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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Democracia & Política: REVELADO! "LAVA JATO" FOI PLANEJADA POR MORO PARA DERRUBAR PT/LULA

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

REVELADO! "LAVA JATO" FOI PLANEJADA POR MORO PARA DERRUBAR PT/LULA



[Na Itália, Berlusconi (à esquerda; uma mistura de Eduardo Cunha, Maluf e Aécio Neves), foi o "rei posto" pela "Operação Maõs Limpas" no lugar do "rei morto" (Bettino Craxi). A "Lava Jato" foi concebida para o "rei posto" ser o PSDB e o "rei morto" o governo PT. Ver a seguir o plano de Moro de 2004 (trechos em azul entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política')]


A operação de guerra da Lava-Jato

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

"O vazamento torrencial de depoimentos, a marcação cerrada sobre Lula, o pacto incondicional com os grupos de mídia [que têm a missão de fabricar a "opinião pública esclarecida" direcionada], a prisão de suspeitos até que aceitem a delação premiada [com o aproveitamento seletivo partidário dessas delações], essas e demais práticas adotadas pela "Operação Lava Jato" estavam previstas em artigo de 2004 do juiz Sérgio Moro, analisando o sucesso da "Operação Mãos Limpas" (ou "mani pulite") na Itália.

O paper "Considerações sobre a operação Mani Pulite", de autoria de Moro é o melhor preâmbulo até agora escrito para a Operação Lava Jato. E serviu de base para a estratégia montada.

Em sete páginas, Moro analisa a operação Mãos Limpas na Itália e, a partir dai, escreve um verdadeiro manual de como montar operação similar no Brasil, valendo-se da experiência acumulada pelos juízes italianos.

As metas perseguidas

Na abertura, entusiasma-se com os números grandiosos da Mãos Limpas: "Dois anos após, 2.993 mandados de prisão haviam sido expedidos; 6.059 pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros".

Admite [como simples e sem muita importância]"efeitos colaterais", dez suicídios de suspeitos, vários assassinatos de reputação cometidos na pressa em divulgar as informações [para alcançar objetivos político-partidários] e, principalmente, a ascensão de Silvio Berlusconi ao poder [uma mistura de Eduardo Cunha, Maluf e Aécio Neves].

Mas mostra as vantagens, no súbito barateamento das obras públicas italianas depois da Operação. Principalmente, chama sua atenção as possibilidades e limites da ação judiciária frente à corrupção nas democracias contemporâneas.

A lógica política da Mãos Limpas

A lição extraída por Moro é que existe um sistema de poder a ser combatido, que é a política tradicional, com todos seus vícios e influências sobre o sistema judicial, especialmente sobre os tribunais superiores.

O sistema impede a punição dos políticos e dos agentes públicos corruptos, devido aos obstáculos políticos e “à carga de prova exigida para alcançar a condenação em processo criminal”.

O caminho então é o que ele chama de "democracia" – que ele entende como uma espécie de linha direta com a “opinião pública esclarecida”, ou seja, a "opinião [planejada] e difundida pelos grandes veículos de imprensa", dando um 'by-pass' nos sistemas formais.

É a 'opinião pública esclarecida' que pode, pelos meios institucionais próprios, atacar as causas estruturais da corrupção. Ademais, a punição judicial de agentes públicos corruptos é sempre difícil (...). Nessa perspectiva, a opinião pública [a única escolhida para ser publicada] pode constituir um salutar substitutivo, tendo condições melhores de impor alguma espécie de punição a agentes públicos corruptos [somente aqueles que estão no poder], condenando-os ao ostracismo.

O jogo consiste, então, em trazer a disputa judicial para o campo da mídia [aliada pelos mesmos objetivos ideológico-partidários].

Análise de situação

Em sua opinião, os fatores que tornaram possível a Operação, alguns deles presentes no Brasil.

1. Uma conjuntura econômica difícil, aliada aos custos crescentes com a corrupção.

2. A abertura da economia italiana, com a integração europeia, que abriu o mercado a empresas estrangeiras.

3. A perda de legitimidade da classe política[somente a que está no poder] com o início das prisões e a divulgação dos casos de corrupção. Antes disso, a queda do “socialismo real”, “que levou à deslegitimação de um sistema político corrupto, fundado na oposição entre regimes democráticos e comunistas”.

4. A maior legitimação da magistratura graças a um "tipo diferente de juiz" que entrou nas décadas de 70 e 80, os “juízes de ataque”, nascido dos ciclos de protesto [os juízes e procuradores da equipe de Moro na Lava Jato, antes da eleição de 2014, já se revelavam nas suas redes sociais "diferentes", "de ataque", atacando com termos grosseiros a candidata Dilma e enaltecendo o candidato Aécio]. 

O uso da mídia [ou ao contrário, o uso e o direcionamento pela mídia da operação Lava Jato, com fins partidários e ideológicos (pró-mercado internacional)] 

Um dos pontos centrais da estratégia, segundo Moro, consiste em tirar a legitimidade e a autoridade dos chefes políticos – no caso da “Mãos Limpas”, Arnaldo Forlani e Bettino Craxi, líderes do DC e do PSI – e dos centros de poder, “cortando sua capacidade de punir aqueles que quebravam o pacto do silêncio”. Segundo Moro, o processo de deslegitimação foi essencial para a própria continuidade da operação mani pulite.

A arma para tal é o uso da mídia, através da ampla publicidade [direcionada] das ações. Segundo Moro, na Itália teve “o efeito salutar de alertar os investigados em potencial sobre o aumento da massa de informações nas mãos dos magistrados, favorecendo novas confissões e colaborações. Mais importante: garantiu o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas obstruíssem o trabalho dos magistrados”.

Moro admite que a divulgação indiscriminada de fatos traz o risco de “lesão indevida à honra do investigado ou acusado”. Mas é "apenas um dano colateral menor".

Recomenda cuidado na divulgação dos fatos, mas “não a proibição abstrata de divulgação, pois a publicidade tem objetivos legítimos e que não podem ser alcançados por outros meios".

Segundo Moro, “para o desgosto dos líderes do PSI, que, por certo, nunca pararam de manipular a imprensa, a investigação da “mani pulite” vazava como uma peneira. Tão logo alguém era preso, detalhes de sua confissão eram veiculados no “L’Expresso”, no “La Republica” e outros jornais e revistas simpatizantes”.


[Prêmio "Faz Diferença": os donos da Globo, uma das fabricantes da direcionada "opinião pública esclarecida" (sic), premiam Moro por ele ter feito com sucesso a diferença entre governo PT e oposição]

Para ele, apesar da Mãos Limpas não sugerir aos procuradores que deliberadamente alimentassem a imprensa, “os vazamentos [filtrados e direcionados] serviram a um propósito útil. O constante fluxo de revelações manteve o interesse do público elevado e os líderes partidários[selecionados como alvo] na defensiva. Craxi, especialmente, não estava acostumado a ficar na posição humilhante de ter constantemente de responder às acusações e de ter sua agenda política definida por outros”.

A delação premiada

Segundo Moro, a estratégia consiste em manter o suspeito na prisão, [com a farsa de] espalhar a suspeita de que outros já confessaram e “levantar a perspectiva de permanência na prisão pelo menos pelo período da custódia preventiva no caso da manutenção do silêncio ou, vice-versa, de soltura imediata no caso de uma confissão [se ela for julgada "boa", se atingir direta ou indiretamente o governo PT] (uma situação análoga do arquétipo do famoso “dilema do prisioneiro”)”.

Ou seja, a prisão – e a perspectiva de liberdade – é peça central para induzir os prisioneiros à delação[na direção desejada]. Mas há que se revestir a estratégia de todos os requisitos legais, para "tentar-se obter do investigado ou do acusado uma confissão ou delação premiada, evidentemente sem a utilização de qualquer método interrogatório repudiado pelo Direito. O próprio isolamento do investigado faz-se apenas na medida em que permitido pela lei”.

Moro deixa claro que o isolamento na prisão “era necessário para prevenir que suspeitos soubessem da confissão de outros: dessa forma, acordos da espécie “eu não vou falar se você também não”, não eram mais uma possibilidade.

O caso Lava Jato

Assim como nas Mãos Limpas, a Lava Jato procura definir "a montagem de um novo centro de poder"[no caso, centrado no PSDB].

Em sua opinião, o inimigo a ser combatido é o sistema político "tradicional", composto porpartidos que estão no poder [isso explica por que delações que atinjam políticos da oposição, como foi o caso de Aécio Neves, Sergio Guerra e outros, foram classificadas como "isso não vem ao caso"...], o esquema empresarial que os suporta e o sistema jurídico convencional, suscetível de pressões.

O novo poder será decorrente da parceria entre jovens juízes, procuradores, delegados – ou seja, eles próprios - com o que Moro define como “opinião pública esclarecida” [isto é, a fabricada e publicada pela Globo, Época, Veja, Folha, Estadão, Band etc]– que vem a ser os grupos tradicionais de mídia.

Nesse jogo, assim como no xadrez, a figura a ser tombada é a "do Rei" adversário. Enquanto o Rei estiver de pé será difícil romper a coesão do seu grupo, os laços de lealdade, ampliando as delações premiadas.

Fica claro, para o Grupo de Trabalho da Lava Jato, que o Bettino Craxi a se mirar, o Rei a ser derrubado, é o ex-presidente Lula. O vazamento sistemático de informações [só aquelas que atinjam Lula e seu partido], sem nenhum filtro, é peça central dessa estratégia.

Para a operação de guerra da Lava Jato funcionar, sem nenhum deslize legal – que possa servir de pretexto para sua anulação - há a necessidade da adesão total do grupo de trabalho e dos aliados da mídia às teses de Moro.

A homogeneidade do GT só foi possível graças à atuação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot, que selecionou um a um os procuradores da força tarefa; e da liberdade conferida à Polícia Federal do Paraná para constituir seu grupo. O fato de procuradores paranaenses e delegados já orbitarem em torno do ex-senador Flávio Arns [do PSDB] certamente favoreceu a homogeneização. E, obviamente, a "ausência" de José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça.

Para ganhar a adesão dos grupos de mídia, o pacto tácito incluiu a blindagem dos "políticos aliados" [os da oposição ao governo Dilma].Explica-se por aí a decisão de Janot de isentar Aécio Neves das denúncias do doleiro Alberto Yousseff, sem que houvesse reclamações do Grupo de Trabalho.

A falta de cuidados com o desmonte da cadeia do petróleo [o que interessa a Chevron e ao governo dos EUA, com a qual o PSDB já se comprometeu, bem como às outras grandes petroleiras estrangeiras] também se explica por aí. Na opinião de Moro e da Lava Jato, a corrupção nas obras públicas decorre de uma "economia fechada, preocupada em privilegiar as empresas nacionais" [lobby para beneficiar as grandes empresas estrangeiras]. É o que está por trás das constantes tentativas de "avançar sobre o BNDES" (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) – o similar italiano do BNDES foi um dos alvos preferenciais da Mãos Limpas.

No fundo, o arcabouço institucional brasileiro está sendo redesenhado por um autêntico "Tratado de Yalta", em torno do "novo poder" que se apresenta: juízes, procuradores da República e delegados federais associados aos grupos de mídia [todos voltados para o mesmo objetivo ideológico-partidário de atender os interesses dos grandes empresários financeiros que já dominam o mundo].

A grande contribuição à força Lava Jato foi certamente a enorme extensão da corrupção desvendada. sem paralelo na história recente do país e sem a sutileza dos movimentos de privatização e dos mercados de juros e câmbio.

A única coisa que Moro não entendeu – ou talvez tenha entendido – é que a ascensão de Silvio Berlusconi não foi um acidente de percurso. Foi o "rei posto" – a mídia nada virtuosa [e outro novo sistema político corrupto] – sobre os escombros do "rei morto" – um sistema político [também]corrupto.

A ideia de que a mídia é um território neutro, onde se disputam espaços e ideias é pensamento muito ingênuo para estrategistas tão refinados."

FONTE: escrito por Luis Nassif, no "Jornal GGN" . Postado no "Blog do Miro"    (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/10/a-operacao-de-guerra-da-lava-jato.html). [Trechos entre colchetes e negritos acrescentados por este blog 'democracia&política']. 
Democracia & Política: REVELADO! "LAVA JATO" FOI PLANEJADA POR MORO PARA DERRUBAR PT/LULA

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LAVA JATO: UMA OPERAÇÃO GOLPISTA



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QUE PENA USTRA: VOCÊ MORREU



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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

As máquinas de vender intolerância e preconceito | Outras Palavras – blog da Redação

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Para compreender onda de fundamentalismo e crimes de ódio, que se espalha por países como EUA e Brasil, é indispensável examinar papel de certos programas de TV
Por Sandro Ari Andrade de Miranda
O crescimento dos crimes de ódio é um fenômeno global! Sustentada por preconceitos e por valores fundamentalistas, temos observado uma onda de violência desmedida em diversos lugares do planeta, exatamente no momento em que explodem os meios de comunicação, o que, em tese, deveria garantir maior acesso à informação.
O ataque a igrejas das comunidades negras nos Estados Unidos, o espancamento de casais homoafetivos nas metrópoles brasileiras ou, simplesmente, de pessoas que se acredita serem homoafetivos (como num caso recente onde pai e filho foram espancados por simples manifestação de carinho), o incêndio criminoso de mesquitas na França, o massacre diário de palestinos pelo governo de Israel, são apenas alguns exemplos de aberrações que vivenciamos todos os dias.
Pior do que isto, o simples ato de ser levantada opinião contrária à dos ofensores ou dos grandes meios de comunicação também acaba resultando em ameaças, perseguições e agressões. A internet, que deveria ser o caminho da disseminação das informações transformadoras, tem sido canal de propaganda da violência moral, da étnica, da sexual e da simbólica.
Se durante o Iluminismo a luta por liberdade de imprensa e de opinião resultou numa conquista sem precedentes para a humanidade, criando os alicerces para a derrubada de impérios absolutistas, no mundo contemporâneo, na maior parte das vezes, os meios de comunicação não oferecem suporte à democratização da sociedade. Infelizmente, não são raros os exemplos onde a mídia de massa funciona como elemento de fomento a ódios, preconceitos e violência desmedida, como no caso do nazismo, do fascismo, e da islamofobia instaurada depois de 11 de setembro.
Os meios de comunicação, especialmente os canais de televisão, cumprem um papel decisivo no fomento ao preconceito, especialmente através da construção de arquétipos, de personagens onde o oprimido é sempre objeto de piadas. Portanto, os grandes meios de comunicação, dominados por oligopólios e grupos conservadores, também são o ponto de partida para vários crimes de ódio.
Num evento pré-campanha eleitoral em 2014, a novela Meu Pedacinho de Chão da Rede Globo de televisão, direcionada a um público infanto-juvenil, com primoroso trabalho estético e com rara qualidade de direção e interpretação, mesmo com sua projeção atemporal, apresentou todos os personagens negros como empregados, criticou o direito de voto dado aos analfabetos, uma conquista democrática de 1988, sem questionar a origem do problema, transformando trabalhadores analfabetos em pessoas desinteressadas na aprendizagem e converteu o Coronel, vilão da história, em herói redimido, num gritante retrocesso em relação ao roteiro da novela original, que foi construída sobre o alicerce da crítica social.
O que era para ser uma obra de arte, nos momentos citados foi palco para a disseminação de preconceitos de forma subliminar, e reforço para a campanha de ódio contra formas de pensar democráticas que é exercitado no dia a dia pelos telejornais da emissora. Por sinal, as novelas da Rede Globo, com raras exceções, sempre foram instrumentos de construção de arquétipos destinados ao controle dos avanços sociais. Vejam o exemplo “do bom e do mau sem-terra” no péssimo roteiro da reprisada novela O Rei do Gado, uma “obra-prima do preconceito”.
E aqui nem falo de uma recente novela das 18 horas (Buggy Uggy) ambientada na década de setenta, que tinha um militar moralista como “pai de família exemplar”, e não fez qualquer referência aos crimes praticados durante a “ditadura verde oliva” exercitados na mesma época. Também nem falo da reiterada imposição da “ditadura da maternidade” pelas novelas como única forma concreta de realização feminina. Normalmente as personagens que não sonham em ser mães são apresentadas como vilãs ou satirizadas, em síntese: mais uma forma de preconceito propagandeado.
Nesses folhetins televisivos vemos a construção de “bons políticos” que pregam discursos de um moralismo lamentável, enquanto passam o tempo todo convivendo de forma pacífica com seus parceiros e “bons correligionários”: latifundiários, grandes empresários, jornalistas com condutas duvidosas e famílias tradicionais. Ou seja, “nas novelas globais, o bom político é sempre aquele que defende o ideário e os interesses da emissora, mesmo que estes estejam em conflitos com o avanço da Democracia”.
No ano de 2011 os canais da Discovery divulgaram um interessante documentário sobre o “perfilhamento racial” nos Estados Unidos e a forma como a polícia, mesmo em Illinois, reduto eleitoral de Barak Obama, continua prendendo pessoas de forma indiscriminada e sem justificativa com base em elementos étnicos, muitos dos quais terminam na morte dos acusados, sempre negros, pela ação policial.
Em algumas situações observamos a autovitimização do opressor como instrumento de pregação do preconceito e de perpetuação do poder dominante, como nos discursos inflamados de brancos contra as políticas de quotas e de ação afirmativa, ou a patética conduta de alguns parlamentares e religiosos brasileiros defendendo o “orgulho hetero”, num claro ato de homofobia.
Aliás, enquanto o direito civil caminhou durante milhares de anos, desde a sua matriz romano-germânica, para reconhecer que não existe direito “de família”, mas “de famílias”, em suas diversas formas, observamos a lamentável tentativa de retrocesso, com a tramitação no Congresso Nacional brasileiro, do projeto de Lei do Estatuto da Família, mais um arremedo de fundamentalismo, sexismo e homofobia.
O uso de símbolos opressivos ainda é pouco enfrentado na sociedade brasileira, mesmo que a violência simbólica seja criminalizada na “Lei Maria da Penha”. Este tipo de violência ainda é visto por determinados setores da sociedade como não violência, como algo que afeta apenas a subjetividade das vítimas. Assim, a violência simbólica segue servindo como ponte para diversos tipos de preconceitos, ou como porta de passagem para a violência física sem nenhum tipo de controle.
Portanto, se formos buscar a fonte da disseminação inconsequente dos crimes de ódio, não poderemos deixar de questionar o papel dos meios de comunicação de massa, ou da ação de alguns ocupantes de assentos nos Parlamentos. Enquanto aceitarmos de forma acrítica que valores conservadores sejam impostos às nossas casas todos os dias pelo rádio, televisão ou internet, ou que o presidente da Câmara vá ao púlpito do Congresso para ofender minorias, ou negarmos a violência simbólica, ainda continuaremos convivendo com a chaga do preconceito!
TEXTO-FIM
As máquinas de vender intolerância e preconceito | Outras Palavras – blog da Redação

Uso de robôs nas redes sociais distancia jornalismo do público, diz pesquisadora « Sul21

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Leia 12 mentiras sobre o PT que circulam nas redes sociais! Fique atento!

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Educação Pública - A construção social do "problema" das drogas

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Fomentador da revolução, em versão brasileira | Gazeta Russa

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Com trabalhos coletivos e debates políticos, jovens realizam semana de mobilização pelo país | Brasil de Fato

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Holocausto Brasileiro - 60 mil mortos no maior hospício do Brasil | Expressão Popular

Criado pelo governo estadual, em 1903, para oferecer "assistência aos alienados de Minas", até entã atendidos nos porões da Santa Casa, o Hospital Colônia tinha, inicialmente, capacidade para 200 leitos, mas atingiu a marca de cinco mil pacientes em 1961, tornando-se endereço de um massacre. A instituição, transformada em um dos maiores hospícios do país, começou a inchar na década de 30, mas foi durante a ditadura militar que os conceitos médicos simplesmente desapareceram. Para lá eram enviados desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, pessoas sem documentos e todos os tipos de indesejados, inclusive, doentes mentais.

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RegisGalo13 on Twitter: "BOMBA: Camilla Dytz, filha de E. Cunha, atua em processos do PMDB no TCU, onde o relator é...Nardes! E sempre ganha! http://t.co/ksIFd49LV1"

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Gasto público em ensino no governo Lula e Dilma atinge 6,6% do PIB e supera os países ricos | Os Amigos do Presidente Lula

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

OTAN em alerta contra a Rússia - Carta Maior

A intervenção russa tem obrigado o EI a recuar  de suas posições na Síria. A OTAN magoou e agora toma dores por mercenários fanáticos que juntam-se ao EI para derrubar o governo constitucional de Bachar Al Assad.

Com muito cinismo e sem nenhum resquício de pudor clama pelas vidas de combatentes jihadistas, sem considerar o sofrimento de suas vítimas, entre elas muito ocidentais,  e os males que provocam não somente aos sírios, mas a vários outros povos e  nacionalidades que se abrigam sob o islamismo. Desde a Ásia Menor até o Norte da África.  

Ao mesmo tempo, não reconhece os crimes de guerra cometidos pela OTAN, ou pelos estados membros diretamente, contra as nações invadidas por suas forças armadas, pelos quais não respondem por conta de sua força hegemônica no plano internacional.

Se os povos quiserem preservar sua liberdade e independência, por mínimas que sejam, devem apoiar os esforços russos no efetivo combate ao Estado Islâmico(EI),  ISIS, Daesh, e demais grupos jihadistas que se relacionam uns com os outros e se identificam em seus propósitos. Será fatal se deixar enganar pela mídia propaganda internacional a serviço, sabemos muito de quem.

OTAN em alerta contra a Rússia - Carta Maior

As paradas de Lula - Carta Maior





14/10/2015 - Copyleft 

As paradas de Lula

Lula, quase cinco anos depois de sair da presidência, está muito mais maduro politicamente, com muito mais clareza dos objetivos pelos quais é preciso lutar.

por Emir Sader em 14/10/2015 às 14:08




Emir Sader
Lula é o grande estrategista político da esquerda brasileira. É nessa qualidade que ele se movimenta com muita cautela. Sabe que é fundamental que o governo da Dilma dê certo, pelo país, e para que ele, uma vez candidato, possa defender esse governo e se colocar como sua continuidade e aprofundamento. 
 
No primeiro mandato da Dilma, ele considerou que ela tinha o direito de realizar seu governo e, inclusive, de ser candidata à reeleição. Diante dos rumos assumidos pelo segundo mandato, Lula se mostrou de acordo com o ajuste proposto, embora considerando-o unilateral nos custos a pagar pelos problemas e, principalmente, se incomodou em que o governo prolongasse tanto o tema do ajuste e so anunciasse medidas negativas durante meses.  
 
No plano político, seu tema reiterado de restabelecer alianças com o PMDB fez com que ele discordasse das posturas e planos políticos que prejudicassem essa aliança. Sua incomodidade com a coordenação política do governo veio basicamente daí e foi atendida com as mudanças recentes no ministério.
 
O outro tema central para Lula é o da politica econômica. Ele é um firme adepto das medidas anticíclicas, como as que seu governo colocou em prática no momento do início da crise internacional, em 2008, com grande sucesso. Como ele costuma dizer, “pobre não é problemas, pobre é solução”.  Colocar dinheiro na mão dos pobres mediante políticas redistributivas é acionar um circulo virtuoso de crescimento econômico. A preocupação maior de Lula, desde o inicio do segundo mandato da Dilma foi a de virar a página do ajuste e passar a uma fase de retomada da expansão econômica.
 
Sua obsessão neste ponto é o da expansão do crédito, como motor da retomada do crescimento econômico. Como ele sempre diz, por exemplo, o BNDES se especializou em emprestar muito dinheiro para poucos, agora é necessário passar a uma fase em que é preciso emprestar pouco dinheiro para muitos.  O governo precisa reativar a economia a partir da expansão do credito, sob diferentes formas, de maneira criativa.
 
Depois de fazer uma dura crítica das politicas econômicas centradas no ajuste na sua viagem à Argentina, Lula retomou, no Congresso da CUT, esse discurso. O de que nenhum país que tenha feito o ajuste saiu melhor do que quando entrou. Que o discurso do ajuste é o da oposição, que o governo não pode aparecer abandonando o discurso vitorioso nas eleições, para assumir o dos derrotados.
 
Coerente com o que tinha afirmado há algum tempo, se dispõe a concorrer de novo à presidência, para evitar o risco dos tucanos voltarem à presidência. É possível detectar sua disposição dessa disputa, da mesma forma que ele preferiria ter outro candidato, mais jovem, para a disputa de 2018. A necessidade de renovação não apenas de pessoas, mas da incorporação de novas gerações de movimentos de jovens, é outra das suas obsessões.  Ele tem a sensação premente de que é preciso abrir caminho e espaço para uma nova geração, realmente contemporânea de todas as imensas transformações – sociais, mas também tecnológicas e culturais – que o Brasil vive.
 
Entre suas preocupações está, também, evidentemente, o PT. Ele tem plena consciência da debilidade em que se encontra o partido que ele fundou e não encontra soluções mágicas que possam resgatar a imagem do PT. Mas tem sempre na sua cabeça o tema do resgate do partido da situação de enorme fraqueza em que se encontra agora.

Lula, quase cinco anos depois de sair da presidência, está muito mais maduro politicamente, com muito mais clareza dos objetivos pelos quais é preciso lutar, consciente do que seu governo não conseguiu fazer e que é necessário realizar ainda no Brasil. É um Lula que lê muito, que multiplica as reuniões para ouvir e para divulgar novas propostas. 
 
Para ele, as utopias de 2002– basicamente as de justiça social, – foram em parte realizadas e em parte incorporadas na agenda nacional. É preciso avançar para novos grandes objetivos, mobilizar os jovens, renovar os quadros da esquerda e do PT. Ele tem consciência de como o futuro depende da sua capacidade de reorganizar as forças que ele soube tão bem articular em 2002 e que agora precisam um novo ordenamento para dar continuidade no projeto iniciado por ele.
 


Tags: Política 
As paradas de Lula - Carta Maior

As paradas de Lula - Carta Maior





14/10/2015 - Copyleft 

As paradas de Lula

Lula, quase cinco anos depois de sair da presidência, está muito mais maduro politicamente, com muito mais clareza dos objetivos pelos quais é preciso lutar.

por Emir Sader em 14/10/2015 às 14:08




Emir Sader
Lula é o grande estrategista político da esquerda brasileira. É nessa qualidade que ele se movimenta com muita cautela. Sabe que é fundamental que o governo da Dilma dê certo, pelo país, e para que ele, uma vez candidato, possa defender esse governo e se colocar como sua continuidade e aprofundamento. 
 
No primeiro mandato da Dilma, ele considerou que ela tinha o direito de realizar seu governo e, inclusive, de ser candidata à reeleição. Diante dos rumos assumidos pelo segundo mandato, Lula se mostrou de acordo com o ajuste proposto, embora considerando-o unilateral nos custos a pagar pelos problemas e, principalmente, se incomodou em que o governo prolongasse tanto o tema do ajuste e so anunciasse medidas negativas durante meses.  
 
No plano político, seu tema reiterado de restabelecer alianças com o PMDB fez com que ele discordasse das posturas e planos políticos que prejudicassem essa aliança. Sua incomodidade com a coordenação política do governo veio basicamente daí e foi atendida com as mudanças recentes no ministério.
 
O outro tema central para Lula é o da politica econômica. Ele é um firme adepto das medidas anticíclicas, como as que seu governo colocou em prática no momento do início da crise internacional, em 2008, com grande sucesso. Como ele costuma dizer, “pobre não é problemas, pobre é solução”.  Colocar dinheiro na mão dos pobres mediante políticas redistributivas é acionar um circulo virtuoso de crescimento econômico. A preocupação maior de Lula, desde o inicio do segundo mandato da Dilma foi a de virar a página do ajuste e passar a uma fase de retomada da expansão econômica.
 
Sua obsessão neste ponto é o da expansão do crédito, como motor da retomada do crescimento econômico. Como ele sempre diz, por exemplo, o BNDES se especializou em emprestar muito dinheiro para poucos, agora é necessário passar a uma fase em que é preciso emprestar pouco dinheiro para muitos.  O governo precisa reativar a economia a partir da expansão do credito, sob diferentes formas, de maneira criativa.
 
Depois de fazer uma dura crítica das politicas econômicas centradas no ajuste na sua viagem à Argentina, Lula retomou, no Congresso da CUT, esse discurso. O de que nenhum país que tenha feito o ajuste saiu melhor do que quando entrou. Que o discurso do ajuste é o da oposição, que o governo não pode aparecer abandonando o discurso vitorioso nas eleições, para assumir o dos derrotados.
 
Coerente com o que tinha afirmado há algum tempo, se dispõe a concorrer de novo à presidência, para evitar o risco dos tucanos voltarem à presidência. É possível detectar sua disposição dessa disputa, da mesma forma que ele preferiria ter outro candidato, mais jovem, para a disputa de 2018. A necessidade de renovação não apenas de pessoas, mas da incorporação de novas gerações de movimentos de jovens, é outra das suas obsessões.  Ele tem a sensação premente de que é preciso abrir caminho e espaço para uma nova geração, realmente contemporânea de todas as imensas transformações – sociais, mas também tecnológicas e culturais – que o Brasil vive.
 
Entre suas preocupações está, também, evidentemente, o PT. Ele tem plena consciência da debilidade em que se encontra o partido que ele fundou e não encontra soluções mágicas que possam resgatar a imagem do PT. Mas tem sempre na sua cabeça o tema do resgate do partido da situação de enorme fraqueza em que se encontra agora.

Lula, quase cinco anos depois de sair da presidência, está muito mais maduro politicamente, com muito mais clareza dos objetivos pelos quais é preciso lutar, consciente do que seu governo não conseguiu fazer e que é necessário realizar ainda no Brasil. É um Lula que lê muito, que multiplica as reuniões para ouvir e para divulgar novas propostas. 
 
Para ele, as utopias de 2002– basicamente as de justiça social, – foram em parte realizadas e em parte incorporadas na agenda nacional. É preciso avançar para novos grandes objetivos, mobilizar os jovens, renovar os quadros da esquerda e do PT. Ele tem consciência de como o futuro depende da sua capacidade de reorganizar as forças que ele soube tão bem articular em 2002 e que agora precisam um novo ordenamento para dar continuidade no projeto iniciado por ele.
 


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As paradas de Lula - Carta Maior

O 'progressismo' é um fenômeno cíclico? - Carta Maior

14/10/2015 - Copyleft

O 'progressismo' é um fenômeno cíclico?

Alguns dizem que a chegada de dirigentes de esquerda a vários governos coincidiu com o período de alta das commodities, e fingem que não enxergam o passado


Nils Castro - alainet

reprodução
Com mais pirotecnia ideológica que com exame dos fatos, alguns assíduos articulistas se empenham em analisar a chegada de partidos e dirigentes de esquerda a vários governos latino-americanos coincidindo com o recentemente terminado período de alto preço das matérias-primas para, em seguida, definir essa conjuntura como um “ciclo” e sentenciar que este já se esgotou. Essa imaginativa suposição contém mais simplificações e erros que outras fantasias do gênero.
 
Para começar, de onde tiram a ideia de que o lapso entre a primeira eleição de Hugo Chávez e a provável reeleição do kirchnerismo este ano constitui um “ciclo”? O argumento é reiterado, mas carece de substância. Evitam dizer isso também quais foram os ciclos prévios e os prováveis ciclos seguintes, suas formas de sucessão e as conclusões práticas do caso. Devido à falta de uma melhor análise dos processos envolvidos, a palavrinha consegue adotar um verniz doutoral, enquanto o senso comum jaz através desse esquema.
 
Tais articulistas omitem o fato de que o boom das commodities também afetou o México, a Colômbia e o Peru, associando-se a governos do signo político oposto (considerando que o Peru envolve também a traição de um governo eleito graças a um programa progressista, que logo trocou de camiseta). Além disso, em outras nações, como Honduras e Paraguai, o mesmo boom foi acompanhado de golpes de Estado de direita. Não há, portanto, um vínculo entre o preço das matérias-primas e o progressismo. O que houve em realidade foi que os países onde a esquerda governa aproveitaram os benefícios desses preços para resolver os problemas sociais, em contraste com a apropriação privada que se via em outros países.
 
Outro descobrimento dos articulistas é que a queda do preço das matérias-primas antecipa graves problemas, pois afetará as políticas sociais impulsionadas pelos governos “progressistas”. Em consequência disso, sua base de apoio desertará e apoiará a direita nas próximas eleições. Por acaso, os atuais governos de direita estarão isentos das mesmas consequências? Para que onde imigrarão essas bases?
 
Eles afirmam que esta iminente crise será oportuna para aposentar o modelo econômico atual, mas não para abandonar o capitalismo, somente o modelo extrativista, de prosperar mediante a exportação de commodities. Com isso, se poderá empreender as reformas estruturais não realizadas ou iniciadas com demasiada timidez. Mas evitam falar sobre como essas reformas poderão ser realizadas e sustentadas em países onde a esquerda chegou ao poder mas carece de controle sobre os poderes legislativo e judiciário, ou onde ela é minoria dentro dos governos locais.
 
Especialmente, não falam que esse acesso da esquerda ao poder não resultou num processo revolucionário. Na verdade, ele foi fruto da rejeição dos eleitores às consequências sociais das políticas neoliberais do passado, e do repúdio aos políticos tradicionais que as implantaram, contra a vontade de uma cidadania que não estava disposta a assumir os riscos – imediato e de longo prazo – de um assalto dos movimentos populares ao poder.
 
Os governos “progressistas” latino-americanos chegaram ao governo – e não necessariamente ao poder – através de processos eleitorais que venceram apesar do sistema político vigente, dentro das regras estabelecidas pelo regime oligárquico e neocolonial. Assumiram governos que estavam em graves problemas financeiros, e nesse contexto tiveram que reforçar seus compromissos com os eleitores, de resolver as maiores urgências sociais da população.
 
Nada foi mais oportuno do que aproveitar o boom para obter recursos em favor dos necessários investimentos sociais, sabendo que, paralelamente, era preciso melhorar as regras e políticas ambientais e obter fontes de recursos para impulsar um desenvolvimento mais inclusivo e equitativo. Obviamente, os resultados diferentes em cada país, já que são realidades e processos históricos e políticos diferentes. Chamá-los de “progressistas” é apelar a uma jogada linguística que – como o “populista”, que a direita gosta de usar para rotular a esquerda – é suficientemente indefinido para incluir toda essa heterogeneidade. Mas o afã de impor uma definição comum não expressa um interesse acadêmico útil, mas sim a vontade de simplificar os termos e contrapor o “progressismo” com a “autêntica” esquerda, em vez de permitir uma visão onde eles podem ser complementares.
 
Entre essas experiências, há erros e até retrocessos. Mas ninguém pode negar os imensos progressos obtidos em matéria de luta contra a pobreza, direitos cidadãos, emprego e segurança social, etc. Tampouco se pode esquecer o que foi alcançado em termos de recuperação da soberania e criação de mecanismos de solidariedade e cooperação latino-americana. Não que tudo isso seja suficiente, mas a América Latina nunca havia sido tão independente e autodeterminada como agora. Ainda que para esses articulistas não se satisfaçam com isso, é bom lembrar que para a enorme maioria popular, essas mudanças têm sido uma experiência extraordinária. 
 
Por isso mesmo, hoje confrontamos uma poderosa contraofensiva da direita e dos mentores transnacionais para desacreditar e substituir esses governos. Esse esforço tem levado a investimentos de diferentes formas, buscando renovar os recursos políticos e as linguagens midiáticos da direita, incluindo reciclar os métodos que antes serviram para justificar o golpe contra Salvador Allende e impor a contrarrevolução neoliberal em seu país. Essa contraofensiva se sobressai entre as notícias de cada dia em toda a América Latina, mas os articulistas preferem não vê-la, ou procuram omiti-la.
 
 
Tradução: Victor Farinelli



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O 'progressismo' é um fenômeno cíclico? - Carta Maior