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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Dilma: "Os que querem interromper meu mandato não resistem a pesquisa no Google" | Agência Brasil

Dilma: "Os que querem interromper meu mandato não resistem a pesquisa no Google"



  • 16/12/2015 22h19
  • Brasília
Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff participa da abertura da 3 Conferência Nacional de Juventude, no Estádio Nacional Mané Garrincha (Wilson Dias/Agência Brasil)
A presidenta Dilma Rousseff participa da abertura da 3ª Conferência Nacional de Juventude, em BrasíliaWilson Dias/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff fez hoje (16) um dos mais inflamados discursos em defesa de seu mandato e contra o pedido de impeachment. Ao participar da 3ª Conferência Nacional de Juventude, em Brasília, evento que reúne lideranças jovens de todo o país, Dilma disse que "jamais houve desvio" durante o exercício da Presidência, atacou enfaticamente adversários, disse que há uma "invenção de motivos" por parte dos que "tentam chegar ao poder de forma assaltar a eleição direta" e afirmou que tem o "compromisso de continuar mudando o Brasil".
Antes de seu discurso, vários participantes do evento puxavam coros de apoio a Dilma e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Durante o discurso, ela foi interrompida algumas vezes por gritos de "Não vai ter golpe" e "Ai, a Dilma fica o Cunha sai". Cunha aceitou, no último dia 2 de dezembro, a abertura do processo deimpeachment, cujo pedido foi feito pelos juristas Hélio Bicudo, Mighel Reale Jr. e Janaína Conceição Paschoal.
"Neste momento, usando todos os instrumentos que o Estado Democrático de Direito me faculta, lutarei contra a interrupção ilegítima do meu mandato", declarou a presidenta, enumerando argumentos que, segundo ela, comprovam que os que tentam interromper o "mandato popular conquistado legitimamente" não encontram razões consistentes para oimpeachment.
"É a falta de razão que nós chamamos de golpe. A Constituição brasileira prevê sim esse processo [de impeachment]. O que ela não prevê é a invenção de motivos. Isso nao está previsto em nenhuma Constituição." De acordo com Dilma, os argumentos sobre as mudanças no Orçamento não são consistentes pois "jamais houve desvio nenhum". Segundo ela, seus opositores oscilam entre "invenções e falácias porque não há como justificar o atentado que querem cometer contra a democracia".
"Não sustenta qualquer argumento porque não houve irregularidade. Nós pagamos o Bolsa Família sim. Pagamos o Minha Casa, Minha Vida sim. E, ao fazê-lo, sempre respeitando as leis e os contratos que existiam. Eu assinei decretos e mudanças na locação de recursos quando estes recursos sobravam e, portanto, podiam ser deslocados para outras atividades pela lei orçamentária aprovada neste país", afirmou.
Biografia
Sem citar diretamente ninguém, a presidenta elencou políticas implementadas pelos governos do PT desde 2003, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o governo. De acordo com a presidenta, "os que buscam atalho para o poder não querem derrubar apenas uma mulher" e sim um projeto.
Dilma comparou a sua biografia com a de adversários políticos. "Sabem que têm de usar de artifícios porque não conseguirão nada atacando minha biografia, que é conhecida. Sou uma mulher que lutou. Amo meu país e sou honesta. Além disso, não compartilho com algumas práticas da velha política que alguns deles professam. O mais irônico é que muitos que querem interromper meu mandato têm uma biografia que não resiste a uma rápida pesquisa no Google", criticou.
Diante de uma plateia de cerca de 3 mil pessoas, de acordo com a Secretaria Nacional da Juventude, a presidenta fez referências à política de oposicionistas como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). "Vamos mudar o Brasil fortalecendo a sua democracia e impedindo retrocessos. Não mudaríamos o Brasil fechando escolas. Nós também não vamos mudar o Brasil reprimindo movimentos pacíficos com forças policiais. Sabemos que fechar escolas é extinguir sonhos", disse.
A presidenta criticou ainda medidas atribuídas a setores conservadores como a redução da maioridade penal, a aprovação da proposta de emenda à Constituição que transfere para o Legislativo o poder de demarcar terras indígenas e a adoção de medidas contrárias à diversidade das famílias.
"Certamente não mudaremos para melhor o Brasil se permitirmos que a nossa democracia, jovem ainda, seja golpeada agredida ou desrespeitada. Para mudar o Brasil temos de garantir respeito ao voto da população e respeitar o resultado das eleições. Hoje, sabemos que defender a democracia é mudar o Brasil para melhor. Está em curso uma batalha que ditará os rumos do nosso país por muito tempo", disse a presidenta.
Demandas
Além dos refrões em coro proferidos pela plateia, os discursos da cerimônia de abertura da conferência também foram de apoio a Dilma. Ela recebeu, porém, uma reivindicação do presidente do Conselho Nacional de Juventude, Daniel Souza. "Que esse governo se coloque cada vez mais à esquerda e com o povo", disse Daniel. Delegados da conferência também pediram a demissão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
Mujica
Antes da chegada de Dilma à Conferência Nacional da Juventude, o ex-presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, discursou e foi ovacionado pelos participantes do evento. A presidenta foi acompanhada pelos ministros Jaques Wagner, da Casa Civil; Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência; Miguel Rossetto, do Trabalho; e pela ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello.
Edição: Lana Cristina

Dilma: "Os que querem interromper meu mandato não resistem a pesquisa no Google" | Agência Brasil

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Nara Leão - Legalidade

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Portal .periodicos. CAPES

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Chico Mendes completaria 71 anos de idade se estivesse vivo

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LIBERDADE PARA JOSÉ DIRCEU





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Diário do Centro do Mundo » O manicômio em que se transformaram as manifestações pró-golpe. Por Paulo Nogueira

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Farelo de soja é transportado na primeira viagem comercial da Ferrovia Norte-Sul | Universo Agro

Um grande acontecimento subtraído sutilmente da vista dos brasileiros. Se dão notícia, é narrada de modo sumário, quase lacônico e em seguida trancada hermeticamente no caixão do esquecimento. A não ser que um bom escândalo apareça para só então darem a indevida publicidade. 

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FBI sai na frente da PF e deflagra "operação plim-plim" sobre emissoras de TV corruptas. | Os Amigos do Presidente Lula

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Bob Fernandes / Cafajestada e banditismo na Câmara... e a carta sinceric...

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Diário do Centro do Mundo » A lógica da opção da mídia pela percepção e não pela realidade. Por Paulo Nogueira

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Causa Operária - Maduro proíbe demissões na Venezuela e nega anistia aos líderes da direita

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Cinema Secreto: Cinegnose: CAOs, espiral do silêncio e a crise autorrealizáve...

CAOs, espiral do silêncio e a crise autorrealizável


As intermináveis reviravoltas da Operação Lava Jato; o processo contra o presidente da Câmera dos Deputados Eduardo Cunha envolvendo diversas instituições e paralisando o Congresso. E como pano de fundo, o País à beira do abismo da crise econômica. A grande mídia chegou ao estado da arte: a guerrilha semiótica organizada pela tática de CAOs (Consonâncias, Acumulações e Onipresenças das informações) turbinada por duas bombas semióticas: a profecia autorrealizável e a espiral do silêncio. As mídias abandonaram o campo da propaganda tradicional (repetição, persuasão e reforço) para ingressar no campo sofisticado da cognição - mais do que discursos e conteúdos informativos, construir percepções por meio de CAOs. Mesmo quando desmentidas, essas informações nunca mais serão falsas porque já foram credíveis no clima de opinião.

Era 1997. A Globalização e a desregulamentação dos mercados triunfavam. Os chamados Tigres Asiáticos (Taiwan, Coréia do Sul, Hong Kong, Tailândia e Cingapura) eram o modelo econômico para o século XXI. De repente se transformaram no epicentro de uma onda de pânico afundando as Bolsas em todo o mundo. Boatos e medo invadiram a suposta racionalidade dos investidores que passaram a girar histericamente em torno do próprio umbigo em uma onda de vendas baseada nas opiniões de outros investidores provocando uma espiral viciosa de especulação.

Na época, analistas de investimentos como Barton Biggs da Morgan Stanley apontaram o pânico e a retroalimentação à ausência de memória dos profissionais financeiros: com a ausência de História Econômica na formação acadêmica, os profissionais eram condenados a repetir ciclicamente os mesmos erros, desde o crash de 1929.


Corta para uma loja de conveniência de um posto de gasolina em um bairro periférico de São Paulo no último final de semana. Em frente à porta dois homens conversam sobre a atual crise econômica. Um deles segura um folder de lançamento imobiliário que, pela qualidade gráfica, parecia ser de alto padrão. Ele mostra para seu interlocutor as fotos do interior do apartamento. “Isso só o Lula compra...”, comenta ironicamente o outro.

Embora distantes no tempo esses dois episódios guardam um elemento em comum: são produtos do chamado “clima de opinião” – elemento atmosférico e pontual da comunicação criado por momentâneas Consonâncias, Acumulações e Onipresenças (CAOs) de informações pela grande mídia – cria-se uma deliberada percepção de que determinado fato ou prognóstico é crível e verossímil.

Crise dos Tigres Asiáticos 1997
No episódio de 1997, um prognóstico se transformou em crença, autorrealizando o crash financeiro asiático; e no pequeno conto da loja de conveniência, a lenda urbana do tríplex no Guarujá de Lula repercutida na grande mídia e depois em redes sociais mesmo após desmentidos. Como visto nesse flagrante, agora a informação desmentida combina-se com as CAOs da crise econômica.

Mas também há um fator mais profundo: a ausência de memória - agentes financeiros agem sob o efeito de manada, já que não possuem a memória dos movimentos cíclicos históricos; assim como o pânico paralisante da atual crise econômica não toma como comparação os períodos de hiperinflação e maxidesvalorizações de décadas anteriores.

E diante das CAOs da crise econômica ninguém se pergunta como de uma hora para outra o Brasil passa, de queridinho do planeta, para um país podre, decadente e sem futuro.

Clima de opinião e profecias autorrealizáveis são as principais bombas semióticas que mostram como a comunicação midiática há muito tempo deixou o campo da propaganda tradicional (repetição, persuasão e reforço) para ingressar no campo sofisticado da cognição - mais do que discursos e conteúdos informativos, construir percepções por meio das CAOs.

Clima de opinião e a verdade virtual


Certa vez o pensador francês Jean Baudrillard refletiu como ambiente midiático privilegia a credibilidade e a verossimilhança (percepção) no lugar da verdade: lançada a informação, enquanto não for desmentida será verossímil. Nunca a informação poderá ser desmentida em tempo real. Portanto, será credível. Mesmo depois de desmentida, nunca mais será falsa, porque foi antes credível.


Para Baudrillard, o problema da credibilidade é que ela não tem limites. Diferente da Verdade, é impossível de ser refutada por ser virtual – leia BAUDRILLARD, Jean, “A Informação no Estágio Meteorológico” In: Idem, Tela Total, Sulina, 1997. 

A percepção da realidade (clima de opinião + credibilidade) é construída por um mecanismo de massa bem conhecido por sociólogos e pesquisadores em comunicação : a chamada “espiral do silêncio”, conceito criado pela cientista política alemã Elizabeth Noelle-Neumann em 1977.

Espiral do Silêncio e a Profecia Autorrealizável


O fenômeno da espiral do silêncio partiria de uma percepção equivocada do indivíduo (a “ignorância pluralista”) do que ele acredita ser um clima de opinião - podemos ter uma opinião que pode ser modificada frente a uma posição que achamos ser majoritária.  Algo assim: se todos veem a coisa de uma maneira diferente do que penso, deve ser porque estou errado.

Para Noelle-Neumann os indivíduos parecem ter um “órgão quase estatístico”, uma espécie de sexto sentido sobre o que a sociedade em geral está pensando ou sentindo. Para a pesquisadora, a mídia, e em particular a TV, acelerariam esse processo de silenciamento de uma suposta minoria ao criar um clima de opinião através das CAOs.

 Por isso, a espiral do silêncio cria a profecia autorrealizável – se cada um acha crível uma suposto prognóstico ou clima de opinião teremos dois resultados: ou a suposta minoria se cala ou adapta sua opinião à uma tendência supostamente crescente. A falsa situação inicial suscita um novo comportamento que faz a situação originalmente falsa se tornar verdadeira.


CAOs e a crise autorrealizável


Do escândalo do Mensalão em 2005 a atual tour de force da Operação Lava Jato, a grande mídia vem aprimorando esse ciclo vicioso cujo ápice é a bomba semiótica mais potente pelas suas consequência práticas e reais: a crise econômica autorrealizável por meio das CAOs.

Desde a crise do Mensalão, a grande mídia veio batendo na pauta do moralismo lacerdista da corrupção, das denúncias seletivas, na repetição de uma mesmo argumento: o Estado, o Governo e o PT são corruptos e corruptores, um câncer cuja metástase ameaça levar todo o País ao abismo da crise.

Mas a grande mídia precisava de uma arma mais decisiva que transformasse a repetição propagandística do discurso da corrupção e da urgência da moralização do País em efeitos mais reais e contundentes: a bomba semiótica da profecia autorrealizável.

Essa bomba semiótica já estava sendo testada, como, por exemplo, nas CAOs do “Caos Aéreo”. Após o acidente do voo 3054 da TAM em Congonhas em 2007 a consonância da pauta nas mídias sobre um suposto Caos Aéreo foi tão grande que no ano seguinte um incêndio em uma loja de colchões em São Paulo próxima a Congonhas fez veículos como Globo News e Record News noticiarem a queda de um avião.

Notícias de mais uma explosiva evidência do “Caos Aéreo” interromperam a transmissão ao vivo da CPI dos Cartões Corporativos – outro desdobramento das CAOs do Mensalão. Por uma hora veículos de imprensa sustentaram uma tentadora notícia que daria mais combustível à pauta do Caos Aéreo – emissoras e portais de notícias começaram a creditar a notícia uns aos outros, girando em torno dos seus umbigos no esforço de sustentação da pauta.


Por uma hora, a queda de um suposto avião da empresa Pantanal sobre uma loja de colchões foi crível por confirmar as CAOs pré-existentes. Mesmo após o desmentido da evidente “barriga” jornalística, os efeitos demoraram para serem diluídos porque a notícia da queda virtual já havia reforçado subliminarmente por mais um tempo o Caos Aéreo.

A doença infantil da Comunicação


Hoje, chegamos ao estado da arte dessa bomba autorrealizável: as CAOs da Operação Lava Jato combinada com as CAOs das denúncias sobre o presidente da Câmera dos Deputados Eduardo Cunha paralisaram política e economicamente o País: a percepção do clima de opinião da crise econômica (ela própria já tornou-se uma CAOs independente) se autorrealiza como verdade, produzindo efeitos econômicos concretos.

Diante dessa política de terra arrasada que orienta a grande mídia ao articular simultaneamente diferentes CAOs, podemos chegar a duas conclusões:

(a) O PT parece ter levado a sério a afirmação do jornalista Argemiro Ferreira no célebre documentário Muito Além do Cidadão Kane: “Onde há governo há Rede Globo porque o Roberto Marinho é um realista”. Acreditaram que naturalmente o suposto pragmatismo da família Marinho faria a grande mídia apoiar os governos petistas por pura necessidade de sobrevivência econômica. Deixaram de contar não só com a fidelidade de classe (afinal, a grande mídia pertence à chamada “Casa Grande” brasileira) como ignorou a própria natureza da mídia: ser o Quarto Poder por meio das CAOs;

(b) O PT é mais uma vítima da doença infantil da comunicação: o conteudismo. Hoje a Esquerda comemora a aprovação pelo Senado do Projeto de regulamentação do direito de resposta a ofensas da mídia. Otimismo equivocado porque não percebe que grande mídia atua em outra cena: não mais a da informação, dos conteúdos ou dos argumentos. Mas no ambiente etéreo e atmosférico das CAOs, percepções e climas de opiniões.

Enquanto o ciclo vicioso das CAOs não for quebrado pela própria quebra dos monopólios midiáticos (a base econômica que produz espirais e autorrealizações) nenhum direito de resposta surtirá efeito. Mesmo porque após desmentida, a informação jamais deixará de ser “verdadeira” pois no clima de opinião foi uma vez credível.

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domingo, 13 de dezembro de 2015

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A estranha apatia do Supremo e do MPF | Brasil 24/7

Artigo muito oportuno e bastante fiel aos fatos da conjuntura. Abordagem objetiva embora longo. Não podia ser diferente.  


A estranha apatia do Supremo e do MPF

:
A Constituição Federal, já algumas vezes rasurada, corre o risco de ser escandalosamente rasgada caso o processo do golpe não seja estancado a tempo pelas forças democráticas da Nação. O STF, que tem o dever de garantir o cumprimento da Carta Magna, tem se mostrado apático à movimentação dos golpistas, embora todos, incluindo os oposicionistas, reconheçam que a presidenta Dilma Rousseff não cometeu nenhum crime. Portanto, se não há crime, o impeachment é um golpe, pois infringe dispositivos constitucionais. Então, por que a morosidade do Supremo na tramitação das ações destinadas a interromper o golpe, contrastando, por exemplo, com a velocidade da decisão sobre a prisão do senador Delcídio do Amaral?
Na verdade, embora não possa aprovar um impeachment sem base legal, não é difícil perceber-se a tendência dos membros da mais Alta Corte de Justiça do país em relação ao governo da presidenta Dilma Rousseff. As recentes declarações do seu presidente, ministro Ricardo Lewandowski, por exemplo, não deixam margem de dúvidas sobre o que ele pensa do governo: "Temos de ter a paciência de aguentar mais três anos sem nenhum golpe institucional". Como presidente da Corte ele não pode, obviamente, admitir nada que fira a Constituição, mas ao pedir paciência para "aguentar" o governo por mais três anos revela que, como cidadão, está pensando exatamente como a oposição. E, como consequência, as decisões do Supremo podem correr o risco de sofrer a influência do pensamento político. Se tal acontecer a democracia vai pro brejo.
Outro membro do STF, o ministro Marco Aurélio Melo, além de dizer que o país está sem governo afirmou que "não se consegue tocar medidas econômicas e financeiras indispensáveis à suplantação da crise mais séria, que é econômica e financeira". Ora, todo mundo sabe, até mesmo os observadores estrangeiros, que essa crise foi produzida pela oposição, à frente o senador Aécio Neves, com o decisivo apoio da mídia, e não pela presidenta Dilma Rousseff. Eles criaram um clima de instabilidade e insegurança que praticamente engessou o governo, resultando daí todos os problemas que afligem o país, incluindo o desemprego e a recessão. Na verdade, não querem solucionar nada, mas única e exclusivamente o poder, indiferentes aos interesses maiores do povo brasileiro. O ministro, portanto, está olhando o País pela mesma lente da oposição.
Aliás, parece visível aos observadores mais atentos o estranho comportamento do Supremo que, desde o julgamento do mensalão, tem revelado certa antipatia ao petismo, embora a maioria dos seus membros tenha sido nomeada pelos governos do PT. Prova disso é que o mensalão tucano não teve o mesmo tratamento da Suprema Corte, razão porque os envolvidos estão tranquilos assistindo o tempo passar e, com ele, a prescrição dos crimes de que são acusados. Outro exemplo foi a "coincidência" do sorteio do ministro Gilmar Mendes, reconhecido antipetista, para relatar a ação impetrada por deputados petistas contra o impeachment. Ninguém precisa ser adivinho para antecipar o conteúdo do seu parecer, o que, de certo modo, abala a austeridade da mais alta Corte de Justiça do país.
Aparentemente os ministros ainda não se recuperaram da indignação causada por declarações do senador Delcídio do Amaral, que teria tentado envolvê-los no episódio da delação premiada de Nestor Cerveró, dizendo que teria conversado com alguns deles, o que desmentiu depois. Isso explicaria a velocidade com que o Supremo decidiu a prisão do senador e do banqueiro André Esteves e, também, a determinação do ministro Teori Zavascki para que eles fossem transferidos imediatamente para o presídio. Isso explicaria, também, a estranha frase da ministra Carmem Lucia, carregada de rancor, no seu voto pela prisão de Delcídio, para quem "o escárnio venceu o cinismo". E o corporativismo fez o resto. Agora, pergunta-se: que culpa tem a presidenta Dilma pelas diatribes do senador?
Diante desses sinais parece que Dilma terá de mobilizar, para barrar o golpe, suas próprias forças políticas e trabalhadoras, com o decisivo apoio de lideranças como do governador Flavio Dino, do Maranhão, e do ex-ministro Ciro Gomes, os quais lançaram em São Luís uma campanha popular em defesa do mandato dela. O povo deve sair às ruas contra o impeachment-golpe, pois a entrega do país a Temer-Aécio será entregar ao capital estrangeiro o que sobrou da fúria privatizacionista do governo FHC, ou seja, a Petrobrás e o nosso petróleo. O senador José Serra, que até já apresentou proposta para entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, já declarou seu apoio a Temer e se assanhou para ocupar um ministério no seu eventual governo, o que representa um mal sinal para o futuro do nosso país.
Enquanto isso, o Ministério Público e o STF assistem, impassíveis, o deputado Eduardo Cunha transformar a Câmara Federal em circo e os seus membros em palhaços, ao mesmo tempo em que debocha da Justiça e do país com suas manobras para manter-se no cargo e preservar o mandato. Apesar de todas as acusações contra ele e das representações na Procuradoria Geral da República o parlamentar se mantém impávido no cargo, como o terceiro na linha sucessória, fazendo o que bem entende com o apoio explícito dos falsos moralistas tucanos, à frente FHC e Aécio Neves, e com ampla cobertura da mídia. Diariamente ele dá declarações cínicas, divulgadas com destaque, sem que seja incomodado pela Justiça ou pelo MPF.
Contrastando com a dinâmica das ações do MPF e da Justiça, quando os acusados são de alguma forma ligados ao governo – já tem até um monte de policiais federais investigando as obras de transposição do rio São Francisco – Cunha se mantém incólume. Os mais de 500 deputados da Câmara parece que se acovardaram diante das atitudes ditatoriais de Cunha, que trocou o relator do Conselho de Ética e o líder da bancada do PMDB, este com a decisiva participação do vice-presidente Michel Temer, em manobras vergonhosas em favor dos seus próprios interesses. Além dos tucanos, também os falsos moralistas do DEM, que vivem apontando o dedo sujo para Dilma e os petistas, estão aos beijos e abraços com Cunha, ignorando as acusações que pesam sobre ele. E vários deles, embora também acusados de corrupção, continuam posando cinicamente de vestais.
Vale registrar que essa situação, embora dolorosa para o país, tem o seu lado positivo. Segundo um velho ditado popular "nem todo mal é mal". Há quem afirme, no entanto, que "todo mal sempre traz um bem". Graças a esses acontecimentos o povo passou a conhecer melhor as pessoas que elegeu para trabalhar pelo país. Enquanto a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula ganham atestados de honestidade, pois apesar do empenho dos seus adversários até hoje não conseguiram encontrar absolutamente nada que enlameasse a conduta de ambos, o vice-presidente Michel Temer assumiu-se como o conspirador que sempre foi; o deputado Eduardo Cunha mostrou o seu lado podre e cruel; os líderes oposicionistas, à frente o senador Aécio Neves, se revelaram inimigos do Brasil obcecados pelo poder; e os inimigos do governo e do PT, incrustados no Executivo, Judiciário e Legislativo, mostraram a cara lavada. Mas não custa lembrar a todos: depois da tempestade virão as eleições.


UM COMENTÁRIO QUE VALE A PENA REPRODUZIR

Edilson Vilela · 
#DILMA13 … NÃO SE ILUDA A OAB, O STF e DEMAIS PODERES CONSTITUÍDOS NÃO PODEM PARAR O PROCESSO DE IMPEDIMENTO DA DILMA…

TODA ESTA QUESTÃO É EXTERNA … E A CÂMARA TEM AUTONOMIA PARA EXERCER COM SOBERANIA ABSOLUTA A LEGITIMIDADE CONFERIDA AOS 513 DEPUTADOS ELEITOS PELO POVO BRASILEIRO …

ISTO TUDO QUE ACONTECE FORA DO RECINTO DA CÂMARA NÃO TEM FORÇA PARA OBSTAR O PROCESSO POLÍTICO.

ESTA É UMA DECISÃO DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE POLÍTICA QUE NO MÉRITO NÃO SE VINCULA E NÃO ESTÁ SUBORDINADA À LEI …

EM OUTRAS PALAVRAS: … POR INCRÍVEL QUE POSSA PARECER …
DILMA TENHA OU NÃO COMETIDO CONDUTA ILÍCITA … SERÁ JULGADA POLITICAMENTE E PODERÁ PERDER O CARGO …

QUEM VAI DEFINIR ISTO SÃO OS DEPUTADOS … E PONTO FINAL …

O PODER JUDICIÁRIO NÃO PODE INTERVIR NO MÉRITO DESTE PROCESSO POLÍTICO …

O MÉRITO É POLÍTICO DE SOBERANIA ABSOLUTA DOS 513 DEPUTADOS …

Esta história de impeachment é ABSURDA … CONCORDO … MAS É SÉRIA …

LEMBRE-SE que a POLÍTICA É A ARTE DO IMPOSSÍVEL … (se coloque como um dos Deputados … como Vc. pagará, via de regra, cerca de 7 milhões gastos na sua eleição … com os acréscimos exigidos pelo “doador bonzinho”) POR ESTAS E OUTRA, SE O VOTO FOR SECRETO … PODE HAVER SURPRESA E OS BANDIDOS ... SAIREM VENCEDORES.

LEMBRE-SE QUE NÃO PRECISA DE MOTIVO … NÃO SE ILUDA É UMA DECIÃO POLÍTICA … BASTA QUE 2/3 ou 342 VOTOS DOS 513 DEPUTADOS E PRONTO … DILMA ESTARÁ AFASTADA DA PRESIDÊNCIA E O IMPEDIMENTO PROSSEGUE.

SE LIGUE E INTENSIFIQUE SUA PARTICIPAÇÃO … É O BEM contra o MAL … É A PUNIÇÃO DE CORRUPTOS CONTRA A PROTEÇÃO DE BANDIDOS LIDERADO POR UM DELES … O CUNHA.

NO CONGRESSO TEM MAIS BANDIDOS DO QUE HONESTOS … ACREDITE (por força dos critérios da eleição passada) PARTICIPE … INTENSIFIQUE … É SÉRIO … MUITO SÉRIO.

… SOU ADVOGADO E JÁ USEI O impeachment para CASSAR O MANDATO DE DOIS PREFEITOS E RECONDUZIR OUTRO. SE LIGUE.

É SÉRIO. VAMOS À LUTA … O TEMER TÁ VENCIDO, MAS TEMOS OUTROS MOTIVOS PARA TEMER.

Este é meu entendimento, SMJ
Edilson Galdino Vilela de Souza
OAB-BA. 8.492.#


Massacre de professores em 1988 se repete | Gazeta do Povo

Massacre de professores em 1988 se repete

Foto: Arquivo APP.Foto: Arquivo APP.
Há 27 anos, uma manifestação de professores do Paraná em greve terminou em tragédia. No dia 30 de agosto de 1988, policiais militares escalados para acompanhar o protesto jogaram cavalos, cães e bombas de efeito moral contra os manifestantes, que protestavam por melhores salários e condições de trabalho na Praça Nossa Senhora de Salette, em Curitiba.
O episódio marcou para sempre a carreira do então governador e hoje senador Alvaro Dias. Por ironia, ou não, do destino político, Dias pertence agora ao mesmo partido (PSDB) do governador Beto Richa, que trava embate semelhante com o professorado.
Algumas das causas do protesto de hoje têm diferenças com as daquele ano. Naquela época, a greve já durava duas semanas sem que as duas partes, governo do estado e Associação dos Professores do Paraná (APP), chegassem a um acordo. Os professores lutavam por um piso salarial em meio a uma inflação que corroía os salários rapidamente.
Há diferenças ainda no grau de violência. Os professores feridos em 1988 foram pouco mais de uma dezena. Agora, são mais de uma centena de manifestantes atingidos por disparos e outras agressões de PMs; muitos feridos gravemente.
Alguns avanços ocorreram após aquele dia de violência nos anos 80. Houve conquista do piso salarial nacional, o plano de carreira para docentes, o aumento na periodicidade dos concursos públicos e o direito à hora-atividade, tempo destinado ao preparo das aulas fora de sala.
A violência de 1988 e de agora, em 2015, mostra que, assim como o governo Alvaro Dias tinha dificuldade para lidar com a pressão dos servidores, há inabilidade política do governo de Beto Richa para negociar com os professores.
Assim como Alvaro Dias, a história política do governador Beto Richa ficará marcada pelos episódios de 2015.
Massacre de professores em 1988 se repete | Gazeta do Povo

sábado, 12 de dezembro de 2015

A estranha apatia do Supremo e do MPF | Brasil 24/7

A estranha apatia do Supremo e do MPF

12 de Dezembro de 2015
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A Constituição Federal, já algumas vezes rasurada, corre o risco de ser escandalosamente rasgada caso o processo do golpe não seja estancado a tempo pelas forças democráticas da Nação. O STF, que tem o dever de garantir o cumprimento da Carta Magna, tem se mostrado apático à movimentação dos golpistas, embora todos, incluindo os oposicionistas, reconheçam que a presidenta Dilma Rousseff não cometeu nenhum crime. Portanto, se não há crime, o impeachment é um golpe, pois infringe dispositivos constitucionais. Então, por que a morosidade do Supremo na tramitação das ações destinadas a interromper o golpe, contrastando, por exemplo, com a velocidade da decisão sobre a prisão do senador Delcídio do Amaral?

Na verdade, embora não possa aprovar um impeachment sem base legal, não é difícil perceber-se a tendência dos membros da mais Alta Corte de Justiça do país em relação ao governo da presidenta Dilma Rousseff. As recentes declarações do seu presidente, ministro Ricardo Lewandowski, por exemplo, não deixam margem de dúvidas sobre o que ele pensa do governo: "Temos de ter a paciência de aguentar mais três anos sem nenhum golpe institucional". Como presidente da Corte ele não pode, obviamente, admitir nada que fira a Constituição, mas ao pedir paciência para "aguentar" o governo por mais três anos revela que, como cidadão, está pensando exatamente como a oposição. E, como consequência, as decisões do Supremo podem correr o risco de sofrer a influência do pensamento político. Se tal acontecer a democracia vai pro brejo.

Outro membro do STF, o ministro Marco Aurélio Melo, além de dizer que o país está sem governo afirmou que "não se consegue tocar medidas econômicas e financeiras indispensáveis à suplantação da crise mais séria, que é econômica e financeira". Ora, todo mundo sabe, até mesmo os observadores estrangeiros, que essa crise foi produzida pela oposição, à frente o senador Aécio Neves, com o decisivo apoio da mídia, e não pela presidenta Dilma Rousseff. Eles criaram um clima de instabilidade e insegurança que praticamente engessou o governo, resultando daí todos os problemas que afligem o país, incluindo o desemprego e a recessão. Na verdade, não querem solucionar nada, mas única e exclusivamente o poder, indiferentes aos interesses maiores do povo brasileiro. O ministro, portanto, está olhando o País pela mesma lente da oposição.

Aliás, parece visível aos observadores mais atentos o estranho comportamento do Supremo que, desde o julgamento do mensalão, tem revelado certa antipatia ao petismo, embora a maioria dos seus membros tenha sido nomeada pelos governos do PT. Prova disso é que o mensalão tucano não teve o mesmo tratamento da Suprema Corte, razão porque os envolvidos estão tranquilos assistindo o tempo passar e, com ele, a prescrição dos crimes de que são acusados. Outro exemplo foi a "coincidência" do sorteio do ministro Gilmar Mendes, reconhecido antipetista, para relatar a ação impetrada por deputados petistas contra o impeachment. Ninguém precisa ser adivinho para antecipar o conteúdo do seu parecer, o que, de certo modo, abala a austeridade da mais alta Corte de Justiça do país.

Aparentemente os ministros ainda não se recuperaram da indignação causada por declarações do senador Delcídio do Amaral, que teria tentado envolvê-los no episódio da delação premiada de Nestor Cerveró, dizendo que teria conversado com alguns deles, o que desmentiu depois. Isso explicaria a velocidade com que o Supremo decidiu a prisão do senador e do banqueiro André Esteves e, também, a determinação do ministro Teori Zavascki para que eles fossem transferidos imediatamente para o presídio. Isso explicaria, também, a estranha frase da ministra Carmem Lucia, carregada de rancor, no seu voto pela prisão de Delcídio, para quem "o escárnio venceu o cinismo". E o corporativismo fez o resto. Agora, pergunta-se: que culpa tem a presidenta Dilma pelas diatribes do senador?

Diante desses sinais parece que Dilma terá de mobilizar, para barrar o golpe, suas próprias forças políticas e trabalhadoras, com o decisivo apoio de lideranças como do governador Flavio Dino, do Maranhão, e do ex-ministro Ciro Gomes, os quais lançaram em São Luís uma campanha popular em defesa do mandato dela. O povo deve sair às ruas contra o impeachment-golpe, pois a entrega do país a Temer-Aécio será entregar ao capital estrangeiro o que sobrou da fúria privatizacionista do governo FHC, ou seja, a Petrobrás e o nosso petróleo. O senador José Serra, que até já apresentou proposta para entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, já declarou seu apoio a Temer e se assanhou para ocupar um ministério no seu eventual governo, o que representa um mal sinal para o futuro do nosso país.

Enquanto isso, o Ministério Público e o STF assistem, impassíveis, o deputado Eduardo Cunha transformar a Câmara Federal em circo e os seus membros em palhaços, ao mesmo tempo em que debocha da Justiça e do país com suas manobras para manter-se no cargo e preservar o mandato. Apesar de todas as acusações contra ele e das representações na Procuradoria Geral da República o parlamentar se mantém impávido no cargo, como o terceiro na linha sucessória, fazendo o que bem entende com o apoio explícito dos falsos moralistas tucanos, à frente FHC e Aécio Neves, e com ampla cobertura da mídia. Diariamente ele dá declarações cínicas, divulgadas com destaque, sem que seja incomodado pela Justiça ou pelo MPF.

Contrastando com a dinâmica das ações do MPF e da Justiça, quando os acusados são de alguma forma ligados ao governo – já tem até um monte de policiais federais investigando as obras de transposição do rio São Francisco – Cunha se mantém incólume. Os mais de 500 deputados da Câmara parece que se acovardaram diante das atitudes ditatoriais de Cunha, que trocou o relator do Conselho de Ética e o líder da bancada do PMDB, este com a decisiva participação do vice-presidente Michel Temer, em manobras vergonhosas em favor dos seus próprios interesses. Além dos tucanos, também os falsos moralistas do DEM, que vivem apontando o dedo sujo para Dilma e os petistas, estão aos beijos e abraços com Cunha, ignorando as acusações que pesam sobre ele. E vários deles, embora também acusados de corrupção, continuam posando cinicamente de vestais.

Vale registrar que essa situação, embora dolorosa para o país, tem o seu lado positivo. Segundo um velho ditado popular "nem todo mal é mal". Há quem afirme, no entanto, que "todo mal sempre traz um bem". Graças a esses acontecimentos o povo passou a conhecer melhor as pessoas que elegeu para trabalhar pelo país. Enquanto a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula ganham atestados de honestidade, pois apesar do empenho dos seus adversários até hoje não conseguiram encontrar absolutamente nada que enlameasse a conduta de ambos, o vice-presidente Michel Temer assumiu-se como o conspirador que sempre foi; o deputado Eduardo Cunha mostrou o seu lado podre e cruel; os líderes oposicionistas, à frente o senador Aécio Neves, se revelaram inimigos do Brasil obcecados pelo poder; e os inimigos do governo e do PT, incrustados no Executivo, Judiciário e Legislativo, mostraram a cara lavada. Mas não custa lembrar a todos: depois da tempestade virão as eleições.


A estranha apatia do Supremo e do MPF | Brasil 24/7

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No caso do PT, só sairá melhor se sua militância retomar o partido nas mãos e recuperar a dinâmica de uma democracia interna viva e participativa. Romper as correntes do PET que travaram o partido e lotearam suas estruturas dirigentes. Abaixo os diretórios feudais.

 

Para Leonardo Boff, Dilma e o PT sairão da crise melhores e mais fortes — Rede Brasil Atual

O ataque aos programas sociais |

O ataque aos programas sociais


dezembro 12, 2015 faltahistoria UncategorizedBolsa Família, Brasil, eleições, golpe, impeachment, orçamento, PT
Há uma ação coordenada em curso no Brasil, cujo objetivo final é alijar o PT das disputas eleitorais de 2016 e 2018. A oposição vem tentando por todos os meios — inclusive com o auxílio de parcela expressiva do judiciário e com o apoio descarado da mídia — inviabilizar as candidaturas petistas, principalmente, a presidencial de 2018. Para isso, está lançando mão agora de um ataque frontal aos programas sociais do governo federal, sobretudo, o Bolsa Família.

De um lado, vem o pedido de afastamento da presidenta Dilma Rousseff — todo ele fundamentado na “irregularidade” dos repasses destinados ao pagamento desses benefícios, tentando fazê-lo configurar um “crime de responsabilidade” que simplesmente não existe. A base legal (jurídica mesmo) desse pedido já foi considerada totalmente infundada por um conjunto expressivo e respeitável de juristas brasileiros. Mas a oposição insiste em levar adiante essa tentativa abjeta de golpe contra a democracia brasileira, tendo em vista única e exclusivamente os seus objetivos de tomar o poder. Como foi incompetente para consegui-lo no voto, agora tenta alcançá-lo com esse artifício golpista que envergonha qualquer um que tenha um pingo de caráter.

De outro lado, vem o relator do orçamento de 2016 (também da oposição) propor o corte de 10 bilhões de reais no programa Bolsa Família, o mais decisivo dos programas sociais implantados pelo governo federal, que atende às famílias mais pobres do País e impede que fiquem prisioneiras da mais terrível miséria. Esse corte proposto pelo relator do orçamento significaria um baque tremendo nos recursos desse benefício e comprometeria o alcance e a abrangência de sua cobertura. Mesmo sabendo disso — e é óbvio que, sendo relator do orçamento, conhece bem a matéria — o relator insiste nessa proposição, ainda que o governo federal já tenha apresentado os seus argumentos em favor da manutenção dos recursos destinados ao programa.

O fato de que o Brasil tenha sido retirado do mapa da fome da ONU, graças em grande medida a esse tipo de ação governamental, algo que deveria ser motivo de orgulho para todos os brasileiros, é mero detalhe para essa oposição destrutiva e maléfica. Pouco importa que milhões de conterrâneos sejam relegados à miséria e ao abandono. O que conta mesmo é derrotar o PT e, de preferência, aniquilar todas as suas possibilidades eleitorais futuras. É o que pretendem fazer. Com certeza, usariam o eventual fracasso dos programas sociais (coisa que essa redução de recursos pode causar) para atacar o partido e suas candidaturas, denunciando o que chamam de “manipulação eleitoreira” dos programas sociais. Na eleição passada, não custa lembrar, foi espalhado um boato de que o pagamento do Bolsa Família seria suspenso, o que provocou uma correria desesperada dos beneficiários às agências pagadoras, quase causando tumultos.

A tragédia da política brasileira atual é que a oposição ao PT não teve competência para construir o seu próprio projeto político e o seu próprio programa de governo. Apostou todas as suas fichas no ataque ao partido que está no governo e tem contado com o apoio incondicional da mídia para destruir todas as realizações positivas alcançadas. Ao terceirizar para a mídia essa tarefa de se contrapor aos governistas, a oposição deixou de cumprir o seu papel político fundamental de representar uma alternativa viável e atraente para os eleitores. Sem propostas, sem projetos, sem futuro, alimenta o ódio contra os pobres e contra os programas sociais do PT para conseguir uma adesão social mínima às suas pretensões. Aqueles que se deixam mobilizar pelo ódio aos oprimidos (basta ver a quantidade de ataques racistas que têm sido proferidos a artistas negros no Brasil), infelizmente, não são poucos e rapidamente se prontificam a marchar a favor desse tipo de violência. O resultado é esse que estamos vendo aqui hoje: de todos os lados, se atacam os programas sociais do PT, tendo em vista unicamente a sua retirada do poder. Pouco importa que, para isso, seja necessário tirar todas as chances daqueles que mais precisam de apoio.



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