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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ódio, desinformação, desconstrução da política e hipocrisia — Rede Brasil Atual

Ódio, desinformação, desconstrução da política e hipocrisia

Onda conservadora absorvida pelo Congresso Nacional se deve, em parte, ao ódio à política promovido pelos meios de comunicação; e em parte porque muita gente ainda terceiriza seu senso crítico
por Redação RBA publicado 09/05/2015 10:22
LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Paulinho e Cunha
Paulo Pereira da Silva e Eduardo Cunha lideraram a aprovação do PL 4.330 na Câmara
Campanhas empresariais em defesa do Projeto de Lei 4.330 alegam que ele estimulará a especialização, que trará segurança jurídica às empresas. E criará empregos. Para a maioria das organizações de trabalhadores, é o avesso de tudo isso. Locadoras de mão de obra passam longe de proporcionar treinamento e condições de trabalho que as empresas dão a seus contratados diretos. Tanto que a cada dez mortos por acidente de trabalho, nove são terceirizados.
“Segurança jurídica”, oras, já existe. Está na CLT e nos acordos coletivos que conseguem melhorá-la. Se cumprir o que está escrito ali, não há insegurança. Mas quem não quer cumprir vive tentando mudar lei para legitimar suas manobras.
Quanto ao emprego, o que os cria é economia aquecida, povo com poder aquisitivo para fazer planos, viajar, estudar, poupar. Se a finalidade da empresa é gastar menos, ao se liberar a terceirização de atividade-fim ela dará um pé no traseiro do máximo de funcionários que puder e porá terceirizados no lugar. Ou seja: se esse projeto passar, criará empregos mais precários. Antes, causará a extinção do trabalho decente.
Repare que a principal liderança legislativa a acelerar a aprovação do PL 4.330, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, trabalha também para que a Casa ande com a proposta que reduz a maioridade penal. Se cadeia fosse sinônimo de paz, os níveis de violência deveriam ter despencado nos últimos 20 anos, quando a população carcerária passou de 145 mil para mais de 700 mil pessoas. Cunha tenta, ainda, votar uma reforma política que não cura a mais grave doença do sistema político: as doações empresariais em campanhas. O Congresso trabalha com a pauta da hipocrisia.
O predomínio desse onda conservadora se deve, em parte, ao ódio à política promovido pelos meios de comunicação tradicionais; e em parte porque muita gente terceiriza seu senso crítico. Esquece até de em quem votou ontem, não tendo como aferir se errou agora para acertar amanhã. Depois de tantas conquistas nos últimos 30 anos, deveríamos ter aprendido que a defesa do trabalho decente, a ampliação de direitos, a construção de uma cultura de paz e o aprimoramento da democracia passam pela política. Aquela que se pratica na urnas. E hoje, necessariamente, se exercita nas ruas.

Ódio, desinformação, desconstrução da política e hipocrisia — Rede Brasil Atual

Mentiras mil vezes repetidas

A imprensa burguesa assume cada vez mais a natureza especulativa do neo liberalismo. É tão estéril de informação quanto estéril é o capital volátil que sustenta o mercado financeiro.



.11 mai 2015/4 Comentários/   /Por 

Na última sexta-feira o jornal OGlobo criou um factoide a partir de um trecho pinçado da biografia do ex-presidente do Uruguai, José Mujica. Desmentida pelo autor da biografia e desmentida pelo próprio Mujica, a notícia circulou pelas redes sociais e deu vezo a outra notícia publicada por uma revista semanal que já não deveria contar com credibilidade nenhuma: “Caiado quer ouvir Mujica no Senado sobre confissão de Lula”. E assim se vai produzindo “fatos” em cima de nada. Não houve confissão nenhuma. É lamentável assistir à criação, sem nenhuma checagem ou comprovação, de peças de ficção política sobejamente compartilhadas e que, mesmo desmentidas, continuam circulando. Repetindo a mesma mentira, muitas e muitas vezes. Neste link, a entrevista com Mujica. Neste outro, de novo o desmentido de Mujica, em espanhol.  Neste, a matéria do G1 com a entrevista do autor do livro.  E neste, nota do Instituto Lula a respeito do factoide.

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Mentiras mil vezes repetidas

Ministro defende intervenção no ensino e mudança radical dos currículos - Câmara Notícias - Portal da Câmara dos Deputados

29/04/2015 - 13h47Atualizado em 29/04/2015 - 14h57

Ministro defende intervenção no ensino e mudança radical dos currículos

Proposta preliminar de Mangabeira Unger para o projeto "Pátria Educadora" inclui nova divisão de recursos da educação e carreira única para professores de todo o País
O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, apresentou, em audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, uma proposta preliminar que prevê alterações profundas no sistema de ensino brasileiro. Ele disse ter sido incumbido de formular a proposta pela presidente Dilma Rousseff, dentro do projeto “Pátria Educadora”. “Este é um projeto de Estado e é a prioridade número um da presidente”, disse.
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre
Mangabeira Unger responde à deputada Professora Dorinha Seabra Rezende, sobre o piso nacional dos professores: "O importante deve ser a carreira e não o piso.”
A proposta de Mangabeira prevê uma intervenção na educação, principalmente na qualidade das escolas de municípios com fraco desempenho. Ele chama isso de “cooperação federativa”. “Tudo em matéria de educação passa pelo federalismo cooperativo, que é a maneira de organizar a cooperação entre governo federal, estados e municípios”, explicou.
Ele propõe mudanças na divisão de recursos para União, estados e municípios, e a transferência de investimentos para lugares com ensino deficiente a partir da avaliação de órgãos colegiados inspirados no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso seria feito por meio de um órgão que teria a participação dos três entes federativos, com a missão de identificar os problemas regionais e intervir para que a qualidade do ensino aumente.
O plano de Mangabeira prevê ainda uma alteração radical nos currículos escolares, a adoção de uma carreira nacional para os professores, mudança no processo de formação de docentes e na forma de escolha de diretores de escolas baseada em mérito.
Currículo
Mangabeira Unger fez críticas ao ensino tradicional. “A tradição no Brasil é de enciclopedismo raso. É um decoreba. Como se o melhor aluno fosse aquele que conseguisse decorar a enciclopédia. Esse modelo briga com os pendores dos brasileiros, não é nossa natureza. O Brasil é uma anarquia criadora”, disse.
A proposta da Secretaria de Assuntos Estratégicos sugere mudança em todos os currículos, com menos conteúdos e maior profundidade no ensino. “É uma maneira de desenvolver as capacitações analíticas. Aprende-se criticando e criando”, explicou. “Profundidade conta mais que abrangência. Temos que enxugar o currículo.”
Recursos
Ele também propõe a extensão do período escolar, além do aumento da qualidade do ensino, e para isso ele sugere uma nova divisão dos recursos e das atribuições dos entes federados para a implantação de um sistema nacional de ensino, em especial a transferência de recursos dos lugares mais ricos para lugares mais pobres. Ele admitiu a criação de um novo fundo para isso.
“O Fundeb (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico) tem sentido apenas levemente distribuidor. Ele ajuda a elevar os estados mais carentes a um patamar mínimo. Mas estamos discutindo agora formas de fortalecer esse sentido distribuidor. Ou dentro do Fundeb ou dentro dos recursos do FNDE ou definindo, no futuro, um terceiro fundo”, disse.
Diretores
O ministro defendeu a criação de centros regionais de formação de diretores de escola e afirmou ser contra a seleção apenas mediante eleição. “Diretores são muito importantes. Eles teriam que ser escolhidos entre os mais qualificados. A qualificação tem que ser o primeiro critério, mesmo que o segundo seja o processo eletivo”, disse.
A proposta prevê também que os professores tenham dedicação exclusiva a apenas uma escola e que não ensinem apenas uma disciplina, mas várias disciplinas dentro de uma área.
Piso salarial
Mangabeira Unger quer ainda mudança na formação de professores, com uma carreira nacional e a adoção de um piso nacional salarial que permita a progressão funcional. “A ideia é propor aos estados diretrizes de uma carreira comum, nacional, e essa carreira tem que ser vinculada ao piso salarial nacional, definido de modo a respeitar as diferenças regionais e a permitir uma progressão dentro da carreira”, disse.
Ao responder pergunta da deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), autora do requerimento da audiência pública, ele disse que a discussão do piso salarial não pode superar a da carreira. Segundo a deputada, muitos estados não estão cumprindo o piso por falta de recursos.
“Há um perigo a enfrentar em relação ao piso. Não podemos permitir que a questão maior, da carreira nacional, seja inibida pelo piso. O piso é um tema menor. O importante deve ser a carreira e não o piso”, disse.
Reportagem - Antonio Vital
Edição - Daniella Cronemberger

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'


Ministro defende intervenção no ensino e mudança radical dos currículos - Câmara Notícias - Portal da Câmara dos Deputados

29/04/2015 - 13h39

Deputados questionam viabilidade das propostas de Mangabeira Unger

Durante a audiência da Comissão de Educação, o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, foi questionado pelos deputados a respeito da necessidade de aumento de investimentos em educação num período de ajuste fiscal e sobre eventual oposição das categorias de servidores do setor a seus projetos, que incluem mudanças curriculares e nova divisão de recursos.
“O senhor vai sofrer muita oposição, até mesmo do governo, porque existe muito corporativismo e muito ‘peleguismo’ na educação”, disse o deputado Izalci (PSDB-DF). *“A minha estratégia, na influência limitada que eu posso ter na condução do debate, é simples: acender as luzes e ampliar o debate. E aí os representantes dos interesses corporativistas terão que prestar contas ao País”, respondeu o ministro.
Em relação ao aumento de investimentos, Mangabeira disse que o mais importante é mudar o modelo. “Estamos vivendo um momento de constrangimento fiscal evidente. Defendo que o País aumente, no futuro, a proporção do PIB investido em educação, mas não adianta fazer isso sem definir antes um modelo. Isso seria jogar dinheiro fora”, respondeu.
“Estamos acostumados a resolver os problemas com dinheiro, mas nem tudo se revolve assim. Com muito dinheiro, mas sem ideias e inovações, não se consegue nada. Com pouco dinheiro, e com ideias e inovações, se consegue muito”, acrescentou o ministro.
O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) também questionou a viabilidade das propostas dentro do contexto das dificuldades políticas que o governo vem enfrentando no Congresso. “Isso não é plano de governo, é projeto de Estado. E projeto de Estado só pode ser construído por um grande consenso, que supere as divisões entre governo e oposição”, disse o ministro.
Reportagem - Antonio Vital
Edição - Daniella Cronemberger

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'
 

*COMENTÁRIO DO BLOG: Não é de estranhar que parta de um deputado do PSDB esta afirmação.  Em seu entendimento, será "peleguismo"o movimento grevista que a APEOESP, o APP-Sindicato e o SINTEPP desenvolvem respectivamente em São Paulo, no Paraná e no Pará, estados governados por seu partido, que resiste a qualquer negociação com a categoria em luta?

SOLETRANDO A LIBERDADE!: Soldados israelenses denunciam abusos durante operação militar em Gaza

QUARTA-FEIRA, 13 DE MAIO DE 2015

Soldados israelenses denunciam abusos durante operação militar em Gaza

Por Ana Garralda, do El Diário, publicado no Opera Mundi

Entrar em uma suposta "zona de guerra" da qual, segundo os comandos militares, a população civil já havia sido evacuada. Disparar. E depois ver idosos, jovens e pessoas com deficiência no território. Ou atacar com tanques qualquer alvo, aleatoriamente, como vingança pela morte de um companheiro. Essas são algumas das denúncias reunidas em um informe da organização israelense Breaking the Silence [Rompendo o Silêncio, em português], por meio da qual 70 oficiais e soldados de Israel reportam os abusos cometidos por seu Exército na última grande ofensiva militar sobre Gaza, em meados do ano passado.

A operação Margem Protetora, realizada pelo Exército israelense na Faixa de Gaza durante os meses de julho e agosto de 2014, acabou sendo mais devastadora do que as duas operações anteriores combinadas. Segundo estatísticas compiladas pela delegação do Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária (OCHA) da ONU em Jerusalém, o número de mortos do lado palestino superou 2.100, dos quais cerca de 500 eram menores de idade. Dos cerca de 11 mil feridos, mais de 3.000 são crianças e adolescentes.

"Ao longo dos últimos dez anos recolhemos centenas de testemunhos, mas desta vez houve algo diferente. Nas últimas duas guerras (operações Chumbo Fundido, entre 2008 e 2009, e Pilar Defensivo, em 2012) éramos nós quem buscávamos os depoimentos. Dessa vez, foram os soldados que nos procuraram", conta Avner Gvaryahu, diretor da organização Breaking the Silence.

A organização apresentou nessa semana um informe que reúne quase 70 testemunhos pessoais de oficiais e soldados israelenses que combateram em diferentes unidades e lugares durante o último confronto. As 136 páginas trazem confissões e reflexões sobre as práticas de um Estado que se jacta de ser a única democracia do Oriente Médio e de um Exército que acredita ser o mais moralizado do mundo. "Eu me considero um patriota e amo Israel, mas há condutas que me parecem injustificáveis", prossegue Gvaryahu, na sede da associação, em Tel Aviv.

"Durante a operação, disseram para nós: 'Algo suspeito? Então pode atirar. Algo que pareça suspeito? Um edifício alto ou uma cabeça que aparece em uma janela? (...) Se aquela pessoa não devia estar ali, então ela não é inocente", (Soldado Q).

O porta-voz da Breaking the Silence conta que "um dos soldados nos contou como, em certas ocasiões, não era que as regras de enfrentamento (rules of engagement ou ROEs, no jargão militar) fossem flexíveis, mas inexistentes". "Um companheiro acabava de falecer no marco de uma incursão terrestre e o comandante da unidade lhes ordenou que alinhassem os tanques e começassem a atirar projéteis contra qualquer alvo, aleatoriamente", relata.

"Em outra ocasião, conduzindo (um tanque), avistei uma casa, decidi que me irritava porque era de cor púrpura e perguntei: 'Posso atirar?' 'Claro, vá em frente', disseram. E bum! Não houve supervisão, ninguém se importou e isso é tudo. Estas foram nossas regras de enfrentamento durante a operação Margem Protetora", conta o Soldado Z em testemunho presente no relatório.

Segundo explica Avner Gvaryahu, em certas ocasiões as ordens militares diziam aos soldados que estavam entrando em zona de guerra, da qual os civis já haviam sido evacuados. "Apesar disso, temos muitos testemunhos de soldados que entraram nessas zonas e avistaram civis, às vezes idosos, deficientes, jovens, gente que voltava para buscar seus pertences", assegura. "Um dos testemunhos mais impressionantes nos conta como antes de entrar em cada construção, a primeira coisa que faziam era lançar granadas para eliminar tudo que estivesse lá dentro, sem saber de antemão se eram combatentes ou civis", complementa.

Ainda que a densidade da população na Faixa de Gaza seja altíssima, a porcentagem de civis mortos e feridos durante a última guerra não tem precedentes, segundo a organização Breaking the Silence. Se durante as operações prévias o número de mortos e feridos palestinos foi de quase 50% do total, no caso da Margem Protetora, ele se aproximou de 75%. "O principal motivo é que, desde a cúpula, deram-se ordens para que se disparasse contra tudo o que se movesse", complementa o porta-voz da organização.

"Se tenho que elaborar uma conclusão para o informe que apresentamos agora, ela será a de que o Exército israelense, do qual gostaria de me sentir orgulhoso, a principal instituição de meu país, jogou pela janela todos os valores que pensávamos ter", elabora Gvaryahu.

"Como elemento de comparação, eu observaria que durante a operação Chumbo Fundido o Exército israelense disparou cerca de 3.000 projéteis de artilharia e de tanque, enquanto na Margem Protetora foram mais de 19 mil disparos". Segundo pontua Gvaryahu, esses projéteis são pouco precisos – e sua trajetória não pode ser corrigida, como ocorre com os mísseis guiados por laser disparados por caças e drones –, causando a morte de qualquer pessoa em um raio de 50 metros e ferindo todos os que estejam em um raio de 150 metros.

A sequência de testemunhos vem rebater a explicação oficial de que a campanha do ano passado foi uma guerra de precisão em que os militares israelenses utilizaram todo tipo de medidas preventivas e novas tecnologias para minimizar as baixas civis. "Houve, de fato, casos em que se avisou previamente que os civis deveriam ser evacuados, e também se chegou a utilizar armas inteligentes para minimizar baixas colaterais, mas essa não foi a regra", assegura Gvaryahu.

Indagado sobre se combatentes palestinos utilizaram ou não civis como escudo humano para dificultar o trabalho do Exército israelense, ele afirma não ter casos concretos dentre os 70 testemunhos, o que não quer dizer que isso não ocorreu. "Mas, se ocorreu, aí está a diferença: no fato de que estas são consideradas organizações terroristas, enquanto nós representamos o Exército, que, teoricamente, enaltece os mais altos valores do código militar e, portanto, não pode utilizar este tipo de tática", conclui.

Os relatos foram obtidos anonimamente, com vídeos em que só aparecem o nome da unidade ou o cenário do combate, sem expor dados pessoais dos soldados para evitar qualquer medida de sanção.

Pouco antes do lançamento do informe, o Exército de Israel denunciava em um comunicado a suposta falta de boa-vontade da associação israelense para cooperar e compartilhar o material recolhido para a elaboração de seu último informe. "Hoje, assim como em outras ocasiões do passado, solicitamos à organização Breaking the Silence que nos proporcionasse todo tipo de evidência ou testemunho relativo às ações do Exército antes da publicação, para assim colocamos em curso as investigações formais adequadas".

A organização israelense nega a falta de cooperação em outro comunicado. "Breaking the Silence mandou ao Chefe do Estado Maior do Exército uma carta, há um mês e meio, solicitando um encontro", respondem.

Um dos problemas das guerras de Gaza é que o Exército não permite a entrada de jornalistas israelenses, temendo que sejam sequestrados e utilizados como moeda de troca. Ante a ausência dos meios de comunicação no território, a única fonte de informação para a opinião pública israelense é o próprio Exército.

O máximo que permitiram foi que entrasse algum correspondente acompanhando as tropas, segundo afirma a organização Breaking the Silence. Para demonstrá-lo, mostraram uma fotografia tirada em julho do ano passado em que se pode ver um repórter de um canal israelense munido de capacete antifragmentos e colete à prova de balas, com um soldado como operador de câmera.

Desta forma, o fluxo informativo é completamente controlado pelo Escritório do Porta-Voz do Exército e sujeito à censura militar. São minimizados os números de civis mortos e feridos e aumentados os de combatentes, que são apresentados como terroristas sanguinários que querem matar civis israelenses (das 73 baixas israelenses, apenas 7 foram civis; os outros 66 foram soldados).

"Como cidadão israelense durante a última operação, eu estava escutando o que diziam nossas emissoras de rádio, vendo o que nos mostravam as redes de TV e lendo o que nos diziam os jornais", comenta Gvaryahu. "Todos repetiam que estávamos fazendo o que podíamos para proteger os civis, mas a triste realidade é que depois de falar com alguns soldados, de escutar os testemunhos de outras pessoas a título de evidência, posso dizer que isso era mentira", denuncia.

A alta porcentagem de civis e, sobretudo, de menores de idade entre os mais de 2.100 palestinos que perderam a vida em consequência da operação Margem Protetora fez com que até mesmo o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, solicitasse publicamente o estabelecimento de uma comissão independente que elucidasse se ocorreram crimes de guerra, após o Exército israelense atacar sete escolas da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) e as milícias palestinas as terem utilizado em pelo menos três ocasiões para acobertar ou armazenar explosivos. Na opinião do advogado israelense Michael Sfard, "o que vimos durante a operação foi uma violação sistemática das leis de guerra reunidas no direito internacional humanitário".

"As acusações de supostos crimes de guerra são muito mais difíceis de provar, pois neste caso se tratam de violações individuais, que abrangem responsabilidade criminal e que devem ser investigadas individualmente", complementa o jurista especializado em Direitos Humanos. "O que vimos foi um padrão geral em que as ordens militares pervertem as regras de enfrentamento e ordenam aos soldados que qualquer um que não seja israelense se converta em alvo legítimo, o que rompe com o princípio de distinção entre combatentes e civis", argumenta.

Segundo Sfard, seria necessário que o governo criasse uma comissão nacional de investigação (modalidade jurídica de comitê presidido por um magistrado do Tribunal Supremo, que já foi empregado em situações anteriores como a guerra do Líbano e o assassinato do premiê Yitzhak Rabin) "que cumpra com os padrões internacionais de independência, eficácia e transparência".

Mas, uma vez que para criar uma comissão com estas características é necessária a vontade política correspondente e o Executivo israelense não aparenta tê-la, a organização Breaking the Silence insiste que seja necessária uma investigação externa, que leve a cabo um trabalho similar àquele feito pela Comissão Goldstone para a apuração das responsabilidades durante a operação Chumbo Fundido.


Tradução: Henrique Mendes

Matéria original publicada no site do jornal espanhol El Diario.
SOLETRANDO A LIBERDADE!: Soldados israelenses denunciam abusos durante operação militar em Gaza

SOLETRANDO A LIBERDADE!: Soldados israelenses denunciam abusos durante operação militar em Gaza

QUARTA-FEIRA, 13 DE MAIO DE 2015

Soldados israelenses denunciam abusos durante operação militar em Gaza

Por Ana Garralda, do El Diário, publicado no Opera Mundi

Entrar em uma suposta "zona de guerra" da qual, segundo os comandos militares, a população civil já havia sido evacuada. Disparar. E depois ver idosos, jovens e pessoas com deficiência no território. Ou atacar com tanques qualquer alvo, aleatoriamente, como vingança pela morte de um companheiro. Essas são algumas das denúncias reunidas em um informe da organização israelense Breaking the Silence [Rompendo o Silêncio, em português], por meio da qual 70 oficiais e soldados de Israel reportam os abusos cometidos por seu Exército na última grande ofensiva militar sobre Gaza, em meados do ano passado.

A operação Margem Protetora, realizada pelo Exército israelense na Faixa de Gaza durante os meses de julho e agosto de 2014, acabou sendo mais devastadora do que as duas operações anteriores combinadas. Segundo estatísticas compiladas pela delegação do Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária (OCHA) da ONU em Jerusalém, o número de mortos do lado palestino superou 2.100, dos quais cerca de 500 eram menores de idade. Dos cerca de 11 mil feridos, mais de 3.000 são crianças e adolescentes.

"Ao longo dos últimos dez anos recolhemos centenas de testemunhos, mas desta vez houve algo diferente. Nas últimas duas guerras (operações Chumbo Fundido, entre 2008 e 2009, e Pilar Defensivo, em 2012) éramos nós quem buscávamos os depoimentos. Dessa vez, foram os soldados que nos procuraram", conta Avner Gvaryahu, diretor da organização Breaking the Silence.

A organização apresentou nessa semana um informe que reúne quase 70 testemunhos pessoais de oficiais e soldados israelenses que combateram em diferentes unidades e lugares durante o último confronto. As 136 páginas trazem confissões e reflexões sobre as práticas de um Estado que se jacta de ser a única democracia do Oriente Médio e de um Exército que acredita ser o mais moralizado do mundo. "Eu me considero um patriota e amo Israel, mas há condutas que me parecem injustificáveis", prossegue Gvaryahu, na sede da associação, em Tel Aviv.

"Durante a operação, disseram para nós: 'Algo suspeito? Então pode atirar. Algo que pareça suspeito? Um edifício alto ou uma cabeça que aparece em uma janela? (...) Se aquela pessoa não devia estar ali, então ela não é inocente", (Soldado Q).

O porta-voz da Breaking the Silence conta que "um dos soldados nos contou como, em certas ocasiões, não era que as regras de enfrentamento (rules of engagement ou ROEs, no jargão militar) fossem flexíveis, mas inexistentes". "Um companheiro acabava de falecer no marco de uma incursão terrestre e o comandante da unidade lhes ordenou que alinhassem os tanques e começassem a atirar projéteis contra qualquer alvo, aleatoriamente", relata.

"Em outra ocasião, conduzindo (um tanque), avistei uma casa, decidi que me irritava porque era de cor púrpura e perguntei: 'Posso atirar?' 'Claro, vá em frente', disseram. E bum! Não houve supervisão, ninguém se importou e isso é tudo. Estas foram nossas regras de enfrentamento durante a operação Margem Protetora", conta o Soldado Z em testemunho presente no relatório.

Segundo explica Avner Gvaryahu, em certas ocasiões as ordens militares diziam aos soldados que estavam entrando em zona de guerra, da qual os civis já haviam sido evacuados. "Apesar disso, temos muitos testemunhos de soldados que entraram nessas zonas e avistaram civis, às vezes idosos, deficientes, jovens, gente que voltava para buscar seus pertences", assegura. "Um dos testemunhos mais impressionantes nos conta como antes de entrar em cada construção, a primeira coisa que faziam era lançar granadas para eliminar tudo que estivesse lá dentro, sem saber de antemão se eram combatentes ou civis", complementa.

Ainda que a densidade da população na Faixa de Gaza seja altíssima, a porcentagem de civis mortos e feridos durante a última guerra não tem precedentes, segundo a organização Breaking the Silence. Se durante as operações prévias o número de mortos e feridos palestinos foi de quase 50% do total, no caso da Margem Protetora, ele se aproximou de 75%. "O principal motivo é que, desde a cúpula, deram-se ordens para que se disparasse contra tudo o que se movesse", complementa o porta-voz da organização.

"Se tenho que elaborar uma conclusão para o informe que apresentamos agora, ela será a de que o Exército israelense, do qual gostaria de me sentir orgulhoso, a principal instituição de meu país, jogou pela janela todos os valores que pensávamos ter", elabora Gvaryahu.

"Como elemento de comparação, eu observaria que durante a operação Chumbo Fundido o Exército israelense disparou cerca de 3.000 projéteis de artilharia e de tanque, enquanto na Margem Protetora foram mais de 19 mil disparos". Segundo pontua Gvaryahu, esses projéteis são pouco precisos – e sua trajetória não pode ser corrigida, como ocorre com os mísseis guiados por laser disparados por caças e drones –, causando a morte de qualquer pessoa em um raio de 50 metros e ferindo todos os que estejam em um raio de 150 metros.

A sequência de testemunhos vem rebater a explicação oficial de que a campanha do ano passado foi uma guerra de precisão em que os militares israelenses utilizaram todo tipo de medidas preventivas e novas tecnologias para minimizar as baixas civis. "Houve, de fato, casos em que se avisou previamente que os civis deveriam ser evacuados, e também se chegou a utilizar armas inteligentes para minimizar baixas colaterais, mas essa não foi a regra", assegura Gvaryahu.

Indagado sobre se combatentes palestinos utilizaram ou não civis como escudo humano para dificultar o trabalho do Exército israelense, ele afirma não ter casos concretos dentre os 70 testemunhos, o que não quer dizer que isso não ocorreu. "Mas, se ocorreu, aí está a diferença: no fato de que estas são consideradas organizações terroristas, enquanto nós representamos o Exército, que, teoricamente, enaltece os mais altos valores do código militar e, portanto, não pode utilizar este tipo de tática", conclui.

Os relatos foram obtidos anonimamente, com vídeos em que só aparecem o nome da unidade ou o cenário do combate, sem expor dados pessoais dos soldados para evitar qualquer medida de sanção.

Pouco antes do lançamento do informe, o Exército de Israel denunciava em um comunicado a suposta falta de boa-vontade da associação israelense para cooperar e compartilhar o material recolhido para a elaboração de seu último informe. "Hoje, assim como em outras ocasiões do passado, solicitamos à organização Breaking the Silence que nos proporcionasse todo tipo de evidência ou testemunho relativo às ações do Exército antes da publicação, para assim colocamos em curso as investigações formais adequadas".

A organização israelense nega a falta de cooperação em outro comunicado. "Breaking the Silence mandou ao Chefe do Estado Maior do Exército uma carta, há um mês e meio, solicitando um encontro", respondem.

Um dos problemas das guerras de Gaza é que o Exército não permite a entrada de jornalistas israelenses, temendo que sejam sequestrados e utilizados como moeda de troca. Ante a ausência dos meios de comunicação no território, a única fonte de informação para a opinião pública israelense é o próprio Exército.

O máximo que permitiram foi que entrasse algum correspondente acompanhando as tropas, segundo afirma a organização Breaking the Silence. Para demonstrá-lo, mostraram uma fotografia tirada em julho do ano passado em que se pode ver um repórter de um canal israelense munido de capacete antifragmentos e colete à prova de balas, com um soldado como operador de câmera.

Desta forma, o fluxo informativo é completamente controlado pelo Escritório do Porta-Voz do Exército e sujeito à censura militar. São minimizados os números de civis mortos e feridos e aumentados os de combatentes, que são apresentados como terroristas sanguinários que querem matar civis israelenses (das 73 baixas israelenses, apenas 7 foram civis; os outros 66 foram soldados).

"Como cidadão israelense durante a última operação, eu estava escutando o que diziam nossas emissoras de rádio, vendo o que nos mostravam as redes de TV e lendo o que nos diziam os jornais", comenta Gvaryahu. "Todos repetiam que estávamos fazendo o que podíamos para proteger os civis, mas a triste realidade é que depois de falar com alguns soldados, de escutar os testemunhos de outras pessoas a título de evidência, posso dizer que isso era mentira", denuncia.

A alta porcentagem de civis e, sobretudo, de menores de idade entre os mais de 2.100 palestinos que perderam a vida em consequência da operação Margem Protetora fez com que até mesmo o Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, solicitasse publicamente o estabelecimento de uma comissão independente que elucidasse se ocorreram crimes de guerra, após o Exército israelense atacar sete escolas da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) e as milícias palestinas as terem utilizado em pelo menos três ocasiões para acobertar ou armazenar explosivos. Na opinião do advogado israelense Michael Sfard, "o que vimos durante a operação foi uma violação sistemática das leis de guerra reunidas no direito internacional humanitário".

"As acusações de supostos crimes de guerra são muito mais difíceis de provar, pois neste caso se tratam de violações individuais, que abrangem responsabilidade criminal e que devem ser investigadas individualmente", complementa o jurista especializado em Direitos Humanos. "O que vimos foi um padrão geral em que as ordens militares pervertem as regras de enfrentamento e ordenam aos soldados que qualquer um que não seja israelense se converta em alvo legítimo, o que rompe com o princípio de distinção entre combatentes e civis", argumenta.

Segundo Sfard, seria necessário que o governo criasse uma comissão nacional de investigação (modalidade jurídica de comitê presidido por um magistrado do Tribunal Supremo, que já foi empregado em situações anteriores como a guerra do Líbano e o assassinato do premiê Yitzhak Rabin) "que cumpra com os padrões internacionais de independência, eficácia e transparência".

Mas, uma vez que para criar uma comissão com estas características é necessária a vontade política correspondente e o Executivo israelense não aparenta tê-la, a organização Breaking the Silence insiste que seja necessária uma investigação externa, que leve a cabo um trabalho similar àquele feito pela Comissão Goldstone para a apuração das responsabilidades durante a operação Chumbo Fundido.


Tradução: Henrique Mendes

Matéria original publicada no site do jornal espanhol El Diario.
SOLETRANDO A LIBERDADE!: Soldados israelenses denunciam abusos durante operação militar em Gaza

Breno Altman: Professores da rede pública merecem mais atenção | Portal Fórum

Há mobilizações e paralisações de professores, segundo dados sindicais, em 14 estados do país; os governos enroscados com estes protestos, através dos setores de imprensa aos quais se associam, têm se esforçado para tornar o movimento invisível, ou oferecem respostas repressivas quando a situação lhes parece sair do controle
Por Breno Altman, em seu blog
Todo mundo deveria prestar mais atenção nas greves dos mestres de escolas públicas que se multiplicam pelo país.
Há mobilizações e paralisações, segundo dados sindicais, em 14 estados.
O movimento paredista, em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Pará e Pernambuco, tem caráter geral e afeta as redes estaduais de ensino.
Professores de outros sete estados — Minas Gerais, Amazonas, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Tocantins — podem cruzar os braços e abandonar o giz até o próximo dia 15.
A principal reivindicação é salarial, variando da exigência do reajuste de 13% determinado pela lei nacional do piso para o magistério até reposição de perdas acumuladas ou equiparação com outras categorias de formação superior.
Uma merreca perto da vergonha que constitui a remuneração no ensino pré-universitário brasileiro. Ainda que a aplicação contínua da lei federal n° 11.738/2008 tenha dobrado nominalmente o salário mínimo do professorado, de R$ 950 em 2009 para os atuais R$ 1.917, o Brasil segue em posição indecorosa no ranking mundial.
Segundo o relatório Education at a Glance 2014, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mapeia dados sobre educação nas 34 nações integrantes da associação e dez parceiras, o país ocupa a penúltima colocação, na frente somente da Indonésia.
Pagamos apenas 10.375 dólares anuais a um docente em início de carreira nas escolas públicas de ensino fundamental, um terço do valor médio de 29.411 dólares apurado pela pesquisa. Até mesmo países latino-americanos, como Chile e México, oferecem remuneração superior: 17.770 e 15.556 dólares por ano, respectivamente.
Para piorar o quadro, muitos estados e municípios nem sequer respeitam o piso nacional, apesar dos aportes realizados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), estabelecido pela União.
Esta é a principal razão, enfim, para a insurgência dos professores brasileiros.
Muitos sindicatos também lutam contra os chamados sistemas meritocráticos, que substituem salários decentes por bônus de desempenho, impondo ao ensino a natureza darwiniana da produção industrial.
A agenda do professorado também inclui concursos para efetivação de profissionais temporários, forma bastarda de terceirização, que particularmente em São Paulo serve para precarizar condições de trabalho e reduzir ordenados.
Os governos enroscados com estes protestos, através dos setores de imprensa aos quais se associam, têm se esforçado para tornar o movimento invisível. Ou oferecem respostas repressivas quando a situação lhes parece sair do controle.
Fazem de conta que nada está ocorrendo. Não abrem negociações, mentem sobre o alcance das paralisações, omitem a magnitude dos encontros sindicais.
A velha mídia prefere dar mais destaque a vinte cidadãos enraivecidos, batendo panela contra a presidente no casamento de um ricaço, do que a milhares de educadores, frequentemente dezenas de milhares, marchando pelas cidades ou realizando formidáveis assembleias.
O silêncio se rompeu quando o governador paranaense, Beto Richa, jogou suas tropas na rua e feriu duzentos manifestantes. Mas a cortina da omissão, aos poucos, volta a esconder um dos mais importantes movimentos civis dos últimos tempos.
As forças conservadoras, que controlam os estados atingidos pela mobilização, não escondem seu descaso com o ensino público.
O projeto que defendem é claro: enxugar custos para aumentar o número de vagas para a clientela eleitoral sem garantir qualidade e padronização nas escolas oficiais; priorizar nichos técnicos de educação que se vinculem a necessidades imediatas das empresas; ampliar oportunidades para os grupos educacionais privados.
Os professores em greve e ocupando as ruas são pedras nos sapatos de Alckmin e Richa, entre outros menos afamados. Sua luta desmistifica a lógica predadora da combinação entre mediocridade pedagógica para os pobres e segregação privatista da excelência para os bem-nascidos.
Mas triste também é a timidez do governo federal. Mesmo diante do massacre no Paraná, quando se esperava brado de indignação, o que se escutou foi oblíqua e murmurada reprimenda.
Obviamente o ministro da Educação não possui poder constitucional para atender às reivindicações dos grevistas, mas deveria estar com as mãos livres e empolgado para tecer laços de solidariedade com os professores, aproveitando o momento para um grande debate nacional sobre educação.
Afinal, não há outro exército mais estratégico e indispensável para a chamada “pátria educadora” do que os mestres da rede pública.
O pacote de leis e programas impulsionados por Brasília desde 2003, tanto para melhorar salários quanto para valorização profissional, constitui sólida ponte com os docentes, sobre a qual se poderia caminhar para estabelecer novo ciclo de mudanças e um pacto para o futuro.
O ministro Renato Janine Ribeiro tem ao alcance das mãos um poderoso aliado para enfrentar o modelo americanizado que encanta liberais e estende sua sedução para dentro do próprio governo.
(Foto: Agência Paraná)

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Construir casas é construir vidas e governo está fazendo sua parte ao viabilizar 3 milhões de moradias » Blog do Planalto

erça-feira, 12 de maio de 2015 às 12:38

Construir casas é construir vidas e governo está fazendo sua parte ao viabilizar 3 milhões de moradias

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“Construir casas é construir vidas”, afirmou a presidenta ao entregar moradias na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
A presidenta Dilma Rousseff parabenizou os novos proprietários das 1.484 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no Rio de Janeiro e destacou que o governo está fazendo a sua parte para que esse sonho aconteça. Mais de 2,182 milhões de residências já estão prontas. Além disso, segundo a presidenta, já estão contratadas e em construção 1,67 milhão de unidades e a meta é superar os três milhões. “O que queremos é que mais pessoas tenham acesso à casa própria”, garantiu.
Segundo a presidenta, a meta do seu governo é que até 2018 sejam 27 milhões de brasileiros sejam beneficiados pelo Minha Casa, Minha Vida. “Quando acabar meu governo, em 2018, nosso objetivo é que em torno de 27 milhões de brasileiros, brasileiras, brasileirinhos e brasileirinhas, tenham tido acesso ao Minha Casa, Minha Vida. Não se trata de construção de casas. Trata-se de construção de vidas. Por isso se chama Minha Casa, Minha Vida”, reiterou.
Dilma lembrou que o governo deu passos ousados no sentido de olhar para a questão da casa própria. E disse que continuará atenta para garantir o acesso da população à moradia no País, à casa própria, mesmo fazendo os ajustes econômicos necessários para que o País possa crescer mais rapidamente e gerar mais empregos.
“Nós iremos não somente manter o Minha Casa, Minha Vida nessa terceira fase, mas vamos fazer mais. Vamos melhorar o programa ainda mais”, enfatizou. “Vamos fazer modificações sempre para melhor. São melhorias no tamanho dos quartos, melhoria na área de serviço, na construção de áreas sociais. Enfim, uma sorte de questões que a gente escuta de muitas sugestões”, afirmou.
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