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domingo, 8 de março de 2015

redecastorphoto: Sobre o fascismo “democrático” de mercado

O recente aniversário de 70 anos da libertação de Auschwitz faz lembrar o grande crime do fascismo, cuja iconografia nazista está impregnada em nossa consciência. O fascismo é preservado como história, fragmentos de filmes de camisas negras [no Brasil “camisas verdes” (Nrc)] e passo de ganso, a criminalidade ali, terrível e clara. Mas nas mesmas sociedades liberais, de elites viciadas, dependentes, de guerras, que falam de nunca esquecer o fascismo de antes, oculta-se cuidadosamente o crescente perigo de um tipo contemporâneo de fascismo; porque é o fascismo dessas mesmas elites.

Iniciar guerra de agressão (...) – disseram os juízes do Tribunal de Nuremberg em 1946 – não é crime internacional simples; é o supremo crime internacional, diferente de outros crimes de guerra, porque contém nele o mal acumulado de todos os demais.

Se os nazistas não tivessem invadido a Europa, Auschwitz e o Holocausto não teriam acontecido. Se os EUA e seus satélites não tivessem iniciado a sua guerra de agressão contra o Iraque em 2003, quase um milhão de pessoas não teriam morrido; e o Estado Islâmico, ouISISISIL ou Daesh, não nos teria encurralado em sua selvageria. São os rebentos do fascismo moderno, inflado pelas bombas, massacres, banhos de sangue e mentiras que compõem o teatro surreal que se conhece como “noticiário”, “jornalismo” ou “informação”.

Leia n Link abaixo

redecastorphoto: Sobre o fascismo “democrático” de mercado: 2/3/2015,  [*] John Pilger ,  Consortium New The Rise of a “Democratic” Fascism Traduzido pelo pessoal da  Vila Vudu Sobrevivent...

CLAUDICANDO: Erro de impressão ou impressão de erro?

CLAUDICANDO: Erro de impressão ou impressão de erro?

Caso que pode implicar o PSDB em corrupção aguarda por investigações há 10 anos — Rede Brasil Atual

PESOS E MEDIDAS

Caso que pode implicar o PSDB em corrupção aguarda por investigações há 10 anos

MPF deixou caso Banestado engavetado por 4 anos. Não pode persistir no erro com a 'Lista de Furnas', que deveria ter sido investigada já em 2005
por Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual publicado 07/03/2015 14:34, última modificação 07/03/2015 14:35
MOREIRA MARIZ/ AGÊNCIA SENADO / RBA
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As confirmações de que 'Lista de Furnas' existiu ainda são insuficientes para começar as investigações?
Em setembro de 1998, o Ministério Público Federal do Paraná recebeu denúncia sobre desvios de US$ 228 mil na agência de Nova York do Banestado. O caso ficou a cargo do Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, atual integrante da força tarefa da operação Lava Jato.
Em dezembro de 1998, Santos Lima chegou a tomar depoimento do ex-gerente de câmbio de uma das agências do Banestado em Curitiba, Eraldo Ferreira, e pediu informações a alguns órgãos. Poré,. só em 21 de março de 2003 deu andamento às investigações, pedindo novas diligências à Polícia Federal.
Neste período de 1998 a 2003 centena de bilhões foram evadidos através do esquema Banestado, muitos deles ficaram impunes e até livres de impostos e multas pela prescrição dos crimes e a, assim chamada nos meios jurídicos, a decadência tributária. Até Hollywood (no filme A Senha (Swordfish), de 2001) colocavam Curitiba no mapa dos centros financeiros de negociatas. E o próprio banco, que era estadual, foi privatizado em 2000, o que seria improvável de ocorrer se a instituição estivesse sob investigação como deveria.
Tirando a fama de engavetador do Procurador Geral da República da época, Geraldo Brindeiro, não sabemos por quais critérios esta denúncia inicial do Banestado ficou engavetada por quatro anos. Mas com certeza a história seria outra as investigações tivessem sido aprofundadas.
Voltando aos dias de hoje: em acordo de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef declarou que por cerca de dez vez mandou seus emissários retirar dinheiro de propina na empresa Bauruense, fornecedora da estatal Furnas Centrais Elétricas S.A. Isso durante o governo FHC. Se confirmado, podem haver crimes que ainda não prescreveram e, por isso, precisam ser investigados – desde que não a denúncia não seja “esquecida” em alguma gaveta.
Youssef declarou também que em uma das coletas faltaram R$ 4 milhões do combinado, e foi informado de que "o PSDB" já havia apanhado o dinheiro. Perguntado pelos procuradores, o doleiro disse desconhecer qual tucano havia recolhido o dinheiro antes dele, mas afirmou que o então deputado federal Aécio Neves teria influência sobre a diretoria de Furnas e que o mineiro estaria recebendo o recurso "através de sua irmã". Ressalvou "não saber como teria sido implementado o 'comissionamento' de Aécio Neves".
Que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, considere apenas a delação de Youssef na base do "ouvir falar" insuficiente para abrir um inquérito específico sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é uma atitude razoável, e deve valer para todos. É prematuro e temerário investigar pessoas com base apenas em suposições de um delator.
Mas se é prematuro investigar a pessoa de Aécio Neves por este motivo específico, já é tardia – e antes tarde do que nunca – a investigação sobre propinas em Furnas. Investigando fatos criminosos com profundidade, regra geral, chega-se à autoria dos crimes.
Desde 2005 chegou ao conhecimento público uma lista de suposto caixa dois de campanha para tucanos e seus aliados nas eleições de 2002 que ficou conhecida como "Lista de Furnas". Óbvio que a lista por si, independentemente das contestações sobre sua autenticidade, seria insuficiente para levar a condenações, pois trata-se de uma planilha informal e não de um documento contábil oficial. Mas seu conteúdo precisa ser investigado, pois são mais consistentes do que anotações contidas em agenda nos casos de mandados de busca e apreensão da operação Lava Jato.
A pouca investigação (porque recaiu apenas a quem não tem foro privilegiado) feita pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro descobriu que um executivo da empresa japonesa Toshiba confirmou superfaturar contratos em Furnas para pagar propinas por meio de empresas de consultoria. O ex-deputado Roberto Jefferson confirmou ter recebido do ex-diretor da estatal, Dimas Toledo, os R$ 75 mil atribuídos a seu nome na lista. Toledo negou.
Em 2012, a procuradora Andrea Bayão, do MPF-RJ, apresentou denúncia à Justiça Federal inclusive contra o dono da Bauruense pelos contratos da empresa com Furnas. O juiz Roberto Dantes Schuman de Paula considerou que o assunto era da competência da Justiça Estadual, para onde o processo foi encaminhado e hoje corre em sigilo de Justiça, apesar do interesse público recomendar publicidade.
Agora o doleiro Alberto Youssef é mais um que descreve sua própria participação em atos de corrupção que confirmam a "Lista de Furnas" Ainda que não haja confirmação dos nomes da lista, há confirmação da existência do esquema.
Desde de 2005 este assunto poderia ter sido melhor investigado. Espera-se que não demore mais quatro anos, como ocorreu no Banestado em 1998.
Caso que pode implicar o PSDB em corrupção aguarda por investigações há 10 anos — Rede Brasil Atual

As bruxas da noite contra o nazismo | Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo

As bruxas da noite contra o nazismo | Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo

O estranho mundo dos midiotas - Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 6/3/2015 | Observatório da Imprensa | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito

EDUCAÇÃO PARA A MÍDIA

O estranho mundo dos midiotas

Por Luciano Martins Costa em 06/03/2015 na edição 840
Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 6/3/2015
 
Se você lê jornais e assiste ao noticiário televisivo, e além disso leva em conta os comentários dos especialistas em generalidades que proliferam nas emissoras de rádio e acompanha sofregamente tudo que circula nas redes sociais digitais, pode estar certo de que você está incurso no arco de seres humanos que estão sendo estudados pelos especialistas em comunicação de algumas das melhores universidades do mundo. Esse espectro vai do indivíduo profundamente elaborado, que é capaz de filosofar sobre o mundo midiatizado, ao perfeito midiota.
O contexto teórico considerado por esses estudiosos tem como objeto o que em língua inglesa se chama “media literacy” e que, em português, é chamado, principalmente no núcleo de estudos específicos da Universidade de São Paulo, como Educomunicação. Trata, como se pode depreender, de uma educação especial que habilita o indivíduo a entender o conteúdo da mídia e formular sua própria opinião a respeito dos assuntos abordados. O pressuposto de tal disciplina é que a mídia tem uma função social que vai muito além da tecnologia e dos recursos financeiros usados para fazer com que aconteça a comunicação.
O professor Thomas Bauer, responsável pela cadeira de Cultura da Mídia e Educação pela Mídia na Universidade de Viena, observa que essa função dos meios deve extrapolar o conceito de troca de informações passando por um filtro (mediação), para o propósito de contribuir para a construção de uma ordem social baseada na diversidade. Além de balizar a organização da ordem social, juntamente com outras instituições e entidades formais ou informais, a mídia deve participar das negociações entre os indivíduos, isoladamente ou em grupos, e entre si, para que se obtenha uma sociedade sustentável.
Uma proposta de educação que considere o papel da mídia como tal deve, segundo Bauer, apontar para a conquista da competência de distinção do significado de diferentes situações, em termos de ética, estética e benefício potencial. Numa circunstância ideal, a sociedade sustentável conta com pessoas capazes e responsáveis pelo uso da mídia como meio de comunicação e conexão social, e não apenas como clientes a serem convencidos disto ou daquilo.
Uns e outros
Como no “vidiota” do romance de Jerzy Kosinski que inspirou o filme intitulado Muito além do jardim, a intensa exposição à mídia, sem o contraponto do senso crítico, pode ser uma prática perigosa. O indivíduo habilitado para interpretar a narrativa e o discurso propostos pela mídia nesse papel é também capaz de questionar o sentido que a mídia propõe para os acontecimentos do cotidiano.
Um grande contingente de cidadãos em condições de distinguir os vários significados das situações que a imprensa lhes apresenta será mais senhor de seu destino e se tornará menos vulnerável a discursos manipuladores e demagógicos.
O dilema está no fato de que esse benefício depende em grande parte de uma determinação da mídia hegemônica de usar seus recursos eticamente e com grande empenho estético. O problema se complica quando a própria imprensa faz escolhas contrárias à ética, esteticamente inadequadas e fora do propósito do bem, com o objetivo de usar a conectividade social que lhe é atribuída para arregimentar adeptos a um modo de vida simbólico que contraria o interesse coletivo.
Claro que tudo isso pressupõe a existência de interesses coletivos em meio a idiossincrasias individuais, mas o problema se resolve com a observação segundo a qual a sociedade se forma por meio da comunicação, produtora de sentido – portanto, criadora de cultura.
Uma maneira simples de avaliar se determinado meio contribui para este ou aquele tipo de sociedade é observar se suas mensagens estimulam, por exemplo, uma cultura de paz ou a violência; se propõe uma visão tolerante das diferenças ou se investe no confronto.
É da modernidade supor que o indivíduo se torna responsável por suas escolhas, ou, em outra acepção, no uso de suas vontades fortes ou fracas. Portanto, parte da responsabilidade pelo que se processa no ecossistema midiático compete à mídia, mas o arbítrio ainda é do cidadão.
Quando dizemos que “você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”, estamos apostando que, exercitando a observação crítica da imprensa, o indivíduo se educa para a mídia. Essa distinção de habilidades é o que faz, de uns, midialiteratos e, de outros, no ponto extremo do que acreditam em tudo que leem, midiotas.

Altamiro Borges: A internacional do terror midiático





sábado, 7 de março de 2015

A internacional do terror midiático

Por Aram Aharonian, no site Carta Maior:

Hoje, todas as luzes de alarme permanecem acesas no norte e no sul diante das intenções restauradoras da velha ordem neoliberal. As forças mais reacionárias do mundo intensificaram suas campanhas para desestabilizar novamente vários governos latino-americanos – o venezuelano, no social, econômico e militar; o argentino, no financeiro, por exemplo, em uma experiência que pode ser aplicada a qualquer outro país latino-americano cujos recursos naturais interessem às potências centrais.

A crescente e orgânica participação dos meios de comunicação cartelizados – nacionais e estrangeiros – na preparação e no desenvolvimento das guerras e planos desestabilizadores promovidos por e dos Estados Unidos demonstra que estes se transformaram em verdadeiras unidades militares. Se há 40 anos era necessária a ação das forças armadas para impor seu projeto, hoje o cenário de guerra é simbólico e taques e baionetas não fazem falta: basta o controle dos meios hegemônicos para impor modelos políticos, econômicos e sociais.

A guerra se transfere ao espaço simbólico, à batalha ideológica, à guerra cultural e, portanto, as armas para essa nova confrontação são diferentes. Já não são metralhadoras, mas microfones, computadores, telefones, câmeras de vídeo... A guerra para impor imaginários coletivos se dá através de meios cibernéticos, audiovisuais e gráficos.

Os meios comerciais de comunicação confiscaram a liberdade de expressão e, precisamente, aprisionaram-na para usá-la como refém. Diante desse poder, os indivíduos não valemos nada. Os meios se tornaram despóticos e impiedosos, como nunca qualquer reizinho ou ditadorzinho já foi. Uma vez que acusam e condenam, não há como apelar a ninguém.

O terror midiático

A arte da desinformação foi um elemento chave em todos os conflitos bélicos desde a Antiguidade. Falamos de três mil anos: já naquela época, não se tratava de escrever a realidade dos fatos, a história verdadeira, mas de confrontar percepções, imaginários coletivos da sociedade a favor, é claro, da cultura dominante, dos poderes fáticos, incluindo – em tempos mais recentes, por volta do século XVII – as diversas igrejas.

É claro que as agências internacionais de notícias surgiram para afiançar o poder colonial das potências europeias, sobretudo na África e na Ásia, e também é claro que cada vez que surge um conflito, a imprensa do sistema é a encarregada de silenciar qualquer opinião independente, eliminar o debate e o desentendimento, para orquestrar as respostas emocionais em massa a seus interesses.

Já em 1982, os britânicos haviam aplicado a férrea censura de imprensa e a verdade oficial durante o conflito com a Argentina no Atlântico Sul, experiência que serviu para sua aplicação posterior em Granada, na Somália, no Iraque, no Afeganistão e em muitas outras regiões. Hoje, a frente da direita latino-americana e mundial – incluindo o governo dos Estados Unidos, alguns de seus aliados incondicionais da região e outros da União Europeia – assumiu protagonismo ativo desde fevereiro de 2014 em seus ataques midiáticos contra a Revolução Bolivariana e os governos de Argentina e – em breve – Brasil.

As três redes privadas mais importantes de jornais da América Latina se uniram para “difundir informações (leia-se manipulações, distorções, mentiras, difamações) sobre a situação na Venezuela”. Internamente, as campanhas de imprensa querem provocar cansaço nos cidadãos, e semear no exterior um imaginário coletivo de repressão, autoritarismo, uma sensação de caos e ingovernabilidade.

A Argentina enfrentou em 2014 uma extorsão financeira sem precedentes. Os especuladores que compraram títulos da dívida por 48 milhões de dólares conseguiram em Nova York uma sentença de retorno por 500 milhões. Essa fraude retrata como funciona o capitalismo atual, sistema que empurra nossos países mais e mais ao padecimento. Os abutres repetem a mesma coisa que já fizeram em outros lugares, como o Peru, e ameaçam toda a região.

Ainda que o cenário afete especificamente a Argentina, ele deixa qualquer dívida soberana sob a garra dessas pessoas. Em 2014, a dívida representava 104% do Produto Interno Bruto nos EUA, 93% na Espanha, 132% na Itália, 129% em Portugal, 78% na Alemanha, 175% na Grécia, 123% na Irlanda e 90% no Reino Unido.

O precedente dessa decisão judicial vai muito além do prejuízo contra a Argentina e coloca em risco qualquer reestruturação futura da dívida... com o olhar direcionado à periferia europeia.

Paralelamente, no Brasil, desatou-se uma furiosa ofensiva midiática contra a estatal petroleira Petrobras, apoiando as demandas do fundo abutre Aurelius. Existe, sem dúvida, uma intenção de provocar um descalabro financeiro na região, com apoio de setores internos, que colaboram com esses interesses sem questionar suas “práticas mafiosas”. Existe uma estratégia mais generalizada que está utilizando a questão financeira como campo de batalha contra determinados processos políticos. Em 2014, levaram a Argentina ao default e atacam o Brasil. É uma guerra sem armas, ocorrendo no terreno judicial e com objetivos políticos.

Ninguém estranhou o fato de os meios hegemônicos argentinos terem manejado a informação e a opinião para se alinhar à posição dos credores, denegrindo e ridicularizando a posição de seu país e minimizando a informação sobre os apoios solidários recebidos de todos os países latino-americanos e caribenhos, do Grupo dos 77 (mais de 120 países e desenvolvimento, mais a China), e dos Brics, entre outros.

A aposta das transacionais e dos fundos abutres, referendada de modo cartelizado pelos grupos midiáticos hegemônicos em nível regional, internacional e interno, foi a de criar tumulto na população diante de uma “iminente” corrida bancária e cambial, diante do embargo de ativos petroleiros nacionalizados. E a cartilha se repete na Venezuela, na Argentina e no Brasil.

Nos nossos tempos, marcados pelo neoliberalismo, vícios como a cobiça e o individualismo se transformaram em virtudes, exaltadas por Hollywood por meio da homogeneização dos meios de comunicação.

Devemos lembrar que o conceito de terrorismo midiático está relacionado a um emaranhado de estratégias políticas, econômicas, sociais e psicológicas que buscam criar realidades fictícias, medos coletivos e transformar mentiras em verdades que permitem manipular a sociedade de acordo com o conflito ou com o inimigo em questão.

Se partimos da ideia de que, para o poder, qualquer sujeito considerado uma ameaça a seus interesses é concebido como inimigo de guerra, então o terrorismo midiático parte do fato de que a guerra psicológica utiliza uma caracterização simplista e maniqueísta (bom/mau, negro/branco) para descrever o inimigo. A chamada propaganda negra não é outra coisa senão a construção de alguns nomes, alguns relatos, algumas categorias, algumas imagens que ordenam os acontecimentos a partir de um eixo de destruição do outro. Esse processo é feito ocultando a verdade, e sobretudo mentindo acerca dela, conforme observa Florencia Saintout, da Universidade argentina de La Plata.

Mas a resposta – dos governos atacados – a essas matrizes terroristas midiáticas foi reativa e não proativa, propositiva, informativa. Foi baseada em denúncias (o que é próprio de uma etapa de resistência, e não de construção) e na preocupação pela solidariedade passiva. Na Venezuela, foram mensagens inundadas por consignas, inserções, mensagens solidárias (que ninguém lê e outros, no norte, arquivam em suas bases de dados), lamentos, imobilidade.

A falta de fontes de informação verdadeira, oportuna e para todos facilita o trabalho da direita de impor imaginários coletivos através de uma imprensa – rádios, meios cibernéticos fixos e móveis, televisões, jornais, revistas – totalmente cartelizada atrás da mensagem única, produzida pelas usinas no exterior e em cada um de nossos países.

* Aram Aharonian é jornalista e diretor da Telesur. Tradução de Daniella Cambaúva.
Altamiro Borges: A internacional do terror midiático: Por Aram Aharonian, no site Carta Maior : Hoje, todas as luzes de alarme permanecem acesas no norte e no sul diante das intenções resta...

Caracas também é aqui — CartaCapital

Caracas também é aqui — CartaCapital

O erro central de Janot: só vale se for na Petrobras | Brasil 24/7

O QUE VALE ALI, NÃO VALE ACOLÁ...



O erro central de Janot: só vale se for na Petrobras | Brasil 24/7

sábado, 7 de março de 2015

60% dos professores no Brasil são obrigados a trabalhar em mais de uma escola, diz estudo - Jornal O Globo

O GLOBO DESCOBRIU A PÓLVORA



60% dos professores no Brasil são obrigados a trabalhar em mais de uma escola, diz estudo

País é o pior em ranking de exclusividade de docentes, o que prejudicaria qualidade do ensino

POR 


RIO - Menos da metade dos professores de ensino fundamental no Brasil pode se dar ao luxo de trabalhar num único colégio. O dado, revelado pela Pesquisa Internacional de Ensino e Aprendizado (Talis, na sigla em inglês) da OCDE, o clube dos países mais desenvolvidos, joga luz sobre um problema que, de acordo com especialistas, afeta diretamente a qualidade da educação. Segundo o levantamento, que a OCDE realizou junto a cem mil professores em 34 países e cujos resultados apresenta hoje em Paris, apenas 40% dos docentes brasileiros que atuam nos primeiros anos do ensino têm dedicação exclusiva, contra 82% na média das nações pesquisadas.
De acordo com a gerente da área técnica do movimento Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco, por trás dessa realidade estão os salários insuficientes e o baixo número de professores em determinadas áreas.
— Os profissionais de exatas, por exemplo, encontram oportunidades mais atraentes que a sala de aula quando se formam. Isso gera um déficit que acaba sendo tratado com o deslocamento de profissionais — observa. — A consequência é um prejuízo no envolvimento do professor com o projeto pedagógico das escolas.
A vida em mais de uma escola é o caso de Marcelle Aguiar, professora de inglês de 33 anos. Para alcançar renda mensal de R$ 3.500, ela precisou assumir 19 turmas em quatro escolas. Marcelle trabalha para a rede municipal do Rio, onde atua num colégio na Pavuna e outro em Acari, e também para a rede municipal de Magé, na qual dá aulas em mais dois colégios.
Dados comparam o perfil de professores e diretores brasileiros ao restante do mundo - Fonte: OCDE
— Seria infinitamente melhor se pudesse receber um bom salário para atuar em apenas uma escola. Teria mais tempo para planejar atividades e vínculos ainda mais fortes com os alunos — pondera.
Além da rotina pesada, a professora também já precisou enfrentar escolas inseridas em contextos de violência, como comunidades marcadas pelo tráfico de drogas. Segundo ela, muitas vezes esse peso recai diretamente sobre o professor:
— Em alguns casos, os alunos liberam toda a sua agressividade na escola. Os colégios cada vez mais têm que estar preparados para agir como agentes transformadores. Mas, para isso, é preciso apoio de psicólogos e assistentes sociais, já que determinados aspectos fogem ao nosso alcance.
O cenário descrito por Marcelle também aparece na pesquisa da OCDE, que pediu a professores e diretores (15 mil deles apenas no Brasil) que respondessem a questionários com perguntas sobre liderança escolar, ambiente de trabalho, satisfação e eficiência, práticas pedagógicas e expectativas, avaliação, aprendizado e desenvolvimento de oportunidades. Dos 34 países, somente em Brasil, Malásia e México mais de 10% dos diretores relataram que experimentam episódios de vandalismo ou roubo em uma base semanal. Para a organização, “não surpreende que, tanto no Brasil quanto em outras nações, gestores escolares tenham relatado níveis mais elevados de inadimplência em suas escolas, além de níveis mais baixos de satisfação no trabalho.”
Nosso país também aparece ao lado do México, da Suécia e da Bélgica no quesito respeito ao professor: quase um terço dos professores trabalham em escolas onde houve relatos de intimidação ou abuso verbal por parte dos alunos. O Brasil é um dos únicos também onde mais de 10% dos diretores disseram ter presenciado agressões verbais a seus professores toda semana.
MULHERES SÃO ESMAGADORA MAIORIA
O estudo também comprova uma realidade que qualquer um que já entrou numa escola de ensino fundamental percebeu: as mulheres são a esmagadora maioria dos professores. Mais especificamente, 71% deles (na média de todos os países pesquisados, são 68%).
Embora 96% dos docentes por aqui tenham diploma de graduação, somente 76% completaram cursos de licenciatura. Esse índice fica abaixo da média mundial, de 90%. Mesmo assim, os profissionais de educação básica daqui acumulam uma experiência profissional de 14 anos, só dois a menos que a média.
Também na direção das escolas, só 25% são homens, contra 51% na média da OCDE. As gestoras têm formação mais elevada que seus empregados professores: 96% delas completaram graduação com licenciatura, e 88% fizeram algum tipo de treinamento para assumir o posto administrativo. No entanto, se os diretores nos 34 países da pesquisa somam tempo médio de experiência profissional de 30 anos, por aqui o número cai para 21.
Outro ponto bastante enfatizado pela TALIS é a questão da avaliação de professores e de como ela impacta o dia a dia na sala de aula. Por aqui, 80% dos docentes disseram ter implementado melhores práticas letivas depois de receber bons retornos de seus superiores, contra só 62% na média da OCDE.
A atual coordenadora da pré-escola na Escola Americana, Isabela Baltazar também já foi professora da instituição e defende que, em ambas posições, o retorno sobre o trabalho em sala de aula é fundamental para o bom rendimento:
— Dando este tipo de suporte, temos professores mais confiantes. Isso passa mais segurança ao aluno.
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SOBRE A TALIS
Esta é a segunda edição da Pesquisa Internacional de Ensino e Aprendizado, sendo a primeira realizada em 2008 com pouco mais de 20 países. Para o Talis 2013, foram ouvidos cerca de 100 mil professores e diretores de escolas em 34 países. No Brasil, cerca de 15 mil docentes e mil gestores de escolas atenderam aos questionários enviados pela OCDE.
A organização os pediu que respondessem questões que versavam sobre liderança escolar, ambiente de trabalho, satisfação no trabalho e eficiência, práticas pedagógicas e expectativas, avaliação e feedback, aprendizado e desenvolvimento de oportunidades.
*Colaborou Eduardo Vanini


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/60-dos-professores-no-brasil-sao-obrigados-trabalhar-em-mais-de-uma-escola-diz-estudo-13003976#ixzz3Tk8ZTRiB 
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60% dos professores no Brasil são obrigados a trabalhar em mais de uma escola, diz estudo - Jornal O Globo

sexta-feira, 6 de março de 2015

DOCVERDADE - Documentários



Conheça a causa da inflação, das milhões de pessoas sendo levadas à miséria, da criação do dinheiro de forma ardilosa, da concentração de renda. No final do século XIX a lei inglesa proibiu que bancos pudessem imprimir sua própria moeda para evitar a perda de soberania econômica. Hoje eles fabricam dinheiro digitalmente, que trafegam de um país para outro em questão de segundos, que provocam turbulência, que é ótima para quem quer lucrar muito. (docverdade) 

Teori divulga lista com 54 investigados da Lava Jato - 06/03/2015 - Poder - Folha de S.Paulo

Teori divulga lista com 54 investigados da Lava Jato - 06/03/2015 - Poder - Folha de S.Paulo

Sauditas financiam fundamentalismo que os EUA guerreiam | Viomundo - O que você não vê na mídia

Sauditas financiam fundamentalismo que os EUA guerreiam | Viomundo - O que você não vê na mídia

O ministro e sua lógica

Reflexão dolorida

O ministro e sua lógica

Crônica de uma assembleia no estádio - Carta Maior

Crônica de uma assembleia no estádio - Carta Maior

Uma derrota fundamentalista no Congresso Nacional

Até nisso eles querem atrasar



Uma derrota fundamentalista no Congresso Nacional