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quinta-feira, 21 de maio de 2015

O que aconteceu com o MPL? Está feliz com Eduardo ShoppingdeJesus Cunha? | CartaCampinas

O que foi junho/13 senão a ante sala eleitoral de Cunha? 


O que aconteceu com o MPL? Está feliz com Eduardo ShoppingdeJesus Cunha?

dfactoryEstamos chegando em maio e não se ouviu falar mais de MPL (Movimento Passe Livre).
Incendiou o Brasil com os protestos nas jornadas de junho de 2013.
Depois, a direita ascendeu como um foguete com a queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT).
O PT (e o Brasil) virou refém de uma direita evangélico talibanesca. Acoplada ao PMDB e permeando vários partidos.
O PT vive do passado. Portanto, está em coma. Vivo do fez isso… Fez aquilo… Ele volta…
O PT perdeu o protagonismo simbólico da sociedade.
Agora quem dá as cartas no país é o legislativo de Eduardo ShoppingdeJesus Cunha.
Mas cadê o MPL? Sumiu? Será que a pauta é só o passe escolar? Não há mais nada. Tá oco? É vazio?
Será que o MPL está feliz com Eduardo ShoppingdeJesus Cunha?
As ruas estão vazias, aliás, a ala mais reacionária da direita tentou ocupar esse espaço. Apesar do apoio dos grandes veículos de comunicação, o discurso é tão horrível que as ruas ficaram vazias..Restou bater o aço inox nos apartamentos de luxo.
Afinal, o que aconteceu com MPL?
Pois fogo no Brasil, a direita reacionária ascendeu e estamos felizes.
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O que aconteceu com o MPL? Está feliz com Eduardo ShoppingdeJesus Cunha? | CartaCampinas

Opinião## Nova conjuntura para o movimento sindical | Milton Alves

Opinião## Nova conjuntura para o movimento sindical

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Durante os últimos anos o movimento sindical brasileiro, aproveitando-se de uma conjuntura favorável, com ganho real do salário mínimo, ganhos significativos nas negociações coletivas e campanhas salariais, crescimento do emprego com formalização dos vínculos, diminuição das jornadas efetivamente trabalhadas.
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Desemprego: a grande ameaça
João Guilherme Vargas Netto*
Aproximação entre os salários de admissão e os salários de demissão (embora com a rotatividade em alta), taxas de sindicalização estáveis e com a unidade de ação programática das centrais (pauta do Pacaembu).
Afirmava-se como mais o importante movimento sindical do mundo inteiro e, nossas conquistas, na contramão da conjuntura mundial, apareciam como exemplo a ser seguido, no conteúdo e na forma.
Atualmente, com a deterioração da situação econômica, com os ataques ferozes dos adversários e com o desesperado pacote de ajuste governamental, estamos passando de uma fase boa para outra muito ruim, bem conhecida dos dirigentes e dos trabalhadores, que é uma fase de resistência.
Com efeito, acumulam-se notícias negativas sobre a situação do emprego, nas condições dos salários e em quase todos os outros indicadores relativos. Apenas o terceiro trilho letal dos direitos conquistados comparece hoje como barreira ao desmanche social.
Mas para tanto é preciso, com urgência, mesmo adotando uma pauta defensiva, reforçar os elementos de unidade de ação e tomar iniciativas capazes de defender os demitidos, criar alternativas às demissões, garantir ganhos salariais ou evitar perdas (a começar pelo salário mínimo), enfrentando a recessão e todos os seus malfeitos.
E é preciso habilidade dos dirigentes para conduzirem, nessa conjuntura difícil, as ações sindicais com determinação e responsabilidade, sem os arreganhos inconsequentes que, às vezes, são tentadores, mas ineficazes.
* É consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo. Artigo publicado originalmente no Portal Vermelho
Opinião## Nova conjuntura para o movimento sindical | Milton Alves

Enredos macabros |

A gente fica até um pouco encabulado de especular numa frequência que pode confundir-se com as chamadas teorias da conspiração. Mas não tem coimo deixar de constatar com estranheza  como determinadas teses repentinamente encontram confirmações fáticas assaz oportunas como e o caso do enredo 2. .



Enredos macabros

Enredo 1:
Um ex-deputado envolvido até o pescoço em inúmeras denúncias de corrupção, que passam pelo famigerado “mensalão” e alcançam a roubalheira na Petrobras, investigada na atualidade, morreu em 2010. Todavia, sua viúva acabou de manifestar aos membros da CPI da Petrobras, no Congresso Nacional, a suspeita de que o marido pode estar vivo. Morto, ele escapou de todos os julgamentos e condenações. Vivo, ele estaria usufruindo de uma vida sossegada, em algum lugar deste vasto mundo, sem levantar nenhuma suspeita.
Tudo muito estranho. Será que a viúva sabia, desde o início, de toda essa tramoia? Ou não? Será que a viúva participou do esquema que resultou na “morte” do marido e que serviu para mitigar todas as suas culpas? Ou não? Será que a viúva se sentiu traída de alguma forma, ou soube de algum fato novo que a desagradou e resolveu entregá-lo agora? Ou não? Por que essa denúncia, justo neste momento? Fala-se inclusive na exumação do corpo do ex-deputado, a fim de confirmar a identidade do morto… Tudo muito estranho.
Enredo 2:
Está em discussão, no Congresso Nacional, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Isso quer dizer que, se for aprovada a nova lei, jovens desde os 16 anos que cometerem crimes e delitos serão julgados e condenados com base no Código Penal, como qualquer outro criminoso. Hoje, eles se beneficiam do Estatuto da Criança e do Adolescente. A maior parte das entidades ligadas aos Direitos Humanos no Brasil já se manifestou contrariamente a essa mudança. Muitos países que adotaram a medida já voltaram atrás, porque o encarceramento puro e simples de adolescentes não resolveu o problema da violência na atualidade.
Nas últimas semanas, os argumentos contrários à redução da maioridade penal ganharam força, e muitas pessoas “importantes” (com reconhecido prestígio no meio social) começaram a manifestar posição contrária a essa redução. A causa parecia conquistar muitos votos e muitas simpatias.
Eis que, no Rio de Janeiro, começaram a acontecer, com relativa frequência, assaltos praticados por menores de idade envolvendo o esfaqueamento das pessoas. Até que, no começo desta semana, mataram um homem de 55 anos, com várias facadas, para roubar a sua bicicleta. Em plena Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões-postais mais famosos da cidade.
Será que existe algum elo entre as coisas? Devemos nos perguntar. Será que a discussão da redução da maioridade penal serviu para provocar ou suscitar essa nova modalidade de crime? Com que propósito? Por que razão? O fato de o palco das atrocidades ser o Rio de Janeiro, mais uma vez, uma cidade já tão marcada por episódios de crimes violentos e chocantes, tem algum significado? A proximidade das Olimpíadas, no ano que vem, recoloca a questão da violência urbana de forma traumática para as autoridades locais. Acima de tudo, os votos contrários à redução da maioridade penal receberam um duro golpe.
Enredos macabros |

Marcelo Semer: Quando a bengala bate na panela e o Congresso abre a caixa de Pandora reacionária - Viomundo - O que você não vê na mídia

Marcelo Semer: Quando a bengala bate na panela e o Congresso abre a caixa de Pandora reacionária

publicado em 21 de maio de 2015 às 02:14
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Quando a bengala bate na panela
Mal acabavam de bater as panelas na varanda, a Câmara dos Deputados estava em sessão para aprovar uma das mais casuísticas emendas constitucionais de que nossa história republicana tem lembrança. Uma espécie de pacote de abril, só que com o Congresso aberto.
As panelas não bateram pela democracia que o casuísmo rompia, nem mesmo pela corrupção que ele institucionaliza ao ser fincado no coração da Carta Magna. Elas batiam só contra o governo, curiosamente na mesma toada que os discursos que os membros da oposição ou da base nada-aliada faziam tentando justificar o injustificável naquela sessão.
A PEC da Bengala, tal como aprovada pelo Congresso, com o aval de ministros do STF que prestigiaram a promulgação, e a estimularam nos bastidores, ganhou força apenas como forma de amputar o poder da presidenta, nada mais.
Para evitar atrasos e impor imediatamente uma derrota ao governo, os parlamentares evitaram, por exemplo, estender a regra de aposentadoria compulsória aos 75 anos a todos os servidores do país. Os desembargadores, como se tem visto, estão tomando a providência de estendê-la para si mesmos, porque em seus cargos repousa o poder de fazê-lo por provimento judicial. Mas é apenas ilusão supor que o corporativismo será capaz de anular esse casuísmo. Se levado a extremo, apenas cria outro.
Enquanto o governo, que tanto criticava as medidas impopulares dos adversários, tenta realizar essa mesma pauta, o Congresso abriu a caixa de Pandora para uma agenda reacionária, da qual, pode-se dizer sem medo de errar, que o inferno é o limite.
O mal-ajambrado anteprojeto do Código Penal, reprovado por dez entre dez penalistas, está sendo trazido à votação, na mesma pauta de fim-do-mundo em que se insere o fim do auxílio reclusão, a revogação do estatuto do desarmamento e sabe-se lá quantos novos crimes hediondos. O sinal mais inequívoco do populismo penal é o convite formulado para que apresentadores de programas policialescos fossem à Câmara “debater” a redução da maioridade penal.
Há tempos que se reclama que deputados e senadores ganham demais para trabalhar pouco. Mas a operosidade dos congressistas não pode ser medida apenas pelos projetos que aprovam. Principalmente porque a maioria que hoje impulsiona o parlamento, entre aqueles que querem que o governo caia e os que só querem que ele se mantenha agachado, têm feito de tudo nas sessões, menos parlamentar.
O debate político, que amadurece os projetos e permite as composições, que incorpora os anseios da sociedade ao mesmo tempo em que dá ouvidos aos especialistas, está praticamente interditado.
Projetos vem e vão ao sabor de pedidos ou ameaças. Nada a estranhar na medida em que nas presidências das Casas parlamentares estão dois indiciados pelo Procurador-Geral da República, mais empenhados em contestar o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal contra si.
Curiosamente, são esses mesmos parlamentares que lideram decisões sobre temas sensíveis à própria composição da Justiça na qual podem ser julgados, como a PEC da Bengala, com sua inusitada e inconstitucional segunda sabatina a ministros já vitalícios, a aprovação do novo membro do STF e até mesmo uma proposta que pretende superar-se no oportunismo: a proibição da recondução do Procurador-Geral da República que os investiga.
De casuísmo em casuísmo, entre ameaças e rancores, de uma situação que luta de forma desesperada por implantar a agenda da oposição, e esta que contraditoriamente a repele em busca do quanto-pior-melhor, poucas coisas representam simbolicamente mais a política sem palavras, o diálogo que desapareceu e a institucionalização que progressivamente vem esmaecendo do que o bater de panelas.
É um grito surdo de quem, sobretudo, se recusa a ouvir. De quem impede que o outro fale.
Elas não levam a lugar nenhum –mas as bengalas talvez nos levem a lugar pior.
Marcelo Semer é Juiz de Direito em SP e membro da Associação Juízes para Democracia. 
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Movimentos já têm 650 mil assinaturas para projeto popular de reforma política | Portal Fórum

Entrega de documento foi feita ontem ao presidente da Câmara, com o apoio de parlamentares do PT, Psol e PCdoB. Para ser formalizada, proposta precisa de 1,5 milhão de assinaturas
Por Hylda Cavalcanti, na RBA 
Integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e representantes do Movimento Eleições Livres, que reúne mais de 170 entidades por uma proposta de reforma política de iniciativa popular, já conseguiram coletar 650 mil assinaturas para o projeto de lei. A entrega simbólica de parte das assinaturas ao Congresso Nacional foi feita ontem (20), ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por coordenadores do movimento, entre eles o juiz Marlon Reis. A reunião contou com a participação de deputados do PT, PCdoB e Psol, que apoiam a iniciativa, e do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Cunha recebeu o documento, mas não se comprometeu com qualquer proposta.
Na prática, para a proposta ser formalizada no Congresso, são necessárias 1,5 milhão de assinaturas. Por isso, a campanha prossegue em todo o país. A entrega desta etapa das assinaturas foi feita após a realização de uma passeata por representantes de várias entidades da Catedral de Brasília até a Câmara, para pedir o apoio da população e dos parlamentares para a matéria e, ao mesmo tempo, para protestar contra o relatório da atual proposta de reforma política em tramitação na Casa.
De autoria do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), o relatório mantém o financiamento privado de campanhas e é considerado um retrocesso para o país, na avaliação do MCCE. “Defendemos uma reforma política que fortaleça a democracia participativa e acabe com o financiamento de empresas a campanhas eleitorais”, afirmou Marlon Reis, autor do projeto de iniciativa popular que resultou na Lei da Ficha Limpa.
Estão entre as entidades que coletaram as assinaturas, estão CUT, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e União Nacional dos Estudantes (UNE), além do próprio MCCE.

Pressão da sociedade

De acordo com o líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), é importante que haja intensa manifestação da sociedade nestes dias que antecedem a votação da reforma política – programada para a próxima semana, na Câmara.
“A sociedade tem que se manifestar. Se não houver uma pressão, certamente o Congresso atual não atenderá aos anseios da população. Nossa bancada se esforçará ao máximo para avançar no texto que está sendo apresentado, que hoje não traz, nem de longe, o que a sociedade espera”, afirmou Machado.
Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS) a influência do poder econômico é o maior problema da política brasileira, motivo pelo qual precisa ser enfrentado numa reforma que pretenda aperfeiçoar a democracia.
“A política brasileira é cada vez mais dominada pela força do dinheiro, pelo poder econômico e pelas grandes empresas que financiam as campanhas eleitorais. A reforma política é a que tem o maior potencial de mudar as nossas vidas e de construir mais justiça social”, enfatizou Fontana.
Já a deputada Moema Gramacho (PT-BA) destacou a relevância do movimento. “Esse movimento precisa ser respeitado e o povo que se manifestou através destas assinaturas não pode ter uma resposta diferente daquilo que pediu. A Câmara precisa responder com uma reforma política que contemple os interesses da população”, cobrou.
Proposta retrógrada
Mais cedo, integrantes de várias entidades também destacaram pontos da proposta de reforma política em tramitação com os quais não concordam. “Não aceitamos e entendemos que a sociedade como um todo não vai aceitar essa proposta da forma como está aí. Não é essa a reforma política que estamos pedindo desde 2013 e entendemos que é com a mobilização que vamos conseguir mostrar nossa indignação”, enfatizou a estudante de engenharia Luciane Cordeiro, representante da UNE.
Segundo ela, “caminhar tanto, conseguir conquistas históricas como conquistamos nos últimos anos para ver tudo retroceder com a institucionalização do financiamento privado de campanhas é uma derrota para o sistema político brasileiro e, principalmente, para os movimentos sociais. Estamos aqui para deixar claro isso”.
“Queremos combater a corrupção e este relatório da comissão especial criada este ano para elaborar as propostas de reforma política não nos representam”, disse também a professora Alice Santos, da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político.
O advogado Marcello Lavenère Machado, representante da coalizão, afirmou que a constitucionalização do financiamento privado das eleições “está na contramão de tudo que está acontecendo no nosso país”. Lavenère lembrou casos de corrupção recentes, que associam os desvios ao financiamento privado feito a partidos e candidatos durante as eleições.
Foto: Reprodução 
Movimentos já têm 650 mil assinaturas para projeto popular de reforma política | Portal Fórum

DIÁRIO DE CLASSE-APEOC

Tabela vencimental dos professores da rede estadual(CE) e informes das atividades recentes do sindicato Apeoc. Confira no link:

http://apeoc.org.br/extra/2015/JORNAL%20APEOC%202015.pdf

Governo Federal autoriza licitação para 46 creches em Fortaleza

Governo Federal autoriza licitação para 46 creches em Fortaleza

Mauro Santayana: O RECADO DAS ARMAS - OS MILITARES E A DEMOCRACIA.

OS MILITARES BRASILEIROS DEVEM TER MAIS MOTIVOS PARA FORTALECER A DEMOCRACIA E PREZAR PELO QUE OS GOVERNOS DO PARTIDO DOS TRABALHADORES FIZERAM PARA GARANTIR A DEFESA NACIONAL E PELA AFIRMAÇÃO DA SOBERANIA DO PAÍS DO QUE QUALQUER MOTIVO PARA DEFENESTRÁ-LO DO LEGÍTIMO EXERCÍCIO DO PODER..



 (Jornal do Brasil) - Segundo declarações dadas em Mimoso, no Estado do Mato Grosso, divulgadas pelo jornalista Jacques Gosch, do Rdnews, do mesmo estado, o Comandante do Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, declarou, nas comemorações do sesquicentenário do nascimento do Marechal Cândido Rondon, que os "manifestantes que reivindicam uma intervenção militar contra a presidente Dilma Rousseff nas ruas ou nas redes sociais estão completamente fora da realidade".


Segundo o Comandante do Exército, "não é papel das Forças Armadas fiscalizar o governo, derrubar o governo ou interferir na vida política do país"..."os manifestantes que pedem intervenção militar precisam compreender as normas da democracia brasileira antes de propor soluções sem fundamentação legal."

"Isso absolutamente não procede. Não tem nenhum fundamento. O Exército é uma força de sustentação do Estado de Direito e deve obediência à Presidente da República, que é nossa Comandante-em-Chefe."

As declarações do Comandante do Exército são didáticas e esclarecedoras, e deveriam servir de exemplo para outras áreas da administração pública, no sentido da orientação da população, muitas vezes manipulada pelos que torcem pelo "quanto pior melhor", e adoram disseminar boatos e desinformação, também a propósito das forças armadas, com táticas como a "invenção" de militares que não existem e o uso não autorizado de assinaturas de oficiais honrados da ativa e da reserva em manifestos de araque.

Os militares mais inteligentes e esclarecidos, não podem, como membros das forças armadas, expressar, diretamente, juízo de valor político.

Mas sentem - independentemente de sua posição política particular - que boa parte da resistência - e problemas - que os governos do PT vêm enfrentando, a ponto de o Brasil estar sendo reconhecidamente, descaradamente, espionado por potências estrangeiras, advêm da adoção de posições nacionalistas em áreas como a economia, as relações externas e a defesa nacional.

Não pode agradar àqueles que se consideram nossos tutores históricos ou eternos - por suposto destino manifesto - o fato de o Brasil ter passado da décima-quarta para a sétima economia do mundo, em apenas 12 anos, saindo de 504 bilhões de dólares de PIB em 2002 para 2 trilhões e 300 bilhões de dólares agora, segundo o Banco Mundial.

Não pode agradar a nossos concorrentes pela liderança continental, ou, pelo menos, aos seus segmentos mais imperialistas e conservadores, que o Brasil tenha estendido sua influência do Cone Sul ao Caribe, por meio de instrumentos como o BNDES, o Mercosul, a CELAC, a UNASUL, e, sobretudo, do Conselho de Segurança da América do Sul, que tem possibilitado estreita cooperação entre as forças armadas da região, no sentido da manutenção da paz e da colaboração no desenvolvimento de meios de defesa contra potências extra regionais, com a compra de lanchas de patrulha fluvial, pelo Brasil, em países como a Colômbia, a venda de aviões aqui fabricados para diferentes países latino-americanos; e a participação de países como a Argentina - antes considerados como nossos  arqui-inimigos - no desenvolvimento de projetos conjuntos como o avião KC-390, da Embraer.

Não pode agradar a esses mesmos segmentos, que se expressam por meio de editoriais em jornais conservadores estrangeiros, que o Brasil mantenha uma postura independente e não alinhada na ONU e em outros fóruns internacionais; que tenha pago sua dívida com o FMI; que pleiteie mais poder nessa instituição e no Banco Mundial; que tenha estabelecido uma aliança estratégica com alguns dos maiores países do mundo, entre eles três potências espaciais e atômicas - China, Rússia, Índia, para oferecer ao planeta alternativa política e econômica à tutela dos Estados Unidos e da Europa, neste novo século; assim como nossa aproximação, também no âmbito do BRICS, com a África do Sul, para o estabelecimento de um eixo entre as duas maiores potências militares da região, para fazer frente estratégica e diplomaticamente à expansão da OTAN para o sul do Atlântico. 

Assim como não pode agradar a esses setores conservadores e imperialistas estrangeiros, que o Brasil tenha voltado a produzir blindados, como os Guarani; que ele tenha construído uma nova base de submersíveis, que ele tenha montado uma fábrica própria e esteja construindo um submarino atômico e mais quatro convencionais. Ou que tenha alcançado a motorização própria de mísseis navais tipo Exocet; que esteja desenvolvendo mísseis de cruzeiro como o AV-MT 300 Matador, com 300 quilômetros de alcance; ou voltado a fabricar e a exportar barcos patrulha para países como a Namíbia; ou modernizado  e voltado a exportar sistemas de mísseis como o Astros 2020 da Avibras; ou, com a participação de outros países, jatos militares cargueiros capazes de transportar até tanques, como o KC-390; radares como a família SABER da Bradar; a desenvolver caças de última geração como o Gripen NG-BR, com a Suécia; e fabricar, pela primeira vez, nossos próprios rifles de assalto, capazes de disparar até 600 tiros por minuto, como o IA-2, da IMBEL; ou mísseis Ar-Ar A-Darter como os que estamos desenvolvendo com a África do Sul.     

O militar é o cidadão fardado. Ele é pai, ele é filho, ele é irmão. O militar brasileiro preza o campo de manobras, a bandeira da Pátria desfraldada ao sol, o avanço dos tanques e da infantaria, a “Selva!”profunda da Amazônia, o vento que sustenta o corpo do paraquedista em queda livre, que bate no rosto do marinheiro no convés da embarcação,  na pista do porta-aviões ou na torre do submarino, ainda molhado, que acabou de emergir.

O militar brasileiro honra seu uniforme, tem - desde a escola e a academia - orgulho de se perfilar e desfilar com seus companheiros de farda, mas não se sente diferente, nem superior. Ele toma sua cerveja, gosta de assar uma carne, passeia com a família, frequenta a igreja, o cinema, leva o filho ao futebol e, quando é o caso de que possa se alistar como eleitor, comparece à sua Seção Eleitoral, exercendo, como qualquer brasileiro – seu pai, seu irmão, seu sobrinho, seu avô - o direito que tem de influenciar e decidir, pelo voto secreto e universal, o destino de sua cidade, de seu estado e de seu país.

O militar brasileiro preza o bom combate. A disputa limpa, homem contra homem, guerreiro armado contra seu oponente, o calor da luta, a vitória honrada, fruto da estratégia, do esmerado preparo, da determinação. Ele tem orgulho de defender, contra o eventual inimigo estrangeiro, as cores da Nação.

Os heróis do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, são aqueles, que, hoje, em tempos de paz, estão participando, direta e indiretamente,  do desenvolvimento de nossas novas armas, e da proteção do país, assim como heróis das nossas três forças, são os que pereceram na defesa das costas brasileiras e na Campanha da Itália, que deram sua vida pela liberdade e a democracia, nas águas do Atlântico e na montanha, em lugares como Monte Castello, Castelnuovo, Montese, Collechio, Fornovodi Taro - onde o Brasil fez quase 15.000 prisioneiros em uma única batalha , obtendo a rendição incondicional do General OtttoFretter Pico, comandante da 148 Divisão Wermacht, e do General Mario Carloni, comandante da Divisão BersaglieriItalia, evitando que essa importante força escapasse para a Alemanha, e capturando centenas de caminhões e veículos militares .

Os brasileiros que caíram em nossa mais gloriosa guerra, o fizeram porque estavam combatendo o nazismo. Um regime em que não havia voto e a tortura e o assassinato eram moeda corrente. Os nossos pracinhas – cuja memória nunca é demais reverenciar – lutaram para que os brasileiros pudessem, um dia, votar diretamente em seu Presidente e livremente expressar suas ideias.

Aos macarthistas de plantão é preciso lembrar que o confronto entre as nações, agora, se dá muito mais no campo geopolítico do que no ideológico.

À China, não interessa expandir o seu bem-sucedido modelo de "um país, dois sistemas", que introduziu as modernas técnicas de produção capitalista em um país comunista com uma economia amplamente, em mais de 80%, estatizada, para outras nações, até para não arranjar concorrentes, como a maior base industrial do mundo.

Assim como não interessa a Cuba - que acaba de reatar relações diplomáticas com os EUA - exportar sua "revolução" a não ser que sejam seus “revolucionários” modelos de medicina tropical, de combate ao analfabetismo e de fomento ao esporte, de que são testemunhas os mais de 3 milhões de turistas estrangeiros que recebe todos os anos.

E, muito menos interessa meter a mão em cumbuca à Coreia do Norte, totalmente isolada, que está muito mais para mentecaptomunista do que para comunista, se formos considerar e dar ouvidos às notícias - algumas absolutamente incríveis - que nos chegam pela imprensa "ocidental" como a de que o Baby Doc às avessas que governa aquele país teria mandado executar um general, o seu Ministro da Defesa, por ter adormecido durante um desfile.

O discurso anticomunista, hoje, serve ao que quase sempre serviu no passado. Manter o status quo daqueles que não desejam perder seus privilégios, dentro de cada país, e atacar e enfraquecer os governos, nações, alianças e regiões que se oponham ao status quo consolidado, nos últimos 200 anos, pela dominação dos Estados Unidos da América do Norte, e, secundariamente, da Europa, sobre o resto do mundo, incluído o Brasil, mesmo que muitos brasileiros adorem emular os EUA e ajam como se já fôssemos de fato, e há tempos, uma colônia norte-americana.

Uma das principais razões para o Brasil estar sendo atacado, nesse contexto, é ter facilitado a aproximação, depois do balão de ensaio do IBAS (a aliança estratégica que nos une à Índia e à África do Sul) de potências que os conservadores norte-americanos - que usam o discurso anticomunista como meio de defender seus interesses - gostariam de manter afastadas e divididas, como a Índia, a China e a Rússia.

Não fazendo fronteira com nenhuma dessas nações, nem estando situado em sua região de influência, o Brasil - até mesmo por não ter ambições territoriais - tem atuado, desde o início da criação do BRICS, como um algodão entre cristais, facilitando a relação e ajudando a dirimir problemas no âmbito do grupo, e a viabilizar uma aliança contra a qual o "ocidente" sempre torceu, a ponto da imprensa ocidental tentar desancá-la, sabotá-la e desacreditá-la a todo momento, sempre que tem uma oportunidade.

O BRICS é perigoso para a hegemonia cultural, política, econômica e militar anglo-saxã, não apenas como exemplo, mas, principalmente, porque seus membros têm cacife para criar alternativas viáveis para o desenvolvimento econômico e social dos países mais pobres.

Alternativas que não passam por instituições sob o controle dos EUA e da Europa, como o FMI e o Banco Mundial, onde o poder e as cotas decisórias há muito não correspondem à importância do Brasil, China, Rússia e Índia no mundo atual.

Esta é a razão que está por trás da criação do Banco do BRICS e do fundo de reservas de seus países membros, para auxílio recíproco, aprovados pela Comissão de Relações Externas da Câmara dos Deputados esta semana.

A China é, hoje, o maior credor dos Estados Unidos. Pequim tem quase 4 trilhões de dólares em reservas internacionais. Nova Deli e Moscou têm mais de 350 bilhões de dólares cada, e o Brasil, com 373 bilhões de dólares (mais do que a Rússia ou a Índia, neste momento) acaba de voltar à condição de, isoladamente, terceiro maior credor externo dos Estados Unidos, segundo a página oficial do próprio tesouro norte-americano: http://www.treasury.gov/ticdata/Publish/mfh.txt

Se enganam, portanto, aqueles, que, na internet, ou nas ruas, acham que aos militares brasileiros, como cidadãos, interessa voltar ao tempo em que o Ministro das Relações Exteriores do Brasil tirava os sapatos no aeroporto, nos Estados Unidos, para deixar ser revistado; ou que devíamos 40 bilhões de dólares ao FMI; ou assinávamos voluntariamente tratados que nos impediam de pesquisar ou desenvolver armamento atômico.

O nacionalismo e o desenvolvimentismo, foram o esteio de governos militares como os do general Ernesto Geisel, que enfrentou os radicais das forças armadas e peitou os Estados Unidos, em episódios como o da assinatura do acordo nuclear Brasil-Alemanha.

Só o nacionalismo - que pode se projetar  para um regionalismo integrativo e pragmático na América do Sul - e o desenvolvimentismo podem conduzir o Brasil ao lugar que merece, como o quinto maior país em território e população e a sétima economia do mundo; e os adversários do PT deveriam estar preocupados em criar projeto nesse sentido que corrigisse os eventuais erros e omissões do atual governo, no lugar de querer se contrapor a esse objetivo, patriótico, permanente, nacional, com a defesa do neoliberalismo, da desnacionalização do patrimônio público, da entrega das reservas do présal - cuja lei de royalties deveria ser modificada para incluir também parte dos gastos com defesa - e o desmonte do BNDES, que tem sido essencial para a evolução da indústria bélica nacional.

Ao falar como falou - mesmo que o tenha feito fortuitamente, respondendo a indagação eventual do repórter que o entrevistava - o Comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas passou clara, serena e inequívoca mensagem.

As armas não têm coloração política. Não são socialistas, nem anticomunistas, nem "capitalistas", nem fascistas, nem conservadoras. Elas servem aos interesses permanentes da nacionalidade, que são o engrandecimento e o fortalecimento da Pátria, e o fazem sob o mandato do Povo Brasileiro, consubstanciado no Artigo Primeiro do texto constitucional, que reza: "todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido" por representantes eleitos, começando por aquele que tenha sido contemplado pela maioria dos votos como candidato à Presidente da República, a quem cabe, entre outras atribuições, a de Comandante Supremo das Forças Armadas.

Esse foi o recado das armas. Em defesa da Lei, da Constituição e da Democracia. 
Mauro Santayana: O RECADO DAS ARMAS - OS MILITARES E A DEMOCRACIA.

Mauro Santayana: A SAÍDA ESTÁ NOS BRICS. E NA CHINA.

DIVERSIFICAR PARA BARGANHAR



19 de mai de 2015

A SAÍDA ESTÁ NOS BRICS. E NA CHINA.






(Jornal do Brasil) - A vinda do Primeiro Ministro chinês ao Brasil, e a assinatura de acordos com o governo brasileiro em um valor de mais de 50 bilhões de dólares, é alvissareira, mas pontual. O que o Brasil precisa fazer com a China é um acordo estratégico de longo prazo, que nos permita queimar etapas na área de infra-estrutura e desenvolvimento, permitindo que os bancos estatais chineses, que estão nadando em dinheiro, complementem, meio a meio, a capacidade de investimento do BNDES em novos projetos conjuntos, e trazer para o Brasil, com a associação de construtoras chinesas com construtoras brasileiras, o know-how chinês na construção, em prazo recorde e a baixo custo, de grandes obras de engenharia.

A prioridades devem ser a associação dos chineses com as empresas que estão sendo prejudicadas pelos efeitos "colaterais" - quase fatais - da Operação Lava a Jato, em que a elevação de declarações "premiadas" à categoria de provas quase incontestáveis, ameaça destruir milhares de empregos; e preservar do sucateamento dezenas de projetos de grande porte que estão em andamento, todos eles essenciais para o desenvolvimento nacional nos próximos anos, com prioridade para as refinarias, navios e plataformas de petróleo da Petrobras, sem os quais não se poderia prosseguir na exploração do pré-sal e no atendimento ao mercado interno, com o aumento da oferta de combustível nacional e a consequente diminuição das importações.  

Além disso, é preciso terminar as ferrovias, rodovias, grandes represas hidroelétricas, linhas de transmissão, sistemas de irrigação, hidrovias, portos, rodovias e aeroportos, que não se construíam há décadas no Brasil, e cujas obras estão em andamento ou sob ameaça de paralisação, e, para isso, nada melhor que um parceiro que - ao contrário do que pensam aqueles que acham que a força da China está em seus baixos salários - possui capital e trabalha na fronteira da expansão do conhecimento e da tecnologia, usa inovações como impressoras 3D na construção civil que erguem casas inteiras e monta edifícios de dezenas de andares em poucas semanas. Mesmo que venham, temporariamente, para o Brasil, trabalhadores chineses, é melhor criar novos postos de trabalho para eles e também para brasileiros, do que deixar que o desemprego se aprofunde - também como consequência da permanente sabotagem - para gaudio dos que querem ver o circo pegar fogo.     

A visita chinesa mostra que Pequim está se lixando, literalmente, para o que dizem as agências de "classificação", e as empresas de "auditoria"  ocidentais, sobre o Brasil e a Petrobras. 

Organizações de duvidosa reputação, como a Standard & Poors e a PriceWaterhouseCoopers, que não conseguiram prever - quando não ocultaram, deliberadamente - a quebra de bancos como o Lehman Brothers, e as várias crises econômicas nascidas no "ocidente", desde o ano 2.000. 

Aliás, do alto de suas reservas internacionais - só a China possui 4 trilhões de dólares e o Brasil ainda é o terceiro maior credor individual dos EUA, com 370 bilhões de dólares* - os BRICS já afirmaram que pretendem fazer suas próprias agências de classificação, assim como estão montando um fundo de reservas de bilhões de dólares e o Banco dos BRICS, com 100 bilhões de dólares de capital inicial, para criar novas alternativas ao FMI e ao Banco Mundial. 

A parceria com a China deve servir para isso. Para diminuir a dependência de capitais ocidentais, e para melhorar nossa capacidade de barganha com os Estados Unidos e a União Europeia, daqui para a frente. 

Mesmo com eventuais problemas em nossas relações comerciais, os chineses já ultrapassaram os Estados Unidos como o nosso maior parceiro comercial desde 2009 - e o fizeram também com muitos outros países latino-americanos. 

Temos que aproveitar a nossa presença no BRICS - onde somos a segunda maior economia - para aumentar, em condições mais vantajosas para o Brasil, nosso intercâmbio comercial com a Europa e os Estados Unidos, negociando de igual para igual - e isso vale também para a China - sem a subalternidade do passado, e com a mais absoluta atenção ao princípio da reciprocidade. 

Afinal, somos o quinto maior país do mundo em território e população, e a sétima maior economia do planeta, posição que pode variar eventualmente para cima e para baixo em função do câmbio, mas que nos deixa sempre entre as primeiras nações do mundo, quando estávamos em décimo-quarto lugar em 2002.

*http://www.treasury.gov/ticdata/Publish/mfh.txt

Mauro Santayana: A SAÍDA ESTÁ NOS BRICS. E NA CHINA.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Blog do Sinei: Governo garante reajuste de 5% e só volta a negoci...

Governo garante reajuste de 5% e só volta a negociar com o fim da greve

Com informações AEN-PR
O Governo do Estado reafirmou na terça-feira (19/05) que o índice de reajuste do funcionalismo será estabelecido em 5% para este ano. 

“Este é o índice possível neste momento. O governo está fazendo um grande esforço para chegar neste percentual”, sustentou o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, durante reunião com lideranças de servidores em greve realizada no Palácio Iguaçu.

Sciarra ressaltou que o encontro é um gesto que demonstra a disposição do governo para o diálogo, mas que no momento não haverá reabertura de negociações com servidores em greve. “Qualquer outra negociação pode ser retomada com o fim da greve, sem intransigências”, afirmou.

O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, fez um balanço, demonstrando que a situação financeira do Estado exige medidas duras e responsáveis para a redução da despesa e aumento da receita. “Estamos propondo um ajuste para cumprir todas as obrigações que o Estado tem”, disse ele.

NÚMEROS - Entre os números apresentados, o secretário demonstrou que a despesas com pessoal e encargos sociais dos servidores cresceu 76% entre 2010 e 2015. Costa destacou que a maioria das categorias do funcionalismo estadual teve ganhos reais de salário acima de 30% nos últimos quatro anos.

O secretário da Fazenda afirmou que o orçamento do Estado para 2015 foi revisado em função de números superestimados para a receita e subestimados para a despesa. Ele explicou que a peça orçamentária levou em conta valores de junho de 2014, quando a economia brasileira trabalhava com um cenário diferente do que realmente aconteceu. “O PIB do País ficou estagnado no ano passado e neste ano deve ficar negativo em 1,8%”, disse.

Os representantes do governo também sustentaram que o Estado tem diversas obrigações que estão sendo cumpridas com outros setores da sociedade para zerar dívidas e recompor as contas. “Queremos iniciar 2016 com um novo cenário, com a retomada da capacidade de investimento do governo”, disse Mauro Ricardo Costa.

Além do Sciarra e Costa, a reunião também teve a participação do deputado Luiz Claudio Romanelli, líder do governo na Assembleia Legislativa; da secretária da Administração, Dinorah Portugal Nogara; do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes; e de técnicos da secretaria da Educação.
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