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terça-feira, 3 de novembro de 2015

De Braços Abertos: Folha transforma adesão de 75% em “debandada” de 25% | Portal Fórum

De Braços Abertos: Folha transforma adesão de 75% em “debandada” de 25%

novembro 3, 2015 18:05
De Braços Abertos: Folha transforma adesão de 75% em “debandada” de 25%
Ao tentar desqualificar o programa de redução de danos da prefeitura de São Paulo, matéria do jornal subverte dados de uma iniciativa que já traz mais resultados do que outras ações da área ou mesmo clínicas particulares de reabilitação, onde a desistência chega a 65%
Por Ivan Longo
O leitor que não acompanha o assunto e que não chegar ao final da matéria, onde as informações cedidas pela prefeitura de São Paulo, certamente terá uma impressão negativa e completamente distorcida do programa de redução de danos de usuários de drogas no centro da capital, o “De Braços Abertos”. Na reportagem veiculada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira (3), uma taxa de desistência baixíssima para um programa que lida com usuários de drogas foi transformada em um defeito. “Programa de combate ao crack da gestão Haddad tem debandada”, diz, maliciosamente, a chamada.
Há uma série de problemas nesse enunciado, que é sustentado e reforçado ao longo de praticamente toda a matéria, até a chegada do último tópico, onde constam os dados da prefeitura. O primeiro deles está no tipo de referência feita à iniciativa como “programa de combate ao crack”. Desde a criação do programa, em janeiro de 2014, que a gestão municipal e pesquisadores que ajudaram a elaborar o projeto insistem para que a iniciativa seja vista como um programa de redução de danos, e não, necessariamente, como um programa para “combater” o crack. A ideia é que, através da moradia, do auxílio à saúde, higiene e trabalho, dependentes químicos possam, aos poucos, abandonar ou abrandar o vício e se reinserir socialmente sem que se apele a abordagens violentas ou internações compulsórias – métodos comprovadamente fracassados e que não diminuíram o problema quando testados.
Outro problema, e de importância ainda maior, é o tipo de recorte que se faz, com o intuito de distorcer a realidade, ao dizer, logo na chamada, que o programa passa por uma “debandada”. Ao longo do texto é explicado que os pagamentos aos dependentes químicos que trabalham pelo programa caíram 25% em relação ao ano passado. Isto é, das mais de 500 pessoas cadastradas, cerca de 200 deixaram de trabalhar desde agosto do ano passado e, consequentemente, de receber. Eles continuam, contudo, morando em hotéis da região e contam com os outros benefícios do programa. Em outras palavras – as que a matéria do jornal não citou –, a adesão ao programa é, neste momento, de 75%.
“Não é a primeira vez que a Folha faz esse tipo de distorção. Se perverte dados só para dar uma manchete sensacionalista, negativa”, destacou à Fórum o psiquiatra, professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretor do Proad (Programa de Orientação e Assistência a Dependentes) Dartiu Xavier. O professor , inclusive, foi entrevistado pela reportagem da mesma matéria mas sua fala, que elogiava o programa, não ganhou o mesmo destaque que a “debandada” de 25%.
Usando casos isolados de dependentes químicos que adoeceram ou que ainda não encontraram um trabalho fixo, a matéria busca contestar a eficácia do programa que até agora mais apresentou efeitos positivos em relação à redução de danos. Quando o âmbito é dependência química, 25% de desistência pode ser considerada uma taxa muito baixa. “A maioria dos programas de tratamento de drogas tem uma taxa de desistência de 60% a 70%. Então, é muito pequena. Mesmo que você considere isso uma ‘debandada’, não nega o índice de sucesso. Para se ter uma ideia, em clínicas particulares de reabilitação a taxa de desistência é de 60% a 65%”, complementou Xavier.
Quase não se explora na matéria outro aspecto que contradiz a tese de que o programa vive uma “debandada”. O número de 25% que deixou de trabalhar é composto, em sua maioria, por usuários que adoeceram ou que já eram doentes e que passam por tratamento de saúde e psicológico, dependentes que estão fazendo cursos profissionalizantes ou ainda pessoas que, através do programa, conseguiram voltar para suas famílias ou mesmo se reinserir socialmente. No começo deste ano, por exemplo, 16 beneficiários foram contratados, com carteira assinada, por empresas vinculadas à prefeitura para atuar em equipamentos públicos e deixaram o programa.
“Dentro dessa porcentagem de “debandada” estão, inclusive, aqueles que voltaram para a família ou para o mercado de trabalho. São aqueles que tiveram a readequação social. Então, essa taxa não diz nada a respeito do programa. Ela só mostra que é muito baixa. Esse número já era, inclusive, previsto nos estudos de criação do projeto”, explicou Xavier.
Foto: Ivan Longo


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Transgênicos: a estratégia da inovação de exterminadores e traidores - Carta Maior

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Stiglitz: Brasil paga preço alto demais pela política de juros | Brasil 24/7

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"Onde há mais armas, há mais suicídios e homicídios" — CartaCapital

Segurança Pública

"Onde há mais armas, há mais suicídios e homicídios"

Um depoimento revelador de Túlio Kahn, doutor em ciência política pela USP e um dos principais criminólogos do país
por Ponte Jornalismo — publicado 28/10/2015 02h26
Foto: Luiz Silveira / Agência CNJ
armas-apreendidas
Armas apreendidas pelas polícias Civil e Militar
Por Tulio Kahn*
Passei a prestar atenção na questão das armas de fogo quando trabalhava no Ilanud (Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente), no final dos anos 1990, e a ONU (Organização das Nações Unidas) publicara um estudo internacional sugerindo que o Brasil era o país onde proporcionalmente mais se usava armas de fogo para cometer homicídios.
Havia uma percepção difusa de que as armas estavam de algum modo ligadas ao nosso crescente número de assassinatos – tanto que em 1997 o porte ilegal passou de contravenção a crime e é criado o SINARM (Sistema Nacional de Armas) – mas pouquíssimos estudos empíricos sobre o tema.
Como sempre, sofríamos do crônico problema da falta de dados e de pesquisas para embasar políticas públicas. A Lei 4937, de 1997, produziu um forte impacto na venda de armas no país e para reclamar da queda de 40% no faturamento, a indústria começou a divulgar seus dados. Na literatura internacional aventava-se a hipótese de que a taxa de suicídios local tinha forte relação com a disponibilidade de armas e agora dispúnhamos de dados para testar esta correlação no Brasil.
Este foi meu primeiro levantamento sobre o tema em 1999: tomamos as vendas anuais de armas da Taurus em 1997 e 1998, por Estado, calculamos a taxa de armas por habitante e comparamos com a taxa de suicídios disponibilizada pelo Datasus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde). E ali estava: confirmando um levantamento internacional que Martin Killias fizera anos antes com 18 países, encontramos uma forte correlação (r=.58) entre a quantidade de armas vendidas nos Estados pela Taurus e suas respectivas taxas de suicídio. Não havia o tal “efeito displacement” (que afirmava que “quem quer se matar se mata de qualquer jeito”). Nos Estados com menos armas, menos gente se matava.
Hoje já está estabelecido que a relação entre suicídios e disponibilidade de armas é tão grande que, se você não sabe ao certo quantas armas existem em circulação num lugar, pode-se tomar a taxa de suicídio como uma medida substituta. Esta foi a estratégia seguida por Daniel Cerqueira, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), aliás, para corroborar os efeitos do Estatuto do Desarmamento sobre a queda dos homicídios em São Paulo, em sua tese de doutoramento.
O principal motivo para se portar arma, segundo as sondagens de opinião, é a proteção contra crimes. A segunda razão é “se sentir forte” e a terceira “fazer boa impressão com os colegas”, como revelou a pesquisa de Nanci Cardia do NEV (Núcleo de Estudos da Violência, da USP), em 1999.
Mas será que a arma de fogo realmente protege quem a usa ou aumenta o seu risco? Esta foi a segunda oportunidade que tive de estudar o tema, como colaborador, em 2000, de uma pesquisa conduzida por Jacqueline Sinhoretto e Renato Lima para a Secretaria de Segurança de São Paulo. Em 1999, Ignacio Cano, do Iser (Instituto de Estudos da Religião), já estudara milhares de roubos no Rio de Janeiro e concluíra que o risco de levar a pior durante um assalto – ser ferido ou morto – era maior para quem tinha arma de fogo e reagira.
Os dados de São Paulo iam na mesma direção: segundo o DataFolha, cerca de 18% dos paulistas andavam armados. Entre as vítimas de latrocínio, 28% estavam armadas, sugerindo, portanto, que o uso da arma aumenta o risco de ser morto num assalto. O sociólogo Claudio Beato acaba de divulgar neste mês um estudo feito com 78 mil vítimas corroborando as conclusões destes levantamentos anteriores, usando dados da pesquisa nacional de vitimização.
A mídia dava muita atenção na época ao armamento pesado em mãos dos traficantes e os defensores das armas argumentavam que o grande problema da violência era causado por armas importadas, de grosso calibre, nas mãos dos criminosos. A discussão acabou pautando uma série de pesquisas sobre o tipo de armas envolvidos nos crimes.
Para a surpresa geral, os grandes vilões não eram os fuzis AR-15, mas os bons e velhos revólveres Taurus e Rossi, calibres .32 ou .38. Os criminosos valorizavam a indústria nacional. Foi o que detectou nova pesquisa do Iser, de 2000, analisando 590 armas apreendidas no Rio em razão de crimes: 57% eram Taurus e 31%, Rossi.
Em 2004, me encontrava na Secretaria de Segurança de São Paulo e pesquisando 15 mil armas apreendidas pela polícia encontrei números bastante parecidos: 56% eram da Taurus; 14%, Rossi. Levantamentos do Instituto Sou da Paz trazem os mesmos padrões. Assim caia por terra o argumento de que o perigo vinha de fora.
Foram esses estudos que subsidiaram o debate sobre a questão das armas de fogo e seu envolvimento com os níveis intoleráveis de homicídios no Brasil, e que ajudaram a criar um cenário favorável para a aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003.
Não se trata, como alguns afirmam, de medida petista para preparar a revolução bolivariana no Brasil. A discussão começou bem antes e quase todo o projeto foi elaborado durante o período de Fernando Henrique Cardoso como presidente, sendo apenas fruto da dinâmica congressual o fato de ter sido aprovado no primeiro ano da gestão Lula.
A medida já constava do Plano Nacional de Segurança Pública de 2000, do qual tive oportunidade de participar. Acompanhei de perto o processo, tanto como conselheiro do Instituto Sou da Paz quanto como diretor da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), no último ano do governo FHC, e de fato o controle de armas era uma questão consensual na comunidade acadêmica bem como entre os principais partidos.
Lembro de passagem que, durante o período como gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública, autorizei a compra de milhares de armas pelas polícias, que, na minha opinião, são as únicas que devem portá-las.
Na época da aprovação do Estatuto tinha acabado de assumir a coordenação da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento, órgão da Secretaria da Segurança Pública de SP responsável pela sistematização final e análise dos dados, onde os homicídios começavam a declinar lentamente desde a Lei de 1997, que transformou o porte ilegal de contravenção em crime.
Os dados de 2004 começaram a chegar e as diferenças eram nítidas: apesar do aumento das revistas e das buscas e apreensões, a polícia conseguia apreender cada vez menos armas. A proibição do porte e o aumento da punição e da fiscalização fizeram as armas saírem de circulação. Todos os indicadores mostravam isso: o número de armas perdidas pela população também caíra, junto com as apreensões de armas ilegais.
Como consequência da diminuição das armas em circulação – a queda dos homicídios medidos pelo Infocrim (a base de dados sobre a violência do governo paulista) e pelo Datasus – teve uma aceleração abrupta após dezembro de 2003. Estamos falando aqui de uma mudança de patamar, de uma quebra de nível na série histórica.
Usando series temporais e diversos procedimentos metodológicos (teste de Chow, análise de intervenção, modelos ARIMA, etc.) estimamos em 2005 que o Estatuto diminuiu em 12,9% o volume de armas apreendidas no Estado, em 14,8% os homicídios na Capital, em 17% as agressões intencionais com armas de fogo (Datasus), em 17,8% os latrocínios no Estado e em 25,9% na Capital.
Naquela época, munido dos dados do Infocrim, passei as estudar a morfologia da queda e a investigar todos as eventuais hipóteses para explicar o que ocorria em São Paulo, que apresentava quedas na criminalidade similares às festejadas quedas de Nova York, Cali ou Bogotá.
Os dados mostravam que a queda era generalizada no Estado, abrupta e ocorria em áreas ricas e pobres, afetava jovens e velhos, homens e mulheres, brancos e negros. A data do ponto de inflexão, a velocidade, força e características da queda sugeriam que o Estatuto do Desarmamento era o melhor candidato para explicar o fenômeno em São Paulo, ao lado de outras variáveis de alguma importância, como a demografia, uso do Infocrim, aumento na resolução de crimes de homicídio, melhorias na gestão das polícias e etc.
Diversos estudos, utilizando fontes e metodologias diferentes, corroboram o que encontrávamos na SSP. O Ministério da Saúde estimava em 2006 que o Estatuto invertera a tendência de crescimento linear da década anterior e que o impacto era da ordem de 24%.
Um grupo de epidemiologistas publicou na Health Affairs um estudo relacionando a queda no número de hospitalizações ao Estatuto. Utilizando dados da SSP-SP, diversas teses acadêmicas corroboravam os achados iniciais, como a de Gabriel Hartung, de Marcelo Justus dos Santos e de Daniel Cerqueira, três economistas que utilizam econometria pesada para garantir a robustez dos achados. Todos eles encontraram impactos significativos do Estatuto do Desarmamento sobre os homicídios em São Paulo.
Os ganhos não são permanentes. As armas estão guardadas nas casas e quando crescem os roubos e aumenta a sensação de insegurança, elas voltam a circular, como durante a crise econômica de 2009, que criou um “soluço” na tendência de queda dos homicídios em São Paulo. Trata-se de uma análise racional de custo-benefício: quando o cidadão se sente inseguro, encara os riscos de andar armado.
Isso ajuda a entender porque os efeitos do Estatuto foram desiguais pelo país. Num dos últimos escritos sobre o tema, um artigo para a Revista do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, sugeri em 2011, com o apoio de evidências, que os efeitos foram maiores nos Estados do Sudeste e menores no Nordeste em razão das diferentes conjunturas e dinâmicas socioeconômicas destas regiões: onde o crescimento econômico foi acelerado, como nas capitais nordestinas, houve um aumento dos crimes patrimoniais e da sensação de medo, que levou a população a circular com suas armas e, consequentemente, a um crescimento dos homicídios na região.
Não havia “clima” para falar em desarmamento, ao contrário do Sudeste, onde a estabilidade e mesmo a queda de alguns crimes contribuiu para o sucesso da nova Lei.
Em linhas gerais, isso foi o que aprendi pesquisando a questão nestas duas décadas: onde existem mais armas, existem mais suicídios e homicídios; o estrago é feito pelas armas nacionais de baixo calibre, compradas legalmente e que terminam na mão dos criminosos; portar armas aumenta o risco de ser ferido ou morto num assalto; tanto a Lei 4937/97 quanto o Estatuto do Desarmamento tiveram efeitos significativos sobre os homicídios em São Paulo; estes efeitos são tanto maiores quanto melhor for a implementação e mais favorável a conjuntura.
Nos meus 30 anos de segurança pública, não encontrei nenhuma outra medida ou política pública que tivesse efeitos tão significativos sobre a criminalidade quanto o Estatuto teve. Agora o lobby das armas, aproveitando a conjuntura anti-governo, quer acabar com umas das poucas medidas que serviram para melhorar a segurança deste país.
Pouco adianta falar em pacto para a redução dos homicídios se o Estatuto for revogado. Os homicídios irão retomar com toda a força a trajetória linear de crescimento observada desde os anos 1980 até 2003. Foi o que ocorreu durante a farra das armas. É o que vai acontecer novamente caso o Estatuto seja revogado, na convicção quase unânime da comunidade acadêmica que se debruçou sobre o tema. Se está ruim com ele, ficará muito pior sem.

*Túlio Kahn é doutor em ciência política pela USP e considerado um dos principais criminólogos do país.
** Reportagem publicada originalmente pela Ponte Jornalismo. 
"Onde há mais armas, há mais suicídios e homicídios" — CartaCapital

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O fascismo e as origens ideológicas da ditadura argentina | Borges | História Unisinos

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Irresponsáveis estão colocando o meu país de joelhos, por Barbara Gancia | GGN

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A mídia chocou os ovos da serpente - TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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Receita volta a emitir guia do esocial; 1,1 milhão de domésticas com direitos não é noticia - TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Receita volta a emitir guia do esocial; 1,1 milhão de domésticas com direitos não é noticia

domesticas
Os sites de notícias passaram o dia destacando os problemas operacionais – já resolvidos –  na emissão de guias de recolhimento do Simples Doméstico, que desburocratiza e unifica o recolhimento das obrigações patronais em relação aos empregados domésticas (mais justo será chamar de empregadas domésticas, porque veremos que mais de 90% serão mulheres).
Foi assim ao longo de todo o processo, desde que o notório Alexandre Garcia desancou o Governo, dizendo que os empregadores não iam se cadastrar. Sucederam-se as matérias dizendo que “só 10%”, “apenas 20″. “menos de 50%” dos empregadores tinha se cadastrados.
Ontem, eram 1,1 milhão de empregados cadastrados por 1,06 milhões de empregadores. Terça, o numero deve passar de 1,2 milhões de trabalhadores com seus direitos regularizados.
Quase ninguém falou nada sobre este imenso processo de regularização e inclusão num país que começou o ano com 11,7 milhões de carteiras assinadas no setor privado.
Lógico que muitos dos trabalhadores registrados no esocial já tinham registro, embora sem direitos e com difícil controle do recolhimento de suas contribuições. Mas é certo que muitos passaram a ter carteira agora que não se tornou mais simples e verificável o cumprimento das obrigações patronais.
Obrigações que – vocês lembram? – mídia dizia que ia gerar desemprego em massa, pois os patrões não tinham como honrar.
Não apenas não houve desemprego entre as domésticas como – por falta de vagas em outras atividades, seu número teve um ligeiro aumento em 2015.
E ninguém quebrou por causa disso.
No máximo um ou outro aprendeu a fazer arroz sem grudar no fundo da panela.
Receita volta a emitir guia do esocial; 1,1 milhão de domésticas com direitos não é noticia - TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

ESTADOS UNIDOS – JUROS E CRISE CAPITALISTA MUNDIAL ‹ Leitor — WordPress.com

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domingo, 1 de novembro de 2015

Revista Xapuri - Ed. 12 - Outubro, 2015

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O patrimônio de Lula | GGN

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Levy caça saída "ideológica" para sua própria incapacidade. - TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

QUE SE VÁ...E LOGO!

Levy caça saída “ideológica” para sua própria incapacidade.

lvytaca
A declaração do Ministro Joaquim Levy de que o governo pode reduzir a participação da Petrobras no pré-sal deve ser lida muito além de uma simples e abjeta adesão ao projeto criminoso de José Serra.
É óbvio, mesmo se deixarmos de lado as objeções tantas vezes expostas aqui de como isso é um atentado ao controle brasileiro sobre um tesouro imenso descoberto – repita-se sempre –  solitariamente pela Petrobras,  que num mercado de petróleo deprimido, a menos de 50% do preço por barril que se verificava há pouco mais de um ano, é mau negócio vender uma jazida gigantesca. Raciocínio simples como o de vender um imóvel num momento de baixa no mercado.
Não é, portanto, econômica a razão.
Se não é econômica, claro, é política.
Joaquim Levy não é mais o imperador das finanças dentro do Governo.
E não é porque tenha sido “sabotado” pela Presidenta ou pelo PT, ou pela esquerda.
A razão é outra: recebeu a carta branca para cortar despesas mas não entregou o prometido apoio do sistema a algum grau de confiança empresarial e aceitação de ajustes nos impostos.
Verdade que, em parte, pela crise política no Congresso, mas verdade também que seus padrinhos não bancaram politicamente os sacrifícios.
Se não pôde ser herói, Levy opta pelo papel que resta, o de vítima.
Planta notas de que anda com uma carta de demissão na pasta.
Provoca o quanto pode, para ver se os ingênuos gritam “Fora, Levy”, para que se aponte na ideologia sua inevitável saída do Governo.
Não é.
É a incapacidade. E olhe que é uma proeza fazer o Brasil, que se tornou baratissimo para o investimento estrangeiro, não estar vivendo um imenso afluxo de capitais.
O megacampo de Libra, por exemplo, hoje, custaria a metade do preço, em em dólares, do que na época do leilão.
O que Joaquim Levy procura é a ideologização de seu fracasso.
Ninguém atribui, porém, o papel tranquilizador desempenhado por Henrique Meirelles sobre os investidores a um impensável “esquerdismo” do ex-presidente do Bank Boston”.
O problema de Levy é só um: a realidade.
Deixou de ser plausível que, além das colunas econômicas e de um destes espasmos da Bolsa que ocorrem até porque pousa uma borboleta na Bolsa de Beijing, que a turma da bufunfa se debulh em lágrimas por sua queda, sobretudo se deu substituto seja “insuspeito” de esquerdismos.
Levy está bebendo de seu próprio cálice envenenado de paralisar o Brasil.

Levy caça saída "ideológica" para sua própria incapacidade. - TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Diário do Centro do Mundo » Janio de Freitas: Lava Jato “deve esclarecimentos ao país”

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FUP - Edição 1203 semana de 31/10 a 05/11/2015

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Ditadura militar: Argentina, a literatura da perda | Cultura | EL PAÍS Brasil

LATINO AMÉRICA, VOLTA TEUS OLHOS PARA O PASSADO...

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Direita abraça Plano Temer, mas não confia no PMDB | Brasil 24/7

O FUTURO SINISTRO QUE A ELITE PREPARA PARA OS BRASILEIROS.

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sábado, 31 de outubro de 2015

Harvard publica Estudo relatando que o Flúor reduz o QI « Blog Dr. Bayma

O jeito é escovar os dentes com raspa de juá.



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O “socialista” Jean Wyllys faz o jogo da direita e do imperialismo contra a Venezuela

O PSOL TEM DE SE DEFINIR SOBRE QUAL LADO ESTÁ NA LUTA DE CLASSES.

maduroVenezuela - Diário Liberdade - [Eduardo Vasco] A Venezuela vive um clima de tensão pré-eleições legislativas, que acontecerão no começo de dezembro. A direita golpista, como é de costume, já está chorando e esbravejando pela possível derrota, que seria a 19ª em 20 eleições desde que o “chavismo” chegou ao poder, há 16 anos.

Presidente venezuelano Nicolás Maduro. Foto: PSUV

São recorrentes as tentativas de desacreditar o sistema eleitoral venezuelano por parte da oposição. Ela mantém uma campanha suja contra o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), e dá mostras de que não irá aceitar, uma vez mais, a possível derrota para os candidatos bolivarianos.

Mas o acusado de não aceitar o resultado das eleições é... o presidente Nicolás Maduro. O autor de tal imbecilidade, porém, não é um político da MUD (Mesa de Unidade Democrática) e muito menos um terrorista financiado por Washington para desestabilizar o governo venezuelano. Jean Wyllys, uma das mais destacadas figuras do PSOL, considerado o melhor deputado federal em 2012 e um dos candidatos mais populares do Rio de Janeiro nas últimas eleições, distorceu em boa medida a realidade social e política da Venezuela, em um texto publicado em sua página do facebook.

“Maduro expressa seu desprezo pela democracia e pelas liberdades democráticas”, afirmou o ex-BBB, ao citar uma fala do presidente venezuelano na televisão estatal daquele país. Ao que parece, Wyllys, apesar de seu desempenho ativo no parlamento brasileiro, demonstra total incapacidade interpretativa do contexto da declaração ou de discernimento entre o Legislativo e o Executivo venezuelano.

A frase de Maduro foi exatamente a seguinte: “Se sucedesse esse cenário hipotético (da vitória da oposição) negado, negado e trasmutado, eu governaria com o povo, sempre com o povo, e com união cívico-militar. Se ocorrer esse cenário, negado e trasmutado, a Venezuela entraria em uma das mais turvas e comovedoras etapas de sua vida política, e nós defenderíamos a revolução, não entregaríamos a revolução, e a revolução passaria a uma nova etapa (...) a revolução não será entregue jamais (...) com a Constituição nas mãos, levaremos adiante a independência da Venezuela, custe o que custar e como for”.

O presidente se referia ao cenário de golpismo institucionalizado que, não é difícil de imaginar, a direita impulsionaria a partir de seus parlamentares, tendo maioria. Obviamente, é fundamental para a direita venezuelana reconquistar os aparelhos de Estado, tanto o Legislativo como o Judiciário (atualmente governistas) para chegar ao poder. E isso implicaria, como é habitual da direita, em uma campanha de desestabilização elevada a um grau sem precedentes para o “chavismo”. A oposição, que daria motivos para um aumento extraordinário do financiamento estadunidense, tornaria a governabilidade impossível para Maduro, que só poderia então recorrer ao apoio popular para permanecer à frente da nação e não ser derrubado por um iminente golpe de Estado.

Esse é o contexto da declaração do presidente venezuelano. Mas Jean Wyllys acredita que isso seja uma “ameaça velada” de Maduro ao seu povo. O “socialista” apresenta os problemas da Venezuela como sendo provocados somente pela má gestão administrativa do presidente, que, segundo ele, deixou para trás os avanços sociais conquistados durante os mandatos de Chávez, e esquece que a burguesia venezuelana está diretamente envolvida nisso. Primeiro, porque parte dela se incorporou ao governo bolivariano, que mantém ligações com setores abastados, apesar de ser apoiado nas massas, o que mostra o caráter de conciliação de classes do “chavismo”, que não rompe totalmente com a burguesia, mas que é vítima do imperialismo. Segundo, porque os setores mais reacionários da burguesia levam adiante uma guerra econômica terrorista, o que ocasiona no desabastecimento (com retenção, especulação e contrabando de produtos de primeira necessidade) e na alta inflação. Apesar disso, o governo busca compensar esses danos com constantes aumentos salariais, inclusiveacima da inflação.

Wyllys, que considera o governo bolivariano uma espécie de regime totalitário, chama de “retórica anti-imperialista” as declarações de Maduro, ao mesmo tempo em que o acusa de ameaçar expulsar do país repórteres da CNN e cancelar as licensas da emissora, legítima porta-voz do imperialismo em território soberano como é a Venezuela. Isso seria censura à imprensa, apesar de 80% dos meios de comunicação do país serem controlados pela oposição e os canais estatais não superarem 10% da audiência.

O pacifista (para os interesses da burguesia) do PSOL critica os trabalhadores venezuelanos por se armarem em milícias de bairros com ajuda do governo, mas outra contradição aparece quando, logo em seguida, fala da “repressão aos estudantes” (sacrossantos, intocáveis, todos bem intencionados), prisão de dirigentes da oposição, perseguição política, autoritarismo, ameaça a oposicionistas, difamação a opositores desse mesmo governo. Ora, por que um governo armaria suas vítimas? Há um esquecimento do que frequentemente ocorre por lá. Na tentativa de golpe de Estado em 2002, a oposição, com amplo apoio da imprensa e dos EUA, deixou vários mortos e repetiu o banho de sangue em 2014, com protestos nos bairros nobres de Caracas. Uma figura presente nos dois episódios foi Henrique Capriles, tradicional opositor do “chavismo”, que incitou a violência direitista e o caos, mas protegido de Wyllys.

Aliás, ele diz que o governo reprime violentamente manifestações. O mesmo discurso da direita mais feroz e raivosa, venezuelana, brasileira e latino-americana. “Tanques na rua, gás lacrimogêneo, grupos armados e manifestantes mortos é uma violação aos direitos humanos”, mais uma manipulação cínica do deputado. Ao colocar isso na mesma frase, passa intencionalmente a impressão de que as mortes nas manifestações de 2014 foram causadas pelo governo, sendo que ao menos metade delas era de chavistas, e a direita contava inclusive com grupos de franco-atiradores para atacar os apoiadores do governo que saíam às ruas para rechaçar o golpismo. Aliás, o governo tanto viola os direitos humanos, que a Venezuela foi reeleita esta semana como membro da Comissão de Direitos Humanos da ONU.

O clima de polarização política estremece de medo o parlamentar pequeno-burguês. O povo armado e organizado e a consciência de quem é o inimigo principal a ser combatido não são vistos com bons olhos por Jean Wyllys.

Progressista em relação às liberdades individuais, um liberal de esquerda, mas anticomunista, Wyllys acredita em um socialismo nos marcos da democracia burguesa, por isso é tolerado pelos capitalistas. Esse tipo de socialismo faz o jogo da burguesia.

Os limites do processo bolivariano encabeçado por Maduro são evidentes. O governo também é gerido nos marcos da democracia burguesa. Mas, e Chávez já tinha plena noção disso, o povo venezuelano é o motor desse processo, que tem o potencial de se radicalizar e superar a fase de democracia participativa bolivariana.

As massas ainda mantém fortes laços com seu líder histórico, e também com Maduro. Apenas o apoio do povo poderá suportar seu presidente diante de uma possível vitória opositora nas eleições legislativas. Esse cenário tende a ser de um aprofundamento da luta de classes e organização da classe trabalhadora venezuelana, tanto para impedir o golpe como para radicalizar o processo revolucionário e ser ela mesma o único agente de sua emancipação.

Mas em sua análise, Wyllys defende a “democracia e a liberdade”. Esse é exatamente o discurso da direita que quer derrubar Maduro.

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O “socialista” Jean Wyllys faz o jogo da direita e do imperialismo contra a Venezuela

O lado escuro do ”outro lado” no jornalismo sensacionalista de Época

O lado escuro do ”outro lado” no jornalismo sensacionalista de Época

31/10/2015 08:53 

A revista Época especializou-se em distorcer e manipular documentos, muitos deles vazados de forma ilegal, para difamar e caluniar o ex-presidente Lula. Esta semana, a revista, e o autor da matéria, Thiago Bronzatto, fazem isso novamente.

A revista não tem interesse em entender ou reportar os fatos de forma fiel, quer apenas construir ilações. Não tem o que se chama de jornalistas investigativos: são apenas redatores sensacionalistas, operando documentos vazados ilegalmente. Não apresenta fatos, quer apenas especular e fazer barulho em cima de tais documentos, tentando criar factoides políticos, vender mais revista e fazer audiência em redes sociais.

Não respeita o contraditório e engana os leitores, vendendo como “novidade” matérias requentadas. Por exemplo, colocando a tarja “Exclusivo” na capa desta semana, para um tema tratado em agosto por sua concorrente mais famosa e ainda mais mentirosa.

Para simular que ouve o “outro lado”, quase toda sexta-feira envia à assessoria do Instituto Lula burocráticos e-mails com perguntas cifradas, que escondem tema principal da matéria e o teor das ilações. A essa altura da produção da revista, as teses e especulações já estão prontas e, muitas vezes, até divulgadas no twitter do editor-chefe.

Nestes e-mails, seus jornalistas disfarçam ou sonegam informações necessárias para as respostas adequadas, como aconteceu mais uma vez nesta sexta-feira. Procurada pelo repórter Thiago Bronzatto, com perguntas que remetiam a um relatório do Coaf vazado de forma ilegal para a revista Veja, em agosto, a assessoria de imprensa do Instituto Lula perguntou diretamente: “É sobre o relatório do Coaf que a Veja já deu em agosto?”. O repórter de Época se recusou a esclarecer essa questão simples. Pior: ele mentiu, associando as perguntas a diferentes operações da Polícia Federal e Ministério Público, quando na matéria ele diz, e não dá para saber se é verdade também, que obteve o documento através da CPI do BNDES.

A questão não é menor: existe hoje uma investigação sobre o vazamento das informações desse relatório do COAF. O ex-presidente Lula e a empresa LILS solicitaram ao Ministério da Justiça, ao Ministério da Fazenda e à Procuradoria-Geral da República que apurem, na competência de cada instituição, as responsabilidades pela violação criminosa do sigilo bancário da empresa de palestras criada por Lula após deixar a presidência da República, a LILS.

No e-mail, o repórter já criminaliza os fatos, ao dizer que Lula teria feito “operações atípicas” no “mercado segurador”. Na realidade Lula apenas adquiriu um plano de previdência privada com o dinheiro ganho em palestras. É isso que informa o relatório do COAF, vazado criminosamente para Veja e requentado pela Época.

Numa apuração honesta, não era necessário perguntar nada ao Instituto Lula; bastaria conferir a nota que emitimos em 18 de agosto. 

Não há nada de ilegal na movimentação financeira do ex-presidente. Os recursos são oriundos de atividades profissionais, legais e legítimas de quem não ocupa nenhum cargo público: os valores mencionados no vazamento ilegal se referem a 70 palestras contratadas por 41 empresas diferentes, listadas no link acima. Todas palestras realizadas, contabilizadas e com os devidos impostos pagos. Tem palestra até para a Infoglobo, do mesmo grupo de comunicação que edita a revista Época.

Se Época acha que o valor pago é alto, poderia perguntar à direção do Infoglobo, que pagou o valor da palestra e que explicou, no jornal O Globo, que o fez por “participar de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento e a promoção do Rio de Janeiro. Em 2013, com esse objetivo, a empresa apoiou a Fecomércio-RJ na realização de um seminário sobre o mapa do comércio no Estado do Rio. Além de divulgar o evento em seus jornais, a Infoglobo arcou com os custos dos palestrantes, inclusive do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

Fazer palestras para uma empresa não implica em nenhuma outra relação e é uma prestação de serviço pontual que mantém a total independência do ex-presidente em relação ao contratante. Tanto que o ex-presidente ter feito uma palestra para a Infoglobo não o impede, ou sua família ,de mover processos contra o jornal, por exemplo, pela mentira contra o filho do ex-presidente publicada por Lauro Jardim em sua estreia em O Globo, na capa dominical do diário.  Mentira pela qual até hoje, nem o colunista nem o jornal se retrataram publicamente.



Jornalistas de Época caluniam, mais uma vez, ao chamar Lula de lobista e já estão sendo processados por isso na justiça, junto com o editor-chefe Diego Escosteguy.

Sobre a patética campanha de parte da imprensa tradicional e familiar brasileira contra Lula e sua família, que só esse mês rendeu 5 capas ofensivas de revistas semanais contra ele, o ex-presidente, com tranquilidade, declarou na última quinta-feira em Brasília:

“Eu só queria que vocês não ficassem preocupados com esses problemas porque digo sempre: ninguém, podem ter certeza, ninguém precisa ficar com pena. Se tem uma coisa que aprendi na vida é enfrentar adversidades. Podem ter certeza. Se o objetivo é truncar qualquer perspectiva de futuro, então vão ser três anos de muita pancadaria. Três anos. E podem ficar certos: eu vou sobreviver. Não sei se eles sobreviverão com a mesma credibilidade que eles acham que tem. Mas eu vou sobreviver.”







ÍNTEGRA DA TROCA DE E-MAIL COM THIAGO BRONZATTO, FUNCIONÁRIO DA REVISTA ÉPOCA

Thiago Bronzatto – Redação Época Brasília – Editora Globotbronzatto@edglobo.com.br30 de outubro de 2015, 11:25

Caros,

Tudo bem?

Estamos fazendo uma matéria para a próxima edição da revista ÉPOCA na qual mencionaremos o ex-presidente Lula. Vocês poderiam, por favor, me ajudar a esclarecer as dúvidas abaixo?

1-) No âmbito da operação Zelotes, foram identificados repasses de recursos da empresa L.I.L.S. para os filhos do ex-presidente e as suas respectivas empresas. Qual a razão dessas transferências?

2-) Qual a posição do ex-presidente Lula em relação à intimação da PF para ouvir o seu filho Luis Cláudio?

3-) No âmbito das investigações da Lava Jato e do MPF, há informações de que Lula tenha realizado movimentações financeiras no mercado segurador consideradas atípicas. O ex-presidente tem conhecimento disso? Qual a sua posição?

Estamos fechando hoje às 16h. Qualquer dúvida, estou nos contatos abaixo.

Aproveito este e-mail para reiterar o pedido de entrevista presencial com o ex-presidente Lula, enviado no dia 29 de junho deste ano, conforme sugerido pelo próprio Instituto Lula em nota publicada em seu site. Até agora, não tive nenhuma resposta sobre a minha demanda.

 Abraço e obrigado,



Resposta da Ass. De Imprensa do Instituto Lula imprensa@institutolula.org
30 de outubro de 2015, 13:25


Caro Thiago,

É sobre o relatório do Coaf que a Veja já deu em agosto?

Att,



Thiago Bronzatto às 13:29

Caro,

Trata-se de matéria diferente, como você deve ter percebido em nossas perguntas.

Abraço,

Thiago



Ass. De Imprensa Instituto Lula às 13:54

Caro,

Que é outra matéria é óbvio. O tempo espaço impede que uma matéria da Época em outubro seja a mesma da Veja em agosto. Seria até plágio.

O documento base, o qual você não identifica, nem explica, como é habitual nos seus "outros lados", parece o mesmo, pelas perguntas 1 e 3. Como não tenho certeza ser o mesmo, perguntei. E você não respondeu.

Sobre esse documento, há uma investigação em curso sobre o vazamento das informações nele, que estavam sob sigilo de justiça.

A Veja fez até um infográfico com ele na época, com perdão do trocadilho.

Tiago, a gente já respondeu ao seu pedido de entrevista faz tempo, você apenas falha em compreender isso e faz esse copiar-colar toda a sexta-feira. Não haverá entrevista para a Época, porque a revista é considerada um lixo, como foi publicamente dito. E pela existência de ações judiciais e a necessidade de correções factuais em matérias anteriores que a revista Época, e você especificamente, jamais fizeram.

Atenciosamente,



Thiago Bronzatto, às 14:02

Caro, eu gostaria apenas que você respondesse objetivamente as minhas questões. Posso considerar o seu e-mail como resposta oficial da assessoria de imprensa do Lula?

Abraço,

Thiago



Assessoria de Imprensa do Instituto Lula, às 14:19

Caro Thiago,

E eu gostaria apenas que você fizesse matérias de forma objetiva, imparcial, sem sensacionalismo e com correção factual. E também com  a devida checagem de informações, sem pegadinhas e realmente interessado em ouvir o outro lado. Mas como dizem os Rolling Stones, você não pode ter sempre o que você quer.

Todos os meus e-mails para você, assim como todas as suas mensagens para mim, podem se tornar públicos a qualquer momento que você quiser ou que nós quisermos, como já fizemos em outras ocasiões.

Atenciosamente,

O lado escuro do ”outro lado” no jornalismo sensacionalista de Época

dr.Goebbels "O Comparsa de Hitler"