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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Os amigos complicam Beto Richa — CartaCapital

EXISTE MAIS DO QUE ALGO DE PODRE NO REINO DO PARANÁ.



Os amigos complicam Beto Richa

por Fabio Serapião — publicado 10/06/2015 04h23
O escândalo que atinge o governo do Paraná envolve pedofilia, corrupção e fraude fiscal
Ricardo Almeida / ANPr
Beto Richa
Beto Richa sofre grande pressão no governo do Paraná
Em comemoração ao aniversário de um mês da ação policial bancada pelo governo do Paraná que deixou 200 manifestantes feridosno Centro Cívico, em Curitiba, um grupo de funcionários públicos paranaenses em greve realizou um ato em frente ao Ministério Público de Londrina, no interior do estado. Na quinta-feira 28, em meio a gritos de apoio ao trabalho dos promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, os servidores tomaram os arredores do prédio do MP para pedir que o nome do governador Beto Richa, do PSDB, fosse incluído na lista de investigados pelas operações Publicano e Voldemort. Atualmente sob a tutela dos promotores criminais Leila Schmit e Jorge Fernando Barreto da Costa e do titular do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro, as investigações não podem apurar a participação de Richa, prerrogativa restrita à Procuradoria-Geral de Justiça, mas de tão explosivas podem piorar ainda mais a debilitada situação política do governador.
Investigados desde 2014, os crimes envolvem uma rede de corrupção de agentes públicos lotados em órgãos como a Receita Estadual e o Departamento Estadual de Transporte Oficial, o Deto. As ligações entre as duas operações, apontam as investigações, são uma rede especializada na exploração sexual de menores e, no mínimo, três pessoas do círculo social de Richa. Entre eles, o primo do governador, Luiz Abi Antoun, tido como líder da organização criminosa. Seu copiloto no hobby preferido, as corridas de carro como as 500 Milhas de Londrina, Márcio de Albuquerque Lima, é suspeito de ser o preposto da quadrilha na Receita Estadual. E um ex-assessor de Richa, Marcelo Caramori, preso por explorar sexualmente jovens entre 14 e 18 anos de idade. Este último, como prova de sua estreita ligação com o governador, ao ser preso fez questão de mostrar a frase “100% Beto Richa” tatuada no braço.
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A Publicano tem origem em dois procedimentos investigatórios criminais instaurados pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nos primeiros meses de 2014. Com um agente infiltrado em um dos grupos-alvo e por meio de interceptações telefônicas, o Gaeco mapeou toda a estrutura hierárquica da organização criminosa incrustada na Receita Estadual. Desde o auditor corrupto, passando pelos inspetores até chegar aos cargos de chefia, indicados por políticos. Nessa cadeia de comando, o líder era nada menos que o amigo e copiloto de Richa. Na denúncia, os promotores afirmam que Albuquerque Lima “certamente contou com a proteção administrativa e/ou política de indivíduos ainda não identificados”. O apoio político, salienta o MP, contribuiu “determinantemente para a tranquilidade dos inúmeros e audaciosos crimes praticados pelo grupo”. O copiloto chegou a ocupar o cargo de coordenador-geral de Fiscalização da Receita e, dizem os investigadores, a intensificação da corrupção coincide diretamente com sua ascensão.
A situação de Richa, no entanto, piorou em novembro, quando outra frente de investigação foi aberta. Os promotores perceberam que um dos empresários envolvidos em fraudes na Receita, Paulo Midauar, dono de usinas e empresas de combustíveis na região, estava envolvido em desvios no Departamento de Trânsito. Tinha início a Voldemort – em alusão ao vilão da saga Harry Potter, aquele que, assim como o primo de Richa, não poderia ter o nome citado. Não bastasse, as apurações indicavam que tanto o grupo da Receita quanto o a atuar no Deto eram comandados pelo “primo”.
As investigações seguiram até que, no início de 2015, os promotores descobriram o envolvimento de alguns integrantes da organização criminosa em um escândalo de exploração sexual. Um deles, o auditor Luiz Antônio de Souza, em meados de janeiro, gastava o dinheiro arrecadado com a corrupção na compra da virgindade de menores de idade. De posse das informações, o Gaeco prendeu Souza em flagrante dentro de um motel, prestes a abusar de uma jovem de 14 anos.
Dias depois, ainda em janeiro, foi a vez do assessor de Richa, Marcelo Caramori, ser preso pelo mesmo motivo. Acuados pela consistência das provas, os dois optaram por uma delação premiada. Caramori, o da tatuagem, detalhou as relações entre o primo Luiz Abi e os desvios na Receita e no Deto. Segundo ele, Luiz Abi é, na verdade, o “grande caixa financeiro” de Richa, responsável por “bancar campanhas políticas e arrecadar dinheiro em vários órgãos públicos”.
Por sua vez, Souza abriu a caixa-preta da Receita Estadual. Afirmou que o esquema em Londrina se replica em todas as outras delegacias do órgão espalhadas pelo estado, deu nome a todas as pessoas envolvidas e seus respectivos padrinhos políticos, além de disparar contra Richa. Segundo o auditor, cerca de 2 milhões de reais oriundos dos desvios tiveram como destino a campanha do governador. A arrecadação teria sido feita pelo próprio Souza a pedido do copiloto Albuquerque Lima e do primo Luiz Abi.
Fernanda-e-Beto-Richa
Fernanda Richa, mulher do governador, é alvo de investigação do Ministério Público
Em nota, o PSDB paranaense rechaçou as declarações de Caramori. “Luiz Abi Antoun não tratou de arrecadação para a campanha eleitoral. Essa tarefa era de responsabilidade do Comitê Financeiro.” Em relação às declarações de Souza, o partido informou que todas as doações ocorreram dentro da legalidade. O governador, por meio de sua assessoria, afirma que foi criada uma força-tarefa para apurar os desvios na Receita. Sobre seu primo Luiz Abi, afirmou que manteve “relações sociais tempos atrás”, mas que nunca soube de seu envolvimento nas irregularidades. Sobre Caramori, Richa diz que ele não era assessor do governador, mas da “estrutura de governo”. Sobre seu copiloto, o governador diz não manter “nenhuma” relação.
Com base nas informações coletadas ao longo da Publicano e da Voldemort, os promotores de Londrina pediram a prisão preventiva de Luiz Abi, Albuquerque Lima e de vários auditores. O primo ganhou liberdade após o Tribunal de Justiça conceder um habeas corpus. Lima foi beneficiado por medida equivalente do STF. Desde maio, os 62 envolvidos no escândalo da Receita e outros sete relacionados aos desvios no Departamento de Transportes, entre eles, os amigos de Richa, são réus em ações na Justiça. Por sua vez, o MP de Curitiba abriu uma nova linha de investigação para descobrir se a esposa do governador, Fernanda Richa, exigiu 2 milhões de reais para que auditores fossem promovidos.
A suspeita ampara-se no fato de 291 auditores, dos 933 existentes, terem realizado doações eleitorais para políticos da base e para o próprio Richa. Não bastasse, entre os doadores, 219 foram promovidos por um decreto assinado pelo governador pouco antes da eleição. A respeito do inquérito, Richa defende que o próprio MP afirma não haver qualquer prova ou evidência.
Enquanto isso, os paranaenses e os funcionários públicos em greve esperam pelas explicações do governo. De preferência sem a violência que resultou no massacre contra professores no Centro Cívico. Até o momento, o único órgão público a dar respostas aos paranaenses é o Gaeco de Londrina, e, ao que parece, nos próximos meses mais motivos para suspeitas surgirão. 
eOs amigos complicam Beto Richa — CartaCapital

Instituto Lula: "Mais uma tentativa de escandalizar atividades legais e legítimas" - Viomundo - O que você não vê na mídia

Instituto Lula: “Mais uma tentativa de escandalizar atividades legais e legítimas”

publicado em 10 de junho de 2015 às 21:10
Lula com os petroleiros - Ricardo Stuckert - instituto Lula-001
Mais factóides, má fé e preconceito de parte da imprensa contra um ex-presidente
Desde que encerrou seu período na presidência da República, em 1º de janeiro de 2011, o ex-presidente Lula pautou-se pela transparência em suas atividades políticas, profissionais e nos episódios que, embora na esfera particular, eram de interesse público. A tentativa de transformar estas atividades em escândalo, como tem feito parte da imprensa brasileira, é só mais uma demonstração de parcialidade, má-fé e preconceito em relação ao ex-presidente.
A criação do Instituto Lula foi amplamente divulgada, tratando-se de um centro de atividades voltadas para a cooperação com o desenvolvimento dos países africanos e para impulsionar a integração latino-americana. Em reportagem do jornal O Globo, de 3 de abril de 2011, o presidente do Instituto, Paulo Okamotto, informou que estas atividades seriam financiadas por meio de contribuições de empresas, da mesma forma como fazem, no Brasil e no mundo, instituições de ex-chefes de governo.
Para exercer o direito de trabalhar, Lula criou a empresa LILS Palestras e Eventos, que administra a participação do ex-presidente em palestras e conferências contratadas por empresas e entidades privadas – o que também é prática comum entre personalidades de grande destaque público, no Brasil e em todo o mundo. A criação da LILS e os seus objetivos também estão descritos na reportagem de O Globo de 12 de abril de 2011.
Quando teve diagnosticado um câncer na garganta, em outubro de 2011, o ex-presidente deu ampla divulgação, por meio de sua assessoria, tanto em relação ao diagnóstico quanto todas as etapas do tratamento. Desde então, a assessoria do Instituto Lula divulga os resultados dos exames de rotina feitos regularmente por Lula.
Todos os compromissos públicos do ex-presidente – participação em conferências e congressos, encontros partidários, comícios e atos políticos – são divulgados à imprensa e no site do Instituo Lula, bem como sua intensa agenda internacional, que é sistematicamente ignorada pelos grandes meios de comunicação brasileiros, embora tenha grande destaque nos países por ele visitados. A imprensa também ignora as atividades Instituto em atividades de políticas públicas de combate à fome e pobreza, cooperação com a África e integração da América Latina
Não há rigorosamente nenhuma novidade no noticiário referente à contratação de palestras, por meio da LILS, e de contribuições ao Instituto Lula por parte da empresa Camargo Corrêa – que já havia prestado tal informação ao jornal Folha de S. Paulo no dia 22 de março de 2013. O que existe é mais uma tentativa de escandalizar as atividades legais e legítimas do ex-presidente.
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Teoria de Paulo Freire explicada em vídeo | Tecnologia na Educação | Nova Escola

ABAIXO A DOUTRINAÇÃO: SEJA DE DIREITA, DE ESQUERDA, DE CENTRO, SEM NOÇÃO DE SENTIDO OU SEM RUMO. VIVA PAULO FREIRE.



Teoria de Paulo Freire explicada em vídeo

 | Dica de sitedicas
Financiado coletivamente, professor abordará cada um dos subcapítulos da obra Pedagogia da Autonomia em série de 30 episódios
Paulo Freire (1921-1997) foi um dos mais célebres educadores brasileiros. Mesmo assim, seu pensamento, que defende a Educação para consciência crítica e transformação do mundo, é alvo constante de julgamentos.
Com o objetivo de contribuir para um debate mais qualificado sobre o educador, o professor e pesquisador do Centro de Educação, Comunicação e Artes da Universidade Estadual de Londrina André Azevedo da Fonseca lançou no início do ano uma campanha naplataforma Catarse para financiar coletivamente o projeto “Pedagogia da autonomia, de Paulo Freire”. A ideia, que arrecadou R$ 11.725 com a ajuda de 143 apoiadores, é produzir vídeos que explicam cada um dos subcapítulos da obra Pedagogia da Autonomia, último livro escrito por Freire. “Sempre observei que ele é desses autores importantes que infelizmente são mais citados do que verdadeiramente lidos ou estudados. Sua obra é pouco conhecida e discutida no Brasil, sobretudo entre o público que não está habituado aos estudos de Pedagogia”, disse em entrevista ao blog Tecnologia na Educação.
Já foram publicados cinco dos 30 vídeos prometidos até o fim do ano. Eles são propositalmente curtos, com cerca de 5 minutos de duração, para propiciar a discussão pontual dos temas e tornar mais fácil o convite ao debate. “Quero que todos fiquem à vontade para discutir e compartilhar com os amigos nas redes sociais”, afirma Fonseca. Toda segunda-feira, às 10h, um novo vídeo é publicado no canal do professor.
Ele conta que começou a estudar a teoria freireana em 2004, quando se tornou professor universitário e sentiu a necessidade de melhorar sua prática docente e planejar aulas mais significativas. “Entre erros e acertos, ainda estou aprendendo a me tornar um professor em busca de ensinar e aprender com os estudantes, me esforçando para relacionar os conhecimentos de sala de aula com as suas vidas e com o mundo”, explica.
Leia a seguir trechos da conversa com o professor:
NOVA ESCOLA - O livro Pedagogia da Autonomia é de 1996. O que Paulo Freire tem a dizer aos educadores em 2015?
ANDRÉ FONSECA – Paulo Freire é um educador necessário aos novos tempos e tem muito a contribuir para a Educação no século 21. Os princípios de que o conhecimento é um processo em transformação; de que é indispensável relacionar os conhecimentos escolares com a vida dos alunos e com a realidade; de que os saberes que os estudantes já trazem de suas experiências devem interferir na dinâmica da sala de aula; e a noção de que professores e alunos devem realizar pesquisa e produzir conhecimento na escola, transformando os saberes e contribuindo com a sua comunidade com base em suas reflexões e descobertas, são muito interessantes para inspirar as transformações necessárias à Educação do nosso século.
Quais são as potencialidades da utilização de vídeos na Educação?
Ainda estou experimentando o uso do YouTube e de outras plataformas na Educação, mas vejo que há muitas possibilidades interessantes. Já emprego os vídeos nas minhas aulas no mestrado em Comunicação, por exemplo. Eles assistem previamente a um conjunto de aulas teóricas nos vídeos e aproveitamos o tempo de sala de aula para discutir, aplicar as teorias em estudos de casos e avançar no conteúdo, o que enriquece bastante as interpretações. Além disso, os vídeos oferecem uma oportunidade de promover divulgação científica em escala bem mais ampla do que estamos acostumados na academia. É uma forma de fazer extensão universitária e contribuir na popularização dos saberes acadêmicos. É claro que o YouTube não vai substituir as aulas, que exigem uma interação mais viva e métodos mais rigorosos de acompanhamento, revisão, correção e avaliação. Mas é uma ferramenta e uma linguagem interessante, e pode contribuir muito para complementar ou para aguçar o interesse de um público mais amplo.
Durante os protestos de 15 de março de 2015, uma faixa com os dizeres “Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire” tomou as redes sociais. Por que a obra freireana é tão criticada?
Paulo Freire foi o educador que melhor denunciou a doutrinação ideológica nas escolas. Ele explica em que medida a Educação está carregada de ideologias e demonstra que a melhor forma de lidar com isso é a liberdade, o respeito, a lealdade, o rigor nos estudos e o estímulo a diversidade, de modo que os alunos tenham recursos para exercer a sua autonomia intelectual. Por isso, nem defino aqueles dizeres como uma crítica, pois é nítido que se trata apenas de um preconceito reproduzido por pessoas que não leram e não conhecem a pedagogia dele. Ou seja, não é uma crítica, mas uma agressão verbal. Na ampla maioria das vezes, vejo acusarem Paulo Freire de ser o avesso do que é. A palavra “doutrinação” é precisamente o contrário da pedagogia da autonomia. É aquilo que ele mais critica! E o equívoco fica ainda maior porque a pedagogia freireana raramente aparece nas escolas brasileiras, que em geral ainda se mantém firmes nos princípios autoritários que ele denuncia. Nas escolas que incorporam valores como a ética, a solidariedade e os princípios democráticos é que vemos a presença de Freire. Vejo que aqueles preconceitos são reproduzidos de um conjunto de formadores de opinião com um discurso conservador muito agressivo, que defende a perspectiva de que Educação é uma mercadoria, que os alunos são clientes e que o objetivo da escola é treinar crianças e adolescentes para o vestibular e adaptá-los para o mercado de trabalho. Paulo Freire discorda desse modelo, pois observa que a escola tem um papel mais amplo no sentido de favorecer a criatividade, a autonomia, a crítica e a humanização dos estudantes. Transformação em vez de adaptação. Para ele, alunos não devem ser um reflexo da sociedade, mas uma reflexão sobre ela.
Assista aos vídeos já publicados do projeto Pedagogia da Autonomia
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Sob tumulto e spray de pimenta, relator apresenta parecer da PEC da Maioridade | Agência Brasil

No rumo do estado policial militar e macartista de Cunha e sócios.



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Gilmar manda reabrir ação do PSDB contra Pimentel | Brasil 24/7

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João Sette Whitaker: Boicote da mídia esconde de você o governo Haddad - Viomundo - O que você não vê na mídia

João Sette Whitaker: Boicote da mídia esconde de você o governo Haddad

publicado em 09 de junho de 2015 às 18:01
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Haddad e a virtude de governar sem a mídia
Quando os principais jornais do país se empenham em demonizar o governo Dilma e o PT, não seria racional esperar que fossem honestos na cobertura da gestão Haddad.
Afinal, não pegaria bem ter que admitir o quanto esta cidade está se transformando, pelas mãos de um prefeito petista, desde que saiu do desastre em que tinha se metido.
É simplesmente impressionante ouvir o prefeito e comparar sua fala ao que se fala dele na grande mídia. E perceber o quanto vem realizando, não obstante a crise orçamentária e a complexidade inerente à gestão de uma cidade como São Paulo, ainda mais em um sistema político cuja lógica de “governabilidade” sabemos ser perversa.
É claro que se perguntarmos a cada um dos cerca de onze milhões de paulistanos se ele tem queixas contra a prefeitura, sempre haverá algo a dizer. Do taxista ao funcionário público, da dona de casa ao estudante, quase todo mundo reclama. Muitos com razão, outros sem muito conhecimento.
Poucos imaginam a complexidade que é governar uma cidade como esta. Independentemente de todas as reclamações, que nunca se esgotarão, o fato é que muita coisa vem sendo feita, mas quase nada chega aos paulistanos.
As notícias que se lê na mídia deixam entender que a única coisa que Haddad faz são as faixas de ônibus e as ciclovias, na verdade uma verdadeira revolução que até agora nenhum prefeito ousou fazer: a da mudança do paradigma de mobilidade da cidade, do automóvel para os transportes públicos e não poluentes. Mas o que se lê sobre essa fantástica mudança é que ela é feita “sem planejamento”, é custosa demais, que usa tinta vermelha como o PT ou outras imbecilidades do tipo.
Se Haddad se esforça em suas declarações para fazer entender a importância de se separar as questões da cidade da polarização partidária, a grande mídia, ela, faz exatamente o contrário.
O objetivo é confundir e desinformar, a tal ponto que o paulistano não saiba mais reconhecer quem deve o que.
Uma pesquisa recente indicou, por exemplo, que mais da metade da população acredita serem Haddad e Dilma os culpados pela falta d’água na cidade.
A confusão e a desinformação só tem um objetivo: impedir que Haddad se reeleja, o que seria uma chancela incômoda a uma gestão petista em pleno esforço de demonização do partido.
Haddad fez para o conselho um rápido resumo do que vem fazendo, em meio a inúmeras dificuldades. A pergunta é, caro leitor, a seguinte: de quantas delas você ouviu falar?
Quais dos fatos abaixo descritos, pinçados entre muitos, você viu com algum destaque em alguma manchete da Folha, do Estadão, da Veja ou do JN?
Algumas saíram em notas, poucas receberam atenção. Muito menos, por exemplo, do que a ação estabanada e inconsistente de uma promotora que resolveu paralisar por conta própria a revolução cicloviária que Haddad vem promovendo.
Do trabalho efetivo, nada, ou muito pouco além de notas nas mídias eletrônicas desses jornalões.
Por exemplo, você viu alguma coisa sobre as duas usinas de triagem de lixo, as maiores da América Latina, que foram construídas do nada pois até agora a cidade simplesmente não tinha nenhuma?
Você reparou que hoje há caminhões de coleta seletiva circulando pela cidade, outra novidade desta gestão? Você leu algo sobre o fato de que São Paulo terá capacidade para reciclar mais de 10% do lixo que produz?
Você sabia que nunca foram tantos e tão ativos os conselhos participativos da cidade, sejam eles setoriais ou regionais, que haviam sido praticamente desmontados na última gestão?
Você ouviu falar em algum lugar que o prefeito tomou a decisão de manter a gleba do Ceagesp, que deve mudar de local (eu pessoalmente sou contra a ideia, mas essa é outra discussão), pública, para uso público, ao invés de vendê-la?
Você leu em algum lugar que as mais de 60 mil lâmpadas da cidade estão sendo trocadas por tecnologia de LED, que gerará uma economia tamanha que permitiu que o serviço seja feito antecipadamente de graça pela concessionária?
Você percebeu que aos poucos, graças a ações dispersas como a autorização de food-trucks, de parklets ou a instalação de equipamentos de lazer em praças públicas como no Largo S. Francisco, as ruas e espaços públicos da cidade vêm ganhando nova vida?
Você soube que Haddad fez a demarcação definitiva das terras indígenas ainda existentes no município?
Você sabia que a prefeitura licitou 11 obras de drenagem na cidade (o que tem a ver com as enchentes, a crise hídrica e a impermeabilização do solo), 3 das quais já estão em andamento, em investimentos federais do PAC da ordem de 8 bilhões de Reais? Que essas obras sozinhas ultrapassam a soma de tudo que já foi realizado em drenagem na cidade até hoje?
Você soube que, na negociação da dívida paulistana com o Governo Federal, que vem gerando tensão entre Dilma e os prefeitos das maiores cidades, em especial o Rio e São Paulo (e pela qual o prefeito se posicionou antes como paulistano do que como petista), Haddad conseguiu negociar com o ministro Levy uma solução que trará à cidade a bagatela de 24 bilhões de Reais já no ano que vem?
Mas você caro paulistano, certamente não soube disso já que os dois principais jornais da cidade eram, por incrível que pareça, contra a renegociação dívida da sua própria cidade, que vem há anos drenando uma soma fabulosa de seu orçamento!
Por tudo isso, quando ler por ai nesses jornalões que as ciclofaixas não têm planejamento, que custam caro (a Veja manipulou os custos, como você pode ler aqui), que a “tinta” usada na sua construção está sendo desperdiçada (quando nem tinta se usa, mas cimento pigmentado) ou outras tantas mentiras, dê-se o direito de duvidar.
Saia às ruas e sinta uma cidade em plena ebulição positiva. Quando se deparar com a campanha “Sou cidadão paulistano” (clique aqui para conhecer), lançada pelo Conselho da Cidade, entre nela com entusiasmo. E faça críticas, muitas, mas de forma consistente e, sobretudo, construtiva. Ao contrário da mídia, estará ajudando o prefeito, a cidade, e a transformação de seu próprio dia a dia.
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