, mas também durante “bons momentos econômicos”, com crescimento.
“O aumento da desigualdade está tão profundamente incorporado em nossas estruturas econômicas que será difícil reverter isso”, afirma o estudo, o terceiro sobre o tema realizado pela organização desde 2008.

Mudanças no mercado de trabalho

Um dos principais fatores que explicam o aumento da desigualdade nos países da OCDE são as mudanças ocorridas no mercado de trabalho, decorrentes da globalização, de avanços tecnológicos e de reformas regulatórias.
Pessoas qualificadas em setores com alta demanda, como tecnologia da informação ou finanças, tiveram aumentos substanciais dos ganhos, diz o relatório.
Já os empregos com baixa qualificação, que sofreram a concorrência direta de países emergentes com mão de obra bem mais barata, não tiveram o mesmo ritmo de evolução.

“O perfil da demanda de trabalho mudou muito nos países da OCDE nos últimos 30 anos. As pessoas com maior nível de formação conseguiram se adaptar e manter a qualidade do emprego”, disse Levy à BBC Brasil.
“Os empregos pouco qualificados foram os mais penalizados. A diferença salarial entre trabalhadores mais qualificados e os com menor nível de formação aumentou muito nos países desenvolvidos”, diz o analista.
Além disso, a crise financeira a partir de 2008, seguida pela crise econômica, aumentou o desemprego em vários países. Hoje, nos países da OCDE, um terço dos empregos são temporários ou de meio período.
Na América Latina, o principal fator que explica a redução das desigualdades é justamente a diminuição das diferenças salariais entre trabalhadores com alto e baixo nível de formação, o que ocorreu, afirma o estudo, em razão do maior acesso à educação nesses países.
“Os gastos na área de saúde e educação também aumentaram, o que teve impacto importante na redução das desigualdades na região”, diz o analista da OCDE.
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Diário do Centro do Mundo » Por que a desigualdade de renda aumentou nos países ricos e caiu no Brasil, segundo um novo estudo

Cientistas políticos chamam distritão de “aberração institucional”

Os mais importantes cientistas políticas do Brasil elaboraram um documento contra o distritão, sistema de voto defendido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Os especialistas definem o modelo como “aberração institucional”

distritão eduardo cunha reforma política
Defendido por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ‘distritão’ é aberração institucional, garantem especialistas (divulgação)
60 cientistas políticos do Brasil se reuniram em um documento contra o distritão, sistema de voto defendido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), na reforma política. Os mais importantes especialistas da área do país elaboraram um abaixo-assinado que será enviado para Cunha na sexta-feira. O próprio relator da comissão especial da Câmara para a reforma política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), é contra o modelo.
A iniciativa começou com um professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e logo ganhou apoio de nomes de peso, como Fabiano Santos (IESP-UERJ) e Maria Hermínia Tavares de Almeida (USP), ambos ex-presidentes da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), o atual presidente da instituição, Leonardo Avritzer (UFMG), e Claudio Couto, da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Os especialistas definem o distritão como “aberração institucional”. Para eles, o modelo exalta o personalismo dos candidatos, encarece a campanha (o que pode aumentar o financialmente ilegal) e transforma os partidos em meras siglas de registro de candidaturas, enfraquecendo a democracia.
“Eu iniciei esse movimento porque não conheço um colega da área que seja favorável a esse modelo. O distritão é uma aberração, isso é uma unanimidade na área. Prova disso é que já temos mais de 60 assinaturas no documento”, afirma o professor da Unir João Paulo Viana, que faz doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp).
Couto também chama o distritão de “aberração”. Para ele, o modelo fragiliza os partidos políticos e elevará os custos da campanha, além de ser um sistema que deixará sem representação os eleitores que votarem em candidatos não eleitos.
“O distritão exacerba as tendências ao personalismo já presentes em nosso processo político, tornando dispensáveis as identidades partidárias e levará aos píncaros os custos de campanha, pois cada candidato, para ser eleito, precisará ainda mais do que hoje percorrer todo o estado em busca de votos, criando comitês em todos os lugares possíveis, para o que somas vultosas serão necessárias. Nem é preciso dizer que isto aumenta a tentação do financiamento ilegal de campanha”, explica o professor da FGV.
Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor do Departamento de Gestão Pública da FGV, concorda com Couto. Para ele, o projeto de reforma política busca, de maneira equivocada, por fim as eleições proporcionais para vereadores e deputados, o que pode aumentar ainda mais as disfunções relativas ao modelo atual de financiamento de campanha e os problemas do atual sistema partidário.
“Com o fim do voto de legenda e a utilização da simples ordem classificatória geral como fórmula para distribuir as cadeiras, o distritão vai aumentar ainda mais a dependência dos candidatos em relação aos seus financiadores de campanha e pode ampliar o estímulo a negócios escusos com o dinheiro público como os que estão sendo revelados pela operação Lava Jato e, também, vieram a público no chamado escândalo do Mensalão. Adiciona-se,ainda, o potencial de tal proposta para fortalecer o personalismo e a presença de oligarquias regionais que dominam algumas máquinas partidárias e controlam meios de comunicação locais que normalmente são utilizados na construção ou desconstrução de candidaturas”, ressalta Teixeira.
Leia a seguir a carta enviado pelos especialistas a Eduardo Cunha.
Cientistas políticos e sociólogos se posicionam contra a possibilidade do “distritão”
Ao Excelentíssimo Senhor Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Presidente da Câmara dos Deputados (Brasília, DF)
Nós, estudiosos da ciência política brasileira, vimos por meio desta manifestar posição contrária à adoção do modelo de sistema eleitoral denominado “distritão”, que será objeto de votação no plenário da Câmara dos Deputados, no dia 26 de maio de 2015.
A introdução do distritão nas eleições para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores representará um verdadeiro retrocesso institucional. Com o fim do voto de legenda e da transferência de votos dentro das agremiações partidárias, os candidatos correrão por conta própria, a título individual, enfraquecendo os partidos políticos e potencializando o personalismo na corrida eleitoral. Além disso, diferentemente do atual modelo, milhões de votos serão jogados fora, visto que somente serão válidos os votos dos eleitos.
Ao que tudo indica, o distritão acarretará o aumento dos custos das campanhas eleitorais, pois, sem incentivo algum para a cooperação dentro dos partidos, os candidatos necessitarão de maior exposição individual. Ademais, facilitará o renascimento de oligarquias regionais e contribuirá para a diminuição da qualidade da representação política, ao proporcionar maiores condições de vitória a concorrentes sem experiência parlamentar.
Se a necessidade de uma reforma política surge do diagnóstico de que os partidos são frágeis, a adoção do distritão parece ter como objetivo fragilizá-los ainda mais, interessando a certos segmentos da classe política profissional, em particular àqueles com maior facilidade para dispor de vultosos recursos para suas campanhas. Nesse sentido, observamos com preocupação a possibilidade de sua implantação e reiteramos nossa posição contrária à sua propositura.
informações de Agência Globo e Agência Brasil
Cientistas políticos chamam distritão de “aberração institucional”

OCDE - Relatório aponta redução da desigualdade de renda no Brasil





Segundo a OCDE, Brasil mostrou sinais promissores de redução das desigualdades sociais, juntamente com Peru, México, Argentina e Chile
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório nesta quinta-feira (21), em Paris, que apresenta o Brasil como País que mostrou sinais promissores de redução das desigualdades sociais, juntamente com Peru, México, Argentina e Chile. O documento faz uma análise específica da desigualdade em economias emergentes, comparando os resultados com a média dos países integrantes da organização.
De acordo com o estudo, o Brasil conta com um coeficiente de Gini – índice usado para medir a desigualdade de renda de uma nação – de 0,56, menor que os 0,60 apresentados na década de 90. Quanto mais próximo de 1, mais desigual é o país e quanto mais próximo de 0, menos desigual.
Na comparação com outros países latino-americanos, o Brasil é mais desigual que Chile, Argentina, Peru e México. No grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil tem o segundo maior Gini, atrás apenas da África do Sul (0,67).
A tendência de redução registrada na América Latina e Caribe, de acordo com o relatório, contrasta com o aumento da desigualdade na maioria dos países-membros da OCDE, em especial nas nações que adotaram a austeridade fiscal como resposta à crise econômica de 2008/2009. Atualmente, na região analisada, os 10% mais ricos ganham 9,6 vezes mais que os 10% mais pobres. A proporção, que era 7 para 1 na década de 80, passou de 9 para 1, depois do ano 2000.
Para o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, os altos índices de desigualdade atrapalham o crescimento. “As consequências são tanto econômicas quanto sociais”, disse. Segundo o relatório, a disparidade de renda é maior no Chile, México, na Turquia, nos Estados Unidos e em Israel, e menor na Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia e Noruega.
Proteção social e redistribuição de renda
Economias emergentes como o Brasil, segundo o estudo, acertaram ao optar por medidas de reforço da proteção social e de redistribuição de renda para combater a redução da pobreza e da desigualdade.
A ampliação do acesso à educação e o aumento no salário mínimo resultou, no Brasil e em outros países analisados, na redução da desigualdade de renda no trabalho. A diferença salarial entre postos que exigem maior e menor qualificação diminuiu. Além disso, a ampliação dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, por exemplo, contribuíram para promover maior redistribuição de renda e, consequentemente, mais desenvolvimento.
Para reduzir a distância entre ricos e pobres e ampliar o crescimento, o relatório recomenda a promoção de mais igualdade entre homens e mulheres, ampliação do acesso a melhores empregos, mais investimentos em educação e formação e redistribuição de recursos, por meio de transferências de renda. Sugere, ainda, que as economias emergentes avancem nas medidas de formalização da mão de obra e  simplificação do sistema tributário. Citou a implantação do Simples Nacional, pelo Brasil, como exemplo de sucesso.
Fonte:
OCDE - Relatório aponta redução da desigualdade de renda no Brasil

Informação Incorrecta: Os mais ricos do mundo

22 maio 2015

Os mais ricos do mundo

Quem são as pessoas mais ricas do mundo?
E quanto ricas são?  

O relatório da Oxfam, "Riqueza: ter tudo e querer mais" (título simpático, sem dúvida) contém dados chocantes que a imprensa não divulgou (quando divulgou...) de forma suficiente.Em primeiro lugar:
  1. As 80 pessoas mais ricas do planeta possuem tanto quanto a metade dos mais pobres da humanidade.
  2. Durante o período 2009 - 2014, a riqueza das 80 pessoas duplicou, mas a riqueza de 50% da população tem ligeiramente diminuído.
Agora, as fontes: os dados são calculados pela revista Forbes no que diz respeito aos indivíduos mais ricos do mundo, e pelo Credit Suisse Global Wealth Databook (link) no que respeita à distribuição da riqueza global.

Os ricos "esquecidos"

A questão das fontes é um "pormenor" importante, pois existem duas listas deste tipo, uma da revista Forbes e outra de Bloomberg. As duas listas geralmente concordam, mas às vezes há grandes diferenças.

Por exemplo, em Maio de 2015 Forbes mostra o sueco Ingvar Kamprad (o antigo nazi proprietário da Ikea) em oitavo lugar, com 43,1 bilhões de Dólares; mas Bloomberg coloca-o em 497º lugar, com 3,5 bilhões.

Além disso, Forbes exclui os membros das famílias reais e os que considera como "ditadores enriquecido graças à sua posição de poder". Não é claro se Forbes, por exemplo, excluiu Vladimir Putin porque considerado "ditador" ou porque, como afirma Forbes, "Vladimir Putin não está na lista porque não temos sido capazes de demonstrar o seu património de um bilião de Dólares ou mais". 
Esclarece ainda Forbes: 

Nós não incluímos membros de famílias reais, [...] muitas vezes grandes famílias que controlam a riqueza dos seus Países. Isto significa que as ricas famílias reais dos EmiradosEmirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e outros Países do Golfo não são elegíveis para o nosso ranking da riqueza global.
Consequentemente, a lista de Forbes é confiável mas até um determinado ponto: deixa de fora membros de famílias reais que muitas são mais ricas do que qualquer outra presente na lista publicada. Isso significa também que Forbes subestima sistematicamente a riqueza das pessoas que são realmente as 80 mais ricas (e que podem nem aparecer na lista). As 80 pessoas mais ricas do mundo, na verdade, possuem mais riqueza do que a metade dos mais pobres do planeta.
"Quanto" mais? Não sabemos.
Os pobres

As coisas estão melhores com a outra fonte: para calcular a riqueza pessoal em todo o mundo e a distribuição dela temos os dados do Credit Suisse, que é considerado pela maioria como a instituição que publica os resultados mais abrangente sobre este assunto. Chefe da equipa de pesquisa é o economista britânico Anthony Shorrocks, o mesmo que em 1978 introduziu no Coeficiente de Gini (uma medida de desigualdade desenvolvida pelo estatístico italiano Corrado Gini) o Shorrocks Index, que melhora o cálculo da distribuição da riqueza em determinadas situações.

Credit Suisse Global Wealth Databook apresenta uma pirâmide da riqueza global que mostra como o 8,6% mais rico possui uma riqueza 5,8 vezes mais elevadas do que 91.4% dos mais pobres. Uma desigualdade que atinge todo o planeta, como é possível observar nos dados relativos ao Coeficiente de Gini de 2014 (clicar para ampliar!):

 photo 1.png

Uma situação confirmada pelo Credit Suisse Global Wealth Databook. Eis o estados da desigualdade nas economias avançadas e nos Países emergentes (outra vez: clicar para ampliar!):

 photo 2_1.jpg

A lista

E eis portanto a lista das 80 pessoas mais ricas do mundo segundo a revista Forbes: os valores apresentados são em biliões de Dólares.
Como sempre, para ampliar: clicar!:
 photo 3_1.jpg

As diferenças entre esta e a lista de Bloomberg não são substanciais. Trata-se de mais um ou menos um bilião de Dólares, coisa pouca. Os nomes que circulam são sempre os mesmos, pois os critérios seguidos são muito parecidos.

No caso em que o nome do Leitor tenha sido esquecido por alguma razão, façam o favor de contactar-me para que a lista possa ser emendada.


Ipse dixit.

Fontes: Oxfam: Wealth - Having it all and wanting more (ficheiro Pdf, inglês), Credit Suisse Research Institute: Global Wealth Databook 2014 (ficheiro Pfd, inglês), Forbes: The World's BillionaireBloomberg: Today’s ranking of the world’s richest people
    Informação Incorrecta: Os mais ricos do mundo

    Beliscão em bancos atenua ajuste no trabalhador | Brasil 24/7

    Finalmente os bancos levam um pequeno beliscão e vão contribuir com o ajuste fiscal que até agora penalizou apenas os trabalhadores e as empresas produtivas. Com a elevação de 15% para 20% da Contribuição sobre o Lucro Líquido, medida publicada hoje pelo Governo, o setor bancário como um todo contribuirá com algo em torno de R$ 4 bilhões.
    Com as restrições que afetam os trabalhadores, o governo pretendeu uma economia de R$ 18 bilhões, mas as mudanças impostas pela Câmara já causaram uma redução de seis a oito bilhões de reais nesta projeção. Com a medida ainda não votada que reduz o alívio na folha de pagamento, concedido a 56 setores econômicos no primeiro governo Dilma, os cinco bilhões de reais pretendidos devem cair para quatro. O grosso do ajuste virá com os corte orçamentário de R$ 69 bilhões. De modo que a taxação dos bancos é um beliscão. Tanto que até agora não tossiram nem mugiram. Como reclamar se ganharam tanto só neste primeiro trimestre de um ano tão duro?
    Num período de grandes quedas nas bolsas, registros de prejuízos, redução da produção e pedidos de recuperação judicial, especialmente entre empreiteiras atingidas pela Operação Lava Jato, os bancos conseguiram repassar o aumento dos juros para os tomadores de empréstimos e com isso tiveram grandes lucros no primeiro trimestre. Vamos aos números. Os ganhos das 25 maiores empresas do setor financeiro somaram R$ 17,7 bilhões de janeiro a março, um crescimento de 42,8% frente ao ganho de R$ 12,4 bilhões nos mesmos meses do ano passado, segundo balanços divulgados na semana passada.
    O maior deles, o Itaú, lucrou R$ 5,733 bilhões no trimestre –26,8% mais do que no mesmo período de 2014. Bradesco e Santander tiveram ganhos de R$ 4,244 bilhões e de R$ 684 milhões, respectivamente, resultados 23,3% e 32% superiores ao registrado no mesmo período do ano passado. No Itaú, os empréstimos aos consumidores e empresas trouxeram um ganho de R$ 14,092 bilhões de janeiro a março –27,8% mais do que no mesmo período de 2014. O Bradesco também elevou em 13,2% os ganhos com os empréstimos, que subiram de R$ 9,048 bilhões para R$ 10,242 bilhões em relação ao primeiro trimestre de 2014. O Banco do Brasil também anunciou, dia 14, que teve lucro líquido de R$ 5,818 bilhões no primeiro trimestre, 117,3% maior que o obtido no período em 2014.
    Então, finalmente o verdadeiro "andar de cima" entra com alguma contribuição. Resta saber se ela contenta os críticos do ajuste, especialmente os senadores da base aliada, entre os quais os petistas Lindbergh Farias e Paulo Paim, que juntamente com outros oito senadores de esquerda aliados, anunciaram que votarão contra o ajuste e até pediram a cabeça do ministro Levy, levando a presidente Dilma a dizer que ele tem a confiança dela e fica no governo. Os senadores também não se manifestaram até agora.
    Beliscão em bancos atenua ajuste no trabalhador | Brasil 24/7

    CUT - Central Única dos Trabalhadores - CE

    CUT Ceará ajuda a construir Projeto de Lei da Nacionalização da Carreira na CNTE

    22/05/2015

    Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) encerrou nesta sexta-feira (22/5), em Brasília, reunião do Conselho Nacional de Entidades (CNE), com participação da CUT-CE e Sindicato APEOC

    Escrito por: Sindicato APEOC



     
    Debater a proposta dos trabalhadores e trabalhadoras em educação para a formulação do Projeto de Lei da Nacionalização da Carreira. Com esse intuito, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou suas 49 entidades filiadas para a reunião do Conselho Nacional de Entidades (CNE), em Brasília, nesta quinta-feira (21/5), em Brasília-DF. O encontro foi encerrado na sexta-feira (22/5), com a participação da CUT-CE, através de seu secretário geral, Helder Nogueira, que representa o Sindicato Apeoc no CNE. O encontro serviu para iniciar as discussões e formular duas propostas de Projetos de Lei.
     
    Helder Nogueira, secretário geral da CUT-CE, em fala durante o encontro em Brasília (FOTO: Apeoc/Divulgação)
    Helder Nogueira, secretário geral da CUT-CE, em fala durante o encontro em Brasília (FOTO: Apeoc/Divulgação)
    A primeira proposta pretende estabelecer em lei federal as diretrizes nacionais de carreira para os trabalhadores etrabalhadoras em educação. A segunda visa ampliar a definição do piso salarial profissional nacional para todos os profissionais da educação. O professor Helder Nogueira destacou que a valorização dos profissionais da educação deve ser eixo central da efetivação do direito à educação de qualidade no País. “Os trabalhadores e trabalhadoras em educação de todo o Brasil devem consolidar sua luta nacional para garantir o fortalecimento da escola pública com valorização dos seus profissionais.”, salientou.
     
     
    Para o presidente do Sindicato APEOC, professor Anízio Melo, as propostas convergem para a consolidação da Nacionalização da Carreira dos Profissionais da Educação. “A pauta nacional de luta do Sindicato APEOC está consolidada na CNTE. As propostas em debate integram a valorização profissional com a ampliação do financiamento da educação. Precisamos apontar para uma estratégia nacional de luta que garanta a vinculação dos recursos oriundos dos royalties do petróleo e gás para a valorização de todos os profissionais da educação”, destacou.
     
     
    Membros do Sindicato Apeoc representaram o Ceará em Brasília nos dias 21 e 22 de maio (FOTO: Sindicato Apeoc/Divulgação)
    Membros do Sindicato Apeoc representaram o Ceará em Brasília nos dias 21 e 22 de maio (FOTO: Sindicato Apeoc/Divulgação)
    Construção coletiva
    A CNTE definiu que as propostas devem ser debatidas no “Chão da Escola” em todo o País. As duas propostas de projeto de lei devem ser construídas por todos os sindicatos que compõem a nossa confederação. A mobilização deve fortalecer a defesa das propostas no Congresso Nacional. Com as duas propostas, a CNTE visa superar a Lei do Piso, já que esta última define apenas o valor mínimo que o docente deverá receber, contudo não estabelece parâmetros nacionais (interstícios mínimos entre os diferentes níveis de formação) para as carreiras a serem adotadas pelos diferentes entes da federação. 
     
     
    A representante dos funcionários de escola da APEOC na CNTE, Ana Lúcia Medeiros, compreende que a proposta da Nacionalização da Carreira engloba todos os profissionais da educação. “Estamos avançando numa concepção de piso e carreira que reconheça os funcionários de escola.”, afirmou. O representante da APEOC no município de Chorozinho e membro do CNE, professor Alessandro Carvalho, defendeu que a aprovação das diretrizes nacionais de carreira em lei federal será um avanço para garantir que todos os municípios do País valorizem os profissionais da educação. “Vamos combater a fragmentação de mais de cinco mil carreiras profissionais, normalmente achatadas, garantindo através de uma luta nacional a valorização de todos os profissionais da educação.”
    CUT - Central Única dos Trabalhadores - CE

    Prestes A Ressurgir: DOCUMENTÁRIO: Florestan Fernandes - O Mestre

    sexta-feira, 22 de maio de 2015



    Documentário: Florestan Fernandes - O Mestre



    A TV Câmara apresenta o Documentário especial Florestan Fernandes - "O Mestre". O vídeo retrata a vida do engraxate, Garçom, professor, Deputado, constituinte, Que fez da vida Uma Verdadeira aula.


    Prestes A ressurgir: Documentário: Florestan Fernandes - O Mestre : A TV Câmara apresenta o Documentário especial Florestan Fernandes - "O Mestre". O vídeo retrata a vida do engraxate, gar ...

    STJ autoriza corte de ponto de professores grevistas em São Paulo | EBC

    STJ autoriza corte de ponto de professores grevistas em São Paulo

    Criado em 20/05/15 19h28 e atualizado em 20/05/15 19h30
    Por André Richter Edição:Fábio Massalli Fonte:Agência Brasil


    O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Falcão, autorizou hoje (20) o desconto dos dias parados na folha de pagamento dos professores da rede pública estadual que estão em greve. A decisão suspende entendimento da Justiça de São Paulo, que proibiu descontar os dias parados.
    Falcão atendeu a pedido de suspensão de liminar feito pelo governo São Paulo. Os representantes do estado alegaram que não tem recursos para pagar reajuste de 75,33 %, uma das reivindicações dos profissionais. Segundo os advogados, a decisão provoca prejuízo de R$ 23,7 milhões aos cofres públicos e mais R$ 18,9 milhões com pagamento de professores temporários para substituir os grevistas.
    No dia 13 de maio, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Secretaria Estadual da Educação e o governo de São Paulo pagassem multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão. Os professores estão em greve desde o dia 13 de março.
    CREATIVE COMMONS - CC BY 3.0
    STJ autoriza corte de ponto de professores grevistas em São Paulo | EBC

    STJ autoriza corte de ponto de professores grevistas em São Paulo | EBC

    STJ autoriza corte de ponto de professores grevistas em São Paulo

    Criado em 20/05/15 19h28 e atualizado em 20/05/15 19h30
    Por André Richter Edição:Fábio Massalli Fonte:Agência Brasil


    O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Falcão, autorizou hoje (20) o desconto dos dias parados na folha de pagamento dos professores da rede pública estadual que estão em greve. A decisão suspende entendimento da Justiça de São Paulo, que proibiu descontar os dias parados.
    Falcão atendeu a pedido de suspensão de liminar feito pelo governo São Paulo. Os representantes do estado alegaram que não tem recursos para pagar reajuste de 75,33 %, uma das reivindicações dos profissionais. Segundo os advogados, a decisão provoca prejuízo de R$ 23,7 milhões aos cofres públicos e mais R$ 18,9 milhões com pagamento de professores temporários para substituir os grevistas.
    No dia 13 de maio, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Secretaria Estadual da Educação e o governo de São Paulo pagassem multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão. Os professores estão em greve desde o dia 13 de março.
    CREATIVE COMMONS - CC BY 3.0
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    A macabra história da ciência forense | Blog O Aprendiz Verde

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