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domingo, 17 de maio de 2015

Cafezinho: mídia esconde delação de Demóstenes contra líderes da oposição | Brasil 24/7

INVISÍVEL E NOTÓRIO



CAFEZINHO: MÍDIA ESCONDE DELAÇÃO DE DEMÓSTENES CONTRA LÍDERES DA OPOSIÇÃO
Cafezinho: mídia esconde delação de Demóstenes contra líderes da oposição | Brasil 24/7

Brasil vai voltar a crescer e panelaços irão acabar, diz Chico de Oliveira - 17/05/2015 - Poder - Folha de S.Paulo



Brasil vai voltar a crescer e panelaços irão acabar, diz Chico de Oliveira - 17/05/2015 - Poder - Folha de S.Paulo

Redução da maioridade, Agamben e política da morte | Outras Palavras – blog da Redação

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Violência contínua de tanques e soldados nas UPPs do Rio é exemplo da exceção que se faz regra, e se quer lei — agora com a imputabilidade da população mais jovem
Por Marcio de Souza Castilho*
Jovens negros, pobres, moradores de periferias e favelas, sem acesso ao sistema educacional, são o alvo preferencial do nosso sistema penal seletivo, excludente e depositário de uma parcela da população que se quer escondida ou mesmo eliminada pelas pessoas de “bem” da sociedade. As consequências desse estado-penitência (Wacquant) são os números do quadro carcerário brasileiro, que concentra a quarta maior população de presidiários no mundo, com mais de 500 mil confinados. As estatísticas tendem a crescer com a proposta da redução da maioridade penal.
Se aprovada, será a confirmação da lógica de um Estado que, para promover a vida, não em sua totalidade, adota mecanismos de uma violência depuradora de eliminação do outro, agora com a imputabilidade da sua população mais jovem. Materializa-se, portanto, a coexistência, para além dos regimes totalitários, da biopolítica com a tanatopolítica ou, como afirma Esposito, uma “morte necessária para conservar a vida, uma vida que se nutre da morte alheia”.
Ao falar de um sistema que tende a se transformar continuamente em máquina letal, Agamben faz referência aos campos de concentração nazistas durante a 2ª guerra mundial. Ao mesmo tempo, o filósofo italiano vai concluir que o campo é o paradigma das chamadas sociedades democráticas modernas.
A violência que se impõe nos espaços populares, em favelas ou periferias dos grandes centros, representa os nossos processos de guetificação contemporâneos. Sob o imperativo da “lei e da ordem”, o estado mantém um regime de excepcionalidade cotidiano, permanente, como ocorre com a presença das Forças Armadas no conjunto de favelas da Maré ou com a ocupação do Complexo do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, por tanques e blindados para abrir caminho para a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). É por isso que não há um sentido de repressão nas favelas que pode ser localizado num momento histórico específico ou como anomalia de um passado ditatorial, mas uma violência contínua.
Diante do recrudescimento das medidas de exceção tornando-se regra no Brasil, não há como não recorrer a Agamben neste momento, retomando a discussão sobre a maioridade penal: “Na medida em que o estado de exceção é, de fato, ‘desejado’, ele inaugura um novo paradigma jurídico-político, no qual a norma torna-se indiscernível da exceção. O campo é, digamos, a estrutura em que o estado de exceção, em cuja possível decisão se baseia o poder soberano, é realizado normalmente”.
Acrescentaria que o poder soberano hoje no Brasil não reside na figura singular de um mandatário. Será mais apropriado falar num tipo de soberania parlamentar cujos representantes decidem a necessidade para praticar a exceção, buscando incluí-la num ordenamento jurídico, fazendo-o coincidir com a política. O debate em torno da redução da maioridade penal nos obriga a discutir, como sugere o pensador italiano, o que significa agir politicamente neste momento?
* Professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF)
Redução da maioridade, Agamben e política da morte | Outras Palavras – blog da Redação

Bicicletas em SP: como fabricar dados negativos | Outras Palavras – blog da Redação

Bicicletas em SP: como fabricar dados negativos

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Na contramão do jornalismo, velha imprensa alardeia falsas manchetes: as mortes de ciclistas não aumentaram 36%, mas diminuíram 10%.
Por Cauê Seignermartin Ameni
Que a mídia tem má vontade com a gestão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, até o mais desinformado paulistano já sabe. A derrapada da vez vem de uma matéria do Estadão: “Morte de ciclistas em SP cresce 34% em 2014″. Nenhum canal apurou, foi mais adiante ou questionou a informação. Mas todos repetiram ad nauseam a “notícia” como munição para alvejar o projeto de ciclovia da prefeitura. Sem perceber que, ao isolar os dados, o jornalista Bruno Ribeiro conseguiu transformar um dado estatístico positivo em um colapso cicloviário anunciado.
Para enxergar o “aumento” na incidência de mortes, Bruno pinçou descontextualizadamente apenas os dados da Relatório de Acidentes Fatais de 2014 da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que apontam, entre várias estatísticas, 47 mortes de ciclistas em 2014 ante 35 em 2013. Porém, a tese não se sustenta com uma análise mais completa, segundo mostra o blog Vadebike. Se analisarmos todo o gráfico produzido pela CET (Imagem abaixo) perceberemos que em 2014 os acidentes fatais aumentaram em todos os veículos em relação a 2013 e até mesmo 2012. Salve os ciclistas, que caíram de 52 para 47 nesses dois anos.
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E segundo (essencial): a frota de ciclistas aumentou ou diminuiu? O próprio Leandro Valverdes, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), especialista entrevistado pelo jornalista, levanta esta pergunta. Mas parece que Ribeiro tem outros objetivos a cumprir.
A última pesquisa que calcula a frota foi divulgada pelo Ibope em setembro de 2014. E a conclusão foi: o número de ciclistas aumentou 50% entre 2013 e 2014, saltando de 174,1 mil para 261 mil. Ou seja, se o número de mortes tivesse acompanhado o crescimento de ciclistas teríamos chegado aos patamares de 2012, com 52 mortos — como aconteceu com os outros veículos. Ou seja, as mortes de ciclistas não aumentaram 36%, mas diminuíram, proporcionalmente, 10% na capital.
Nos últimos anos, a mídia convencional abriu mão do leitor para dar lugar ao torcedor. A diferença é que um procura se informar, o outro quer ler apenas o que lhe agrada. Enquanto isso, os blogs mais sérios — como, no caso dos transportes urbanos, o Vadebike — fizeram o caminho diametralmente contrário. Os jornais atingiram seus objetivos políticos, mas o jornalismo saiu mais uma vez sangrando. Já os blogs não só cumpriram seus objetivos como resgataram o que ainda existe do jornalismo.
Bicicletas em SP: como fabricar dados negativos | Outras Palavras – blog da Redação