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sexta-feira, 22 de maio de 2015

FRATURAS NO ARCO-ÍRIS TERRESTRE – UMA REFLEXÃO SOBRE AS “ZONAS DE SACRIFÍCIO” | A CASA DE VIDRO.COM

FRATURAS NO ARCO-ÍRIS TERRESTRE – UMA REFLEXÃO SOBRE AS “ZONAS DE SACRIFÍCIO”

Broken Rainbow 2

FRATURAS NO ARCO-ÍRIS TERRESTRE

UMA REFLEXÃO SOBRE AS “ZONAS DE SACRIFÍCIO”

E.C.M. || A CASA DE VIDRO
Imagino que o homem branco, europeu e pretensamente “civilizado”, quando aportou neste continente que batizaria de América (em homenagem ao branquelo europeu Vespúcio), deve ter aparecido aos habitantes nativos destas terras como um medonho alienígena invasor. Nas páginas de GaleanoTodorovClastres ou Viveiros de Castro, dentre outros, podemos compreender a Conquista da América como uma hecatombe de gigantescas proporções. Também no território que viria a ser chamado de “Estados Unidos da América”, os branquelos europeus meteram-se a marchar para o Oeste na certeza de que tinham sido apontados por deus para a dominação daquelas terras e a apropriação de suas riquezas. O documentário Broken Rainbow – vencedor do Oscar da categoria em 1985 – narra-nos os encontros traumáticos entre estes branquelos (greedy bastards!), e os povos originais do continente, em especial os Navajo e os Hopi.
Sem dourar a pílula ou suavizar a história, o filme relata-nos um pouco das dores de parto de um Estado Nacional constituído pelos branquelos no território que haviam invadido e conquistado através de chacinas e deslocamentos forçados. Os Navajo e os Hopi, no século 19, chegaram a ser encerrados em campos de concentração, onde viviam detidos sem nunca terem cometido nenhum crime. O Terceiro Reich alemão, sugere Broken Rainbow em uma de suas cenas mais provocativas, inspirou-se nesta iniciativa yankee ao inventar os campos onde seriam encerrados e dizimados os judeus, vitimados pela máquina de assassínio em massa do regime hitlerista. É: os nazi-fascistas tiveram muito a aprender com as empreitadas anteriores do proto-fascismo anglo-saxão e ibérico, “mestres” das atitudes supremacistas em relação às populações nativas do continente invadido.
Durante a Segunda Guerra, os índios Navajo e Hopi foram empurrados para os campos de batalha ou para as minas de urânio. Ninguém lhes explicou as razões para o mega-conflito entre os imperialismos branquelos europeus, nem ninguém teve a dignidade de alertá-los sobre a radioatividade tóxica do urânio que eles eram forçados a colher (para quê? para que pudesse ser matéria-prima para bombas atômicas!). O mesmo regime que despejou as hecatombes nucleares sobre Hiroshima e Nagasaki empregou os Navajos como mineradores da morte radioativa e nas fábricas de munições mortíferas.
A grande infelicidade dos Navajo e dos Hopi está em habitarem uma terra riquíssima em minérios e petróleo. O homem branco julga necessitar a todo custo tomar conta destes recursos naturais, para alimentar suas megalópoles industriais-comerciais. Mega-corporações desejam varrer as pessoas do mapa, como se não passassem de pulgas, para ter acesso ao carvão, ao ouro negro, ao urânio, a tantos outros minérios que o solo contêm. A explosão demográfica dos grandes centros-urbanos norte-americanos fez com que a demanda energética também subisse feito um foguete, de modo que Washington se sentisse no direito de invadir territórios Navajo e Hopi para, por exemplo, roubar carvão a ser queimado nos power plants produtores de eletricidade e poluição às mancheias.
Para extrair os minérios de que precisavam, os branquelos não tiveram pudores de dinamitar certos lugares que, para os Navajo e os Hopi, eram sagrados. “É como demolir a catedral de Saint Peter para roubar seu mármore”, compara o narrador de Broken Rainbow. De fato, o filme mostra bem que, na perspectiva dos Navajos e Hopis, aqueles “empreendedores” branquelos estavam cometendo horríveis sacrilégios. Os branquelos, é claro, consideram titica de galinha as superstições bárbaras de povos não-esclarecidos e selvagens. Procedem com sua exploração: retiram toneladas e toneladas de carvão, urânio, petróleo e gás natural dos territórios indígenas; instalam vastas linhas de transmissão de eletricidade neles; os ares e as águas, outrora puros, enchem-se de gases tóxicos e poluentes cancerígenos.
Em This Changes Everything, Naomi Klein mobiliza o conceito de zonas de sacrifício, territórios que são “eleitos” pelas elites para a exploração predatória destravada, e que se fodam os direitos humanos. Passa-se como um rolo compressor sobre sociedades milenares, que há dezenas de gerações viviam em harmonia com o meio ambiente. Populações inteiras são consideradas sacrificáveis no altar do deus Capital. Os Navajo e os Hopi foram vítimas desta política etnocida, genocida, ecocida, que com autoritarismo fascista quis varrê-los do mapa para então roubar suas terras e suas riquezas naturais.
Apesar de 30 anos terem se passado desde o lançamento de Broken Rainbow, o filme prossegue atualíssimo como emblema da sina que sofrem os povos indígenas globais, seja em Alberta no Canadá – onde a exploração dos tar sands e a construção de pipelines representa gigantesca devastação para muitas tribos das First Nations – seja na Amazônia latino-americana – onde mega-hidreléticas à la Belo Monte também explicitam a mentalidade supremacista deste neodesenvolvimentismo bárbaro que elege zonas de sacrifício em nome do sacrossanto progresso capitalista. Aquele mesmo que empurra a Humanidade para a borda do penhasco e produz o caos climático cada vez mais exacerbado.
O arco-íris prossegue fraturado e não há sinal de que será consertado tão cedo. No desconcerto do mundo, convêm ouvir com atenção as vozes e as vidas daqueles que “podem parecer como os guardiões do passado, mas são na real os guias para nosso futuro” (Arundhati Roy).
* * * * *
BROKEN RAINBOW (1985)
Direção: Maria Florio and Victoria Mudd
Vencedor do Oscar de Melhor Documentário
Assista na íntegra:
“1985 documentary film about the government-enforced relocation of thousands of Navajo Native Americans from their ancestral homes in Arizona. The Navajo were relocated to aid mining speculation in a process that began in the 1970s and continues to this day. The film is narrated by Martin Sheen. The title song was written by Laura Nyro.”
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

PSDB prova do próprio veneno | bloglimpinhoecheiroso

EITA BRASIL VÉI SEM PORTEIRA...

PSDB prova do próprio veneno



Beto_Richa19
Auditor que acusa o tucano Beto Richa é chamado de bandido. Já Youssef é gente honesta.
Ricardo Melo, lido no Esquerda Caviar em 18/5/2015
“Pegaram um criminoso, réu confesso, preso por abuso de menores, para me acusar sem nenhuma prova. Coisa de bandido.”
Não, a afirmação não é de nenhum suspeito na operação da moda, a Lava-Jato. O desabafo é do governador Beto Richa, tucano de carteirinha, num vídeo publicado no Facebook. Richa, como se sabe, ganhou notoriedade nacional – e internacional – como o carrasco de professores do Paraná.
Nada como um dia depois do outro. Eis que um auditor da Receita paranaense, Luiz Antônio de Souza, fez o que o doleiro Alberto Youssef pratica período sim, período não. Entrega uma delação premiada em troca de redução de penas. O conteúdo fica ao gosto de um certo público qualificado.
Para quem não sabe, Souza é acusado de participar de um esquema em que empresários pagavam propina em troca da redução ou até da anulação de calotes tributários. Puxando o novelo, surgiu a denúncia de que o grupo de auditores criminosos deveria molhar a mão da campanha de Beto Richa com R$2 milhões surrupiados na propinagem.
O conteúdo da delação tem tanto valor quanto as infindáveis “revelações” de Youssef. Ou seja, é tudo verdade? É tudo mentira? Que parte é verdade e que parte é mentira? Silêncio ensurdecedor no PSDB.
Assim como Souza, Youssef é um criminoso contumaz. O primeiro chega a abusar de menores; o segundo prefere negociar com adultos. “Incorrigível”, como declarou o Ministério Público depois que o doleiro voltou a delinquir após atuar como delator no caso Banestado.
Mesmo assim, Youssef recebeu uma nova chance. Virou testemunha-chave na Lava-Jato. Mais. Ganhou direito a delações editadas.
Algumas de suas denúncias estampam manchetes; outras, que envolvem gente de fora do governo atual, têm que ser procuradas com lupa nas redes sociais.
A história fica mais grave ao sermos informados de que a Operação Zelotes, criada para investigar roubalheira grossa na Receita Federal, corre o risco de absolver 90% dos suspeitos. O caso envolve processos que somam mais de R$19 bilhões em impostos sonegados, deixando a Lava-Jato no chinelo.
Com a palavra Frederico Paiva, procurador responsável pelo processo: “Como as medidas investigatórias não estão sendo deferidas, as pessoas também não estão preocupadas. Está todo mundo em casa”.
O procurador refere-se a pedidos de busca e apreensão, escutas telefônicas etc. sistematicamente negados pela 10º Vara Federal. Nada como fazer parte da sobrenomecracia. Já o juiz Sérgio Moro só falta anunciar prisões pelo Twitter.
No Brasil, a Justiça é cega apenas para alguns. Para outros, depende de colírios financeiros.
***
Esqueçam o que escrevi
Ricardo Melo
Com o vazio de lideranças dignas desse nome, a oposição escalou o veterano Fernando Henrique Cardoso para comandar a tropa de choque contra o governo. Rejuvenescido por amores tardios e celebrado pela banca em Nova Iorque, faz o diabo para mostrar que está em forma.
Subiu no caixote e gostou do ambiente; aguarda-se um dueto com Marta Suplicy em rede nacional. FHC chama Lula para o embate, flerta com o impeachment de Dilma, opina sobre tudo. Menos, por exemplo, sobre o dinheiro torrado para comprar a própria reeleição.
Leia também:
● Massacre: Polícia do tucano Beto Richa deixa centenas de servidores públicos feridos no PR
● Após mais de 200 feridos, Assembleia do PR aprova confisco de dinheiro dos servidores
● O relato de um jornalista de Curitiba sobre a pancadaria policial de 29 de abril
● “Beto Richa não tem mais condições de governar o Paraná.”
● Desenhando: Protestos contra o PT × protestos contra o PSDB
● O assaltante de banco Aloysio Nunes justifica massacre de Curitiba: PM cumpriu seu papel
● Com saldo de mais de 200 servidores feridos, governo do Paraná culpa manifestantes
● Paraná: “Ajuste fiscal” na porrada e na bala
● A história dos PMs que se recusaram a bater nos professores era boa demais para ser verdade
● Em vídeo, governo do Paraná comemora o massacre contra professores
● Hei de vencer, mesmo sendo professor
● Guilherme Boulos: A legitimidade da greve dos professores
● Luciano Martins Costa: O “confronto” de Curitiba
● O infame Beto Richa, o governador do Paraná
● Paraná: Genealogia de um massacre
● Após uma semana do massacre, Alep condecora Richa com título de “Governador dos Trabalhadores”
● Após repercussão negativa, Alep cancela título de “Governador dos Trabalhadores” a Richa
● Paraná: Cai o responsável pelo massacre de Richa
● República do Paraná tenta cartada final
● Bandeira de Mello: Beto Richa tem de responder pelo massacre; a sanção natural é seu impeachment
● Beto Richa recebeu R$2 milhões em desvio da Receita, diz jornal
● Auditor comprova verba de corrupção em campanha do tucano Beto Richa
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APEOC na SEDUC (20/05): Piso, Descompressão, Auxílio-Alimentação, dentre outros.

reunião.seduc20.05
Para tratar da Pauta Emergencial da Educação (Aplicação do Piso, Recursos para as escolas, Descompressão, Auxílio-Alimentação, dentre outros), o Sindicato APEOC foi recebido, dia 20 de maio (quarta-feira), pela Secretaria da Educação do Estado do Ceará, SEDUC.
 Os pontos tratados nesta reunião foram os seguintes:
Recursos Financeiros para as Escolas
O Sindicato APEOC e Diretores de Escolas, que integram o Coletivo de Gestores Escolares (GestAPEOC) de nossa instituição sindical reuniram-se hoje, dia 20 de maio, com a Secretaria da Educação para reivindicar regularização da alimentação escolar e manutenção das Escolas Estaduais. Veja mais aqui.
Aplicação do Piso: Projeto de Lei 
A minuta de Projeto de Lei encontra-se com o Procurador Geral do Estado para despacho com o Governador e envio à Assembleia Legislativa, o que deve ocorrer na próxima semana (25-29/05).
Piso (Pagamento do retroativo), Descompressão da carreira, Tabela Vencimental dos servidores (Revisão) 
Para tratar destas três temáticas foi agendada uma reunião de trabalho para o próximo dia 28 de maio.
Auxílio-Alimentação dos Professores temporáriosPagamento 
O retroativo ao mês de maio beneficiará a 4.887 professores, 4.789 do mês de junho. No dia 1º de Junho sairá o pagamento correspondente a maio e junho.
Auxílio-Alimentação dos professores da 2ª e 3ª convocação que não receberam o primeiro mês:
Já foi pago ao pessoal da primeira Portaria. A segunda Portaria de ajuste de valores retroativos foi publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE-CE) do dia 04 de Maio, páginas 209 e 210. Já entrou na folha deste mês (maio) e sairá no próximo pagamento (junho).
Auxílio-Alimentação: Atualização do Teto
O Sindicato APEOC apresentou a reivindicação de atualização do teto do benefício alimentação. A representante da SEDUC disse que em face do Decreto estabelecer teto para todos os servidores e o mesmo já ter sido atualizado para este ano o assunto deverá ser tratado com a SEPLAG e Governador do Estado.
Violência nas Escolas
O Sindicato APEOC convidou, formalmente, a SEDUC a apresentar ações institucionais relacionadas à Violência nas Escolas no evento a ser realizado na nossa sede, no dia 28 de maio, a partir das 14h.
Vida funcional dos profissionais da educação: Celeridade na tramitação de processos 
O Sindicato APEOC reivindicou celeridade nos processos relativos à vida funcional dos profissionais da educação, tais como: promoções, estabilidade, dentre outros.
Na oportunidade, foi dada resposta, pela Coordenadora de Gestão de Pessoas, Giovanna França, a diversas demandas de processos de sócios apresentadas por nosso Sindicato à SEDUC.
A representante da Secretaria da Educação também informou que já tratou com o Gabinete do Governador a criação de área específica no setor de atos para que seja dada prioridade aos processos da Educação.
Concurso Público (Ajuste de Lotação), Pagamento do pessoal da 4ª. Convocação, Publicação reclassificados e convocação reclassificados
O ajuste de lotação está sendo realizado nas CREDEs.
Sobre a remoção foi informado que a mesma será no segundo semestre.
Em relação ao pagamento: em face de a folha ter fechado dia 10, o pagamento para os que entraram em exercício será na folha de junho, que paga em julho.
No que tange à reclassificação, o primeiro processo de reclassificação foi publicado no DOE-CE de 09 de abril 2015.
Quanto aos pedidos de reclassificação do pessoal da 4a. convocação, o Processo nº 2437134 20015 encontra-se na SEXEC-SEDUC para cumprir diligência da SEPLAG.
No total, há 341 professores reclassificados - 34 são reclassificados da 4a. convocação.
É necessária a publicação da relação dos reclassificados para ser possível tratar de nova convocação.
Publicação aposentadoria extraclasse e liminares
A Coordenadora de Gestão de Pessoas informou que para dar celeridade aos atos de aposentadoria, 9 pessoas se somaram à equipe que trabalha com aposentadoria.
Cinco dessas pessoas trabalham com os atos de extraclasse.
Com o novo formato da equipe,  foi informado que há condições de se concluir pelo menos 10 processos por dia.
Ampliação definitiva de Carga horária
O Sindicato APEOC reivindicou nova lei para ampliação definitiva dos professores que ingressaram antes de 31/12/2003, e abertura de Edital para ampliação definitiva de professores que ingressaram a partir de 2004, conforme lei vigente.
O assunto será tratado na audiência do dia 26 de maio.
A partir da lei vigente 2014 professores foram beneficiados com ampliação definitiva. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE-CE) do dia 01 de outubro de 2014.
Data de audiência com professores de Mestrado profissional
O Sindicato APEOC reivindicou data para audiência com professores e gestores que cursam mestrado profissional para tratar do afastamento e financiamento, especialmente para os gestores que, além de não serem liberados, custeiam o mestrado com recursos próprios.
Pacto de Fortalecimento do Ensino Médio, e pagamento das 5 bolsas da 1a. etapa
O Programa do MEC e SEDUC está em praticamente todas as escolas estaduais.
O Estado fez adesão no dia 01 de agosto de 2014. No dia 30 de dezembro concluiu a 1a. etapa.
Segundo representante do Programa, o MEC sinalizou, e foi iniciada, a 2a. etapa; contudo, o MEC, há mais de 4 meses, cessou interlocução com as universidades; 4 meses de atraso.
Em face desta situação, o Sindicato APEOC, através de seu Presidente, Anízio Melo, tratará do assunto com o Ministério da Educação e com o Gabinete do Governador e da Vice-Governadora.
O programa se desenvolve em diversos estados, porém, no Ceará, ele se destaca pelo fato de a Formação ocorrer dentro da carga horária em face da conquista da implantação do 1/3 da jornada para atividades extraclasse.
O custo do é de 40 milhões de reais/ano (duas etapas = dois anos). Liberado 25%. Com bolsas são investidos, por mês, 3,8 milhões de reais em liberação de bolsas.

Participaram desta reunião, pelo Sindicato APEOC: O Vice-Presidente, Reginaldo Pinheiro, o Secretário-Geral, Helano Maia, Diretores, Gorete Leandro e Kelma Cristina, e representante do Coletivo de Gestores Escolares, João Bosco e Geovani Maranhão. Pela SEDUC, participaram a Secretária-Executiva, Dalila Saldanha, a Coordenadora da COGEP, Giovanna França, a Coordenadora da CODEA-Gestão Escola, Elizabete Araújo, Representante da SEFOR e Assessoria.
APEOC na SEDUC (20/05): Piso, Descompressão, Auxílio-Alimentação, dentre outros.

Informação Incorrecta: Os Petro-Dólares, a ONGs, o Kosovo.

21 maio 2015

Os Petro-Dólares, a ONGs, o Kosovo.

Para uma saudável guerra santa é preciso iniciar com uma boa educação. Por isso, creches e
instituições pré-escolares são os melhores lugares onde é possível formar as mentes dos pequenos guerreiros jihadistas.

Obviamente isso tem um custo: o radicalismo não é grátis, nem aquele islâmico. O segredo? Ter alguém com muito dinheiro que apoie a causa.

Por exemplo: o Kosovo.
Como Nação o Kosovo nunca existiu, sendo parte da Dardânia em época romana, da Sérvia depois (até a dominação turca) e, finalmente, da Jugoslávia a partir de 1815. A população (pouco menos de 2 milhões de habitantes) é composta por 5 etnias que falam 5 idiomas diferentes e rezam de 4 formas diversas.

Apesar disso, desde a queda da Jugoslávia, o Ocidente (Estados Unidos e ONU em primeiro lugar) tem activamente trabalhado para tornar este pedaço de terra um País aparentemente autónomo, afastando-o da Sérvia. "Aparentemente" porque na verdade as ligações com a Albânia são mais de que estreitas e o processo de "albanização" continua ainda hoje, com o afastamento da população servia e a islamização da inteira região.

O Kosovo é uma criação artificial, um País que é um protetorado militar dos EUA no coração dos Balcãs, um pino da estratégia geopolítica que tem a intenção de quebrar os laços entre a Rússia e o resto da Europa. Hoje o Kosovo é uma colónia norte-americana gerida pela United Nations Interim Administration Mission in Kosovo (Missão de Administração Interina das Nações Unidas no Kosovo, UNMIK), comandada pelas Nações Unidas.

Lógica pergunta: então é o Ocidente que financia o radicalismo ensinado nas escolas? A resposta é "não e sim". Não porque o dinheiro não chega dos Estados Unidos. Sim porque o dinheiro chega através de organizações ocidentais.
Vamos tentar perceber.

As ONG's...

O islamismo do Kosovo é de tipo sunita, o mesmo das Monarquias do Golfo (Arábia Saudita, Qatar, Oman, etc.): é daí que chega o dinheiro. Quanto? Difícil manter as contas, porque nada disso é oficial; mas as estimativas apontam para uns 35 milhões de Euros nos últimos anos.

Como chega e como é distribuído o dinheiro? Através das ONGs, as Organizações Não Governamentais sem fins de lucro que após a independência se multiplicaram e rapidamente ligaram-se aos chefes religiosos locais. 

Um documento publicado pelo diário Koha cita cerca de 50 ONGs que funcionam como um elo entre o fundamentalismo islâmico e a educação ao radicalismo no Kosovo. Com o status de ONG mantêm a fachada limpa: transporte de alimentos e apoio médico. Em seguida, versículos de Allah e incitação à violência. A cooperação, de facto, começa a partir da construção duma mesquita e a doutrinação é imediata: cursos sobre o Alcorão e sermões sobre os dogmas do Islão.

Ao estudo da religião juntam-se treino militar, ensino de táticas de guerra urbana, uso de armas e explosivos. Após a escola, aqueles que não vão estudar nos Países árabes que financiam as ONGs pegam nas armas e são enviados para a frente. O objectivo é lutar ao lado dos "rebeldes" do ISIS, o Estado islâmico.

O salário é elevado, muito mais do que um salário normal no Kosovo: 300 Euros para aqueles que permanecem em Pristina (a capital do País), 30 mil para aqueles que escolhem a Síria ou o Iraque. Segundo as autoridades, a estratégia começa a dar os seus frutos: cerca de 300 cidadãos do Kosovo participaram nos combates em diferentes lugares controlados pelo ISIS e 40 deles já morreram em batalha. Outros 32 foram recentemente presos com a suspeita de terem tido contactos com o Estado Islâmico.

No passado mês de Setembro, 15 recrutadores acabaram algemados, incluindo o líder do partido islâmico Fuad Ramiqi e 12 imames (os líderes religiosos das comunidades islâmicas) de várias localidades. Mas o total dos que estariam prontos para tornar-se combatentes radicais é bem mais elevado: fala-se de 50 mil candidatos.

...e os imames

Voltamos atrás.
30 mil Euros? É muito dinheiro. Não que isso seja um problema pelas Monarquias do Golfo: mas temos a certeza de que todo acaba nos bolsos dos recém-formados terroristas?

Visar Duriqi é um jornalista e um conhecedor do islamismo radical no Kosovo: segundo ele, a maior fatia do "bolo" fica nas mãos dos imames, os que recrutam os jovens:
Eu acho que a comunidade islâmica do Kosovo está envolvida, no mínimo, para incentivar as pessoas a ir para a Síria.
Como o imam Zekirja Qazimi ou como o imam da grande mesquita em Pristina, Shefqet Krasniqi, que incitam ao ódio. Duriqi convida a olhar para as propriedades de alguns imames. Propriedades muito controversas: Krasniqi, por exemplo, é dono de duas casas de luxo e dum grande dormitório no centro de Pristina, enquanto o seu salário como imam é de apenas 500 Euros por mês.
A única coisa que sabemos é que os jihadistas na Síria que se juntaram ao ISIS recebem algo que mais parece um tipo de assistência social, entre 250 e 400 Dólares por mês para comprar os mantimentos. Mas estes não podem ser considerados mercenários.
Em suma, as evidências nas mãos de Duriqi levam a crer que os jovens são não tanto mercenários quanto vítimas de lavagem cerebral por parte dos imames do Kosovo. O que faz sentido: o dinheiro passa pelas ONGs, é recebido pelos imames que o investem (parcialmente...) em estruturas e "educação".
Conclui Duriqi:
O dinheiro pode ser combatido, enquanto a polícia não pode combater as ideias plantadas nas mentes dos jovens.
O problema não é, portanto, o facto de existir uma maioria muçulmana no Kosovo: o problema é que há uma minoria que pode ter um peso fundamental uma vez que a velha ordem for quebrada. Exactamente como já aconteceu com os neo-fascistas na Ucrânia.

Paradoxalmente, a questão religiosa aqui é secundária: bem mais importante é a fé no dinheiro. E não num dinheiro qualquer, mas nos petro-Dólares que chegam do Golfo (com o silencioso apoio dos Estados Unidos e de israel).

Doutro lado, é este um mecanismo que nos últimos anos tem acompanhado a intervenção financeira das petromonarquias: onde quer que haja Islão, o som dos Dólares tenta entregar o papel central para uma minoria obscurantista, marginalizando as outras opções políticas e religiosas. No meio disso, milhares de jovens são enviados para a guerra, convencidos de combater em nome de Allah, sem saber que morrem para ajudar as políticas de Washington e de Tel Avive.


Ipse dixit.

Fontes: Il Giornale
Informação Incorrecta: Os Petro-Dólares, a ONGs, o Kosovo.

CLAUDICANDO: CPI: Moro não deixa delator delatar PSDB. E a Castelo de Areia, Dr Moro ? Tem tucano escondido lá dentro … – PHA



quinta-feira, 21 de maio de 2015

CPI: Moro não deixa delator delatar PSDB. E a Castelo de Areia, Dr Moro ? Tem tucano escondido lá dentro … – PHA


Conversa Afiada reproduz notícia do site do PT na Câmara:



PETISTAS CRITICAM “LIMITAÇÕES E SELETIVIDADE” IMPOSTAS A DEPOENTES POR JUIZ SÉRGIO MORO



O empresário Dalton Avancini, diretor-presidente da construtora Camargo Corrêa, depôs nesta quarta-feira (20) na CPI da Petrobras. Mas, por determinação expressa do juiz Sérgio Moro [1], que conduz as ações da Operação Lava Jato, o empresário, que está em prisão domiciliar, só pôde responder questões que envolvem exclusivamente o esquema na Petrobras. A decisão foi duramente criticada pelos representantes do PT na comissão, uma vez que Avancini em sua delação premiada revelou detalhes também sobre a atuação do cartel de empreiteiras em outras irregularidades.

O deputado Jorge Solla (PT-BA) falou pela Liderança do PT e considerou “ridícula” a presença de delatores na CPI com limitações e seletividade no que pode ser falado aos deputados. “Se eles não podem trazer informações novas porque o juiz não deixa, ou porque eles só podem contar a versão combinada, isso aqui deixa de ser oitiva para virar palco de repetição da delação”, criticou.

“Todos, Pedro Barusco ex-gerente de Serviços da Petrobras; Paulo Roberto ex-diretor de Abastecimento da estatal; Augusto Mendonça, da Setal Óleo e Gás e agora o Avancini reconhecem que o esquema de desvio e de cartel é antigo, anterior ao governo Lula, mas por determinação do juiz Moro só podem falar do que ocorreu no período em que o PT está no governo” lamentou.

É uma apuração seletiva e intencional na avaliação do deputado Solla. “Há um incentivo para se falar sobre determinados temas e a proibição para outros. No caso específico do Dalton Avancini, é do conhecimento público que a Camargo Corrêa é investigada por pagamento de outras propinas a políticos, mas só tem autorização para falar da Petrobras”. Jorge Solla citou a matéria “Grampos indicam doações ‘por fora’ de empreiteira”, publicada dia 27 de maio de 2009 pelo jornal Estado de S. Paulo, que informa que grampos telefônicos da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, revelaram intensa movimentação da cúpula da empreiteira Camargo Corrêa em suposto esquema de doações – por dentro e por fora – para políticos e partidos.

Na escuta, segundo o deputado Jorge Solla, é citado o PSDB, PDT, DEM, PP, PPS, PMDB e PSB, além dos senadores Agripino Maia (DEM-RN), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e dos deputados Mendonça Filho (DEM-RN) – líder do DEM – e José Carlos Aleluia (DEM-BA). “A matéria, que se baseia em relatório da Polícia Federal, diz que o dinheiro supostamente entregue aos políticos foi desviado de obras superfaturadas”.

É inadmissível, segundo Jorge Solla, que a CPI e o Ministério Público não queira apurar as outras irregularidades envolvendo as empreiteiras, em especial a Camargo Corrêa que aparece em formação de esquema semelhante ao da Petrobras no metrô de São Paulo e na cidade administrativa de Belo Horizonte, quando o PSDB governava.

Castelo de Areia – O deputado Jorge Solla citou que só na Operação Castelo de Areia foram apreendidas 54 planilhas com dados sobre 208 obras da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998, espalhados por quase todo o País, que relacionava o nome de políticos a repasses financeiros relativos a percentuais de execuções das obras. “Em quatro anos a Camargo Corrêa desembolsou R$ 178,16 milhões em propinas, em valores da época, segundo estas tabelas, será que não interessa essa apuração”, questionou.

Jorge Solla sugeriu ainda que se faça um cruzamento entre o que foi apurado na operação Castelo de Areia e a Lava Jato. “Se cruzar os dados da Lava Jato com os da Castelo de Areia, fica claro que o pagamento de propinas sob contratos com empreiteiras transcendia as paredes da Petrobras: ocorria em todo o País, em todos os níveis de poder, há muitos anos”, afirmou.

O sub-relator auxiliar da CPI, deputado Valmir Prascidelli (PT-SP), também criticou as limitações impostas aos delatores que tem vindo à CPI. “Estou cada vez mais convencido que há parcialidade na Operação Lava Jato, nos acordos de delação premiada, que acontecem geralmente depois de um período de prisão do acusado e que força o depoente a falar de acordo com a conveniência e o interesse de determinados partidos e juízes”, lamentou.

Pracidelli lembra que a Camargo Corrêa foi criada em 1939 e Dalton Avancini está na empresa há 30 anos. “É impossível que ele só saiba ou só possa falar do que aconteceu nos contratos da Petrobras. Aqui tá claro que não é o caso de delação, é mentira ou omissão”, ironizou.

*****

[1] Sérgio Moro é este da foto:

Será que ele tem lado?
CLAUDICANDO: CPI: Moro não deixa delator delatar PSDB. E a Castelo de Areia, Dr Moro ? Tem tucano escondido lá dentro … – PHA

CLAUDICANDO: Magno Malta é ele mesmo a “anomalia” que quer combater.

PARA VERGONHA DOS EVANGÉLICOS



quinta-feira, 21 de maio de 2015

Magno Malta é ele mesmo a “anomalia” que quer combater.

Ele

Por Kiko Nogueira, via DCM
O senador Magno Malta contém, em si mesmo, todas as interpretações possíveis do termo picareta. Na noite em que o plenário do Senado aprovou o nome de Luiz Edson Fachin para o STF por um placar de 52 a 27, Malta pediu a palavra.
Citando a Bíblia e a expressão “profissão de fé” a cada 30 segundos, pôs-se a justificar seu voto numa confissão de ignorância e maldade de dar gosto a Belzebu.
Ele tinha “dificuldade de votar” porque, na sabatina, Fachin só respondeu com “‘rolando lero’ jurídico”. O indicado de Dilma teve “escorregões jurídicos” ao escrever, por exemplo, o prefácio de um livro sobre poligamia.
Do púlpito, agitando os braços, detonou a marcha da maconha e a posição de Fachin sobre ela, segundo ele, favorável à liberdade de expressão. E se os pedófilos quiserem marchar, perguntava, apoplético.
“Se você não aplaude o homossexualismo, é homofóbico. Somos todos homofóbicos, então”, gritou. E a chave de ouro que não poderia faltar a um evangélico fundamentalista: “Fui eleito pelos que acreditam em família nos moldes de Deus, macho e fêmea. Fora isso é anomalia.”
MM já havia chamado de “anomalia” a PL 122, que incentiva, diz ele, a criação de um “império homossexual”.
Seu currículo de imbecilidades já havia sido alçado a um novo patamar em janeiro, quando enterrou o nariz no saco de Aécio Neves em seu retorno ao Senado depois da derrota na campanha presidencial. “Vossa Excelência não perdeu as eleições. Vossa Excelência recebeu um livramento da parte de Deus”, falou, num aparte antológico.
O medo e a raiva dos gays é parte do que Freud chamava de “formação reativa”, o conflito contra os símbolos externos de um sentimento que está sendo sufocado internamente.
Em seu teatro sobre Luiz Fachin, Malta foi sincero num ato falho. “Diziam ‘amanhã ele vira ministro do Supremo, caí um processo seu na mão dele e você estará arrebentado’”.
É esse seu receio, é essa a razão de toda sua conversa baseada no ódio e no preconceito: que seja julgado por Fachin no Supremo. Malta é a anomalia de que tanto fala. Onde está Deus que não opera um livramento onde é necessário?
CLAUDICANDO: Magno Malta é ele mesmo a “anomalia” que quer combater.

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Róber Iturriet Avila: Dá para fazer ajuste taxando heranças e fortunas

publicado em 21 de maio de 2015 às 12:37
marinho
Eles podem pagar mais?
Róber Iturriet Avila
19/05/2015 18:49
Por um ajuste fiscal via reestruturação tributária
Estudo mostra que a criação de uma nova faixa de imposto de renda sobre o trabalho (salários acima de R$ 67 mil) e a cobrança de impostos sobre dividendos teriam impactos fiscais e sociais melhores do que as escolhas do ministro Joaquim Levy
O Brasil Debate tem abordado a relação entre a necessidade de um ajuste, a estruturação tributária brasileira e seu papel nos níveis de concentração de riqueza. Em que pesem as controvérsias acerca do nível da carga tributária no Brasil e o tamanho do Estado, há consenso entre os diversos matizes que os impostos no Brasil devem ser simplificados. Contudo, um tema mais candente é quem contribui mais ao erário.
Para além de financiar os serviços públicos, a arrecadação de impostos tem o papel de rearranjar as dotações dos agentes no mercado, uma vez que há assimetria de condições e a dinâmica da economia pode proporcionar disparidades.
A arrecadação dos tributos no Brasil está centrada no consumo e na folha de salários. Como os dados tributários mais recentes ainda não foram sistematizados, é aqui analisada a estruturação de 2013. No referido ano, 51,28% dos impostos recolhidos nas três esferas tiveram origem no consumo de bens e serviços, 24,98% na folha de salários, 18,10% na renda e 3,93% na propriedade.
Face à necessidade de ajuste das contas públicas, algumas reformas poderiam ser implementadas com potencial de dar sequência às políticas inclusivas.
Castro (2014) efetuou um exercício com três hipóteses de alteração de impostos, quais sejam: i) tributação sobre a distribuição de lucros em 15% e em 20% – o Brasil é um dos poucos países que não tributa dividendos; ii) criação de novas alíquotas de Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF): 35% e/ou 40% e; iii) extinção de deduções de imposto de renda.
Os dados utilizados são da Receita Federal do Brasil, de acesso restrito. As informações públicas mais recentes são de 2012. Por esse motivo, a análise fica restrita a esse ano, podendo apenas os valores monetários serem atualizados pelo IPCA.
O autor demonstra que, caso fosse criada uma tributação de 15% sobre a repartição de lucros, haveria uma elevação de 175,33% do IRPF Capital, o que representa uma elevação total de 24,63% na arrecadação de IRPF. Em 2012, isso representaria R$ 31 bilhões a mais, R$ 36,5 bilhões a preços de maio de 2015.
A segunda hipótese do autor é uma alíquota de 20% sobre os dividendos. Nesse caso, a arrecadação aumentaria R$ 41,5 bilhões em 2012, R$ 48,9 bilhões a preços de maio de 2015. Uma elevação de 233,80% do IRPF capital e 32,84% de arrecadação total do IRPF.
Caso a tributação sobre os lucros fosse idêntica ao imposto sobre rendimento do trabalho, incluindo faixa de isenção e progressividade, a arrecadação ampliaria R$ 50 bilhões em 2012, R$ 58,9 bilhões a preços correntes. O que representa uma ampliação de 282,14% em IRPF Capital e 39,64% em IRPF total.
Com uma nova alíquota de 35% sobre o rendimento do trabalho, a nova faixa seria para renda a partir de R$ 59.100,00 anuais em 2012 e, aproximadamente, R$ 67.439,00 em 2015, dado o reajuste da tabela ocorrido. Nessa situação, a arrecadação de IRPF sobre o trabalho obteria incremento de 17,15%, 14,67% de IRPF total, equivalendo a R$ 18,5 bilhões, em 2012 e R$ 21,8 bilhões a preços atuais.
A quinta hipótese do autor é a constituição de duas alíquotas de imposto de renda sobre o trabalho: 35% e 40%. A alíquota de 40% seria a partir de R$ 69.200,00, em 2012, e, aproximadamente, R$ 78.964,12, em 2015. Essa situação elevaria em 26,79% o IRPF sobre o trabalho, 22,98% sobre o IRPF total e R$ 29 bilhões, em 2012, R$ 34,2 bilhões a preços correntes.
Nesse sentido, o maior potencial arrecadatório e distributivo seria a implementação de impostos sobre os dividendos. De acordo com o autor, os três primeiros tipos de alteração reduziriam em torno de 10% o índice de Gini.
Há, entretanto, a opção de criar um imposto sobre dividendos e ampliar o imposto sobre a renda do trabalho. Ou seja, a terceira e a quinta hipótese não são autoexclusivas, o que abriria uma possibilidade de arrecadar R$ 93,1 bilhões a preços de 2015. Essa situação abriria espaço para redução de impostos sobre consumo, mitigando, nesse caso, a regressividade tributária brasileira. Essa transformação, potencialmente, ampliaria o acesso a bens e dinamizaria a economia.
Além da simplificação de tributos, a criação de uma nova faixa de imposto de renda sobre o trabalho e a implementação de impostos sobre os dividendos teriam impactos fiscais e sociais melhores do que as escolhas do ministro Joaquim Levy. Esse preferiu elevar PIS/COFINS e a CIDE. Outra opção aventada é a criação de um imposto federal sobre herança e a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas. Cabe relembrar que o Brasil figura dentre os países com menores impostos sobre heranças.
A tributação sobre dividendos corrigiria uma distorção que ocorreu com a lei que isentou esse rendimento (9.249/95). Desde então, houve expressiva migração de profissionais liberais para inscrição como pessoa jurídica, com o objetivo de reduzir a contribuição ao fisco. A isenção de impostos sobre dividendos se justificaria para evitar a bitributação. Entretanto, na maior parte dos países há bitributação.
É preciso ponderar que aumento de imposto tem efeitos sobre a renda agregada, sobretudo se o governo não utilizar o recurso para ativar a economia. A redução da demanda total deprime a arrecadação. Tal consideração limita a previsibilidade da capacidade arrecadatória. De toda forma, ampliar impostos sobre os mais ricos e reduzir aos mais pobres pode ter um efeito positivo sobre a demanda, já que os primeiros têm propensão marginal a consumir menos.
Algumas das alterações tributárias nesse início de 2015 reforçam o quadro atual, indicando que caminhamos de encontro aos países que estão em patamares de desenvolvimento mais elevado. Aprofundar e clarificar essa temática não apenas informa o cidadão como instrumentaliza a pauta da justiça social.
Referências
BRASIL. Receita Federal do Brasil. Carga Tributária no Brasil: análise por tributos e bases de incidência. Disponível AQUI. Acesso em 15 de maio de 2015.
CASTRO, Fábio Avila.  Imposto de renda da pessoa física: comparações internacionais, medidas de progressividade e redistribuição. 2014.115f. Dissertação (Mestrado) ― Departamento de Economia, Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
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