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terça-feira, 5 de maio de 2015

"Dos 392 professores feridos, mais de 90% foram atingidos da cintura para cima: cabeça, tronco, rosto, até nos olhos" - Viomundo - O que você não vê na mídia

Dos quatro professores feridos, o segundo chama-se Marcio Henrique dos Santos e o terceiro, Affonso Cardoso. Leitores, ajudem-nos os demais!
por Conceição Lemes
Curitiba, 29 de abril de 2015. Pela manhã, professores, funcionários da rede estadual de ensino e de outras categorias do serviço público do Paraná começaram a chegar à Praça dos Três Poderes. O Centro Cívico da cidade. Aí, ficam a Assembleia Legislativa (Alep), o Palácio Iguaçu (sede do governo do Estado) e o Tribunal de Justiça.
Já havia policiais a postos, por todo lado. O governador Beto Richa (PSDB) trouxe 1.600 do interior, que se juntaram aos 4 mil de Curitiba e Região Metropolitana. Eles ficaram se revezando.
Os trabalhadores resolveram permanecer o dia todo em frente à Alep para fazer pressão sobre os deputados estaduais para que não votassem o projeto de lei que confisca a poupança previdenciária de 200 mil servidores públicos do Estado. A votação estava prevista para as 14h30.
O projeto, agora lei aprovada pelos parlamentares e já sancionada por Richa, permite ao governo tucano sacar mensalmente R$ 150 milhões – ou R$ 2 bilhões ao ano em valores corrigidos – do fundo ParanaPrevidência.
Havia uma liminar para que 480 trabalhadores acompanhassem a votação dentro da Assembleia. Só que o Tribunal de Justiça cassou-a.
Por volta das 14h, um grupo de deputados pró-professores foi até o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), para tentar convencê-lo a liberar a entrada dos 480.
O presidente da Assembleia não liberou o acesso nem mesmo dos diretores da APP-Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Estado do Paraná.
Parêntese. APP significa Associação dos Professores do Paraná (APP). Como até 1988, funcionário público não podia ser sindicalizado, os professores criaram-na . A partir de 1989, a proibição caiu e os professores puderem criar o seu sindicato. Só que eles quiseram manter a marca APP. O sindicato é de professores e funcionários de escolas públicas.  Fechando o parêntese.
Tarso, Mario Sérgio e José CândidoO advogado/blogueiro Tarso Violin e os professores Mário Sérgio Ferreira Souza e José Cândido de Moraes
“Na hora em que essa notícia chegou lá fora, um helicóptero com policiais militares começou a fazer voos rasantes sobre os milhares de professores que estavam na praça”, relembra José Cândido de Moraes. “O intento, acredito, era desviar a atenção dos professores para começar o ataque. Foi o que ocorreu.”
José Cândido é professor de História e Filosofia e integra um grupo chamado Cinema da Luta, que nasceu em fevereiro deste ano. Ele está fotografando e fazendo vídeos da greve e das manifestações, para produzir um documentário.
“Como os professores já estavam  bastante assustados com os voos a baixíssima altitude do helicóptero, ficou mais fácil iniciar o ataque”, expõe. “De repente, os policiais começaram a lançar bombas e tiros de balas sobre os professores e demais funcionários públicos.”
Concentrados na Praça dos Três Poderes, eles foram atacados covardemente pelas tropas do tucano Beto Richa e do seu secretário de Segurança, o delegado  Fernando Franscischini, reeleito deputado federal em 2014 pelo Solidariedade.
Durante quase duas horas, 1.800 policiais lançaram sobre os manifestantes aproximadamente 1.500 bombas de efeito moral, além de balas de balas de borracha, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cães. Isso sem falar dos cassetetes pra todo lado.
“Eu nunca vi tamanho aparato policial”, avalia, ainda perplexo, Mário Sérgio Ferreira Souza. “Nós não esperávamos nem estávamos preparados para o massacre do dia 29.”
Mário Sérgio é professor aposentado rede pública estadual (deu aula de matemática) e secretário de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato.
“Os policiais não agiram para conter ou dispersar a manifestação, como é a norma; eles nos atacaram”, prossegue. “Foi um ataque premeditado. Ao entrar na área do Centro Cívico, a tropa de choque foi dividindo e encurralando o pessoal que estava na praça. Ao mesmo tempo, jogava bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, balas de borracha, spray de pimenta e cães em cima da gente.”
Sobrou até para o jornalista da Band, que foi mordido por um pitbull do Richa.
“Por ordem do governador e do secretário de Segurança, os policiais vieram preparados para o massacre”, observa Mário Sérgio. “Tanto que foram jogando as bombas  indiscriminadamente em todos os cantos da praça, a ponto de atingir duas creches do outro lado da rua, deixando as crianças muito assustadas.”
Mário Sérgio participou de todas as mobilizações de professores nos últimos 35 anos: 1978, 1980, 1981, 1982, 1986, 1988, 1990, 2001, 2014 e 2015.
Há divergência sobre o número de feridos. Segundo a Prefeitura de Curitiba, seriam 213.Para a APP-Sindicato,  bem mais.
“Dos 392 professores feridos, mais de 90% foram atingidos da cintura para cima: cabeça, tronco, rosto, até nos olhos”, denuncia Mário Sérgio, secretário de Assuntos Jurídicos da entidade. “Na nossa avaliação, foi ordem do comando para que os policiais atirassem assim nas pessoas.”
Um dos feridos é o advogado e blogueiro Tarso Cabral Violin. É dele o Blog do Tarso.
O vídeo abaixo retrata o início do massacre. Mostra o exato momento em que o rosto de Tarso foi atingido por estilhaço de uma bomba. “Por dois centímetros, não fiquei cego”, observa o blogueiro, que fez BO e exame de corpo de delito.
“Os tiros de balas de borracha visavam atingir o rosto das pessoas. Os soldados miravam as nossas cabeças”, reforça José Cândido. “A impressão é de que queriam nos acertar de qualquer forma. Depois de um ataque com bombas e tiros, eles paravam um pouco. Esperavam a gente se aproximar e reiniciavam o ataque. Esse processo durou aproximadamente duas horas.”
“Mulheres, senhoras idosas, estudantes e professores aposentados, todos foram atacados como bandidos”, continua, indignado. “Havia a intenção de ferir as pessoas. Os policiais miravam para acertar. Parecia que estavam fazendo um treinamento, utilizando os professores e professoras como alvo!”
A truculência e covardia dos ataques não pararam por aí.
Bastava ter um aglomerado de três ou quatro pessoas, para os policiais atirarem nelas.
“Eles não respeitaram sequer a retirada dos feridos da praça”, enfatiza Mário Sérgio.
Do caminhão de som da APP-Sindicato, o pessoal implorava para que os policiais esperassem a retirada dos feridos. Mas os pedidos eram ignorados e as bombas sucediam.
Os feridos tinham que ser resgatados sob o “fogo” cerrado das balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral lançadas às vezes de longa distância.
“Os que caíam no chão eram ainda agredidos com cassetetes até que os colegas conseguissem levá-los para longe da linha de frente”, observa José Cândido.
Os policiais não portavam apenas as chamadas armas não letais, mas que podem matar, sim. Muitos carregavam também no coldre armas de fogo, como este soldado que está atrás das professoras. Na mão, ele tinha escopeta calibre 12 para balas de borracha. Na cintura, aparentemente uma pistola 380, que usa no dia-a-dia de trabalho.
professores do paraná e soldado
Além disso, muitos dos policiais, que estavam dentro da Assembleia Legislativa na hora da votação, portavam uma submetralhadora.
“Portar armas de fogo em manifestações é um perigo a mais”, atenta Mário Sérgio. “O soldado é um ser humano. Na hora da pressão, pode acabar atirando.”
Ele observa: “90% dos professores da rede pública do Estado do Paraná são mulheres. E a mulher tem mais o espírito de cuidar. Não é uma categoria que vai atropelando o outro. Ao contrário. Se a categoria tivesse mais homens, o massacre teria sido maior”.
“Na verdade, não foram as bombas e balas que me assustaram”, conclui José Cândido. “O que mais ainda me assusta é que os policiais não demonstraram qualquer compaixão, qualquer senso de humanidade.”
Vergonha nacional. A excessiva violência do governo Richa no fatídico 29 de abril maculou a história do Paraná e do Brasil inteiro, como bem observaram os professores da USP num abaixo-assinado em solidariedade “com os todos os professores, funcionários e estudantes em luta”.
paraná pacotaço 1-001Paraná pacotaço 2Abaixo dois trechos do vídeo de quase duas horas gravado pelo professor José Cândido de Moraes. A íntegra será entregue ao Ministério Público estadual.
Vídeo da  Abridor de Latas Comunicação Sindical, sugerido por Larissa e Guilherme Mikami, no Facebook
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Jorge André Irion Jobim: O ALARMANTE USO DE AGROTÓXICOS NO BRASIL ATINGE 70...

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O ALARMANTE USO DE AGROTÓXICOS NO BRASIL ATINGE 70% DOS ALIMENTOS

Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). "Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes", disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A reportagem é de Marina Rossi, publicada pelo jornal El País, 30-04-2015.

Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa.

Segundo o Dossiê Abrasco - um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. "Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas", diz Friederich.

De acordo com ela, mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas.

O uso dessas substâncias está altamente associado à incidência de doenças como o câncer e outras genéticas. Por causa da gravidade do problema, na semana passada, o Ministério Público Federal enviou um documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendando que seja concluída com urgência a reavaliação toxicológica de uma substância chamada glifosato e que a agência determine o banimento desse herbicida no mercado nacional.

Essa mesma substância acaba de ser associada ao surgimento de câncer, segundo um estudo publicado em março deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) juntamente com o Inca e a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC). Ao mesmo tempo, o glifosato foi o ingrediente mais vendido em 2013 segundo os dados mais recentes do Ibama.

Em resposta ao pedido do Ministério Público, a Anvisa diz que em 2008 já havia determinado a reavaliação do uso do glifosato e outras substâncias, impulsionada pelas pesquisas que as associam à incidência de doenças na população. Em nota, a Agência diz que naquele ano firmou um contrato com a Fiocruz para elaborar as notas técnicas para cada um dos ingredientes - 14, no total. A partir dessas notas, foi estabelecida uma ordem de análise dos ingredientes "de acordo com os indícios de toxicidade apontados pela Fiocruz e conforme a capacidade técnica da Agência".

Enquanto isso, essas substâncias são vendidas e usadas livremente no Brasil. O 24D, por exemplo, é um dos ingredientes do chamado 'agente laranja', que foi pulverizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, e que deixou sequelas em uma geração de crianças que, ainda hoje, nascem deformadas, sem braços e pernas. Essa substância tem seu uso permitido no Brasil e está sendo reavaliada pela Anvisa desde 2006. Ou seja, faz quase dez anos que ela está em análise inconclusa.

O que a Justiça pede é que os ingredientes que estejam sendo revistos tenham o seu uso e comércio suspensos até que os estudos sejam concluídos. Mas, embora comprovadamente perigosos, existe uma barreira forte que protege a suspensão do uso dessas substâncias no Brasil. "O apelo econômico no Brasil é muito grande", diz Friedrich. "Há uma pressão muito forte da bancada ruralista e da indústria do agrotóxico também". Fontes no Ministério Público disseram que, ainda que a Justiça determine a suspensão desses ingredientes, eles só saem de circulação depois que os fabricantes esgotam os estoques.

O consumo de alimentos orgânicos, que não levam nenhum tipo de agrotóxico em seu cultivo, é uma alternativa para se proteger dos agrotóxicos. Porém, ela ainda é pouco acessível à maioria da população. Em média 30% mais caros, esses alimentos não estão disponíveis em todos os lugares.

O produtor Rodrigo Valdetaro Bittencourt explica que o maior obstáculo para o cultivo desses alimentos livres de agrotóxicos é encontrar mão de obra. "Não é preciso nenhum maquinário ou acessórios caros, mas é preciso ter gente para mexer na terra", diz. Ele cultiva verduras e legumes em seu sítio em Juquitiba, na Grande São Paulo, com o irmão e a mãe. Segundo ele, vale a pena gastar um pouco mais para comprar esses alimentos, principalmente pelos ganhos em saúde. "O que você gasta a mais com os orgânicos, você vai economizar na farmácia em remédios", diz.

Para ele, porém, a popularização desses alimentos e a acessibilidade ainda levarão uns 20 anos de briga para se equiparar aos produtos produzidos hoje com agrotóxico.

Bittencourt vende seus alimentos ao lado de outras três barracas no Largo da Batata, zona oeste da cidade, às quartas-feiras. Para participar desse tipo de feira, é preciso se inscrever junto à Prefeitura e apresentar todas as documentações necessárias que comprovem a origem do produto.

Segundo Bittencourt, há uma fiscalização, que esporadicamente aparece nas feiras para se certificar que os produtos de fato são orgânicos.

No mês passado, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) sancionou uma lei que obriga o uso de produtos orgânicos ou de base agroecológica nas merendas das escolas municipais. A nova norma, porém, não tem prazo para ser implementada e nem determina o percentual que esses alimentos devem obedecer.

Segundo um levantamento da Anvisa, o pimentão é a hortaliça mais contaminada por agrotóxicos (segundo a Agência, 92% pimentões estudados estavam contaminados), seguido do morango (63%), pepino (57%), alface (54%), cenoura (49%), abacaxi (32%), beterraba (32%) e mamão (30%). Há diversos estudos que apontam que alguma substâncias estão presentes, inclusive, no leite materno.

No ano passado, a pesquisadora norte-americana Stephanie Seneff, do MIT, apresentou um estudo anunciando mais um dado alarmante: "Até 2025, uma a cada duas crianças nascerá autista", disse ela, que fez uma correlação entre o Roundup, o herbicida da Monsanto feito a base do glifosato, e o estímulo do surgimento de casos de autismo. O glifosato, além de ser usado como herbicida no Brasil, também é uma das substâncias oficialmente usadas pelo governo norte-americano no Plano Colômbia, que há 15 anos destina-se a combater as plantações de coca e maconha na Colômbia.

Em nota, a Anvisa afirmou que aguarda a publicação oficial do estudo realizado pela OMS, Inca e IARC para "determinar a ordem prioritária de análise dos agrotóxicos que demandarem a reavaliação".

Os alimentos mais contaminados pelos agrotóxicos

Em 2010, o mercado brasileiro de agrotóxicos movimentou 7,3 bilhões de dólares e representou 19% do mercado global. Soja, milho, algodão e cana-de-açúcar representam 80% do total de vendas nesse setor.

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), essa é a lista da agricultura que mais consome agrotóxicos:

Soja (40%)
Milho (15%)
Cana-de-açúcar e algodão (10% cada)
Cítricos (7%)
Café, trigo e arroz (3 cada%)
Feijão (2%)
Batata (1%)
Tomate (1%)
Maçã (0,5%)
Banana (0,2%)

As demais culturas consumiram 3,3% do total de 852,8 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nas lavouras brasileiras em 2011.


http://www.ihu.unisinos.br/noticias/542273-o-alarmante-uso-de-agrotoxicos-no-brasil-atinge-70-dos-alimentos

Jorge André Irion Jobim. Advogado de Santa Maria, RS

Jorge André Irion Jobim: O ALARMANTE USO DE AGROTÓXICOS NO BRASIL ATINGE 70...: Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instit...

Altamiro Borges: O harakiri ideológico do PSB

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O harakiri ideológico do PSB

Por Roberto Amaral, em seublog:

Está nas folhas: o Partido Socialista Brasileiro, que tanto lutou para fixar-se no campo da esquerda, vai fundir-se no PPS, a excrescência reacionária da direita. Transformar-se-ão, os dois, no grande satélite do PSDB, e juntos navegarão na nau dos ressentidos.

A que enxovalhamento moral está sendo levado o partido fundado por João Mangabeira em 1947, e reorganizado por Jamil Haddad, Evandro Lins e Silva, Antônio Houaiss e o signatário em 1985!

Em nome de quê?

Já não existe o combativo partido que se opôs a Sarney, a Collor, que fez frente a FFHH e à privataria tucana.

Mas tudo é possível esperar de sua atual direção. Tudo que signifique indignidade ideológica. A direção que, por mero oportunismo, aliou-se a Aécio Neves em 2014, antes havia negociado seu apoio a Ronaldo Caiado em Goiás (na ocasião, o partido foi salvo pela salutar reação de Marina Silva, então candidata a Vice-Presidente da República) e ainda antes havia tentado negociar a sigla com o Júnior do Friboi. Essa mesma gente entregou o partido em Santa Catarina ao clã Bornhausen, no Paraná a Beto Richa (cuja obra está estampada nas manchetes) e acolheu em seus quadros, como deputado federal, o inefável Heráclito Fortes.

A fusão, portanto, é apenas o clímax de um processo de grave decadência ético-ideológica. Uma vertiginosa trajetória de declínio político e renúncia moral, orientada pelo ganhar a qualquer custo. Uma vez mais – e não pela última vez – os fins justificam os meios, ainda que espúrios.

Essa fusão é moralmente inaceitável, é o ponto final do PSB. É o sepultamento, no seu programa, do socialismo, do nacionalismo e da prática de uma política de esquerda. No entanto, é processo natural no PSB de hoje, que nada tem a ver com o PSB de seus fundadores, que nada tem a ver com o PSB de 1990, no qual recebi Miguel Arraes, e nosso ex-presidente só ingressou no PSB porque naquele então éramos um partido do campo da esquerda socialista. O de hoje, esse que vem sendo moldado desde 2014, nada lembra aquele antigo PSB que abrigou Pelópidas da Silveira e Francisco Julião. Esse PSB que se auto-imola não honra a biografia de Luiza Erundina. Hoje, seu representante conspícuo, seu melhor ícone ideológico, é o Pastor Eurico, ventríloquo da direita mais embrutecida. Em breve, o PSB de Arraes será o partido do Sr. Roberto Freire, já anunciado como seu primeiro vice-presidente.

A fusão é, ademais, um brutal erro histórico, embora seja o segundo momento da opção pelo conervadorismo, quando, com a crise do PT e de outras siglas de nosso campo, tinha todas as condições objetivas, de, como sempre defendi, cumprir o papel de estuário da esquerda socialista e democrática. Ao invés de fazer frente à maré conservadora, o PSB optou por a ela aliar-se.

Esse neo-PSB me causa engulhos.

Por tudo isso, por tudo o que foi dito e pelo que ainda precisa ser dito, a fusão é tristemente lógica, pois dá sequência aos vitoriosos esforços de seus dirigentes atuais para jogar a história partidária na lata de lixo e abdicar de seu futuro. Podendo ser o grande leito da esquerda, optou o PSB pelo papel de valhacouto de uma direita espúria. É obra dos que mudam para ganhar, e transformam a política em mero jogo estatístico, ou instrumento de mesquinhas realizações pessoais.

É a miséria da política.

Ora, que esperar de um partido que, ainda se dizendo socialista, vota majoritariamente contra os trabalhadores e consagra a precarização do trabalho? Que esperar de um partido que, dizendo-se socialista, propõe o ensino do criacionismo em nossas escolas?

De uma forma ou de outra, essa fusão abre caminho para novas fusões, de igual forma indignas mas coerentes, e de igual forma lamentáveis, com outros partidos de direita. Por que não fundir-se, por exemplo, com o DEM de Caiado, e o ‘Solidariedade’ do ‘Paulinho da Força’? O qual, aliás, tentou, muitos anos passados, ingressar no PSB, mas teve seu pleito rejeitado por Miguel Arraes. As razões de Arraes para negar-lhe ingresso são hoje, porém, as razões que devem levar os dirigentes adventícios a procurá-lo.

Num ato de dignidade histórico-política (certamente é pedir muito dos atuais dirigentes), o Congresso Extraordinário do PSB, apressadamente convocado, sem nenhuma discussão com as bases, poderia, numa derradeira homenagem a João Mangabeira, Miguel Arraes, Antônio Houaiss, Evandro Lins e Silva e Jamil Haddad, raspar da sigla o ‘S’ de socialismo. Poderia ser apenas ‘P40′, um nada e um número, ou apenas ’40’, como muitos de seus dirigentes atuais pleiteiam, há tempos. Um partido sem projeto, sem ideologia, sem caráter, líquido à espera do recipiente que lhe dará forma, espaço para a traficância ideológica. Mas um partido (se essa designação ainda lhe cabe) apto a crescer estatisticamente nesse deserto moral que ora impera na política brasileira, e no qual sua Nomenklatura atual se refastela e goza.
Altamiro Borges: O harakiri ideológico do PSB: Por Roberto Amaral, em seu blog : Está nas folhas: o Partido Socialista Brasileiro, que tanto lutou para fixar-se no campo da esquerda,...

Palavra Livre - Davis Sena Filho

O negócio é o seguinte: o Brasil está a passar por um processo de profundas mudanças, que vai durar, até se completar, muitos anos, quiçá, décadas. Este processo é o mais complexo, o que gera mais reações e o que mais revolta os “bem-nascidos”, os ricos, os que controlam os meios de produção, aqueles que são chamados de “elites” e fazem parte da plutocracia ou servem a ela, como seus executivos ou nos papéis de servidores públicos de alto escalão e peças-chave dos interesses da burguesia, a exemplo dos delegados aecistas da Polícia Federal, de promotores do Ministério Público e de juízes, principalmente os dos tribunais superiores, como o STF, o TSJ e o TSE, sem generalizar, evidentemente.

Não esqueçamos também que muitos membros da Receita Federal também trabalham em prol dos interesses do grande empresariado, de partidos conservadores e de oposição, como o é, sem sombra de dúvida, o PSDB, partido que jogou ainda na década de 1990 a social democracia no lixo e que há mais de 20 anos é o legítimo representante da sociedade de classes imposta por um sistema de capitais que favorece apenas 1% da população, casta esta que tem o apoio, inacreditavelmente, de coxinhas de classe média, que, lamentavelmente, repetem e repercutem como papagaios de piratas os valores e os princípios de uma burguesia cujos princípios se resume a um só: explorar ao máximo a classe trabalhadora e resolver os antagonismos e conflitos sociais com os porretes das polícias e da imprensa de mercado, em forma de manchetes, manipulações e mentiras.

Sabedora de que os tempos são outros, a grande burguesia, que integra o establishment em termos mundiais, percebeu que somente por intermédio dos partidos de direita não conseguiria combater um partido do tamanho e força do PT, histórico, socialmente orgânico, ligado umbilicalmente à classe trabalhadora, cujo líder é um político carismático, de esquerda, trabalhista e socialista. Tudo o que a direita historicamente escravocrata e violenta deste País detesta, e, por sua vez combate, sem trégua, os políticos e os partidos populares que conquistaram o poder central desde quando o estadista Getúlio Vargas “apeou do cavalo” a República Velha, por meio da Revolução de 1930.   

O PT, ao conquistar o poder, com disposição para fazer as reformas necessárias para que o povo brasileiro tenha acesso a uma vida de melhor qualidade e o Brasil se desenvolva sua economia, em setores como infraestrutura, saúde e educação, mexeu em um vespeiro sem tamanho e com poder para tentar todo tipo de golpes baixos, inclusive apostar na “intervenção militar”, um eufemismo hipócrita e barato para se tentar um golpe militar e utilizado, de forma cínica, pelos coxinhas fascistas que andaram a perambular, ridiculamente, as ruas das capitais deste País, porque, seis meses após as eleições presidenciais vencidas pela quarta vez consecutiva pelo PT, políticos derrotados, como o tucano Aécio Neves, juntamente com seus aliados exemplificados nos partidos de oposição, nas mídias de mercado e em setores públicos, como o MP e o Judiciário, ainda não conseguiram digerir a derrota.


Enquanto isto, o Governo Trabalhista de Dilma Rousseff luta para não ficar parado e ter seu programa de governo engessado por uma direita que se recusa, terminantemente, aceitar um Brasil democrático, justo, que inclua as pessoas ao invés de excluí-las, como sempre se fez desde quando os portugueses aportaram em Porto Seguro, na Bahia. Lula e Dilma apenas estão a dar sequência ao que foi interrompido, abruptamente e violentamente, em 1964, quando as “elites” brasileiras traíram a Pátria brasileira ao se aliar aos Estados Unidos para derrubar João Goulart, do PTB, um presidente constitucional, eleito legalmente, com maioria de votos, inclusive com mais votos do que Jânio Quadros, que renunciou.

Naqueles tempos os candidatos a vice-presidente eram eleitos pelo voto direto. Jango também teve mais votos do que Juscelino Kubitschek, em 1955, seu colega de chapa, mais conservador politicamente. Fatos esses indiscutivelmente históricos e que, sobretudo, evidenciam que a esquerda e os trabalhistas quando tem em seus quadros líderes nacionalistas compromissados com o Brasil e seu povo, torna-se quase que eleitoralmente invencível. Ponto. E por quê? Porque não tem como a maioria da população brasileira, que pertence às classes populares, não diferenciar, não perceber quando um político é ligado aos seus interesses do que aquele candidato que visivelmente é compromissado com a banca, ou seja, com os interesses da burguesia, das classes privilegiadas e dos poderosos conglomerados econômico-financeiros nacionais e internacionais.

E é exatamente esta realidade que acontece quando políticos nacionalistas e que tentam distribuir renda e riqueza experimentam, a seguir: tentativas de impeachment; golpes jurídicos; golpes de estado; ataques diuturnos por intermédio de manchetes e matérias da imprensa empresarial e alienígena dos magnatas bilionários; seletividade lamentável, criminosa e nada republicana da PF, da Justiça e do MP, quando se trata de fazer o “jogo” da oposição burguesa, ao apurar, investigar, denunciar, julgar e punir com prisão apenas os membros de governos trabalhistas e populares, porque o que está realmente em jogo é a permanência do Brasil como um País atrasado e que atende somente às demandas da Casa Grande ou a continuidade dos avanços sociais, econômicos e financeiros, conquistados pelos cidadãos brasileiros nos últimos 12 anos.

Não se trata meramente de conquistas aleatórias, porque elas tiveram seu início, efetivamente, no já longínquo ano de 1930 e continuaram a ser realizadas e concretizadas até 1954, quando o trabalhista Getúlio Vargas se matou com um tiro no coração. O tiro que adiou por dez anos o golpe militar, que ocorreu em 1964, com o propósito de estancar os avanços sociais e econômicos que já estavam a acontecer. Após a tomada do País pelos militares e empresários, o Brasil ficou à mercê dos ditames casuísticos e vampirescos do mercado por longos 38 anos, quando o trabalhista e socialista Luiz Inácio Lula da Silva conquistou, por intermédio do PT e de seus aliados, a Presidência da República.

O cargo mais alto e importante do Brasil voltou a ser ocupado por um presidente popular, mais do que popular, por um mandatário saído, realmente, do ventre do povo brasileiro, que é muito melhor, muito maior e incomparavelmente mais chique e corajoso do que a burguesia e a pequena burguesia (coxinhas) juntas, de modos e matreirices bregas e mequetrefes, rastaqueras e violentos, além de entreguistas, racistas e classistas, porque, irremediavelmente, sectários e patrimonialistas, subservientes e subalternos, pois traidores da Pátria, bem como portadores de inenarráveis e incomensuráveis complexos de vira-latas.

A resumir: as “elites” que a burguesia e o establishment norte-americano e europeu não querem se transformar jamais, porque apesar de ideologicamente reacionárias, ao menos são nacionalistas e historicamente lutaram pelo desenvolvimento de seus países e povos. Coisa que não acontece com a medíocre e incompetente Casa Grande tupiniquim, pois simplesmente, mas, com efeito, ela nunca pensou o Brasil e jamais vai pensá-lo, porque sua alma é escravocrata, mesquinha e predadora. Coitado do País que possui em suas terras uma classe dominante tão medíocre e irresponsável como a brasileira.  

Os donos do status quo, que não sonham e que secularmente tentam diminuir a amplidão dos sonhos daqueles que lutam por um Brasil mais democrático e com inclusão por meio de justiça social. Engana-se aquele que pensa que a evolução dos povos e das sociedades possa ser cristalizada ou congelada. Tentar barrá-la é antinatural e não convém à natureza dos seres vivos que formam o conjunto da humanidade. Quem pensa dessa forma rasa, mesquinha e que destoa, inapelavelmente, da verdade histórica da humanidade, está a dar um tiro no próprio pé. Por isto, vos direi: a retomada do poder por políticos e lideranças trabalhistas e esquerdistas significa a evolução da sociedade brasileira, que há mais de 12 anos elege governantes compromissados com o desenvolvimentismo, teoria e prática efetivada por políticos, economistas, administradores e pensadores que acreditam que as necessidades e as demandas humanas estão acima dos números e dos índices tão vergonhosamente colocados acima dos sonhos e das expectativas humanas pelos neoliberais, os fanáticos e fundamentalistas do mercado, os monetaristas senhores da guerra, em todas suas estúpidas formas e ações, bem como aqueles que tem como princípio moral e ideológico o péssimo, mas sábio adágio popular, que resume de forma simples e inteligente o que essa gente, sem eira nem beira, realmente pensa, apesar de suas mirabolantes “fórmulas” para enganar os trouxas, os afoitos, os desinformados, os apressados e os coxinhas: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.

Por tudo isto e por causa disto, o sapiente povo brasileiro, mesmo se não conhecer a fundo a história deste poderoso País de língua portuguesa, sabe o que faz quando escolhe suas opções. E por quê? Porque este povo varonil, como afirma o hino, conhece profundamente as suas dores e as dificuldades pelos quais passou e vai passar. Por causa deste motivo, e somente isto basta, porque é tudo, que a direita não consegue vencer as eleições presidenciais, mesmo a ser dona de uma parafernália midiática agressiva, manipuladora e mentirosa, uma verdadeira máquina de moer reputações e destruir, sem trégua, aqueles que ela considera seus inimigos econômicos e políticos.

A burguesia e seus cupinchas replicadores de suas ideias e valores viciados e distorcidos compreendem a situação e estão desesperados, porque Lula, se estiver bem de saúde, vai concorrer às eleições de 2018. E o povo, como afirmei anteriormente, sabe onde o calo aperta e dói. Sem conhecer com detalhes a história do Brasil, por sua vez compreende que Lula e Dilma são os herdeiros dos legados dos governos Getúlio e Jango, ou seja, voltados aos interesses da Nação, da luta por sua independência e emancipação definitiva do povo, que é o sonho maior de todo brasileiro democrata, nacionalista e humanista, disposto a cortar as amarras, e, com efeito, lutar em prol do desenvolvimento total do Brasil, um País violento e vítima das desigualdades sociais e regionais.

De forma alguma se deve permitir que a agenda direitista, que aposta no atraso e no retrocesso, seja vitoriosa, e, consequentemente, imponha um projeto neoliberal, que se mostrou, em âmbito mundial, um fracasso retumbante, porque propõe e, o pior, efetiva a concentração de renda e riqueza, bem como vincula e subordina a diplomacia e o comércio exterior brasileiro aos interesses estrangeiros. Entretanto, os governos trabalhistas, do PT, tem lutado para que haja mais justiça social no Brasil. É o que está a ser feito. A duras penas, devagar, mas de forma sistemática e consistente. E é exatamente esse processo que a direita quer parar, custe o que custar. É o seu infame papel histórico.

Contudo, certos setores da esquerda ainda não tiveram a compreensão e a dimensão do que os governos trabalhistas estão a enfrentar. Se alguns a tiveram, é porque, de livre escolha, pularam o muro e resolveram, muitos deles até sem querer, aliar-se ao outro lado, o lado da reação conservadora. O “sem querer” não reflete os casos, por exemplo, de Marta Suplicy e do falecido Eduardo Campos, que, deliberadamente, fizeram, sendo que ela está a fazer o jogo da direita. Vaidade, picada de mosca azul e ambição desmedida, que colocaram em risco a eleição de uma presidenta compromissada com o desenvolvimento do Brasil, como Dilma, bem como denota a fogueira das vaidades, o inconformismo e o rancor de uma política petista que retorna para o berço da burguesia e atrai os votos de uma esquerda cor de rosa, desencantada com os tucanos e que na verdade sonha com a social democracia e não com o socialismo científico e real.

Penso no socialismo democrático, porque os tempos de hoje não comportam o socialismo iniciado na segunda década do século passado. Entretanto, o socialismo mantém sua essência, que é exemplificada na luta constante e sistemática por uma sociedade que inclua, onde a renda e a riqueza sejam divididas de forma mais equânime, e que a Judiciário, seguramente um dos pilares de qualquer democracia e nação, deixe de ser um braço da burguesia brasileira e passe a ser um poder da República que atenda aos anseios e à fome de justiça do povo brasileiro, fato este que, irrefragavelmente, não ocorre.

A luta política e pelo poder se dá nesse campo, porque o Executivo e o Legislativo, apesar de suas falhas e defeitos, são poderes abertos, já democratizados, expostos ao público, alvos de críticas e que cortam na carne quando necessário se faz afastar algum membro que “pisou na bola”. É o que não acontece com o Judiciário e seus juízes, que querem, nitidamente, transformar o Brasil em uma “República de Toga”, juntamente com procuradores e promotores vaidosos e muitos deles irresponsáveis, que estão, sem sombra de dúvidas, a partidarizar o MP e a ideologizar suas ações e a criminalizar a política. É o fim da picada. E quem vai processar essa gente, que, atrevidamente e ousadamente, quer combater um governo eleito pelo voto popular? Um governo cuja presidenta está a pôr na cadeia, por intermédio das investigações e repressões da PF, os ladrões de colarinhos brancos do dinheiro público.

As eleições de 2014 provaram e comprovaram que procuradores, policiais e juízes resolveram desfilar na passarela da política de saltos altos sob as luzes da ribalta. Seria cômico e surreal se não fosse trágico. E quem vai parar essa gente que trabalha como um justiceiro de máscara de filmes de heróis e vilões? Quem? Respondo: os órgãos de controle dessas instituições, que não devem jamais tergiversar sobre o que está escrito na Lei Magna e em seus estatutos corporativos, porque maior do que os homens e as mulheres componentes dessas instituições republicanas é a sociedade, ou seja, o povo brasileiro, único soberano, porque é dele que emana o poder. Ponto.  

Todavia, o socialismo não acabou, como pregam os lorpas e os pascácios da direita partidária e midiática, ideologicamente e intelectualmente sofríveis, porque não compreendem nem o que é o liberalismo e o neoliberalismo econômico, que nos países mais avançados sempre preservaram a educação de boa qualidade, equacionaram com maior sensatez a renda, os salários e primaram pela lógica de que bons empregos e melhores condições de trabalho vão permitir, como permitiram, o desenvolvimento de seus negócios e, consequentemente, o desenvolvimento de seus países, o que redunda em um sentimento coletivo de satisfação e paz social.

E é o que o PT tem feito, mesmo a ser de esquerda, porque a lógica dos socialistas democráticos e dos trabalhistas é melhorar as condições de vida da população e favorecer o desenvolvimento, por meio do fortalecimento do comércio interno, de investimentos estrangeiros que agregam valores e conhecimentos e das relações comerciais ampliadas, como fez Lula, político estadista, em parceria com o grande Celso Amorim, chanceler que compreendeu que o mundo mudou com o advento da derrubada das torres gêmeas nos Estados Unidos e com a crise econômica de 2008, que até hoje não foi debelada e que prejudica, e muito, os povos dos países considerados desenvolvidos.

A direita — a burguesia brasileira — é burra, porque nunca colocou em prática o que fez a direita dos países mais avançados. A Casa Grande desta Nação brasileira é pária, subalterna, subserviente e eternamente periférica. Sente-se satisfeita com as sobras dos países ricos e, para manter o status quo, reprime e rouba seu próprio povo, além de se aliar, desavergonhadamente, com os interesses da “gringada”, que ela tanto admira, ao ponto de sempre quando tem oportunidade tenta “abraçar o Mickey para dar uma de pateta”, enquanto o rato rouba-lhe a carteira. E ela ri e não reage, porque inexiste em nossa burguesia fibra e vergonha na cara. Comporta-se com intolerância e perversidade com os mais fracos e pobres. Por sua vez, abre as pernas para os ricos, ainda mais quando o rico é estrangeiro, de preferência dos Estados Unidos ou Inglaterra.

É uma lástima a direita, pária e apátrida, porque não racionaliza o porquê de pensar o Brasil. Por não racionalizar, nunca teve projeto para o País  e não gosta de seu povo inteligente e trabalhador, ao tempo que adora ganhar bilhões e explorar até a último suor aquele que é responsável maior pelos seus lucros exorbitantes: os brasileiros. Esta falta de visão e discernimento, só que de outro jeito e maneira, atinge também certos setores da esquerda, que se bandearam para o campo conservador, inclusive nas crises precedentes à morte de Getúlio Vargas e que se repetiram no Governo de Jango. O Partido Comunista, por exemplo, além de outras siglas de esquerda, combateram Getúlio ferrenhamente, caso similar ao que fez o PSOL, o PSTU e por fim o PSB.

Não perceberam que se alinhar às vozes da direita por causa de doutrinas e de espaços por poder é o caminho para o túmulo de governos populares, trabalhistas ou de esquerda, conforme o caso de cada presidente. É tudo o que a direita quer. E quando ela consegue seus objetivos, a primeira coisa que os direitistas fazem é perseguir, cassar, exilar, torturar e até mesmo matar seus adversários esquerdistas, inclusive aqueles “tontos” que com os reacionários compartilharam o combate aos governantes trabalhistas que chegaram ao poder.


O gaúcho Luís Carlos Prestes, o comunista mais notório da história do Brasil, disse uma vez, no tempo em que ele deu apoio ao PDT de Leonel Brizola, que muitos anos depois ele percebeu essas tolices da esquerda quando se divide e faz coro, inadvertidamente, com a direita. O PT tem projeto de País. A verdadeira direita sabe disso. Por causa disto é que o Partido dos Trabalhadores é tão combatido. É isso aí.
Palavra Livre - Davis Sena Filho

A educação libertadora - COMUNICA TUDO

Corria o ano de 1794. Um jovem professor, debruçado sob a luz da vela, escrevia sem parar. Redigia o documento que ficou conhecido como as “reflexões sobre o estado atual da escola”. Com esse texto ele acreditava poder mudar toda a política de educação pública da sua cidade, Caracas. Era um desses educadores que amava demais o ofício de ensinar e, por isso, queria melhorar a escola pública que nascia, finalmente, atendendo aos filhos de camponeses e comerciantes pobres. Naqueles dias, só os pobres iam para a escola pública. Os filhos da elite tinham preceptores. Já os negros, índios e pardos nem à escola podiam ir, a eles o que estava reservado era a instrução fortuita, nas barbearias, quando alguma boa alma se prestava a ensinar as primeiras letras. E as escolas públicas eram poucas e ruins.
Simón Rodríguez era o jovem professor. Ele acreditava que para ensinar as primeiras ideias sobre qualquer coisa era preciso cuidado e delicadeza e isso não podia ser feito assim por qualquer um e de qualquer jeito. Era necessários que às crianças fossem colocados à disposição professores muito bem formados e bem pagos, porque seriam eles os que forjariam as mentes e os corações de um novo tempo que se avizinhava.O documento escrito por Simón era longo e analítico. Ele colocava todos os problemas que via na educação pública e apontava caminhos novos. Primeiro: as escolas deviam ser bonitas, espaçosas e limpas. Deviam ter móveis condizentes com a comodidade para os estudantes. Os alunos deviam estar na escola de manhã e à tarde, aprendendo não só as primeiras letras, mas também trabalhos manuais para que pudessem aprender um ofício. Quanto aos professores, esses deveriam receber pelas aulas que davam e pela preparação das mesmas. “Nenhum emprego que exige a atenção de um homem se dota com escassez. Um professor, para além da penosa tarefa que leva, investe todas as horas do dia no desempenho do seu ministério”.
E Simón ainda insistia, falando sobre o trabalho do professor: “Considere-se que os professores desempenham uma tarefa extraordinária e, com ela, prestam um particular serviço à deus, ao rei, à pátria e ao estado, e não seria necessário mais nenhuma razão para que lhes fosse assegurada um recompensa proporcional ao seu mérito”.
Não bastasse toda a sua preocupação com o vencimento justo de um professor Simón ainda defendia que eles deveriam ter boa formação e que ela deveria ser continuada, para garantir que os maestros estivessem sempre “al tanto” de tudo que era necessário ensinar. Para finalizar ainda aponta a necessidade de que as escolas públicas se abrissem também para os negros, índios e pardos. Uma heresia.
E foi essa terna figura de Simón Rodríguez, escrevendo avidamente sob a luz da vela, que assomou – 221 anos depois  – no lusco fusco da Assembleia Legislativa de Santa Catarina quando vi diversos professores preparando as camas para passar mais uma noite, na ocupação da casa que deveria ser do povo, em função da greve que vivem desde o dia+ 25 de março. Professores que estão em luta por salário digno e por uma escola de qualidade, tal qual Simón naqueles turbulentos dias do final do século 18.
O documento histórico escrito naquele 1794, que Simón acreditava iria revolucionar a educação, não mereceu qualquer comentário por parte das autoridades de Caracas. Ninguém entre as autoridades escolares e municipais queria que a educação fosse acessível aos negros e pobres. Ninguém deu a menor pelota para a proposta de um salário digno, condizente com o trabalho realizado e muito menos alguém ficou preocupado com que os pobres recebessem ensino de qualidade por professores bem preparados. As folhas escritas com tanto zelo foram parar no lixo. E a vida seguiu seu curso. Simón, indignado, pediu demissão do cargo e saiu da Venezuela, jurando nunca mais voltar. Dedicou toda sua vida a plantar escolas na América Central, nos Estados Unidos, na Europa e depois, na América livre dos espanhóis. Morreu com mais de 80 anos, completamente só, com as pessoas do povoado – onde estava agonizando depois de um naufrágio – proibidas de lhe levar comida, porque ele era considerado um perigoso herege.
Esse tem sido o destino daqueles que querem mudar a escola, garantindo uma educação de verdade para os filhos do povo. Ou são destruídos fisicamente ou imputam a eles os adjetivos mais vexatórios: baderneiros, perturbadores da ordem, vagabundos, subversivos e outros tantos sinônimos. Assim como na Caracas de Simón Rodríguez, nas cidades, nos estados e nos países de quase todo o mundo conhecido, as autoridades seguem pouco se importando com a qualidade do ensino que é dado aos que não podem pagar por preceptores de luxo. Aos filhos do povo dá-se o mínimo. Basta que possam ter alguma ideia sobre matemática, geografia, historia, regras gramaticais e que sejam criadas as mínimas condições cognitivas para que possam obedecer – compreendendo – as normas que lhes serão impostas como trabalhadores nos lugares onde forem desenvolver alguma atividade. Nada de boas escolas, móveis confortáveis, professores de qualidade – bem pagos – nem delicadezas ou cuidados.
Não é sem razão que os professores estejam sistematicamente realizando greves. Esses movimentos de luta são as formas coletivas que eles encontram para fazer aquilo que Simón fez no longínquo 1794:  uma boa análise da escola e propostas para que ela seja melhor. No mundo de hoje bater o pó das sandálias e partir já não é solução. Há que resistir na escola e fazer o impossível para que aqueles meninos e meninas possam ter muito mais do que o mínimo. Para que aprendam a ler o mundo, além das letras. Porque eles sabem, como sabia Simón e nosso grande Paulo Freire, que quem aprende a ler o mundo também é capaz de transformá-lo.
Assim que fica bastante fácil entender porque os professores precisam fazer greves e porque são atacados violentamente como o foram, na semana passada, no Paraná, ou deixados para morrer a míngua, como faz o governador Raimundo Colombo em nosso estado, cortando-lhes, inclusive, o salário. É preciso derrotar esses educadores que ultrapassam o senso comum de que é preciso dar o mínimo aos pobres. Esses que marcham, que enfrentam a polícia e que resistem são os que querem oferecer os melhores frutos, os que querem ensinar a ler o mundo. Logo, são perigosos, desestabilizam a ordem das coisas, tão bem organizadinhas desde longos tempo.
É por isso que nos movimentos de greve existem os que não aderem, os que se recusam a caminhar com os hereges. Porque pessoas há que aceitam essa regra cruel, de oferecer um arremedo de ensino. Assim como também há os que acreditam que as coisas tem de ser assim mesmo. Há os ricos, que tudo tem, e há os pobres, que precisam aceitar o seu lugar. Então, ficam, comodamente, nos seus lugares, reproduzindo a maça podre.
A batalha da educação é mais uma frente da velha luta de classe. Defender ensino de qualidade para os que estudam em escola pública é também defender uma outra sociedade, na qual as oportunidades sejam mesmo iguais para todos. Aceitar a escola como ela é acaba sendo uma adesão à mentira. A boa e velha enganação de que todos têm as mesmas oportunidades e que só não se dá bem quem não quer.
Por isso me enternecem esses educadores que estão ali, deitados, no chão da Assembleia. Porque sei, que cada um deles carrega no peito aquela chama que tinha Simón. Lutam por seus salários sim, por vencimentos dignos do trabalho que realizam, mas também lutam para que a educação seja de fato libertadora. Porque uma educação de qualidade começa nos pequenos detalhes como apontava Simón: a escola bonita, a cadeira confortável, os materiais necessários e professores qualificados e bem pagos.
As autoridades de Caracas não deram bola para Simón, bem como as de hoje ignoram as batalhas dos professores. Mas, pouco a pouco – o tempo da história é largo – as coisas mudam. Ou devagar, no compasso do pinga-pinga, ou abruptamente, numa revolução. O fato é que as coisas mudam e quando isso acontece é porque houve gente como esses educadores que hoje estão em luta. Muitas vezes, mesmo sem saber, eles estão pavimentando o difícil e longo caminho da consciência de classe.
Esses valentes que resistem hoje já são vencedores. Furaram a bolha da mediocridade e avançam.

(Por Elaine Tavares. Fotos: Rubens Lopes (professores acampados na AL de Santa Catarina)


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Mídia pede a cabeça de Francischini para salvar Beto Richa

Principais jornais do Brasil responsabilizam exclusivamente Fernando Francischini, secretário de Segurança Pública do Paraná, pela truculência da Polícia Militar que deixou mais de 200 professores e servidores feridos no último 29 de abril. Intenção é tirar o foco do governador Beto Richa (PSDB)

beto richa Francischini
O governador Beto Richa (PSDB-PR) e seu secretário de segurança Fernando Francischini (Foto: Antonio Costa/ANPr)
Desde a manhã de ontem (3) trama-se no Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, a queda do secretário da Segurança Pública, Fernando Francischini, o Batman, apontado como responsável pelo massacre contra os professores no último dia 29 de abril.
O jornal O Estado de S. Pauloo Estadão, edição desta segunda-feira (4), coloca Francischini na “corda bamba” ao responsabilizá-lo pelos excessos da Polícia Militar na semana passada. A reportagem cita o deputado federal Valdir Rossoni, presidente regional do PSDB, como porta-voz do governador Beto Richa (PSDB) para o pedido de demissão do Batman.
“Francischini está deitado no caixão, com algodão no nariz. A demissão é questão de horas. É o método Beto Richa de exonerar auxiliares”, avaliou para o Blog do Esmael um deputado governista.
O jornal Folha de S. Paulotambém edição de hoje, imputa a culpa do massacre a Francischini, mas exime o governador do PSDB de qualquer responsabilidade pela violência policial contra os professores.
Entretanto, o jornalista Ricardo Noblat, d’O Globo, faz leitura diferente em seu blog. Aponta o governador Beto Richa como culpado pelo massacre. Ele cita os apelos do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que o tucano parasse de atirar bombas contra os professores.
Resta saber: Francischini, responsável ou não, assumirá a bronca sozinho ou vai arrastar junto o mandante do massacre contra os professores?
Ministério Público
O Ministério Público fez recomendações expressas ao governador Beto Richa (PSDB), ao Secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini, e ao Comando da Polícia Militar, no dia 29 de abril, sobre o que não deveriam fazer durante as manifestações, sob risco de responsabilização desses agentes públicos.
As recomendações, que podem ser lidas integralmente em arquivo disponibilizado no site do Ministério Público, foram completamente ignoradas.
Ministério Público e Blog do Esmael
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Mídia pede a cabeça de Francischini para salvar Beto Richa

Paulo Betti denuncia homofobia do escritor Roberto DaMatta

REVELANDO O ESTOFO DE UM CANALHA



Ator Paulo Betti conta que foi "agredido verbalmente e com muita violência" pelo famoso escritor e colunista de O Globo, Roberto DaMatta, apenas por ter interpretado um personagem gay em uma novela

paulo betti homofobia roberto damatta
O escritor e antropólogo Roberto DaMatta (esq) e o ator Paulo Betti (Imagem: Pragmatismo Político)
Paulo Betti usou seu Facebook para disparar contra o famoso escritor e antropólogo Roberto DaMatta. O ator, que se orgulhava de não ter sido ofendido enquanto interpretava um personagem gay na novela global “Império”, acabou revelando em entrevista a uma rádio carioca que houve uma exceção. A entrevista repercutiu e o ator decidiu se pronunciar através da rede social.
De acordo com Betti, DaMatta o agrediu verbalmente e “com muita violência”, na frente da própria esposa, e falou “barbaridades” sobre personagens gays em novelas.
Betti terminou o depoimento manifestando-se contra a homofobia: “Não direi as palavras pronunciadas em respeito aos meus amigos do Facebook, mas faço esse breve depoimento em nome da verdade e do respeito que os gays merecem. Contra a homofobia e sabendo mais sobre Roberto DaMatta”.
Em resposta a uma seguidora, que saiu em defesa do sociólogo e antropólogo, o ator lançou uma pergunta: “Por que pessoas extraordinárias não podem ser preconceituosas?”.
Leia abaixo a íntegra de seu relato, publicado no Facebook:
Amigos, relutei em escrever aqui o que aconteceu comigo, mas como envolve pessoa pública, achei que seria relevante : perguntado por uma ouvinte num programa da MPB fm, se fui agredido por ter feito o personagem gay Teo Pereira, na novela Imperio, de Aguinaldo Silva, eu já me preparava pra responder que não, tal a quantidade de carinho que recebo pelas ruas, quando me lembrei de um fato recente e não pude mentir pra ouvinte que me perguntou e para os ouvintes e disse no ar: fui agredido sim, verbalmente e com muita violencia, pelo famoso sociólogo Roberto da Mata, professor e escritor, que na frente da própria esposa, me falou barbaridades contra personagens gays em novelas, não direi as palavras pronunciadas em respeito aos meus amigos do facebook, mas faço esse breve depoimento em nome da verdade e do respeito que os gays merecem. Contra a homofobia e sabendo mais sobre Roberto da Mata.
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Paulo Betti denuncia homofobia do escritor Roberto DaMatta

'Revoltados Online' mentem para difamar professores do Paraná

A página 'Revoltados Online' publicou uma foto falsa para justificar o massacre covarde da Polícia Militar contra os professores do Paraná. A imagem foi apagada após descontentamento dos seus próprios seguidores que reconheceram a desonestidade da publicação

revoltados online mentira facebook professores
A página ‘Revoltados Online’ é uma das coisas mais bizarras que já surgiram no Facebook em todos os tempos. As publicações do grupo fundamentalista estão normalmente embasadas em ódio e a prática de espalhar mentiras nas redes sociais é rotineira.
A página utilizou uma foto de uma manifestação na Turquia em que um policial é agredido no chão e atribuiu o fato aos protestos dos professores do Paraná no último dia 29 de abril. A intenção foi de justificar o massacre promovido pela Polícia Militar contra os civis. A denúncia foi feita pelo leitor Jailton Neves a Pragmatismo Político.
A imagem foi apagada após diversas demonstrações de descontentamento dos próprios seguidores que reconheceram a desonestidade da publicação.
Campanha contra os professores
Em campanha contra os professores do Paraná e em defesa da Polícia Militar comandada pelo governador Beto Richa (PSDB-PR), o ‘Revoltados Online’ chama o movimento dos professores de “marginais disfrçados” e “vagabundos que começaram a briga com a polícia”.
“A PM tem que sentar o BANBU mesmo se for atacada!”, diz outra publicação da página. Os ‘Revoltados’ concordam com Beto Richa e afirmam ainda que os ‘black blocs’ são os vilões da tragédia no Paraná. A defensoria pública do estado já contrariou esta versão aqui.
Insatisfeitos por terem suas mentiras desmascaradas, os ‘Revoltados’ voltaram a tentar justificar os atos de violência que deixaram mais de 200 trabalhadores feridos. Na nova postagem falsa [imagem abaixo], o grupo alega que a tinta que está no “PM machucado” foi lançada por professores usando bexigas. No entanto, a própria Polícia Militar do Estado já admitiu que a tinta é de um artefato utilizado pela PM para identificar/marcar pessoas em uma multidão.
revoltados online página falso
A publicação foi ironizada por internautas. “O valoroso soldado sobreviveu a esse ataque violento, brutal, essa verdadeira tentativa de homicídio?”, questionou um usuário.
“Tá de brincadeira né? Onde está dizendo isso? Vocês realmente acreditam que eles foram atacados com perigosíssimas bexigas?”, escreveu outro.
'Revoltados Online' mentem para difamar professores do Paraná