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sexta-feira, 20 de março de 2015

Nuevo avión permitirá a Rusia desplegar tropas pesadas en cualquier país en 7 horas

Nuevo avión permitirá a Rusia desplegar tropas pesadas en cualquier país en 7 horas

Publicado: 19 mar 2015 17:21 GMT | Última actualización: 19 mar 2015 18:27 GMT
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Rusia será capaz de desplegar sus tropas pesadas en cualquier país en 7 horas Concepto del artista: Alekséi Komarov / Director Técnico: Volga-Dnepr Group
Rusia planea construir una flota de trasportadores aéreos que sería capaz de trasportar una unidad estratégica de armas pesadas formada por 400 tanques de la familia Armata a cualquier lugar del mundo a velocidad hipersónica.
El proyecto de nuevo avión militar de transporte conocido como PAK TA (por sus siglas en ruso) supone que el vehículo pueda volar a una velocidad supersónica de 2.000 kilómetros por hora y contará con una capacidad de carga de hasta 200 toneladas, además de una autonomía de vuelo de 7.000 kilómetros, informa el portal ruso Expert Online.
Según el proyecto del programa PAK TA, los 80 nuevos aviones de carga estarán listos en 2024. Esto significa que dentro de una década el Comando Central de Rusia será capaz de destinar un ejército blindado preparado para la batalla en cualquier lugar en solo siete horas. 
PAK TAConcepto del artista: Alekséi Komarov
Una de las principales tareas del nuevo PAK TA es trasportar tanques de pesadosArmata con diversos equipos militares, sistemas de artillería autopropulsada, complejos de misiles antiaéreos, portadores de misiles tácticos, sistemas antitanques y vehículos de combate.
El tanque T-14 es la joya principal de la familia ArmataYoutube / arronlee33
Una flota de varias decenas de aviones PAK TA será capaz de desplazar 400 tanques pesados Armata o 900 vehículos blindados ligeros como los cazatanques anfibios Sprut-SD.
El cazatanques ruso Sprut-SDRIA Novosti / Vjacheslav Afonin
"Con el desarrollo de una red de bases militares en Oriente Medio, América Latina y el sudeste asiático que se espera completar para 2024, es obvio que Rusia se está preparando para una confrontación militar de escala transcontinental", indica Expert Online.  





Nuevo avión permitirá a Rusia desplegar tropas pesadas en cualquier país en 7 horas

Um escândalo chamado Armínio Fraga - Carta Maior

Um escândalo chamado Armínio Fraga

Funcionário do J.P.Morgan, Fraga é um quadro orgânico ao centro político e financeiro de Wall Street, a grande casamata do neoliberalismo no plano mundial.


Juarez Guimarães

Arquivo

No momento mais difícil de sua campanha, quando Marina aparecia como provável adversária de Dilma no segundo turno e a própria base política, midiática e financeira neoliberal aparecia dividida entre as duas opções, Aécio anunciou Armínio Fraga como seu futuro Ministro da Fazenda. Este gesto, certamente combinado com um esforço de recentralização política do PSDB paulista por parte de FHC, levou Aécio ao segundo turno, acentuando a perda de bases de Marina e fazendo convergir para Aécio a esmagadora maioria dos votos do PSDB em São Paulo. Perguntado se aceitaria participar de um eventual governo Marina, Fraga respondeu peremptório: “sou 100 % Aécio!”

Se com o Banco Itaú e a proposta de “autonomia do Banco Central” Marina oferecia suas cartas ao capital financeiro, Aécio mais que dobrou a aposta: um quadro do J.P.Morgan no governo de toda a macro-economia brasileira. A distância entre o Banco Itaú e o J.P. Morgan é a mesma distância entre a Avenida Paulista e Wall Street.

Este esclarecimento político das classes dominantes e a dinâmica que gerou trouxeram a luta de classes aberta para o segundo turno das eleições presidenciais. O povo brasileiro contra os poderes do mundo?

Internacionalização e internalização

A fórmula acima “o povo brasileiro contra os poderes do mundo” parece simplista a propagandística. Mas revela um movimento político mais profundo, que é preciso captar, explicar e tirar as consequências.

Como já bem observaram Perry Anderson e Emir Sader, há um profundo descompasso entre as derrotas políticas do neoliberalismo no Brasil e as suas vitórias políticas nos EUA e principalmente na Europa. O núcleo programático do PSDB, concentrado na direção política de FHC e seu aparato político-intelectual, alimentou-se deste descompasso para sobreviver e se renovar nestes doze anos fora do poder. O Brasil e a América Latina aparecem fora do movimento ainda dominante na ordem internacional.

Ora, o Brasil é um país que está se movendo da semi-periferia para o centro das configurações do poder mundial, devido ao seu peso geopolítico e as alianças que têm realizado no plano dos chamados Brics. Marco Aurélio Garcia tem chamado atenção para a importância do chamado Banco dos Brics e seu poder de alterar a institucionalidade financeira do mundo, criando alternativas ao FMI e ao Banco Mundial.

Assim, se o J.P. Morgan passa a atuar diretamente e de modo decisivo, com seu poder político de agência, na conjuntura política eleitoral brasileira não é de se estranhar. A internacionalização da projeção da experiência brasileira anti-neoliberal gerou, de modo inverso, uma forte e nova internalização da correlação de forças internacional. 

Armínio Fraga pode e deve ser considerado como o mais internacionalizado quadro formado pelo neoliberalismo brasileiro, combinando de forma muito exitosa cobiça com poder político. Se em 1985 foi economista-chefe do Banco de Investimentos Garantia, nos dois anos seguintes já era vice-presidente do Salomon Brothers em Wall Street. De modo típico, em um mundo em que informação é poder e dinheiro, de 1991 a 1992 Armínio foi diretor do Departamento de Assuntos Internacionais do Banco Central brasileiro. Deste posto estratégico, retornou para um posto chave em Wall Street: por seis anos, dirigiu os fundos de alto risco nos países emergentes do mega-especulador George Soros.

Daí, em meio à grave crise financeira, que levaria o país ao FMI no início do segundo governo FHC, retornou para a presidência do Banco Central em março de 1999. Ninguém melhor do que ele para ser um fiador perante os capitais financeiros especulativos internacionais de que as políticas cambial e monetária seriam inteiramente ajustadas aos interesses neoliberais. Mas a sua carreira política foi interrompida, então, pela vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2002.

Voltou, então, novamente, mais graduado para o mundo da especulação financeira, formando a Gávea Investimentos. Foi este banco especulativo, que geria uma carteira de 10 bilhões de reais, que foi vendido após seis meses de negociação em 2010 para o J.P. Morgan por cerca de R$1,3 bilhões de reais. Armínio recebeu a metade do pagamento pela venda e se comprometeu a trabalhar até 2015 para o J.P. Morgan, quando receberia a segunda parcela. É hoje, então, um funcionário do banco americano J.P. Morgan. Mas quem é mesmo este banco e quais suas relações com a política brasileira?

No centro de Wall Street

Era Emy Shayo, analista do J.P. Morgan, quem mediava a mesa que debatia os cenários das eleições presidenciais realizada em março deste ano com analistas de pesquisas e estrategistas de campanha. Como revelou a Rede Brasil, o tema era como desestabilizar o governo Dilma. Ricardo Guedes (Sensus) apostava em fortes manifestações durante a Copa do Mundo, Mauro Paulino ( Datafolha) em graves problemas de gestão como uma crise de energia ou de fornecimento de água, Antonio Lavareda (MCI, já prestando serviços a Eduardo Campos) trabalhava a idéia da desconstrução de Dilma como gestora eficiente.

Ao que tudo indica, parece ter sido estratégica a visita de FHC no dia 22 de setembro a um encontro com investidores internacionais em Nova Iorque, promovido pelo Banco J.P.Morgan. Ao contrário do que se avaliou à época – a partir dos elogios públicos laterais feitos à candidatura Marina Silva – este movimento já fazia parte de uma recentralização política em torno à candidatura Aécio, como foi formulado no início deste ensaio.

Este banco, que também integra o Instituo Millenium que centraliza a mídia neoliberal no Brasil, emergiu da crise financeira internacional de 2008, com base em uma larga base de clientes, com uma injeção de crédito de bilhões de dólares do Estado americano e com um agressivo perfil especulativo, renovado em seu protagonismo político. É este banco que hoje lidera a resistência política do capital financeiro à adoção da chamada regra Volcker, que pretende interditar a corretagem por conta própria dos bancos e restringir drasticamente as suas atividades no mercado de produtos derivados, devido à sua opacidade e aos riscos elevados destes mercados. Por este regra, os bancos poderiam especular em risco apenas com os fundos dos depositantes que concordassem em compor um fundo separado com tal objetivo.

Aliás, o Banco J. P. Morgan está sendo alvo de processos e investigações do governo americano por ter perdido cerca de dois bilhões de dólares em aventuras especulativas na Grã-Bretanha em 2012. Segundo o New York Times, ”o que importa é que o J.P. Morgan, assim como outros grandes bancos, ainda praticam atividades que podem levar a perdas catastróficas. Se as autoridades não fortalecerem a reforma ( das leis promulgadas depois da crise de 2008), só a sorte pode impedir outro colapso”. O mesmo banco está associado ao escândalo tornado público por uma auto-denúncia do argentino Hernan Arbizu, que operava para o J.P. Morgan no país, e que relatou casos de associação ilícita, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e produção de documentos falsos.

Em julho de 2013, um relatório do J.P. Morgan sobre as dificuldades e resistências aos massacrantes ajustes neoliberais realizados na Europa – em particular em Portugal, Espanha,Itália e Grécia – causou escândalo. O J.P. Morgan acusava a presença nas Constituições destes países, que “mostravam uma forte influência socialista, refletindo a força política que os partidos de esquerda tiveram depois da queda do fascismo”, fatores que dificultavam as medidas impopulares impostas: “executivos fracos: administrações centrais fracas em relação aos poderes regionais; proteção constitucional dos direitos trabalhistas; sistemas de consenso que potenciam o clientelismo político; e os direitos a protestar contra as mudanças indesejadas do status quo político”. Isto é, até a democracia – o direito de protestar – era vista como um estorvo pelo banco. É a mesma linguagem de Armínio Fraga quando diz se sentir “enojado” com a “campanha sórdida” movida pelo PT contra a proposta de “autonomia do Banco Central” e em favor da soberania do presidente democraticamente eleito.

Foi também um executivo do J.P.Morgan, James Glassman, quem fez a recente polêmica pública na imprensa internacional com a nova Encícilica “ Evangelli Glaudium” do papa Francisco que denunciou “uma nova tirania” e “apelou para os políticos para que garantam a todos os cidadãos trabalho, educação e cuidados da saúde e aos ricos que partilhem suas fortunas.” De acordo com o porta-voz do J.P. Morgan, “as economias do mundo estão a fazer mais para curar a pobreza mundial do que quaisquer outros esforços do passado”.

Radicalização do programa neoliberal

Marco Aurélio Garcia chamou justamente a atenção que a linguagem pública de Aécio incluía já um anti-comunismo típico da guerra-fria, através do tema dos médicos cubanos, à diferença da diplomacia do primeiro governo FHC que manteve relações diplomáticas convencionais com Cuba. E, neste sentido, que se vitorioso, Aécio faria um governo ainda mais à direita do que FHC.

A observação é justa com um adendo decisivo: é que o programa neoliberal dirigido por FHC passou por uma viragem forte à direita. Analisamos esta viragem à direita já em 2011, interpretando o seminário “Transição incompleta e dilemas da macro-economia brasileira”, que reuniu Bacha, Malan, André Lara Resende, Gustavo Franco e Pérsio Arida, sob a coordenação do ex-presidente neoliberal, no Instituto FHC. O sentido programático do seminário era exatamente completar a transição definitiva do Estado brasileiro a um padrão neoliberal mais radical e internacionalizado, após a interrupção da Era Lula e do governo Dilma. Ali já se discutia abertamente a necessidade da desorganização da base política estatista do governo Dilma e a criação de uma nova liderança e linguagem política para atrair os eleitores da chamada classe C.

Em síntese, Bacha defendeu que a taxa de juros não pode cair em razão da “despoupança do setor público”, para dar confiança aos investidores privados e atrair investidores internacionais. André Lara Resende propôs a privatização, via mudanças institucionais, do controle público estatal do FGTS, FAT e caderneta de Poupança, o que levaria praticamente ao fim do BNDES e do crédito social da CEF. Gustavo Franco opinou pela criação de um mecanismo que facilitasse a internacionalização da economia, na ausência de conversibilidade da moeda, que permitisse a livre movimentação dos aplicadores nacionais no mercado internacional de capitais. Malan argumentou em favor de um ajuste fiscal sério e duradouro do Estado brasileiro, que implicasse em uma redução forte e estrutural de seus gastos correntes. Pérsio Arida propunha ainda corrigir a “focalização perversa” dos programas sociais do governo Lula ( isto é, sua amplitude), apostando na formação de mercados de seguros de saúde e de previdência para atender aos anseios da emergente classe C.

A radicalidade anti-social do programa neoliberal causou tal impacto a intelectuais tucanos presentes, como Arthur Gianotti e Maria Hermínia Tavares, que fizeram questões à mesa perguntando como ficariam, então, os pobres. A resposta exemplar coube a André Lara Resende: segundo ele, seu pai (Otto Lara Resende) sempre lhe disse que “com bons sentimentos, não se faz boa literatura”. E ele, então, afirmou: “com bons sentimentos, também não se faz boa economia”. A frase citada, que não é aliás de Otto Lara Resende, é que “apenas com bons sentimentos, não se faz boa literatura”. E, é evidente, apenas com bons sentimentos não se faz boa economia. Mas seguramente não se faz “boa economia” com maus sentimentos.

Armínio Fraga seria certamente o quadro ideal para cumprir um tal programa. Este “doente dessa falsa hidropesia da ganância e da avareza”, como versou Camões, certamente não pode ser acusado sequer de flertar com bons sentimentos.

Este discurso neoliberal radicalizado, vocalizado e magnificado pela mídia brasileira nos últimos anos, parte do pressuposto, como diz Fraga, que os governos Lula e Dilma fizeram uma “aposta hiper keynesiana na demanda” e que seria agora necessário virar para a dimensão da oferta, com um novo “choque de capitalismo”. É preciso reconhecer que este discurso nos últimos anos emparedou a macro-economia do governo Dilma, através da grita do retorno da inflação, legitimando o retorno da elevação dos juros pelo BC, pressionando para baixo os gastos públicos, desorganizando as expectativas dos investimentos privados, estimulando o cerco internacional das agências financeiras à suposta perda de credibilidade da economia brasileira.

Assim, não é retórico afirmar que a consciência democrática do povo brasileiro está agora se levantando contra os “poderes do mundo”. Outubro de 2014 está se parecendo com um junho de 2013, mas agora politizado e dirigido contra as forças neoliberais. É com este junho e este outubro que um segundo governo Dilma, se vencer as eleições, precisará contar para ser capaz de levar adiante o aprofundamento das mudanças que se propõe.


Créditos da foto: Arquivo


Um escândalo chamado Armínio Fraga - Carta Maior

quinta-feira, 19 de março de 2015

OS PANFLETOS ANTI BRASILEIROS DA GLOBO.

J.C. de Assis: O jornal anti-nacional exibido à noite pela TV Globo

Já expus os vícios praticados pelos noticiaristas e comentaristas da Globo na cobertura distorcida do noticiário nacional. Agora vou acabar o serviço fazendo uma análise sumária do noticiário internacional.

Por J. Carlos de Assis*



William WaackWilliam Waack
Este é o campo preferido de William Waack, onde, com seus esgares característicos, ele nada de braçadas, ora vocalizando os interesses do Departamento de Estado americano, ora fulminando com a política de integração sul-americana iniciada na gestão de Lula e aprofundada no governo Dilma.

As duas mais brilhantes conquistas da diplomacia brasileira há décadas, a construção da Unasul e o apoio decidido à organização do Brics, pareceram à Globo um passo insignificante ou nulo para os interesses brasileiros objetivos. Por puro viés ideológico, ela desmereceu o momento político mais positivo da região, em décadas, criado por afinidades democráticas entre os presidentes da América do Sul. E relegou a Arnaldo Jabor a tarefa de caracterizar a Unasul como uma entidade ideológica esquerdista e insignificante.

A motivação óbvia é o descompasso potencial entre Unasul e os interesses norte-americanos, defendidos diligentemente por Jabor, algo que ficou ainda mais explícito com a organização do Brics. Neste caso, ao interesse econômico concreto, a diplomacia brasileira adicionou um aspecto adicional geoeconômico e geopolítico, tendo em vista a aproximação política do Brasil com a China e, principalmente, com a Rússia – o grande rival nuclear pós-Guerra Fria dos Estados Unidos no plano mundial. A atitude da Globo aqui não foi principalmente de oposição mas de omissão ou desmerecimento.

Talvez o fato mais significativo em outro nível, a subserviência da Globo à política racista americana pró-Israel e contra os muçulmanos, tenha sido a cobertura pela tevê da iniciativa do Governo Lula no sentido de uma solução para a questão nuclear iraniana. Com prévio conhecimento de Obama, Brasil e Turquia propuseram um caminho ao Irã e aos Estados Unidos para se chegar a um acordo aceitável para as partes. Israel ficou contra, e obrigou os Estados Unidos a voltarem atrás e abortar a iniciativa. Obama se comportou, portanto, como um mau-caráter servil aos belicistas, e o Jornal de Waack tomou o lado dos belicistas.

A Globo regozijou-se com o mau resultado da legítima tentativa do Brasil, como membro temporário do Conselho de Segurança da ONU, de tentar ajudar no encaminhamento pacífico do mais prolongado e difícil conflito no mundo contemporâneo. O comentarista Arnaldo Jabor festejou o que teria sido um monumental fracasso brasileiro, condenando publicamente a interferência de Lula num jogo político que lhe parecia ser destinado exclusivamente aos “grandes”. Não houve uma única referência ao fato de que, pela primeira vez nas negociações dos Estados Unidos (ou, como querem, do “ocidente”) com o Irã, chegou-se muito próximo de um acordo por uma audaciosa e oportuna intervenção brasileira e turca, quebrando o gelo das negociações.

Não posso imaginar nenhuma televisão no mundo que se coloque tão abertamente contra iniciativas diplomáticas abertas de seu país, em especial quando se trata de iniciativas de paz, como a rede Globo. Claro, para Waack e Jabor mais vale uma gracinha na mão que um noticiário responsável voando. A parcialidade em favor da direita anti-palestina de Israel, assim como da direita norte-americana salta à vista. No caso do Irã, assim como foi anteriormente no caso do Iraque, o interesse norte-americano vem descaradamente coberto por um ente de razão chamado “ocidente”, como se houvesse uma real coligação de países ocidentais coordenados pelo hegemon decadente. O que se tem, hoje, na Europa é apenas medo da pressão diplomática e econômica norte-americana.

Não fossem a internet e as redes sociais, jamais saberíamos que o avião derrubado na Ucrânia o foi provavelmente por forças radicais do governo de Kiev, e não pelos insurgentes russófilos; que o assassinato de Allende foi orquestrado pelo Departamento de Estado; que o golpe brasileiro teve o patrocínio direto americano; que a direita belicista israelense sequestrou corações e mentes americanos; que o noticiário vindo dos Estados Unidos está contaminado por uma visão parcial da história mediante o controle direto pelo aparato de informação da notícia distribuída pelas agências.

Os repórteres da Globo enviados para o exterior, com raríssimas exceções – posso citar Renato Machado, com medo de prejudicá-lo no meio da mediocridade e da negatividade –, absorvem a cultura local pela ótica norte-americana, e não pela brasileira. Em matéria de política e de economia o que vale é o que agrada o Tio Sam. Em geral, são mal formados, porque a Globo dá atenção máxima à forma, não ao conteúdo. De qualquer modo, as meninas bonitas da Globo defendem suas promoções seguindo rigorosamente a cartilha de direita extremada da emissora.

Conheci Waack décadas atrás, na cobertura de uma reunião dos Sete Grandes em Bonn, na Alemanha. Na época, a cobertura política tinha total precedência sobre a econômica, pois o neoliberalismo ainda não estava plenamente instalado no mundo. Waack se revelou contente de me entregar a parte econômica da cobertura porque, dizia ele, não sabia nada de economia. Fiz minha parte. Testemunhei o que foi a completa capitulação da França e da Itália socialistas ao credo neoliberal defendido por Reagan e Thatcher no comunicado final. Claro, Waack e a maioria dos jornalistas políticos não tiveram ideia do que estava acontecendo.

Como isso aconteceu em 1985, teria bons motivos para acreditar que, desde então, aprendera alguma coisa de economia. Não é, porém, o que revela nos comentários. Na verdade, ele trava uma tremenda guerra com Jabor, outro fundamentalista da superficialidade, para saber qual dos dois é o mais raivoso, mais insolente, mais anti-nacional. A propósito, Waack fez uma longa pesquisa militar na Alemanha e na Itália para produzir um livro em que pretendeu demonstrar cabalmente que a FEB fez verdadeiro fiasco na Segunda Guerra, e que Monte Castelo foi um vexame. Bons, mesmo, verdadeiros heróis foram os norte-americanos!

*Jornalista, economista, editor-chefe do site Desemprego Zero, professor, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de mais de 20 livros sobre Economia Política.


    J.C. de Assis: O jornal anti-nacional exibido à noite pela TV Globo - Portal Vermelho

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    Uma Aula Prática de Discriminação

    SIMPLES MORTAL DESAFIA OS DEUSES

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    Que Direito Tem o Estado Norte Americano De Intervir Política e Militarmente Em Uma Nação Soberana.?

    Maduro: "Si Venezuela es derrocada y cae, irán por todos"

    Publicado: 18 mar 2015 02:58 GMT | Última actualización: 18 mar 2015 04:27 GMT
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    Elevar la voz valiente ante la agresión estadounidense contra Venezuela y crear un "escudo protector" para la paz fue a lo que instó el presidente venezolano, Nicolás Maduro, a los países de la ALBA.
    "Así como Venezuela con la iniciativa de nuestro comandante Chávez se convirtió en un escudo protector de la vida económica y social del Caribe, hoy le pedimos al Caribe que con su voz valiente apoye a Venezuela como un escudo protector de nuestra paz. Es un apoyo mutuo. Si Venezuela es derrocada y cae, irán por todos", señaló el mandatario durante la cumbre extraordinaria de la ALBA en Caracas.
    Sus palabras llegan después de que el presidente estadounidense declarara este mes la situación en Venezuela como una "amenaza extraordinaria e inusual a la seguridad nacional y política exterior estadounidenses", imponiendo sanciones contra varios funcionarios del país sudamericano. 
    "Es la cosa más injusta que puede suceder, que el imperio más poderoso del planeta declare a nuestro país amenaza, como lo dice Barack Obama", comentó Maduro. 
    Calificando la decisión de Obama como "desproporción vergonzosa", subrayó que "es el pueblo de Venezuela el que está amenazado".
    "Se nos está agrediendo, y Venezuela no ha dado un paso de agresión contra Estados Unidos", resaltó Maduro durante la reunión destinada a definir una posición común antes de la celebración de la Cumbre de las Américas, que tendrá lugar en abril de este año. 
    "No nos hemos inmiscuido en los asuntos internos de EE.UU. nunca", agregó. 



    Maduro:

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    Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista 


    quarta-feira, 18 de março de 2015


    Três mil metros sob o mar no Nordeste. Recorde da Petrobras que querem jogar fora

    aguas


    A Petrobras revelou hoje a quebra do recorde nacional de perfuração em águas profundas: 2.990 metros.

    Três quilômetros abaixo do mais, tão fundo do que é alta a montanha mais alta do Brasil, o Monte Roraima.

    É na Bacia Sergipe-Alagoas, onde os poços são todos muito profundos, mas rendem um óleo levíssimo – com baixo teor de enxofre – na faixa de 41 graus API, contra uma média nacional que anda na faixa de 24-25 graus API,

    Se o petróleo é o ouro negro, este petróleo é o ouro “24 quilates”.

    É exportação “na veia”, porque nem é possível de ser refinado em quantidade no parque nacional de refinarias, projetado para óleos mais pesados.

    O início de produção previsto é 2018, se não atrapalharem.

    A Petrobras produz em um dia dez vezes mais do que Baruscos, Costas e Youssefs roubaram dela.

    Vamos destruir isso e levar a Petrobras a bancarrota porque a empresa não pode captar recursos para investir nisso?

    Só um imbecil pode querer entregar este tesouro, e outro muito maior que é o pré-sal.

    Um imbecil ou um ladrão.

    Do pior tipo, tão abjeto quando os “santificados” ladrões da Petrobras, todos eles já abençoados com o perdão do Dr. Moro.
    o apedeuta: Três mil metros sob o mar no Nordeste. Recorde da ...: A Petrobras revelou hoje a quebra do recorde nacional de perfuração em águas profundas: 2.990 metros. Três quilômetros abaixo do mais, tão...

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    Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista 

    quarta-feira, 18 de março de 2015

    As doações “limpas” e as doações “sujas” dependem de quem recebe? Autor: Fernando Brito

    santoedem


    No Jornal Nacional de ontem, duas “delações”.

    Na primeira, Paulo Roberto Costa diz que as doações legais de empreiteiras às campanhas eleitorais eram “balela” apenas encobriam o pagamento de propina.

    Na segunda, um ex-executivo da Engevix diz que deu, na forma de doações legais, propinas ao PT.

    Muito bem, acreditemos que os dois falam a verdade, nada mais que a verdade.

    Perguntinha básica que se impõe a investigadores corretos, sejam policiais, promotores ou jornalistas: se as doações legais eram propinas – palavras de Paulo Roberto Costa – , as doações para outros partidos eram o que?

    Amor?

    Os milhões da OAS, da Odebrecht, da Serveng-Civilsan e da Queiroz Galvão doados ao PSDB, foram doados por espírito cívico?

    Fui buscar apenas um exemplo nas eleições de 2010, que está acessível a todos: as doações da empreiteira Camargo Correia: Estão lá Aécio Neves, Antonio Anastasia, o presidente do Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas, Demóstenes Torres, Paulo Skaf, o governador do Paraná Beto Richa, também tucano e Eduardo Cunha, tanto quanto deram a candidatos petistas.

    Fora os milhões que deram ao PSDB (Comitê Presidencial e Direção Nacional) e que foram repassados à campanha de José Serra e ou outros milhões que deram à de Geraldo Alckmin para o Governo do Estado. Até o PV, então Partido de Marina Silva, ganhou seu “milhãozinho”.

    Todos receberam doações das mesmas empreiteiras, todas de valor significativo.

    Mas umas foram propina, as outras “participação legítima da empresa no processo eleitoral”, o que é a situação hipócrita que se sustenta com o engavetamento promovido pelo Ministro Gilmar Mendes da decisão do TSE que proíbe dinheiro de empresas nas campanhas.

    A delação premiada do Dr. Sérgio Moro produz uma meia-verdade obtida a partir ao encarceramento de empresários por meses.

    Que aceitam dizer que deram a um como propina e silenciam – aliás, nem são perguntados – se aos outros que deram foi por amor.

    Qualquer investigador perguntaria porque deram a outros partidos

    Aqui, não.

    Aqui a moralidade da mídia, bem como a apuração de seus jornalistas, é seletiva.
    o apedeuta: As doações “limpas” e as doações “sujas” dependem ...: No Jornal Nacional de ontem, duas “delações”. Na primeira, Paulo Roberto Costa diz que as doações legais de empreiteiras às campanhas elei...

    Informação Incorrecta: A Petrobras e o charco

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    Informação Incorrecta: Grécia: os seis mitos

    Informação Incorrecta: Grécia: os seis mitos

    Concursos do Supremo e CNJ terão cota de 20% para negros - JOTA

    Concursos do Supremo e CNJ terão cota de 20% para negros - JOTA

    EcoePol: O PT e o processo de expiação pela direita brasile...

    O PT e o processo de expiação pela direita brasileira



    O cientista francês René Girrard descreve os processos de expiação das sociedades antigas com o sacrifício de um membro da sociedade, escolhido a dedo, sobre o qual eram jogados todos os males daquela comunidade.

    O processo é bastante simples, com todas as frustrações pessoais, a queda da colheita, a falta de chuva, entre outros, a sociedade entrava em crise que ameaçava a própria paz social.

    Fazia-se necessário então jogar a culpa num membro da sociedade, o chamado “bode expiatório”, em que esse elemento era acusado de todos os males que os acometiam. Essa pessoa era sacrificada em praça pública.

    Esse processo funcionava até que outra crise se instalava.

    No livro 1984, George Orwell, descreve processo semelhante, em que os adversários são demonizados para justificar a eliminação física dos mesmos.

    Esses eventos estão acontecendo no Brasil de forma bastante concatenada entre a grande imprensa, os partidos de oposição e membros do judiciário.

    Estão imputando ao Partido dos Trabalhadores toda a culpa pela corrupção no Brasil e outros males, inclusive o da falta de água em São Paulo, sob gestão de governo tucano.

    A imprensa está há 12 anos, 24 horas por dia martelando que a corrupção no país foi instalada depois do PT ter chegado ao governo federal.

    Estão demonizando o PT para que a corrupção continue solta no país.

    Não estão querendo acabar com a roubalheira da coisa pública. Não vi nenhum cartaz no último domingo pedindo reforma política com fim do financiamento privado de campanha, prisão para os culpados do trensalão tucano ou do mensalão do PSDB de Minas Gerais.

    Insuflam na classe média o ódio contra o PT, é bom lembrar, que a humanidade criou a política para evitar a guerra de todos contra todos. Na política o outro é o adversário, ou seja, ele deve ser vencido e não suprimido.

    A mensagem subliminar que a imprensa e a oposição passam é de que o PT é o inimigo a ser destruído.

    Isso fica muito evidente pelos cartazes pedindo a volta da ditadura militar, sugerindo enforcamentos, a explosão do diretório municipal do PT de Jundiaí e toda espécie de agressão verbal contra o governo federal e o Partido.

    Chegamos ao cúmulo de que qualquer pessoa com camiseta vermelha é prontamente ameaçada e até agredida. No ano de 2014, em Curitiba, houve até um assassinato de um petista, prontamente não divulgado pela grande imprensa.

    Assim como nas sociedades antigas, o método da expiação social em que se escolhe um culpado pelas frustrações e problemas que ocorrem diuturnamente e o incitamento ao ódio na luta política contra o PT está jogando a sociedade brasileira num processo muito perigoso de acirramento das tensões sociais.

    O país só tem a perde dentro desse quadro surrealista. E a roubalheira continuar solta, como sempre foi.
    As políticas implantadas pelo PT é quem estão reduzindo a corrupção nesse país, conforme o artigo de Ricardo Semler (“nunca se roubou tão pouco no país” publicado na Folha em 21/11/2014), em que segundo ele, a corrupção no Brasil representava 5% do PIB, caiu para 3,1% e atualmente está em 0,8%.

    E com as normas anunciadas hoje pela Presidenta Dilma Rousseff vai ficar cada dia mais difícil para os corruptos e corruptores. É isso que está apavorando a oligarquia brasileira. Afinal sempre se locupletaram através da utilização do Estado em benefício próprio.

    A oligarquia brasileira é composta por banqueiros, empresários, donos de jornais e televisões, políticos de direita, latifundiários, entre outros, que tem práticas condenáveis, inclusive lavagem de dinheiro no HSBC, no chamado Suiçalão, conforme parte da lista divulgada recentemente.

    O Partido dos Trabalhadores é na verdade o grande transformador que tem melhorado a vida do povo brasileiro, que tem feito uma política de justiça social e que tem melhorado a vida de todos.


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    Educação deve receber R$ 364 bi do pré-sal. Mas poderia ser muito mais - Daniel Cara - UOL Educação

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    Bob Fernandes: Cid Gomes chuta o balde. Ruim para o Governo? Sim. Mas bom para a política | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    Não podemos permitir que o rancor ofusque o reconhecimento do papel positivo que um ator político possa desempenhar em determinada conjuntura. Cid Gomes, contra o qual os professores se confrontamos em três greves, traduziu muito bem o sentimento das pessoas. Denunciando de forma sintética e em gesto corajoso o que todos assistem, se não indignados, ao menos incomodados, um cenário em que o mau caratismo é tratado com uma naturalidade espantosa por diversos setores da sociedade, principalmente a mídia. Todos estão vendo um governo sendo achacado, termo escolhido pelo agora ex ministro, chantageado mesmo, por um partido que elegeu muitos de seus parlamentares e executivos alegando apoiá-lo. Por compor a base aliada, o eleitor com certeza confia de que seja verdadeiro esse apoio. Mas não, como verdadeiros estelionatários da confiança do eleitorado, chegam no parlamento e passam a fazer papel de oposição. Não tem como não se indignar com isso, mesmo sendo opositor, o que é direito e dever de quem diverge, com uma indecência dessa que o PMDB tá fazendo. Tornou se uma coisa híbrida de situação oposição. Acho que nem o PSDB se sentiria bem numa situação dessa. E não venham dizer que o PT está pagando por se misturar com eles. Acho que as pessoas já devem estar cientes de que a organização política brasileira obriga todos os partidos a se agregarem em coligações com outros com os quais não têm afinidade programática para exercer o executivo, É o chamado Presidencialismo de Coalizão. De modo que sequer pode se dizer que foi uma escolha. E desde a Nova República, nenhum governo dispensou a presença do PMDB. Nem os daqueles que hoje na oposição, criticam ao PT por estar junto dele. A hipocrisia nesse país, não só é tolerada, como também parece ter se tornado a regra geral.

    Bob Fernandes: Cid Gomes chuta o balde. Ruim para o Governo? Sim. Mas bom para a política

    18 de março de 2015 | 22:49 Autor: Fernando Brito
    cidgomes2
    Mesmo antes do pedido de exoneração de Cid Gomes, se disse, por obvio, que seria aquilo  ele faria.
    E foi bom, embora na operação da realpolitik que compete ao Governo ter para – pleonástica e paradoxamente – governar, possa parecer um problema.
    Cid, ao exonerar-se, aliviou a pressão que seu ato traria para Dilma.
    Para todos os efeitos, Cunha e o PMDB tiveram a sua cabeça.
    Mas tiveram mal, muito mal.
    Evidenciou-se com quem e com que métodos Dilma Rousseff está sendo pressionada e obrigada a compor.
    E que ela não faz o governo que quer, mas o que pode, com este Congresso.
    Cid rompeu com a hipocrisia da política como poucos teriam coragem de fazer, embora eu tenha certeza de que a frase imprudente não seria dita  deliberadamente.
    Assista o comentário do jornalista Bob Fernandes, sempre cortante,  na TV Gazeta, agora à noite.
    É, finalmente, o contraponto na política que o PT desaprendeu de fazer, e que não depende nem anula a composição política necessária ao Governo.
    Clique no link e assista ao vídeo



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