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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Professor da USP responde ao jornalista Conti - Carta Maior

1/02/2016 - Copyleft

Professor da USP responde ao jornalista Conti

Quando se trata de Lava Jato, é incrível como a imprensa aderiu ao senso comum. Tudo o que promotores, delegados e juízes dizem é tomado como verdade.


Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto*

reprodução
Em texto publicado em sua coluna na Folha de São Paulo, Mario Sérgio Conti (“Diante da Lei”, 19.01.16) tenta desqualificar a nota publicada por uma centena de advogados e professores de Direito sobre a chamada Operação Lava Jato. A nota (clique aqui para ler o texto na íntegra) não imputa  irregularidades a um ou a outro juiz, delegado, procurador, embora isso fosse plenamente possível. São muitas.
 
Os juristas, entre os quais me incluo, alertam para os riscos de aceitar supressões ou flexibilizações de garantias básicas para punir acusados de envolvimento com atos de corrupção. O objetivo do alerta é  mostrar que os melhores fins não justificam todos os meios.
 
A ação de juízes e promotores, em consórcio, pode ser funcional para condenação célere e exemplar. Mas retira a imparcialidade do juiz, central ao Estado de Direito. Manter alguém preso, sem julgamento, com base apenas na gravidade da acusação ou na sua posição social, confere eficácia e legitimidade aos agentes da Lei. Mas aniquila a presunção de inocência e o devido processo.
 
Da mesma forma, adulterar a transcrição de um depoimento, não refletindo tudo que um depoente ou delator disse, torna mais certa e segura a punição. Mas retira a confiança na Justiça, outro valor nas sociedades civilizadas. E, por fim, desqualificar advogados que têm a função de defender quem já está condenado pela opinião pública  nos aproxima dos regimes totalitários.


 
Não é preciso defender a nota ou seus subscritores. O tempo o fará. Mas o texto de Conti mostra três tendências preocupantes para quem ainda não aderiu à onda lavajatista.
 
A primeira é que o jornalismo brasileiro parece ter perdido seu atributo mais importante: a capacidade de desconfiar, de fugir do senso comum. Mario Sérgio Conti é bom jornalista. Experiente e experimentado. Está na estrada há muitos anos. Devia ter aprendido a desconfiar sempre, apurar, ouvir o outro lado. Não fosse por dever de jornalista, por experiência própria. Aprendemos com nossos erros. E no caso de Conti o plural não é estilo de linguagem. Deveria ter aprendido com o vexame de publicar a descrição do enterro de uma arquiteta que não morrera (clique aqui e confira). Ou de expor a própria Folha ao constrangedor episódio de entrevistar o sósia do treinador da seleção Brasileira, como se estivesse entrevistando o próprio Felipão.
 
Quando se trata de Lava Jato, é incrível como a imprensa em geral aderiu ao senso comum. Aceita-se docemente o discurso oficial e laudatório dos protagonistas da operação. Tudo o que promotores, delegados e juízes dizem é tomado como verdade. Tudo o que se diz em contrário é suspeito.
 
Os jornalistas engajaram-se na elevada missão de punir os envolvidos a qualquer custo. Não se preocupam em olhar o outro lado, em desconfiar do que dizem juiz e procuradores. Não é só o Direito que pode ser vítima deste momento. O próprio jornalismo também.
 
A segunda tendência é a fuga do debate pelo artifício de desqualificar o antagonista. No artigo de Conti, ela se revela de duas maneiras. A primeira, um tanto vulgar. O texto vem escrito numa caricatura do linguajar forense. O chiste, quando elegante, pode ser uma crítica poderosa. Quando exagerado, fica grotesco (que o diga Chico Caruso e sua infeliz charge sobre advogados).
 
Nem todo advogado se expressa de forma gongórica. Nem todo jornalista se deixa enganar por um sósia.
 
A outra forma de desqualificação segue em jogral a senha dada pelos tarefeiros de Curitiba. Conti afirma que a Nota reflete interesses menores. Nas suas palavras, seria fruto da hipocrisia para agradar “homens de bens”.
 
Sem perceber (ou percebendo, sem entender o que isso representa), o jornalista cede sua privilegiada coluna para fazer coro a uma ideologia: os agentes públicos da Lava Jato são homens de bem, repositórios da esperança de limpar o país. Todos e tudo que seja visto como óbice à consumação desta “missão” é o lado negro da força. Sempre e invariavelmente.  Emula-se um poder sem contraponto, sem contenção. E, pior, sem possibilidade de crítica.
 
Ser advogado não é demérito. Muito ao contrário. Advogados, por definição, defendem direitos. E são tão essenciais à justiça quanto os jornalistas são essenciais à liberdade de informação. Embora haja bons e maus atuando nas duas atividades. Problema é a imprensa abraçar uma versão dos fatos e desqualificar a outra.
 
A última tendência preocupante é a mais grave. A tese forte do artigo é a de que os subscritores seriam hipócritas ao criticar prisões provisórias e abusos da Lava Jato. Afinal, diz, no país violações são a regra para presos pobres e desassistidos. Touché. Para Conti, como o país é campeão em arbitrariedades, haveria outro mérito na Lava Jato: agora também os “de cima” são tratados como desfavorecidos. Inauguramos o programa “Arbítrio para Todos”.
 
O Estado não mais discrimina ninguém, trata todos com absoluto desrespeito aos direitos fundamentais. Teríamos atingido a universalização do abuso. A empolgação de Mario Sérgio Conti em adular os próceres da Lava Jato é tanta que ele nem tomou a cautela de checar qual eram os signatários.
 
Naquela centena há muitos com atuação forte no Instituto de Defesa do Direito de Defesa, entidade voltada à defesa gratuita dos direitos de presos sem recursos. Vários dos subscritores têm ações e escritos criticando o absurdo de termos quase a metade da população carcerária sem condenação definitiva.  Mas o problema, insisto, não é de mera má prática de jornalismo. O problema é de concepção.
 
Defender um acusado não é obstar a Justiça. A defesa não é óbice, é parte da Justiça. Chamar a atenção para garantias desrespeitadas não é melar o processo. Apontar que “flexibilizações” na lei penal são um risco a todo indivíduo, não é fazer chicana ou manipular o formalismo.
 
Desqualificar a defesa é o discurso engenhoso, reconheça-se, dos protagonistas da Lava Jato, a começar pelo seu líder. Grave se torna quando a imprensa abraça a tese e  rebarba qualquer crítica à atuação destes agentes do Estado. Exatamente aqueles que detém poder e, portanto, deveriam ser vistos com desconfiança pela imprensa.
 
No final da coluna, Conti lembra um texto de Kafka, Diante da Lei. Ao fazê-lo se equivoca, de novo. Quem impede o pobre homem de entrar na lei não é um mero porteiro. É um guarda. Um dos tantos que estão lá para impedir-lhe de chegar à lei. É um agente do Estado.
 
A parábola é uma forte crítica ao poder e ao arbítrio de quem maneja a lei. Conti não entendeu a parábola. Nela se critica não só a seletividade social da aplicação da Lei. Critica-se o arbítrio do Estado, a opressão de punir sem conferir certeza, garantia àquele passível de punição.
 
Conti deveria ler Kafka.  Encontraria no Processo uma frase de Joseph K que lhe cairia perfeitamente: “Estava cansado demais para ter uma visão de conjunto de todas as consequências da história”.
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Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto, advogado e professor titular da Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco), é um dos signatários da nota de juristas que denunciaram os abusos cometidos pela Operação Lava-Jato.





Créditos da foto: reprodução
Professor da USP responde ao jornalista Conti - Carta Maior

O Brasil é um país democrático? - Carta Maior

01/02/2016 - Copyleft

O Brasil é um país democrático?

A caçada a Lula expressa as atrocidades dos grupos conserva Se estivéssemos na Revolução Francesa, certamente a guilhotina já teria ceifado sua cabeça!


Francisco Fonseca

Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Embora sejam perenes e, portanto, históricas, as desigualdades sociais, econômicas, político/institucionais, de oportunidades, de raça e gênero, entre outras, vivenciou-se no Brasil após 1988 e sobretudo com a ascensão do Partido dos Trabalhadores à presidência da República ampliação significativa de direitos políticos, sociais e trabalhistas. De certa forma, tratou-se de segundo momento de expansão do Estado Social, uma vez que fora inaugurado pela Era Vargas (neste, de forma parcial e sem que a democracia política tivesse sido incorporada).
 
Pode-se dizer que entre 1988 aos dias de hoje, mesmo com os dez anos de governos neoliberais, como o foram Collor e FHC, a Constituição de 1988 foi, lentamente, substantivada. Seu ethos foi-se espraiando, entre outros aspectos, com a criação e consolidação dos Sistemas Universais (SUS, SUAS, Fundef/Fundeb); a constitucionalização de verbas sociais; a manutenção – e fortalecimento, de Lula aos dias de hoje – da Previdência Social e do Salário Mínimo; as inovações na transferência de renda; a ampliação da participação política e do controle social; a maior transparência dos recursos públicos e o fortalecimento das instituições (embora, ambas, com ressalvas significativas); o protagonismo do Estado quanto ao desenvolvimento; entre outras. Grande parte desses avanços se deu sob os Governos petistas, como se sabe e tem sido reconhecido internacionalmente.
 
Esse conjunto de políticas públicas e mecanismos de participação criaram, em cerca de duas décadas – descontando-se, reitere-se, os interregnos de Collor e FHC – um país menos desigual e mais participativo, assim como instituições mais fortalecidas e independentes. Nesse sentido, jamais podemos nos esquecer, sob FHC, do “engavetador geral da República”, no contexto maior da instrumentalização dos poderes do Estado; da “emenda da reeleição”, cujos indícios de verdadeira compra de votos, com a devida condescendência da grande mídia “moralista” de hoje, são brutais; do escândalo das privatizações, notadamente sua “modelagem”; entre inúmeras outras aberrações não investigadas e não sensibilizadas pelas instituições, pela mídia e pelos grupos de classe média hoje mobilizados. Tais mazelas foram em boa medida suplantadas a partir de Lula, exceto o módus operandi da vida política nacional, que se manteve por meio da “privatização da vida pública”, cuja origem está no Sistema Político, em que o dinheiro é crucial à ação política.
 
Pois bem, se a análise até aqui é fidedigna, isto é, se houve avanços significativos a partir do primeiro Governo Lula – mesmo em meio à aliança de classes, ao papel do dinheiro na vida pública e ao não enfrentamento dos grandes poderes –, como explicar a atual conjuntura política brasileira, que em menos de um ano parece ter ruído – ou está em vias de – o que se conquistou, a duras penas, desde 1988 e desde 2003?
 
Como compreender o facciosismo do Judiciário, notadamente sua corte suprema, desde o julgamento do chamado “mensalão”? Como analisar o papel do Ministério Público, federal, na atual quadra política, e de diversos estados, como o de São Paulo (em larga medida verdadeiro “chapa branca” do grupo que está no poder há vinte anos)?; Como se pôde permitir a magnitude de poder a juiz de primeira instância, como o juiz Moro, igualmente faccioso? Como analisar o facciosismo anti-petista, portanto seletivo, na Polícia Federal? Como avaliar a ditadura desinformante e abertamente manipulatória da grande mídia? Como compreender o ódio de classes de grupos que se beneficiaram das políticas do Governo Lula, caso de setores empresariais e das classes médias tradicionais? Como entender o antipetismo de grupos sociais que ascenderam justamente por causa das políticas públicas efetivadas pelos governos do PT? Tais perguntas referem-se a instituições do Estado, a grupos sociais, a grupos econômicos e ao ambiente político. Somente poderão ser respondidas ao articularmos diversas dimensões e variáveis, que temos intentado ao longo dos artigos publicados neste Portal, notadamente desde o ano passado. De toda forma, continuam presentes em nossos questionamentos.
 
Neste início de 2016 há mais incertezas do que estabilidade, uma vez que a possibilidade de derrubada parlamentar e judicial – sem provas – da presidente eleita pelo voto ainda persiste. Mais ainda, persistem um sem-número de atentados ao Estado de Direito Democrático: prisões sem estofo jurídico, isto é, sem evidências, pela “República judicial de Curitiba”; extrema seletividade investigativa e vazamentos criminosos à imprensa, numa intensa articulação entre Poder Judiciário e Mídia; leniência para com alguns (caso de Eduardo Cunha, cujas provas são cabais) e dureza com outros (caso de Dulcídio Amaral, cujas provas são tênues); investigações voltadas ao PT, deixando de fora o PSDB, cujo objetivo é desfazer o evidente fio condutor entre ambos quando o assunto é Petrobras, empreiteiras, entre inúmeras outras; linchamento moral do PT e particularmente da presidente Dilma e do ex-presidente Lula, objetivo maior do golpismo; manifestações agudas de intolerância nas ruas e em ambientes públicos e privados. A lista é longa e esses são apenas alguns dos graves exemplos.
 
A atual caçada ao ex-presidente Lula, cuja trajetória fora, desde sempre, a conciliação entre classes – trata-se, portanto, de um político moderado – expressa esse conjunto de atrocidades institucionais, éticas, políticas e societárias (neste caso, dos grupos conservadores). Se estivéssemos na Revolução Francesa, certamente a guilhotina já teria ceifado sua cabeça!
 
O apelo popular quanto à narrativa midiática e de certos segmentos do Judiciário – caso do Ministério Público de São Paulo, que o colocou, assim como sua esposa, na condição de investigado, fechando os olhos às barbáries do Governo Alckmin – quanto ao suposto tríplex, sítio e barco são risíveis. Trata-se de ópera bufa das mais pobres da história brasileira, embora relembre o udenismo golpista e imoral contra Vargas.
 
Pois bem, o Brasil é um país democrático? Embora democracia seja um conceito polissêmico e de difícil definição, tal sua amplitude e variáveis envolvidas, pode-se dizer que, nesse momento, estamos mais próximos de uma “ditadura plutocrática” que rivaliza e enfraquece o governo institucional eleito pelo voto popular. O objetivo dessa “ditatura” é fazer recuar os direitos sociais e trabalhistas, de um lado, e políticos (notadamente a participação), de outro.
 
Mesmo sem alterações abruptas na ordem constitucional, política, econômica e social, uma vez que a marca dos governos Lula e Dilma foram e são o reformismo gradual, incremental, as velhas elites políticas – travestidas, por vezes, de “novos” movimentos e personagens – querem retomar a demarcação abissal de classes. Em outras palavras, mesmo que moderadamente, o fato insofismável é que há menor desigualdade e maior participação, apesar de as elites, em larga medida, terem seus privilégios em boa medida preservados. Ao lado disso, está a voracidade do Capital: setores empresariais e o rentismo.
 
Nunca um ditado popular foi tão característico de uma época: “cada macaco no seu galho”! É o que quer o rentismo, associado ao neoliberalismo; é o que querem os defensores da “meritocracia” independentemente das estruturas sociais; é o que quer a grande mídia oligárquica e oligopólica, cujo liberalismo é autoritário e dependente das circunstâncias; é o que querem os inocentes úteis que saem às ruas movidos pela “midiotização” do mundo e pela percepção equivocada de perda de direitos perante os avanços sociais dos mais pobres; é o que querem “lideranças” outsiders, tais como Kims, Cherques e outros tantos “ideólogos” destituídos do mais elementar estofo e que apenas ganharam evidência pelo espaço que conseguiram na mídia, ao lado de seguidores que minguam dia a dia. Ocuparam momentaneamente o vácuo da crise do sistema político.
 
Decididamente, o que estamos presenciando na vida político/institucional e societária se distancia vigorosamente da democracia, em qualquer definição que esta possa ter. Em outras palavras, não apenas não consolidamos nossas instituições democráticas – do ponto de vista do Sistema institucional, dos direitos sociais e dos valores democráticos –, como corremos o sério risco de perdermos o que se conquistou desde 1988.
 
Não há, no país, “liberdade de expressão”, pois vige aqui a ditadura do capital midiático, devidamente articulado ao leque empresarial dos mais diversos segmentos, entre os quais o rentismo. O Estado, desde a redemocratização, assiste passivo o embotamento das opiniões. Vide Waaks, Mervais, Garcias, Cantanhedes e tantos e tantos outros asseclas dos barões da mídia como ilustração cabal da ditadura midiática.
 
Mas ainda há tempo para reverter, ao menos parcialmente, esse quadro. A saída de Joaquim Levy, a rearticulação política (Jaques Wagner e Ricardo Berzoini), vitórias parciais no Supremo quanto ao rito do processo de impeachment, isolamento do golpismo de Michel Temer, a divisão do PMDB, o enfraquecimento de Cunha, o esgotamento midiático da Lava Jato (motivo pelo qual o suposto tríplex de Lula ganha destaque) etc são fatos políticos que levam a crer que o golpismo será derrotado. Mas, para além de barrar o impeachment – terminologia que intenta legitimar o golpe, tal como os militares o fizeram com os “atos institucionais” –, o que está em jogo é a democracia, os direitos sociais e trabalhistas, a esquerda e, consequentemente, o Partido dos Trabalhadores e sua maior liderança.
 
A tarefa para este 2016 continua urgente: nas instituições, na política, nas ruas e nos espaços (em sentido amplo) públicos, mas também no Governo Dilma: neste, como se vem afirmando há tempos, o Ministério da Justiça – certamente com outro ministro, com pulso e liderança – deve ocupar papel central para barrar o golpismo, a começar pela Polícia Federal, cuja atuação deve se dar dentro dos estritos marcos constitucionais e legais, diferentemente do que ocorre hoje. Afinal, Sérgio Moro, Gilmar Mendes, setores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, Grande Mídia, grupos de influência conservadores e setores do capital ligados ao rentismo constituem quase que um “Estado dentro do Estado”. Isso, por si só, coloca em xeque a própria ideia de democracia.
 
Muito além do Governo Dilma, o que está em jogo – nunca é demais reiterar – é a democracia política e social. Destituída Dilma e/ou destroçado o PT, o que nos espera é o que se está observando tragicamente na Argentina, isto é, neoliberalismo antissocial e privatizante, rentista, autoritário, subserviente às potencias internacionais e tudo mais que constitui a direita raivosa.
 
Impedir que a visão de mundo e as políticas dos Macris, Capriles e Aécios se tornem dominantes – com ou sem eles – é, portanto, tarefa urgente!
 
Por fim, as reformas do sistema político (representatividade dos partidos e fim da lógica da coligação/coalizão, ao lado do já aprovado fim do financiamento privado) e da mídia (“deslogopolização” e cumprimento dos artigos constitucionais), de um lado, e o enfrentamento ao grandes poderes (rentismo, dívida pública, agronegócio, reforma tributária que tribute os mais ricos etc), de outro, todo negligenciados, são a ponta de lança da agenda progressista e de esquerda que desde já deva ser gestada.
 
A ditadura plutocrática, que é hoje um Estado paralelo, poderá ser o Estado oficial caso democratas, progressistas e a esquerda não se unam em prol de uma agenda democrática mínima. O que está em jogo não é pouco!

*prof. de ciência política da FGV/Eaesp e PUC/SP



Créditos da foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O Brasil é um país democrático? - Carta Maior

O trabalho globalizado no vortex da era digital – LavraPalavra

O trabalho globalizado no vortex da era digital – LavraPalavra

Como ativistas progressistas fortalecem o monopólio da imprensa no Brasil? | Podemos Mais

Uma luta urgente e fundamental...Comunicação alternativa para neutralizar a mídia corporativa e golpista 


Como ativistas progressistas fortalecem o monopólio da imprensa no Brasil?


JO1
Por Everton Rodrigues* com colaborações de Alexandre Vega e Julio Oliveira
É comum ver ativistas da esquerda combaterem o monopólio da comunicação como se fosse algo distante das suas práticas políticas diárias. Podemos perceber distâncias entre teoria e prática. Vejamos algumas reflexões.
Muitos ativistas de esquerda, progressistas, pessoas que desejam uma outra sociedade, mais justa, acabam colaborando para criar, dar credibilidade e fortalecer o 4º poder no Brasil. A imprensa empresarial, criada como poder absoluto e sem qualquer fiscalização ou controle, pode fiscalizar pessoas, movimentos, partidos, criando manchetes e formar opiniões de acordo com os interesses que lhe for conveniente. O jornalismo, que deveria/prometeu ser uma força de fiscalização dos abusos dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e tornar público os fatos dos acontecimentos da sociedade jamais cumpriu seu objetivo no Brasil, desde o início foi capturado pelas empresas de comunicação que formaram este ambiente cínico da imprensa empresarial e ao longo do tempo adquiriu a capacidade de inventar crises, eleger presidentes para garantir seus próprios interesses e manter privilégios da elite brasileira. O discurso dos donos da imprensa brasileira é a pluralidade do cinismo.
Esse enorme poder da imprensa impede inclusive a instalação do Conselho Nacional de Comunicação para fiscalizar os abusos da própria imprensa.
“A massa mantém a marca,
a marca mantém a mídia
e a mídia controla a massa.”
George Orwell
A cada compra de conteúdos, menção que se faz a um veículo, a um determinado conteúdo, click, acesso, leitura, divulgação de link, e até produção de conteúdo, se aumenta o alcance e fortalecem as marcas como um produto bom para seus investidores. O aumento do valor de anúncios no veículo é também o aumento do poder e alcance do veículo.
A informação é poder! A igreja católica é exemplo histórico: na idade média, ao perceber o poder da informação e do aprendizado, mandou queimar em praça pública livros considerados “hereges” e perseguiu os autores que criticavam seus dogmas. A imprensa empresarial segue a mesma linha, persegue todas as pessoas relevantes que criticam sua visão de mundo (e dos seus anunciantes mais importantes). E para conseguir seus objetivos é capaz de mentir, distorcer informações, ocultar fatos, ter acessos a documentos oficiais sem autorização. Os interesses da imprensa podem proteger governos que gastam milhões em publicidade nos seus veículos e tentar derrubar outros por interesses econômicos e políticos contrários ao seus.
Um dos exemplos mais recentes acontece em São Paulo. A imprensa protege o governador Geraldo Alckmin porque ele é o representante do status quo que garante a compra de milhões em publicidade. O governo do estado, na figura da sua PM, nos 5 atos contra o aumento da tarifa de transporte público, cercou manifestantes e em seguida os atacou com bombas e balas de borracha, atingindo manifestantes e até pessoas que não participavam dos atos. Nem crianças e mulheres grávidas foram poupadas, jovens foram massacrados por ordem criminosa do governo do estado diante de nossos olhos. Há vários vídeos, fotos e relatos que comprovam. A cada manifestação a imprensa repete que o protesto acabou “em confusão”. O que o governo do estado e a PM estão fazendo é crime, mas a imprensa empresarial diz que é confusão. Sugerimos a leitura dessa matéria: PM protagoniza carnificina durante manifestação em São Paulo.
Outro exemplo são as manifestações que defendem impeachment da presidenta Dilma. A imprensa empresarial divulgou, convocou e fez cobertura ao vivo em todas manifestações em rádio, TV, jornal impresso e redes socais. Assim ela mobilizou seu público, leitor fiel, como mostrado em pesquisa realizada durante ato desse tipo:  O perfil é majoritariamente de brancos (73,6%), ricos (48% ganham acima de R$ 7,8 mil) e racistas (62% acham que negros não devem usar a cor da pele para conseguir ‘privilégios’ como cotas).
Exemplos não faltam. Mas vamos ao principal objetivo deste texto.
“É o compromisso de uma vida! É o compromisso da existência. Então acredito que tem que se lutar pela criação de seres coletivos que representem essa ideia, e se juntar com os que pensam parecido e aprender a lidar com a diversidade de diferenças que existem. Porque é mentira que existiram grandes homens que mudem a história, é mentira! Existem grandes causas, sempre atrás tem que haver colunas coletivas que são as que dão força…” trecho da entrevista com José Mujica “Política como “compromisso de existência
Mujica, uma referência para muitos de nós por ser a prova viva da diminuição da distância entre teoria e prática, fala brilhantemente sobre política como processo coletivo. E não existe um projeto coletivo político sem um projeto de comunicação. Contudo, a esquerda não conseguiu sequer produzir um debate coletivo qualificado sobre comunicação. A consequência é a não existência de um projeto de comunicação progressista, coletivo e verdadeiramente popular (não estatal) para o Brasil. Essa ausência de projeto coletivo de comunicação acaba levando ativistas a fortalecer a imprensa empresarial e facilita que alguns veículos progressistas repitam erros da imprensa empresarial para a nossa desgraça.
Existem alguns erros similares ao da imprensa tradicional nos veículos progressistas que estão em processo de desenvolvimento. Alguns veículos progressistas entram no jogo da corrida pela busca de cliques para também ampliar seus valores de anúncios e seus investimentos e muitas vezes podemos verificar que notícias são divulgadas sem uma verificação mais cuidadosa de fontes e de informações e mesmo algumas “liberdades estilísticas” para ajudar em temas considerados importantes para o campo progressista.
Acreditamos que um projeto de comunicação progressista precisa funcionar como uma rede, sem monopólios.
Como pessoas progressistas apoiam a ditadura da imprensa empresarial? São diversas questões a ser analisadas.
A imprensa empresarial é um negócio que atende a diversos interesses e neste tipo de empreendimento não existe interesse ou compromisso público. Existe interesse econômico. Em uma leitura crítica das publicações da mídia tradicional percebemos que a maioria das notícias veiculadas não atendem aos interesses da população pobre, maioria da população brasileira. A pequena parte que atenderia a esses interesses é garantida é garantido por um número reduzido de pessoas escolhidas a dedo pelos veículos para provar que dão voz a pluralidade de opiniões da sociedade, garantindo a ilusão de veículos com diversidade de pontos de vista.
Ou seja, os veículos da imprensa empresarial contratam algumas pessoas com pensamento progressista que garantem a produção de uma parte mínima de conteúdos de interesse público para venderem falsa ideia de diversidade e muitas pessoas da esquerda acreditam, o que fortalece a legitimidade dos veículos. Todas as pessoas que produzem conteúdos para qualquer veículo, querendo ou não, estão dando legitimidade para o contratante, porque produzir conteúdo não é igual produzir um sapato. Quem produz conteúdo para a imprensa está fortalecendo o ambiente cínico já constituído.
Quando uma pessoa assiste TV, escuta rádio ou lê jornal, poucas pessoas sabem que aquela pessoa consome conteúdos daquele determinado veículo. O único risco que pessoa corre é de, em um determinado tempo, de tanto consumir, acabar acreditando no que lê na imprensa empresarial. No meio digital você interage com os conteúdos dos veículos, e a depender da interatividade a pessoa poderá fortalecer o veículo mais ou menos, mas o fato é que toda a vez que se interage, fortalece-se aquele veículo.
Um veículo de comunicação para alcançar relevância precisa: 1) produzir conteúdos; 2) consumidores; 3) anunciantes; 4) no mundo digital precisa de cliques; 5) marca conhecida.
Todos os veículo da imprensa empresarial estão investindo no digital porque atinge de forma direta e é o único canal para quantificar acessos aos conteúdos.
No digital, quando a pessoa assina um site da grande imprensa corporativa mencionada neste texto, e paga para isso, está ajudando a manter a linha editorial, que sabemos ser ruim para a população pobre. Quando você clica em um link do veículo está colaborando para aumentar o número de acessos que determina os valores de anúncios. O maior número de acessos, aumenta o valor dos anúncios.
No digital ao pagar para ler uma mídia e a cada clique dado, você está fortalecendo duas vezes aquele veículo. Se compartilha um link do veículo está divulgando não só aquele conteúdo específico, mas está levando todas as pessoas que clicaram naquele link para um veículo que manipula a informação conforme seu interesse e ainda está fortalecendo a marca do veículo. Obviamente a consequência é que quanto mais a marca é vista, mais lembrada será!
Quando você 1) cria conteúdos; 2) assina; 3) clica nos links; 4) divulga noticias; 5) dá visibilidade para a marca e está também ampliando a capacidade do veículo atingir pessoas. Essa capacidade de atingir pessoas define o valor dos anúncios e também se os governos irão anunciar ou não naquele veículo. Geralmente os governos fazem anúncios em sites que possuem mais alcance. Quando um veículo demonstra ter um grande alcance (muitos leitores ou mesmo pessoas expostas ao seu conteúdo nos meios digitais) e também tem algum colaborador do campo progressista, os governos progressistas sentem-se na obrigação de anunciar naquele veículo sem se importar com o ambiente mentiroso e cínico que nossa imprensa criou. Mas este é outro debate.
Seria de grande importância os ativistas de esquerda repensarem suas práticas em relação a mídia corporativa para sair dessa bola de neve. Realizarem um amplo debate sobre comunicação no Brasil e desenvolver um projeto nacional para uma comunicação coletiva e livre. Assim, seria possível criar e fortalecer os veículos progressistas que praticam de fato uma outra comunicação com interesse público para diminuir o poder da imprensa que não serve aos interesses público e coletivo.
Quem topa?
*Everton Rodrigues, membro do Podemos Mais e ativista da comunicação e do conhecimento livre
* Alexandre Vega, é antropólogo e membro do coletivo Podemos Mais.
* Julio Oliveira, é jornalista e membro do Podemos Mais
Como ativistas progressistas fortalecem o monopólio da imprensa no Brasil? | Podemos Mais

O Ponto de Não retorno e A Defesa da Democracia - Carta Maior

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Lula 2018 enfrentará mídia e Judiciário | Brasil 24/7

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Governo tucano espanca secundaristas em Goiás: jovens lutam contra terceirização de suas escolas - Carta Maior

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domingo, 31 de janeiro de 2016

A operação Lava Jato perdeu os limites e saiu dos trilhos - Carta Maior

31/01/2016 - Copyleft

A operação Lava-Jato perdeu os limites e saiu dos trilhos

A ênfase com que os vazamentos voltaram segue o calendário político. Trata-se de reavivar o tema para entregar o caldeirão fervendo ao Congresso reaberto.


Luis Nassif - Jornal GGN

Reprodução



Se havia alguma dúvida sobre o caráter politico da Lava Jato, a Operação Triple X desfaz qualquer dúvida, especialmente após as explicações dadas pelo Instituto Lula. É possível que, com os últimos exageros, a Lava Jato esteja virando o fio.


Lá, se mostra que as tais informações novas, que justificaram a autorização do juiz Sérgio Moro para deflagrar a operação, constam pelo menos desde agosto do ano passado na ação do Ministério Público Estadual (MPE) paulista sobre a Bancoop. Não havia novidade. Foram reavivadas pelos procuradores e pelo juiz Sérgio Moro apenas para criar um fato político na véspera da abertura dos trabalhos legislativos.


Mais que isso, há uma narrativa lógica – e fundamentada em documentos – para as relações do casal Lula com o tal tríplex. São explicações fornecidas há tempos, desde que o tal tríplex passou a frequentar o noticiário e que vieram agora embasadas em documentos.


Ou a Lava Jato desmonta esses argumentos ou não conseguirá uma explicação lógica para sua última ofensiva, a não ser a intenção de influenciar o jogo político. 


Nos ambientes democráticos, a maior vulnerabilidade dos poderosos são os exageros cometidos no exercício do poder. De repente coloca-se um poder excessivo nas mãos de um grupo de procuradores, delegados e de um juiz de primeira instância, sem nenhum preparo institucional prévio, fruto apenas de um conjunto de circunstâncias políticas.


Pessoas que sabiam investigar e prender – e esbarravam, muitas vezes, nos obstáculos dos tribunais superiores – ganham o poder de, a partir do Paraná, influenciar o jogo político, abalar estruturas políticas e partidárias, criar comoção social, fazer valer suas preferências políticas. De repente, são bajulados, premiados, vestem-se a rigor para ganhar prêmios. Criam a mística dos heróis sem mácula e, para consumo externo, passam a acreditar nela.


A Lava Jato ganhou um poder excessivo. Com suas últimas investidas, a operação perdeu os limites e saiu dos trilhos.


A ênfase com que os vazamentos voltaram segue o calendário político. Trata-se de reavivar o tema para entregar o caldeirão fervendo ao Congresso reaberto, preparando o clima para a última investida pró impeachment.


O Ministro Jacques Wagner começa a ser bem-sucedido em sua tarefa de conciliação política. É o que basta para um comando de search nos depoimentos da Lava Jato, encontrando qualquer menção ao seu nome para alimentar o noticiário.


A bandeira do impeachment perde fôlego após a decisão do STF. Então, tratam de levantar o escândalo do Queen Marize, de 4 mil reais, e a Operação Tríplex para reavivar a fogueira do impeachment.


A equipe da Lava Jato já estava no tal sítio de Atibaia no mesmo momento em que chegava nas bancas a edição da Folha, com a tal manchete sobre o barco. Sequer deram um dia de prazo, para apagar as pistas do conluio jornalístico.


Hoje, no Estadão, mais vazamentos com a retumbante revelação – em manchete principal! – de que um lobista escreveu ao presidente de uma montadora estrangeira para investir no Brasil, pois ele teria boas relações com o presidente e com Ministros.


Como em geral costuma levar em média de 8 a 12 meses para cair a ficha da presidente e de seu Ministro da Justiça, sobre os eventos que afetam seu governo, um breve roteiro de como funciona a Lava Jato.

 



  1. A força-tarefa da Lava Jato é uma organização integrada e disciplinada, que trabalha de forma cooperativa sob o comando do juiz Sérgio Moro.



  2. Procuradores e delegados têm uma estratégia peculiar para se livrar da responsabilidade por vazamentos: esperam que a notícia vazada esteja em mais de um ponto. Estando, sempre haverá o recurso de atribuir o vazamento à outra parte. 



  3. Na Lava Jato, esse tipo de álibi não funciona. A Lava Jato atua como uma organização disciplinada, na qual todos os membros são solidários entre si. Basta ver a reação dos procuradores contra o delegado que ousou apontar irregularidades cometidas por delegados no episódio das escutas clandestinas na cela do doleiro Alberto Yousseff.



  4. Para aumentar a eficácia dos trabalhos, houve uma espécie de divisão de tarefa. Os delegados da PF se incumbem de atuar nas sombras, providenciando os vazamentos selecionados para os jornais. Já os procuradores representam a imagem pública, atuando como porta-vozes da dignidade, da transparência e da legalidade da Lava Jato. 



  5. A rigor, não existe diferença entre os delegados Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima e o procurador Igor Romário de Paula (sic). Todos têm a mesma natureza e incidem na mesma fraqueza de se lambuzar com o excesso de poder e avançar para além das suas atribuições, interferindo no jogo democrático com operações dessa natureza.


Créditos da foto: Reprodução
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sábado, 30 de janeiro de 2016

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

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Paulo Pimenta: Locutor de rádio da RBS, empresa suspeita de pagar propina, incitou ouvintes a cuspir em Lula "por corrupção"; ouça - Viomundo - O que você não vê na mídia

Aprofundam o incitamento à violência contra Lula. Com a PF, cujos integrantes usaram de imagem da presidenta com alvo de tiros e foram para as redes sociais manifestar sua oposição ao PT na última eleição, não se pode contar. Mas um órgão de inteligência e segurança deveria se empenhar na investigação das promessas de atentados contra o ex presidente e a atual mandatária. Onde está a ABIN que ninguém vê de tão secreta que deve ser? Ou será que estão esperando reações açodadas de alguns para criminalizar o moribundo PT? 

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