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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Professores de seis estados e de pelo menos sete municípios estão em greve | EBC

Professores de seis estados e de pelo menos sete municípios estão em greve

Criado em 18/05/15 18h05 e atualizado em 18/05/15 18h37
Por Mariana Tokarnia Edição:Fábio Massalli Fonte:Agência Brasil


Professores das redes estaduais de seis estados estão em greve, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Os estados que estão paralisados são Pará, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, além de Sergipe, que entrou em greve hoje (18). 
A secreária geral da CNTE, Marta Vanelli explica que, de forma geral, o motivo principal é o cumprimento da Lei do Piso, que neste ano estabelece o reajuste de 13,01%, garantindo um salário inicial R$ 1.917,78. "A gente já avaliava, desde o início do ano, que seriam greves mais duras e mais difíceis de se conseguir ganhos salariais. Sabíamos que os governos iriam buscar justificativas para o não reajuste na baixa arrecadação".
De acordo com a lei, a correção do piso reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
"Nos últimos anos, as greves foram mais fáceis porque a porcentagem de reajuste era menor. O trabalhador não abre mão, não pode ficar no zero. Com uma inflação de cerca de 8% não podemos ficar sem reajuste", diz Marta.
Em Sergipe a greve, decidida em assembleia no úlimo dia 13, começou nesta segunda-feira. Os professores pedem o reajuste de 13,01%, para todos na carreira. "Não aguentamos mais a situação que estamos vivendo, faltam professores, faltam funcionários, falta alimentação escolar", diz Lúcia Barroso, do departamento das redes municipais do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese). 
Em Goiás, a greve foi decidida no dia 8 de maio e teve início no último dia 13. Entre os motivos está também o pagamento do piso aos professores, que segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), só começará a ser pago pelo estado em agosto. Os trabalhadores reividicam que o cumprimento do reajuste seja desde o início do ano.
No Paraná, os professores estão de greve desde o dia 27 de abril. Eles reivindicam, entre outras pautas, o cumprimento do piso nacional e o recebimento retroativo a janeiro. Além do reajuste de 8,14% retroativo a data-base, realização de concurso público e melhores condições de trabalho. No estado, durante um protesto de servidores, a maioria professores, em Curitiba, contra uma lei aprovada no Paraná que alterou o regime de previdência dos servidores estaduais. Durante a manifestação, 200 pessoas ficaram feridas.
No Pará, os profissionais iniciaram a greve no dia 25 de março, pedindo, entre outros pontos, o pagamento retroativo do valor do piso, que somente começou a ser pago em abril, quando deveria vigorar desde janeiro. Em Santa Catarina a greve começou no dia 24 de março. A principal demanda é o plano de carreira. Os professores pedem também o reajuste do piso à carreira, retroativo a janeiro. 
Em São Paulo, os professores estão em greve há mais tempo, desde o dia 13 de março por uma reajuste salarial de 75,33%. A porcentagem equivale ao cumprimento da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que estabelece a equiparação do rendimento médio dos professores ao rendimento médio dos demais profissionais com mesma escolaridade.
O piso salarial subiu de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme números incluídos no site do Ministério da Educação. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451. Em 2013, o piso passou para R$ 1.567 e em 2014 foi reajustado para R$ 1.697. O maior reajuste foi registrado em 2012, com 22,22%.
De acordo com levantamento da CNTE, estão em greve também as redes municipais de Maceió (AL), Macapá (AP), Camacã e Lauro de Freitas (BA), Curvelândia, Pedra Preta e Barão de Melgaço (MT).

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Professores de seis estados e de pelo menos sete municípios estão em greve | EBC

Mino Carta: Se Lula entrar na briga, vai provar sua condição de líder do povo brasileiro - Viomundo - O que você não vê na mídia

Mino Carta: Se Lula entrar na briga, vai provar sua condição de líder do povo brasileiro

publicado em 18 de maio de 2015 às 13:01
lula 1970
Trinta e cinco anos depois, este cenário talvez se repita em ponto maior
Cuidado com ele
Recado aos senhores: se Lula entrar na briga, vai provar sua condição de líder do povo brasileiro
A situação de caos que o País vive precipita um grande equívoco e duas urgências. Destas, uma investe Dilma Rousseff. Esgota-se o tempo que lhe sobra para tentar rever posturas, orientações, escolhas.
Não esqueço a última vez em que estive com ela, em companhia de Sergio Lirio e André Barrocal, para entrevistá-la às vésperas das últimas eleições.
Impressionou-me o isolamento da presidenta sobrepujada pelo álgido cenário fascistoide transplantado para o Trópico no Palácio da Alvorada, enorme redoma de solidão. A outra urgência diz respeito a Lula. O ex-presidente chegou a uma peremptória encruzilhada e tem de escolher a saída que mais lhe convém.
Recordo o dia, mais ou menos recente, em que ouvi de Lula a seguinte frase: “Um presidente considera-se bem-sucedido quando se reelege, e digno da excelência quando elege seu sucessor”. Inviável o impeachment de Dilma sonhado por muitos opositores, é difícil, nas circunstâncias atuais, deixar de imaginar um final melancólico para o segundo mandato da presidenta. Se for assim, ela não fará seu sucessor.
Como observava Mauricio Dias em sua Rosa dos Ventos, na edição passada, faltam para a sucessão quadros potáveis no governo e no PT. Resta mirar em Lula. A própria oposição ajusta a alça. Eis o verdadeiro inimigo, antes de qualquer outro.
O que a elite brasileira mais teme é a volta por cima do ex-presidente. O ex-operário, de novo!? Vaias e panelaços que de uns tempos para cá lhe são reservados, além de patéticos, não escondem o medo, e não exagero no emprego da palavra. Resta ver se Lula pretende, ou não, transformar o Brasil em uma infinda Vila Euclydes.
Ele pode, é o único, verdadeiro líder do povo brasileiro, se quiser, enche as praças. Ao longo de dois mandatos realizou avanços importantes, inferiores a meu ver, àqueles que poderia e deveria realizar. Bastou, contudo, para deixar a Presidência com altíssima aprovação, nunca dantes navegada.
O que pretende a partir deste momento não está claro. Evidente é sua irritação. Não contemplo somente os comportamentos midiáticos, as acusações de envolvimento em escândalos variados, os apupos do preconceito elitista, como prova seu discurso no evento da CUT promovido em São Paulo dia 1º de maio. De fato, abala-se também a críticas ao governo Dilma, a rigor as primeiras públicas.
Estamos na encruzilhada e o equívoco seria a consequência, a depender da escolha de Lula ao determinar seu caminho. Se decidir, em lugar da aposentadoria, pela disputa do poder, assistiremos a um imperioso retorno à ribalta, mesmo que agora não seja seu objetivo descer à liça em 2018.
Quanto ao equívoco, suponho ser geral, da oposição, da chamada elite, da mídia, bem como do PMDB, do próprio PT, e do governo que o partido haveria de sustentar.
Lula tem todas as condições, e mais algumas, de reassumir uma liderança avassaladora, em parte abandonada para deixar espaço a Dilma Rousseff. Quem supõe que, ao sabor do dito petrolão, da tibieza governista e do martelar midiático, Lula esteja encurralado, engana-se além da conta. Quem se ilude, corre o risco de, como se diz, cutucar a fera com vara curta.
O Brasil vai mal, graças a um acúmulo de erros e desmandos, de resto encadeados no decurso das décadas de sorte a se tornarem mal endêmico, mas o jogo, o trágico enredo que entrega o País ao caos, não está encerrado.
Diz um antigo provérbio italiano: non destar il cane che dorme. Não desperte o cão que dorme.
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6 sinais de comportamento suicida - Galileu | Sociedade

6 sinais de comportamento suicida

22/10/2014 - 17H10/ ATUALIZADO 20H1010 / POR GABRIELA LOUREIRO
Laço amarelo é símbolo do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, 10 de setembro (Foto: Flickr)









Na edição de novembro, a GALILEU fez um dossiê sobre suicídio explicando por que o número de jovens que decidem terminar com a própria vida aumentou tanto no Brasil. A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social. Para ajudar a combater essa epidemia silenciosa, GALILEU conversou com uma série de psiquiatras e psicólogos sobre o problema e elaborou uma lista de seis alertas sobre o comportamento suicida.

1 – Frases de alarme
Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas. “Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda”, afirma Mônica Kother Macedo, psicanalista especializada em suicídio e professora da PUCRS. Adriana Rizzo, engenheira agrônoma voluntária da ONG Centro de Valorização da Vida (CVV) há 16 anos, já atendeu milhares de ligações de pessoas que pensavam em suicídio. Algumas das frases mais comuns ouvidas por ela foram “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer”. Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste atenção.

2 – Mudanças inesperadas
Todo mundo passa por mudanças na vida, faz parte do pacote. Mas algumas mudanças podem ser traumáticas quando não estamos preparados para elas. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro problema psíquico dificilmente terá condições de encarar uma mudança inesperada, como perder um emprego que considerava muito importante. “Alguém tinha um hobby e abandona tudo, era super vaidoso e fica desinteressado. A mudança de comportamento é o momento em que a gente se aproxima da pessoa para saber o que está acontecendo, porque quem sabe dividindo ela vai entender que é só uma fase”, diz Macedo.

3 – Depressão e drogas
As estatísticas alertam: para cada suicídio, há entre 10 e 20 tentativas, ou seja, quem tentou suicídio está muito mais vulnerável. “Uma tentativa de suicídio é o maior preditor de nova tentativa e de suicídio”, diz o psiquiatra Humberto Correa da Silva Filho, vice-presidente da Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio.
Segundo alerta: quase 100% das pessoas que se suicidaram enfrentavam algum problema mental - a maioria depressão. Quem está sofrendo depressão ou outro transtorno devem receber maior atenção . E, se a pessoa consome álcool ou outras drogas, atenção redobrada.  “O maior coeficiente de suicídio se dá por transtorno de humor associado ao uso de substâncias psicoativas, mais da metade dos casos de suicídio. Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável pelo maior numero de mortes no mundo inteiro”, afirma o psiquiatra Jair Segal.

4 – Pode não ser só aborrescência
As taxas de suicídio dos jovens brasileiros aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos, como explica nosso dossiê da edição de outubro. Mas, muitas vezes o comportamento errático atribuído como típico do adolescente pode ser um sinal de intenção de suicídio. “Existe uma falsa ideia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. O adolescente apresenta outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém, e isso vai ser entendido como fenômeno da adolescência normal, já que ele não consegue expressar seu sofrimento de uma forma clara”, explica Segal.

5 – Preto no branco
Somente 15% dos gravemente deprimidos vão se suicidar, mas a depressão severa continua sendo a maior causa do suicídio. Por isso, é preciso ficar atento quando a pessoa demonstra zero interesse na vida ou nos outros. “Para o deprimido, o mundo deixa de ser colorido, é preto e branco. Ele tem baixa autoestima, desinteresse por todos e fica muito voltado para ele mesmo”, explica o psiquiatra Aloysio Augusto d’Abreu. Quando em depressão severa, a pessoa se isola dos outros e não vê motivos para continuar viva. É um alerta de urgência.

6 – Bom demais para ser verdade
Um caso que marcou o psiquiatra d’Abreu foi o de um paciente muito deprimido que simulou uma melhora para passar o final de semana em casa e, lá, usar uma espingarda para se matar. A simulação de melhora é comum em diversos casos de suicídio, então, se uma pessoa que normalmente é deprimida parecer subitamente alegre, é importante acompanhá-la para garantir que ela não tentará o suicídio.

O que você pode fazer?
Segundo o psiquiatra da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio Carlos Felipe Almeida D’Oliveira, o ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. “Se possível, acompanhe-a a um profissional de saúde e peça orientação”, diz. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa - como arma, remédios e substâncias tóxicas - para evitar o uso delas em um impulso.
6 sinais de comportamento suicida - Galileu | Sociedade

Professores de Macapá trancam prefeitura e acampam para exigir pagamento do piso salarial

Professores de Macapá trancam prefeitura e acampam para exigir pagamento do piso salarial

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Da redação.
[Atualizado às 10h40] Ontem pela manhã, os professores [e servidores municipais da saúde] da rede municipal do Macapá no estado do Amapá, em greve há um mês, trancaram os portões da prefeitura da cidade. A reivindicação é o pagamento de 13% do piso salarial da categoria. A prefeitura de Clécio Luiz do PSOL, afirma que o governo não possui recursos para conceder aumento aos professores acima dos 4% oferecidos, que está abaixo da inflação oficial. Veja mais sobre a greve dos professores do Macapá e o governo do PSOL aqui e aqui.
Os professores trancaram com cadeados os portões da frente e das laterais da grade de proteção da prefeitura. O secretário municipal de Administração, Carlos Michel, e o subprefeito Claudiomar Rosa tentaram entrar no prédio, mas foram impedidos. Professores e servidores municipais da saúde em greve acamparam dentro da prefeitura. Faixas e cartazes foram colocados em frente a sede municipal. A entrada foi liberada por volta das 11h30m.
Em nota, a prefeitura afirmou que “continua aberta ao diálogo com todas as categorias que compõem a gestão municipal. Mas, não vai deixar de buscar caminhos legais para garantir o direito do servidor de acessar seu local de trabalho, a segurança do patrimônio predial do município e a reparação dos prejuízos financeiros aos cofres públicos causados por esse ato isolado, sem apoio da maioria das categorias e sem amparo legal”.
Segundo declaração do professor Roque D´Moraes ao jornal O DIA, “Estamos há duas semanas tentando uma mesa de negociação, mas o prefeito não nos recebe, ele alega que não tem nenhuma proposta para a categoria, além dos 4%. Há duas semanas estamos tentando uma mesa de negociação, também para serem discutidos outros pontos de pautas que são reivindicações como: a carreira do servidor, melhoramento na rede física, porque todos são sabedores que nossas escolas estão sucateadas”.
A greve que começou no dia 15 de abril, teve a contraproposta de 4% apresentada no dia 16 de abril pela prefeitura aos professores após uma sessão tumultuada e com discussões exaltadas na Câmara de Vereadores. Em 17 de abril, o movimentou chegou à adesão de 90%, segundo o Sinsepeap. Em maio, os servidores da saúde se somaram a greve, com suas próprias reivindicações salariais.
A prefeitura disse haver indisponibilidade financeira para arcar com os 13%. Em 2015, o orçamento da Educação representava R$ 201,00 milhões para arcar com as despesas das 80 escolas e 35 mil alunos matriculados. São gastos, mensalmente, R$ 11 milhões com folha de pagamento, o que, segundo a prefeitura, ao final de cada ano representa a metade do orçamento da Semed. Já a opinião do sindicato, expressa pelo professor Roque, é diferente. “Nós do sindicato fizemos uma vistoria nas contas da prefeitura e sabemos que tudo aumentou, o FUNDEB aumentou, o FPM aumentou e a arrecadação do município vem aumentando, o prefeito aumentou a taxa do lixo, do resíduo sólido, então, dinheiro tem, o que falta realmente é a boa vontade do prefeito”.
Até agora não temos conhecimento de qualquer declaração oficial da direção do PSOL e de suas correntes internas sobre esta nova situação política no Macapá. E ainda, em mais de um mês de greve dos professores da rede municipal na capital, há correntes que constroem o PSOL que nem ao menos se pronunciaram, sequer em nota, para demonstrar solidariedade à luta dos professores.
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FOTO: Abinoan Santiago/G1
Link:
PMM diz “não” e professores mantém greve na rede pública - Jornal do Dia
Professores de Macapá trancam prefeitura e acampam para exigir pagamento do piso salarial

Propaganda de Beto Richa muda postura da RPC/Gazeta com os professores — CartaCapital





Propaganda de Beto Richa muda postura da RPC/Gazeta com os professores

por Esmael Morais — publicado 13/05/2015 17h51, última modificação 14/05/2015 06h47
Após receber 1,2 milhão em verbas do governo estadual, grupo da afiliada da TV Globo no Paraná passa a criticar os professores em greve
Orlando Kissner/ ANPr
beto-richa-policia
O governador Beto Richa e comandante-geral da Polícia Militar, coronel César Vinicius Kogut
Na sessão da Assembleia Legislativa do Paraná, desta terça-feira 12, vieram à tona os primeiros números de gastos do governo Beto Richa (PSDB) com a propaganda sobre o confisco da poupança previdenciária.
De acordo com números revelados pelo líder do governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o Palácio Iguaçu gastou nesses últimos dias, pós-agressão dos professores, a quantia de R$ 2,7 milhões. A maior parte deste dinheiro – R$ 1,2 milhão – foi para a RPC TV/Gazeta do Povo.
Após a entrada do dinheiro público, a RPC/Gazeta do Povo mudou sua postura, e perdeu sua “boa vontade” com os professores estaduais em greve. Em editorial no último domingo 10, o jornal defendeu o governo do tucano: “Os professores cruzaram os braços sem ter uma pauta real”.
O jornal, contudo, não informou que o governo Beto Richa não apresentou até agora nenhuma proposta concreta para pôr fim à greve de 16 dias. A categoria espera uma definição da data-base com a reposição da inflação do ano, além do reajuste do piso para equiparação com o que determina a lei federal.
Na TV afliada à Globo, o governo do estado veicula comercial defendendo o confisco da poupança previdenciária que pertence aos servidores públicos. Na Gazeta, a APP-Sindicato é acusada de má-fé e oportunismo pelo fato de defender seus associados.
Paralelamente, a oposição se esforça para levantar os valores da ‘operação de guerra’ no último dia 29 de abril. Parlamentares não alinhados ao Palácio Iguaçu estimam que o custo das bombas, diárias para policiais, ração para os cães pitbulls, balas de borracha, helicópteros, viaturas, sessões em regimes de urgência ultrapassa os R$ 30 milhões.
Esse dinheiro daria para bancar parte do reajuste do piso aos professores e pagamento da data-base ao funcionalismo público.
Na Assembleia, o deputado Chico Brasileiro, líder do PSD, acusou o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, de intransigência com o objetivo de prolongar a paralisação na educação para fazer caixa. Além disso, completou deputado Professor Lemos (PT), o governo pretende culpar os professores pela greve
O tucano já deu um passo nessa direção ao afirmar que “não tem ninguém mais ferido que eu” ao referir-se a agressão aos educadores. 
beto-richa-selfie.jpg
Beto Richa (PSDB) faz uma selfie com sua mulher (Fernanda Richa) e a vice-governadora Cida Borghetti, durante sua posse
 

Publicado originalmente no blog do Esmael Morais.
Propaganda de Beto Richa muda postura da RPC/Gazeta com os professores — CartaCapital

O que as greves de professores nos 5 Estados pelo país têm em comum: os governos | Luizmuller's Blog

O que as greves de professores nos 5 Estados pelo país têm em comum: os governos

O que as greves de professores pelo país têm em comum: os governos

Vem chamando atenção na imprensa, nas últimas semanas, a greve dos professores da rede estadual de ensino do Paraná, principalmente por conta da operação policial que deixou centenas de feridos no final de abril. Vez ou outra, a mídia tradicional veicula também algo sobre a greve dos professores do estado de São Paulo, que continua sendo ignorada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Outros três estados do país, no entanto, também possuem professores estaduais em greve e pouco se fala ou se noticia.
Ainda que as reivindicações dos docentes de cada estado sejam bem parecidas – como a questão do reajuste salarial -, um ponto que converge entre eles é a orientação política e a falta de diálogo do governo. Dos cinco estados que têm professores paralisados, quatro são governados pelo PSDB e um pelo PSD.
Confira quais são eles: 
Goiás 
Os docentes entraram em greve na última quarta-feira (13) e pedem ao governo de Marconi Perillo (PSDB) o pagamento do piso dos professores e do salário integral dentro do mês trabalhado, a data-base dos administrativos, salário dos contratos temporários equiparados de acordo com o dos efetivos e a realização de concurso público.
Pará 
No norte do país, os professores já estão em greve há mais de 50 dias. Eles pedem, entre outras coisas, o envio do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCR) à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a realização de reformas das escolas e o pagamento integral do retroativo do piso salarial. Apesar do tempo de paralisação, o governador Simão Jatene (PSDB) ainda não negociou com a categoria. Cinquenta professores estão, desde o início da greve, acampados no prédio do Centro Integrado de Governo (CIG), em Belém.
São Paulo 
Em São Paulo, os professores da rede estadual estão paralisados há dois meses e, até agora, nenhuma proposta para retomar as aulas foi apresentada pelo governo do estado, comandado por Geraldo Alckmin (PSDB). Com 70% da categoria em greve, de acordo com o sindicato, os docentes reivindicam reajuste salarial de 75,33%, além de  melhores condições de trabalho, como o fim das salas de aula superlotadas. Desde que a paralisação começou, Alckmin a trata como uma “novela” ou, em alguns casos, afirma que “não existe greve em SP”.
Paraná 
Paralisados há 21 dias, os professores da rede estadual do Paraná ganharam os holofotes da imprensa, principalmente por conta do massacre do qual foram vítimas em protesto realizado há duas semanas. Mesmo diante da evidente irresponsabilidade de seu governo em atacar os docentes, o governador Beto Richa (PSDB) até agora não apresentou uma proposta que satisfaça a categoria, que pede 8,17% de reajuste salarial.
Santa Catarina 
Há 52 dias em greve, os professores estaduais de Santa Catarina também não receberam, até o momento, uma proposta por parte do governo Raimundo Colombo (PSD) que atenda as suas demandas. Eles reivindicam o Plano de Carreira, aplicação do aumento de 13% do piso nacional da categoria para toda a carreira e anistia aos grevistas de outros anos.
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