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terça-feira, 5 de maio de 2015

Professores do Paraná reagem contra violência de Beto Richa e Francischini | GGN

Jornal GGN - Os professores e servidores públicos reúnem-se novamente nesta terça-feira (05), em marcha em direção ao Centro Cívico de Curitiba, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. Desta vez, reagem contra a truculência empregada pela Polícia Militar, guiada pelo secretário de Segurança Pública Fernando Francischini, com o aval do governador Beto Richa (PSDB), na última manifestação do dia 29 de abril. Os professores pedem a saída de Richa do Governo do Paraná.
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Professores do Paraná reagem contra violência de Beto Richa e Francischini | GGN

Democracia & Política: A GUERRA PELO PETRÓLEO NO MUNDO SE DESENVOLVE NO MAR

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A GUERRA PELO PETRÓLEO NO MUNDO SE DESENVOLVE NO MAR



Ilustração: André da Loba


DA ÁSIA AO CARIBE, A CORRIDA PELAS RESERVAS EM ÁGUAS PROFUNDAS - A guerra pelo petróleo se joga no mar 


"As descobertas de novas reservas em águas profundas (mais 400 m) proliferam e se igualam ao total de reservas terrestres descobertas entre 2005 e 2009 fora da América do Norte. Dado ainda mais importante: as reservas descobertas em águasultraprofundas (mais de 1.5 KM) são quase 50% das jazidas descobertas em 2010.

Por Michael T. Klare (professor de Relações Internacionais no Hampshire College), no francês "Le Monde Diplomatique"

No início de maio de 2014, a instalação da plataforma petrolífera de perfuração HYSY-981 nas águas contestadas do Mar da China Meridional suscitou especulações sobre as motivações chinesas. Na avaliação de diversos observadores ocidentais, Pequim pretendeu, com esse gesto, demonstrar que pode impor seu controle e dissuadir outros países de seguir com suas reivindicações de direito de exploração dessas águas, como é o caso do Vietnã e das Filipinas. A medida chinesa faria parte “do quadro de uma série de ações empreendidas pelos chineses nos últimos anos para afirmar a soberania do país em relação a partes contestadas do mar [da China Meridional]”, de acordo com Erica Downs, especialista em China na "Brookings Institution" (Washington). Entre essas ações, exemplifica, estão a tomada de controle do recife de Scarborough (ponta de terra não habitada, reivindicada pela China e pelas Filipinas) e o ataque repetido a navios de vigilância vietnamitas.

Para outros especialistas, essas ações são a expressão legítima da emergência de uma China como potência regional. Se por um lado o país não estava em condições de proteger seus territórios marítimos, agora lideranças afirmam que a China está suficientemente forte para fazê-lo. No entanto, se considerações nacionalistas e geopolíticas sem dúvida desempenharam um papel essencial na decisão de instalar a HYSY-981, não se pode subestimar o interesse relacionado a assuntos terrestres que essa plataforma oceânica representa para a busca de preciosas jazidas de petróleo e gás natural.

As necessidades chinesas aumentam, e as autoridades desaprovam a dependência crescente de fornecedores pouco confiáveis na África e Oriente Médio. O país procura suprir grande parte da energia utilizada por meio de fontes internas, entre elas os campos petrolíferos marítimos das zonas dos mares da China Oriental e Meridional, que considera estar sob seu controle. A China pretende monopolizar a exploração nessas áreas.

Pequim e Taiwan, a mesma área

Até agora, essas águas profundas foram exploradas de forma limitada, e a amplitude real da fonte de hidrocarbonetos permanece desconhecida. A "Agência de Informação sobre Energia" (Energy Information Administration, EIA), ligada à Secretaria de Energia dos Estados Unidos, estima que o Mar da China Oriental abrigue entre 60 milhões e 100 milhões de barris de petróleo, e entre 28 bilhões e 50 bilhões de metros cúbicos de gás.[1]  Os especialistas chineses falam em volumes muito maiores.

A China investiu consideravelmente no desenvolvimento de tecnologias de perfuração de águas profundas. Procurando reduzir sua dependência em relação a tecnologias estrangeiras, a "China National Offshore Oil Corporation" (CNOOC) investiu 6 bilhões de yuans (mais de R$ 3 bilhões) para construir HYSY-981, a primeira plataforma semissubmersa do país. Com a superfície do tamanho de um campo de futebol e uma torre de perfuração equivalente a um prédio de quarenta andares, essa plataforma pode operar a uma profundidade de 3 quilômetros oceano abaixo e 12 quilômetros na terra.[2]

A China alega que cerca de 90% do Mar Meridional faz parte de suas águas territoriais, de acordo com uma carta publicada pelo governo nacionalista de 1947 – chamada muitas vezes de “traçado de nove linhas”, em referência às linhas que delimitam a zona reivindicada. Outros quatro Estados – Brunei, Malásia, Vietnã e Filipinas –reivindicam zonas econômicas exclusivas na mesma área. Taiwan, que justifica sua reivindicação da área pela mesma carta usada pela República Popular, quer a totalidade das águas.[3]

No Mar da China Oriental, Pequim estima que seu platô continental exterior se estenda até a foz do Okinawa, não distante das ilhas ao longo do Japão – que, por sua vez, reivindica uma zona econômica exclusiva que se estende até a linha mediana entre os dois países. Até o momento, as duas partes respeitaram um acordo tácito segundo o qual nenhum dos dois países deve avançar a exploração para além dessa linha. Mas as empresas chinesas estão realizando perfurações em uma zona imediatamente a oeste da linha mediana e explorando um campo de gás que se estende até o território reivindicado pelo Japão.

Essa rivalidade pela energia reflete a dependência mundial e crescente do petróleo e do gás marítimos em detrimento das reservas terrestres. Segundo a "Agência Internacional de Energia" (AIE), a produção de petróleo bruto proveniente das jazidas existentes, em sua maioria situadas em terra ou em águas costeiras pouco profundas, baixará em dois terços entre 2011 e 2035. Essa perda, afirma a AIE, pode ser compensada, contudo, apenas se os campos atuais forem substituídos por outras jazidas no Ártico, nas águas profundas e em formações ricas em xisto na América do Norte.[4] Fala-se muito na extração por fraturação hidráulica do petróleo e gás natural contidos nas reservas de xisto dos Estados Unidos. Esforços mais importantes, porém, foram consagrados ao desenvolvimento de fontes marítimas. Segundo analistas do "IHS Cambridge Energy Research Associates", eminente escritório de consultores, as descobertas de novas reservas em águas profundas (mais de 400 metros) proliferam e se igualam ao total das reservas terrestres descobertas entre 2005 e 2009 fora da América do Norte. Dado ainda mais importante é que as reservas descobertas em águas ultraprofundas (mais de 1500 metros) representam quase metade das jazidas encontradas em 2010.[5]

Em alguns casos, os futuros campos de exploração se localizam em águas pertencentes a zonas econômicas exclusivas de um Estado, que podem chegar a 200 milhas náuticas (370 quilômetros) da costa do país. A regra evita contendas como as dos mares da China Oriental e Meridional. O Brasil, por exemplo, descobriu diversas jazidas importantes na bacia de Santos, no Atlântico Sul, a cerca de 180 quilômetros a leste do Rio de Janeiro. Nas zonas mais promissoras, contudo, nenhum Estado criou zonas econômicas exclusivas, e as atividades exploratórias são controversas.

Os conflitos se produzem geralmente nos mares semifechados, como o Mar Cáspio, o do Caribe e o Mediterrâneo. As fronteiras marítimas podem ser terrivelmente difíceis de estabelecer em razão de um litoral irregular e da presença de muitas ilhas, cuja propriedade muitas vezes é reivindicada por outros Estados. Além disso, a "Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar", que data de 1982, contém uma série de disposições sujeitas a múltiplas interpretações. Enquanto um Estado pode usar uma das causas para reivindicar uma zona econômica exclusiva a 200 milhas náuticas de seu litoral (como no caso do Japão e da China oriental), outro Estado pode se valer de uma disposição diferente que permite o controle sobre o platô continental exterior, mesmo que este se estenda sobre os domínios da zona exclusiva de seu vizinho (como a China alega nesse caso). Apesar de as Nações Unidas terem estabelecido uma Corte especial para cuidar desses desacordos – o Tribunal Internacional do Direito do Mar –, vários Estados não reconhecem sua autoridade, e os conflitos continuam crescendo. Algumas nações adotaram posições inflexíveis, ameaçando recorrer a forças militares para defender o controle do que consideram interesses nacionais essenciais.

Os perigos são patentes, como se observa no caso das águas do Atlântico Sul que contornam as Ilhas Malvinas (Ilhas Falkland, para os britânicos), reivindicadas tanto pelo Reino Unido como pela Argentina. Em 1982, os dois países entraram em guerra pelo controle do arquipélago. O conflito breve, porém sangrento, teve como motor o nacionalismo e a queda de braço entre os dirigentes políticos envolvidos: Margaret Thatcher em Londres e uma junta militar em Buenos Aires. Desde então, as partes acordaram um armistício, mas a questão da soberania sobre as ilhas não foi resolvida. Atualmente, a descoberta de campos submersos de petróleo e gás na região fez as tensões recrudescerem. Londres declarou uma zona exclusiva de 322 quilômetros ao redor das ilhas e autorizou empresas sediadas no Reino Unido a prospectar lá. De seu lado, a Argentina afirma que seu platô continental exterior se estende até as Malvinas e que essas empresas estão atuando de forma ilegal em seu território. Entre ameaças de outras represálias, proibiu navios britânicos do setor petroleiro de aportar em seu litoral. Londres reagiu reforçando destacamentos aéreos e navais no arquipélago.

Desenvolver as zonas disputadas

Uma situação ainda mais perigosa ronda o Mediterrâneo oriental, onde Israel, Líbano, Síria, Chipre, República Turca do Chipre do Norte, assim como autoridades palestinas de Gaza, reivindicam reservas promissoras de petróleo e gás. De acordo com o "Escritório de Estudos Geológicos dos Estados Unidos" (United States Geological Survey), o Mar Levantino, que corresponde ao quarto mais a leste do Mediterrâneo, abrigaria reservas de gás natural estimadas em 3,4 bilhões de metros cúbicos, aproximadamente o volume das reservas confirmadas no Iraque.[6]

Hoje, Israel é o único Estado costeiro que explora sistematicamente essas reservas. A produção começou em março de 2013 na jazida de gás natural de Tamar, e Tel-Aviv prevê explorar a jazida de Leviatã, muito mais vasta. O projeto provocou protestos no Líbano, que reivindica uma parte dessas águas. Enquanto isso, o Chipre concedeu licenças para as empresas "Noble Energy" (norte-americana), "Total" (francesa) e "Eni" (italiana) para a instalação de plataformas em seu território marítimo, e pretende começar a produção nos próximos anos. A Turquia, em apoio aos cipriotas turcos, condenou fortemente essas decisões.

Conflitos similares eclodiram em outros espaços marítimos ricos em recursos energéticos, como no Mar Cáspio (onde Irã, Uzbequistão e Turcomenistão disputam uma fronteira marítima) e nas águas situadas a nordeste da costa sul-americana (onde a Guiana e a Venezuela reivindicam a mesma zona de potencial exploração). Em todos esses casos, um nacionalismo exacerbado se alia à busca insaciável de recursos energéticos para evitar a importação de petróleo e gás natural.

Em vez de considerarem essas contendas um problema sistêmico, o que exigiria uma estratégia específica para resolvê-lo, as grandes potências tendem a tomar partido de seus respectivos aliados. Assim, com a pretensão de permanecer neutro em relação à questão da soberania das ilhas Senkaku/Diaoyu, no Mar da China Oriental, o governo de Barack Obama reafirmou várias vezes que apoiava o Japão e se comprometeu a enviar auxílio em caso de ataque chinês. Essa posição foi denunciada por Pequim como uma afronta inaceitável – e torna ainda mais difícil convencer partes adversárias, implicadas nessa querela ou em outras do mesmo tipo, a sentarem-se à mesa de negociações para encontrar uma solução e evitar que as coisas piorem.

Para tentar amenizar esses desentendimentos, há diversas iniciativas em andamento: explicações mais precisas sobre os direitos dos Estados costeiros e as zonas econômicas exclusivas em alto mar; eliminação das ambiguidades suscitadas pelas disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar; esforço internacional para estabelecer instâncias neutras que possam encontrar soluções por meio de negociações pacíficas.

Enquanto esperam a consolidação de tais medidas, as partes engajadas nesses conflitos deveriam procurar desenvolver conjuntamente os espaços contestados – estratégia adotada pela Malásia e pela Tailândia no Golfo da Tailândia, assim como pela Nigéria e São Tomé e Príncipe no Golfo da Guiné. Na ausência de esforços nesse sentido, as contendas marítimas atiçadas pela disputa de recursos energéticos poderão estremecer o século XXI, assim como os conflitos fronteiriços terrestres abalaram os séculos passados."

REFERÊNCIAS:

[1]  “China”, Energy Information Administration, 4 fev. 2014. Disponível em: www.eia.gov.
[2]  “China Begins Deep-Water Drilling in South China Sea” [China começa a exploração em águas profundas no Mar da China Meridional], Xinhua, 9 maio 2012.
[3]  Cf. notadamente Ronald O’Rourke, “Maritime Territorial Disputes and Exclusive Economic Zone (EEZ) Disputes Involving China: Issues for Congress” [Disputas territoriais marítimas e disputas de zonas econômicas exclusivas envolvendo a China: temas para o Congresso], Congressional Research Service (Serviço de Pesquisa do Congresso), Washington, 24 dez. 2014.
[4]  International Energy Agency, “World Energy Outlook 2012” [Panorama da energia mundial 2012], Paris, 2012.
[5]  Philip H. Stark, Bob Fryklund, Steve DeVito e Alex Chakhmakhchev, “Independents Setting Sights on International Opportunities in Deep Water, Shale and EOR” [Estabelecimento unilateral de oportunidades em águas profundas e jazidas], The American Oil & Gas Reporter, Derby (Kansas), abr. 2011
[6]  US Geological Survey (USGS), “Natural Gas Potential Assessed in Eastern Mediterranean” [Potencial de gás natural no Mediterrâneo oriental], USGS Newsroom, Washington, 8 abr. 2010.

FONTE: escrito por Michael T. Klare, professor de Relações Internacionais no Hampshire College e autor de "Rising Powers, Shrinking Planet: The New Geopolitics of Energy" (Metropolitan Books, 2008). Artigo publicado no periódico francês "Le Monde Diplomatique" e transcrito no site "Patria Latina"  (http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?cod=15341).
Democracia & Política: A GUERRA PELO PETRÓLEO NO MUNDO SE DESENVOLVE NO MAR

Democracia & Política: A PETROBRAS NÃO DEU... ENTÃO, PAU NA ODEBRECHT!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A PETROBRAS NÃO DEU... ENTÃO, PAU NA ODEBRECHT!





Do portal "Conversa Afiada":

Petrobras não deu … Então, pau no Odebrecht

"Qual empreiteira brasileira é a mais forte em Angola ? A Natuza é sutil como um dromedário … 

Bendine tirou a Petrobras das garras do Moro e da Globo.

acordo de leniência vai preservar o patrimônio de engenharia pesada e de profissionais de engenharia que o Brasil construiu.

(Com exceção do cinzento Governo (sic) do FHC/PSDB, que não produziu nada que usasse cimento ou tijolo.)

terceiro turno acabou.

O PSDB está pendurado na brocha do "impítim", agora reanimado pelo Farol de Alexandria.

O que planeja a Casa Grande ?

O que planejam seus instrumentos políticos – o MP-DF do Lula e aPolicia Federal do João Santana?

E o Juiz Moro de Guantánamo.

Eles estão a fim da cabeça da Odebrecht.

Ela é a oitava empresa brasileira, com um faturamento de R$ 96 bilhões em 2013, segundo o “Grandes Grupos” do PiG cheiroso.

Até agora, os procuradores fanfarrões, os delegados aecistas e o Juiz Moro, que levou um chega pra lá do Ministro Teori, até agora eles não conseguiram chegar à Odebrecht.

Mas, a Odebrecht é a joia da coroa das empreiteiras nacionais.

Imagine, amigo navegante, se o os delegados aecistas conseguem desmontar a obra estratégica da Odebrecht em Itaguaí, que vai resultar em submarinos movidos a energia nuclear ! 

Para que o Brasil precisa disso, não, amigo navegante ? 

Deixa a Quarta Frota americana vigiar a Amazônia Legal !

Pra que o pré-sal, não é isso, Dr Moro ?

Como não conseguiram quebrar a Petrobras para entregá-la à Chevron, o objetivo agora é quebrar a Odebrecht para entregar à Haliburton, à Bechtel.

E à Quarta Frota !

Está dificil achar a Odebrecht na roubalheira que começou com FHC,na Petrobras.

Então, o jeito é cercá-la.

Sitiar a Odebrecht.

Na Africa.

O crime do Lula foi "roubar para a Odebrecht".

O crime do João Santana também tem as impressões criminosas da Odebrecht em Angola.

Se não, vejamos.

Uma (sic) das suspeitas (sic) dos policiais (sic) é que os recursos de Angola tenham sido pagos ao marqueteiro por empreiteiras brasileiras que atuam no país africano. Segundo essa hipótese (sic), seria uma forma indireta (sic) de o PT quitar débitos que tinha com o marqueteiro.” 

Quem informa são Natuza Nery (ver “Em tempo”) e Mario Cesar Carvalho, na "Fel-lha".

Qual é a empreiteira brasileira que trabalha há mais tempo e em mais atividades em Angola ?

A Odebrecht !

A Casa Grande precisa promover o "impítim" do Lula o quanto antes.

Será o único ex-presidente vitima de um "impitim".

Mas, como diz ele, nesse vídeo esclarecedor, eles não olham para o próprio rabo.



Santana é vitima dessa necessidade de quebrar a Odebrecht, poque ajudou a eleger o Lula, a Dilma e o Haddad !

Imperdoável !

E Lula é vitima de si próprio.

Da inevitável volta à Presidência, em 2018 !

Daqui a quatro anos, o FHC vai ver a Dilma devolver a faixa ao “lulopetismo”.

Aí, enfim, o FHC corta os pulsos !

(Em tempo: o "Conversa Afiada" errou. Previu que essa repórter Natuza iria longe. Foi tarde, na verdade. Ingressou no seleto grupo das “Meninas do Jô”, que costuma dar quatro pontos no Globope, o que as derruba para o terceiro lugar na madrugada !).

FONTE: escrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu portal "Conversa Afiada"  (http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/05/03/petrobras-nao-deu-%E2%80%A6-pau-no-odebrecht/).
Democracia & Política: A PETROBRAS NÃO DEU... ENTÃO, PAU NA ODEBRECHT!: Do portal "Conversa Afiada": Petrobras não deu … Então, pau no Odebrecht "Qual empreiteira brasileira é a mais for...

Democracia & Política: JANIO ("FOLHA"): "DELAÇÃO DE YOUSSEF ESTÁ SUJEITA A INVALIDAÇÃO"

JANIO ("FOLHA"): "DELAÇÃO DE YOUSSEF ESTÁ SUJEITA A INVALIDAÇÃO"




JANIO: DELAÇÃO DE YOUSSEF ESTÁ SUJEITA A INVALIDAÇÃO

"O jornalista afirma que "também procedimentos dos condutores da Lava Jato estão sujeitos a revisões, a exemplo da recente concessão, pelo Supremo, de habeas corpus a nove dos presos, por falta de base legal para sua extensa prisão preventiva".

Do "Brasil 247"

O jornalista Janio de Freitas afirma em sua coluna de domingo 3 [na "Folha de São Paulo] que a delação premiada do doleiro Alberto Youssef está sujeita a invalidação, assim como estão sujeitos a revisão procedimentos dos investigadores da Lava Jato.

O colunista lembra que "faltam condições" ao doleiro "para ser agraciado com esse direito de comprar liberdade", uma vez que "Youssef já o recebera em 2004 no caso Banestado, com o compromisso de não voltar ao crime" [mas voltou].

"Também procedimentos dos condutores da Lava Jato estão sujeitos a revisões, a exemplo da recente concessão, pelo Supremo, de habeas corpus a nove dos presos, por falta de base legal para sua extensa prisão preventiva", diz, em outro trecho.

O jornalista conclui: "Certo é que a omissão, seja qual for a interpretação a ela dada, desde logo propõe ao Supremo a confrontação mais minuciosa entre as denúncias formais a lhe serem apresentadas e os respectivos depoimentos e documentos em que devem fundar-se".

Por JANIO DE FREITAS:

Uma falta útil 

"Delação de Youssef está sujeita a invalidação, nos termos da limpidez legal já cobrada por Zavascki no STF

Ainda distantes, as decisões do Supremo Tribunal Federal para os julgamentos de réus da Lava Jato, lá mesmo ou em outras instâncias, já acumulam um potencial de surpresas e polêmicas tão volumoso quanto interessante. Não só em contradições de depoentes e entre eles, em disparidades com o propalado, como os "R$ 10 bilhões recebidos" pelos quatro da Petrobras, e em possíveis revelações. Também procedimentos dos condutores da Lava Jato estão sujeitos a revisões, a exemplo da recente concessão, pelo Supremo, de habeas corpus a nove dos presos, por falta de base legal para sua extensa prisão preventiva.

Apesar de suplantada por outros destaques, gravíssima informação surge na entrevista da advogada Dora Cavalcanti a Mario Cesar Carvalho ("Folha", 1º maio) e junta-se a fatos em geral invalidáveis pela Justiça. Como foram a difusão, para atrair denunciantes, de constatações inverdadeiras, iludindo também os meios de comunicação, e como é o uso de coerção a delatores.

Aqui mesmo foi publicado, a propósito das delações premiadas que se iniciavam na Lava Jato, a falta de condições do doleiro Alberto Youssef para ser agraciado com esse direito de comprar liberdade. Youssef já o recebera em 2004 no caso Banestado, com o compromisso de não voltar ao crime. A respeito, diz Dora Cavalcanti:

"Ele quebrou a delação em 2006 e essa quebra da palavra não foi levada ao ministro Teori Zavascki na chancela da nova delação".

Não foi levada ao ministro-relator e ao Supremo no pedido de autorização para o acordo de delação premiada com Alberto Youssef, mas, se incluída como devia na petição, não seriam necessários mais motivos para recusa a novo acordo.

É a validade da delação premiada de Youssef que está sujeita até à invalidação, nos termos da limpidez legal já cobrada pelo ministro Zavascki nos habeas corpus dos nove presos. Os desdobramentos dessa esperada polêmica são imprevisíveis.

Certo é que a omissão, seja qual for a interpretação a ela dada, desde logo propõe ao Supremo a confrontação mais minuciosa entre as denúncias formais a lhe serem apresentadas e os respectivos depoimentos e documentos em que devem fundar-se."

FONTE: escrito pelo jornalista Janio de Freitas em sua coluna de domingo 3 na "Folha de São Paulo. Transcrito e comentado no portal "Brasil 247"  (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/218033-uma-falta-util.shtml) e (http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/179365/Janio-dela%C3%A7%C3%A3o-de-Youssef-est%C3%A1-sujeita-a-invalida%C3%A7%C3%A3o.htm).
Democracia & Política: JANIO ("FOLHA"): "DELAÇÃO DE YOUSSEF ESTÁ SUJEITA A INVALIDAÇÃO"

Diário do Centro do Mundo » Aluna identifica no Facebook professor desacordado no chão depois de agressão no Paraná

Diário do Centro do Mundo » Aluna identifica no Facebook professor desacordado no chão depois de agressão no Paraná

Pra Discutir o Brasil: O PT é a única quadrilha cujos "ladrões roubam" e ...

O ESTRANHO CASO DOS "CORRUPTOS" QUE NÃO ENRICARAM



segunda-feira, 4 de maio de 2015

O PT é a única quadrilha cujos "ladrões roubam" e continuam com patrimônio compatível com sua renda



O que caracteriza o corrupto é o enriquecimento ilícito, o aumento patrimonial sem justificativas legais. Todos os "ladrões" do PT, depois de terem até seus ancestrais investigados, suas vidas completamente devassadas a luz do Sol, com divulgação das investigações pela mídia, mesmo quando o sigilo judicial deveria protegê-los e os responsáveis pelas investigações cometem o crime de vazar para imprensa, fato não percebido, se por exemplo os investigados forem de matizes ideológicas ligadas ao campo conservador de direita, o caso do PSDB, cujas investigações ou não são feitas a contento de se obter os resultados esperados, ou quando são, apenas de pró forma para não ficar tão evidente que há uma blindagem pelos órgãos de Estado que impedem que sejam alcançados e severamente punidos como são os petistas duplamente com pena de prisão e com a morte moral de suas reputações para depois receberem atestados de honestidade.

José Genoíno depois de quase uma década de investigação restou provado que todo o patrimônio que possui, uma casa onde mora comprada num financiamento pelo extinto BNH, absolutamente compatível com sua renda de homem público de vários mandatos parlamentar.

João Paulo Cunha outro petista graúdo também não é um homem rico, assim como João Vacari, o tesoureiro atual do PT que foi investigado internamente pela receita para a imprensa divulgar que o petista não tem patrimônio incompatível com sua renda.

De todos, o único que poderia ser objeto de maiores suspeitas, seria José Dirceu, em função de sua consultoria que dependendo de como se visualiza alguém poderia suspeitar de tráfico de influência. Mas aí há que se registrar que altos executivos que foram membros do governo FHC com passagem pelo Banco Central, fazendo a política monetária do governo, ao saírem montaram consultorias, enriqueceram e estão hoje engrossando as fileiras do falso moralismo de bordel que impera no Brasil.

Homens que detinham preciosas informações da política monetária e fiscal do governo que migraram para iniciativa privada com um poderoso arsenal que colocaram à disposição de investidores para os quais foram prestar serviços.

FHC foi morar em um apartamento cedido por um banqueiro. Nada disso é objeto de escandalização. Não interessa a mídia partidária informar seus leitores, os últimos moicanos de um tipo de imprensa que está fadada a extinção e cuja sobrevivência depende urgentemente dos amigos do poder que foram apeados pelo voto e completarão 16 anos longe do acesso farto aos cofres públicos.

A continuidade dos governos do PT será a morte da imprensa tal como criada por Gutemberg e que está em seus estertores com o advento da WEB e suas redes sociais cada vez mais acessadas, um fim inevitável que com o PSDB no poder somente prolongaria a agonia desse paciente terminal.

Pulitzer acertou em cheio na profecia que fez sobre um tipo de jornalismo canalha que praticado no decurso das décadas e que por estas terras, nas quais em se plantando tudo dá, faz escola formando um público tão vil e deformado que é a imagem e semelhança desses órgãos de comunicação que renunciaram ao jornalismo minimamente objetivo e isento para militar na política partidária, distorcer notícias, trocar e manipular fatos, transformando mentiras em verdades, aceitas acriticamente pelo leitor que ainda se presta a confiar no que se publica na velha mídia nacional como se fosse uma verdade divina revelada.

Clique no link abaixo sobre declaração na imprensa vazada da receita que informa que João Vacari Neto, tesoureiro atual do PT, não tem patrimônio incompatível com sua renda. http://www.brasil247.com/pt/247/poder/179465/Receita-descobre-que-Vaccari-n%C3%A3o-tem-patrim%C3%B4nio.htm
Pra Discutir o Brasil: O PT é a única quadrilha cujos "ladrões roubam" e ...: O que caracteriza o corrupto é o enriquecimento ilícito, o aumento patrimonial sem justificativas legais. Todos os "ladrões"...

Arthur Meucci: Não confundam a direita liberal com os escravistas - Viomundo - O que você não vê na mídia

A DIREITA NO BRASIL, NEM PRA SER DIREITA, PRESTA!

Arthur Meucci: Não confundam a direita liberal com os escravistas

publicado em 04 de maio de 2015 às 14:58
AliceRuiz (1)
A MÁSCARA SELVAGEM DO ESTADÃO
Senti uma imensa tristeza ao receber o jornal O Estado de S. Paulo em pleno dia do trabalho. O jornal publicou um editorial, “Lições de Selvageria” (A3, 01/05/2015), classificando os professores como “partidários” e “selvagens”, chamando-os implicitamente de vagabundos, justificando assim o massacre da Polícia Militar contra a nossa categoria no Paraná com argumentos baseados em distorções: “não se poderia esperar outra reação da força de segurança destacada”. Fez-me adoecer tamanha insensatez e ignorância.
Alguns colegas me disseram: “Este jornal é de direita, já era de se esperar”. Não concordo. A verdadeira direita, liberal e republicana, jamais teria justificado o uso da força nem trataria os professores como “inimigos da democracia”.
Pelo contrário, uma das bandeiras da direita é a educação pública de qualidade para garantir as condições de igualdade do livre mercado e o exercício da democracia. Os verdadeiros liberais flertam com os professores, os defendem mesmo quando discordam de suas opiniões.
Por esse motivo os países liberais pagam excelente salários no campo da educação enquanto as ditaduras comunistas fizeram suas “revoluções culturais” aos moldes truculentos do PSDB. A “confusão de valores, a desinformação e a desmoralização das instituições” não advém dos professores como escreveram, mas da imprensa servil aos obscuros interesses políticos.
Os fundadores deste jornal, Francisco Rangel Pestana (1839-1903), Julio Mesquita (1862-1927) e Julio de Mesquita Filho (1892-1969), liberais autênticos, lutaram ao lado dos professores e intelectuais por escolas e universidades públicas de qualidade – ao contrário do que faz a atual geração, representada pelo sr. Francisco Mesquita Neto.
A direita no Brasil é um fenômeno raro e não tem um partido de verdade. UDN, Arena, PFL/DEM, PSDB, PSC e outros partidos considerados de “direita” estão em um leque entre “reacionários” e “fascistas”, defensores de uma sociedade de casta. Para disfarçar seus reais interesses autoritários, mão de obra barata e subserviente, distinção de espaços entre os senhores e seus servos, eles utilizam o discurso liberal como bem lhes convém e se autoproclamam como “direita”.
Thomas Jefferson, Ludwig von Mises e Milton Friedman servem somente como figura retórica – os seus textos e ideias são recortados e descontextualizados para que os ideólogos ligados à elite possam mascarar suas políticas de exploração social. Como alguns religiosos fazem para ludibriar seus fiéis.
Afinal, não convém escrever nos editoriais que os negros, pobres e nordestinos são inferiores e não merecem as benesses do Estado brasileiro. A sociedade defendida hoje pelas elites representadas por este editorial não é a sociedade ideal da verdadeira direita, defendida pelos pais fundadores do jornal que militavam pelos ideais abolicionistas, republicanos e liberais da igualdade entre os cidadãos, bem comum e de progresso social.
Para ter uma sociedade capitalista bem-sucedida é preciso uma boa educação e, pasmem, para que haja uma boa educação é preciso ter professores motivados e bem pagos. Os Mesquitas sabem, pois seus ancestrais ensinaram. Mas quem disse que nossa elite quer uma sociedade capitalista bem-sucedida? O pensamento crítico, a participação democrática da população e a igualdade social são tudo o que as novas gerações de empresários não querem – acham que a ralé não precisa de boa educação, mas de trabalho braçal para se ocupar e da violência policial para acabar com as subversões.
É de se questionar que tipo de jornalismo estão fazendo.
Veja também:
Arthur Meucci: Não confundam a direita liberal com os escravistas - Viomundo - O que você não vê na mídia

Alberto Kopittke: Os motivos para o desespero da oposição - Viomundo - O que você não vê na mídia

Alberto Kopittke: Os motivos para o desespero da oposição

publicado em 04 de maio de 2015 às 15:09
20141104-brasil-belo-monte
O desespero da oposição tem fundamento
É preciso olhar o atual ataque que a oposição político-midiática-financeira está fazendo ao Governo Dilma para além da onda de ódio disseminada em setores da classe média para que se compreenda os seus reais motivos.
As razões para um ataque tão virulento, beirando ilações de apoio a um Golpe de Estado, obviamente não estão na indignação do PSDB, da Rede Globo, da Veja, ou do capital financeiro em relação a corrupção, com a qual sempre conviveram tranquilamente, quando lhes convinha.
O que a oposição percebeu é que, após atravessar mais um ou dois semestres com dificuldades econômicas, os últimos três anos do Governo Dilma podem ser o ápice do atual projeto nacional-desenvolvimentista, iniciado em 2002.
A partir do segundo semestre do ano que vem, o Governo começará a inaugurar as grandes obras dos Governos Lula e Dilma, como a transposição do Rio São Francisco; as Hidrelétricas de Belo Monte (a terceira maior do mundo), de Jirau e de Santo Antônio; a expansão e construção de pelo menos 6 metrôs que estão em obras e dezenas de BRTs; pontes, como a de Laguna (SC) e a segunda Ponte do Guaíba (RS); grandes trechos da Ferrovia Norte Sul; ampliação e modernização dos maiores aeroportos do país; plataforma de petróleo; refinaria Abreu e Lima, que será a mais moderna do país; entre muitas outras.
A Petrobrás que nos últimos anos fez muitos investimentos para se preparar para o pré-sal, volta a se capitalizar a partir de 2016 e as extrações de Petróleo quadruplicam nos próximos três anos.
Além disso, a inflação tende a recuar e a economia voltar a crescer, gerando mais alguns milhões de empregos. E, de quebra, a Presidenta ainda inaugura a Cidade Olímpica e o Parque Olímpica e recepciona as Olimpíadas e as ParaOlimpíadas de 2016, em um megaevento que tende a ser 6 vezes maior que a Copa do Mundo.
Neste cenário, dá para entender o desespero da oposição e seu desatino golpista. Eles sabem que tudo o que foi plantado nos últimos 12 anos, será colhido nos próximos quatro.
*Alberto Kopittke é advogado e vereador de Porto Alegre.
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"Dos 392 professores feridos, mais de 90% foram atingidos da cintura para cima: cabeça, tronco, rosto, até nos olhos" - Viomundo - O que você não vê na mídia

Dos quatro professores feridos, o segundo chama-se Marcio Henrique dos Santos e o terceiro, Affonso Cardoso. Leitores, ajudem-nos os demais!
por Conceição Lemes
Curitiba, 29 de abril de 2015. Pela manhã, professores, funcionários da rede estadual de ensino e de outras categorias do serviço público do Paraná começaram a chegar à Praça dos Três Poderes. O Centro Cívico da cidade. Aí, ficam a Assembleia Legislativa (Alep), o Palácio Iguaçu (sede do governo do Estado) e o Tribunal de Justiça.
Já havia policiais a postos, por todo lado. O governador Beto Richa (PSDB) trouxe 1.600 do interior, que se juntaram aos 4 mil de Curitiba e Região Metropolitana. Eles ficaram se revezando.
Os trabalhadores resolveram permanecer o dia todo em frente à Alep para fazer pressão sobre os deputados estaduais para que não votassem o projeto de lei que confisca a poupança previdenciária de 200 mil servidores públicos do Estado. A votação estava prevista para as 14h30.
O projeto, agora lei aprovada pelos parlamentares e já sancionada por Richa, permite ao governo tucano sacar mensalmente R$ 150 milhões – ou R$ 2 bilhões ao ano em valores corrigidos – do fundo ParanaPrevidência.
Havia uma liminar para que 480 trabalhadores acompanhassem a votação dentro da Assembleia. Só que o Tribunal de Justiça cassou-a.
Por volta das 14h, um grupo de deputados pró-professores foi até o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), para tentar convencê-lo a liberar a entrada dos 480.
O presidente da Assembleia não liberou o acesso nem mesmo dos diretores da APP-Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Estado do Paraná.
Parêntese. APP significa Associação dos Professores do Paraná (APP). Como até 1988, funcionário público não podia ser sindicalizado, os professores criaram-na . A partir de 1989, a proibição caiu e os professores puderem criar o seu sindicato. Só que eles quiseram manter a marca APP. O sindicato é de professores e funcionários de escolas públicas.  Fechando o parêntese.
Tarso, Mario Sérgio e José CândidoO advogado/blogueiro Tarso Violin e os professores Mário Sérgio Ferreira Souza e José Cândido de Moraes
“Na hora em que essa notícia chegou lá fora, um helicóptero com policiais militares começou a fazer voos rasantes sobre os milhares de professores que estavam na praça”, relembra José Cândido de Moraes. “O intento, acredito, era desviar a atenção dos professores para começar o ataque. Foi o que ocorreu.”
José Cândido é professor de História e Filosofia e integra um grupo chamado Cinema da Luta, que nasceu em fevereiro deste ano. Ele está fotografando e fazendo vídeos da greve e das manifestações, para produzir um documentário.
“Como os professores já estavam  bastante assustados com os voos a baixíssima altitude do helicóptero, ficou mais fácil iniciar o ataque”, expõe. “De repente, os policiais começaram a lançar bombas e tiros de balas sobre os professores e demais funcionários públicos.”
Concentrados na Praça dos Três Poderes, eles foram atacados covardemente pelas tropas do tucano Beto Richa e do seu secretário de Segurança, o delegado  Fernando Franscischini, reeleito deputado federal em 2014 pelo Solidariedade.
Durante quase duas horas, 1.800 policiais lançaram sobre os manifestantes aproximadamente 1.500 bombas de efeito moral, além de balas de balas de borracha, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cães. Isso sem falar dos cassetetes pra todo lado.
“Eu nunca vi tamanho aparato policial”, avalia, ainda perplexo, Mário Sérgio Ferreira Souza. “Nós não esperávamos nem estávamos preparados para o massacre do dia 29.”
Mário Sérgio é professor aposentado rede pública estadual (deu aula de matemática) e secretário de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato.
“Os policiais não agiram para conter ou dispersar a manifestação, como é a norma; eles nos atacaram”, prossegue. “Foi um ataque premeditado. Ao entrar na área do Centro Cívico, a tropa de choque foi dividindo e encurralando o pessoal que estava na praça. Ao mesmo tempo, jogava bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, balas de borracha, spray de pimenta e cães em cima da gente.”
Sobrou até para o jornalista da Band, que foi mordido por um pitbull do Richa.
“Por ordem do governador e do secretário de Segurança, os policiais vieram preparados para o massacre”, observa Mário Sérgio. “Tanto que foram jogando as bombas  indiscriminadamente em todos os cantos da praça, a ponto de atingir duas creches do outro lado da rua, deixando as crianças muito assustadas.”
Mário Sérgio participou de todas as mobilizações de professores nos últimos 35 anos: 1978, 1980, 1981, 1982, 1986, 1988, 1990, 2001, 2014 e 2015.
Há divergência sobre o número de feridos. Segundo a Prefeitura de Curitiba, seriam 213.Para a APP-Sindicato,  bem mais.
“Dos 392 professores feridos, mais de 90% foram atingidos da cintura para cima: cabeça, tronco, rosto, até nos olhos”, denuncia Mário Sérgio, secretário de Assuntos Jurídicos da entidade. “Na nossa avaliação, foi ordem do comando para que os policiais atirassem assim nas pessoas.”
Um dos feridos é o advogado e blogueiro Tarso Cabral Violin. É dele o Blog do Tarso.
O vídeo abaixo retrata o início do massacre. Mostra o exato momento em que o rosto de Tarso foi atingido por estilhaço de uma bomba. “Por dois centímetros, não fiquei cego”, observa o blogueiro, que fez BO e exame de corpo de delito.
“Os tiros de balas de borracha visavam atingir o rosto das pessoas. Os soldados miravam as nossas cabeças”, reforça José Cândido. “A impressão é de que queriam nos acertar de qualquer forma. Depois de um ataque com bombas e tiros, eles paravam um pouco. Esperavam a gente se aproximar e reiniciavam o ataque. Esse processo durou aproximadamente duas horas.”
“Mulheres, senhoras idosas, estudantes e professores aposentados, todos foram atacados como bandidos”, continua, indignado. “Havia a intenção de ferir as pessoas. Os policiais miravam para acertar. Parecia que estavam fazendo um treinamento, utilizando os professores e professoras como alvo!”
A truculência e covardia dos ataques não pararam por aí.
Bastava ter um aglomerado de três ou quatro pessoas, para os policiais atirarem nelas.
“Eles não respeitaram sequer a retirada dos feridos da praça”, enfatiza Mário Sérgio.
Do caminhão de som da APP-Sindicato, o pessoal implorava para que os policiais esperassem a retirada dos feridos. Mas os pedidos eram ignorados e as bombas sucediam.
Os feridos tinham que ser resgatados sob o “fogo” cerrado das balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral lançadas às vezes de longa distância.
“Os que caíam no chão eram ainda agredidos com cassetetes até que os colegas conseguissem levá-los para longe da linha de frente”, observa José Cândido.
Os policiais não portavam apenas as chamadas armas não letais, mas que podem matar, sim. Muitos carregavam também no coldre armas de fogo, como este soldado que está atrás das professoras. Na mão, ele tinha escopeta calibre 12 para balas de borracha. Na cintura, aparentemente uma pistola 380, que usa no dia-a-dia de trabalho.
professores do paraná e soldado
Além disso, muitos dos policiais, que estavam dentro da Assembleia Legislativa na hora da votação, portavam uma submetralhadora.
“Portar armas de fogo em manifestações é um perigo a mais”, atenta Mário Sérgio. “O soldado é um ser humano. Na hora da pressão, pode acabar atirando.”
Ele observa: “90% dos professores da rede pública do Estado do Paraná são mulheres. E a mulher tem mais o espírito de cuidar. Não é uma categoria que vai atropelando o outro. Ao contrário. Se a categoria tivesse mais homens, o massacre teria sido maior”.
“Na verdade, não foram as bombas e balas que me assustaram”, conclui José Cândido. “O que mais ainda me assusta é que os policiais não demonstraram qualquer compaixão, qualquer senso de humanidade.”
Vergonha nacional. A excessiva violência do governo Richa no fatídico 29 de abril maculou a história do Paraná e do Brasil inteiro, como bem observaram os professores da USP num abaixo-assinado em solidariedade “com os todos os professores, funcionários e estudantes em luta”.
paraná pacotaço 1-001Paraná pacotaço 2Abaixo dois trechos do vídeo de quase duas horas gravado pelo professor José Cândido de Moraes. A íntegra será entregue ao Ministério Público estadual.
Vídeo da  Abridor de Latas Comunicação Sindical, sugerido por Larissa e Guilherme Mikami, no Facebook
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