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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Uma revolução popular está a caminho - Carta Maior
MESMO QUE NÃO VENHA A VENCER AS PRIMÁRIAS, BERNIE SANDERS JÁ É VITORIOSO. MAS OS DADOS AINDA ESTÃO ROLANDO
Uma revolução popular está a caminho - Carta Maior
17/02/2016 - Copyleft
Lauren McCauley - Commons DreamsUma revolução popular está a caminho
Independentemente da vitória de Sanders, Piketty prevê 'o fim do ciclo político-ideológico' aberto por Ronald Reagan e pelas elites financeiras em 1980
O influente economista Thomas Piketty recentemente observou que o "incrível sucesso do ‘socialista’ Bernie Sanders" é um forte indicativo de que progressivamente toma forma um movimento popular muito mais profundo ao redor dos Estados Unidos.
Em uma coluna publicada no jornal francês Le Monde, na segunda-feira, Piketty argumenta que, independentemente de Sanders ganhar as primárias democratas, "estamos testemunhando o fim do ciclo político-ideológico aberto pela vitória de Ronald Reagan nas eleições de novembro de 1980".
Demarcando o avanço de Sanders dentro do contexto histórico, Piketty revisita o período entre 1930 e 1980, quando os EUA "buscaram uma política ambiciosa de redução das desigualdades sociais" com políticas econômicas que incluíam taxações progressivas sobre renda e propriedade, bem como a implementação de um salário mínimo federal (superior a 10 dólares/hora, corrigidos para 2016, no final da década de 1960).
"Meio século de progressividade fiscal estável" chegou a um fim abrupto em 1980, quando Ronald Reagan assumiu a presidência "em um programa destinado a restabelecer um suposto capitalismo mítico que ele dizia ter existido no passado", impulsionado em grande parte pelas frustrações “das elites financeiras".
Piketty afirma que isso culminou com a reforma fiscal de 1986, que reduziu o teto superior de tributação para 28% (em comparação com uma taxa média de 82% para os americanos mais ricos durante a era anterior), bem como o congelamento do salário mínimo federal.
Em nenhuma medida, observa ele, esses retrocessos foram "verdadeiramente desafiados pelos democratas dos anos Clinton e da era Obama", levando a uma "explosão de desigualdades, salários desproporcionais(...) e estagnação dos rendimentos da maioria". Na verdade, o economista francêsganhou destaque mundial em 2014, quando argumentou em seu livro “O Capital no século XXI” que o mundo havia entrado em novos Anos Dourados.
Piketty admite: "Diante da máquina eleitoral da Clinton e do conservadorismo da grande mídia, Bernie talvez não vença as primárias". Mas acrescenta: "esse processo demonstrou que um outro Sanders, possivelmente mais jovem e menos branco, pode um dia ganhar as eleições presidenciais norte-americanas e mudar a cara do país".
"Hoje, o sucesso de Sanders demonstra que uma proporção substancial dos americanos está cansada dessa desigualdade crescente e de pseudo-alternativas e, assim, pretende voltar a uma agenda progressista e a uma tradição americana de igualitarismo", conclui.
O irmão mais velho de Bernie Sanders, Larry, que vive no Reino Unido e é um líder local do Partido Verde, apresentou um argumento semelhante na semana passada. Larry Sanders atribuiu a popularidade de seu irmão ao seu foco na desigualdade econômica, dizendo a BBC: "A concentração da riqueza social na mãos dos super-ricos é um fato notório e, quando alguém diz isso, as pessoas ficam atentas".
Tradução por Allan Brum
Em uma coluna publicada no jornal francês Le Monde, na segunda-feira, Piketty argumenta que, independentemente de Sanders ganhar as primárias democratas, "estamos testemunhando o fim do ciclo político-ideológico aberto pela vitória de Ronald Reagan nas eleições de novembro de 1980".
Demarcando o avanço de Sanders dentro do contexto histórico, Piketty revisita o período entre 1930 e 1980, quando os EUA "buscaram uma política ambiciosa de redução das desigualdades sociais" com políticas econômicas que incluíam taxações progressivas sobre renda e propriedade, bem como a implementação de um salário mínimo federal (superior a 10 dólares/hora, corrigidos para 2016, no final da década de 1960).
"Meio século de progressividade fiscal estável" chegou a um fim abrupto em 1980, quando Ronald Reagan assumiu a presidência "em um programa destinado a restabelecer um suposto capitalismo mítico que ele dizia ter existido no passado", impulsionado em grande parte pelas frustrações “das elites financeiras".
Piketty afirma que isso culminou com a reforma fiscal de 1986, que reduziu o teto superior de tributação para 28% (em comparação com uma taxa média de 82% para os americanos mais ricos durante a era anterior), bem como o congelamento do salário mínimo federal.
Em nenhuma medida, observa ele, esses retrocessos foram "verdadeiramente desafiados pelos democratas dos anos Clinton e da era Obama", levando a uma "explosão de desigualdades, salários desproporcionais(...) e estagnação dos rendimentos da maioria". Na verdade, o economista francêsganhou destaque mundial em 2014, quando argumentou em seu livro “O Capital no século XXI” que o mundo havia entrado em novos Anos Dourados.
Piketty admite: "Diante da máquina eleitoral da Clinton e do conservadorismo da grande mídia, Bernie talvez não vença as primárias". Mas acrescenta: "esse processo demonstrou que um outro Sanders, possivelmente mais jovem e menos branco, pode um dia ganhar as eleições presidenciais norte-americanas e mudar a cara do país".
"Hoje, o sucesso de Sanders demonstra que uma proporção substancial dos americanos está cansada dessa desigualdade crescente e de pseudo-alternativas e, assim, pretende voltar a uma agenda progressista e a uma tradição americana de igualitarismo", conclui.
O irmão mais velho de Bernie Sanders, Larry, que vive no Reino Unido e é um líder local do Partido Verde, apresentou um argumento semelhante na semana passada. Larry Sanders atribuiu a popularidade de seu irmão ao seu foco na desigualdade econômica, dizendo a BBC: "A concentração da riqueza social na mãos dos super-ricos é um fato notório e, quando alguém diz isso, as pessoas ficam atentas".
Tradução por Allan Brum
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Dá O Que Pensar | Juiz defende investigação “do que está por trás dos processos” de Moro
SÉRGIO MORO SABOTA A SEGURANÇA NACIONAL

Juiz defende investigação “do que está por trás dos processos” de Moro
Em corajoso artigo publicado no Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, o Juiz de Direito do TJMG, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, denuncia que programas estratégicos do país estão sendo perigosamente atrasados e prejudicados pelas prisões “temporárias” determinadas pelo juiz Sergio Moro, de Curitiba, através da operação Lava-Jato. Para Monteiro de Castro, “é inconcebível que um suposto combate à corrupção possa conduzir ao desmonte em programas estratégicos da nação”. E conclui: “somente aos estrangeiros ou seus prepostos no país pode interessar o atraso ou o fim dos programas estratégicos brasileiros. É mais que hora de uma intervenção do governo ou, no mínimo, uma supervisão bem próxima da nossa Contra Inteligência para a verificação do que realmente está por trás das investigações da PF (FBI? CIA?), MPF e dos processos a cargo da 13ª Vara Federal de Curitiba”. Leia a íntegra do artigo abaixo.

Gráfico da Defesanet.com
A QUEM INTERESSA ATRASAR OS PROGRAMAS ESTRATÉGICOS BRASILEIROS?
por Narciso Alvarenga Monteiro de Castro*
Em 14 de junho de 2012 foram comemorados os trinta anos do fim da Guerra das Malvinas entre o Reino Unido e a República Argentina, que, como todos sabem, terminou com a rendição dos soldados argentinos em Porto Stanley.
Foi a primeira “guerra tecnológica” e precedeu outra, a Guerra do Golfo, onde os artefatos high-tech puderam ser demonstrados aos olhos do mundo e em tempo real.
Para nós, brasileiros, as lições mais importantes do conflito, além de testemunhar o heroísmo dos soldados portenhos e principalmente de seus pilotos de caça, foram: os Estados Unidos (e de resto a Europa) se alinham automaticamente aos seus e um submarino de propulsão nuclear deixa fora de ação toda uma esquadra convencional.
Um pouco antes, a Marinha do Brasil já ensaiava os primeiros passos buscando o domínio do ciclo atômico, com os Almirantes Maximiano da Fonseca, Mário Cezar Flores, Álvaro Alberto e, principalmente, o Vice-Almirante Dr. Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Para um país de larga extensão costeira, fica claro que a estratégia baseada na dissuasão é a mais eficaz. Os primeiros submarinos da esquadra foram adquiridos em 1914 de procedência italiana. A tradição de construção de navios em nossas terras vem antes de 1808, com a chegada de D. João VI e nunca foi interrompida, apesar dos altos e baixos.
Hoje, o país pode se orgulhar de dominar a sensível tecnologia da construção de submarinos ou submersíveis, adquirida da Alemanha. Mais recentemente, um acordo estratégico assinado com os franceses deu um passo além: a aquisição de tecnologia para projetar submarinos, que ao final, capacitará o país a lançar o seu primeiro submarino de propulsão nuclear.
Um submarino convencional é movido a motor diesel e baterias. Segundo o Contra-Almirante Othon tal embarcação não passa de um jacaré ou uma foca, fácil de ser abatida. A explicação é simples. Para submergir, os motores precisam ser desligados, pois produzem gás, que não teria como ser expelido devido a maior pressão.
Então, o tempo que um submarino convencional pode ficar escondido (stealth) é o tempo de duração de suas baterias, uns poucos dias. Ao subir à superfície, para recarregar as baterias e o ar, pode ser facilmente abatido, pois, além disso, é muito lento.
Um submarino de propulsão nuclear pode ficar meses embaixo da água, o tempo que os seus tripulantes aguentarem sem sofrer um colapso nervoso. É muito mais rápido, devido ao seu propulsor, um reator atômico, que utiliza urânio enriquecido a 20%, o U-235.
Fica clara a opção escolhida pelos que pensaram a Estratégia Nacional de Defesa (que não pode ser separada da Estratégia Nacional de Desenvolvimento).
Somente cinco países constroem submarinos com propulsão nuclear: Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, todos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Apenas três países dominam todo o ciclo do combustível atômico e possuem reservas de urânio: os Estados Unidos, a Rússia e o Brasil.
Nosso país tem mais de 300 mil toneladas de urânio em suas jazidas, sendo que somente um terço delas foi prospectada. O consumo hoje é de mil toneladas/ano, o que seria suficiente para mais de 300 anos de fornecimento.
O Brasil na década de 80 assinou um tratado de salvaguardas com seu vizinho argentino. Foi um tratado equilibrado, pois previa reciprocidade. Muitos anos depois, foi obrigado a assinar um tratado de não proliferação nuclear, no final do governo de Fernando Henrique, visivelmente desequilibrado, pois só previu obrigações para o lado brasileiro, sem nenhuma contrapartida das grandes potências.
Tentam fazer que o país assine um “protocolo adicional” que pode significar que o país abra sua tecnologia nuclear aos estrangeiros. Nenhum país do mundo fornece ou vende tecnologia nuclear sensível, como ficou claro no acordo nuclear Brasil-Alemanha na década de 70 do século passado, aliás, ainda em vigor.
Por tudo isso, soa muito estranha a prisão do Vice-Almirante R1 Othon Luiz, ocorrida na chamada 16a fase da Operação Lava Jato, por supostos recebimentos de 4,5 milhões de reais, na construção da Usina Angra 3.
Othon já foi investigado pelas próprias Forças Armadas e foi inocentado na década de 90, sendo certo que diversos comandantes militares não simpatizavam com seus projetos ou seus métodos.
Some-se a isto, a campanha contra a Petrobrás, que estava em franca expansão com as descobertas do Pré-sal, bem como a prisão do Presidente da Odebrecht.
O desenvolvimento do reator que equipará o subnuc brasileiro vai sofrer atrasos e os vinte técnicos terão que ser remanejados com o contingenciamento das verbas, devido a intensa campanha da mídia, que acompanha o desenrolar da Operação Lava Jato.
O projeto do VLS (veículo lançador de satélites) vem sofrendo constantes abalos e até suspeita de sabotagem. O moderno avião transporte de cargas e tropas, o KC-390 da Embraer, também sofrerá atrasos, devido ao ajuste fiscal do governo Dilma.
É inconcebível que um suposto combate à corrupção possa conduzir ao desmonte em programas estratégicos da nação. Seria até risível se pensar que americanos, russos ou franceses encarcerariam seus heróis, seus cientistas mais proeminentes, ainda que acusados de supostos desvios.
Portanto, somente aos estrangeiros ou seus prepostos no país, pode interessar o atraso ou o fim dos programas estratégicos brasileiros. É mais que hora de uma intervenção do governo ou, no mínimo, uma supervisão bem próxima da nossa Contra Inteligência para a verificação do que realmente está por trás das investigações da PF (FBI? CIA?), MPF e dos processos a cargo da 13a Vara Federal de Curitiba.
* Juiz de Direito do TJMG
Dilma aceita acordo com Senado sobre Petrobras | Blog do Kennedy
Previsível recuo da presidenta em relação ao pré sal. Isso porque não houve até agora comoção popular em defesa dessa conquista. A FUP, o MAB , o sindicato dos profissionais da educação do Ceará, APEOC, o MST, o Levante da Juventude e alguns outros poucos seguimentos do movimento social tentaram articular um baluarte de resistência a qualquer recuo nesse campo, através da Frente Ampla em Defesa do Pré Sal. Entretanto até agora não foram felizes nesse esforço, reduzindo sua influência a um raio de curto alcance. A presidenta tenta salvaguardar a destinação dos rendimentos dos royalties e fundo social do pré sal para a saúde e a educação. Mas fica difícil para ela manter se praticamente sozinha nessa determinação, na medida em que nem mesmo a entidade nacional dos educadores, a CNTE, fixou como bandeira prioritária de sua greve nacional, essa conquista. A tendência é vir a ser solapada em breve futuro.
Dilma aceita acordo com Senado sobre Petrobras | Blog do Kennedy
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Rússia entra para Top3 das maiores potências militares do planeta
AO MENOS ISSO, PARA O MUNDO SE SENTIR MAIS SEGURO
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Assad não descarta invasão turca na Síria: ‘Erdogan é um fanático’
É O CARA:
“Se olharmos as políticas e os oficiais russos da mesma maneira que olhamos para oficiais e políticos ocidentais sem princípios, é uma possibilidade (que a Rússia o encoraje a deixar o poder). Mas o fato é exatamente o contrário, por uma simples razão: os russos nos tratam com enorme respeito. Eles não nos tratam como uma superpotência lidando com um país pequeno, mas como um país soberano lidando com outro. É por isso que essa questão não foi levantada de nenhuma maneira.”
Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20160214/3576196/assad-erdogan-fanatico.html#ixzz40IfXvk5s
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Democracia & Política: DENUNCISMO, VÍRUS MAIS LETAL QUE O ZIKA
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Tarso Genro: 'Delações e vazamentos seletivos criam Estado de Exceção' - Carta Maior
Muito válidas as observações de Tarso Genro sobre o avanço de concepções e práticas fascistas no cenário político jurídico brasileiro.
Mas falta Genro nos dar esclarecimentos sobre sua avaliação do julgamento da AP 470 que obedeceu aos mesmos procedimentos agravados agora com a lava jato, mas legitimados por ele em sua época.
Tarso Genro: 'Delações e vazamentos seletivos criam Estado de Exceção' - Carta Maior
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A direita tem o culpado: Lula. Agora, procura o crime... - Carta Maior
Só não tem sentido os dirigentes do PT queixarem se quanto ao silêncio de Dilma, cuja falha nesse processo reside em manter Cardozo no MJ. O que eles, dirigentes, fizeram quando do julgamento da AP 470? O que fizeram quando da prisão de Vaccari e de Dirceu? NADA. Por que exigir de uma presidenta acuada uma posição que poderá ser usado agora contra ela? Vão lutar, que é isso que precisam fazer.
"Muitos dos delegados da Polícia Federal que investigam o esquema de corrupção implantado na Petrobras e outras estatais fizeram campanha, nas redes sociais, para o derrotado Aécio Neves, do PSDB, contra Dilma, em 2014.
Muitos dos procuradores que orbitam ao redor do juiz Moro integram seitas evangélicas que se opõem a tudo que se refira ao governo, e alegremente participam de cerimônias condenando Lula, Dilma, o PT e tudo que tenha cheiro de esquerda ao fogo eterno."
A direita tem o culpado: Lula. Agora, procura o crime... - Carta Maior
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Curuguaty: policiais foram mortos com 'armas de grosso calibre' - Carta Maior
DESVENDANDO A TRAMA QUE LEVOU À DEPOSIÇÃO DE LUGO NO PARAGUAI
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Opera Mundi - 'Fenômeno' Sanders nos EUA evidencia mudança de posições de candidato sobre Israel e Palestina
Se por acaso fosse Lula nesse contexto. parte da esquerda brasileira empolgada com a candidatura de Sanders, certamente estaria denunciando sua "traição"!
Opera Mundi - 'Fenômeno' Sanders nos EUA evidencia mudança de posições de candidato sobre Israel e Palestina
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
Democracia & Política: COMO ENFRENTAR A MÍDIA GOLPISTA?
domingo, 14 de fevereiro de 2016
COMO ENFRENTAR A MÍDIA GOLPISTA?

Uma trincheira na luta contra a ditadura midiática
Por Altamiro Borges, jornalista
Como enfrentar a mídia golpista?
"Não foi só Aécio Neves, o cambaleante tucano, que até hoje não engoliu a surra nas urnas em outubro de 2014 - a quarta consecutiva da oposição neoliberal no país. A mídia monopolista, controlada por sete famílias feudais, também não se conforma com a derrota. Ela fez de tudo para desgastar o governo Dilma e para blindar o senador mineiro-carioca, mesmo desconfiando do seu estilo playboy. A capa criminosa da "Veja", a revista do esgoto, na véspera do segundo turno, foi o ápice dessa cruzada para evitar a reeleição da petista, servindo de panfleto aos cabos eleitorais do presidenciável do PSDB. O nível das baixarias da campanha eleitoral já indicava que a guerra midiática era um caminho sem volta, que a partidarização da mídia chegara a um ponto de não-retorno.
A expressão de desalento de Willian Bonner ao confirmar a derrota de Aécio Neves na telinha da TV Globo foi a senha do que viria na sequência. Desde a sua posse para o segundo mandato, em janeiro de 2015, Dilma Rousseff não teve um segundo de paz e tranquilidade. A mídia partidarizada pautou as siglas da oposição, que se transformaram em meros apêndices – sem vida própria, sem rumo e sem projeto para o Brasil. O show pirotécnico da "Operação Lava-Jato", com suas prisões arbitrárias, suas "delações premiadas [direcionadas] e premeditadas" e seus vazamentos seletivos, virou o aríete dos moralistas sem moral. Não é para menos que o juiz-carrasco Sergio Moro ganhou as capas das revistonas e foi premiado como "o brasileiro do ano" pela imaculada famiglia Marinho.
A mídia ressuscitou o moribundo Tribunal de Contas da União (TCU), que nunca teve espaço em seus veículos, com o intento de fustigar o governo reeleito. Ela também deu guarida aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar as contas da campanha vitoriosa. Além de utilizar os aparatos de hegemonia do Estado, ela instigou os recalcados com os avanços sociais a rosnarem pelo impeachment de Dilma e pela volta dos militares ao poder. Jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão convocaram escancaradamente as quatro marchas golpistas do ano passado. Após chocar o ovo da serpente durante vários anos, a mídia conseguiu tirar os fascistas do armário e lotar as ruas numa cruzada conservadora e de ódio sem precedentes na história recente do país.
"Sangrar" Dilma e "matar" Lula
Essa cavalgada golpista, porém, não conseguiu depor o governo democraticamente eleito pela maioria dos brasileiros. No final do ano, a oposição midiática e partidária sofreu duros revezes. O herói dos fascistas mirins, o correntista suíço Eduardo Cunha, foi desmascarado na sua manobra diversionista para escapar da cassação e da prisão. A Procuradoria-Geral da República (PGR) finalmente pediu seu afastamento da presidência da Câmara Federal. Já o Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a uma solicitação da bancada do PCdoB, abortou a sua "comissão especial do impeachment". Para fechar o ano goleando a mídia e os "midiotas", os movimentos sociais demonstraram maturidade e unidade e organizaram gigantescos atos contra o golpismo e em defesa da democracia.
Mas, como já foi dito, a mídia monopolista chegou a um ponto de não-retorno. Com o desgaste temporário da tese do impeachment, ela adota uma nova tática, que consiste em "sangrar" Dilma e "matar" Lula. Atuando como um partido coeso e centralizado, que lembra a rígida disciplina militar, ela agora pauta a sua linha editorial no esforço para desgastar diuturnamente o governo, inclusive jogando no pessimismo e na paralisação econômica do país, e para evitar o risco do retorno do carismático líder petista nas eleições presidenciais de 2018. Nessa cruzada insana, a imprensa nativa bate recordes mundiais de cretinice e imundícies. Vale tudo: o tríplex que não é de Lula, a sítio do amigo, os pedalinhos, o "iate" de latão comprado por R$ 4 mil pela ex-primeira-dama.
Eduardo Cunha, o correntista suíço, é poupado pela mídia falsamente moralista e segue com suas tramoias para evitar a cassação e a prisão. Aécio Neves, o "chato" que recebeu "um terço" do esquema de propina de Furnas, é tratado como santo. Geraldo Alckmin, o governador paulista que espanca estudantes e frauda merendas escolares, desaparece das páginas dos jornais e das telinhas da televisão. A forte blindagem aos tucanos confirma uma piada que circula pelas redes sociais: basta se filiar ao PSDB para não ser investigado, julgado, condenado e, muito menos, preso! Mas o contexto de adversidades não permite brincadeiras. A tática midiática de "sangrar" Dilma e "matar" Lula tem impacto no imaginário popular e terá reflexos das próximas contentas eleitorais.
As razões da partidarização da mídia
O que explica tamanha radicalização da mídia na sua partidarização direitista? Afinal, os governos Lula e Dilma não promoveram transformações estruturais no Brasil, não afetaram os interesses econômicos das elites dominantes. No máximo, eles realizaram um "reformismo brando", com alguns avanços sociais e a ampliação da democracia. Apesar da neurose dos "midiotas", o país não tem nada de "bolivariano" e, muito menos, de socialista. Os ricos seguem ganhando muito dinheiro – que o digam os três filhos de Roberto Marinho, que figuram no topo do ranking da revista norte-americana "Forbes" como os maiores bilionários brasileiros. Eles também mantêm seus privilégios, suas contas secretas em paraísos fiscais e a sua sonegação criminosa de imposto – inclusive os barões da mídia.
O ódio visceral dos barões da mídia têm razões políticas e econômicas. Ele já se manifestou em outros momentos da história do Brasil – como na cruzada que levou ao suicídio do "trabalhista" Getúlio Vargas, na campanha contra o "desenvolvimentista" Juscelino Kubitschek ou no golpe militar que derrubou João Goulart em 1964. A chamada "grande imprensa" nunca aceitou governos comprometidos com os anseios populares e com o projeto de desenvolvimento da nação –mesmo os oriundos de dissidências na burguesia. Ela sempre se comportou como um instrumento partidário da oligarquia mais reacionária, egoísta e entreguista. Daí sua histórica defesa do receituário ultraliberal, sua satanização dos movimentos sociais e seu doentio complexo de vira-lata diante dos EUA.
No caso do ex-presidente Lula, a esse fator político é preciso acrescentar uma razão de classe. Os barões da mídia nunca toleraram a chegada ao Palácio do Planalto de um retirante nordestino, peão e líder grevista. Na sua mentalidade escravocrata, o trabalhador é para trabalhar. Não é para pensar e muito menos para governar um país da dimensão do Brasil. Para eles, é natural – quase sagrado – que FHC frequente a mansão de um "amigo" em Paris e seja proprietário de um apartamento de luxo em Higienópolis; é justo que Aécio Neves use um jatinho oficial para dar carona para celebridades globais e que até construa um aeroporto na fazenda do seu tio-avô no interior mineiro. Já o peão não pode ter um apartamento na praia e nem um pedalinho ou canoa de metal. Já no caso da presidenta Dilma Rousseff, é preciso acrescentar a questão do machismo – tão presente na sociedade brasileira deformada pela mídia.
O fator político, porém, não é o único motivo da imprensa para a sua radicalização partidária. Os barões da mídia não dão ponto sem nó. Eles seguem com as suas fortunas, alienando os brasileiros e explorando a mão de obra barata de seus jornalistas – inclusive daqueles que chamam o patrão de companheiro. Mas eles percebem que seu modelo de negócios está em declínio, em decorrência da explosão da internet e da própria perda de credibilidade dos seus veículos. Muitos jornais já faliram ou tiveram quedas vertiginosas de tiragem. A "Folha de S.Paulo", o maior diário do Brasil, despencou de um milhão para menos de 200 mil exemplares. As revistas estão em decadência, inclusive a asquerosa "Veja". As audiências da tevê derretem a cada dia. No ano passado, por exemplo, a "TV Globo' perdeu 7% do seu faturamento em publicidade. Diante desse cenário dramático, a eleição de um "governo-amigo" seria vital para reerguer o setor!
O que fazer diante do golpismo da mídia?
Em função da crescente monopolização do setor, da sua perigosa fascistização e das próprias mutações em curso na área da comunicação, a questão do papel estratégico da mídia é hoje um dos temas mais debatidos em todo o planeta. Nos EUA, por exemplo, o presidente Barack Obama se recusou a dar entrevista a "Fox", do "imperador" Rupert Murdoch, tratada como um "aparelho" do Partido Republicano. No Reino Unido, a "bolivariana" rainha Elizabeth aprovou uma lei duríssima contra as calúnias e difamações dos jornais privados. Já na América Latina, os governos progressistas tiveram que se defrontar com os barões da mídia, que substituíram os decadentes partidos conservadores nas suas campanhas de desestabilização política e econômica. A "Ley Resorte" da Venezuela, a "Ley de Medios" da Argentina e as novas Constituições da Bolívia e do Equador representaram momentos decisivos dessa batalha comunicacional.
Já no Brasil, paraíso dos banqueiros, dos latifundiários e dos barões da mídia, o debate sobre o tema está interditado. A legislação que rege o setor é de 1962, antes da existência do satélite, da tevê a cores ou da internet. Neste longo período, 19 projetos foram elaborados para regulamentar o setor, inclusive pelos generais e pelo servil FHC, mas nenhum saiu do papel. A ditadura da mídia se impôs, esbravejando cinicamente pela "liberdade de expressão". Os governos Lula e Dilma também não enfrentaram as aberrações deste setor e pagam um alto preço pela falta de coragem política. Na atual correlação de forças do Congresso Nacional – dominado pelas bancadas da bala e da bíblia, filhas pródigas dos monopólios midiáticos –, o debate sobre o tema ficou ainda mais difícil.
Mas o balanço da correlação de forças nunca deve servir para o acovardamento político, mas sim para a análise concreta da situação concreta e para definir as melhores estratégias de superação das adversidades. Com a mídia cada vez mais monopolizada e partidarizada, não é apenas o governo Dilma que corre riscos; não é somente o ex-presidente Lula que sofre a desconstrução do seu legado. É a própria democracia que está em perigo; é o projeto de soberania e desenvolvimento que fica contido; é a luta dos trabalhadores pela superação da barbárie capitalista que esbarra em obstáculos intransponíveis. A batalha pela democratização da comunicação é hoje estratégica e não pode ser subestimada. E ela se dá em duas frentes, que se articulam e se complementam.
A primeira é por mudanças na legislação e nas políticas públicas que fragilizem os monopólios midiáticos e estimulem maior pluralidade e diversidades nos meios. A proposta da "lei da mídia democrática", elaborada pelo "Fórum Nacional de Democratização da Comunicação" (FNDC), que congrega os principais movimentos sociais brasileiros, segue na ordem do dia. É uma bandeira de propaganda política que serve para pressionar o governo e o parlamento. Como fruto dessa mobilização é possível conquistar, inclusive, algumas vitórias parciais. A "lei do direito de resposta", aprovada pelo Senado e sancionada por Dilma, demonstra que isso é possível. Outras "pequenas" conquistas ajudam a reforçar a luta maior por um novo marco regulatório das comunicações no Brasil.
Ao mesmo tempo, é urgente fortalecer todos os veículos da mídia contrahegemônica. Das rádios e tevês comunitárias, que continuam sendo perseguidas pelos poderes públicos, ao sistema público de comunicação e às novas formas de comunicação da era da internet. A imprensa sindical, com seus milhões de exemplares, a assessoria dos mandatos parlamentares, com sua estrutura mais profissional, e as centenas de blogs, sites progressistas e redes sociais jogam papel decisivo na atualidade no enfrentamento à mídia golpista. Eles não podem ser encarados como gastos, mas sim como investimentos na batalha de ideias, na luta pela hegemonia na sociedade. Os desafios estão lançados e são urgentes!"
FONTE: escrito por Altamiro Borges, responsável pelo "Blog do Miro". Contribuição apresentada à bancada do PCdoB na Câmara Federal. Transcrito no portal "Brasil 247" (http://www.brasil247.com/pt/colunistas/altamiroborges/216741/Como-enfrentar-a-m%C3%ADdia-golpista.htm).
Democracia & Política: LULA, O GRANDE PROBLEMA DO BRASIL
Bom artigo da Senadora Gleisi Hoffman, ressalvando apenas que a exigência de se investigue a tudo e a todos só teria efeito se houvesse o interesse sincero de se investigar e combater a corrupção.
Democracia & Política: LULA, O GRANDE PROBLEMA DO BRASIL: Lula, o grande problema do Brasil Por GLEISI HOFFMANN , senadora pelo PT do Paraná. Foi diretora financeira da Itaipu Binacional e ...
Democracia & Política: LULA, O GRANDE PROBLEMA DO BRASIL: Lula, o grande problema do Brasil Por GLEISI HOFFMANN , senadora pelo PT do Paraná. Foi diretora financeira da Itaipu Binacional e ...
Democracia & Política: A JOGADA POLÍTICO-ELEITORAL DE MORO
Democracia & Política: A JOGADA POLÍTICO-ELEITORAL DE MORO: A quebra de sigilo “sem querer, querendo” de Moro P or FERNANDO BRITO "Francamente, é do arco da velha a história de que Sérgi...
Democracia & Política: JUÍZES SE LAMBUZAM COM DINHEIRO PÚBLICO
Juízes ganham na Mega a cada três meses
É como se os juízes e promotores do Brasil estivessem à beira de ganhar sua nona "Mega-Sena da Virada" em menos de um ano e meio. São já R$ 2 bilhões recebidos em dezesseis meses –mas, claro, sem a necessidade de sorteio ou expectativa. O bolão não falha nunca, e é sempre dividido pelas mesmas pessoas.
Assim como na Mega-Sena, o dinheiro sai do bolso de pessoas que não ganharam. A diferença é que, na loteria, desembolsa-se o valor do bilhete achando que existe chance de levar a bolada. (Embora, como já disse alguém sabiamente, a loteria seja o imposto que o governo cobra dos que não aprenderam a lei das probabilidades.) Nesse caso, paga-se à revelia e na certeza de não recuperar um centavo.
Os R$ 2 bilhões representam dinheiro suficiente para construir mil creches no país. Ou seja: daria para criar 150 mil vagas para que mães e pais pudessem trabalhar sossegados. Ou, então, seria possível comprar 50 mil viaturas de polícia já equipadas – mais ou menos uma para cada homicídio que ocorre anualmente no Brasil. Ou pagar o Bolsa-Família de Curitiba, que atende famílias com renda per capita de menos de R$ 77, até 2036.
Os juízes decidiram, no entanto, que esse dinheiro deve servir à "Bolsa Miami", para que possam comprar ternos mais caros e, segundo o presidente do TJ paulista, não tenham AVC devido ao esforço de seu trabalho. Mesmo esforço que justifica os dois meses anuais sem trabalhar, entre outros privilégios.
O Judiciário não é apenas uma "ilha de prosperidade", como disse num rompante de sinceridade o secretário da Fazenda do Paraná. É um sumidouro de dinheiro público. Isso porque ninguém ousa enfrentar os magistrados que podem, de uma canetada, destruir a vida de alguém. Governos temem diminuir o orçamento dos juízes, mesmo sabendo que gastam demais e sem necessidade. Legisladores temem fazer leis que contrariem o Judiciário por medo de acabar na cadeia. E assim criou-se o monstro.
É claro que o Judiciário é extremamente necessário às pessoas, ao país, à democracia. Sem juízes, não há civilização possível, talvez. Mas isso não quer dizer que tenhamos de aceitar tudo que pedem, de nos desdobrar para pagá-los mesmo que isso signifique menos creches, menos segurança, que isso signifique menos dinheiro para atender aos mais pobres.
Dizem que um teste para a ética de alguém é ver como se comporta quando não há ninguém olhando, quando não há chance de punição. No caso do Judiciário, quem fiscaliza os juízes? O CNJ, que é composto por eles próprios. A maioria dos juízes decidiu que poria a mão em um dinheiro fácil todo mês, sem remorso nem problemas. E fica por isso mesmo.
Curiosamente, a profissão dessas pessoas é definir o que é justo. E o que não é."

FONTE: escrito por Rogerio Galindo na "Gazeta do Povo". Transcrito e comentado por Fernando Brito no blog "Tijolaço" (http://tijolaco.com.br/blog/juizes-ganham-na-mega-sena-a-cada-tres-meses-por/).
Postado por Tereza Braga às 11:11
Prestes A Ressurgir: Publicações dos sete congressos da Internacional C...
Prestes A Ressurgir: Publicações dos sete congressos da Internacional C...: 1919-1922 Los cuatro primeros congresos de la Internacional Comunista, Primera Parte, Buenos Aires: Pasado y Presente, 1973. (Cuader...
A FRAUDE DO TPP - O ULTRACAPITALISMO - GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL VERSUS SOBERANIA DEMOCRÁTICA
O MAIS PERIGOSO ATAQUE À SOBERANIA DAS NAÇÕES DEPOIS DA TENTATIVA FRUSTRADA DE IMPOR A ALCA. JUSTAMENTE OS GOVERNOS QUE RESISTIRAM A ELA, HOJE SÃO FUSTIGADOS E AMEAÇADOS POR INTERESSES ANTI NACIONAIS.
A FRAUDE DO TPP - O ULTRACAPITALISMO - GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL VERSUS SOBERANIA DEMOCRÁTICA
A FRAUDE DO TPP - O ULTRACAPITALISMO - GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL VERSUS SOBERANIA DEMOCRÁTICA
Instituições esfrangalhadas! - Carta Maior
14/02/2016 - Copyleft
Francisco Fonseca*Instituições esfrangalhadas!
O impeachment de Dilma, a cassação do registro do PT, ou desmoralização e até prisão de Lula acabariam com o sistema político e a nossa frágil democracia.
Em recente artigo publicado neste Portal, intitulado “O Brasil é um país democrático?”, questionei o papel das instituições democráticas – dos três poderes – quanto à crise política que estamos vivenciando desde o ano passado: critérios distintos e seletivos de averiguação de suspeitas e denúncias de corrupção; delações premiadas com todo tipo de pressão insconstitucional; vazamentos seletivos à imprensa; mídia sem responsabilidade e sem qualquer controle; instituições políticas profundamente politizadas e, mais ainda, partidarizadas; poder absurdo conferido a um juiz de primeira instância (Sérgio Moro); cultura política que descrê abertamente da democracia; golpismo ostensivo; tribunais superiores agindo de forma abertamente facciosa....a lista é longa.
Toda a construção democrática após o fim da ditadura militar ancorou-se no fortalecimento das instituições políticas. Instituições que significam, de acordo com a teoria política, perenidade, impessoalidade (isto é, não facciosimo), transparência, ação por meio de procedimentos universais e justos, indução de comportamentos, entre outras características cujo norte é a igualdade de conduta independentemente de qualquer atributo de quem quer que seja.
Pois bem, o pretenso “iluminismo peessedebista” já havia dado mostra, no Governo FHC, de que as instituições são (ou continuavam a ser) modeláveis às elites econômicas e políticas: mudança da regra do jogo por meio de “mensalões” (caso da emenda da reeleição, que alterou a regra do jogo com este em andamento, o que é “golpe branco”, sendo que sequer há processo aberto); processo de privatização de empresas estatais marcado por profunda opacidade, cujas investigações foram devidamente arquivadas; criação de agências de regulação após o processo de privatização e sem poder efetivo, com posterior cooptação dessas agências pelo grande capital; prática da “engavetação geral”, simbolizada por Geraldo Brindeiro, mas extensiva a todas as instituições federais, com apoio vigoroso da grande mídia, como se sabe; “rolo compressor” no Congresso Nacional; aparato jurídico/policial/midiático (leia-se “Mensalão” e “Operação LavaJato” nos, e contra os, Governos Lula e Dilma) voltado à seletividade de apurações, denúncias, vazamentos e condenações, em contraste ao que ocorreu no Governo FHC e ao que ocorre em alguns estados da federação, caso notório do estado de São Paulo, cujo poder de cooptação do PSDB é sistêmico.
Não se está, com essa análise, aceitando o modus operandi do sistema político brasileiro, marcado essencialmente pela “privatização da vida pública” – como temos apontados em inúmeros artigos neste portal –, que o PT nada fez para alterar e, mais ainda, “jogou o jogo” com desenvoltura, tal como o PSDB sempre o fez, porém sem a habilidade e profissionalismo deste.
Em outras palavras, as instituições – que, reitere-se, existem para dar legalidade, legitimidade e condução aos indivíduos e grupos – têm atuado no Brasil de acordo com as circunstâncias e as correlações de poder, mas com viés claramente elitista. Não se comportam, portanto, como instituições de Estado, em boa medida imunes ao jogo partidário e eleitoral. Não se está, igualmente, postulando “neutralidade” no sentido ingênuo deste termo, isto é, como algo independente de contextos econômicos, políticos, sociais e internacionais – o famoso “insulamento tecno-burocrático” como um tipo ideal puro. Há um abismo entre instituições de Estado, que zelam pela legalidade, transparência e ações baseadas em procedimentos, e facciosismo institucional. No Brasil contemporâneo essa segunda acepção – mesmo com inúmeras resistências e denúncias – tem dado o tom institucional de nossa frágil democracia.
O jornal “O Estado de S.Paulo”, periódico elitista, golpista e reacionário de longa data, publicou em 13/12/1968, como se sabe, o famoso editorial “Instituições em Frangalhos”, horas antes da edição do famigerado AI-5. Pois bem, embora os contextos sejam radicalmente distintos, não deixa de ser interessante olhar em perspectiva a construção institucional brasileira. Num certo sentido, mais propriamente simbólico, há fios condutores entre esses dois momentos, isto é, a fragilidade institucional brasileira.
Afinal, quando se imaginava que as instituições políticas de Estado caminhavam para a consolidação democrática, nos sentidos acima aludidos, e que o Estado de Bem-Estar Social pudesse de ampliar e mesmo se consolidar, largos retrocessos se interpõem. É claro que há contradições e resistências em todas elas, notadamente o STF, mas o vetor tem sido o desrespeito à Constituição, ao Direito Penal e à Democracia. Afinal, o ainda possível impeachment da presidente Dilma, a também possível cassação do registro do PT, o cerco persecutório a Lula, o achincalhe fascista ao PT, aos direitos sociais e trabalhistas e à esquerda – entre tantos outros exemplos de autoritarismo – demonstram que nossas instituições estão fortemente vulneráveis ao jogo do poder e às circunstâncias políticas.
A ciência política e a teoria política precisam repensar a questão das instituições à luz do “esfrangalhamento” institucional brasileiro. Afinal, a ênfase do que chamei de “epifenômeno das superestruturas”, marcante na ciência política brasileira contemporânea, parece ter se esgotado, o que poderá implicar o retorno à tradição da sociologia política no sentido de articulação entre elementos infraestruturais e o sistema político.
Eventual impeachment da presidente Dilma, cassação do registro do PT, desmoralização e até prisão do ex-presidente Lula, e desmontagem do inacabado Estado de Bem-Estar Social brasileiro levará, de roldão, o sistema político e a (frágil) democracia brasileira. Poderosos interesses econômicos estão por trás desse processo, a começar dos apoiadores da lei das terceirizações, da criminalização de movimentos sociais, da redução da maioridade penal, da privatização da Petrobras, do “entreguismo” do pré-sal, da “agenda Renan” e da “ponte para o abismo” do PMDB, do universo fantasioso da meritocracia dos Skafs, Dórias e Cherques, entre outros.
Golpistas, como em 1964, que se vangloriaram da deposição de João Goulart foram tragados – caso do jornal “O Estado de S. Paulo” e tantos outros – por aquilo que ajudaram a depor. Caso ocorra algo semelhante no Brasil contemporâneo, não será diferente, com a diferença de que as consequências são muito mais imprevisíveis hoje do que o foram àquela época.
Como muito bem aponta Luis Nassif:
“Mas em que pese a respeitabilidade de muitos de seus membros [do Ministério Público Federal), não logrou impedir a ação aventureira de jovens procuradores, a partir do momento que a Lava Jato ganhou protagonismo político e que a cúpula do MPF passou a aceitar passivamente a parceria procuradores-mídia.
As prerrogativas dos procuradores acabaram sendo utilizadas para ingressarem de cabeça no jogo político.
Trata-se de questão delicada para a própria independência futura do Ministério Público. Não é possível a qualquer democracia conviver com tal nível de interferência política, de facciosismo, que vai muito além da apuração da corrupção”.
Ainda há tempo para não apenas barrar os desígnios do golpismo como para construir nova hegemonia democrática e à esquerda, mesmo que no médio prazo. Mas isso requererá a construção de um projeto político que enfrente, reformando-os, a lógica privatizante do sistema político, o facciosismo das instituições, a mídia oligárquica e oligopólica, o capital rentista, o agronegócio, o sistema tributário, o empresariado antissocial, o neoliberalismo, entre outros, e toda sorte de interesses privados que aprisionam o Estado para poucos em detrimento da grande parte dos brasileiros.
São muitas tarefas que não permitem tréguas!
Toda a construção democrática após o fim da ditadura militar ancorou-se no fortalecimento das instituições políticas. Instituições que significam, de acordo com a teoria política, perenidade, impessoalidade (isto é, não facciosimo), transparência, ação por meio de procedimentos universais e justos, indução de comportamentos, entre outras características cujo norte é a igualdade de conduta independentemente de qualquer atributo de quem quer que seja.
Pois bem, o pretenso “iluminismo peessedebista” já havia dado mostra, no Governo FHC, de que as instituições são (ou continuavam a ser) modeláveis às elites econômicas e políticas: mudança da regra do jogo por meio de “mensalões” (caso da emenda da reeleição, que alterou a regra do jogo com este em andamento, o que é “golpe branco”, sendo que sequer há processo aberto); processo de privatização de empresas estatais marcado por profunda opacidade, cujas investigações foram devidamente arquivadas; criação de agências de regulação após o processo de privatização e sem poder efetivo, com posterior cooptação dessas agências pelo grande capital; prática da “engavetação geral”, simbolizada por Geraldo Brindeiro, mas extensiva a todas as instituições federais, com apoio vigoroso da grande mídia, como se sabe; “rolo compressor” no Congresso Nacional; aparato jurídico/policial/midiático (leia-se “Mensalão” e “Operação LavaJato” nos, e contra os, Governos Lula e Dilma) voltado à seletividade de apurações, denúncias, vazamentos e condenações, em contraste ao que ocorreu no Governo FHC e ao que ocorre em alguns estados da federação, caso notório do estado de São Paulo, cujo poder de cooptação do PSDB é sistêmico.
Não se está, com essa análise, aceitando o modus operandi do sistema político brasileiro, marcado essencialmente pela “privatização da vida pública” – como temos apontados em inúmeros artigos neste portal –, que o PT nada fez para alterar e, mais ainda, “jogou o jogo” com desenvoltura, tal como o PSDB sempre o fez, porém sem a habilidade e profissionalismo deste.
Em outras palavras, as instituições – que, reitere-se, existem para dar legalidade, legitimidade e condução aos indivíduos e grupos – têm atuado no Brasil de acordo com as circunstâncias e as correlações de poder, mas com viés claramente elitista. Não se comportam, portanto, como instituições de Estado, em boa medida imunes ao jogo partidário e eleitoral. Não se está, igualmente, postulando “neutralidade” no sentido ingênuo deste termo, isto é, como algo independente de contextos econômicos, políticos, sociais e internacionais – o famoso “insulamento tecno-burocrático” como um tipo ideal puro. Há um abismo entre instituições de Estado, que zelam pela legalidade, transparência e ações baseadas em procedimentos, e facciosismo institucional. No Brasil contemporâneo essa segunda acepção – mesmo com inúmeras resistências e denúncias – tem dado o tom institucional de nossa frágil democracia.
O jornal “O Estado de S.Paulo”, periódico elitista, golpista e reacionário de longa data, publicou em 13/12/1968, como se sabe, o famoso editorial “Instituições em Frangalhos”, horas antes da edição do famigerado AI-5. Pois bem, embora os contextos sejam radicalmente distintos, não deixa de ser interessante olhar em perspectiva a construção institucional brasileira. Num certo sentido, mais propriamente simbólico, há fios condutores entre esses dois momentos, isto é, a fragilidade institucional brasileira.
Afinal, quando se imaginava que as instituições políticas de Estado caminhavam para a consolidação democrática, nos sentidos acima aludidos, e que o Estado de Bem-Estar Social pudesse de ampliar e mesmo se consolidar, largos retrocessos se interpõem. É claro que há contradições e resistências em todas elas, notadamente o STF, mas o vetor tem sido o desrespeito à Constituição, ao Direito Penal e à Democracia. Afinal, o ainda possível impeachment da presidente Dilma, a também possível cassação do registro do PT, o cerco persecutório a Lula, o achincalhe fascista ao PT, aos direitos sociais e trabalhistas e à esquerda – entre tantos outros exemplos de autoritarismo – demonstram que nossas instituições estão fortemente vulneráveis ao jogo do poder e às circunstâncias políticas.
A ciência política e a teoria política precisam repensar a questão das instituições à luz do “esfrangalhamento” institucional brasileiro. Afinal, a ênfase do que chamei de “epifenômeno das superestruturas”, marcante na ciência política brasileira contemporânea, parece ter se esgotado, o que poderá implicar o retorno à tradição da sociologia política no sentido de articulação entre elementos infraestruturais e o sistema político.
Eventual impeachment da presidente Dilma, cassação do registro do PT, desmoralização e até prisão do ex-presidente Lula, e desmontagem do inacabado Estado de Bem-Estar Social brasileiro levará, de roldão, o sistema político e a (frágil) democracia brasileira. Poderosos interesses econômicos estão por trás desse processo, a começar dos apoiadores da lei das terceirizações, da criminalização de movimentos sociais, da redução da maioridade penal, da privatização da Petrobras, do “entreguismo” do pré-sal, da “agenda Renan” e da “ponte para o abismo” do PMDB, do universo fantasioso da meritocracia dos Skafs, Dórias e Cherques, entre outros.
Golpistas, como em 1964, que se vangloriaram da deposição de João Goulart foram tragados – caso do jornal “O Estado de S. Paulo” e tantos outros – por aquilo que ajudaram a depor. Caso ocorra algo semelhante no Brasil contemporâneo, não será diferente, com a diferença de que as consequências são muito mais imprevisíveis hoje do que o foram àquela época.
Como muito bem aponta Luis Nassif:
“Mas em que pese a respeitabilidade de muitos de seus membros [do Ministério Público Federal), não logrou impedir a ação aventureira de jovens procuradores, a partir do momento que a Lava Jato ganhou protagonismo político e que a cúpula do MPF passou a aceitar passivamente a parceria procuradores-mídia.
As prerrogativas dos procuradores acabaram sendo utilizadas para ingressarem de cabeça no jogo político.
Trata-se de questão delicada para a própria independência futura do Ministério Público. Não é possível a qualquer democracia conviver com tal nível de interferência política, de facciosismo, que vai muito além da apuração da corrupção”.
Ainda há tempo para não apenas barrar os desígnios do golpismo como para construir nova hegemonia democrática e à esquerda, mesmo que no médio prazo. Mas isso requererá a construção de um projeto político que enfrente, reformando-os, a lógica privatizante do sistema político, o facciosismo das instituições, a mídia oligárquica e oligopólica, o capital rentista, o agronegócio, o sistema tributário, o empresariado antissocial, o neoliberalismo, entre outros, e toda sorte de interesses privados que aprisionam o Estado para poucos em detrimento da grande parte dos brasileiros.
São muitas tarefas que não permitem tréguas!
*Prof. de ciência política da FGV/Eaesp e PUC/SP
Câmara em Pauta
Como um agente da lei pode agir ao arrepio dela, por tempo tão largo, em prejuízo de milhões e ficar impune?
Câmara em Pauta
Câmara em Pauta
Governo e PT já têm convicção de que Moro e auxiliares estão alinhados com oposição - Fato Online
Um ano para concluir sobre o que era evidente desde as suas primeiras manifestações. Quem deveria estar na vanguarda e antecipar se aos fatos, seguiu a reboque dos acontecimentos, permitindo que o mal crescesse a ponto de impregnar o cotidiano e o imaginário popular.
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Globo faz nova ofensiva pela abertura do pré-sal | Brasil 24/7
Uma investida contra a nação, a saúde e a educação. .
Globo faz nova ofensiva pela abertura do pré-sal | Brasil 24/7
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