Total de visualizações de página

sábado, 24 de outubro de 2015

Não dá pra ver ladrão chamar o PT de ladrão, critica Lula

Não dá pra ver ladrão chamar o PT de ladrão, critica Lula

Lula participou de Plenária pela Educação, organizada pelo Partido dos Trabalhadores, em Salvador (BA). Ele criticou a ofensiva contra a presidenta Dilma e saiu em defesa da educação
Não dá pra ver ladrão chamar o PT de ladrão, critica Lula
Foto: Instituto Lula
Por: Agência PT, em 24 de outubro de 2015 às 10:11:08
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar, na noite de sexta-feira (23), o processo de criminalização do Partido dos Trabalhadores. “Não dá pra gente ver ladrão chamando a gente de ladrão”, disse.
Para Lula, o Brasil vive, atualmente, “quase em um Estado de exceção”. “Nós temos que levantar a cabeça, porque nós nascemos para mudar esse país. A gente não pode ter medo nem permitir que joguem nas nossas costas a pecha daquilo que nós não somos”, pediu o ex-presidente.
“Não dá pra gente viver em uma sociedade onde prevalece a suspeição, onde as pessoas são condenadas antes de serem julgadas. O que condena hoje não é a decisão do juiz, mas a manchete do jornal”, criticou.
Lula participou de Plenária pela Educação, organizada pelo Partido dos Trabalhadores, em Salvador (BA). Na quarta-feira (21), ele também fez parte de um ato pela educação em Teresina (PI).
Durante o ato, Lula também criticou a ofensiva contra a presidenta Dilma Rousseff. “O que eles fazem com a Dilma é uma coisa nojenta, porque é o preconceito contra a mulher”, criticou.
Sobre as denúncias de corrupção, Lula defendeu que aqueles que erraram, que paguem pelos erros.
“Nós achamos que quem errar, tem que pagar. Parece que os empresários tinham dois cofrinhos: o do dinheiro bom e o do dinheiro ruim. E parece que pro PT só ia o dinheiro ruim. O bom era o do PSDB. É uma coisa insana”, ironizou.
“Nós precisamos lembrar a eles que o PT não é feito por meia dúzia de pessoas. O PT são milhões e milhões de homens e mulheres desse país, que trabalham e vivem do salário”, afirmou.
Além disso, ele defendeu a aplicação efetiva das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).
“Temos obrigação de mudar o nosso comportamento com relação a educação. Precisamos educar as pessoas para serem cidadãs em sua plenitude”, disse o ex-presidente.
“Este país nunca será o país que nós sonhamos se a gente não acreditar que a educação é o único instrumento que garante igualdade de oportunidades”, defendeu o ex-presidente.
Lula questionou, durante o discurso, o `ódio` ao PT. Para ele, essa raiva se deve às conquistas sociais. “Vocês acham que esse ódio contra nós é por causa de denúncia de corrupção, se eles corromperam esse país a vida inteira?”, indagou.
Da Redação da Agência PT de Notícias
Não dá pra ver ladrão chamar o PT de ladrão, critic

a Lula

Governo Alckmin esconde dados de homicídios causados por policiais

Governo Alckmin esconde dados de homicídios causados por policiais

No mês de agosto, foram registrados mais de 50 assassinatos cometidos por policiais em São Paulo
Governo Alckmin esconde dados de homicídios causados por policiais
Foto: Agência Brasil
Por: Agência PT, em 23 de outubro de 2015 às 17:22:34
A gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) omitiu informações sobre os dados de homicídios causados por policiais militares, ao divulgar as estatísticas nesta quinta-feira (22). A Secretaria de Segurança Pública do Estado desmembrou as informações e só divulgou os homicídios causados por PMs em folga no último trimestre e as mortes causadas por policias civis após um pedido do jornal ‘Folha de S. Paulo’, que solicitou novos números.
Nos nove primeiros meses deste ano, as polícias militares de Alckmin em serviço mataram 469 pessoas. Esses dados não contabilizam o assassinato de 19 pessoas, também no mês de agosto, nas cidades de Osasco e Barueri. Policiais militares são suspeitos de terem participado da chacina.
Já o número de mortes causadas por PMs de folga, foi maior no terceiro trimestre do ano, com o total de 55 vítimas. No segundo semestre, foram 47.
Só em setembro, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou 37 casos de morte por policiais no estado. Porém, este número foi maior em agosto, quando o número de assassinatos passou de 50.
O deputado Valmir Prascidelli (PT-SP) disse que não se pode esconder dados só porque eles não são positivos para a população. “As informações são claras e mostram que a violência por parte dos policias que estão de folga está aumentando. Existem também muitos indícios da participação de policias em grupo de extermínio”, afirma.
Para ele, o sigilo dos dados ou a tentativa de manipulá-los mostra o estilo de condução de São Paulo que é completamente diferente do que o governador Geraldo Alckmin costuma dizer que funciona no estado.
“Não é surpresa ter ele ter tentado omitir parte dessas informações. Isso já é tradicional de seu governo”, lembra.
“Esse é o estilo PSDB e do Alckmin de governar. Sempre tentando esconder a realidade dos fatos. Não se trata de divulgar notícia boa e esconder notícia ruim, mas de divulgar o que efetivamente corresponde a realidade da segurança pública de São Paulo”, conclui.
Por Danielle Cambraia, da Agência PT de Notícias
Governo Alckmin esconde dados de homicídios causados por policiais

Agora é oficial: FHC sabia e não fez nada! | Brasil 24/7

Agora é oficial: FHC sabia e não fez nada!



:
Ao registrar em seu livro de memórias a confissão de que tinha todos os meios para investigar um esquema de corrupção na direção da Petrobras e não tomou nenhuma providência a respeito, Fernando Henrique Cardoso prestou um inestimável serviço ao país.
Embora o caso possivelmente possa ser considerado prescrito, se tivesse sido descoberto e denunciado durante seu mandato, entre 1995 e 2002, o então presidente poderia ter sido enquadrado no crime de prevaricação, tipificado no artigo 319 do Código Penal ("Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal").
Se fosse um funcionário público comum, uma condenação poderia dar em pena de prisão, de  três meses a um ano, mais multa. Como era presidente da República, FHC poderia ser alvo de um processo que poderia levar ao impeachment. Mais fácil que o penoso trabalho de Helio Bicudo e Miguel Reale Jr. Imaginou? 
Para além de eventuais consequências jurídicas, resta a questão política atual. 
Informado pelo empresário Benjamin Steinbruch sobre quem comandava o esquema na maior empresa brasileira, Fernando Henrique nada fez. Isso permite questionar a credibilidade de quem, no início de 2015, enchia o peito para falar da Lava Jato. FHC disse no início do ano que era preciso chegar aos "altos hierarcas" envolvidos nas investigações -- uma referência a Lula e Dilma.
Mas quando podia fazer sua parte, Fernando Henrique preferiu ficar quieto.
"Por que FHC cruzou os braços?", perguntei aqui neste espaço, em fevereiro, num texto que debatia o silêncio tucano sobre uma denúncia de Paulo Francis, em 1996. Agora sabemos por que.
Conforme O Globo, Fernando Henrique tenta justificar a postura com o argumento de que pretendia fazer mudanças nas regras da Petrobras e não queria atrapalhar um debate que julgava necessário. Como se sabe, seu governo que tomou medidas favoráveis a privatização da exploração do petróleo, enfrentando uma vigorosa greve de resistência de petroleiros que não permitiu que fosse até o fim em seus planos. Até tanques do Exército foram a rua para tentar intimidar os petroleiros.
Mas o argumento não ajuda o ex-presidente.
FHC assinou, no Planalto, o decreto 2745, que eliminou a necessidade de licitação nos investimentos da Petrobras -- uma porteira aberta para a formação do clube de empreiteiras que iria dividir as obra da empresa em conversas entre amigos, sem disputa real.
O decreto 2745 é obra da assessoria jurídica do Planalto no governo de Fernando Henrique, cujo chefe era Gilmar Mendes, mandado ao Supremo no último ano de governo tucano. Hoje no TSE, Gilmar foi o ministro que mandou investigar possíveis ligações entre o esquema da Petrobras e a campanha de Dilma, abrindo ali uma das estradas da oposição para tentar chegar ao impeachment de qualquer maneira.
É até gozado, não?
O que se expressou, na atitude de FHC, foi uma moral de ocasião, de quem desperdiçou uma ótima oportunidade para estimular um debate honesto sobre a corrupção no Estado brasileiro. Comprova-se, agora, que  ele não só conheceu a situação de perto durante seu governo. Tinha informações de primeira mão. Também tomou a decisão de não investigar.
É uma postura que, pelo exemplo, só ajuda a desmoralizar -- confesso que isso não me deixa nem um pouco incomodado -- gravatões tucanos que estimulavam atitudes fascistas nas diversas CPIs da Petrobras. 
Não custa lembrar que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, abriu seu depoimento na CPI com um power point didático, onde exibia as quantias que cada partido -- PT e PSDB à frente -- havia recebido de cada uma das grandes empreiteiras denunciadas na Lava Jato. No mesmo dia, o líder do PSDB Carlos Sampaio defendeu a extinção legal do PT, logo depois que um provocador soltou um grupo de ratos na sala de depoimentos. Vaccari foi preso no dia seguinte pela manhã e encontra-se detido até hoje.
Agora é oficial: FHC sabia e não fez nada! | Brasil 24/7

Ignorância ou má fé na avaliação da Petrobrás | GGN

Ignorância ou má fé na avaliação da Petrobrás

Ignorância ou má fé na avaliação da Petrobrás
J. Carlos de Assis
Paulo César Lima
Fernando Siqueira
O “Correio Braziliense” publicou no último 14 de outubro uma reportagem na qual supostos especialistas em petróleo - Demetrius Borel Lucindo, da DMBL, e Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura – sustentam com base em dados e conceitos totalmente equivocados a tese de que a Petrobrás, “se não tivesse o Governo por trás”, estaria falida ou teria de ser vendida. Não fosse a situação caótica por que passa o país, no qual prolifera o besteirol técnico com propósito de manipulação política, a reportagem seria irrelevante.
Contudo, os leitores do “Correio” merecem saber que não há absolutamente nada na reportagem que reflita a realidade da Petrobrás. Desde o título – Dívida a Petrobrás passa de meio trilhão de reais – até a aritmética que compara essa dívida à geração  de caixa, tudo não passa de ilações grosseiras com números manipulados ou ignorados. É verdade que a Petrobrás tem uma dívida elevada – R$ 324 bilhões de dívida líquida no primeiro semestre, segundo dados oficiais -, o que é perfeitamente compatível com a geração de caixa
A receita líquida (EBITDA ajustado) no mesmo semestre foi de R$ 41 bilhões. Admitindo-se que se tenha o mesmo resultado operacional no segundo semestre, chega-se a um valor anual de R$ 82 bilhões. Em consequência, caso a Petrobrás suspendesse seus investimentos – algo que não deve fazer de forma alguma -, ela teria capacidade de pagar sua dívida em cerca de quatro anos. Será essa a empresa que os “especialistas” Lucindo e Pires querem quebrar, talvez pretendendo entregá-la aos grandes abutres internacionais?
Em relação à dívida, contudo, o mais importante nem é o potencial de pagamento a curto prazo - na medida em que a empresa tem fontes de financiamento disponíveis a prazos muito mais longos, inclusive na China -, mas a contrapartida dela, ou seja, o gigantesco ativo criado com os empréstimos tomados. Foi graças em grande parte à dívida que a Petrobrás descobriu e está desenvolvendo as reservas petrolíferas do pré-sal. E o montante recuperável dessas reservas colocam a Petrobrás na vanguarda da produção petrolífera no mundo.
De fato, a empresa detém 65% das reservas provadas de cerca de 10 bilhões de barris do campo Tupi, 100% de 10 bilhões de reservas de Búzios  (cessão onerosa), 100% de 6 bilhões de barris de Carcará (também cessão onerosa), 40% de 15 bilhões de reservas de Libra, 60% das reservas de 4 bilhões de barris de Iara, 60% de 2 bilhões de barris de Sapinhoá, 70% de 6 bilhões de barris de reservas na área das Baleias no Espírito Santo. Assim, considerando outros campos menores, as reservas da empresa se elevam, conservadoramente, a 48 bilhões de barris.
O que significa, em dinheiro, 48 bilhões de barris de petróleo retirados de reservas brutas com um fator de recuperação de 35% - que é conservador, dado que a Petrobrás já opera com um fator de recuperação acima disso no pré-sal? Com o barril do petróleo a 50 dólares, dado que ninguém prevê um preço abaixo disso no futuro, são 2 trilhões e 400 bilhões de dólares, algo que, comparado à dívida da Petrobrás, a coloca numa situação patrimonial invejável, e perfeitamente administrável do ponto de vista operacional e de solvência.
Os investimentos da Petrobrás, parte por geração de recursos próprios, parte por empréstimos, fizeram com que suas reservas de petróleo – dela e não da União - ultrapassassem, em muito, as reservas de importantes petrolíferas mundiais como Shell, Exxon Mobil e BP. O indicador mais relevante para as empresas petrolíferas é justamente a relação entre a dívida e as reservas de petróleo. Atualmente, apenas a Exxon Mobil apresenta uma relação entre dívida e reserva menor do que a Petrobrás. Isso demonstra o equívoco da análise apresentada no artigo quando considera apenas o valor absoluto da dívida.
É importante assinalar que o verdadeiro valor referente ao volume recuperável de reservas da Petrobrás de, pelo menos, 48 bilhões de barris não está lançado nos registros contábeis da empresa. Dessa forma, o patrimônio líquido está subavaliado. Estão lançados apenas os custos de exploração e produção desse volume, que são muito baixos em relação ao valor  real do ativo. Além disso, é óbvio que esse grande volume a ser produzido fará com que a geração de caixa da empresa seja maior que os R$ 353 bilhões estimados no próprio artigo.
Considere-se ainda que mesmo esse baixo valor de R$ 353 bilhões é muito maior que o valor dos financiamentos que vão vencer até 2018, da ordem de R$ 160 bilhões. A conclusão dos dois “especialistas” deveria, portanto, ser outra: a Petrobrás tem, sim, geração de caixa suficiente para pagar suas dívidas, e até fazer outras. Outro equívoco do artigo é mencionar que os custos administrativos, como a folha de pagamentos, não estão considerados no valor de R$ 355 bilhões. Isso é um erro grosseiro dos “especialistas”, já que tais custos são considerados no cálculo da receita (EBITDA).
Também não é verdade que o custo de capação da Petrobrás está em 13% em dólar. Em junho de 2015,  a empresa captou US$ 2,5 bilhões em notas globais com prazo de 100 anos no mercado internacional. Esse papéis saíram com um rendimento para o investidor de 8,45% ao ano e um cupom de 6,85% ao ano. Registre-se que a demanda pelos  títulos chegou a US$ 13 bilhões, o que indica que o rendimento poderia ter sido até menor. Também é importante notar que a taxa interna de retorno dos projetos de exploração e produção da Petrobrás é de cerca de 25%, algo que justifica plenamente a tomada de dívida para investimentos.
A Petrobrás foi e continua sendo a empresa mais lucrativa do Brasil. Assim, não fazem  sentido as alegações dos dois “especialistas” segundo as quais a empresa só não entrou em recuperação judicial porque tem o governo brasileiro por trás; ou, ainda, que se fosse privada teria falido. De fato, de 2006 a 2013 os lucros médios da Vale e da Petrobrás foram, respectivamente, de R$ 17,9 bilhões e R$ 27,8 bilhões, com ampla vantagem para a Petrobrás. Além disso, no ano de 2015, a empresa conquistou o mais importante prêmio internacional na área da indústria petrolífera mundial.
Portanto, confundir a Petrobrás com os bandidos que ocuparam parte de sua governança por um tempo, suscitando a investigação-espetáculo da Lavajato que a fragilizou sem necessidade, é um insulto à inteligência do povo brasileiro que não pode se deixar manipular pelos oportunistas, internos e externos, que querem assaltá-la, assim como às reservas de petróleo do Brasil, cobiçadas mundialmente. As alternativas de engavetamento do pré-sal e da venda de ativos citadas pelos dois “especialistas” para contornar a crise circunstancial a empresa são meros pretextos para a entrega dos recursos naturais do país a empresas estrangeiras.
Certo, a Petrobrás passa por uma crise, mas ela não se deve primariamente a suas condições econômicas. É uma crise de liquidez, que se resolve com relativa facilidade. Isso pode ser feito, por exemplo, dentro das linhas do projeto Requião sobre a reestruturação do setor petróleo, que está sendo relatado no Senado pelo senador Marcelo Crivella. De acordo com esse projeto, o Tesouro, repetindo um expediente adotado em 2009 e 1010, injetaria na Petrobrás os recursos necessários para que volte ao nível de investimento em outubro de 2014. Outra alternativa seria recorrer ao Banco dos BRICS ou, mesmo, a um empréstimo direto da China. Em qualquer hipótese, será necessário uma faxina em regra na governança da Petrobrás.
Recorde-se que quando o Primeiro Ministro chinês, Li Keqiang, esteve recentemente no Brasil foi anunciado que a China disponibilizaria uma linha de crédito para o país, através da Caixa Econômica Federal, de US$ 50 bilhões de dólares. Acho que o Governo, mergulhado na crise política, esqueceu-se desse dinheiro, não tendo proposto, que eu saiba, um único projeto para mobilizá-lo. Creio que não há hora mais apropriada para direcioná-lo para a Petrobrás a fim de que ela recupere sua capacidade de investimento e irrigue financeiramente a cadeia produtiva do petróleo, salvando nesse mesmo movimento os fornecedores, as construtoras contratadas e as prefeituras das áreas petrolíferas que estão quebrando Brasil afora.
J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de mais de 20 livros sobre economia política brasileira.
Paulo César Lima - Ex-engenheiro da Petrobrás, atual assessor legislativo do Congresso Nacional.
Fernando Siqueira - Engenheiro aposentado da Petrobrás, vice-presidente da AEPET e diretor do CREA-RJ  
                
Ignorância ou má fé na avaliação da Petrobrás | GGN

PT promove caravana em defesa do partido e contra ofensiva golpista

PT promove caravana em defesa do partido e contra ofensiva golpista

Segundo a deputada Luizianne Lins (PT-CE), a intenção é mostrar a força do PT e defender o partido da oposição
PT promove caravana em defesa do partido e contra ofensiva golpista
Por: Agência PT, em 23 de outubro de 2015 às 11:22:38
Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciaram nesta quinta-feira (22), em Salvador (BA), uma caravana em defesa das lutas históricas da legenda. A proposta é dialogar com a população, movimentos sociais e militância; e percorrer as principais cidades do País ao longo dos próximos meses.
“Essa é uma reação do PT contra a agenda da direita, que tenta impor de qualquer maneira uma pauta negativa de ataques e ameaças na tentativa de criminalizar o partido”, justifica a coordenadora da caravana, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).
De acordo com ela, a intenção é promover uma “ofensiva” para discutir a atual conjuntura política, avaliar e fazer autocríticas.
A ideia da caravana surgiu em uma conversa da bancada do PT com o ex-presidente Lula, que sentiram a necessidade de dialogar com o povo e com a militância da legenda para defender o partido e o governo da presidenta Dilma Rousseff.
A deputada afirma que diariamente o PT é atacado na Câmara dos Deputados pela direita brasileira que vem tendo esse tipo de comportamento devido a tentativa de desconstituir o governo da presidenta Dilma.
“Nós também vamos fazer um resgate da história do partido e mostrar que estamos em movimento, em alerta e que temos orgulho da nossa história e de sermos filiados ao PT. Esse é um movimento para mostrar nossa força e esclarecer o que muitas vezes a grande imprensa não fala”, reforça.
Para Luizianne Lins, apesar de o PT ser o principal partido de sustentação do mandato de Dilma, é preciso distinguir o governo da atuação do partido.
“Existem várias forças políticas dentro do governo e nós, que representamos a força política de esquerda, somos a maior delas. No entanto, partido é diferente de governo. O PT é uma instituição de características políticas próprias e, por isso, entendemos que nesse momento é importante fazer esse diálogo com a população”, conclui.
Por Danielle Cambraia, da Agência PT de Notícias
PT promove caravana em defesa do partido e contra ofensiva golpista

'Ninguém vai ficar na miséria se cortar o Bolsa Família' | Brasil 24/7

'Ninguém vai ficar na miséria se cortar o Bolsa Família' | Brasil 24/7

Os Estados Unidos e sua negação da agressão global - Carta Maior

Os Estados Unidos e sua negação da agressão global - Carta Maior

Imposto sobre heranças e mobilidade intergeracional no Brasil - Carta Maior

Imposto sobre heranças e mobilidade intergeracional no Brasil - Carta Maior

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Licença para matar - Revista de História

Licença para matar

Milhares de homicídios praticados pela polícia do Rio são legitimados como “autos de resistência”

Michel Misse, Carolina C. Grillo, Cesar P. Teixeira e Natasha Néri




    •  
      Nenhuma polícia de país civilizado mata mais que a do estado do Rio de Janeiro. Entre 2001 e 2011, mais de 10 mil pessoas foram mortas em confronto com a polícia fluminense em casos registrados como “autos de resistência”. Embora sejam homicídios, essas mortes são classificadas separadamente por se tratar de casos com “exclusão de ilicitude”, ou seja, teriam sido supostamente cometidas em legítima defesa ou com o objetivo de “vencer a resistência” de suspeitos de crime. 
       
      Desde o início do século XX e durante toda a República Velha, a atividade policial no Rio de Janeiro estava voltada para o controle arbitrário das populações pobres. Seu foco, entretanto, não era ainda propriamente a repressão à criminalidade: atendia a demandas de ordem moral, como as numerosas prisões por “vadiagem”. Somente na década de 1950, em face do crescimento dos crimes contra a propriedade, surgiram os chamados “grupos de extermínio”, inicialmente no interior das instituições policiais. 
       
      A partir dos anos 1980, o tráfico de drogas passou a ocupar lugar de destaque na agenda da segurança pública. Após a popularização do comércio de cocaína, fortaleceram-se também as redes do varejo da maconha. Com o advento em escala mundial da “guerra contra as drogas”, aumentou a demanda pelo combate ao tráfico e à criminalidade de modo geral, ainda que isto implicasse o emprego de práticas arbitrárias pelas autoridades. A opinião pública parece concordar que a solução para o problema precisa passar pela suspensão dos direitos civis de uma série de indivíduos. 
       
      Tal postura aparece de forma ainda mais contundente no Rio de Janeiro, tendo em vista a gravidade e a complexidade da questão criminal que se configurou em torno do domínio territorial de favelas por grupos de traficantes armados. Apesar de o problema da insegurança em muito ultrapassar a sua relação com o tráfico de drogas, este passou a ser visto como o foco central e a origem da questão da chamada violência urbana.
       
      Foi nesse contexto que o governo do estado do Rio começou a investir cada vez mais em recursos materiais e humanos para a Polícia Militar. Ao longo da década de 90, os esforços resultaram na aquisição de armas de alto potencial letal, na contratação de membros para a corporação e na expansão considerável de sua frota de viaturas, incluindo veículos blindados, apelidados de “caveirões”. Também houve investimento na capacitação dos policiais para atuarem em contextos de “guerrilha urbana”. Todo esse aparato de guerra foi empregado em operações cada vez mais constantes em favelas, com o objetivo de fazer frente ao poder local dos traficantes.
       
      Se, por um lado, foram passos importantes na consolidação da superioridade bélica do estado em relação às facções do tráfico, por outro, desencadearam um aumento considerável na letalidade da ação policial. Foi então que o dispositivo do “auto de resistência” ganhou destaque. Presente desde a época da ditadura militar, esta classificação administrativa passou a ser empregada com maior frequência para designar as mortes resultantes das operações policiais. Durante o governo Marcelo Alencar (1995-1999), seu uso chegou a ser estimulado por uma remuneração concedida a policiais – intitulada “premiação por bravura”, que ficou conhecida como “gratificação faroeste”. 
       
      No ano de 2007, os autos de resistência atingiram seu ápice: foram contabilizados 1.330 casos no estado do Rio, sendo 902 só na capital. Alguns dados surpreendem, como o alto número de “menores”, ou seja, crianças e adolescentes que supostamente resistiram à ação policial e foram mortos. O número pode ser até muito mais elevado que o oficial, já que a polícia não sabe determinar a idade de grande parte das vítimas. Também salta aos olhos a frequência relativamente baixa de vítimas policiais em relação à de criminosos ou suspeitos, se considerarmos a dinâmica de confronto com criminosos fortemente armados. Não há como não estranhar o resultado dessa comparação: no ano de 2008, por exemplo, houve 1.137 vítimas civis de “autos de resistência”, para 26 policiais mortos no estado. Isto significa que, para cada policial, 43,7 civis acabaram mortos. A versão oficial é de que as vítimas resistiram e colocaram em risco a vida de policiais que pretendiam prendê-las em nome da lei. 
       
      A frequência dos “autos de resistência” começa a cair a partir de 2008, em parte pela implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), pelo enfraquecimento de grupos que dominam a venda de drogas em favelas e pela diminuição dos confrontos armados entre traficantes e policiais. No entanto, é preciso considerar o número de mortes de supostos criminosos que foram atribuídas à atividade de milícias ilegais, formadas por policiais e outros agentes de segurança. Esses homicídios mantêm-se em alta na zona oeste da capital, substituindo ilegalmente os “autos de resistência” e contrabalançando sua queda. O aumento continuado dos registros policiais de “pessoas desaparecidas” no mesmo período pode também ocultar um percentual de vítimas de execução, o que está a exigir uma investigação isenta de todos os casos de pessoas que não reapareceram. 
       
      Na região metropolitana, os autos de resistência são muito mais frequentes nos bairros mais pobres e distantes do centro. E quando esses casos chegam à justiça criminal, o número de inquéritos arquivados por “exclusão de ilicitude”, a partir de 2005, alcança a cifra de 99,2%.
       
      O procedimento administrativo chamado “auto de resistência” foi criado em 1969 pela Superintendência da Polícia do então Estado da Guanabara. Utilizou-se, como base legal, o artigo 292 do Código de Processo Penal (1941), que autoriza o uso de meios necessários para “defender-se ou para vencer a resistência” à prisão em flagrante. Com a instituição do auto de resistência, dispensava-se a necessidade de prisão em flagrante dos policiais ou mesmo de abertura de inquérito sobre o caso. A criação desse procedimento coincide com a entrada da Polícia Militar, antes uma força auxiliar aquartelada, no policiamento ostensivo e cotidiano da cidade, em substituição à antiga guarda civil.
       
      No Registro de Ocorrência, no item denominado “Envolvidos”, são listadas todas as pessoas que participaram do episódio, como autores, testemunhas e vítimas. Em geral, as testemunhas dos autos de resistência tendem a ser apenas os próprios policiais envolvidos no homicídio. Caso sejam incluídos os crimes imputados ao morto, este aparecerá tanto como “vítima” (do homicídio proveniente de auto de resistência) quanto como “autor” (dos demais crimes, como roubo, resistência ou tentativa de homicídio contra os policiais). Os policiais também podem aparecer como “vítimas” de tentativa de homicídio. Esta formalização da culpabilidade das pessoas mortas é o primeiro passo do processo – quase sistêmico – de incriminação das vítimas, dando início à narrativa que justifica o seu óbito.
       
      Os policiais envolvidos também fornecem seus Termos de Declaração. Os depoimentos costumam ser praticamente idênticos, indicando terem sido copiados entre si, alterando-se apenas os nomes dos autores e suas participações específicas. Os textos produzidos nos “termos” não são uma transcrição fiel das palavras usadas pelos PMs: resultam de uma negociação e de uma mistura do que foi dito por eles e do que o policial civil considera pertinente incluir no documento. Compõem uma espécie de narrativa-padrão, que visa legitimar a ação policial em legítima defesa: a declaração do policial militar passa a ser uma versão formulada pela Polícia Civil, ganhando o status de “fato”.
       
      No contexto carioca, em que grupos de traficantes armados dominam territórios de moradias de baixa renda, a troca de tiros entre bandidos e policiais é interpretada pelos atores institucionais como uma situação rotineira que permeia o cotidiano do trabalho policial. Na maioria dos casos, os Termos de Declaração afirmam que os agentes de segurança estavam em patrulhamento de rotina ou em operação, perto ou em localidade dominada por grupos armados de traficantes, quando foram alvejados por tiros e, então, revidaram à “injusta agressão”. Após cessarem os disparos, teriam encontrado um ou mais “elementos” baleados no chão, geralmente com armas e drogas por perto, conduzindo-os imediatamente ao hospital. Em quase todos os autos de resistência é relatado que as vítimas morreram no caminho para a unidade de saúde, o que reforçaria a legalidade das condutas do agente do estado. No entanto, ao desfazer a cena do crime, o “socorro” às vítimas na prática impede a perícia local.
       
      Na narrativa-padrão, a vítima é descrita com os termos “elemento”, “opositor”, “facínora” ou “meliante”, o que coopera para a sua classificação como criminoso, mesmo antes de se buscarem seus antecedentes ou de se apurarem as circunstâncias de sua morte. Como se baseia na “fé pública” depositada nos policiais enquanto servidores do estado, o Termo é considerado uma “evidência” testemunhal que permite formular a primeira explicação oficial sobre o que teria acontecido. 
       
      Assim que toma conhecimento de ocorrências de morte não natural, o delegado instaura um inquérito, que resume o caso com base nas informações contidas no Registro de Ocorrência e enumera as diligências a serem realizadas para a apuração dos fatos. Nas ocorrências de auto de resistência, a narrativa dos inquéritos já parte do pressuposto da legítima defesa, ou seja, de uma versão que esclarece as circunstâncias da morte.
       
      Nos casos em que outras testemunhas, além dos policiais, prestam depoimentos na delegacia, as perguntas que lhes são dirigidas costumam centrar-se na caracterização moral da vítima, com o objetivo de saber se ele usava ou não drogas, se trabalhava ou estudava e, principalmente, se era ou não “bandido”. Como os parentes da vítima normalmente não presenciaram os fatos, tendem a informar somente sobre o seu comportamento e “caráter” em vida, como o envolvimento ou não com o uso de drogas ou o tráfico. Dificilmente esses depoimentos são usados para buscar outras testemunhas que possam ter presenciado os fatos. Caso o depoente afirme que o morto tinha conduta suspeita ou criminosa, isto endossa a argumentação oficial de que houve legítima defesa.
       
      É comum entre policiais civis e militares a visão de que bandidos “merecem morrer” e de que a ação letal da polícia é justificável se o morto tiver tido, em algum momento de sua vida, envolvimento com práticas criminosas. Apesar de se conhecer a autoria do crime, não há indiciamento nem prisão em flagrante do autor, pois parte-se do princípio de que ele atuou legalmente, evitando-se, assim, possíveis sanções disciplinares. Até porque um indiciamento o impediria de obter promoções em sua carreira durante o andamento do inquérito, que pode se arrastar por mais de cinco anos, além de constar em sua folha de antecedentes criminais.
       
      Há um senso comum generalizado, não apenas entre policiais, mas entre atores das demais instituições da Justiça Criminal e na opinião pública como um todo, de que matar um criminoso não constitui crime. A crença na impunidade vinculada ao fantasma da violência urbana e ao descrédito na capacidade punitiva do estado fundamenta o apoio de significativa parcela da população à prática do extermínio de criminosos, expresso no lema “bandido bom é bandido morto”. O estereótipo deste sujeito seria o “bandido pobre”, envolvido com o comércio ilegal de drogas em áreas pobres. Até mesmo os movimentos sociais que pressionam pela incriminação de policiais em casos de “autos de resistência” costumam atuar apenas em relação às vítimas consideradas inocentes.
       
      Para além de um imperativo moral, “matar bandido” aparece como uma obrigação funcional do agente de segurança pública enquanto “cidadão cumpridor de suas atribuições”, operando certa manutenção de posições de poder. Nos inquéritos dos autos de resistência, a folha de antecedentes criminais do morto é sempre solicitada, mas não a do policial. Interessa mais saber sobre o passado da vítima do que ter acesso à vida pregressa do autor do fato ou à quantidade de homicídios que ele já cometeu em serviço.
       
      Ao longo de sua circulação entre a delegacia e o Ministério Público, o inquérito desses casos geralmente não é visto como prioridade, por envolverem, em sua maioria, pessoas de baixa renda, moradoras de favelas e, sobretudo, por terem como autores policiais militares ou civis que trabalham na área, com quem os investigadores não desejam se indispor. 
      Dentre os poucos laudos periciais presentes nesses inquéritos, estão aqueles que versam sobre o material apreendido com o morto, como armas, munições e drogas. Diversos policiais e promotores comentam que estes objetos podem ser falsamente arrecadados por policiais para se forjar um auto de resistência, constituindo um conjunto apelidado de “kit bandido”. Ele é composto principalmente pela “vela”, arma supostamente “plantada” junto ao cadáver. A existência do objeto em posse da vítima configura grande indício de que houve resistência, mesmo que não se comprove disparo.
       
      Os escassos elementos probatórios reunidos nos “autos” são listados e referenciados ao longo de uma narrativa que encerra o trabalho de investigação da polícia, no chamado Relatório Final de Inquérito, redigido por um delegado. Nesta conclusão, quase invariavelmente fica provada a legalidade da conduta policial, que teria agido em legítima defesa. 
       
      O arquivamento é a tendência natural nos casos de auto de resistência, e a homologação final da legitimidade da morte. Confirma que a versão policial é a verdadeira: sua narrativa ganha, enfim, o status de “verdade jurídica”. Diante disso, os agentes de segurança pública não são considerados autores de um crime. Já a vítima, esta sim, é cristalizada como responsável por uma resistência que levou o policial a matá-la. Materializado nos volumes do inquérito, o morto terá, nesse processo, o mesmo destino de outros milhares de indivíduos arrebatados pela polícia: uma caixa engavetada no arquivo do Estado.
       
      Michel Misse é coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NECVU), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carolina C. GrilloCesar P. Teixeira e Natasha Néri são pesquisadores associados do NECVU-UFRJ. Todos são autores de Quando a Polícia Mata. Homicídios por “autos de resistência” no Rio de Janeiro (2001-2011), (Booklink/CNPq/NECVU-UFRJ, 2013).
       
      Saiba Mais
       
      MISSE, Michel. Crime e violência no Brasil contemporâneo. Estudos de sociologia do crime e da violência urbana. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2011.
      VERANI, Sérgio. Assassinatos em nome da Lei. Uma prática ideológica do direito penal. Rio de Janeiro: Editora Aldebarã, 1996.
      ZACCONE, Orlando. Indignos da Vida. A desconstrução do Poder Punitivo. Rio de Janeiro: Editora Revan, 2015.
    Licença para matar - Revista de História

    Brasil é número um em mau comportamento na sala de aula - Amambai Notícias

    Brasil é número um em mau comportamento na sala de aula - Amambai Notícias