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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Vencer a batalha das ideias - Carta Maior

05/05/2015 - Copyleft 

Vencer a batalha das ideias

Os governos de esquerda têm que enfrentar o elemento de maior força do neoliberalismo: sua força ideológica do 'modo de vida norte-americano.'

por Emir Sader em 05/05/2015 às 06:14





Emir Sader
“E quando, finalmente, a esquerda chegou ao governo, tinha perdido a batalha das ideias.”A afirmação de Perry Anderson sintetiza o maior desafio para os que queremos superar e substituir o neoliberalismo em todas suas dimensões.
 

Significa que o neoliberalismo fracassou como proposta econômica, o que abre a possibilidade para que a esquerda apareça como alternativa de governo. Quando chega ao governo, tem que enfrentar toda a herança maldita do neoliberalismo: recesso, enfraquecimento do Estado, desindustrialização, fragmentação social, entre outras coisas.
 

Mas, além disso, tem que enfrentar o elemento de maior força do neoliberalismo, a nível de cada pais, mas também a nível internacional: sua força ideológica, a força do “modo de vida norte-americano”, que impõe sua hegemonia de forma quase inquestionada em escala global.
 

O estilo de consumo shopping center se globalizou de maneira aparentemente avassaladora. É uma espécie de ponta de lança do neoliberalismo, materializando seu principio geral, de que tudo é mercadoria, tudo tem preço, tudo se vende, tudo se compra. Por isso o shopping center é o exemplo mais claro do que se convencionou chamar de “não lugares”.
 

O shopping costuma não ter nem janela, nem relógio. Entrar em um desses espaços é se desvincular das condições de vida nas cidades como efetivamente existem, para se articular com a rede de consumo globalizada, mediante às marcas e seu estilo de consumo. Com o conjunto de “vantagens” que traz o shopping center -  proteção do mal tempo, do roubo, com lugar para estacionar, com grande quantidade de cinemas, de lugares para comer, além da diversidade de marcas, todas globalizadas – representa um instrumento poderoso de formas de vida, de sociabilidade, construídas em torno do consumo e dos consumidores.
 

O shopping center é a utopia neoliberal e expressa, da forma mais acabada – junto com a publicidade, as marcas, a televisão e o cinema norte-americanos, entre outros instrumentos – a hegemonia do modo de vida norteamericano. Lugar que ocupa praticamente sem questionamentos, salvo resistências do islamismo ou dos evangélicos.
 
A luta antineoliberal conseguiu impor consensos no plano econômico contra a centralidade do mercado, a favor da prioridade das políticas sociais, por exemplo. Mas não gerou ainda valores, formas de sociabilidade, alternativas ao neoliberalismo e a seu mundo de valores mercantilizados. É certo que há mecanismos monstruosos de promoção dos valores neoliberais, mas também é certo que não temos valores alternativos – solidários, humanistas – que apareçam como alternativas.
 

As politicas sociais dos governos pós-neoliberais tem um caráter solidário e humanista, mas não fomos capazes de traduzi-las em formas de sociabilidade, em valores, alternativos ao egoísmo consumista do neoliberalismo.
 
 
Não se pode simplesmente incorporar propostas anti-consumistas, em sociedade em que o acesso ao consumo é uma conquista para a grande maioria da população. Acesso que traz, junto, as vantagens do consumo e, por extensão, promove o mundo do consumo – incluído o shopping center – como um objetivo de vida. Assim, não se trata de uma batalha simples. Mas é indispensável para a construção de um mundo solidário e humanista.
 
Sem a critica do egoísmo consumista dominante, da falta de solidariedade – especialmente com os mais frágeis -, nao conserguiremos avançar contra a forte hegemonia ideológica do neoliberalismo e ganhar a decisiva batalha das ideias, decisiva nos enfrentamentos centrais do mundo de hoje.
 

 




Vencer a batalha das ideias - Carta Maior

Senado convoca Richa e Francischini para explicar massacre no Paraná - Portal Vermelho

5 de Maio de 2015 - 0h10 

Senado convoca Richa e Francischini para explicar massacre no Paraná



Em declaração ao Portal Vermelho, Ramon Bentivenha, do Coletivo Direito para Todxs, que compõe a assessoria jurídica dos professores atacados no Paraná pelo governo de Beto Richa, informou que a Comissão de Direitos Humanos do Senado convocou o governador tucano e o secretário de Segurança Pública do estado, Fernando Francischini, para explicar a repressão policial contra os professores do Paraná.



PM agride professores no Paraná
De acordo com Bentivenha, o Senado agendou os depoimentos para esta quarta-feira (6). Também participarão da audiência representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), e da Federação Nacional dos Jornalistas.

De acordo com informações do Senado, a iniciativa é da senadora Gleisi Hoffmann (PT), que esteve em Curitiba junto com o senador Roberto Requião (PMDB), no dia da votação do projeto de lei para reunião com a liderança do governo e a presidência da Assembleia numa tentativa de negociar o adiamento da volta da proposta ao plenário.

"Vamos defender com todas as nossas forças os direitos daqueles que sempre contribuíram para terem garantia de se aposentar. Se não conseguirmos impedir a tempo esse desvio, pelo menos queremos que o governador responda pelo crime de improbidade administrativa e também por irresponsabilidade fiscal", diz Gleisi.





Por Joanne Mota, do Portal Vermelho
Senado convoca Richa e Francischini para explicar massacre no Paraná - Portal Vermelho

Milhares voltam às ruas contra Richa em Curitiba | Brasil 24/7

Milhares voltam às ruas contra Richa em Curitiba | Brasil 24/7

Precisamos de mais educadores(as) e lutadores(as) — CartaCapital

Precisamos de mais educadores(as) e lutadores(as)

por Andrea Caldas — publicado 06/05/2015 12h23
Se a educação não transforma a sociedade, atua sobre os que podem transformá-la, às vezes pela própria situação de desvalorização. Greves, lutas e denúncias formam e forjam caminhos de esperança
Wilson Dias/Agência Brasil
Professores do Paraná em assembléia aprovam continuação da greve
Professores do Paraná em assembléia aprovam continuação da greve
Logo após a manifestação no Paraná que acabou com 200 feridos pela Polícia Militar, o professor de Filosofia da USP Vladimir Safatle publicou, na Folha de S.Pauloum pujante texto com o título “Não seja professor”.
No artigo, Safatle denuncia a persistentedesvalorização social da profissão docente, não obstante, slogans publicitários de enaltecimento cívico. E conclui:
“Diante de tamanho cinismo, você não terá nada a fazer a não ser alimentar uma incompreensão profunda por ter sido professor, em vez de ter aberto um restaurante. Por isso o melhor a fazer é recusar-se a ser professor de ensino médio e fundamental. Assim, acordaremos um dia em um País que não poderá mais mentir para si mesmo, pois as escolas estarão fechadas pela recusa de nossos jovens a serem humilhados como professores e a perpetuarem a farsa.”
A denúncia é absolutamente importante e rasga o véu das ilusões redentoras. Contudo, a solução proferida é preocupante.
Talvez resolva o problema individual de muitos jovens, em busca de orientações para o futuro profissional, mas não acolhe aqueles que já escolheram esta profissão, tampouco representa uma saída para os milhares de estudantes das escolas públicas.
Como formadora de educadores há 25 anos, tenho me preocupado em não iludir os estudantes com fórmulas de sucesso e, por isto, investido na formação teórica, política e histórica.
Para que se desvendem as contradições, não para absolutiza-las, mas para superá-las. E a superação não é nem nunca será individual, mas coletiva, tormentosa e persistente.
A desvalorização da educação não é fruto da maldade da sociedade, mas produto necessário de uma sociedade desigual. Tanto assim, que a diferenciação de salários e condições de trabalho reflete-se na hierarquização de escolas e níveis de ensino: professores de escolas privadas de elite e das universidades recebem mais que os que atuam junto às classes populares. Ainda que menos que operadores do sistema financeiro.
Não se trata de um apelo à virtude de sacrifício, tampouco de vocação religiosa, mas do chamamento para a luta pela transformação que se faz por dentro do sistema, e não por fora.
Quem abraça profissões, ofícios e ideologias contra-hegemônicas não pode ter a ilusão de que será valorizado pelo sistema que busca combater. Contudo, não foram poucos os estudantes que se viram animados no sentido da luta e mudança, pelas palavras de professor@s entusiastas.
Se a educação não transforma a sociedade, atua sobre os que podem transformá-la e, às vezes, contraditoriamente, pela sua própria situação de desvalorização. As greves, as lutas, as denúncias formam e forjam caminhos de esperança.
Precisamos sim, cada vez mais e mais de educadores/as e lutadores/as, sem a ilusão do caminho fácil, mas com a certeza dos apoios solidários e coletivos. Sem eles, o País cristaliza-se na acomodação da cristalização do presente.
Lutar pela educação plena é necessariamente lutar pela transformação da sociedade. Não há atalhos. É preciso cobrar responsabilidades dos governos e da sociedade.
O dia em que trabalhadores da educação forem mais valorizados que banqueiros será o dia em que estaremos a inaugurar uma nova sociedade.
Até lá, muita luta, formação e organização far-se-á urgente.
*Andrea Caldas é diretora do Setor de Educação da UFPR, Presidente do Fórum de Diretores das Faculdades e Centros de Educação das Universidades Públicas (FORUMDIR), Coordenadora do Fórum Estadual de Educação do Paraná.

Precisamos de mais educadores(as) e lutadores(as) — CartaCapital

Rodrigo Vianna: Cada vez que a elite bate panela sinto vontade de votar de novo no PT | Escrevinhador

Por Rodrigo Vianna
Vizinhos, na zona sul de São Paulo, resolveram bater panelas enfurecidos.
O barulho vem de casas que valem mais de 1 milhão de reais. Gente que jamais bateu panela contra fome, dengue, falta dagua, ou corrupção de Maluf/Quercia/PSDB.
Tenho críticas ao PT. Mas, desde 2005, cada vez que vejo a histeria seletiva da classe média antipovo (que tem ódio de bolsa família e detesta pobre em avião), sinto vontade de votar no PT de novo. E de novo… E de novo.
Que batam panelas até furar.
Para além de 2018!
Não desistam… O Brasil é grande. Cabe até paneleiro ignorante nesse país.
Somos generosos com a ignorância de vocês.
Mas não se equivoquem: panela não é urna, respeitem meu voto!
Golpe nunca mais!
Viva a Democracia!

Co

Rodrigo Vianna: Cada vez que a elite bate panela sinto vontade de votar de novo no PT | Escrevinhador

Breno Altman: Em Houston, ministro diz tudo o que a Chevron gostaria de ouvir. Vai entregar o pré-sal? - Viomundo - O que você não vê na mídia

AÇÕES DE SABOTAGEM DO PMDB POR DENTRO DO GOVERNO



Breno Altman: Em Houston, ministro diz tudo o que a Chevron gostaria de ouvir. Vai entregar o pré-sal?

publicado em 05 de maio de 2015 às 23:16
100-pre-sal
MINISTRO QUER FLEXIBILIZAR REGIME DE PARTILHA DO PRÉ-SAL
05/05/2015
O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, filiado ao PMDB, surpreendeu o mundo petroleiro, no último domingo, dia 2 de maio, em Houston, nos Estados Unidos, durante entrevista realizada antes da Offshore Technology Conference, que reúne empresas especializadas na extração submarina de hidrocarbonetos.
Perguntado sobre a possibilidade de mudanças na regulação do modelo exploratório do pré-sal, o ex-governador do Amazonas deixou portas abertas para essa hipótese, embora declarando que qualquer alteração dependeria do Congresso Nacional e que não está se discutindo a matéria dentro do governo.
Quando lhe questionaram especificamente sobre a participação mínima obrigatória da Petrobras em campos leiloados, fixada atualmente em 30%, além de exercer a direção dos poços, Braga deu resposta ao gosto das corporações internacionais:
“O que se discute é a obrigatoriedade da operação”, afirmou. “Defendo que a Petrobras tenha direito à recusa de participar.”
Se fosse esta a posição do governo e viesse a ser referendada pelo parlamento, um dos aspectos essenciais do regime de partilha deixaria de ser política de Estado e passaria à tutela empresarial. Os óbvios espaços que se abririam para as multinacionais do ramo dispensam maiores comentários.
Tal rebaixamento de norma, aliás, poderia ser comparado ao fim do monopólio da Petrobrás na exploração do petróleo, efetivado pelo governo Fernando Henrique Cardoso nos anos 1990.
De quebra, Braga também flertou com o abrandamento da norma de conteúdo local, que determina a compra preferencial de equipamentos e serviços de origem nacional.
Para quem tiver curiosidade, as declarações do ministro foram publicadas em nota da agência Bloomberg, sob o título “Brasil estuda alívio regulatório para Petrobras após acúmulo de dívidas”. Assinantes do diário Folha de S.Paulo também podem acessar a matéria “Ministro estuda alterar conteúdo nacional”.
Diversos outros veículos de imprensa noticiaram o mesmo conteúdo.
Claro que existe a hipótese de ter havido manipulação editorial. Caberia ao ministro, nesse caso, desmentir imediatamente as reportagens a seu respeito.
Se os artigos não tiverem distorcido as palavras de Braga, porém, quem terá dois problemas nas mãos será a presidente Dilma Rousseff.
O primeiro deles: esclarecer ao país e à comunidade internacional, mais uma vez, se está mantida ou não a postura histórica dos governos liderados pelo PT.
Há mais de oito anos tanto a atual mandatária quanto seu antecessor comandam batalhas em defesa da principal reforma estrutural do período petista: a adoção do modelo de partilha, cujo núcleo decisivo é o papel da Petrobras no controle e gestão operativa do pré-sal.
Não há uma só palavra ou ato da presidente, além do mais, que coloque em dúvida seu compromisso com a política petrolífera vigente.
O segundo problema será o que fazer com um ministro sem pejo de contrariar posição presidencial sobre o mais importante dos instrumentos relativos ao desenvolvimento brasileiro, ainda por cima estando em território norte-americano.
Se for verdadeira a entrevista de Eduardo Braga, ficará escancarada a presença de um ministro entreguista e indisciplinado no comando do setor que é a menina dos olhos de interesses imperialistas.
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Fim da dúvida: Manifestante da foto não é do Ceará; é do Paraná, sim! Veja o vídeo - Viomundo - O que você não vê na mídia

DE ONDE TERÁ SAÍDO ESSE BOATO? TERIA SIDO DOS AGENTES DO TASSISMO IMISCUÍDOS DENTRO DO MOVIMENTO SINDICAL? AFINAL, POR QUE CEARÁ?

Fim da dúvida: Manifestante da foto não é do Ceará; é do Paraná, sim! Veja o vídeo

publicado em 06 de maio de 2015 às 10:56
tropa_de_choque_atacam_servidores_2
por Conceição Lemes
Circulou na internet o boato de que a foto acima seria de uma pessoa que participou de uma manifestação no Ceará.
Pois não é, não. Ele é Cláudio Franco, agente penitenciário do Estado do Paraná, portanto servidor público, e professor da rede privada de ensino.
Para acabar de vez com qualquer dúvida sobre o homem da foto, o professor José Cândido de Moraes, de Curitiba, gravou este vídeo com Cláudio e nos enviou.
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