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terça-feira, 24 de março de 2015

Globo tira do ar vídeo sobre compra de Pasadena | GGN

Globo tira do ar vídeo sobre compra de Pasadena

EXPLOSIVO!
A Globo JÁ PODE SER CASSADA!
Viomundo
Globo tira do ar vídeo de especialista que fala da Petrobras e Pasadena
O VÍDEO QUE A GLOBO ESCONDEU.ESPECIALISTA EM PETRÓLEO TAPA A BOCA DE LEILANE NEUBARTH
do BR29, sugestão de FrancoAtirador
Jean-Paul Prates, consultor na área de petróleo, comenta a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e outras polêmicas que a Petrobras atravessa.
A repórter da GloboNews ainda se esforçou, em vão, para rebater as palavras do especialista em petróleo, que deixou claro que a atual discussão travada em torno de Pasadena é política e que assuntos desta magnitude não podem ser tratados com oportunismo e de modo superficial.
Como a Globo resolveu tirar do ar: aqui (printscreen da página no topo)
Assista a seguir:

Globo tira do ar vídeo sobre compra de Pasadena | GGN

Como dar um basta no jornalismo lixo da TV Globo? - Carta Maior

Como dar um basta no jornalismo lixo da TV Globo?

A Rede Globo perdeu qualquer tipo de responsabilidade jornalística na difusão de seu conteúdo. A Globo é hoje o império da liberdade sem limites.


J. Carlos de Assis

reprodução
Não me proponho contribuir para a quebra da Globo. Seria um desperdício de tecnologia em audiovisual acumulada durante décadas, a qual se tornou um patrimônio nacional de valor incalculável. Quando o senador Crivella agendou uma conversa com João Roberto Marinho na última campanha eleitoral, sugeri a ele que deveria dizer que, se eleito,  se comprometeria a lutar pela consolidação do Rio como capital audiovisual da América Latina e um dos principais centros de produção de arte audiovisual do mundo. O líder seria a Globo, naturalmente, não a Record, cuja base audiovisual é São Paulo.
 
Acontece que os programas de boa qualidade formal da Globo, como as novelas, casos especiais, Globo Repórter, Fátima Bernardes, The Voice (não sei por que não “A Voz”)  e SuperStar funcionam como uma espécie de rede física de esgoto pelo qual flui o material de má qualidade, a saber, o Jornal Nacional e, principalmente, o Jornal da Globo. Vai também junto desse lixo esse monumento à imbecilidade globalizada, o BBB Brasil, que disputa com Faustão o campeonato da idiotice, salvo apenas, no caso de Faustão, pela Dança dos Famosos, para os que tem estômago para tolerar as piadas de mau gosto do apresentador.
 
O lamentável é que os outros canais, como Record, Bandeirantes e SBT, não se aproveitam das falhas estruturais da Globo para lhe ocuparem o espaço jornalístico. Na Band o jornalismo é tão pobre que as notícias dos principais Estados são veiculadas por rádio, sem acompanhamento de imagem. A Record tem a sorte de ter em seus quadros um dos maiores jornalistas do Brasil, Paulo Henrique Amorim, mas também nela falta infraestrutura para o noticiário em geral. Com isso, a Globo nada de braçadas, fixando o padrão de mediocridade que move a maior parte do jornalismo de televisão.
 
Como colunista do Globo, privei durante quase um ano da intimidade de Roberto Marinho, o que me possibilitou conhecer bem algumas de suas facetas. Era um homem simples, sem ideologia, voltado quase exclusivamente para o jornal, não a tevê. É que, de jornal, ele acreditava entender bem – entrou na tipografia e acabou dono -, enquanto a televisão não lhe era familiar, e deixava entregue a José Bonifácio, o Boni, e Walter Clark. Boni e Clark puderam dar uma direção profissional à televisão, sem interferência do dono, enquanto o jornal era estritamente vigiado por ele.
 
Talvez viesse daí a mediocridade do Globo quando comparado com o Jornal do Brasil, por exemplo. Entretanto, mesmo que não fosse um luminar do jornalismo, Roberto Marinho tinha o espírito da notícia. Lamentou várias vezes não ter podido dar o furo do Plano Cruzado porque Sarney lhe pedira reserva. (O curioso nesse episódio é que Sarney não se deu conta de que estava passando informação privilegiada para o maior grupo de comunicação do país num momento crucial da vida econômica brasileira. Na verdade, Sarney temia tanto o grupo Globo que não pensou duas vezes antes de lhe entregar uma ficha valiosa que não foi usada.)
 
O espírito jornalístico de Roberto Marinho não foi transmitido à prole. No caso da televisão, foi totalmente desvirtuado. Como jornal perdeu espaço no mundo da comunicação, a penetração da tevê tornou-se uma arma mortal de difusão ideológica. No Jornal Nacional ela vinha sendo usada com alguma moderação porque os editores, William Bonner à frente, calculavam que os telespectadores são sobretudo de classe média baixa. A partir da última eleição, contudo, com o sistema Globo assumindo papel de militante pró-Aécio, a manipulação ideológica também do noticiário televisivo no horário nobre tornou-se aberta.
 
Como já escrevi anteriormente, o sistema de três feudos e várias satrapias jornalísticas do Globo não tem hoje nenhum controle político. É o campo da liberdade sem limites dos âncoras e apresentadores, no qual atua a lei da selva. Um ensaio iluminado de Norberto Bobbio ensina que os luminares do alvorecer da Idade Moderna não esclareceram bem o que entendiam por liberdade. Alguns, como Locke e Montesquieu, viam a liberdade como o não limite; outros, como Rousseau e Hobbes, como prerrogativa de estabelecer os próprios limites. Os primeiros inspiraram o liberalismo econômico. Os segundos, a democracia.
 
A tevê Globo é hoje o império da liberdade sem limites, do liberalismo econômico que gerou nas quatro últimas décadas o neoliberalismo. Antes, por contraditório que possa parecer, Roberto Marinho lhe dava um caráter democrático. Um dia, na minha época no Globo, entrei na sala dele e lhe expus o que sabia dos rumores de corrupção do Governo Collor. “O que acha que eu devo fazer?”, perguntou ele a mim, que tinha pouco mais de metade de sua idade. “Ponha na televisão”, sugeri. Ele ficou em silêncio alguns segundos para comentar, encerrando a conversa: “É muita responsabilidade...”
 
É essa responsabilidade que a Globo perdeu sob a influência nefasta do grupo Veja. Destruidora do Governo Collor, sem provas – a entrevista que publicou com o irmão de Collor foi um monumento à irresponsabilidade jornalística -, Veja começou a articular suas “revelações” de escândalos, oriundas de espionagem paga, com o noticiário do Jornal Nacional e o Jornal da Globo. Duplamente irresponsáveis, esses dois sistemas de empulhação jornalística estão destruindo o Brasil com  intrigas, e contribuindo para a degradação de todas as instituições brasileiras, Executivo, Legislativo e Judiciário. Chegou o momento do basta.
 
Para destruir Veja, o que se justifica como profilaxia da imprensa brasileira, é muito fácil: basta parar de comprá-la e cancelar as assinaturas. Caso sinta necessidade de revista, compre a Carta Capital como alternativa, com uma linha mais imparcial.
 
No caso da tevê também é fácil. Como queremos preservar as novelas e punir o jornalismo-lixo, vamos fazer o seguinte: no horário do Jornal Nacional e do Jornal da Globo - depois da novela, num caso, e do BBB, do outro -, vamos desligar a televisão ou mudar de canal. Todos os anunciantes da Globo saberão pelas pesquisas que, naquele horário, os aparelhos ou estarão desligados ou ligados em outro canal. (Sugiro que alguém mais competente que eu em matéria de internet arranje um jeito de tornar essa convocação nacional através das redes sociais, começando numa data marcada com antecedência e combinando novas datas até que se torne conhecida alguma providência do sistema Globo em reestruturar profissionalmente seus jornais!)


*Jornalista, economista e professor,  doutor pela Coppe/UFRJ, autor de mais de vinte livros sobre Economia Política, sendo o último “A Razão de Deus”, pela Civilização Brasileira.
 



Créditos da foto: reprodução





Como dar um basta no jornalismo lixo da TV Globo? - Carta Maior

Opera Mundi - Aborto livre: Suécia celebra 40 anos de lei que regulamentou procedimento e pôs fim à clandestinidade

Opera Mundi - Aborto livre: Suécia celebra 40 anos de lei que regulamentou procedimento e pôs fim à clandestinidade

Delator da Lava Jato: 'PSDB, Doutor... exigiu R$ 10 milhões para não ter CPI em 2010' - Carta Maior

Delator da Lava Jato: 'PSDB, Doutor... exigiu R$ 10 milhões para não ter CPI em 2010'

Delator Paulo Roberto Costa detalha as negociações e afirma incisivo: a iniciativa de propor o pagamento de propina partiu do Presidente do PSDB na época.


da Redação

Jefferson Rudy/Agência Senado
A presidência do PSDB, através de seu titular, o senador por Pernambuco, Sergio Guerra, já falecido, exigiu um total de R$ 10 milhões como propina, ao diretor da Petrobras e atual delator da Lava Jato, Paulo Roberto Costa, para sabotar uma CPI que investigaria a Petrobras já em 2010.


A denúncia do delator consta de um vídeo gravado em fevereiro deste ano pela Procuradoria Geral da República e só agora liberado. Ou pelo menos só agora divulgado pela mídia conservadora. Ainda não está claro quem segurou essa filmagem até agora.


Nela, o delator Paulo Roberto Costa, até agora tratado com deferência de estadista pelo colunismo conservador, detalha as negociações e afirma incisivo:  a iniciativa de propor o pagamento da robusta soma em propina partiu do Presidente do PSDB. O dinheiro foi repassado ao partido tucano por meio do empresário lldefonso Colares, da empreiteira Queiroz Galvão -- com sede no mesmo Estado do senador Sergio Guerra, Pernambuco.


"'Serviço realizado; a CPI não foi feita", afirmou Costa.


Irônico, voltando-se para seu advogado, o ex-diretor afirmou:


"PSDB, doutor..."


Segundo Costa, a negociação com a presidênia do PSDB aconteceu em um hotel no Rio de Janeiro.


Um dos focos alegados da CPI abortada era a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, sob investigação do TCU.


Nenhum dos empreiteiros que participaram das obras foi ouvido na comissão.


O delator da Lava Jato afirma desconhecer detalhes de como o dinheiro foi pago ao PSDB, se em caixa dois ou em doações eleitorais oficiais.

Nas eleições de 2010, empresas do grupo Queiroz Galvão doaram um total de R$ 11,6 milhões para o PSDB.

Naquele ano, Sérgio Guerra era o presidente nacional do PSDB. No mesmo ano, a construtora repassou R$ 13,5 milhões a diretórios nacionais e estaduais do PT.

Abaixo, trechos do relato gravado em vídeo pela PGR, do Rio de Janeiro e só agora divulgado.


Paulo Roberto Costa: Eduardo da Fonte pediu para conversar comigo num hotel lá na Barra da Tijuca. Eu já conhecia Eduardo da Fonte, PP, aquele negócio todo. Cheguei lá no hotel, vai no apartamento --acho que era no Sheraton ali da Barra-- vai no apartamento tal. Para surpresa minha, quem que tava no apartamento? Eduardo da Fonte e Sérgio Guerra. Os dois no apartamento...


Procurador: É hotel Sheraton?


Costa: É. Se não me engano era o Sheraton da Barra.


Procurador: É um perto do outro. Era Sheraton e tem um depoimento que era Windsor, é um dos dois, é um perto do hotel, agora tem que checar.


Costa: Muito bem, um do lado do outro.


Procurador: Parece que teve uma reunião no Sheraton e outro no Windsor sobre esse tema?


Costa: Foi mais de uma reunião, mas agora não posso te precisar, acho que foi uma reunião em um hotel e outra em outro. [...] Eduardo da Fonte junto com Sérgio Guerra. Fonte era PP e Sérgio Guerra era PSDB.


Procurador: Era senador?


Costa: Senador e presidente do partido, acho que na época era presidente do partido. [Falou] 'Paulo, nós estamos aqui para discutir um assunto que é interesse da Petrobras e tal, não sei o quê'. [Eu disse] 'Qual é o assunto?'. 'Não, temos a possibilidade de não efetivar a CPI da Petrobras'. Lá em 2009, 2010. Eu falei 'mas como é que isso?' 'Não, se tiver uma recompensa aí a gente...' Isso dito pelo S...


Procurador: Isso quem falou foi Dudu da Fonte ou o Sérgio Guerra?


Costa: Não, Sérgio Guerra. Porque ele é que tinha força para isso. O Dudu da Fonte aí foi um intermediário. Eu falei: 'Eu não posso lhe dar essa resposta de bate-pronto, não tenho como te responder. Vou dar uma pensada, vamos conversar e tal'.


Procurador: Ele já falou o valor nessa ocasião?


Costa: Não, na primeira vez acho que não falou o valor. Aí voltamos, depois teve outra reunião, onde foi conversado o valor, aí ele colocou esse valor na mesa. Essa outra reunião, mesma coisa, Dudu da Fonte e Sérgio Guerra. [...] No meu conhecimento, Ciro Nogueira não participou dessa reunião-podia estar por trás-mas não participou dessa reunião.


Procurador: Esse "analisar a situação" envolve conversar com alguém, pedir autorização?


[...]

Costa: É. Eu cheguei a levar esse assunto para o chefe de gabinete do presidente da Petrobras, do presidente [José Sérgio] Gabrielli. [...] Levei esse assunto para ele e falei "está acontecendo isso e isso". Ele falou "Paulo, era bom que resolvesse, né". Eu falei: "É, era bom, né, era bom". [risos]

[...]

Procurador: "Sim, seria bom que isso foi resolvido", ele falou aí?

Costa: Ninguém queria que tivesse uma CPI da Petrobras naquele momento.

Procurador: Ele falou isso e falou o quê, "vou conversar com o presidente"?

Costa: Não, não falou nada. Falou só que seria bom que fosse resolvido. Obviamente que ele deve ter conversado com o presidente, mas eu não tive uma resposta dele nesse sentido, ele não me falou nesse sentido.

Procurador: Ao falar isso, o senhor entendeu que era para seguir adiante, né?

Costa: Claro, claro, lógico. Tivemos a segunda reunião, onde foi colocado então o valor de R$ 10 milhões pelo Sérgio Guerra.

Procurador: O chefe de gabinete chegou a perguntar qual...?

Costa: Não, quando eu falei com ele não tinha o valor ainda.

Procurador: Mas o chefe de gabinete chegou a perguntar "quanto é eles estão querendo"?

Costa: Não, que eu me lembre não, falou só que era bom resolver. Armando Trípodi era o nome dele! Pode pôr aí. Armando Trípodi.

[...]

Costa: [voltando-se para seu advogado] "PSDB, doutor!"

Advogado: Mudam as siglas mas não mudam os homens.

Costa: [concordando] Não mudam os homens.

Advogado: Os homens mudam de siglas como mudam de camisa.

[...]

Costa: Em cima disso eu procurei o Ildefonso Colares, que era da Queiroz Galvão, que tinha contratos muito grandes lá na Rnest [refinaria Abreu e Lima da Petrobras] de Pernambuco. Por que Queiroz Galvão? Porque Sérgio Guerra era pernambucano. Então seria mais fácil Pernambuco com Pernambuco. Procurei a Queiroz Galvão, o Ildefonso, e pedi para que ele fizesse essa transação. Obviamente que isso ele tirou isso do caixa do PP. Do que seria de comissão para o PP, obviamente que ele tirou.

Procurador: Uma curiosidade, quando tira assim do caixa como é que fica para pagar aquelas despesas correntes, o mensalão dos deputados? Porque é uma despesa extraordinária, não prevista, tem que explica isso para todos os deputados?

Costa: Mas todos eles tinham interesse de que não tivesse CPI da Petrobras naquele momento.

Procurador: Mas é isso que estou perguntando, avisava que 'nós próximos meses não vai ter porque usamos lá para barrar'...

Costa: Sim, sim, sim.

[..]

Costa: [voltando-se para seu advogado] E dessa maneira a CPI de 2010 não foi feita. Não aconteceu. [risos] Isso vai para o livro, vai para o livro!

[...]

Procurador: E o senhor sabe como é que foi pago?

Costa: Também não. Eu...

Procurador: O senhor só acionou o Ildefonso?

Costa: O Ildefonso acionei e ele fez o pagamento e a CPI não ocorreu.

Procurador: E ele avisou depois o senhor quando ele fez?

Costa: 'Serviço realizado'. Sim. E a CPI não foi feita.




Créditos da foto: Jefferson Rudy/Agência Senado








Delator da Lava Jato: 'PSDB, Doutor... exigiu R$ 10 milhões para não ter CPI em 2010' - Carta Maior

Esquerda Caviar: Atividades da bancada evangélica

Atividades da bancada evangélica

Pablo Villaça

Nos últimos dias, cientistas descobriram atividade hidrotérmica numa lua de Saturno, indicando a possibilidade de que seja habitável; desenvolveram uma molécula similar a anticorpos que tornaram macacos imunes ao HIV; desenvolveram uma visão de raio-X usando a própria luz natural que passa por objetos opacos; desvendaram o mecanismo usado por um verme para ejetar líquidos, o que traz inúmeras aplicações industriais; desenvolveram duas drogas que diminuíram o ritmo de envelhecimento em ratos e que têm potencial para funcionar em humanos e apresentaram um estudo matemático que pode explicar a consciência humana.

Enquanto isso, a bancada evangélica no congresso decidiu escrever manifesto de protesto porque duas senhoras se beijaram em uma novela.

Esquerda Caviar: Atividades da bancada evangélica

O Pedagogento: MOÇÃO DE REPÚDIO CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

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Opera Mundi - Colonos israelenses tomam terras palestinas com argumento de proteger artefatos históricos, diz Reino Unido

UM PRETEXTO APENAS E NADA MAIS!

Opera Mundi - Colonos israelenses tomam terras palestinas com argumento de proteger artefatos históricos, diz Reino Unido

Folha quer transformar uma mentira em verdade

MAIS UMA VEZ ZÉ DIRCEU...NA MIRA DO GOLPISMO!





Folha quer transformar uma mentira em verdade

Para atender financiadores de campanha, Cunha ameaça a existência do SUS - Carta Maior

22/03/2015 - Copyleft

Para atender financiadores de campanha, Cunha ameaça a existência do SUS

Cunha recebeu R$ 250 mil de planos de saúde, engavetou a CPI que investigaria o setor e quer obrigar as empresas a pagarem planos privados aos funcionários


Najla Passos
Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr


Uma proposta de emenda à constituição de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se aprovada, poderá significar o mais duro golpe contra uma das maiores conquistas civilizatórias da sociedade brasileira no século XX: o Sistema Único de Saúde (SUS), universal e gratuito, criado para atender aos brasileiros, sem distinção de classe ou categoria profissional. Trata-se da PEC 451/2014, que obriga as empresas a pagarem planos de saúde privados para todos os seus empregados. E, consequentemente, desobriga o Estado a investir para que o SUS garanta atendimento de saúde de qualidade para todos.  

Reconhecido como um dos principais lobistas das empresas de telecomunicações no Congresso após sua atuação veemente contra a aprovação do novo Marco Civil da Internet, Cunha é também um dos mais legítimos representantes dos planos de saúde que, só nas últimas eleições, distribuíram R$ 52 milhões em doações para 131 candidaturas de 23 partidos, em todos os níveis. O presidente da Câmara foi o que recebeu o terceiro maior “incentivo”: R$ 250 mil, repassados à sua campanha pelo Saúde Bradesco.  
 
Em contrapartida, desde mandatos anteriores, faz da sua atuação parlamentar uma verdadeira cruzada em favor dos planos privados. Foi ele o relator de uma emenda à Medida Provisória 653/2014, posteriormente vetada pela presidenta Dilma Rousseff, que anistiava os planos em R$ 2 bilhões em multas. Também foi Cunha que, assim que assumiu a presidência da casa, engavetou o pedido de criação da CPI dos Planos de Saúde, de autoria do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que já tinha parecer positivo da consultoria da Câmara pela admissibilidade e contava com 201 assinaturas de deputados, 30 a mais do que o mínimo necessário previsto pelo regimento.
 
Com a PEC 461/2014, ele amplia consideravelmente o mercado dos planos privados, que têm crescido de forma vertiginosa e já alcança 50 milhões de usuários, um quarto da população brasileira.  Grosso modo, a matéria legislativa propõe a privatização do sistema de saúde do trabalhador brasileiro, em detrimento de maiores investimentos no SUS, que beneficia não só àqueles que disputam atendimento médico direto, mas também a criança que é vacinada contra a pólio ou mesmo o cidadão que compra um simples pãozinho, que teve sua manufatura antes inspecionada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O SUS é o grande plano de saúde dos brasileiros. De todos os brasileiros. Nós precisamos fortalecê-lo, aperfeiçoá-lo, discutir seu financiamento e o pacto federativo que o mantém. E não acabar com ele. Isso significa um retrocesso em todos os sentidos, porque reduz direitos”, afirma o médico, professor e deputado Odorico Monteiro (PT-CE), membro titular da Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara e ex-secretário de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, para quem a caminhada civilizatória brasileira já está muito mais avançada do que o debate que o presidente da casa propõe com a PEC 451. 

De acordo com o especialista, o Brasil virou a página do debate sobre a necessidade da implantação de um sistema universal de saúde com a promulgação da Constituição de 1988, que previu a criação do SUS. Ele acrescenta que, ainda que com enorme atraso em relação aos países europeus que investiram nas suas políticas de bem-estar social, o Brasil conseguiu se tornar o único país do mundo com mais de 140 milhões de habitantes a universalizar o atendimento integral à saúde, da prevenção à alta complexidade. “Essa é uma conquista da qual a sociedade não pode prescindir”, defende.

Odorico Monteiro relata que, na Europa, mesmo durante esta última crise econômica, que afetou profundamente muitas economias do continente, o fim dos sistemas universais de proteção à saúde sequer chegou a ser incorporado ao debate, devido à importância que têm. “Na Europa, mesmo durante a crise, não houve nenhum surto privatizador, porque os países entendem a importância dos sistemas universais para a proteção do trabalhador. Nem mesmo na Espanha ou na Grécia. Pelo contrário”, explica.
 
Ele analisa que, caso a PEC de Cunha seja aprovada, o país retrocederá ao que era antes da Constituição de 1988, quando o antigo Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (Inamps), criado pela ditadura militar, funcionava como uma federação de planos de saúde das diferentes categorias profissionais, deixando à margem do atendimento um grande número de cidadãos. “Essa PEC tenta criar um grande Inamps privado, com planos de saúde cinco estrelas para alguns e nenhuma atendimento para outros. Isso é retrocesso. O Brasil já virou essa página”, insiste.
 
CPI dos Planos de Saúde 
 
Autor do requerimento para a instalação da CPI dos Planos, o deputado Ivan Valente também critica a postura de Cunha ao apresentar a PEC e operar para beneficiar os planos privados, ao invés do conjunto da sociedade. “Está muito claro que Cunha trabalha para ampliar a oferta de saúde privada, enquanto o que o país precisa é fortalecer o SUS. Nós vamos entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar a CPI dos Planos de Saúde que ele engavetou”, afirma.
 
Valente lembra que ingressou com a CPI dos Planos no segundo dia deste período legislativo, antes mesmo da entrada da CPI da Petrobrás, já instalada com o objetivo explícito de desgastar o governo e está em pleno funcionamento. Cunha, entretanto, afirmou que a CPI dos Planos não tinha foco, desconsiderando o parecer da consultoria legislativa da própria casa, que falava que todos os requistos para instalação estavam contemplados. 
 
“Quando nós fomos contestar a decisão dele em plenário, dizendo que ela era política e que o interesse dele na causa era grande, porque tinha recebido R$ 250 mil da Bradesco Saúde, houve um bate boca e meu microfone acabou sendo cortado”, lembra o deputado. Agora, ele está determinado a rever a decisão do presidente no STF.
 
“Nós vamos entrar no STF com base no parecer da consultoria da Câmara, levantando a jurisprudência do própria corte que, por meio de uma outra decisão da ministra Rosa Weber, prevê que a CPI, tendo foco, é um direito inalienável das minorias e, como tal, deve ser instalada”, esclarece.
 
Reforma política já
 
Para Valente, a negativa de Cunha de instalar a CPI dos Planos, somada à sua atuação parlamentar em defesa do setor, mostra o quanto o financiamento de campanha determina os rumos das discussões das políticas públicas no Brasil. “Precisamos denunciar a que interesses ele atende ao tomar esse tipo de medida, que só fortalece a necessidade de uma reforma política que acabe com o financiamento privado de campanha”, aponta o deputado.
 
Odorico Monteiro, que também defende o financiamento público exclusivo das campanhas políticas, ressalta que é lamentável que as discussões de políticas públicas no país se deem sempre sob a tutela dos grandes grupos econômicos.  “Acabar com o financiamento privado das campanhas eleitorais é outra página que precisamos virar na história deste país”, defende.



Para atender financiadores de campanha, Cunha ameaça a existência do SUS - Carta Maior

Greve dos professores busca reabrir 3.300 salas fechadas - Viomundo - O que você não vê na mídia

Greve dos professores busca reabrir 3.300 salas fechadas

publicado em 22 de março de 2015 às 01:50
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A greve, o silêncio e o tártaro
“Ser Professor e Não Lutar é uma contradição pedagógica”
Paulo Freire
Por Pedro Ramos de Toledo, especial para o Viomundo
Na rede pública do Estado de São Paulo, a Angústia, a Insatisfação e a Sensação de Fracasso Profissional não faltam um único dia.
Não abonam, não tiram licença médica e podem ser encontrados na sala dos professores das 7h às 23h, diariamente, entre a copa do cafezinho e a sala da direção.
Greve dos professores busca reabrir 3.300 salas fechadas - Viomundo - O que você não vê na mídia

Jornal Nacional mergulha, bate em 18,6 pontos, perde de novelas e confirma que a Globo chega aos 50 anos em crise - Viomundo - O que você não vê na mídia

Jornal Nacional mergulha, bate em 18,6 pontos, perde de novelas e confirma que a Globo chega aos 50 anos em crise

publicado em 23 de março de 2015 às 22:38


Jornal Nacional mergulha, bate em 18,6 pontos, perde de novelas e confirma que a Globo chega aos 50 anos em crise - Viomundo - O que você não vê na mídia

José Serra entre o ouro de Cuiabá e o petróleo no mar de Pindorama | GGN

O desejo de enriquecer rapidamente trouxe os colonos portugueses ao Brasil e levou seus descendentes do litoral para o interior do país. Já escrevi algumas palavras dobre o El Dorado. Agora serei um pouco mais específico.
O ouro negro no fundo do mar de Pindorama, que já começou a ser explorado pela Petrobrás, é avaliado em U$ 15 trilhões de dólares ou R$ 48,3 trilhões levando em conta a cotação atual do dólar. Isto equivale mais de 10 vezes o PIB brasileiro de 2013, que foi de  R$ 4,844 trilhões. O controle desta riqueza desencadeou uma nova “corrida do ouro” e isto nos remete à história de nosso país.


José Serra entre o ouro de Cuiabá e o petróleo no mar de Pindorama | GGN