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terça-feira, 23 de junho de 2015

Grande mídia aproxima-se de uma vitória de Pirro? ~ Cinema Secreto: Cinegnose

Ao declarar seu “susto” com o posicionamento da revista “Veja” contra o desarmamento em 2005 no referendo sobre armas, Bárbara Gancia foi uma dos primeiros jornalistas a perceberem uma contradição na grande mídia que vem crescendo desde então: como ser politicamente conservador e ao mesmo tempo liberal nos costumes? O vale-tudo atual da grande mídia de buscar em águas turvas o apoio de setores política e culturalmente retrógrados para desgastar o Governo Federal pode ser uma vitória de Pirro. Serginho Groisman e Jô Soares  estão percebendo isso. E o recente editorial do jornal “Folha de São Paulo” contra o “obscurantismo” do outrora incensado líder da Câmara Eduardo Cunha foi mais um sinal. Para a grande mídia a questão não é apenas política mas trata-se de sua própria sobrevivência diante da tecnologia de convergência que lhe arranca nacos de audiência. Após a vitória final com a terra arrasada, a mídia tradicional encontraria uma nova geração de jovens conectados aos seus dispositivos móveis e Internet e nem um pouco receptivos a uma agenda política baseada no conservadorismo de costumes.

Em 2005, a jornalista Bárbara Gancia percebeu os primeiros sinais de uma tendência de cobertura política da grande mídia que nos anos posteriores só cresceu: a defesa de uma agenda conservadora política e de costumes com uma visão de mundo segregacionista dentro de uma estratégia de vale-tudo para disseminar o ódio contra o Governo Federal e as próprias esquerdas.

“Deu a louca na revista Veja?”, perguntava perplexa a jornalista, ao ver o semanário sair em defesa “histericamente” pela opção do não desarmamento no referendo sobre armas que era realizado naquele momento. “Assino Veja há 20 anos, leio a revista de cabo a rabo e faço parte do grupo que acredita que o governo do PT é um embuste”, afirmava Gancia, sentindo-se traída pelo conservadorismo da Veja que acreditava que andar armado é um direito fundamental do indivíduo.

Em primeira mão a jornalista sentiu a contradição que agora parece ser insustentável para a grande mídia: como ser politicamente conservador e ao mesmo tempo liberal nos costumes?

Após a grande mídia, em um primeiro momento, tentar mobilizar pautas de esquerda contra o Governo Federal para criar situações de desconforto (questão indígena ou causas ecológicas, por exemplo), partiu para o vale-tudo ao aliar-se aos setores político e culturalmente mais retrógrados.

        Desde a guerra da revista Veja em 2005 contra a iniciativa do desarmamento da população como medida da diminuição da violência, a grande mídia mergulhou nas águas mais escuras da sociedade brasileira: o apoio à redução da maioridade penal; o entusiasmo com a vitória de Eduardo Cunha para o comando da Câmara dos Deputados que, junto com evangélicos e ruralistas, dificulta as causa LGBT e a liberalização do aborto;  crescimento da chamada “bancada da bala” no Congresso etc.


A mídia abriu a Caixa de Pandora


O resultado é que uma espécie de Caixa de Pandora foi aberta: o fenômeno da “direita envergonhada” (presente no Brasil por três décadas desde o fim da ditadura militar) desaparece na polarização política estimulada pela mídia, que ganha as ruas no balaio de gatos em que se transformaram as manifestações anti-Dilma – defesas de uma imediata intervenção militar, paranoia anti-comunista (ou “bolivariana”, se quiserem), abaixo-assinados da TFP pelas ruas em defesa de uma suposta ameaça à família brasileira, denúncias sobre as sinistras conspirações de uma “ditadura gay”, a gestação de um “partido militar” ou simplesmente defesas pelo fim de qualquer partido ou sindicato.

O irônico de tudo isso é que os fantasmas libertos da caixa de Pandora se voltam contra a própria mídia que a despertou:

(a) A crise de audiência na novela Babilônia da TV Globo resultante da rejeição de telespectadores e grupos evangélicos motivado pelo beijo de personagens lésbicas em uma atmosfera de intolerância ao liberalismo de costumes;

(b) Novelas esteticamente conservadoras e melodramáticas como Os Dez Mandamentos e Mil e Uma Noites respectivamente das emissoras Record e Band roubam cada vez mais audiência das narrativas mais realistas e liberais da TV Globo;

(c) O reforço diário no telejornalismo da percepção de que o País está à beira do abismo econômico resulta em um tiro no próprio pé com a redução dos próprios patrocinadores.

              (d) O telejornalismo monocórdico e de contínuo “baixo astral” com crises, denúncias e ódio faz espectadores jovens migrarem para Internet em busca de informações mais variadas e alternativas.


A cobra engole o próprio rabo


Diante dessa conjuntura que poderíamos chamar da “cobra que começa a engolir seu próprio rabo”, comunicadores e veículos começam a tentar se blindar diante de possível consequências do crescimento do conservadorismo com o qual eles próprios um dia se aliaram:

(a) A resposta do apresentador Serginho Groisman à pergunta “pegadinha” no “Domingão do Faustão” onde argumentou que, apesar da crescente polarização política, deve-se respeitar o voto e a Democracia;  

(b) A guinada do apresentador Jô Soares (cujo programa foi, desde a “crise do Mensalão”, um dos veículos da disseminação do ódio anti-PT) que, diante das assustadas “meninas do Jô”, começou a demonstrar indignação contra a “bobagem” do fantasma do bolivarianismo e a sair em defesa do respeito ao voto e críticas a um possível impeachment, culminando com uma entrevista com a presidenta Dilma;

(c) Após o jornal Folha de São Paulo apoiar Eduardo Cunha para a liderança à Câmara dos Deputados e esconder dos leitores a série de inquéritos contra o deputado federal, em editorial recente a Folha denunciou os “abusos” de Cunha num “país de tradições laicas e liberais” que poderiam levar ao “obscurantismo, repressão e preconceitos”.

(d) Após o programa CQC da Band ter embarcado na onda raivosa da mídia em ano eleitoral e ter sofrido críticas nos bastidores da própria produtora argentina dona da franquia (culminando com a saída do apresentador Marcelo Tas), a atração agora tenta desmanchar o mal que produziu: reage a um vídeo produzido por um “hater” (“haters”, pessoas ou grupos que demonstram ódio, racismo ou preconceito nas redes sociais e fóruns) contra haitianos que trabalhavam como frentistas. O irônico é que o vídeo denunciado pelo programa adotava a mesma linguagem que o CQC usou e abusou para intimidar e humilhar personagens social e politicamente mais fracos – sobre isso clique aqui.

               (e) Na sua nova temporada o quadro Vai Fazer O Quê? do Fantástico da TV Globo começa a focar principalmente em temas como racismo, homofobia, preconceito e segregação como forma da emissora blindar-se numa  imagem mais liberal. 



A contradição do capitalismo cognitivo


A questão que se coloca para a grande mídia não é apenas a necessidade de mergulhar no vale-tudo dos ataques diários ao Governo Federal, mas da sua própria sobrevivência em uma conjuntura onde as tecnologias de convergência (Internet, dispositivos móveis, tablets etc.) roubam nacos cada vez maiores de audiência.

O problema é que as tecnologias em rede digitais são não apenas disruptivas ao impor um modelo não mais massificado de comunicação, mas também por se basearem no “livre” fluxo global de conteúdos (pelo menos livre nos termos e limites colocados pelas transnacionais de tecnologia) - criam um paradigma diametralmente oposto à segregação, censura, ódio, intolerância, racismo e preconceito nutridos pela antiga direita envergonhada que aspira desde um Estado fundamentalista religioso a uma ditadura militar anti-bolivariana.

O intenso processo de digitalização resultou numa revolução informacional que desarranjou totalmente as antigas formas de produção e distribuição dos bens culturais baseado no velho modelo de controle da indústria cultural. Mas também, por assim dizer, aprofundou as contradições do capitalismo cognitivo ao abrir mais espaços democráticos de crítica, de criação cultural, de diversidade de gênero com um potencial mais crítico que a esfera pública dominada pelas mídias de massas.

Claro que haters, preconceito, racismo e xenofobia estão atualmente disseminados através de redes sociais por meio de trolls e diversas estratégias de provocação e agressões no atual clima de vale-tudo resultante do vácuo de poder do republicanismo omisso do governo petista.

Essa é uma das contradições do atual capitalismo cognitivo, porém a grande mídia sabe que, no caso brasileiro, essa contradição foi estimulada pela sua agenda a médio prazo suicida de procurar a qualquer custo enfraquecer o Governo. E vem conseguindo, como comprovam as últimas pesquisas que estampam a crescente rejeição à presidenta Dilma e ao PT.

Mas os comunicadores da grande mídia como Jô Soares e Serginho Groisman são inteligentes o suficiente para perceberem que essa pode ser uma vitória de Pirro. Após a terra arrasada, a mídia tradicional encontrará uma nova geração de jovens conectados aos seus dispositivos de convergência e nem um pouco receptivos a uma agenda política baseada no conservadorismo de costumes.

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economia é um campo de saberes peculiar. Desde que as discussões sobre economia política e formação socioeconômica saíram paulatinamente de circulação, desde a troca de Celso Furtado por Gary Becker, a economia procura nos levar a acreditar que ela não seria exatamente uma ciência humana, mas algo próximo de uma ciência matemática. Sendo assim, os sujeitos que aparecem como agentes econômicos não parecem mais ser portadores de crenças, desejos e afetos. Antes, eles seriam agentes maximizadores de benefícios. Seus sistemas de interesses poderiam ser descritos a partir de uma pretensa racionalidade fundada em cálculos de custos e ganhos passíveis de mensuração e quantificação.
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Com essa ilusão epistêmica a respeito de seus objetos, a economia procura ignorar sua dimensão normativa e levar a sociedade a partilhar tal ilusão. Enquanto campo de saber que visa legitimar políticas de intervenção social, ela tem uma característica partilhada por toda e qualquer ciência humana, a saber, sua performatividade. Contrariamente às ciências exatas e naturais, os objetos das ciências humanas apreendem reflexivamente os modelos de explicação sobre si mesmos e produzem novos efeitos e comportamentos a partir da internalização de descrições. As descrições em ciências humanas não são meramente constatativas, elas não simplesmente constatam o que já estava lá à espera de ser descoberto. Elas são performativas, ou seja, elas produzem novas realidades a partir do momento que os objetos aceitam reflexivamente as descrições a eles imputadas. Por exemplo, uma sociedade que, a partir de certo momento, compreende seus conflitos sociais através do conceito de “luta de classes” começa a criar fenômenos antes não produzidos e abre uma nova série de efeitos. Um sujeito que, a partir de certo momento, vê-se como portador de “depressão” (sim, a psicologia também é uma ciência humana) produz uma série de efeitos por unificar sintomas dispersos no interior de um quadro compreensivo unitário.
Vale a pena fazer tal digressão epistemológica para falar sobre a atual crise econômica brasileira. Uma crise também, a seu modo, peculiar. Normalmente, crises de economia nacionais são expressas, entre outros índices, por um porcentual elevado na relação entre PIB e dívida, como no caso da Itália, com sua relação em 128%. Mas não é o caso do Brasil, onde os níveis dessa relação são absolutamente normais. No entanto, é fato que o País conhece há muito processos de retração de investimentos. Nada estranho para uma economia montada para ser uma plataforma de valorização do capital financeiro e dos rendimentos de rentistas através de taxas de juros substantivas. Por sinal, o Brasil é um país onde a economia é declarada em crise enquanto seus principais bancos aparecem periodicamente com recordes de lucro líquido. Isso talvez explique por que o Brasil deve ser a única nação no mundo no qual o presidente da federação das indústrias mais importante do país, localizada no estado de São Paulo, não é há muito um industrial, mas um investidor.
Mas é fato vermos em manchetes superlativas que o medo (um conceito psicológico) se instalou e provocou a paralisia da economia. Agora, é necessário “criar um ambiente melhor para os investimentos”. O que significa, no senso comum atual, abrir as portas para um processo sem freios de intensificação do trabalho e redução dos salários. Isso poderia significar também lutar contra o caráter monopolista do capitalismo brasileiro, com sua oligopolização extensiva da economia patrocinada com dinheiro público. Afinal, quem investe quando já tem a segurança de controlar seu mercado e suas margens de lucro mesmo sem necessidade de investimento. O Brasil, através da estrutura monopolista de sua economia, inventou o capitalismo sem concorrência.
Assim, com suas descrições repetidas como mantra encantatório pela imprensa e com seus arautos pagos por consultorias do sistema financeiro para sair em cruzada contra todos os que subam a voz diante dessas leituras interessadas (vide a polêmica recente envolvendo a economista Leda Paulani), o discurso econômico nacional produz uma crise com causas próprias e em causa própria. Não é difícil saber a quem tudo isto beneficia. 
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NÃO É NA RÚSSIA, CUBA OU VENEZUELA...É NA GRÃ BRETANHA, UM DOS PARADIGMAS DA DEMOCRACIA OCIDENTAL, ONDE UM HOMEM VÊ RESTRINGIDA SUA LIBERDADE DE IR E VIR, POR LUTAR EFETIVAMENTE PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PELO DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO PARA TODOS.



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EUA_Assassino04_Igreja
Dylann Roof em foto de seu site The Last Rhodesian.
Kiko Nogueira, via DCM em 20/6/2015
Aos poucos, novos detalhes horripilantes do caso do jovem que abriu fogo numa igreja na Carolina do Sul, nos EUA, vão emergindo.
Foi revelado um manifesto racista que Dylann Roof escreveu num site que ele mantinha, The Last Rhodesian, O Último Rodesiano, atualmente fechado pelas autoridades. É um lixo confuso em que Roof expõe suas ideias sobre supremacia caucasiana.
Ele avisou o que faria: “Não tenho escolha. Não estou na posição de, sozinho, entrar num gueto e lutar. Escolhi Charleston [onde aconteceu o massacre] por ser a cidade mais histórica do meu estado, e por já ter tido o maior número de negros contra brancos no país”.
Há uma menção a nós no capítulo sobre os hispânicos – que são “obviamente um grande problema para os norte-americanos”. Mas eles “têm respeito pela beleza Branca”. É fato que hispânicos Brancos (a maiúscula é dele) “formam a elite da maioria desses países”. “Há bom sangue Branco que vale a pena ser salvo no Uruguai, Argentina, Chile e até Brasil”, afirma.
Dylann, um “neoconfederado”, é mais um numa fileira de assassinos em massa que todo ano atacam nos EUA. Mais um estúpido que ganhava armas de presente de aniversário.
É fruto também da cultura do ódio que se manifesta virtualmente até o momento em que se transforma em realidade. Por que ninguém soou o alarme? De acordo com amigos e parentes, ele falou de suas intenções algumas vezes. Seu colega de quarto revelou que Roof planejou uma arremetida à Universidade de Charleston.
O acontecido com Dylann é uma excepcionalidade norte-americana e, portando, jamais terá uma réplica no Brasil?
O ambiente de ódio em que estamos metidos permite ver a tragédia rondando a cada esquina. Com total liberalidade, pessoas caluniam, ameaçam e agridem. Se o brasileiro cordial já não existia quando da formulação de Sérgio Buarque, ele foi definitivamente substituído pelo brasileiro desequibrado.
A deputada Maria do Rosário, por exemplo, contou em seu Facebook que foi ameaçada de morte num shopping de Porto Alegre. Segundo Rosário, um sujeito disse que “sua hora de morrer vai chegar”.
“Não respeitou os cabelos brancos de minha mãe de 80 anos, que ouviu isso. Não respeitou a criança que carregava pela sua própria mão, talvez um filho. Não respeita a dignidade e a distância física que se deve manter de cada um, concorde-se ou não com sua opinião política”, relatou. “Me resta denunciar, registrar ocorrência, processar. Não é um tiro. Não me matou, nem vou deixar de dizer o que acredito e fazer o que devo em coerência às ideias que me movem”.
Depois da entrevista com Dilma, Jô Soares foi homenageado com uma pichação na frente de seu prédio em Higienópolis: “Morra”. A coisa se torna um pouco mais assustadora se se levar em consideração que o degenerado que fez isso sabe onde o apresentador mora.
Perdeu-se o decoro. Um ex-ministro é hostilizado e expulso de um hospital, o Einstein, em São Paulo, sem que a instituição se manifeste de maneira resoluta sobre a agressão. Outro é incomodado num restaurante por um imbecil tão à vontade que filma a si próprio sendo um imbecil.
Um boçal vestido com um uniforme paraguaio do Bope assedia um frentista haitiano acusando-o de roubar empregos e de fazer parte de um exército bolivariano do Foro de São Paulo. O fascista que chefia os Revoltados On Line se hospeda no mesmo hotel do congresso do PT com os resultados conhecidos.
Uma menina de 11 anos que saía de uma festa do candomblé é atingida na cabeça por pedras atiradas por homens com bíblias na mão. Nenhuma grande liderança evangélica pede desculpas. Quer dizer, quase nenhuma: Malafaia, o doente mental, grita que os evangélicos não têm nada a ver com isso.
Um agente da Polícia Federal pratica tiro ao alvo com uma fotografia de Dilma. Postou a foto no Facebook, numa boa. Diante da repercussão, foi suspenso: quando dias de gancho.
No meio do clima de violência, Kim Kataguiri, do MBL, tem a rara sensibilidade de posar com um rifle de airsoft (variação do paintball) rogando para que um certo Benê Barbosa “vença” o Estatuto do Desarmamento. Barbosa é o presidente do Movimento Viva Brasil, que defende o porte de armas irrestrito no país. Para o anão moral Kim, esta é uma “iniciativa crucial para a liberdade”.
Depois da chacina em Charleston, Obama declarou que se recusa “a agir como se esse fosse o novo normal”. O Brasil está fazendo o oposto. Bem-vindo a nosso novo normal.
VemPraRua09_Kim_Kataguiri
Kim Kataguiri quer armas para garantir sua “liberda
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Marilena Chaui, Marcio Pochmann, Emir Sader e Lula: "10 anos de governos...

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Blog Por Simas: CORONEL TELHADA PARA MINISTRO DA CULTURA DE AÉCIO? ASSISTA O VÍDEO...

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Cláudio Lembo é entrevistado no Espaço Público

LISTA DOS 377 AGENTES DO ESTADO APONTADOS COMO RESPONSÁVEIS POR CRIMES DURANTE A DITADURA MILITAR | Documentos Revelados

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Escolas receberão R$ 180 milhões do Mais Educação — Portal Brasil





Educação básica

Benefício será pago para escolas que tenham menos de R$ 5 mil em conta; anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Renato Ribeiro
por Portal BrasilPublicado17/06/2015 11h16Última modificação17/06/2015 11h16
Presidenta da Undime, Cleuza Repulho; ministro Renato Janine; senadora Fátima Bezerra; Carlos Eduardo, ex-presidente da Undime; e ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, reunidos no Fórum
Presidenta da Undime, Cleuza Repulho; ministro Renato Janine; senadora Fátima Bezerra; Carlos Eduardo, ex-presidente da Undime; e ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, reunidos no Fórum
O Ministério da Educação vai liberar R$ 180 milhões para escolas cadastradas no programa Mais Educação que tenham menos de R$ 5 mil em conta. O anúncio foi feito pelo ministro Renato Janine Ribeiro na terça-feira (16), durante a abertura do 15° Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, que ocorre no município de Mata de São João, na Bahia.
O Programa Mais Educação é uma estratégia do ministério para ampliar a jornada escolar e a organização curricular para a educação integral.
Para  Renato Janine, a formação continuada de professores é fundamental para o êxito do programa nas escolas. “Nós temos de lutar para ter alfabetizadores devidamente formados. Isso envolve muito esforço para formação iniciada e continuada de professores”, lembrou Janine.
O ministro também ressaltou a importância do foco em aspectos específicos da educação. “Sabemos de todos os nossos desafios, mas temos alguns focos, como as creches, que precisamos construir mais, e a alfabetização, por exemplo. É chocante saber que temos crianças no Brasil que chegam aos oito anos sem saber ler ou escrever”, disse Janine.
Gestão
Citando o ajuste fiscal, o ministro defendeu melhores práticas de gestão para avançar no desenvolvimento da educação no Brasil. “Esse é um ano difícil e temos de aprimorar a gestão, usar a inteligência de que dispomos. E pensar melhor nos projetos e programas”, finalizou.
Com a presença de gestores e técnicos das secretarias municipais de educação, o Fórum segue até sexta-feira (19). O tema desta edição é “O papel dos Dirigentes Municipais de Educação na implementação do Sistema Nacional de Educação”.
O encontro é transmitido em tempo real, via internet, com tradução para língua brasileira de sinais (Libras). Para acompanhar a transmissão, basta acessar o portal da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Adesão
As escolas das redes públicas de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal fazem a adesão ao programa e, de acordo com o projeto educativo em curso, optam por desenvolver atividades nos macrocampos de acompanhamento pedagógico, educação ambiental, esporte e lazer, direitos humanos em educação, cultura e artes, cultura digital, promoção da saúde, comunicação e uso de mídias, investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica.
Acesse o portal da Undime

Fonte:
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative CommonsCC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil
Escolas receberão R$ 180 milhões do Mais Educação — Portal Brasil

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Educação básica

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Presidenta da Undime, Cleuza Repulho; ministro Renato Janine; senadora Fátima Bezerra; Carlos Eduardo, ex-presidente da Undime; e ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, reunidos no Fórum
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O Ministério da Educação vai liberar R$ 180 milhões para escolas cadastradas no programa Mais Educação que tenham menos de R$ 5 mil em conta. O anúncio foi feito pelo ministro Renato Janine Ribeiro na terça-feira (16), durante a abertura do 15° Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, que ocorre no município de Mata de São João, na Bahia.
O Programa Mais Educação é uma estratégia do ministério para ampliar a jornada escolar e a organização curricular para a educação integral.
Para  Renato Janine, a formação continuada de professores é fundamental para o êxito do programa nas escolas. “Nós temos de lutar para ter alfabetizadores devidamente formados. Isso envolve muito esforço para formação iniciada e continuada de professores”, lembrou Janine.
O ministro também ressaltou a importância do foco em aspectos específicos da educação. “Sabemos de todos os nossos desafios, mas temos alguns focos, como as creches, que precisamos construir mais, e a alfabetização, por exemplo. É chocante saber que temos crianças no Brasil que chegam aos oito anos sem saber ler ou escrever”, disse Janine.
Gestão
Citando o ajuste fiscal, o ministro defendeu melhores práticas de gestão para avançar no desenvolvimento da educação no Brasil. “Esse é um ano difícil e temos de aprimorar a gestão, usar a inteligência de que dispomos. E pensar melhor nos projetos e programas”, finalizou.
Com a presença de gestores e técnicos das secretarias municipais de educação, o Fórum segue até sexta-feira (19). O tema desta edição é “O papel dos Dirigentes Municipais de Educação na implementação do Sistema Nacional de Educação”.
O encontro é transmitido em tempo real, via internet, com tradução para língua brasileira de sinais (Libras). Para acompanhar a transmissão, basta acessar o portal da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Adesão
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Acesse o portal da Undime

Fonte:
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Altamiro Borges: Congresso do PT frustrou a mídia tucana

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Sérgio Ferro: O silêncio da USP e da FAU-USP faz delas aliadas dos crimes da ditadura - Viomundo - O que você não vê na mídia

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Marcio Sotelo: Corremos o risco de singrar mares embarcados na nau dos insensatos - Viomundo - O que você não vê na mídia

Marcio Sotelo: Corremos o risco de singrar mares embarcados na nau dos insensatos

publicado em 21 de junho de 2015 às 19:47
O vídeo acima correu pelas redes sociais. Os manifestantes passam em frente à casa modesta que ostenta uma faixa de apoio à luta dos professores. Naquele momento estão esparsos, de modo que o vídeo capta a reação, um a um, dos bem nutridos vestindo camisas amarelas da CBF diante da faixa. Xingam, gritam, esbravejam e pouco falta para um pogrom para destruir a casa.
Contra que ou contra quem? Em uma sociedade absurdamente desigual, eles mostram o seu ódio, não contra os de cima, não, por exemplo, contra os especuladores da dívida pública que se apropriam de boa parte da renda nacional parasitariamente. O alvo do ódio, dos esgares de ressentimento, do choro e ranger de dentes é quem está embaixo na escala social ou econômica.
Uma faixa de apoio à categoria dos educadores, essencial a qualquer sociedade, que até as pedras das ruas sabem que são maltratados e mal pagos, desencadeia uma pueril associação de ideias que expressa a pobreza do imaginário dessa gente: a esquerda é inimiga e a esquerda está no poder porque os debaixo votam na esquerda. Eles são superiores a essa gente que mora em casas simples, com uma fachada escrito em cima que é um lar, e devem suportar a presidenta que os inferiores elegem.
São os mesmos que nas redes sociais deixam frases como “tem que começar a exterminar essa raça”; “a solução é começar a matar”; “eu quero a cabeça dele. Pago em dólar”; “dá nojo olhar para esse safado. Morre camundongo da caatinga”; “porco sujo que deve ser largado no mato para ser comido vivo pelas onças”; “culpa foi não ter matado a Dilma”; “ a culpa é dos militares. Deveriam ter acabado com toda essa raça de bandidos na ditadura militar”
Por que esse gente está tão furiosa? O fenômeno é mundial e aqui tem especificidades e cores próprias.
Thomas Pikety, autor de O Capital no século XXI, apontou em entrevista recente a perda patrimonial da classe média como foco de tensões sociais que pode explicar o crescimento da direita e do egoísmo social. Na década de 70, diz ele, esse grupo possuía até 30% do patrimônio total. Hoje está mais próximo de 25%, ao mesmo tempo em que aumenta a concentração de renda nas mãos dos 10% mais ricos. É o que, diz Pikety, pode levar a classe média para a extrema-direita: “quando não conseguimos resolver os problemas sociais de forma tranquila, a tentação é colocar a culpa no outro: trabalhadores, imigrantes, gregos preguiçosos, etc.”.
A análise de André Singer em Os sentidos do lulismo também nos fornece pistas, na mesma direção, para explicar esse cenário. O lulismo favoreceu, em uma ponta, o extrato mais baixo da escala social, o subproletariado, aumentando o seu poder de consumo; em outra ponta, permitiu ou consentiu com a acumulação pelo grande capital. Isto está de algum modo em harmonia com o que diz Pikety. Vemos que no lulismo a classe média não foi convidada para a festa. Ameaçada de perder seus privilégios sociais, extorquida pelos planos de saúde, mordida pelo leão dos tributos que leva mais de 1/3 de seus ganhos – considerando a taxação de sua renda e taxação pelo que consome – pagando escolas com preços abusivos para seus filhos, ela reage instintiva e brutalmente.
Então, não percebe que está sangrando porque não há investimento do Estado e não há investimento do Estado porque 45% do orçamento da União é apropriado pelos de cima por meio do mecanismo da dívida pública.
E nesse momento entrega-se aos instintos mais selvagens e corre para o fascismo. É o que vemos no vídeo: o seu “inimigo” social não é o tubarão que se apropria de recursos gerados por toda a sociedade, mas aquele que mora na casa humilde e coloca na fachada uma faixa de apoio aos mal pagos professores; o “inimigo” é o miserável que é miserável porque é incompetente, não tem mérito e recebe dinheiro do Estado; o inimigo é o haitiano que vem roubar empregos dos brasileiros.
nau-dos-insensatosA nau dos insensatos é uma alegoria renascentista que representa a existência humana como um barco que conduz tolos que não sabem de onde vem, para onde vão e não conseguem dar um mínimo de racionalidade a suas vidas. O quadro de Bosch que tem esse nome mostra em primeiro plano duas figuras apalermadas tentando abocanhar um alimento sem perceber que ele vai ser subtraído por ladrões. A alegoria é perfeita para essa estulta classe média que não sabe por onde e por quem está sendo lesada.
A alegoria expressa alguns séculos antes a ideia iluminista de que o mal social decorre da desrazão, do não pensar. No opúsculo O que é o Esclarecimento, (Aufklärung) Kant dizia que o Iluminismo era a saída do homem da menoridade que consiste em não fazer uso do próprio entendimento e deixar-se tutelar. Se lembrarmos que o nazismo galvanizou parte da sociedade alemã afirmando que havia uma conspiração internacional entre as altas finanças controladas pelos judeus e o bolchevismo para dominar o mundo temos a exata dimensão do sentido da afirmação de Kant e do quão longe estamos, mais de dois séculos depois, do ideal iluminista de uma sociedade que se organiza e se conduz por juízos racionais.
Ausência de juízos racionais e fascismo estão sempre associados. Um não vive sem o outro. Não à toa um general franquista, às vésperas da guerra civil espanhola, tentou impedir, em uma cerimônia pública, que o filósofo Unamuno falasse bradando “abaixo a inteligência, viva a morte”.
Abaixo a inteligência, viva a morte é o que move fautores de políticas regressivas, autoritárias, de respostas instintivas, desprovidas de mínima racionalidade. Quando uma parte da sociedade se move para a direita, as consequências sociais são amplas. Não se limitam a aspectos econômicos. Elas se espraiam pelo direito, pela cultura, pelos costumes, pelo clima geral de intolerância que vai tomando a sociedade como uma onda. A insana proposta de redução da maioridade penal é uma boa amostra disto.
Quando bem nutridos manifestantes ensaiam um pogrom contra uma casa humilde vemos que o caldo de cultura do fascismo está pronto e que arriscamos singrar mares embarcados na nau dos insensatos.
Marcio Sotelo Felippe é pós-graduado em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo. Procurador do Estado, exerceu o cargo de Procurador-Geral do Estado de 1995 a 2000. Membro da Comissão da Verdade da OAB Federal.

Marcio Sotelo: Corremos o risco de singrar mares embarcados na nau dos insensatos - Viomundo - O que você não vê na mídia

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